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HEMODINÂMICA 
Hemodinâmica é o ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação 
do sangue nos vasos (velocidade, pressão etc.); é o estudo da dinâmica do fluxo 
sanguíneo. A hemodinâmica, na fisiologia, é estudada de uma maneira mais 
aprofundada na especialidade de cardiologia. Pode ser separada em três grandes 
capítulos: Hemodinâmica Venosa, Cardíaca e Arterial. Para termos uma idéia, é o 
equivalente da hidrodinâmica se o líquido fosse água e não sangue. Esse estudo é 
baseado na Angiografia ou Angiograma. 
Hemodinâmica Venosa 
A hemodinâmica venosa é mais complexa pois não há uma bomba a criar um 
gradiente de energético para assegurar um fluxo sanguíneo. Assim o sistema 
venoso, sobretudo dos membros inferiores, está sujeito não só à energia hidrostática 
mas também à força da gravidade que favorecem a estase nas regiões de declive. 
Sendo a função do sistema venoso a drenagem do sangue venoso em direcção 
centrípeta (para o coração), devemos salientar que ela se faz de baixo para cima e 
da superfície para a profundidade. O sangue venoso flui, portanto, das veias 
superficiais para as profundas, através das veias perfurantes e das crossas das 
veias safenas, estas recebendo todas as colaterais numa organização e hierarquia 
que se assemelha muito ao que conhecemos dos rios. Há duas excepções em que o 
sangue drena da profundidade para a superfície, a saber: 
1 - a drenagem da planta do pé que, em posição de pé, drena da palmilha para o 
dorso do pé; 
2- as colaterais da crossa da safena interna que drenam do abdómen para a esta 
safena. 
As redes venosas principais estão organizadas: (N) da palavra inglesa "Network": 
N1 Sistema venoso profundo, situado em profundidade em relação à fascia 
profunda. Também é chamado de compartimento AC1; 
N2 Safenas interna (magna) e externa (parva), veia anterior da coxa ( ou veia 
acessória anterior) e veia de Giacomini, Situadas entre as fascias superficial e 
profunda, ou compartimento AC2; 
N3 ou compartimento AC3, superficial à fascia, constituído pelas colaterais das 
safenas; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrodin%C3%A2mica
N4, usado sobretudo na terminologia CHIVA e importante para a cartografia e 
estratégia cirúrgica por esta técnica, é constituído por veias superficiais à fascia mas 
que unem entre si duas veias da rede N3. 
Hemodinâmica Cardíaca e Hemodinâmica Arterial 
Ocorrem através da Cardiologia Intervencionista. 
A Cardiologia Intervencionista é um conjunto de procedimentos intervencionista 
cirúrgicos para estudar a hemodinâmica cardíaca e arterial com a finalidade de 
efectuar um diagnóstico e tratamento de cardiopatias e arteriopatias. No entanto 
podemos ter uma avaliação hemodinâmica com exames não invasivos como o 
ecodoppler e a cintilografia miocárdica, se bem que os resultados sejam menos 
precisos. O ecodoppler venoso é um exemplo de um exame não invasivo para 
estudar a hemodinâmica venosa e não há exame invasivo que o possa subtituir (a 
flebografia é obsoleta e a pletismografia gasosa é usada para fins de investigação 
científica). 
A Cardiologia Intervencionista utiliza o cateterismo, prática que introduz 
finos cateteres nas artérias , possibilitando assim o diagnóstico pela medição de 
pressões e gradientes de pressão e por introdução de contraste radiológico. 
Possibilita também tratar estenoses das válvulas cardíacas, isquemias coronárias 
pela desobstrução mecânica do vaso (angioplastia) bem como a introdução de 
próteses (stent) que impeçam a reestenose e mesmo o tratamento não cirúrgico de 
alguns aneurismas da aorta. 
Para termos uma definição melhor, a Hemodinâmica é o equivalente 
da hidrodinâmica se o líquido fosse água e não sangue. O seu estudo é baseado na 
Angiografia ou Angiograma. 
Angiograma (ou Angiografia) é o método de realização de um exame radiográfico 
dos vasos sanguíneos, por meio da injeção de contraste radiopaco (tintura) no 
ambiente intravascular. O nome vem do grego angeion, vaso, e graphein, escrever. 
Tem o objetivo de fornecer um “mapa” vascular, que facilitará a localização dessas 
anormalidades desses vasos e com isso o diagnóstico de determinadas patologias. 
 Angiografia Abdominal; 
 Angiografia Aórtica; 
 Angiografia Aorto-femoral; 
 Angiografia Carotídea; 
 Angiografia Cerebral; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagn%C3%B3stico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardiopatia
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Arteriopatias&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hemodin%C3%A2mica_venosa&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cateter
https://pt.wikipedia.org/wiki/Isquemia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Angioplastia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Stent
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estenose
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aneurismas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrodin%C3%A2mica
 Angiografia Coronária; 
 Angiografia Periférica; 
 Angiografia Renal; 
 Angiografia Torácica; 
 Angiocardiografia; 
 Arteriografia; 
 Linfografia; 
 Venografia. 
 Descrição 
 O procedimento é utilizado para ajudar a diagnosticar doenças como o infarto 
do miocárdio, placas ateroscleróticas calcificadas, acidente vascular cerebral 
(AVC), estenose da artéria renal, algum fator causativo 
da hipertensão, embolia pulmonar, doenças congênitas e adquiridas dos 
vasos sanguíneos. Uma tintura, chamada meio de contraste, pode ser 
injetada numa artéria ou veia introduzida num cateter inserido em uma artéria 
periférica e empurrada através do vaso até ser colocada no coração ou na 
origem das artérias do coração. Se tiverem provas de hipersensibilidade a 
tintura, o procedimento é suspendido pois podem haver reações alérgicas. 
Depois do procedimento, o paciente é monitorado para detectar hemorragias 
e lhe é recomendado que fique deitado por algumas horas A angiografia das 
carótidas, às vezes, são levadas a cabo quando o paciente sofre de ataques 
de isquemia passageiros (os sintomas de apoplexia com duração de menos 
de 24 horas) para ver se há uma obstrução ou estreitamento substancial em 
uma das artérias carótidas, que proporcionam o sangue ao cérebro. A 
angiografia cerebral é usada para a presença de um aneurisma no cérebro ou 
ajudar a visualizar um tumor cerebral antes da cirurgia. Uma angiografia das 
artérias coronárias, combinada frequentemente com a cateterização cardíaca, 
é usada para identificar os lugares estreitos ou obstruções na artéria. 
 Procedimento 
 A tintura, que é geralmente injetado no vaso que vai ser examinado por um 
cateter fino na artéria femoral, braquial ou carótidas. O local é anestesiado e 
logo uma agulha é inserida. Um cabo longo e fino é posto através da agulha. 
A agulha é retirada e o catéter é colocado, então, sobre o cabo no vaso 
sanguíneo. A ponta do cateter é guiada até o vaso a ser examinado e a tintura 
é injetada. 
 Riscos 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Procedimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/AVC
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estenose
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertens%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Embolia_pulmonar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Art%C3%A9ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Veia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Isquemia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Apoplexia
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rebro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aneurisma
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia
 
 Angiograma das coronárias 
 Mesmo que os riscos vêm se diminuindo devido ao uso do angiograma estar 
se tornando cada vez mais comum, há alguns riscos. O mais sério é um 
ataque cardíaco ou um derrame, que podem ocorrer se o cateter tirar algum 
coágulo de sangue ou depósito de colesterol da artéria e estes viajarem para 
o coração, pulmões ou cérebro. Outras complicações incluem danos às 
paredes do coração ou vasos sanguíneos (raramente), alergia à tintura 
e inflamação, hemorragia e infecção do local da incisão. 
Arteriografia ou angiografia: como é o exame? Como se preparar? Quando deveser realizado? Quais os riscos? 
 
