Prévia do material em texto
1 @thaistudandoodonto Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 2 @thaistudandoodonto Sumário Capítulo 1 - Conceitos básicos ---------------------------- 03 - Relembrando anatomia dental ----------- 03 Capítulo 2 - Processamento radiográfico -------------- 05 - Soluções de processamento -------------- 06 - Características da imagem ---------------- 08 - Causas comuns dos erros radiográficos 08 Capítulo 3 - Imagem digital ------------------------------- 09 - Considerações clínicas ----------------------- 11 Capítulo 4 - Projeções intraorais -------------------------- 12 - Etapas gerais para fazer uma exposição 12 - Técnica do paralelismo ---------------------- 12 - Técnica interproximal ou bitewing ------- 14 - Técnica da bissetriz -------------------------- 14 - Projeção oclusal ------------------------------- 15 Capítulo 5 - Técnica de Clark -------------------------------16 - Técnica de Le Master ------------------------- 17 - Técnica de Miller Winter -------------------- 17 - Técnica de Donovan ------------------------- 18 - Técnica de Parma ---------------------------- 18 - Métodos de localização de corpos estranhos em tecidos moles da face ------- 18 Capítulo 6 - Descoberta dos Raios X --------------------- 19 - Comprovação efeitos radiobiológicos ---- 19 - Radiação ionizante e radiação não ionizante ------------------------------------------ 19 - Física das radiações e componentes dos aparelhos de raio X ---------------------------- 20 - Efeitos biológicos da radiação ------------- 22 - Radioproteção -------------------------------- 24 - Fatores que auxiliam na redução da exposição ---------------------------------------- 26 Capítulo 7 - Dentes e estruturas anexas ---------------- 27 - Reparos anatômicos da maxila ----------- 29 - Reparos anatômicos da mandíbula ------ 32 - Materiais restauradores e outros elementos --------------------------------------- 34 Capítulo 8 - Anomalias dentárias ------------------------- 36 - Anomalias de desenvolvimento ---------- 36 - Anomalias adquiridas ----------------------- 40 Capítulo 9 - Cáries dentárias ------------------------------ 43 Capítulo 10 - Doença periodontal ------------------------- 46 - Periodontopatias ----------------------------- 46 - Alterações morfologia do osso alveolar - 48 - Outros padrões de perda óssea periodontal -------------------------------------- 49 - Alterações na densidade óssea e do padrão trabecular ----------------------------- 49 Capítulo 11 - Lesões do órgão dentário ------------------ 51 - Lesões da porção coronária ---------------- 51 - Lesões da porção radicular ----------------- 53 Referências ----------------------------------54 Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 3 @thaistudandoodonto Imaginologia Capítulo 1 Conceitos Básicos Radiografia ► Processo de produção de imagem de duas dimensões (2D – Altura e largura). A anatomia real é diferente da anatomia radiográfica, pois a real é 3D (3 dimensões) e a radiográfica 2D (2 dimensões). Para se ter uma noção de profundidade no ponto de vista radiográfico, pode-se tirar uma radiografia perpendicular à outra (para ter uma noção tridimensional). Geralmente, quando é necessário analisar as três dimensões (altura, largura e profundidade), realiza-se a tomografia computadorizada, que permite a visão 3D. Aspectos de normalidade ► Devemos conhecer os aspectos de normalidade de uma radiografia para sabermos identificar aspectos anormais. Radiopaco ► Áreas mais esbranquiçadas nas radiografias. Opaca para raios X, pois não permite a passagem de energia radiante. Radiolúcido ou radiotransparentes ► Áreas mais enegrecidas nas radiografias. Disponível em:http://odontologiareview.blogspot.com/2013/10/a natomia-radiografica-radiologia.html Anatomia radiográfica - A maioria dos pacientes demonstra muito dos pontos anatômicos radiográficos normais, porém nem sempre conseguimos identificar todos eles (pois há sobreposição de imagens); - É raro um paciente que mostre todos os pontos anatômicos; - A ausência de um ou vários pontos não deve ser considerada anormal, por causa dos fatores citados anteriormente. ► Para Relembrar – Anatomia Dental Dentição decídua - Raízes: Disponível em: https://www.anatomiaonline.com/dentes/ Superiores: Incisivo Central Superior Decíduo – 1 raiz Incisivo Lateral Superior Decíduo – 1 raiz Canino Superior Decíduo – 1 raiz 1º Molar Superior Decíduo – 3 raízes 2º Molar Superior Decíduo – 3 raízes Inferiores: Incisivo Central Inferior Decíduo – 1 raiz Incisivo Lateral Inferior Decíduo – 1 raiz Canino Inferior Decíduo – 1 raiz 1º Molar Inferior Decíduo – 2 raízes 2º Molar Inferior Decíduo – 2 raízes Obs: Podem ocorrer anomalias na quantidade de raízes. O quadro acima corresponde à situação normal da dentição. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 4 @thaistudandoodonto Dentição permanente - Raízes Disponível em: https://www.anatomiaonline.com/dentes/ Superiores: Incisivo Central Superior – 1 raiz Incisivo Lateral Superior – 1 raiz Canino Superior – 1 raiz 1º Pré-molar Superior – 2 raízes 2º Pré-molar Superior – 1 raiz 1º Molar Superior – 3 raízes 2º Molar Superior – 3 raízes 3º Molar Superior – Variável Inferiores: Incisivo Central Inferior – 1 raiz Incisivo Lateral Inferior – 1 raiz Canino Inferior – 1 raiz 1º Pré-molar Inferior – 1 raiz 2º Pré-molar Inferior – 1 raiz 1º Molar Inferior – 2 raízes 2º Molar Inferior – 2 raízes 3º Molar Inferior – Variável Obs: Podem ocorrer anomalias na quantidade de raízes. O quadro acima corresponde à situação normal da dentição. ► Funções: Incisivos – Cortar Caninos – Rasgar Pré-molares – Amassar Molares – Triturar Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html ► Faces: Disponível em: Anatomia Aplicada à Odontologia – 2ª Edição Os dentes possuem 6 faces: Disponível em: http://www.hs-menezes. com.br/anatomia_6.html - Face vestibular; - Face palatina/Lingual; - Faces Proximais: _ Face Mesial _ Face Distal - Face Oclusal/Borda Incisal; - Face Cervical. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 5 @thaistudandoodonto Capítulo 2 Processamento radiográfico Filme radiográfico Filme radiográfico intraoral Disponível em: https://pocketdentistry.com/5-film-imaging/ Envoltório externo / Invólucro plástico – Protege a entrada de luz e envolve o plástico que impede a entrada de saliva no filme. Lâmina de chumbo – Absorve a radiação secundária. Se necessário for, identifica o posicionamento inadequado do filme em relação a face de incidência. Delimita a radiação para que ela atinja apenas a área de interesse. Papel interno – Reveste todo o filme. Sua função é vedar a luz e proteger o filme durante o processamento da radiografia. Filme dental / Filme radiográfico – Sua composição é base e emulsão. Nele a imagem latente é reproduzida. Região que receberá a radiação. - Uma das bordas do filme possui um pequeno ponto de elevação para orientação do filme (lado convexo em direção ao feixe de raio X); - Ao montar radiografias, o lado convexo do ponto deve ser orientado para a frente do observador; - Filme é protegido por um envelope de papel preto e, externamente, por um envoltório plástico; - Uma fina folha de chumbode dar origem a outro dente; - Canais radiculares alargados e únicos; - Afeta principalmente os incisivos. Diagnóstico diferencial: - Na fusão tem redução no número de dentes. Tratamento: - Restauração; - Não intervir. _ Concrescência: União de 2 dentes pelo cemento (camada mineralizada que reveste a dentina na porção radicular); - Os canais radiculares estão individualizados; - Acomete principalmente os molares superiores; - As imagens nem sempre distinguem de sobreposição; - Às vezes não é possível saber se a união é pelo cemento ou dentina (fusão). _ Taurodontia: Aumento ocluso-apical da câmara pulpar; - Acomete principalmente molares e pré- molares com 2 raízes; - Diminuição do comprimento das raízes; - Aspecto de touro; - Não requer tratamento. _ Dilaceração: Curvatura acentuada na raiz do dente. Causa: - Trauma, obstáculo. - Acomete principalmente primeiros molares superiores; - Dilaceração no sentido vestíbulo-lingual cria um aspecto de “olho de touro” (pois conseguimos ver o forame apical). _ Raiz supranumerária: Número de raízes maior que o normal; Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 40 @thaistudandoodonto - Principalmente nos dentes posteriores. _ Dens in dente (Dente dentro de um dente): Sinônimo: - Dente invaginado; odontoma dilatado. - Invaginação do esmalte na região do cíngulo; - Radiolucência em forma de lágrima com uma borda radiopaca; - Maior frequência nos dentes anteriores (Incisivo lateral superior); - Região de difícil higienização (podendo gerar cáries, problemas endodônticos). Tratamento: - Restauração profilática. _ Amelogênese imperfeita: Defeito na formação do esmalte. Hipoplásica: - Espessura do esmalte reduzida com perda de contato entre os dentes adjacentes; - Superfícies oclusais planas com cúspides baixas. Tratamento: - Restaurador (pois há sintomatologia – A dentina fica exposta). São mais propensos a cáries e fraturas. _ Pérola de esmalte: Sinônimo: - Gota de esmalte, nódulo de esmalte, enameloma; - Não se sabe a causa; - Glóbulo de esmalte com 1 a 3mm com núcleo de dentina; - Área de furca dos molares. Diagnóstico diferencial: - Cálculo, nódulo pulpar. Tratamento: - Não necessário. _ Cúspide supranumerária: Cúspide sobreposta à imagem da coroa do dente em questão; - Região do cíngulo de incisivos superiores ou inferiores. Diagnóstico diferencial: - Dente supranumerário (necessidade de outro raio-x). Anomalias adquiridas _ Atrição; _ Abrasão; - Erosão/Biocorrosão; - Reabsorção radicular: - Interna; - Externa. _ Nódulos pulpares; _ Calcificação pulpar difusa; _ Perfuração/Trepanação; _ Hipercementose. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 41 @thaistudandoodonto _ Atrição: Desgaste fisiológico (algumas literaturas consideram e/ou patológico) resultante de contatos oclusais entre os dentes superiores e inferiores (atrito); - Coroa desprovida das superfícies incisal ou oclusal de esmalte; - Superfície interproximal (contato amplo e plano); - Redução nas câmaras pulpares e canais (deposição de dentina secundária); - Espessamento do ligamento periodontal; - Presença de hipercementose. _ Abrasão: Desgaste dentário não fisiológico em contato com as substâncias externas como resultado do atrito. Tipos: - Lesão por escovação; - Lesão por uso de fio dental; - Hábitos de fumar cachimbo; - Abrir grampos de cabelo com os dentes; - Uso impróprio de palitos de dente; - Grampos de próteses removíveis; - Cortar linhas de costura com os dentes. _ Erosão/Biocorrosão: Desgaste da superfície dental causado por ação química (ácido); - Exemplo: Pessoas que ingerem muito limão, vinho, refrigerantes, indivíduos que possuem refluxo gástrico... - Acomete principalmente os incisivos; - Depressões lisas na superfície do esmalte, próximo a gengiva. Raio-X: - Defeitos radiolúcidos côncavos ou em forma de “V” no esmalte (esses defeitos aparecem pela perda de minerais). Tratamento: - Eliminação do hábito; restauração. _ Reabsorção radicular: Remoção da estrutura dentária por osteoclastos (odontoclastos). Classificação: - Interna; - Externa. Reabsorção interna: - Ocorre dentro da câmara ou canal pulpar; - Envolve a reabsorção da dentina circunjacente; - A reabsorção vai de dentro para fora. - Etiologia: Traumatismo dental. - Raio-X: _ Lesões radiolúcidas, localizadas, com formato redondo, oval ou alongado dentro da raiz ou da coroa (pela perda de minerais); Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 42 @thaistudandoodonto _ Alargamento irregular da câmara ou canal radicular. - Tratamento: Endodontia. Reabsorção externa: - Odontoclastos reabsorvem a superfície externa do dente; - Envolve o cemento e a dentina e, pode envolver a polpa; - Ocorre no ápice ou na superfície lateral (cervical); - A reabsorção ocorre de fora para dentro; - Ocorre em um dente isolado ou em múltiplos dentes. Etiologia: Desconhecida (acredita-se que a ortodontia pode causar). - Ocorre principalmente nos incisivos centrais inferiores (pois eles possuem raiz em forma de pipeta – raiz fina). - Raio-X: _ Ápice radicular arredondado; _ Osso e lâmina dura acompanham a raiz reabsorvida. _ Nódulos pulpares: Calcificação dentro da polpa; - Chegam de 2 a 3mm; - Aparece em um ou vários dentes; - Causa desconhecida. Raio-X: - Estruturas radiopacas, redondas ou ovais, nas câmaras pulpares ou canais radiculares. Diagnóstico diferencial: - Esclerose pulpar. Tratamento: - Nenhum. _ Calcificação pulpar difusa: Obliteração da polpa (calcificação da polpa de maneira difusa). Raio-X: - Imagem radiopaca obliterando a luz da polpa. _ Perfuração/Trepanação: Decorre de manipulação incorreta do canal radicular. Raio-X: - Imagem radiolúcida na porção radicular; - Rarefação óssea circunscrita no tecido ósseo subjacente. _ Hipercementose: Deposição excessiva de cemento. Causa: - Dentes que estão em hiperoclusão. Raio-X: - Excesso de cemento na raiz; - Esse cemento é um pouco mais radiolúcido que a dentina. Tratamento: - Nenhum. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 43 @thaistudandoodonto Capítulo 9 Cárie Dentárias Mecanismo da doença - É uma doença multifatorial (vários fatores); - Causada principalmente pela bactéria Streptococcus mutans; - Perda de mineral (desmineralização – Os microrganismos vão metabolizar a sacarose e vão secretar produtos ácidos. Os produtos ácidos irão provocar uma queda no pH, e essa queda irá estimular a perda de minerais. A lesão de cárie ocorre quando o efeito cumulativo de perda de mineral não é compensado pela remineralização). Disponível em: https://drafabiolacastro.wordpress.com /2015/05/16/relacao-carie-x-acucar/ Radiografia na detecção da cárie - Lesão radiolúcida; - Podem revelar lesões de cárie nas superfícies oclusais e proximais;- Não pode revelar se a lesão está ativa ou inativa; - A melhor radiografia para avaliar lesões cariosas nas faces proximais e oclusal é a radiografia interproximal (bitewing). Lesões de Cárie (superfície proximal) - Radiolúcida com aspecto de um triângulo com base voltada para a superfície do dente; - Quando a lesão alcança a JAD (Junção amelo-dentinária), ela se alastra formando a base de outro triângulo com ápice voltado para a câmara pulpar. - Localiza-se abaixo do ponto de contato e acima da margem gengival livre; - A profundidade real da lesão cariosa é, na maior parte das vezes, maior do que a observada na imagem. Falsas interpretações - Os pontos de contato sobrepostos na imagem radiográfica podem esconder uma lesão (isso ocorre quando há erro na angulação da radiografia). Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 44 @thaistudandoodonto Tratamento da cárie interproximal - Lesões em esmalte sem cavitação: controle (orientação de higiene bucal) / flúor terapia (aplicação tópica de flúor); - Lesões cavitadas: Tratamento restaurador. Lesões localizadas apenas no esmalte deverão ser tratadas com tratamento conservador. Quando a lesão está na D1 (Porção mais externa da dentina) e não está cavitada, podemos realizar um tratamento conservador (orientação da higiene, aplicação tópica de flúor, redução do consumo de sacarose). Quando a lesão está na D1 (Porção mais externa da dentina) e está cavitada, devemos realizar um tratamento conservador. Quando a lesão está na D2 ou na D3, independente se está cavitado ou não, devemos realizar o tratamento restaurador. Cáries Oclusais - O processo de desmineralização se origina em sulcos e fissuras; - Lesões iniciais são vistas clinicamente como descolorações branco-foscas; - Lesões antigas podem ser vistas como amareladas, acastanhadas ou pretas nas fissuras oclusais. - Lesões que se estendem para a dentina apresentam uma zona radiolúcida de base ampla; - Se a lesão não cruzar a JAD (Junção amelo-dentinária), ela pode não ser visível na imagem. Tratamento da cárie oclusal - Quando a cavitação é visível clinicamente, é uma indicação de que a lesão já está na dentina; - Lesões cavitadas em dentina requer tratamento restaurador. Quando a lesão está na D1 (Porção mais externa da dentina) e não está cavitada, podemos realizar um tratamento conservador (orientação da higiene, aplicação tópica de flúor, redução do consumo de sacarose). Quando a lesão está na D1 (Porção mais externa da dentina) e está cavitada, devemos realizar um tratamento conservador. Quando a lesão está na D2 ou na D3, independente se está cavitado ou não, devemos realizar o tratamento restaurador. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Esmalte Dentina 1 (D1) Dentina 2 (D2) Dentina 3 (D3) Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 45 @thaistudandoodonto Cáries Rampantes (Conhecidas como cárie de mamadeira) - Cáries graves de progressão rápida; - Encontradas em crianças com higiene oral e dieta inadequada. Cáries nas superfícies Livres - Vestibular / Lingual - Ocorrem frequentemente nos sulcos e fissuras do esmalte; - O melhor diagnóstico é o clínico; - Quando pequenas são redondas; - Quando maiores são elípticas; - Radiograficamente não conseguimos identificar se a cárie está presente na superfície vestibular ou lingual, pois há sobreposição. Cáries Radiculares - Envolvem o cemento e a dentina; - Para ocorrer uma cárie radicular, a raiz tem que estar exposta; -Estão associadas à retração gengival; - São detectadas clinicamente. Cárie secundária / Recorrente - Cárie que se desenvolve na margem de uma restauração preexistente; - Lesões recorrentes nas margens mesiogengiais e distogengivais são mais fáceis de detecção por imagem. Cárie de radiação - A radiação causa perda da função da glândula salivar, levando à xerostomia (boca seca); - A saliva funciona como uma solução-tampão, ou seja, impede/dificulta a queda de pH; - A cárie de radiação leva a destruição rampante dos dentes. Raio-X: - Sombras radiolúcidas nas cervicais, mais evidentes na mesial e distal. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 46 @thaistudandoodonto Capítulo 10 Doença Periodontal Periodontia é a área da Odontologia que realiza a prevenção e o tratamento de doenças gengivais e periodontais. Periodonto de proteção: Gengiva; Periodonto de sustentação: Osso alveolar, ligamento periodontal e cemento. Os microrganismos (biofilme) são o principal fator etiológico, pois provocam destruição desses tecidos e a perda de inserção (consequentemente, a perda dos dentes). Mecanismo da doença - São classificadas como doenças gengivais e periodontites; - Gengivite é uma inflamação do tecido mole que circunda os dentes, com inchaço gengival, edema e eritema; - Periodontite é pela destruição dos tecidos de suporte dos dentes envolvidos; - A periodontite é sempre precedida pela gengivite; - Gengivite nem sempre evolui para periodontite; - Os sinais clínicos da periodontite incluem sangramento, exsudato purulento, edema, reabsorção da crista alveolar e mobilidade de dente; - A periodontite geralmente é indolor (pois na maioria das vezes ela é crônica); - Tratamento: Higiene oral, raspagem e alisamento radicular, cirurgia. Disponível em: https://sorrisosaudavel.pt/tratamentos/periodontia/ O tratamento vai depender da extensão da doença. Avaliação Radiográfica de condições periodontais Radiografias são especialmente úteis para avaliação das seguintes características: - Quantidade de osso presente; - Condição das cristas alveolares; - Perda óssea nas áreas de furca; - Espessura do espaço de ligamento periodontal; - Fatores de irritação local que aumentam o risco de doença periodontal, como cálculos, restaurações mal delineadas ou superestendidas; - Comprimento de raízes e morfologia e relação coroa-raiz; - Contatos interproximais abertos, que podem ser locais para impactação de alimentos; - Considerações anatômicas, como: . Posição do seio maxilar em relação a uma deformidade periodontal; . Dentes ausentes, supranumerários, impactados e inclinados. - Considerações patológicas, como: . Cáries; . Lesões periapicais; . Reabsorção radicular. Fatores predisponentes: - Fumantes; - Idosos; - Medicamentos; - Gravidez; - Má nutrição; - Estresse; - Doenças sistêmicas (diabetes e HIV). ► Periodontopatias (Doenças periodontais) - Atinge o periodonto de sustentação, resultando na destruição dos tecidos de suporte = perda dos dentes. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegidopor E duzz.com 47 @thaistudandoodonto Pode ser: - Periodontite Crônica; - Periodontite Agressiva; - Periodontite associada a doenças sistêmicas. Avaliação radiográfica das condições periodontais Os exames clínicos e radiológicos são complementares: - As características que não são bem delineadas por imagens diagnósticas são mais evidentes clinicamente; - As características mais bem demonstradas pelas radiografias são difíceis de identificar e de avaliar clinicamente. - As imagens são suplementares ao processo diagnóstico. - Um diagnóstico completo de doença periodontal requer uma combinação de informações de um exame clínico do paciente e evidências exibidas na imagem radiográfica. Podemos utilizar tanto a radiografia interproximal quanto a periapical para analisar condição periodontal, a escolha da radiografia vai depender da extensão da lesão. Lesões iniciais ► Radiografia interproximal. Lesões avançadas ► Radiografia periapical. As radiografias são úteis para avaliar: - Quantidade de osso presente; - Condição das cristas alveolares; - Perda óssea nas áreas de furca; - Fatores locais que aumentam o risco de doença periodontal, como cálculo e restaurações mal adaptadas (com sobrecontorno). - Comprimento das raízes e relação coroa- raiz (coroa clínica – a que está exposta na cavidade oral); - Contatos interproximais abertos – Diastemas (impactação de alimentos). Exame Clínico - Sondagem Periodontal; - Índice gengival; - Grau de mobilidade; - Quantidade de gengiva inserida. Limitações da radiografia - Fornecem uma visão bidimensional de estruturas tridimensionais; - Defeitos ósseos sobrepostos podem ficar ocultos; - Apenas o osso interproximal é visto claramente; - Diminuição sutil da densidade óssea pode indicar perda óssea V/L; - Múltiplas imagens em angulações diferentes ajuda no diagnóstico; - Destruição óssea radiográfica é menos grave que a situação real; - Lesões destrutivas iniciais não são detectáveis nas radiografias; - Não fornecem informações sobre a profundidade de bolsas; - Geralmente mostram destruição de osso menos grave do que a que existe realmente. As lesões destrutivas leves iniciais (incipientes) no osso não são detectáveis. - Não demonstram a relação entre tecidos moles e duros; - Raios X direcionado perpendicularmente ao dente e ao filme, resultam em imagens não distorcidas; - Imagens interproximais registram maior precisão a distância entre o JAC e a crista óssea alveolar; - Imagens panorâmicas não são recomendadas para avaliação da DP Tomografia computadorizada - Tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), de uma forma geral, não oferece vantagem significativa em relação as técnicas convencionais. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 48 @thaistudandoodonto - TCFC podem permitir uma melhor visualização de alguns defeitos ósseos na parede V/L. Disponível em: https://www.clinicaodontomania.com.br/implantes/tomografia- computadorizada-em-odontologia.html Anatomia do Periodonto - Crista alveolar é contínua com a lâmina dura; - Crista óssea fica de 0,5 a 2,0mm abaixo do nível da JAC (Junção amelocementária); - Dentes posteriores, a crista alveolar é paralela a JAC; - Dentes anteriores, a crista alveolar é pontiaguda. Alterações na morfologia do osso alveolar Uma lesão leve nem sempre se desenvolve para uma lesão mais severa; no entanto, se a periodontite progredir, a destruição de osso alveolar se estende para além de alterações iniciais na crista alveolar e pode induzir uma variedade de defeitos na morfologia da crista alveolar. Perda óssea horizontal - Perda na altura do osso alveolar; - Crista óssea na horizontal, mas apical a JAC; - Uma lesão óssea localizada em um único dente, embora um indivíduo possa ter múltiplos defeitos ósseos verticais. Defeitos Ósseos Verticais - Defeito vertical que se estende apicalmente ao longo da raiz; - Osso alveolar exibe uma angulação oblíqua; - Alargamento do ELP na crista alveolar; - São difíceis de reconhecer numa radiografia. Perda de Paredes Cortical V/L - Radiolucidez semicircular em torno da raiz; - Difícil de detectar quando envolve a região Interproximal. Lesão de furca - Aumento do ELP na bifurcação; - Quando o defeito ósseo envolve apenas uma cortical têm-se uma aparência irregular e radiolúcida; - A linha oblíqua externa pode mascarar lesão de furca nos 3ºM. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 49 @thaistudandoodonto - Não são bem definidas nos MS (sobreposição da raiz P) . Sombra invertida em “J”; . Triângulo radiolúcido com ápice apontado em direção à furca. Outros padrões de perda óssea periodontal Abscesso Periodontal - Lesão destrutiva de progressão rápida que geralmente; - Ocorre quando a porção coronal da bolsa torna-se fechada; - Sinais clínicos: dor e inchaço; - Área radiolúcida sobreposta à raiz. Periodontite Agressiva - Ocorre em pacientes jovens; - Resulta em perda prematura do dente; - Causa desconhecida; - Prevalência varia entre 0,13-0,53%; - Periodontite agressiva localizada acomete os incisivos e os 1ºM; - Poucos sinais de inflamação ou acúmulo de placa; - Periodontite agressiva generalizada envolve 3 ou mais dentes; Raio-X: - Periodontite Agressiva Localizada apresenta defeitos verticais profundos. - Periodontite agressiva generalizada apresenta perda óssea vertical ou horizontal. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Tratamento: - Raspagem, curetagem, antibióticos e cirurgia. Alterações na densidade óssea e do padrão trabecular - A lesão periodontal pode estimular uma reação no osso adjacente; - O osso periférico pode ter aparência mais radiolúcida ou mais esclerótica (radiopaca) ou, com mais frequência, com uma mistura desses padrões; - Uma alteração radiolúcida reflete perda de densidade e número de trabéculas; - A reação de osso esclerótico parece radiopaca devido à deposição de osso. ► Condições dentais associadas a DP Trauma oclusal Sinais clínicos: - Mobilidade, facetas de desgaste; - Na presença de periodontite a perda óssea pode ser acelerada. Sinais radiográficos: - Alargamento do ELP, espessamento da lâmina dura, perda óssea, aumento no nº e no tamanho do trabeculado, hipercementose e fratura de raízes. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 50 @thaistudandoodonto Mobilidade dentária - O aumento do ELP sugere mobilidade de dente; - Lâmina dura pode aparecer ampla e difusa e exibir densidade aumentada. Contatos abertos - Quando as superfícies M e D de dentes adjacentes não se tocam; - Potencial de restos alimentares ficarem presos na região; - Dentes inclinados dificultam a higienização. Fatores de irritação local - Cálculo dental; - Restaurações com margens excessivas ou mal definidas; - Dificulta a limpeza e leva a progressão da DP. Lesão Endo-pério - Área radiolúcida que comunica o espaço periodontal com a região apical. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ► Avaliação da terapia periodontal Sinais de tratamento bem- sucedido: - Neoformação da crista óssea; - Ângulo agudo da linha entre a crista e a lâmina dura; - Pode não haver qualquer alteração radiográfica.► Condições que afetam a Doença Periodontal Diabetes mellitus - Pacientes com diabetes descontrolado são mais propensos ao desenvolvimento de DP; - Apresentam reabsorção de osso alveolar mais severa e rápida. Síndrome de imunodeficiência adquirida - Incidência e severidade da DP são altas em pacientes com AIDS; - Progressão rápida da doença. Radioterapia - Resulta em osso hipovascular, hipocelular e hipóxico; - Perda óssea rápida; - Maior recessão, perda de fixação e mobilidade dentária. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 51 @thaistudandoodonto Capítulo 11 Lesões do órgão dentário ► Porção coronária: - Desgastes incisais e oclusais; - Imagens radiolúcidas; - Nódulos pulpares; - Mineralização dentinária; - Fratura coronária. Disponível em: http://www.hs-menezes.com.br/anatomia_6.html Desgastes incisais e oclusais - Atrição; - Abrasão; - Abfração; - Erosão. Atrição: Perda de estrutura decorrente do contato dente com dente durante a mastigação. - Pode ser fisiológico ou patológico. Atrição fisiológica Atrição patológica Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ Abrasão: - Perda patológica de estrutura dental; - Desgaste na superfície radicular exposta do dente com recessão gengival e na região cervical dos dentes anteriores. - Tipo de lesão cervical não cariosa. Abfração: Perda de estrutura dental associada a estresse mastigatório. - Vestibular e cervical dos dentes afetados. - Aspecto radiográfico semelhante ao da abrasão. Erosão: Perda de estrutura dental em consequência de ação química. - Geralmente acometem somente o esmalte dental. Comum em pacientes com bulimia e pacientes que Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 52 @thaistudandoodonto ingerem muitos alimentos ácidos. Imagens radiolúcidas no esmalte - Lesões cariosas; - Materiais restauradores; - Velamento cervical (Burnout). Lesão cariosa Doença multifatorial: Dente, microbiota e a dieta. Pode ocorrer em qualquer superfície dentária: - Cárie oclusal; - Cárie proximal; - Cárie vestibular, palatina, lingual; - Cárie radicular (cementaria). Radiograficamente são lesões radiolúcidas. Disponível em: https://rafaelrighi.com.br/prevencao/o-que-e-a- carie/attachment/evolucao-da-carie/ Primária: Inicial; Secundária ou recorrente: Sob restauração. Cárie oclusal: - Sulcos e fissuras Junção esmalte dentina (JED) ou junção amelo dentinária (JAD); - A radiografia nos ajuda a identificar a extensão da cárie e a proximidade com a polpa. Cárie proximal: - Imagens radiolúcidas que mostram uma perda de continuidade da estrutura do esmalte na área interproximal. Cárie vestibular/palatina ou lingual: - Imagem radiolúcida bem delimitada e destacada da imagem do esmalte circundante. Cárie radicular (cementaria): - Normalmente ocorre nos dentes posteriores. Cárie recorrente ou secundária: - São lesões de cárie que se desenvolvem na margem de uma restauração preexistente, a partir de uma nova desmineralização, causada por falhas no contorno o u extensão da restauração. Velamento cervical (Burnout): - É um fenômeno do aumento da radiolucência da região cervical. O velamento cervical é uma área radiolúcida frequentemente evidenciada no colo do dente, sendo decorrente da anatomia dentária e da penetração variável dos feixes de raios X. Devemos nos atentar ao velamento cervical, pois ele possui similaridade com sombras radiolúcidas de cáries cervicais e recorrentes. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 53 @thaistudandoodonto Porém, podemos distinguir o velamento cervical observando suas características, tais como: - Localização no colo dental, demarcado acima pelo contorno do esmalte ou pela restauração e abaixo pelo nível do osso alveolar; - Possui forma triangular, se tornando gradualmente menos aparente em direção ao centro do dente; - Geralmente afeta todos os dentes na radiografia. Mineralização Dentina secundária, reacional ou Irregular - Indistinguível da dentina primária; - Mecanismo de defesa: resposta as mudanças patológicas e fisiológicas, como as forças mastigatórias, traumas, lesões cariosas e restaurações, fraturas coronárias, processo de abrasão, atrição e erosão; - Há redução da sensibilidade. Fratura coronária - Pode ser a nível de esmalte, esmalte + dentina, ou esmalte + dentina + acometimento pulpar. S - Geralmente há as trincas de esmalte. ► Porção radicular: - Fratura radicular; - Reabsorção radicular; - Perfurações ou Trepanações; - Hipercentose. Fratura radicular Raízes quebradas ou fraturadas podem ser o resultado do enfraqueci mento da estrutura dental por: - Cárie dentária; - Utilização inadequada de pinos metálicos, técnica incorreta para tratamento de canal (endodôntico); - Desgaste nas restaurações dentárias antigas com resina, entre outros fatores. Reabsorção externa Fisiológica: Rizólise que precede a esfoliação do dente permanente. Patológica: - Odontoclastos; - Origem idiopática; - Dente reimplantado; - Dente impactado; - Ortodontia; - Infecção crônica; - Lesão de natureza expansiva ou crescimento lento; - Excessiva pressão e função Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 54 @thaistudandoodonto Reabsorção interna Patológica: Início na polpa. - Odontoclastos originários de células da polpa. - Etiologia desconhecida: Trauma agudo, capeamento pulpar, pulpotomia... Perfuração/Trepanação Alterações decorridas por erros de procedimento . Hipercementose Problema que afeta o formato e a superfície das raízes dos dentes. Mais especificamente, caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de cemento na raiz de um dente, resultando em um formato anormal. Referências - White & Pharoah / Radiologia Oral - Princípios e Interpretação 7ª Ed. - Diagnóstico por Imagem em Odontologia / Autores: Francisco Haiter Neto, Lucio Mitsuo Kurita e Paulo Sérgio Flores Campos – 1ª Ed. - Sobotta - Atlas de Anatomia Humana - 23ª Ed. 2013 - Sobotta, Johannes. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.comestá entre os envoltórios do pacote de filme; Disponível em: https://pocketdentistry.com/5 -film-imaging/ Obs: O picote está presente no lado contrário do filme radiográfico. Está no lado em que será emitido os feixes de raio-X (Face lisa). Será sempre voltado para a oclusal, para evitar problemas na análise da radiografia. O picote deve sempre ficar voltado para baixo e para a oclusal. Componente 1: Posicionador para incisivos e caninos superiores e inferiores. Componente 2: Posicionador para molar e pré-molar superior direito e inferior esquerdo. Componente 3: Posicionador para molar e pré-molar superior esquerdo e inferior direito. Componente 4: Posicionador para radiografia interproximal Bite Wing. Para pré-molares e molares, o filme radiográfico deve ser posicionado na horizontal. Para dentes anteriores, incisivos e caninos, o filme radiográfico deve ser posicionado na vertical. - Se a folha de chumbo for posicionada entre o dente e o filme, a maior parte da radiação é Papel interno Filme dental Papel dobrado interno Lâmina de chumbo Envoltório externo 1 2 3 4 Disponível em: https://www.produtospararadiologia.com.br/produto-para- radiologia/posicionador-radiografico-periapical/ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 6 @thaistudandoodonto absorvida pela folha de chumbo e a radiografia fica clara, com padrão em escamas da filha de chumbo. Soluções de processamento Processamento do filme 1. Mergulhar o filme exposto no revelador (solução reveladora); 2. Enxaguar o revelador do filme no banho de água; 3. Mergulhar o filme no fixador; 4. Lavar o filme no banho de água para remover o fixador; 5. Secar o filme e montar para visualização. Disponível em: http://super-dentista.blogspot.com/2016/12/radiologia- processamento-radiografico.html A: Antes da exposição, muitos cristais de brometo de prata (cinza); B: Após a exposição, cristais expostos (imagem latente); C: Revelador converte os cristais expostos em cristais sólidos de prata metálica; D: Fixador dissolve os cristais de brometo de prata não revelados e não expostos e fixa os cristais que foram sensibilizados. Solução reveladora - Reduz os íons de prata nos cristais expostos para cristais de prata metálicos; - Áreas com vários cristais expostos são mais escuras por causa de sua maior concentração de cristais de prata metálica. Enxágue - 30s com agitação suave e contínua; - Dilui o revelador; - Desacelera o processo de revelação; - Remove o ativador alcalino, prevenindo a neutralização do fixador ácido. Soluções de fixação - Remove os cristais halogenados de prata não revelados da emulsão; - Se esses cristais não são removidos, a imagem fica escura e não será útil. Lavagem - Lavagem inadequada descolore e causa manchas. Sala escura e equipamento - Sala escura: _ Sala escura à prova de luz; _ Luz pode causar névoa do filme e perda de contraste. Câmara escura Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 7 @thaistudandoodonto - Iluminação e segurança: _ Deve ter iluminação branca e iluminação de segurança (luz vermelha). Tanques de processamento manual - Termômetro: _ Temperatura das soluções de revelação, fixação e lavagem deve ser controlada. O tempo depende da temperatura ambiente, pois ela influencia no tempo adequado. - Temporizador: _ Para controlar o desenvolvimento e os tempos de fixação. Procedimentos de processamento manual 1. Reabastecer as soluções; 2. Agitar as soluções; 3. Montar os filmes nas presilhas; 4. Configurar o temporizador; 5. Revelar: - Agite a presilha suavemente por 5s para remover as bolhas de ar; - Não agite o filme durante a revelação. 6. Enxaguar: - Banho de água corrente por 30s. 7. Fixar: - 2 a 4 min e agite por 5s a cada 30s. 8. Lavar: - Água corrente por pelo menos 10m. 9. Secar. Temperatura (ºC) Tempo de desenvolvimento (minutos) 20 5 21 4 1/2 22,2 4 21,276 3 26,6 2 1/2 Processamento automático de filme - Requer de 4 a 6 min para revelar, fixar, lavar e secar um filme; - Mecanismo. - Tempos de exposição corretos Temperatura (ºC) Tempo de desenvolvimento (minutos) 20 5 21 4 1/2 22,2 4 21,276 3 26,6 2 1/2 Depende: _ Regiões anatômicas (incisivos, PM ou M); _ Tamanho do paciente (Adulto ou crianças – Crianças são mais sensíveis à radiação, então deverá haver menor exposição de radiação); _ Comprimento do cilindro de centralização. - Se as técnicas de processamento ideais estão sendo seguidas e as imagens estão ficando escuras, os tempos de exposição devem ser reduzidos. Se as imagens estão ficando claras, os tempos de exposição devem ser aumentados. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 8 @thaistudandoodonto Características da imagem - Densidade radiográfica: Espessura do objeto: - Quanto mais espesso for o objeto, mais os feixes são atenuados e mais clara será a imagem resultante. Densidade do objeto: - Quanto maior a densidade de um objeto, maior é a atenuação do feixe de raios X; - Ordem decrescente de densidades: Objetos metálicos (Ex: restaurações), esmalte, dentina e cemento, osso, músculo, gordura e ar. Contraste radiográfico: - É a diferença de densidades entre as áreas claras e escuras; - Imagem que mostra tanto áreas claras quanto áreas escuras tem alto contraste. Velocidade radiográfica: - Mais rápido é a classificação de E/F; - Tipos de filme mais usados são o Ultra- speed (Grupo d) e INSIGHT (Grupo E/F); - INSIGHT requer metade do tempo de exposição e metade da dose de radiação do filme Ultra-Speed. Disponível em: https://www.dentalcremer.com.br/filme-radiografico-adulto-df- 58-ultra-speed-carestream-354645.html Causas comuns dos erros radiográficos Radiografias claras: - Erros de processamento: _ Sub-revelação (tempo muito curto – A radiografia ficará mais clara); _ Solução do revelador saturada; _ Revelador diluído ou contaminado (revelador vai perdendo as suas propriedades). - Exposição insuficiente: _ Distância do filme-fonte muito grande; _ Embalagem do filme invertida na boca. Radiografias escuras: - Erros de processamento: _ Revelação em excesso (temperatura muito alta, tempo muito longo); _ Tempo inadequado no fixador (pouco tempo no fixador; _ Exposição acidental à luz (a luz começa a sensibilizar cristais que não deveriam ser sensibilizados). - Exposição em excesso: _ Distância do filme-fonte muito curta (haverá mais cristais sensibilizados). Filme embaçado: - Iluminação de segurança inadequada; - Soluções contaminadas; - Filme deteriorado. Linhas ou pontos escuros: - Contaminação pela impressão digital; Ponto escuro em um filme radiográfico causado por contato do filme com a parede do tanque durante a fixação. - Papel do envoltório de proteção aderindo à superfície do filme; Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 9 @thaistudandoodonto - Filme em contato com o tanque ou outro filme durante a fixação. Pontos claros: - Filme em contato com o tanque ou outro filme durante a revelação; - Curvatura excessivado filme. Imagem borrada: - Movimento do paciente; - Movimento do tubo de raio X; - Dupla exposição. Imagens parciais: - Topo do filme não mergulhado na solução reveladora; - Desalinhamento do tubo de raio X (Halo); Montagem das radiografias: Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Capítulo 3 Imagem digital Objetivos da Radiologia Digital: - Imagem de boa qualidade; - Dose baixa de radiação. Aquisição indireta convencional X Aquisição direta e indireta digital Indireta – A imagem não é gerada instantaneamente, passa por processos de revelação. Direta – A imagem é gerada instantaneamente. Substituição do filme por um sensor digital ou fósforo fotoestimulável. - Sais de fósforo; - CCD (Silício); - CMOS (Silício). Aquisição digital - Registro radiográfico realizado em sensores digitais; - Dispensa o uso de filmes radiográficos, câmara escura e processamento. Aquisição indireta digital Sistema de fósforo fotoestimulável (PSP) A placa de fósforo passará pelo scanner, resultando na Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 10 @thaistudandoodonto imagem radiográfica. Por isso é considerada indireta, pois a imagem radiográfica não é obtida instantaneamente. Aquisição Direta CCD A placa de silício possui um sensor que transmitirá a imagem radiográfica para o computador/notebook. Receptores de Imagem Digital ► Detectores de estado sólido (sensores) – Aquisição direta: - Gera a imagem no computador sem qualquer outro dispositivo externo. Desvantagem: - Tamanho do sensor. - Presença de cabo (se ausente, maior tamanho do sensor). ► Fósforo fotoestimulável (Aquisição indireta): - Placa revestida de fósforo – imagem latente é formada após a exposição aos raios X. - A imagem latente é convertida para uma imagem digital por um dispositivo de digitalização. Considerações clínicas: - Os receptores digitais não podem ser dobrados (pode ser incômodo para o paciente); - Fósforos fotoestimuláveis são susceptíveis a dobra e arranhões. Imagem convencional: Desvantagens do método tradicional: - Fornece uma imagem estática; - Requer um perfeito processamento; - Necessita de soluções químicas; - Sensível a variações do tempo de exposição; - Dose mais elevada de radiação. Imagem digital: Vantagens: - Imagem de alta resolução; - Dispensa uso de filmes radiográficos, soluções processadoras, câmara escura e processadora automática; - Elimina os resíduos do processamento químico (lâminas de chumbo, revelador, fixador); - Compartilhamento eletrônico sem perda da qualidade (facilidade no acesso a imagem); - Redução na exposição à radiação; - Reduz o tempo gasto na aquisição da imagem; - Permite realces, medições e correções. Desvantagens: - Alto custo de instalação; - Alto custo de substituição do receptor eletrônico; - Menor área abrangida. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 11 @thaistudandoodonto Considerações clínicas Etapa de Imagens Filme (Imagem convencional) CCD / CMOS - Sensor digital (Aquisição direta) PSP - Placas de fósforo (Aquisição indireta) Colocação do receptor (1) Inúmeros posicionadores de filme genéricos estão disponíveis. (2) O filme pode ser dobrado para acomodar a anatomia. (1) O suporte do receptor especializado, específico para o receptor do fabricante, pode limitar as opções. (2) A inflexibilidade do receptor e o volume limitam as opções de colocação. (3) O cabo do receptor deve ser cuidadosamente colocado na boca do paciente. (4) É provável que haja mais desconforto do paciente do que com filme ou PSP. (1) Vários suportes do receptor usados no filme podem ser adaptados para placas PSP. (2) Se dobrado, o receptor pode ser danificado irreversivelmente. Processamento (1) Ambiente escuro e protegido da luz na forma de sala escura ou carregador de luz do dia exigido. (2) A química do processador deve ser preparada ou reabastecida. (3) A temperatura química deve ser aquecida ou o tempo de processamento deve ser ajustado para acomodar a temperatura. (4) Os filmes devem ser removidos do invólucro; a lâmina de chumbo deve ser separada para reciclagem. (1) Aquisição da imagem e monitor quase imediata. (1) Um ambiente de luz turva é desejável para prevenir a perda de informação da imagem. (2) O processador deve ser programado com informações do paciente e detector, de modo que as imagens sejam identificadas, pré-processadas e armazenadas adequadamente. (3) O invólucro de proteção deve ser removido das placas. (4) As placas devem ser carregadas em sistemas de tambor. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 12 @thaistudandoodonto Capítulo 4 Projeções intraorais ► Biossegurança ► Etapas gerais para fazer uma exposição Oriente e sente o paciente - Posicione o paciente corretamente na cadeira com as costas e a cabeça bem apoiadas e descreva brevemente o procedimento; - Peça ao paciente para remover óculos e todos os aparelhos removíveis; - Vista o paciente com um avental de chumbo; Disponível em: https://br.freepik.c om/fotos- gratis/dentista- tomando-um- raio-x-do-dente- de-pacientes-do- sexomasculino_88 96019.htm - Ajuste a configuração da unidade de raios X; - Posicione o cabeçote de raios X; - Posicione o receptor (filme/posicionador); - Posicione o cilindro de raios X; - Faça a exposição. ► Técnica do paralelismo Posicionadores - Anel-guia: para alinhar o cilindro de raios X e garantir que o receptor e o dente estejam perpendiculares ao feixe de raios X. A execução dessa técnica é simples, basta ajustar o posicionador ao dente a ser radiografado. Incisivos centrais anteriores Posiciona o filme radiográfico na linha mediana do paciente. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 13 @thaistudandoodonto Incisivos laterais / caninos superiores Geralmente o centro do filme radiográfico ficaposicionado na região do canino. Pré-molares superiores Molares superiores Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Incisivos inferiores Laterais / Caninos inferiores Geralmente o centro do filme radiográfico fica posicionado na região do canino. Pré-molares inferiores Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 14 @thaistudandoodonto Molares inferiores ► Técnica interproximal ou bitewing Receptores Bite Wing Horizontais - Feixe é direcionado através dos pontos de contato. Pré-molares Molares Ângulos horizontais ► Imagem periapical Técnica da bissetriz - O filme é colocado o mais próximo possível dos dentes, sem ser encurvado; - Feixe de raio X é direcionado perpendicularment e a um plano imaginário bissetor do ângulo formado entre o longo eixo do dente e do filme. Posicionamento da cabeça do paciente - Plano sagital médio; - Paciente olhando para Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 15 @thaistudandoodonto a frente. - Posicionamento Maxila / Linha Trágus e Asa do nariz paralelos ao solo. - Posicionamento da Mandíbula / Linha Trágus e comissura labial. - Ângulos verticais / Angulação correta do cilindro. Ângulo positivo – Tubo de cima para baixo; Ângulo negativo – Tubo de baixo para cima. Variações do ângulo vertical: A – Angulação correta; B - Aumento da angulação: Imagem menor formada na radiografia; C - Diminuição da angulação: Imagem maior formada na radiografia. ► Técnica da Bissetriz Maxila Mandíbula Incisivos superiores – Cilindro posicionado na linha média / Referência: região da pontinha do nariz; Incisivos inferiores – Referência: região do mento. Incisivos laterais e caninos – Referência: região da asa do nariz. Pré-molares – Referência: pupila. Molares – Referência: cantinho do olho. ► Projeção oclusal - Para localizar precisamente raízes, dentes supranumerários, dentes não erupcionados e impactados; - Para localizar corpos estranhos nos maxilares e cálculos nos ductos das glândulas sublinguais e submandibulares. - Filme: 5,7cm x 7,5 cm. Maxila Ângulos verticais Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 16 @thaistudandoodonto - Sente o paciente reto, com o plano oclusal na horizontal (Linha trágus-asa do nariz paralela ao solo); - Empurre o filme para trás até encostar na borda anterior do ramo ascendente da mandíbula; - Paciente fecha gentilmente a boca; - Raio central na angulação vertical de +65º e horizontal de 0º (abaixo do ponto násio). Mandíbula - Sente o paciente com a linha do tráguscomissura labial paralela ao solo; - A borda anterior do filme deve estar cerca de 1 cm além dos incisivos centrais inferiores; - Paciente morde delicadamente o filme; - Raio central na linha média (3 cm abaixo do queixo). ► Considerações especiais Endodontia - Posicionadores endodônticos; - Necessidade de mais de uma tomada radiográfica (alterar angulação horizontal – 20º). Disponível em: https://www.novaendovita.com/loja/endodontia- 2/posicionador/posicionador-radiografico-endo-rh-plus/ Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Capítulo 5 Métodos de localização radiográfica ► Técnica de Clark Disponível em: https://tecnologiaparalasalud.com/tecnica-clark-sirve-se/ Descrição da Técnica Relacionada à dissociação de sobreposição de imagens. Dois exames radiográficos: 1. Radiografia Periapical, chamada Ortorradial (técnica convencional para a região considerada); 2. Segunda Radiografia Periapical, com desvio horizontal do cilindro localizador em relação à primeira. Para Mesial: Radiografia Mesiorradial. Para Distal: Radiografia Distorradial. Localização de objetos - 2 objetos mudam quando é alterado o ângulo de projeção; - Se o objeto move na mesma direção ao feixe de raios X, ele está localizado por lingual. A – Ortorradial B – Mesorradial Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 17 @thaistudandoodonto - Se o objeto move em direção oposta ao feixe de raios X, ele está localizado por vestibular. - Se o objeto não se mover, ele se localiza na mesma profundidade. A – Ortorradial B – Mesiorradial ► Técnica de Le Master Objetivo da Técnica - Evitar a sobreposição do processo zigomático da maxila na região periapical dos molares superiores. Descrição da Técnica Rolete de algodão, fixado com fita adesiva, na parte inferior no lado sensível do filme. ► Técnica de Miller Winter Objetivo da técnica - Localizar a altura, largura e o sentido vestíbulolingual de dentes não-irrompidos, corpos estranhos e processos patológicos na mandíbula. Descrição da técnica - 1ª Radiografia: Periapical da região (convencional); - 2ª Radiografia: Oclusal com filme periapical. Feixe central de raios X perpendicular ao filme. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 18 @thaistudandoodonto ► Técnica de Donovan (1952) Princípio da técnica - É uma modificação do método de MillerWinter na posição do filme radiográfico. Indicação: - Quando não for possível visualizar completamente o 3º molar inferior por estar localizado muito posteriormente. Descrição da técnica: 1. Realiza-se uma radiografia periapical da região; 2. Realiza-se uma segunda radiografia, com o filme colocado sobre o ramo da mandíbula. 3. O Paciente mantém o filme sobre o ramo mandibular com o indicador da mão oposta. 4. O paciente vira totalmente a cabeça para o lado oposto ao que se pretende radiografar. 5. O feixe central de raios X incide no ângulo da mandíbula, perpendicularmente ao filme. ► Técnica de Parma (1936) Princípio da técnica - Esta técnica é utilizada quando a radiografia periapical convencional não registra inteiramente o terceiro molar inferior incluso. Descrição da técnica - Coloca-se o filme inclinado com sua borda disto-inferior próxima do assoalho bucal. Resultado ► Métodos de localização de corpos estranhos em tecidos moles da face Descrição da técnica 1. Utiliza-se filme oclusal encostado na face do paciente, na região a ser estudada; 2. Feixe central de raiosX, perpendicular ao filme; 3. Tempo de exposição reduzido. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 19 @thaistudandoodonto Capítulo 6 Radiobiologia e Radioproteção ► Descoberta dos Raios X - 8 de novembro de 1895, por Wilhelm Conrad Roentgen. Em 1896, começou a notar alguns efeitos como queda de cabelo e alterações na pele. - Edmund Kells ----> Considerado um mártir da Radiologia Odontológica. Foi o primeiro profissional que se dedicou à utilização da nova ferramenta como elemento indispensável no exame clínico. Foi vitima dos efeitos biológicos dos Raios X. Fatos semelhantes foram ocorrendo com outros profissionais que atuavam com a radiação. Disponível em: https://www.biusante.parisdescartes.fr/sfhad/the-x-rays-their-first- applications-in-dentistry/ Principais efeitos relatados na época: - Epilação (remoção dos pelos incluindo partes internas); - Lesões na pele (radiodermites); - Queimaduras; - Dores nos olhos. ► Comprovação dos efeitos radiobiológicos - 1900 por Kienbock e em 1901 por William Rollins. Eles provaram a associação entre os efeitos radiobiológicos e a radiação. - Em 1902 foi estabelecido um limite diário máximo de radiação. - Em 1915 a Sociedade Britânica de Roentgenologia e em 1922 a Sociedade Americana dos Raios Roentgen viram a necessidade de estabelecer normas de proteção na área radiológica. Com isso, em 1928 houve a criação da Comissão Internacional de Proteção Radiológica, que estabeleceu normas importantes visando a proteção e o cuidado, tanto para o profissional quanto para o paciente, durante as tomadas radiográficas. ► Radiação ionizante e radiação não ionizante Disponível em: http://www.konex.com.br/blog/detalhes/6/ Radiação ionizante: Possui comprimento de onda pequeno, e por esse motivo consegue penetrar camadas mais profundas e alcançar o DNA. Tem capacidade suficiente para remover elétrons que estão ligados a átomos e moléculas. Disponível em: https://amanf.or g.br/2018/07/res sonancia- magnetica-ou- tomografia/radi acao-ionizante/ Fontes de radiações ionizantes: - Fontes naturais: existentes no meio ambiente, capaz de emitir naturalmente. Mais raras e mais difíceis de encontrar (Ex: Radônio). - Fontes artificiais: equipamento ou material criado ou modificado pelo homem para esse fim (Ex: Raio X odontológico). Tipos de radiações ionizantes: Radiação alfa (α), Radiação beta (β), Radiação gama (γ). Disponível em: https://app.planejativo.com/ver-aula/206/material-de- apoio/resumo/quimica-1/radioatividade Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 20 @thaistudandoodonto - Utilizamos a radiação beta (β), nas tomadas radiográficas. Radiação não ionizante: Radiação em que, ao atingir o átomo, não provoca ionização. Possui baixa frequência e baixa energia. ► Física das radiações Ciência que estuda a formação dos Raios X. Raio X: Elétrons protegidos no material alvo do tubo de raio X. Componentes dos Aparelhos de Raios X Os componentes básicos: Cabeçote Externamente: Goniômetro – Estabelece a angulação vertical. Em seu interior: A ampola ou tubo de raios X. Disponível em: http://gmga.com.br/09-atenuacao-de-raios-x-com-blindagem-de- polimetilmetacrilato-pmma-e-aluminio/ Porção do Cátodo (Carga negativa) Porção do Anôdo (Carga positiva) Características ideais do alvo: - Elevado número Atômico (Z); - Alto ponto de fusão (3400ºC); - Não possui boa condutibilidade térmica. O aquecimento do cátodo faz com que o tungstênio libere elétrons (carga negativa). Logo de frente do cátodo, temos o ânodo, que possui a carga positiva para atrair os elétrons. Os elétrons formados pelo cátodo irão para o alvo. Porém, como o alvo não possui boa condutibilidade térmica, o ânodo é todo revestido de cobre para garantir essa condutibilidade. Subsistema elétrico Cria a diferença de potencial entre o ânodo (+) e o cátodo (-). Transformador de alta tensão Transformador de baixa tensão: Aquece o filamento de Tungstênio. Calota focalizadora (Molibdênio) Filamento Espiralado (Tungstênio) Aquecimento do filamento irá gerar os elétrons Inclinação de 20º Haste de Cobre Alvo (Tungstênio) Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 21 @thaistudandoodonto Filtração Filtração inerente ou intrínseca - Materiais que estão no trajeto do feixe de raios X até a área focal: - Vidro de ampola; - Óleo do cabeçote; - Materiais que compõe o cabeçote. Filtração adicional ou extrínseca - Material somente para este fim: - Lâmina de alumínio (aparelhos intrabucais); - Lâmina de cobre (aparelhos extrabucais). Quanto maior o comprimento de onda, menor a capacidade de penetração. Quanto maior a frequência, maior a capacidade de penetração. Diafragma e colimador Diafragma: Disco espesso de metal (chumbo); - Possui uma abertura central circular. Colimador: Barreira metálica retangular - Reduz a área exposta a praticamente o tamanho do filme. Função: Eliminar os fótons divergentes restringindo a área exposta à radiação em cerca de 6cm de diâmetro. Implicação clínica: Diminui a dose de radiação no paciente. Obs: Não devemos deixar o cabeçote em angulação positiva para que não ocorre vazamento de óleo. Cilindro localizador Possui a função de facilitar a localização da área de incidência e indicar a direção do feixe e raios X. Braço extensor / Articular - Permite a sustentação e o correto posicionamento do cabeçote - Abriga a rede de fios elétricos que conectam o painel de controle ao cabeçote. - Permite movimentos do cabeçote nos planos vertical e horizontal. Painel de controle - Possui o interruptor Liga/Desliga; - Disparador de exposição; - Seletor de controle de mA e/ou kVp; - Seletor de tempo de Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 22 @thaistudandoodonto exposição; - Luz Indicadora de acionamento; Permite ao operador: - Controlar a dose de radiação ao qual o paciente será exposto; - O tempo de exposição adequado à aquisição da imagem. Pode fazer parte do corpo do aparelho - Neste caso irá ter um cabo que permite que o disparo seja realizado fora da sala de exame. Pode ser externo ao aparelho - Neste caso o painel de controle é instalado externo à sala de realização do exame. Base Pode ser fixa (parede) ou móvel. Obs: Um feixe de raios X pode ser modificado ao se alterar o tempo de exposição. Quanto maior o tempo de exposição, maior será a radiação emitida. Conhecendo os componentes do aparelho de raio X e tendo em vista a física das radiações, podemos perceber que a liberação do elétron por meio do aquecimento do fio de Tungstênio é o Raio X. Os raios X são radiações eletromagnéticas de alta frequência, produzidas a partir da colisão de feixes de elétrons com metais. ► Radiobiologia: Efeitos biológicos da radiação O raio X interage com as células. Pode causar os efeitos determinísticos e os efeitos estocásticos. Efeitos determinísticos: Efeitos agudos da radiação. Há um valor mínimo de dose de radiação que deve ser aplicado (limiar da dose). Alguns fatores interferem nos efeitos determinísticos: - Aplicação de uma dose elevada de radiação (acima do valor mínimo); - Tempo de exposição à radiação;- Tipo de tecido/órgão exposto. Os efeitos determinísticos não são aplicados par Raios X, pois os níveis de radiação utilizados nos raios X são abaixo do limiar da dose. Eles se aplicam, por exemplo, a tratamentos radioterápicos. Efeitos estocásticos: São os efeitos da exposição crônica à radiação. - Baixas doses durante um longo período de tempo. - Possuem grande importância na odontologia; - Causam danos irreversíveis no DNA das células e podem levar ao desenvolvimento de câncer radioinduzido, leucemia, efeitos genéticos hereditários (se afetar uma célula reprodutiva). Hipótese da relação linear sem limite de dose - Quanto maior a dose, maior a probabilidade de desenvolvimento de um câncer; - Como qualquer dose, mesmo as mais baixas, podem aumentar o risco de desenvolvimento de mutações celulares e danos ao DNA, doses em excesso devem ser evitadas. Mecanismos de ação da radiação ionizante Direto: Interação da radiação ionizante com biomoléculas orgânicas; - Ocorre a liberação de um elétron, forma-se um radical livre e promove um dano Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 23 @thaistudandoodonto oxidativo às biomoléculas promovendo a quebra ou falhas na cadeia ou bases do DNA celular. Disponível em: https://radioprotecaonapratica.com.br/ efeitos-da-radiacao-no-corpo-humano/ Indireto: Ação da radiação nas moléculas de água. - Interação entre a molécula ionizada, há formação de radicais livres, desencadeando dano ao DNA celular. Disponível em: https://sites.google.com/site/efeitosdara diacaosobredna/2-processo-de-interacao Radiossensibilidade (Lei de Bergonie e Tribondeau) - Quanto mais jovem o tecido, mais sensível à radiação; - Quanto mais velho o tecido, mais resistente à radiação; - Quanto maior atividade metabólica, mais sensível; - Quanto maior taxa de replicação celular, mais sensível (Mucosa bucal -> alta taxa de replicação celular -> mucosite); Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/biologia/celula-animal - O núcleo é mais radiossensível que o citoplasma; - O DNA é a parte mais radiossensível da célula; - O RNA apresenta radiossensibilidade intermediária. Fatores que afetam a radiossensibilidade Físicos: - Transferência linear de energia (LET): Capacidade da radiação de transferir energia ao tecido (quiloelétron-volt de energia por micrômetro de tecido). . Quanto maior a LET, maior possibilidade de interação biológica; . Raios x = baixa LET. - Efetividade biológica relativa (RBE): Mede a influência da qualidade de um tipo de radiação na produção de efeitos radiobiológicos no tecido e nos sistemas. . Quanto menor a LET, menor RBE. - Prolongamento e fracionamento (sobre as doses de radiação): Prolongamento do tratamento: Dose de radiação depositada em um longo período de tempo ----> efeito diminuído. Fracionamento: Divisão da dose em doses menores). Visam diminuir o efeito da radiação. Biológicos: - Efeitos do oxigênio: Quanto mais oxigenado o tecido, maior radiossensibilidade; - Idade: quanto mais jovem o tecido, maior a radiossensibilidade (O tecido jovem possui maior taxa de replicação); - Recuperação: Células humanas podem se recuperar aos efeitos da radiação. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 24 @thaistudandoodonto ► Radioproteção Conjunto de ações que visam proteger as pessoas e o meio ambiente de possíveis efeitos causados pela radiação ionizante. Fontes de exposição à radiação Exames odontológicos de raios X, são responsáveis por 0,26% da exposição total gerada pelos exames de diagnóstico por imagem. https://wikisirius.lnls.br/mediawiki/index.php/RAD:Rad ia%C3%A7%C3%A3o_natural_e_artificial Exposição e riscos - É improvável que a radiografia odontológica cause câncer; - Especialistas argumentam que não há riscos em doses inferiores a 100mGy. - 100 mGy: 0,035 = 2857 radiografias de boca inteira. - 1 milligray (mGy) = 1 millisievert (mSv). Danos somáticos e danos genéticos Danos somáticos: Alterações no indivíduo exposto à radiação. Disponível em: https://ricmais.com.br/noticias/dia-nacional-de-combate-ao- cancer-2019/ Danos genéticos: Alterações causadas aos descendentes dos indivíduos expostos às radiações. S Todas as normas de Proteção Radiológica, apesar de indicarem valores de limitação de dose, estabelecem como princípio fundamental o chamado: Princípio De ALARA (As Low as Reasonably Achievable), em português: “Tão Baixas Quanto Razoavelmente Exequíveis”. Evolução da proteção radiológica 1. Em 1931, a primeira recomendação de Limite de Dose foi feita nos Estados Unidos. 2. No Brasil, a primeira recomendação de Limite de Dose foi feita pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, em 1988. 3. Para minimizar a exposição à Radiação, deve-se seguir 3 princípios fundamentais da Proteção Radiológica: Tempo, Distância e Blindagem. PORTARIA FEDERAL Nº 453 de 1 de junho de 1998 Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde estabelece as diretrizes básicas de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico e Odontológico, dispõe sobre o uso dos Raios-X em todo território nacional. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 25 @thaistudandoodonto Comissão Internacional de proteção radiológica (1990) ----> sistema de proteção baseado nos princípios: 1. Justificação da prática; 2. Limitação de dose individual; 3. Otimização da proteção. Princípio da justificação Qualquer atividade envolvendo radiação ou exposição deve ser justificada em relação a outras alternativas e produzir um benefício líquido positivo para a sociedade. Princípio da limitação da dose individual . As doses individuais de trabalhadores e de indivíduos do público não devem exceder os limites anuais de dose equivalente estabelecidos em norma específica Disponível em: https://radiopro tecaonapratica. com.br/exposic ao-a-radiacao/ Princípio da otimização O projeto, o planejamento do uso e a operação de instalações e de fontes de radiação devem ser feitos de modo a garantir que os expositores sejam tão reduzidos quanto razoavelmente exequível = baixa (principio ALARA), levando-se em consideração fatores sociais e econômicas. Regras que devem ser seguidas 1. Nenhum tipo ou modelo de equipamento de raios X e acessórios de proteção radiológica em radiodiagnóstico pode ser comercializado sem possuir registro do Ministério da Saúde. 2. O alvará de funcionamento do serviço tem validade de, no máximo, dois anos e deve conter identificação dos equipamentos, devendo ser afixado em lugar visível ao público. 3. Todo indivíduo que trabalha com raios X diagnósticos deve usar dosímetro individual de leitura indireta, trocado mensalmente. Esse aparelho deve ser obtido apenas em laboratórios de monitoração individual credenciados pela Cnen. Disponível em: https://www.sapralandauer.com.b 4. A presença de acompanhantes durante os procedimentos radiológicos somente é permitida quando sua participação for imprescindível para ajudar pacientes. 5. Durante as exposições, é obrigatória, aos acompanhantes, a utilização de vestimenta de proteção individual compatível com o tipo de procedimento radiológico e que possua, pelo menos, o equivalente a 0,25mm de chumbo. 6. As salas de raios X devem dispor de: a) paredes, piso, teto e portas com blindagem que proporcione proteção radiológicaàs áreas adjacentes (paredes baritadas). b) cabine de comando com Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 26 @thaistudandoodonto dimensões e blindagem que proporcionem atenuação suficiente para garantir a proteção do operador, devendo-se observar ainda os seguintes requisitos: É permitido que a cabine seja aberta ou que seja utilizado um biombo fixado permanentemente no piso e com altura mínima de 210cm, desde que a área de comando não seja atingida diretamente pelo feixe espalhado pelo paciente; c) sinalização visível na face exterior das portas de acesso, contendo o símbolo internacional da radiação ionizante e a inscrição: "raios X, entrada restrita“, além de aviso sobre gravidez; d) Vestimentas de proteção individual para pacientes, equipe e acompanhantes. Deve haver suportes apropriados para sustentar os aventais plumbíferos de modo a preservar a sua integridade. Disponível em: https://rochatecnica.com.br/produtos/56 /Avental-odontologico-PRSguard-004 ► Fatores que auxiliam na redução da exposição Filme e imagem digital - Filme do grupo de velocidade E/F: é aproximadamente 2 x mais rápido (sensível) que o filme do grupo D, exigindo, metade da exposição; - Imagem digital: economia de dose igual ou superior a dos filmes de velocidade E/F. Distância Foco-Pele - Distâncias foco-pele de 40 cm, em vez de 20 cm, diminui a exposição em 10% a 25%, além de aumentar a resolução da radiografia. Colimador Retangular - Reduz o volume de tecido exposto; - Reduz a quantidade de radiação dispersa (melhora a qualidade da imagem). Filtragem (Plaquinha de alumínio) - Retirar os fótons de raios X de baixa energia (não contribuem com a imagem, tem pouco poder de penetração e são absorvidos pelo paciente). Aventais de Chumbo e Colares de Tireoide - Reduzem a exposição da glândula tireoide e das gônadas à radiação. Suportes de Filme e Sensor - Melhoram o alinhamento do filme ou sensor digital com os dentes e o equipamento de raios X; - Evita a necessidade de repetições. Disponível em: https://www.produtospararadiologia.com.br/ produto-para-radiologia/posicionador-radiografico-periapical/ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 27 @thaistudandoodonto Processamento do Filme - Seguir as recomendações dos fabricantes (respeitar o tempo do filme radiográfico nas substâncias, realizar uma boa lavagem...). Interpretando as Imagens - Radiografias são melhores visualizadas em uma sala semiescura com o uso do negatoscópio; - Imagens digitais são mais bem interpretadas em uma tela de computador, em um ambiente escuro. Lei do quadrado inverso - Quando a distância da fonte ao alvo é dobrada, a intensidade do feixe diminui para 1/4. Proteção da equipe - Proteção por barreira (paredes baritadas; janela de vidro com chumbo para visualizar o paciente); - Operador deve ficar pelo menos a 2m do tubo principal em um ângulo de 90-135º em relação ao feixe principal. - Operador jamais deverá segurar os filmes ou sensores; - Nem o operador nem o paciente deverão segurar o cabeçote; - Dosímetro (monitorização dos níveis de exposição). https://dicasradiologia.blogspot.com/2016/04/dosimetria- portaria-453-dosimetro.html Capítulo 7 Dentes e estruturas anexas ► Estruturas dos dentes: São compostos de esmalte, dentina e polpa. Disponível em: http://anatpat.unicamp.br/nptteratoma1a.html Quanto mais denso o tecido, mais difícil será para a radiação atravessar a estrutura (então a imagem ficará radiopaca). Levando isso em consideração, podemos concluir que: Esmalte – Estrutura mais mineralizada entre as estruturas do dente, por isso possui aspecto radiopaco (camada mais densa). Dentina – Lisa e homogênea. Estrutura mineralizada, porém em menor quantidade que o esmalte. Com isso, ela possui um aspecto Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 28 @thaistudandoodonto radiopaco, porém com uma intensidade menor que o esmalte. Cemento – Mesma radiopacidade que a dentina. Recobre a dentina na porção radicular. Obs: não é considerado uma estrutura dentária. Na radiografia, normalmente não conseguimos diferenciar a dentina do cemento, pois a mineralização de ambos é bem próxima. Polpa – Tecido conjuntivo (mole), estrutura não mineralizada. Possui um aspecto mais radiolúcido. Obs: Quanto maior a mineralização, mais radiopaca será a imagem da estrutura no raio X. Junção Amelo-dentinária (Junção entre o esmalte e a dentina) – Bastante Nítida. Papila Dentária (Futura polpa) – Área radiolúcida localizada na região apical dos dentes em formação. É delimitada pela linha radiopaca que envolve os germes dentários. Folículo ou Saco Pericoronário (em torno da coroa) – Halo radiolúcido, situado entre o esmalte e a cortical da crista óssea dos dentes não interrompidos. Lâmina Dura – É a cortical óssea que envolve a porção radicular. Aparece na radiografia como uma linha radiopaca contínua, contornando o espaço pericementário. Representa a parede do alvéolo. Nem sempre é visualizada ao redor de toda a raiz. Sua integridade em volta do ápice do dente é sugestivo de vitalidade pulpar (polpa saudável). Crista Óssea Alveolar – Contínua com a lâmina dura. É radiopaca e normalmente não está a mais de 1,5mm da JAC (Junção Amelocementária). Espaço do Ligamento Periodontal – No Raio X, a região correspondente ao ligamento periodontal se chama espaço periodontal, pois não vemos o ligamento em si (o ligamento periodontal é tecido conjuntivo, então ele permite a passagem dos feixes de raio X e a região fica escura). A largura varia de paciente para paciente, de dente para dente. Osso alveolar (osso esponjoso) – É composto de finas trabéculas radiopacas (espaço radiopaco – não possui orifício), limitadas por espaços medulares Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 29 @thaistudandoodonto radiolúcidos (espaço radiolúcido - orifícios). Canais nutrientes – Vasos sanguíneos (não são mineralizados e na radiografia aparecem como linhas radiolúcidas). Reparos anatômicos da maxila (Estruturas da maxila) Sutura intermaxilar (Sutura = Região de encontro de ossos / Intermaxilar = entre maxilas) – Sutura entre os 2 processos maxilares, estende-se da crista óssea alveolar até a espinha nasal anterior. São estruturas radiolúcidas. Espinha Nasal Anterior – Localizada na linha média, na porção inferior ao septo nasal. Geralmente tem forma de “V”. É uma estrutura radiopaca. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Fossa Nasal – Devido ao preenchimento de ar, sua imagem é radiolúcida (cavidade nasal). O assoalho da fossa nasal é radiopaco (tecido ósseo). Possui aspecto de âncora. O assoalho da fossa nasal estende-se posteriormente, sobreposto ao seio maxilar. Ele é retilíneo. Conchas Nasais – São sombras radiopacas que se estendem das paredes laterais direita e esquerda através do septo. Forame Incisivo / Forame Nasopalatino / Forame Palatino Anterior – Radiolúcido, localizado na linha média do palato entre as raízes e os incisivos centrais. Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/541980136412236363/Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 30 @thaistudandoodonto Canal Incisivo / Canal nasopalatino – Radiolúcido, localizado na linha média do palato entre as raízes e os incisivos centrais. Fossa sub-nasal / Fossa incisiva – Radiolúcida. Depressão próxima ao ápice dos incisivos laterais, limitada posteriormente pela eminência canina. Sombra do Nariz – Radiopaco. O perfil do tecido mole do nariz tem uma aparência uniforme, levemente opaca, com bordas nítidas. Canal Nasolacrimal – É visto algumas vezes próximo ao ápice do canino, quando é usada uma maior angulação vertical. Observado na região dos primeiros molares superiores. É radiolúcido. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Processo Zigomático da Maxila – Onde a maxila se articula com o osso zigomático. Forma de “U” ou “V”. Localizado na região do 1º ou 2º Molar superior. É uma estrutura radiopaca. Osso Zigomático – Localizado distalmente em relação ao processo zigomático da maxila. Estrutura radiopaca. Túber da Maxila – Limite posterior do processo alveolar na maxila. Radiopaco. Obs: O túber da maxila pode ser fraturado em exodontias do 3º molar. É um acidente típico do uso excessivo de força nessa região, pois nessa região da tuberosidade o osso é bastante Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 31 @thaistudandoodonto delgado. Essa complicação poderá ter implicações futuras no caso de necessidade de prótese total superior. Hâmulo Pterigóideo / Processo hamular: Possui uma forma de gancho, localizado posterior ao túber da maxila. É uma estrutura radiopaca. Seio maxilar – É uma cavidade contendo ar e ocupa virtualmente todo o corpo da maxila. Localizada em superposição aos molares e pré-molares superiores. É uma estrutura radiolúcida. Assoalho do Seio Maxilar – Borda inferior do seio maxila. Estrutura radiopaca. “Y” invertido de Ennis – Interseção do assoalho da fossa nasal com a parede anterior do seio maxilar. Localizado na região do canino, voltado para a linha média. É uma estrutura radiopaca. Cúpula Alveolar – Assoalho do seio maxilar que contorna o ápice radicular de dentes. Há risco de comunicação buco-sinusal. É uma estrutura radiopaca. Comunicação buco- sinusal: complicação que pode ocorrer após a exodontia de pré-molares e molares superiores. Isso acontece devido à proximidade das raízes desses dentes com o seio maxilar. Quando ocorre essa comunicação, há acesso da cavidade oral ao seio, podendo ocasionar infecção do seio maxilar. Septos do Seio Maxilar – Linhas radiopacas que atravessam o seio maxilar. São estruturas radiopacas. Processo Coronóide – Visto nas radiografias periapicais da região dos molares superiores. É uma estrutura da mandíbula, porém aparece nas radiografias da maxila. É uma Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 32 @thaistudandoodonto estrutura radiopaca. Possui forma triangular. Disponível em: https://fabreu.com/2018/06/10/mandibula/ Reparos anatômicos da mandíbula Tubérculo Geniano / Espinha mentoniana – Estrutura radiopaca. Localizado na superfície lingual da mandíbula, região onde se encontra a inserção dos músculos milo-hióideo e genioglosso. É uma protuberância óssea. Disponível em: https://docplayer.com.br/55641693- Ossos-do-cranio-e-da-face-miguel-a-xavier-de-lima.html Obs: O orifício presente na espinha mentoniana se chama foramina lingual. Foramina Lingual – Estrutura radiolúcida. Forame na superfície lingual, no centro dos tubérculos genianos. Orifício de entrada de ramo da artéria lingual. Obs: Foramina significa forame pequeno. Protuberância Mentoniana – Estrutura radiopaca. Possui forma de uma pirâmide e é vista na região dos incisivos inferiores. É uma elevação na região do mento. É uma área de reforço ósseo. Fosseta Mentoniana – Estrutura radiolúcida. Depressão na região vestibular da mandíbula devido à redução da espessura do osso nessa área. Depressão acima da protuberância mentoniana. Forame mentual – Estrutura radiolúcida. É o limite anterior do canal alveolar inferior. Visto geralmente na região dos pré- molares. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 33 @thaistudandoodonto Obs: Devemos tomar cuidado para não confundir o forame mentual com lesões do periápice. Quando a lâmina dura está integra, geralmente o dente não possui lesão ou problemas endodônticos. Canal Mandibular – Estrutura radiolúcida. Apresenta sombra linear, com bordas radiopacas superior e inferior. Está localizado abaixo das raízes dos molares e pré- molares. É o canal por onde passa o nervo alveolar inferior. Linha Oblíqua Externa / Linha Oblíqua – Estrutura radiopaca. É a continuação da borda anterior do ramo ascendente da mandíbula. Vista no terço médio das raízes dos molares. Linha Oblíqua Interna / Milo-hióidea – Estrutura radiopaca, onde ocorre a inserção do músculo milo-hióideo. Quando está presente a linha oblíqua interna e externa, a interna é sempre localizada inferiormente e apresenta-se menos radiopaca. Obs: O canal mandibular encontra-se abaixo da linha oblíqua interna. Fossa da glândula submandibular / Fóvea submandibular – Estrutura radiolúcida. Concavidade que acomoda a glândula submandibular. Limitada superiormente pela linha oblíqua interna e inferiormente pela borda inferior da mandíbula. Borda inferior da mandíbula – Estrutura radiopaca. É a base da mandíbula (Cortical óssea). Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 34 @thaistudandoodonto Materiais restauradores e outros elementos Resina – A radiopacidade das resinas depende da marca. Elas possuem materiais radiopacos incorporados na sua composição, para auxiliar a identificação da restauração. Amálgama – Estrutura metálica, completamente radiopaca. Ouro – Completamente radiopaco. Atualmente, a frequência do uso do ouro em restaurações diminuiu. Pino de aço inoxidável / Pino intradentinário – Estruturas metálicas (radiopacas) utilizadas para aumentar a retenção do material restaurador. Cone de Guta- percha – Material utilizado para a realização da obturação dos canais radiculares. Material radiopaco. Porcelana – Parcialmente radiopaca. A coloração da porcelana é muito semelhante a do dente dos pacientes. Porém, quando comparada à resina, o material possui menos resistência e firmeza. Coroa de aço inoxidável – Estrutura radiopaca. Aparelho ortodôntico – Estrutura radiopaca. Obs: Não há perigo em se fazer exames de raio- X portando aparelho ortodôntico. Implante – Estrutura radiopaca Pino Intra-radicular – Estrutura geralmente radiopaca. Encontra-se dentro da raiz. Núcleo metálico fundido – Estrutura radiopaca. Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 35 @thaistudandoodontoClipe/fio de aço – Estrutura radiopaca. Lima endodôntica – Estrutura radiopaca. Utilizada para a realização de tratamentos endodônticos. Prótese sobre implante – Estrutura radiopaca. Prótese parcial removível – Estrutura radiopaca. Prótese fixa – Estrutura radiopaca. Piercing (twinkle) – Estrutura radiopaca Óculos – Estrutura radiopaca Brinco– Estrutura radiopaca Piercing no nariz – Estrutura radiopaca Disponível em: http://kcbelmont.blogspot.com/2011/10/ Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 36 @thaistudandoodonto Capítulo 8 Anomalias Dentárias _ Anomalias congênitas (desenvolvimento) ► Presentes no nascimento. _ Anomalias adquiridas ►Mudanças nos dentes após a formação normal. Anomalias de desenvolvimento _ Número de dentes: - Dentes supranumerários; - Dentes ausentes. _ Tamanho dos dentes: - Macrodontia; - Microdontia. _ Alteração de posição: - Transposição; - Giroversão; - Transmigração/ectopia; - Retenção/impactação. _ Morfologia alterada dos dentes: - Fusão; - Concrescência; - Geminação; - Taurodontia; - Dilaceração; - Raiz supranumerária; - Dens in dente; - Amelogênese imperfeita; - Pérola de esmalte; - Cúspide supranumerária. ► Número de dentes: _ Dentes supranumerários: Resultado do excesso de lâmina dentária. Sinônimos: Hiperdontia, distodente (paramolar), mesiodente, peridente e dentes complementares. Aspecto clínico: 1% a 4% da população (Na população brasileira – Cerca de 3%); - Maior frequência em homens; - Mais comum na dentição permanente; - Pode interferir com a erupção do dente normal. Disponível em: http://www.odontologiajulianafrigerio.com.br/voce-ja-ouviu-falar- de-dentes-extranumerarios-ou-supranumerarios/ Mesiodentes: Supranumerá rios entre os incisivos centrais superiores. Peridentes: Supranumerários na área de pré-molares; - Mais frequente na mandíbula (geralmente por lingual). Distodentes: Supranumer ários na área molares. Complementar: Supranumerários com características morfológicas normais. Consequências dos dentes supranumerários: - Desalinhamento dental; - Reabsorção da raiz dos dentes Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 37 @thaistudandoodonto adjacentes; - Interferir na sequência de erupção normal. Disponível em: https://www.ident.com.br/victorguimaraes/caso-clinico/28016- dente-supranumerario-mesiodente Tratamento: - Remoção; - Observação. _ Dentes ausentes: Faltam dentes na cavidade bucal do paciente (agenesia). Sinônimos: - Hipodontia: Ausência de um ou alguns dentes. Disponível em: https://www.ident.com.br/felipeferreira_/caso-clinico/26279- agenesia-dentaria-relato-de-caso-clinico - Oligodontia: Ausência de vários dentes. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Panoramic-radiograph- showing-oligodontia-and-lack-of-alveolar-bone-development_fig4_258205265 - Anodontia: Ausência de todos os dentes. Aspecto clínico: 3% a 10% da população (Na população brasileira – Cerca de 5%); - Raro na dentição decídua; - Dentes mais acometidos: 2º pré-molar, Incisivo lateral superior, Incisivo central inferior. - Uni ou bilateral. Obs: Se há ausência do dente decíduo, a chance de haver ausência do dente permanente é altíssima (de 95% a 99%). Tratamento: - Ortodontia; - Prótese; - Restaurações; - Implantes. ► Tamanho dos dentes: _ Macrodontia: Dentes maiores que o normal; - Pode ser coronária e/ou radicular; - Podem estar associados com apinhamento, má oclusão ou impactação. Tratamento: - Ortodontia. _ Microdontia: Dentes menores que o normal; - Acomete principalmente Incisivo lateral (principalmente superior) e 3º molar. Tratamento: - Protético; Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 38 @thaistudandoodonto - Restaurador. ► Anomalia de posição: _ Transposição: 2 dentes adjacentes têm posições trocadas no arco dentário; - Acomete principalmente canino permanente e o primeiro pré-molar. Tratamento: - Protético. _ Giroversão: Rotação do dente em torno do seu longo eixo. Causa: - Excesso ou falta de espaço (depende do dente que está girado). - Dentes anteriores quando estão girados, ocupam menos espaço na arcada dental, já os dentes posteriores, ocupam mais espaço na arcada dental quando estão nessa condição (girado). Obs: O dente mais afetado é o 2º pré- molar inferior. Tratamento: - Ortodontia. Anotações ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ ____________________________________________ _ Transmigração/Ectopia: Dente localizado em local não habitual. _ Retenção/Impactação: - Retenção: É a ausência de erupção pela falta de força eruptiva. - Impactação: Impossibilidade de erupcionar devido a presença de uma barreira física. - Dentes mais acometidos: 3º molar inferior, 3º molar superior, Caninos superiores, pré- molares superiores e pré-molares inferiores. Posição mesial (coroa voltada para mesial) Posição vertical Posição horizontal Posição lingual / vestibular Posição transversal (completamente atravessado) Posição paranormal (não nasceu em uma posição fora do normal) Posição distal (coroa voltada para distal) Licenciado para - A na P aula Loiola P inheiro - 60515162396 - P rotegido por E duzz.com 39 @thaistudandoodonto ► Morfologia alterada dos dentes: _ Fusão: União de 2 dentes durante a formação; - Mais comum na dentição decídua; - Mais comum em dentes anteriores; - Pode ser total ou parcial (coronária ou radicular); - Canais radiculares individualizados. Diagnóstico diferencial: - Geminação; - Macrodontia. Tratamento: - Restauração; - Não intervir. _ Geminação: É a tentativa do germe dental