O que é arteriografia? 
A arteriografia (ou angiografia) é um método de diagnóstico radiológico 
minimamente invasivo que procura visualizar a parede das artérias focalizadas, para 
estudar as doenças arteriais ou doenças com importante participação arterial. Este 
exame exige que seja injetado um contraste rádio-opaco no interior das artérias, 
para permitir a visualização do vaso sanguíneo em causa. Se houver uma obstrução 
(entupimento) completa de uma artéria, o contraste não passa além dela e, assim, 
não permite observar a extensão da lesão, nem avaliar a parede da parte 
da artéria que se segue à obstrução. 
Quais são as indicações para se fazer uma arteriografia? 
A arteriografia pode ser um procedimento eletivo ou de urgência/emergência. De 
maneira eletiva, a arteriografia pode ser usada para ajudar no diagnóstico e 
avaliação de malformações arteriais, aneurismas ou aterosclerose em diversos 
territórios orgânicos, como a aorta e artérias periféricas (mesentéricas, renais e dos 
membros inferiores). Como exame de urgência/emergência a arteriografia é indicada 
para diagnosticar doenças agudas que podem acometer as artérias, como dissecção 
aguda, alguns acidentesvasculares cerebrais ou embolias (coágulos provenientes de 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alergia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inflama%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemorragia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infec%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ha1.jpg
javascript:void(openImage('http://www.abc.med.br/fmfiles/index.asp/::places::/abcmed/Arteriografia-ou-angiografia-como-e-o-exame-Como-se-preparar-Quando-deve-ser-realizado-Quais-os-riscos-.jpg',425,282));
locais distantes, que entopem as artérias) outromboses (formação de 
um coágulo ou placas de gordura nas paredes da artéria). 
Como se preparar para a arteriografia? 
 No dia do exame, é necessário que um familiar o acompanhe durante o 
procedimento. 
 Deve ser observado um jejum de 6 a 8 horas. 
 Apenas os anticoagulantes orais (pelo risco de sangramento) e 
a metformina (que tem interação negativa com o contraste) devem ser 
suspensos alguns dias antes, conforme orientação do médico. Os demais 
medicamentos não precisam ser suspensos, mas o médico deve ser 
informado de seu uso. 
 Pacientes alérgicos precisam fazer um tratamento prévio, por causa do 
contraste. 
 Pacientes com disfunção renal merecem cuidados a serem definidos pelo 
médico, em vista da utilização do contraste. 
 Pacientes renais crônicos devem fazer diálise no dia que antecede o exame. 
Como o exame é realizado? 
Para a realização do exame deve-se conseguir acesso ao espaço intravascular de 
uma artéria, obtido através de uma punção. Um fino tubo esterilizado, flexível e de 
pequeno calibre (cateter) é introduzido, geralmente numaartéria da virilha, onde ela 
se localiza superficialmente e pode ser comprimida com mais facilidade, quando da 
retirada do cateter. Artérias de outras áreas do corpo também podem ser utilizadas 
para introduzir o cateter, tais como o braço, por exemplo. Esse cateter é direcionado 
ao local desejado com a ajuda de um aparelho especial que permite a visualização 
dele num écran e quando estiver posicionado no local desejado um contraste rádio-
opaco é injetado, para obter imagens do sistema arterial regional. Normalmente o 
paciente estará deitado numa maca e receberá um medicamento sedativo, para 
ajudá-lo a se relaxar. O médico aplicará um anestésico local na área por onde 
introduzirá o cateter. O aparelho que permitirá a visualização do cateter e seu 
posicionamento chama-se fluoroscópio (aparelho especial de Raios-X). 
Imediatamente após o contraste ser injetado serão feitos vários filmes, para estudar 
os vasos envolvidos. O paciente deve permanecer imóvel enquanto as imagens 
estiverem sendo tomadas. Terminado o procedimento, o cateter será removido. Se 
a angiografia foi realizada em uma Day Clinic (hospital dia) o paciente deverá 
permanecer em observação por algumas horas e depois de liberado necessitará de 
alguém que o acompanhe na volta para casa, de carro. Em muitos casos o paciente 
estará internado e o exame se realizará no hospital. 
Quais são os riscos do exame? 
Os riscos mais comuns da arteriografia são reações alérgicas ao contraste e 
sangramento no local da punção. Com menor frequência podem ocorrer queda 
da pressão arterial e alterações renais devidas ao contraste. 
Arteriografia ou angiografia: como é o exame? Como se preparar? Quando 
deve ser realizado? Quais os riscos?. 
Angiografia cerebral (código da AMB: 4.08.12.02-2) 
O que é este exame? 
A angiografia cerebral é um exame de raios X que usa um contraste especial e uma 
aparelhagem de radiologia para obter imagens do fluxo sanguíneo dos vasos 
sangüíneos da cabeça e pescoço. Um angiograma do pescoço (angiograma 
carotídeo) pode ser usado para avalia as artérias importantes da região do pescoço 
que levam o sangue até o cérebro. Um angiograma da cabeça (angiografia cerebral) 
é usado para examinar a circulação do cérebro. 
Durante uma angiografia, um tubo fino e flexível, chamado cateter é colocado em um 
vaso sanguíneo na virilha (artéria ou veia femoral) ou um pouco acima do cotovelo 
(artéria braquial ou veia). O cateter é guiado para a área de cabeça e pescoço. Em 
seguida, um contraste iodado é injetado no vaso, obtendo-se as imagens de raios-X. 
As imagens da angiografia podem ser armazenadas em radiografias convencionais, 
ou armazenadas como imagens digitais em computador. 
 
O que o exame pode revelar? 
Uma angiografia pode detectar uma dilatação em um dos vasos sanguíneos 
(aneurisma). O exame também pode mostrar um estreitamento ou obstrução de um 
vaso sanguíneo que dificulta ou para o fluxo sanguíneo. Um padrão anormal de 
vasos sanguíneos (fístula ou má-formação arteriovenosa), ou vasos anormais 
próximos a um tumor. 
Como é o preparo para este tipo de exame? 
Antes de um exame, alguns cuidados devem ser tomados: 
 No sexo feminino, uma paciente não pode estar grávida. 
 Em caso de amamentação, a mãe submetida ao exame não deve amamentar 
por um a dois dias após o exame. 
 O paciente não deve ter alergia ao iodo. 
 O paciente não deve ter relato prévio de ter tido qualquer reação alérgica 
grave, ou de ser alérgico a medicamentos. 
 O paciente não deve ser asmático 
 O paciente não deve ter problemas de sangramento ou estar usando 
medicamentos para diminuir a viscosidade do sangue. Poderão ser solicitados 
exames para avaliar a coagulação do sangue antes do procedimento. 
 Ter histórico de doença renal, pois o contraste pode levar a dano adicional em 
pacientes já portadores de deste tipo de patologia. Poderão ser solicitados 
exames de sangue para avaliar a função dos rins antes do procedimento. 
 O paciente deverá estar em jejum por cerca de 4 a 6 horas antes do exame. 
 O paciente poderá receber um sedativo antes do exame. 
 O paciente deverá esvaziar a bexiga antes do exame. Deverão ser retiradas 
jóias e o paciente deverá trocar de roupas, colocando um avental. 
Como é o exame? 
Um angiograma é feito por um radiologista. O radiologista pode ser ajudado por 
outro médico, um técnico de radiologia, ou por um enfermeiro. 
Será obtida uma via para administração de medicamentos ou soro na veia. Um 
dispositivo chamado oxímetro de pulso, que mede os níveis de oxigênio no sangue, 
pode ser colocado no dedo ou orelha do paciente. Eletrodos são colocados nos 
braços, peito e pernas do paciente para registrar a freqüência cardíaca e ritmo do 
coração. 
O paciente é deitado de costas sobre uma mesa de raio-X. Um cilindro redondo ou 
caixa retangular que obtém as imagens é posicionado acima do paciente. O local 
onde o cateter será introduzido (na virilha ou acima do cotovelo) será preparado e 
serão colocados campos cirúrgicos. O médico irá anestesiar o local da punção, 
usando um anestésico local.Em seguida, é colocada uma agulha no interior do vaso 
sanguíneo. Um fio-guia é passado através da agulha no vaso sanguíneo e a agulha 
é removida. O cateter, em seguida, será colocado sobre o fio-guia e introduzido no 
vaso sanguíneo, sendo guiado através dos vasos sanguíneos até que a sua ponta 
atinja a área a ser estudada. É utilizada a radioscopia para ver o movimento do 
cateter no interior dos vasos sangüíneos. 
Em seguida, é feita a injeção do contraste através do cateter, e as imagens são 
obtidas de modo seriado e armazenadas. A injeção do contraste pode determinar 
uma sensação de calor no corpo. 
O tempo do exame varia de 1 a 3 horas. Após a retirada do cateter, é feita 
compressão sobre o local por vários minutos. O paciente deverá ficar em 
observação algumas horas após o exame; em algumas situações é pedida a 
internação do paciente. 
Angiografia cerebral - estenose na origem da artéria carótida interna 
Quais são os riscos do exame? 
 Alergia ao contraste 
 Lesão do vaso pela passagem do cateter 
 Sangramento no local da punção do vaso para introdução do cateter 
 O contraste iodado pode determinar e/ou agravar uma lesão renal já existente. 
 
Observações: 
O que é Angiografia? 
A angiografia é a imagem dos vasos sanguíneos usando solúvel em água, iônicos 
ou não-iônico X ray contraste injetado na corrente sanguínea das artérias 
(arteriografia) ou veias (venografia). Para vasos linfáticos, meios de contraste oleoso 
são usados. 
Angiografia serve para investigar estados normais e patológicos do sistema de 
vasos estreitamento luminal e obstrução particularmente ou alargamento de 
aneurisma. Além disso condições tumor, malformações arteriovenosas (MAV) e 
fístulas arteriovenosas (FAV) ou fontes de sangramento são investigados com 
angiografia. As complicações são baixos, mas diferem um pouco de acordo com o 
acesso dos navios. No sistema arterial, as menores taxas de complicações são 
relatados para o acesso femoral com 1,73%, 2,98% para arteriografia translombar, e 
mais alto para a abordagem transaxilar com 3,23%. Estas complicações irá resultar 
principalmente de problemas locais, como hematoma, pseudo-aneurismas e fístulas 
arteriovenosas, etc, ou a partir de fio-guia e manipulação do cateter. O segundo 
grupo de complicações inclui efeitos colaterais do material de contraste na função 
renal e os efeitos sistêmicos ou reações alérgicas. 
javascript:abrir('Angiografia-cerebral-fig-01.htm')
Hoje, as imagens são tomadas, principalmente com as técnicas de subtração digital 
(angiografia digital DSA), no entanto tiro, único ou uma série rápida também pode 
ser tomado com trocadores de filme rápido, de modo cine (cine angiografia para 
artérias coronárias) ou como gravações de vídeo digital directamente a partir a tela 
de intensificador de imagem. 
Injeção de contraste nas artérias e veias é realizada diretamente através de uma 
punção com agulha ou usando um cateter inserido percutaneamente angiográfico 
mais comumente feita a partir de poliuretano, polietileno ou nylon. Injeção de 
contraste é feito à mão (principalmente em punção direta ou em artérias de pequeno 
calibre) ou com bomba injetora. 
A terminologia específica é derivado 1) o órgão a ser trabalhada, por exemplo, 
coronária, cerebral, renal, hepática angiografia, 2) a área do vaso, por exemplo, 
aortografia, angiografia periférica, cavografia, 3) a partir do método escolhido de 
acesso ao navio desejado ou área de órgãos, por exemplo, direta arterio / venografia 
ou cateter artério / venografia, e 4) a escolha de acesso dos navios, por exemplo, 
transfemoral, transaxilar, esplenoportografia, braquial translombar e direta ou 
indireta. Todos estes vários termos podem ser usados em combinação, como super-
seletiva arteriografia hepática transfemoral, o que significa o cateter foi avançado em 
pelo menos um segundo grau ramo da artéria hepática a partir de uma abordagem 
femoral. 
Estudos angiográficos são rotineiramente realizados sob anestesia local. Após a 
infiltração da pele e do tecido ao redor da artéria ou veia a ser perfurada, uma 
pequena incisão na pele é feita, ea artéria é puncionada com uma agulha 
angiográficos. Percutânea para inserção do cateter, a técnica de Seldinger é 
utilizada. 
ANATOMIA RADIOGRÁFICA 
Angiografia refere-se ao exame radiográfico dos vasos após injeção de um 
contraste. Como as várias partes moles do corpo possuem densidades radiográficas 
similares, o contraste tem de ser adicionado para estudar a distribuição normal e 
anormal do sistema circulatório. Isso é verdadeiro no que diz respeito ao sistema 
circulatório de outras regiões do corpo como tórax, abdome e membros superiores e 
inferiores (periferia). Uma boa compreensão da anatomia envolvida, conforme 
descrito na primeira parte deste capítulo é essencial para a realização da 
angiografia. 
O sistema circulatório consiste nos componentes cardiovascular e linfático. A porção 
cardiovascular inclui coração, sangue e vasos que transportam o sangue. 
O elemento linfático do sistema circulatório é composto de um fluido aquoso claro 
chamado linfa, de vasos linfáticos e de linfonodos. 
Os componentes cardiovasculares e linfáticos diferem em sua função e na maneira 
de transportar seus respectivos fluidos no interior dos vasos.A divisão cardiovascular 
ou circulatória sangüínea pode ainda ser dividida em componentes cardíaco 
(circulação no interior do coração) e vascular (vaso sangüíneo). 
O componente vascular ou dos vasos é dividido no sistema pulmonar (do coração 
para o pulmão e vice-versa) e no sistema global ou sistêmico (por todo o corpo). (Ver 
o quadro do sumário na coluna à direita.) 
O coração é o órgão principal do sistema cardiovascular e funciona como uma 
bomba para manter a circulação de sangue por todo o corpo. O componente 
vascular é uma rede de vasos sangüíneos que carrega o sangue do coração para os 
tecidos corporais e vice-versa.Funções As funções do sistema cardiovascular 
incluem as seguintes: 
1. Transporte de oxigênio, nutrientes, hormônios e componentes químicos 
necessários para a atividade corporal normal. 
2. Remoção dos produtos excretados pelos rins e pulmões, 
3. Manutenção da temperatura corporal e do balanço de água e ele trólitos. 
Essas funções são realizadas pelos seguintes componentes sangüíneos: 
Hemácias, leucócitos e plaquetas suspensas no plasma. 
Componentes Sangüíneos 
As hemácias, ou eritrócitos, são produzidas na medula vermelha de alguns ossos e 
transportam oxigênio através da proteína hemoglobina até os tecidos corporais. 
Os leucócitos são formados na medula óssea e no tecido linfático e defendem o 
corpo contra infecção e doença. As plaquetas, também originadas da medula óssea, 
reparam lesões nas paredes dos vasos sangüíneos e promovem a coagulação 
sangüínea. 
 
 
 
 
 
O plasma, a porção líquida do sangue, consiste em 92% de água e cerca de 7% de 
proteínas e sais plasmáticos, nutrientes e oxigênio. 
Sistema circulatório 
Sistema cardiovascular 1 Cardíaco (coração) 1 Vascular (vasos) 1 Pulmonar 
(pulmões) 1 Sistema linfático -Linfa 
Vasos linfáticos – Linfonodos 1 Sistêmico (corporal) Veia Artéria Coração ] 
CIRCULAÇÃO SISTÊMICA 
Artérias 
Os vasos que levam o sangue oxigenado do coração para os tecidos são chamados 
de artérias. As artérias originadas diretamente do coração são calibrosas, mas são 
subdivididas e diminuem de tamanho conforme se estendem do coração para as 
várias partes do corpo. As artérias menores são denominadas arteríolas. Conforme 
o sangue circula através das arteríolas, ele penetra nos tecidos através das menores 
subdivisões desses vasos, conhecidas como capilares. 
Veias 
O sangue desoxigenado retoma ao coração através do sistema venoso. O sistema 
venoso estende-se dos capilares venosos até vênulas e veias, aumentando em 
tamanho conforme se aproxima do coração. 
Circulação Pulmonar 
O circuito de vasos sangüíneos(veias, vênulas, capilares, arteríolas e artérias), que 
fornece sangue para os pulmões e vice-versa, abrange o componente denominado 
circulação pulmonar do sistema cardiovascular. 
Como dito previamente, as artérias geral-mente transportam sangue oxigenado do 
coração até os capilares. Exceções a essa regra são as artérias pulmonares, que 
transportam sangue desoxigenado até os pulmões, sangue esse que foi trazido ao 
coração através do sistema venoso. 
As veias cava superior e inferior deságuam o sangue desoxigenado no interior do 
átrio direito do coração. 
O coração bombeia esse sangue desoxigenado do ventrículo direito através das 
artérias pulmonares até os pulmões, onde oxigênio e dióxido de carbono são 
trocados através de pequenos sacos acerados ou alvéolos pulmonares. 
O sangue oxigenado então retoma através das veias pulmonares até o átrio 
esquerdo do coração. 
 
 
ANGIOGRAFIA E PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS 
Circulação Sistêmica Geral o coração é um órgão muscular que bombeia sangue 
para as várias partes do corpo. Anatomicamente, o coração situa-se no mediastino e 
apóia-se no diafragma (Fig. 21.5). O tecido cardíaco diferencia-se dos outros tecidos 
musculares do corpo em sua construção e é denominado miocárdio. O lado 
esquerdo do coração é responsável pela extensa circulação sistêmica; por isso, a 
parede muscular esquerda é cerca de três vezes mais espessa que a direita. 
O coração é dividido em quatro câmaras: os átrios direito e esquerdo e os 
ventrículos direito e esquerdo. Cada câmara tem como função receber e/ou bombear 
sangue. A circulação sangüínea é um sistema fechado através do qual o sangue 
desoxigenado penetra no átrio direito, proveniente de todas as partes do corpo, é 
reoxigenado nos pulmões e retoma para o corpo através do ventrículo esquerdo. 
O sangue que retoma ao coração penetra no átrio direito através das veias cavas 
superior e inferior (Fig. 21.6). O sangue na veia cava superior é proveniente da 
cabeça, do tórax e dos membros superiores. A veia cava inferior serve para carrear 
o sangue para o átrio direito a partir do abdome e dos membros inferiores. 
A partir do átrio direito, o sangue é bombeado através da valva tricúspide até o 
ventrículo direito. O ventrículo direito contrai-se, movendo o sangue através da valva 
pulmonar (semilunar pulmonar) até as artérias pulmonares e os pulmões. Durante a 
sua permanência nos pulmões, o sangue é oxigenado e então retoma para o átrio 
esquerdo do coração através das veias pulmonares. 
Conforme o átrio esquerdo se contrai, o sangue é transportado através da valva 
mitral (bicúspide) até o ventrículo esquerdo. 
Quando o ventrículo esquerdo sofre contração, o sangue oxigenado sai dessa 
câmara através da valva aórtica (semilunar aórtica), passa pela aorta e é 
transportado para os vários tecidos corporais. 
Veias cavas Aorta 
(Valva aórtica) 
Átrio direito Ventrículo esquerdo (Valva tricúspide) (Valva mitral) Ventrículo direito 
Átrio esquerdo (Valva pulmonar) (Valvas pulmonares) Artérias pulmonares Pulmões 
Veias pulmonares (Sangue desoxigenado) (Sangue oxigenado) 
 
 
As artérias coronárias são os vasos que fornecem sangue para o músculo cardíaco. 
As duas artérias coronárias são denominadas direita e esquerda. Ambas são 
originadas no bulbo aórtico. 
A artéria coronária direita origina-se no seio direito (anterior) do bulbo aórtico, e a 
coronária esquerda é originada no seio esquerdo (posterior) do bulbo aórtico. A 
artéria coronária direita fornece suprimento para a maior parte do átrio direito e 
ventrículo direito do coração. 
A artéria coronária esquerda fornece suprimento sangüíneo para ambos os 
ventrículos e para o átrio esquerdo do coração. Existem muitas interconexões ou 
anastomoses entre a artéria coronária direita e esquerda. O sangue retoma para o 
átrio direito do coração através das veias coronárias. 
O sistema do seio coronário retoma o sangue para o átrio direito para nova 
circulação. O seio coronário é uma ampla veia na face posterior do coração entre os 
átrios e os ventrículos. O seio coronário possui três ramos principais: as veias 
cardíacas maior, média e menor. 
A veia cardíaca maior recebe sangue de ambos os ventrículos e do átrio esquerdo. 
A veia cardíaca média drena o sangue proveniente do ventrículo direito, do átrio 
direito e de parte do ventrículo esquerdo. A veia cardíaca menor faz o retorno 
sangüíneo do ventrículo direito. O seio coronário drena a maior parte do sangue do 
coração. Algumas pequenas veias drenam diretamente para ambos os átrios. 
Artérias Cerebrais Suprimento sangüíneo cerebral o suprimento sangüíneo do 
cérebro é feito pelas artérias principais da circulação sistêmica. As quatro artérias 
principais a seguir fornecem o suprimento sangüíneo do cérebro (Fig. 21.9): 
2. Artéria carótida comum esquerda 
 
1. Artéria carótida comum 3. Artéria vertebral direita 4. Artéria vertebral esquerda 
Os ramos principais das duas carótidas comuns fornecem a circulação anterior do 
cérebro, e as duas vertebrais fazem a circulação posterior. 
Exame radiográfico dos vasos do pescoço e de toda a circulação cerebral é 
denominado "angiograma dos quatro vasos" devido ao fato de esses quatro vasos 
serem seletiva e coletivamente injetados com contraste. Outro exame comum é o 
"angiograma dos três vasos", no qual as duas carótidas e apenas uma das artérias 
vertebrais são estudadas. 
 
 
 
A aorta é a principal artéria que deixa o ventrículo esquerdo do coração. 
Três ramos principais originam-se do arco da aorta, e incluem os seguintes: 
1. Artéria braquiocefálica 2. Artéria carótida comum esquerda 3. Artéria subclávia 
esquerda 
O tronco braquiocefálico é um vaso curto que se bifurca em artéria carótida comum 
direita e artéria subclávia direita. Essa bifurcação ocorre diretamente posterior à 
articulação esterno clavicular direita. As artérias vertebrais direita e esquerda são 
ramos das artérias subclávias em cada lado como descrito acima (ver Fig. 21.9). 
Devido à artéria carótida comum esquerda se originar diretamente do arco aórtico, 
ela é ligeiramente mais longa do que a artéria carótida comum direita. 
Na região cervical, as duas carótidas comuns são similares. Cada artéria carótida 
comum passa cefalicamente à sua origem, ao longo de cada lado da traquéia e 
laringe até o nível da borda superior da cartilagem tireóide. 
Nesse ponto, cada artéria carótida comum se divide em artérias carótidas interna e 
externa. O local da bifurcação de cada carótida comum está no nível da terceira ou 
quarta vértebra cervical. 
As artérias principais que fornecem o suprimento para a cabeça, conforme visto a 
partir do lado direito do pescoço, são mostradas na Fig. 21.1 (apenas os vasos do 
lado direito são identificados nesse desenho). O tronco braquiocefálico bifurcase em 
artéria carótida comum direitae artéria subclávia direita. 
A artéria carótida comum direita ascende até o nível da quarta vértebra cervical para 
ramificar-se em artéria carótida externa e artéria carótida interna, como já descrito 
acima. Cada artéria carótida externa supre basicamente a face anterior do pescoço, 
a face e grande parte do couro cabeludo e as meninges (que cobrem o cérebro). 
Cada artéria carótida interna supre os hemisférios cerebrais, a hipófise, as estruturas 
orbitárias, a parte externa do nariz e a porção anterior do cérebro. 
A artéria vertebral direita origina-se da artéria subclávia direita e passa através dos 
forames transversos de C6 até C1. Cada artéria vertebral passa posteriormente ao 
longo da borda superior de C1 antes de sofrer angulação ascendente através do 
forame magno para penetrar no crânio. 
Um arteriograma carotídeo comum é mostrado à direita visualizando : 
(A) carótida interna direita, (B) carótida externa direita e (C) carótida comum direita. 
RAMOS DA ARTÉRIA CARÓTIDA EXTERNA Quatro ramos principais da artéria 
carótida externa incluem os seguintes:1. Artéria facial 2. Artéria maxilar 3. Artéria 
temporal superficial 4. Artéria occipital 
Elas não desempenham um papel importante na angiografia e não serão mostradas 
nos desenhos. 
ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA Cada artéria carótida interna ascende para penetrar 
no canal carotídeo na porção petrosa do osso temporal. No interior da pirâmide 
petrosa, a artéria se curva para a frente e medialmente. Antes de fornecer o 
suprimento para os hemisférios cerebrais, cada carótida interna passa através de 
uma coleção de canais venosos ao redor da sela turca. A artéria carótida interna 
atravessa a dura-máter medialmente em relação ao processo dinóide anterior, e 
então se bifurca nos ramos cerebrais. A porção em forma de S da artéria carótida 
interna é denominada sifão carotídeo e é estudada cuidadosamente pelo 
radiologista. 
ARTÉRIA CEREBRAL ANTERIOR Os dois ramos terminais de cada artéria carótida 
interna são as artérias cerebrais anteriores (Fig. 21.12) e as artérias cerebrais 
médias (Fig. 21.13). 
Cada artéria cerebral anterior e seus ramos fornecem o suprimento para a maior 
parte da região anterior do cérebro, próximo à linha média. As artérias cerebrais 
anteriores curvam-se ao redor do corpo caloso, dando diversos ramos para as 
porções médias do hemisfério cerebral. Cada artéria cerebral anterior conecta-se 
com a artéria do lado oposto e com a circulação cerebral posterior. 
A artéria cerebral média é o maior ramo de cada artéria carótida interna. 
Essa artéria supre as regiões laterais da circulação cerebral anterior (Fig. 21.13). 
Conforme a artéria cerebral média caminha em direção à periferia do cérebro, ramos 
ascendem ao longo da porção lateral da insula ou lobo central do cérebro. 
Esses pequenos ramos fornecem suprimento para tecidos cerebrais situados 
profundamente no interior do cérebro. 
Quando uma artéria carótida interna é injetada com contraste, as artérias cerebrais 
anterior e média são opacificadas. A fase arterial do angiograma cerebral da carótida 
é similar aos desenhos na Fig. 21.14. 
 
 
 
Na visão frontal ou incidência AP, ocorre pequena sobreposição dos dois vasos, pois 
a artéria cerebral anterior direciona-se para a linha média e a cerebral média 
estende-se lateralmente. 
Na posição lateral, alguma sobreposição obviamente existe. Note que a artéria 
carótida interna supre basicamente a porção anterior do cérebro. 
Arteriogramas em incidência lateral e AP axial da carótida interna são mostrados, 
demonstrando a bifurcação da artéria carótida em artérias cerebrais anterior e 
média. A região do sifão carotídeo em forma de S descrita acima é visualizada. 
Compare o desenho legendado com as radiografias para ver se você consegue 
identificar os vasos legendados antes de olhar as respostas abaixo. 
A. Artéria cerebral anterior B. Artéria cerebral média C. Região do sifão carotídeo D. 
Artéria carótida interna esquerda E..Artéria carótida interna, Fig. 21.12 Carótida 
interna e artéria cerebral anterior. 
Artéria cerebral média/ Artéria cerebral interna Fig. 21.13 Artéria cerebral média. 
Artéria cerebral anterior Artéria cerebral média\Artéria carótida interna, Fig. 21.14 
Arteriografia da carótida interna visualizando as artérias cerebrais anterior e média. 
ARTÉRIAS VERTEBROBASlLARES 
As duas artérias vertebrais penetram no crânio através do forame magno e se unem 
para formar a artéria basilar única. As artérias vertebrais e a artéria basilar e seus 
ramos formam o sistema vertebrobasilar, na Fig. 21.15, essas artérias são 
mostradas ao longo da base do crânio. Diversas artérias originam-se de cada artéria 
vertebral antes do seu ponto de convergência para formar a artéria basilar. 
Esses ramos suprem a medula espinhal e a parte posterior do cérebro. 
A artéria basilar apóia-se no clivo, uma porção do osso esfenóide, e na base do osso 
occipital anterior ao forame magno e posterior ao dorso selar. 
O sangue do cérebro é fornecido pela carótida interna e pelas artérias vertebrais. A 
circulação posterior do cérebro comunica-se com a circulação anterior ao longo da 
base do cérebro no círculo arterial, ou círculo de Willis, (Fig. 21.16). Essas cinco 
artérias ou ramos que formam o círculo de Willis são ) a artéria comunicante anterior, 
(2) as artérias cerebrais anteriores, (3) ramos das artérias carótidas internas, (4) a 
artéria comunicante posterior e (5) as artérias cerebrais posteriores. 
 
 
 
Há comunicação da circulação anterior e posterior e também ambos os ladossão 
conectados através da linha média. Desse modo, uma elaborada anastomose 
interconecta todo o suprimento arterial cerebral. Conforme a artéria basilar segue em 
direção ao círculo de Willis, ela fornece diversos ramos para a parte posterior do 
cérebro. As artérias cerebrais posteriores são dois dos maiores ramos. 
Certos aneurismas podem ocorrer nesses vasos que formam o círculo de Willis, e 
eles devem ser bem demonstrados nos estudos angiográficos cerebrais. 
A importante glândula "mestre", a hipófise (glândula pituitária) e sua estrutura óssea 
circundante, a sela turca, localizam-se no interior do círculo de Willis. 
Ver a Fig. 21.1 5 para localizar a artéria basilar apoiada no clivo e a relação dessas 
estruturas com o dorso selar. 
Um arteriograma vertebrobasilar padrão parece similar ao desenhado 
simplificadamente na Fig. 21.17. As artérias vertebrais, a artéria basilar e as artérias 
cerebrais posteriores podem ser vistas. 05 vários ramos para o cerebelo não foram 
legendados nesse desenho. 
Arteriogramas vertebro-basilares em incidência lateral e AP são mostrados, 
demonstrando uma injeção no lado esquerdo com preenchimento dos vasos 
associados do lado esquerdo. Compare o desenho legendado com as radiografias 
para ver se você consegue identificar 05 vasos legendados antes de olhar as 
respostas abaixo. A. Artérias cerebrais posteriores B. Artéria basilar C. Artéria 
vertebral esquerda D. Artéria cerebral posterior esquerda E. Artéria cerebral 
posterior direita 
Veias Cerebrais 
GRANDES VEIAS DO PESCOÇO 
Os três pares de veias principais do pescoço que fazem a drenagem da cabeça, 
face e região do pescoço mostrados na Fig. 21.1 8 são os seguintes: 
1. Veias jugulares internas direita e esquerda; 2. Veias jugulares externas direita e 
esquerda; 3. Veias vertebrais direita e esquerda. 
Cada veia jugular interna drena as cavidades cranianas e orbitárias. Além disso, 
muitas veias pequenas encontram cada veia jugular interna conforme esta passa 
caudalmente para por fim conectar-se com a veia braquiocefálica de cada lado. As 
veias braquiocefálicas direita e esquerda unem-se para formar a veia cava superior, 
que leva o sangue até o átrio direito do coração. 
 
 
 
As duas veias jugulares externas são troncos mais superficiais que fazem a 
drenagem do couro cabeludo e de grande parte da face e do pescoço. Cada veia 
jugular externa deságua na respectiva veia subclávia. 
As veias vertebrais direita e esquerda são formadas do lado externo do crânio e 
drenam a parte superior do pescoço e a região occipital. Cada veia vertebral penetra 
no forame transverso de C1, desce até C6 e então encontra a veia subclávia. 
OS seios da dura-máter são canais venosos que drenam sangue do cérebro(Fig. 
21.19). Os seios estão situados entre as duas camadas de duramáter como descrito 
no Capo 2, que abrange o revestimento cerebral e os espaços meníngeos. 
Um espaço entre as duas camadas da dura, ao longo da porção superior da fissura 
longitudinal, contém o seio sagital superior. O seio sagital inferior segue 
posteriormente para drenar no interior do seio reto. O seio reto e o seio sagital 
superior esvaziam-se nos seios transversos opostos. 
Cada seio transverso curva-se medialmente para ocupar um sulco ao longo da 
porção mastóidea do osso temporal. O seio nessa região é denominado seio 
sigmóide. Cada seio sigmóide então se curva caudalmente para prosseguir na veia 
jugular interna,no forame jugular. 
O seio occipital ruma posteriormente do forame magno para unir-se ao seio sagital 
superior, seio reto e seios transversos na confluência desses. 
A confluência dos seios é localizada proximamente à protuberância occipital interna. 
Outros seios importantes da dura-máter drenam a área de cada lado do osso 
esfenóide e da sela turca. 
As principais veias de todo o sistema venoso craniano estão legendadas na Fig. 
21.20. Apenas as veias mais proeminentes são identificadas. Um grupo não-
nomeado individualmente diz respeito às veias cerebrais externos, que, juntamente 
com alguns seios da dura-máter, drenam as superfícies externas dos hemisférios 
cerebrais. Como todas as veias do cérebro, as veias cerebrais externas não 
possuem válvulas e são extremamente finas, pois não têm tecido muscular. 
 
Sistema Circulatório Torácico 
A aorta e as artérias pulmonares são as principais artérias localizadas no tórax. As 
artérias pulmonares suprem os pulmões com sangue desoxigenado (como mostrado 
anteriormente na Fig. 21.4). 
A aorta estende-se do coração até aproximadamente a quarta vértebra lombar e é 
dividida em porções torácica e abdominal. A porção torácica é subdividida nos 
quatro segmentos seguintes (Fig. 21.21): 
1. Bulbo aórtico (raiz) 2. Aorta ascendente 3. Arco aórtico 4. Aorta descendente 
O bulbo, ou raiz, fica na extremidade proximal da aorta e é o segmento do qual se 
originam as artérias coronárias. Estendendo-se do bulbo está a porção ascendente 
da aorta, que termina aproximadamente na segunda articulação esternocostal e 
passa a ser o arco. O arco é incomparável em relação aos outros segmentos da 
aorta torácica pois existem três ramos que se originam nele: a artéria 
braquiocefálica, a carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda. Isso é 
também mostrado na p. 669, na Fig. 21.10 no sistema circulatório craniano. 
Existem muitas variações do arco aórtico. As três variações mais comuns, 
ocasionalmente vistas na angiografia, são as seguintes (Fig. 21.2): 
A. Aorta esquerda circunflexa arco normal com aorta descendente direcionada para 
baixo e para a esquerda. 
B. Aorta inversa (arco à direita) 
C. Pseudocoarctação (aorta descendente arqueada) em sua extremidade distal, o 
arco aórtico passa a ser a aorta descendente (ver Fig. 21.21). A aorta descendente 
estende-se do istmo até o nível da décima segunda vértebra dorsal. Inúmeros ramos 
arteriais intercostais, brônquicos, esofágicos e frênicos superiores originam-se da 
aorta descendente, não mostrados na Fig. 21.21. Essas artérias transportam sangue 
para órgãos que Ihes dão o nome. 
As principais veias do tórax são a veia cava superior, a veia ázigos e as veias 
pulmonares. A veia cava superior leva o sangue transportado do tórax para o átrio 
direito. A veia ázigos é a principal tributária que traz o sangue do tórax para a veia 
cava superior (Fig. 21.23). A veia ázigos penetra na veia cava superior 
posteriormente. O sangue proveniente do tórax penetra na veia ázigos através das 
veias intercostais, brônquicas, esofágicas e frênicas. Note que uma parte da veia 
cava superior foi retirada nesse desenho para melhor visualização da veia ázigos e 
das veias intercostais. 
As veias pulmonares inferior e superior trazem o sangue oxigenado dos pulmões 
para o átrio esquerdo, como mostrado anteriormente. A veia cava inferior é 
responsável pelo retorno venoso do abdome e dos membros inferiores até o átrio 
direito (ver Figs. 21.4 e 21.6). 
 
 
A aorta e as artérias pulmonares são as principais artérias localizadas no tórax. As 
artérias pulmonares suprem os pulmões com sangue desoxigenado (como mostrado 
anteriormente na Fig. 21.4). 
A aorta estende-se do coração até aproximadamente a quarta vértebra lombar e é 
dividida em porções torácica e abdominal. A porção torácica é subdividida nos 
quatro segmentos seguintes (Fig. 21.21): 
1. Bulbo aórtico (raiz) 2. Aorta ascendente 3. Arco aórtico 4. Aorta descendente 
O bulbo, ou raiz, fica na extremidade proximal da aorta e é o segmento do qual se 
originam as artérias coronárias. Estendendo-se do bulbo está a porção ascendente 
da aorta, que termina aproximadamente na segunda articulação esternocostal e 
passa a ser o arco. O arco é incomparável em relação aos outros segmentos da 
aorta torácica pois existem três ramos que se originam nele: a artéria 
braquiocefálica, a carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda. Isso é 
também mostrado na p. 669, na Fig. 21.10 no sistema circulatório craniano. 
Existem muitas variações do arco aórtico. As três variações mais comuns, 
ocasionalmente vistas na angiografia, são as seguintes (Fig. 21.2): 
A. Aorta esquerda circunflexa arco normal com aorta descendentedirecionada para 
baixo e para a esquerda. 
B. Aorta inversa (arco à direita) 
C. Pseudocoarctação (aorta descendente arqueada) 
Em sua extremidade distal, o arco aórtico passa a ser a aorta descendente 
(ver Fig. 21.21). A aorta descendente estende-se do istmo até o nível da décima 
segunda vértebra dorsal. Inúmeros ramos arteriais intercostais, brônquicos, 
esofágicos e frênicos superiores originam-se da aorta descendente, não mostrados 
na Fig. 21.21. Essas artérias transportam sangue para órgãos que Ihes dão o nome. 
As principais veias do tórax são a veia cava superior, a veia ázigos e as veias 
pulmonares. A veia cava superior leva o sangue transportado do tórax para o átrio 
direito. A veia ázigos é a principal tributária que traz o sangue do tórax para a veia 
cava superior (Fig. 21.23). A veia ázigos penetra na veia cava superior 
posteriormente. O sangue proveniente do tórax penetra na veia ázigos através das 
veias intercostais, brônquicas, esofágicas e frênicas. Note que uma parte da veia 
cava superior foi retirada nesse desenho para melhor visualização da veia ázigos e 
das veias intercostais. 
As veias pulmonares inferior e superior trazem o sangue oxigenado dos pulmões 
para o átrio esquerdo, como mostrado anteriormente. A veia cava inferior é 
responsável pelo retorno venoso do abdome e dos membros inferiores até o 
cérebro. 
 
 
Sistema Circulatório Abdominal 
A aorta abdominal é a continuação da aorta torácica. A aorta abdominal é anterior às 
vértebras e estende-se do diafragma até aproximadamente o nível de L4, onde se 
bifurca em artérias ilíacas comuns direita e esquerda. 
Existem cinco ramos principais da aorta abdominal que são de maior interesse na 
angiografia. Qualquer um desses ramos pode ser seletivamente cateterizado para 
estudo de um órgão específico. 
Esses ramos são mostrados na Fig. 21.24 a seguir: 
1. Artéria celíaca 
2. Artéria mesentérica superior 
3. Artéria renal esquerda 
4. Artéria renal direita 
5. Artéria mesentérica inferior 
O tronco do eixo celíaco origina-se na região anterior da aorta, imediatamente 
abaixo do diafragma e cerca de 1,5 cm acima da origem da artéria mesentérica 
superior. Órgãos que recebem suprimento sangüíneo dos três grandes ramos do 
tronco celíaco são os órgãos hepático, esplênico e gástrico. 
A artéria mesentérica superior fornece sangue para o pâncreas, para a maior parte 
do intestino delgado e para porções do intestino grosso (ceco, cólon-ascendente e 
metade do cólon transverso). Ela é originada na superfície anterior da aorta, ao nível 
da primeira vértebra lombar, cerca de 1,5 cm abaixo da artéria celíaca. 
A artéria mesentérica inferior origina-se da aorta, aproximadamente na terceira 
vértebra lombar (3 ou 4 cm acima do nível da bifurcação das artérias ilíacas 
comuns). O sangue é fornecido para porções do intestino grosso (metade esquerda 
do cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e maior parte do reto) 
através da artéria mesentérica inferior. 
As artérias renais direita e esquerda que fornecem sangue para os rins originam-se 
de cada lado da aorta imediatamente abaixo da artéria mesentérica superior, ao 
nível do disco entre a primeira ea segunda vértebra lombar. 
A porção distal da aorta abdominal bifurca-se ao nível da quarta vértebra lombar em 
artérias ilíacas comuns direita e esquerda. Cada artéria ilíaca comum então se divide 
em artérias ilíacas interna e externa. As artérias ilíacas internas fornecem 
suprimento sangüíneo para os órgãos pélvicos (bexiga, reto, órgãos reprodutivos e 
musculatura péllvica. 
Os membros inferiores recebem sangue das artérias ilíacas externas. A artéria ilíaca 
externa é significativa na angiografia e é usada para estudar cada membro inferior. 
 
 
O retorno venoso das estruturas abaixo do diafragma (tronco e membros inferiores 
até o átrio direito do coração é feito pela veia cava inferior. Existem várias tributárias 
da veia cava inferior que são importantes radiograficamente. 
Essas veias incluem as veias ilíacas comuns direita e esquerda, as veias ilíacas 
externas e internas, as veias renais (Fig. 21.25) e o sistema porta (Fig. 21.26). As 
ilíacas drenam a área pélvica e os membros inferiores, e as veias renais trazem o 
sangue dos rins. 
As veias mesentéricas superior e inferior fazem o retorno venoso dos intestinos 
delgado e grosso através da veia porta, das veias hepáticas, até a veia cava inferior. 
Isso é visto melhor na Fig. 21.26, na página seguinte. 
O sistema porta inclui todas as veias que drenam sangue do trato digestivo 
abdominal e do baço, pâncreas e vesícula biliar. Desses órgãos, esse sangue 
converge para o fígado através da veia porta. Durante a sua permanência no fígado, 
esse sangue é "filtrado" e retoma para a veia cava inferior através das veias 
hepáticas. Existem várias tributárias importantes das veias hepáticas 
(Fig. 21.26). A veia esplênica é uma grande veia com suas próprias tributárias, que 
trazem o sangue do baço. 
A veia mesentérica inferior, que faz o retorno venoso do reto e de partes do intestino 
grosso, usualmente se abre na veia esplênica, mas, em cerca de 10% dos casos, 
ela termina no ângulo de união das veias esplênica e mesentérica superior. A veia 
mesentérica superior traz o sangue do intestino delgado e de partes do intestino 
grosso. Ela se une com a veia esplênica para formar a veia porta. 
Sistema Circulatório Periférico 
ARTÉRIAS DOS MEMBROS SUPERIORES 
Geralmente considera-se que a circulação arterial dos membros superiores é 
iniciada na artéria subclávia. A origem da artéria subclávia difere no lado direito em 
comparação com o esquerdo. 
À direita, a subclávia origina-se da artéria braquiocefálica, ao passo que a subclávia 
esquerda é originada diretamente do arco aórtico. 
A subclávia passa a se chamar artéria axilar, que dá origem à artéria braquial. A 
artéria braquial bifurca-se para formar as artérias ulnar e radial, aproximadamente ao 
nível do colo do rádio. As artérias ulnar e radial continuam a ramificar-se até que se 
unem para formar os dois arcos pai mares (profundo e superficial). Ramos desses 
arcos fornecem suprimento sangüíneo para a mão e os dedos. 
 
 
 
 
 
O sistema venoso dos membros superiores pode ser dividido em duas partes: 
as veias profundas e superficiais (Fig. 21.28). Elas comunicamse umas às outras em 
locais freqüentes e desse modo formam dois canais paralelos de drenagem a partir 
de uma única região. As veias cefálicas e basílicas são as principais tributárias do 
sistema venoso superficial. Ambas as veias se originam no arco da mão. 
Anteriormente à articulação do cotovelo está a veia cubital media I (a veia mais 
comumente usada para coleta de sangue), que se conecta com os sistemas de 
drenagem superficial do antebraço. A veia basílica superior deságua na grande veia 
axilar, que drena para a veia subclávia e finalmente para a veia cava superior. A veia 
basílica inferior une-se à veia cubital media I para prosseguirem até a veia basílica 
superior. 
As veias profundas incluem as duas veias braquiais que drenam a veia radial, a veia 
ulnar e os arcos palmares. As veias braquiais profundas unem-se à veia basílica 
superficial para formar a veia axilar, que deságua na subclávia e finalmente na veia 
cava superior. 
A circulação arterial dos membros inferiores começa na artéria ilíaca externa e 
termina nas veias do pé (Fig. 21.29). A primeira artéria a penetrar no membro inferior 
é a artéria femoral comum. A artéria femoral comum divide-se em artéria femoral e 
artéria femoral profunda. A artéria femoral estende-se distalmente na perna e passa 
a ser chamada de artéria poplítea ao nível do joelho. Ramos da artéria poplítea são 
a artéria tibia! anterior, artéria tibial posterior e artéria fibular. 
 
A artéria tibial anterior continua como artéria dorsal do pé, com ramos para o 
tornozelo e o pé. A artéria fibular e a artéria tibial anterior fornecem suprimento 
sangüíneo para a panturrilha e a superfície plantar do pé. 
As veias dos membros inferiores são similares às dos membros superiores no que 
diz respeito ao sistema venoso superficial e profundo. O sistema venoso superficial 
contém as veias safenas magna e parva e suas tributárias e as veias superficiais do 
pé. 
A veia safena magna é a veia mais longa do corpo e se estende desde o pé, ao 
longo da região media! da perna, até a coxa, onde deságua na veia femoral A veia 
safe na parva origina-se no pé e se estende posteriormente ao longo da perna para 
terminar no joelho, onde deságua na veia poplítea. 
As principais veias profundas são as veias tibial posterior, fibular, tibial anterior, 
poplítea e femoral A veia tibial posterior e a veia fibular unem-se após a drenagem 
da parte posterior do pé e da perna. A veia tibial posterior estende-se para cima e se 
une com a veia tibial anterior para tornar-se a veia poplítea ao nível do joelho. A veia 
poplítea é contínua, proximamente, com a veia femoral, antes de se tornar à veia 
ilíaca externa (Fig. 21.30). 
o sistema linfático serve para drenar o líquido intersticial (líquido nos espaços entre 
as células) e trazê-Io para o sistema venoso. O líquido proveniente do lado esquerdo 
do corpo, membros inferiores, pelve e abdome penetra no sistema venoso através 
do dueto torácico (maior vaso linfático do corpo), que drena para o interior da veia 
subclávia esquerda, próximo à sua junção com a veia jugular esquerda. 
A parte superior do lado direito do corpo, os membros superiores, a cabeça e a 
região do pescoço drenam a linfa para o sistema venoso na junção das veias jugular 
direita e subclávia direita através do dueto linfático direito (Figs. 21.31 e 21.32). 
As funções da porção linfática do sistema circulatório são as seguintes: 
1. Combater doenças através da produção de linfócitos e microfagócitos. 
2. Promover o retorno de proteínas e de outras substâncias para o sangue. 
3. Filtrar a linfa nos linfonodos. 
 
4. Transferir gordura do intestino para o ducto torácico e deste para o sangue. 
O sistema linfático não possui um coração para bombear a linfa parao seu destino. 
Em vez disso, a linfa é transportada por difusão, peristal-se, movimentos 
respiratórios, atividade cardíaca, massagem e atividade muscular. O transporte da 
linfa ocorre em uma única direção - para longe dos tecidos. A seqüência de 
movimentos do líquido ocorre a partir dos capilares linfáticos até diversos vasos 
linfáticos nos quais a linfa penetra nos linfonodos e retoma para o sistema venoso 
através de vasos linfáticos eferentes. 
Os linfonodos tendem a formar grupos, embora eles possam ser solitários. 
Existem milhares de nodos por todo o corpo, alguns dos quais são identificados na 
Fig. 21.32. As principais coleções de nodos que são vistas radiograficamente são 
aquelas nas regiões torácica, abdominal, pélvica e inguinal. 
LlNFOGRAFIA 
Linfografia é o termo geral usado para descrever o exame radiográfico dos vasos 
linfáticos e linfonodos após a injeção de um contraste. O termo linfangiografia é 
freqüentemente usado para o estudo radiográfico dos vasos linfáticos após a injeção 
de um contraste.Isso é feito através da injeção de um contraste oleoso no interior do 
vaso linfático (usualmente nos pés ou nas mãos) e do rastreamento de sua 
trajetória, com radiografias em intervalos cronometrados. 
Como o ritmo da circulação do sistema linfático é muito lento, as seqüências 
cronometradas necessárias são também muito lentas. Os vasos linfáticos são 
usualmente visualizados dentro da primeira hora após a injeção, e os linfonodos são 
vistos 24 horas após. 
Com o advento da tomografia computadorizada, que pode visualizar prontamente 
linfonodos aumentados, exames de linfografia usando contraste, como descrito 
acima, estão sendo realizados em menor número. 
PROCEDIMENTOS ANGIOGRÁFICOS Visão Global 
Como definido no início deste capítulo, angiografia refere-se ao estudo radiológico 
dos vasos após injeção de contraste. Para visualizar essas estruturas de baixo 
contraste, um contraste é injetado através de um cateter colocado no vaso de 
interesse. Contraste positivo é mais comumente usado, mas há momentos nos quais 
o uso de contraste negativo é indicado. Equipamento altamente especializado para o 
estudo é exigido para esses procedimentos. 
A angiografia pode ser mais especificamente descrita da seguinte forma: 
Arteriografia: estudo das artérias. 
Venografia: estudo das veias. 
Angiocardiografia: estudo do coração e estruturas associadas. 
Linfografia: estudo dos vasos linfáticos /linfonodos. 
Este capítulo tenciona ser uma introdução à angiografia e procedimentos 
intervencionistas, não incluindo a variedade de técnicas, informação eprocedimentos 
disponíveis. 
A angiografia é realizada por uma equipe de profissionais de saúde, incluindo (1) um 
radiologista (ou outro angiografista qualificado), (2) um técnico ou enfermeiro 
qualificado e (3) um técnico em radiologia. Dependendo do protocolo departamental 
e da situação específica, um médico, enfermeiro ou técnico e/ou técnico em 
hemodinâmica adicional pode também estar disponível para auxiliar no 
procedimento. 
 
 
 
A angiografia é freqüentemente uma área ou especialidade prática para técnicos ou 
outros profissionais de saúde. Uma equipe competente e eficiente é crucial para o 
sucesso do procedimento. 
Uma história clínica deve ser obtida antes do procedimento. Ela deve incluir 
perguntas para avaliar a capacidade do paciente de tolerar a injeção de contraste 
(isto é, história de alergias, condição cardíaca/pulmonar e função renal). O paciente 
também será entrevistado a respeito da história medicamentosa e sintomas. A 
história medicamentosa é importante, pois alguns medicamentos são 
anticoagulantes e causarão sangramento excessivo durante e após o procedimento. 
Conhecer a história medicamentosa é também importante durante a seleção da 
prémedicação. 
Resultados laboratoriais prévios e outros dados pertinentes são também revisados. 
Uma explicação detalhada do procedimento será dada ao paciente, o que é 
importante para garantir completa compreensão e cooperação. A explicação incluirá 
possíveis riscos e complicações do procedimento, de forma que o paciente fique 
completamente informado antes de assinar o consentimento. 
Alimentos sólidos são suspensos por aproximadamente 8 horas antes do 
procedimento a fim de reduzir o risco de aspiração. No entanto, assegurar-se de que 
o paciente está bem hidratado é importante para reduzir o risco da indução de lesão 
renal pelo contraste. 
Pré-medicação usualmente é dada para os pacientes antes do procedimento a fim 
de ajudálos a relaxar. O paciente pode ficar mais confortável na mesa com a 
colocação de uma esponja sob os joelhos a fim de reduzir a tensão das costas. 
Sinais vitais são obtidos e registrados, e o pulso na extremidade distal do local de 
punção selecionado é avaliado. No local da punção são realizadas tricotomia e 
assepsia, e, em seguida, são colocados os campos estéreis. 
Comunicação e monitorização contínuas do paciente pelo técnico e pelos outros 
membros da equipe de angiografia aliviarão muito o medo e o desconforto do 
paciente. 
Para visualizar o(s) vaso(s) de interesse, um cateter deve ser introduzido na 
vasculatura do paciente para que o contraste seja injetado através dele. 
Um método comumente usado para cateterização é a técnica de Seldinger. 
 
 
Essa técnica foi desenvolvida pelo Dr. Sven Seldinger na década de 1950 e 
permanece popular até hoje. É uma técnica percutânea (através da pele) e pode ser 
usada para acessos venosos ou arteriais. 
Três vasos são tipicamente avaliados para a cateterização: 
(1) femoral, (2) braquial e (3) axilar. O angiografista fará a seleção com base na 
presença de um pulso forte e na ausência de doença vascular. 
A artéria femoral é o local preferido para punção arterial devido ao seu tamanho e à 
localização facilmente acessível. Se uma punção femoral for contra-indicada devido 
a enxertos cirúrgicos prévios, presença de aneurisma ou doença vascular oclusiva, a 
artéria braquial ou axilar pode ser selecionada. A veia femoral seria também o vaso 
de escolha para acesso venoso. 
A seguir, a descrição passo a passo da técnica de Seldinger: 
Passo 1 - inserção da agulha: A agulha, com uma cânula interna, é colocada em 
uma pequena incisão e avançada de modo a puncionar ambas as paredes do vaso. 
Passo 2 - colocação da agulha na luz do vaso: A colocação da agulha na luz do 
vaso é obtida com a remoção da cânula interna e a retirada lenta da agulha até que 
um fluxo sangüíneo constante retome através da agulha. 
Passo 3 - inserção do guia metálico: Quando o fluxo sangüíneo desejado retoma 
através da agulha, a extremidade flexível de um guia metálico é inserida através da 
agulha e avançada cerca de 10 cm no interior do vaso. 
Passo 4 - remoção da agulha: Após o posicionamento do guia metálico, a agulha é 
removida pela retirada dessa por sobre a porção do guia metálico que permanece 
externamente ao paciente. 
Passo 5 - condução do cateter até a área de interesse: O cateter é então conduzido 
sobre o guia metálico e avançado até a área de interesse sob controle fluoroscópico. 
Passo 6 - remoção do guia metálico: Quando o cateter estiver localizado na área 
desejada, o guia metálico é removido do interior do cateter. O cateter então 
permanece em seu posicionamento como uma conexão entre o exterior do corpo e a 
área de interesse. 
Existem duas técnicas menos comuns para acessar vasos que podem ser usadas 
quando necessário. Uma é chamada de dissecção, a qual exige um pequeno 
procedimento cirúrgico para expor o vaso de interesse. A segunda técnica é a 
abordagem translombar, que exige que o paciente seja colocado em decúbito ventral 
e que uma longa agulha seja passada através do abdome ao nível de T12 ou L2 
para o interior da aorta. Essas duas técnicas não são tão comuns e não são 
ilustradas especificamente neste capítulo. 
 
 
 
Os itens estéreis mostrados na Fig. 21.38 foram colocados pelo radiologista e estão 
preparados para a punção arterial. O monifoldo de três divisões mostrado no campo 
estéril nessa fotografia é conectado por extensões de tubos a : 
- Um transdutor para medição da pressão no vaso; 
- Um gotejamento salino heparinizado sob pressão ; 
- Um contraste apropriado. A seringa adaptada à extremidade inferior do monifoldo 
permite injeção manual de medicação ou do contraste, e a outra extremidade do 
monifoldo fixa-se ao cateter posicionado. 
Os cateteres possuem diferentes formatos em suas extremidades distais a fim de 
permitir um fácil acesso ao vaso de interesse. O técnico deve estar familiarizado com 
os tipos, a radiopacidade, os tamanhos, a construção e a forma da ponta dos 
cateteres e guias metálicos usados. Muitos desses cateteres estão disponíveis (Fig. 
21.39). 
O cateter deve ser lavado com freqüência durante o procedimento para prevenir a 
formação de coágulos sangüíneos que possam se tornar embólicos. 
Uma bandeja estéril contém o equipamento básico necessário para umacáteterização de Seldinger de artéria femoral (Fig. 21 AO). Itens estéreis básicos 
incluem os seguintes: 
1. Hemostatos 2. Solução anti-séptica e esponjas preparadas 3. Lâmina de bisturi 4. 
Seringa e agulha para anestesia local 5. Bacias e cuba 6. Campos e toalhas estéreis 
7. Band-Aids 8. Cobertura do intensificador de imagem estéril 
O contraste de escolha é uma substância iodada não-iônica e hidrossolúvel devido à 
sua baixa osmolaridade e ao risco reduzido de reação alérgica. A quantidade 
necessária dependerá do vaso a ser examinado. 
Como em todos os procedimentos que usam contraste, um equipamento de 
emergência deve estar prontamente disponível, e o técnico deve estar familiarizado 
com o protocolo em caso de reação alérgica do paciente. 
Tecmed Cursos Profissionalizantes | Prof. Luis Henrique Barcellos 21 
Uma vez que o vaso de interesse esteja cateterizado sob orientação fluoroscópica, 
uma pequena injeção manual de contraste será dada para garantir que o cateter 
esteja em uma posição precisa (isto é, está na luz do vaso e não cravado contra a 
parede). Para a série de imagens, um injetor eletromecânico fornece uma 
quantidade predeterminada de contraste e as imagens são obtidas. A taxa de 
aquisição de imagens é rápida, freqüentemente na faixa de vários quadros por 
segundo. A série será revisada para determinar qual série adicional precisa ser feita, 
se é que precisa. 
Existe um risco potencial no que diz respeito à dose aumentada de radiação para os 
profissionais de saúde que são membros de uma equipe de angiografia. Isso ocorre 
devido ao uso de fluoroscopia e à sua proximidade com o paciente e o equipamento 
durante o procedimento. O uso consciencioso de dispositivos de proteção contra 
radiação como protetores de chumbo, escudos tireoidianos e óculos de chumbo é 
necessário. Garantir que o tempo de fluoroscopia é o mínimo absoluto é também 
vital para redução da dose. 
Colimação precisa é importante para reduzir a dose para o paciente e para a equipe 
de angiografia e limitar a quantidade de radiação secundária produzida que irá 
degradar a qualidade da imagem é também essencial. 
Protetores de chumbo podem ser suspensos no teto como um modo adicional de 
proteção ao rosto e aos olhos do angiografista. Além disso, a unidade de angiografia 
pode possuir filtros especializados de feixes e capacidade de fluoroscopia pulsada 
para ajudar a assegurar que a dose seja mantida em valores mínimos. 
Contra-indicações para pacientes que serão submetidos à angiografia incluem 
alergia ao contraste, função renal prejudicada, distúrbios da coagulação sangüínea 
ou uso de medicamento anticoagulante e função cardiopulmonar /neurológica 
instável. 
Procedimentos angiográficos não são isentos de risco para o paciente. Alguns dos 
riscos e complicações mais comuns são os seguintes: 
Sangramento no local da punção: Isso pode usualmente ser controlado com 
aplicação de compressão. 
Formação de trombos: Um coágulo sangüíneo pode se formar em um vaso e 
interromper o fluxo para áreas distais. 
Formação de êmbolo: Um pedaço de placa pode ser desalojado de uma parede do 
vaso pelo cateter. Um acidente vascular cerebral ou oclusão de outro vaso pode 
ocorrer. 
Dessecação de um vaso: O cateter pode romper a íntima de um vaso. 
Infecção do local de punção: Isso é causado pela contaminação do campo estéril. 
Reação ao contraste: Essa pode ser leve, moderada ou grave . 
Se a artéria braquial ou axilar foi usada para a cateterização, há o risco adicional de 
dano aos nervos adjacentes e de espasmo arterial. A abordagem translombar 
também possui riscos adicionais para o paciente, que incluem hemotórax, 
pneumotórax e hemorragia retroperitoneal. 
Raramente, uma porção do guia metálico ou do cateter pode quebrar no vaso. O 
fragmento se torna um êmbolo e o paciente corre muito risco. O fragmento pode ser 
recuperado usando um tipo especial de cateter . 
Após o procedimento angiográfico, o cateter é removido e compressão é aplicada no 
local da punção. O paciente permanece em repouso no leito por no mínimo 4 horas, 
mas a cabeceira da cama/maca deve estar elevada aproximadamente 30°. Durante 
esse período, o paciente é monitorizado e os sinais vitais e o pulso periférico distal 
ao local da punção são conferidos regularmente. A extremidade é também avaliada 
quanto à temperatura, cor e sensibilidade para garantir que a circulação não tenha 
sido interrompida. Líquidos orais são dados e analgésicos são fornecidos se 
necessário. 
Devem ser dadas instruções aos pacientes em caso de sangramento espontâneo no 
local da punção: aplicar pressão e procurar socorro. 
Pacientes que sofreram uma abordagem translombar devem seguir condutas 
similares após o 
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Curso Técnico em Radiologia ANGIOGRAFIA E PROCEDIMENTOS 
INTERVENCIONISTAS procedimento, com exceção de compressão externa. Nesse 
caso, o sangramento é controlado internamente, já que sangramento na musculatura 
periaórtica fornece compressão interna. 
Avanços recentes incluem o desenvolvimento de dispositivos para fechar 
cirurgicamente o local de punção de forma percutânea. O dispositivo usado para 
isso é parte do sistema de introdução de cateter. Na conclusão do procedimento, o 
vaso é suturado usando o dispositivo especializado fixado. Isso é vantajoso para o 
paciente, pois reduz o risco de hemorragia e não é necessário que o angiografista 
comprima a virilha por diversos minutos. Essa técnica é efetiva mesmo se o paciente 
tomar anticoagulantes. ' 
Modificações no Procedimento 
Pacientes pediátricos que necessitam de angiografia geralmente são efetivamente 
sedados ou estão sob anestesia geral para os procedimentos, dependendo da idade 
e da condição do paciente. Neonatos provenientes de berçários com terapia especial 
são cobertos com cobertores aquecidos durante o procedimento para manter a sua 
temperatura corporal. 
Parentes e acompanhantes não são usualmente permitidos na unidade de 
angiografia. No entanto, deve ser dada uma explicação completa a eles sobre o 
procedimento antes de assinarem o consentimento. 
Pacientes pediátricos podem sofrer de patologias semelhantes às dos pacientes 
adultos. No entanto, procedimentos angiográficos, especialmente cateterização 
cardíaca, são freqüentemente indicados para investigar defeitos congênitos. 
Perda do sensório (visão, audição etc.) associada ao envelhecimento pode levar o 
paciente geriátrico a exigir paciência, assistência e monitorizarão adicionais durante 
o procedimento. Pacientes geriátricos freqüentemente sentem nervosismo e medo 
de cair da mesa de exame, que é bastante estreita nas unidades angiográficas. 
Renovação da confiança e cuidado adicional por parte do técnico durante o 
procedimento ajudam o paciente a sentirse seguro e confortável. 
Um colchão radiolucente para acolchoamento adicional na mesa de exame dará 
conforto aos pacientes geriátricos. Cobertores adicionais devem estar disponíveis 
após o procedimento para mantêlos aquecidos. 
Pacientes idosos podem apresentar tremores ou dificuldade de permanecer imóveis; 
o uso de alta mA resultará em períodos menores de exposição que ajudarão a 
reduzir o risco de movimentação nas imagens. 
Uma sala de angiografia é equipada para todos os tipos de procedimentos 
angiográficos e intervencionistas e possui uma ampla variedade de agulhas, 
cateteres e guias metálicos ao alcance das mãos. É maior do que as salas para 
radiografia convencional e possui uma pia e área para escovação e uma sala de 
espera para os pacientes. A sala angiográfica deve ter saídas para oxigênio e 
aspiração, e equipamento médico de emergência deve estar próximo. 
Uma unidade angiográfica geralmente exige o seguinte: 
Uma mesa do tipo ilha que forneça acesso ao paciente por todos os lados. 
Ela deve ter capacidade flutuante nos quatro sentidos, altura ajustável e um 
mecanismode inclinação. Imagem com amplo campo de visão, justificados com 
fluoroscopia digital com braço C. Sistema de aquisição de imagem digital 
programável que permita seleção e aquisição de taxa e seqüência de imagem e 
processamento das imagens. Tubo(s) especializado(s) de raios-X com alta 
capacidade de carregar calor e rápido esfriamento a fim de atender à necessidade 
de mA alta, taxas de quadro mais altas e série de aquisição múltipla. (Um sistema 
biplano é mostrado na Fig. 21.4 1). Injetor eletromecânico para fornecimento do 
contraste. Equipamento para monitorizarão fisiológica que permita monitorizar as 
pressões arterial e venosa do paciente e ECG (especialmente importante para 
angioplastia e cateterização cardíaca). 
Método de arquivamento de imagens ligado ao PACS e/ou à impressora a laser. 
Sistemas mais antigos usam alternadores biplanos de corte do filme mas estão 
sendo amplamente substituídos pelos sistemas digitais. 
 
 
 
AQUISIÇÃO DIGITAL 
Conforme a radiação atravessa o paciente e é detectada pelo intensificador de 
imagem, este converte a energia dos raios X para luz. Esta é entãotransmitida para 
um sistema de televisão que converte a luz em um sinal elétrico e envia esse sinal 
para um conversar de analógico para digital. O sinal é então digitalizado e enviado 
para o processador digital de imagem. 
O processador de imagem permite que o técnico exiba, manipule e armazene as 
imagens. A imagem digital de um arteriograma carotídeo é mostrada na Fig. 21.42. 
Uma vantagem da tecnologia digital é a capacidade de realizar a angiografia digital 
com subtração (OSA). O método digital substitui o antigo método fotográfico de 
subtração de imagem. Com a tecnologia digital, um computador altamente 
sofisticado "subtrai" ou remove algumas estruturas anatômicas de modo que a 
imagem resultante demonstre apenas o(s) vaso(s) de interesse contendo o contraste 
(Fig. 21.43). Uma imagem subtraída aparece como uma imagem inversa e pode 
visualizar informações diagnósticas não-aparentes em uma imagem convencional 
não-subtraída. 
Imagens Pós-processamento Como as imagens são digitais e armazenadas, muitas 
opções após o processamento estão disponíveis a fim de melhorar ou modificar a 
imagem. Algumas funções pós-processamento permitem que o técnico melhore a 
qualidade da imagem subtraída. A imagem pode ser ampliada (zoom) para se ver 
estruturas específicas, e analisada quantitativamente para medir distâncias, calcular 
estenose etc. Muitas outras opções também estão disponíveis. 
A aquisição digital permite que as imagens sejam arquivadas diretamente para um 
PACS se disponível, com todas as vantagens inerentes (fácil acesso às imagens 
pelos especialistas, eliminação de filmes perdidos, visão simultânea de imagens 
etc.). 
 
 
No passado, o típico procedimento angiográfico cerebral usava alternadores 
biplanos de filme em conjunção com dois tubos radiográficos. Eles têm sido 
amplamente substituídos por equipamento biplano digital, mas alternadores de corte 
de filme ainda podem ser usados ocasionalmente, e os técnicos devem estar 
familiarizados corn eles. 
Um tipo de alternador de corte de filme é mostrado na Fig. 21.4. Cada unidade do 
alternador de corte do filme deve ser independente da outra, e as duas devem ser 
colocadas facilmente em ângulo reto entre si. Esse arranjo permite exposição de 
uma série de radiografias tanto na posição lateral quanto na posição AP com uma 
única injeção de contraste. 
O mecanismo interno do alternador de filme move rapidamente o filme desde o 
compartimento de fornecimento até a área de exposição e finalmente até o depósito 
receptor. Um selecionador de programa opera o alternador de filme durante 
exposições seriadas ou únicas, regulando a taxa de filmagem e a duração de cada 
fase da série. Desse modo, o selecionador de programa controla o número de filmes 
por segundo e a duração total do tempo em que as exposições devem ser feitas. O 
selecionador de programa é integrado de modo que o injetar de contraste é 
sincronizado com o processador de imagem. 
Conforme o contraste é injetado para o interior do sistema circulatório, ele é diluído 
pelo sangue. O material contrastado deve ser injetado com pressão suficiente para 
vencer a pressão arterial sistêmica do paciente e para manter uma concentração a 
fim de minimizar a diluição pelo sangue. 
Para manter a taxa de fluxo necessária para a angiografia, um injetor automático 
eletromecânico é usado. A taxa de fluxo é afetada por várias variáveis, como a 
viscosidade do contraste, o comprimento e o diâmetro do cateter e a pressão de 
injeção. Dependendo dessas variáveis e do vaso aser injetado, a taxa de fluxo 
desejada pode ser selecionada antes da injeção. 
Fig. 21.45 
 
 Um típico injetor digital automático de contraste. 
Todo injetor é equipado com seringas, um dispositivo de aquecimento, um 
mecanismo de alta pressão e um painel de controle. As seringas de uso comum são 
descartáveis. Seringas reutilizáveis devem ser facilmente desmontadas para 
esterilização. O dispositivo de aquecimento aquece e mantém o contraste na 
temperatura corporal, reduzindo a viscosidade do contraste. O mecanismo de alta 
pressão é usualmente um dispositivo eletromecânico que consiste em um impulso 
motor que move o êmbolo da seringa para dentro ou para fora.Aspectos adicionais 
de um injetor eletromecânico automático além de segurança, conveniência, 
facilidade de uso e confiabilidade dos parâmetros da taxa de fluxo incluem os 
seguintes: 
(1) acendimento de luz quando armado e pronto para injeção; 
(2) um controle de injeção lento ou manual para remover bolhas de ar da seringa; 
(3) controles para impedir a injeção inadvertida ou pressão excessiva ou a injeção 
de grande quantidade. 
Modalidades ou Procedimentos Alternativos 
Além dos procedimentos específicos de angiografia listados abaixo, modalidades e 
procedimentos alternativos estão também disponíveis nos centros de imagem. 
Aquisição de volume, reconstrução de imagens subseqüente e equipamento 
sofisticado fizeram da TC uma valiosa ferramenta na avaliação de vasos. A 
tomografia computadorizada é usada para estudar aneurismas aórticos (se as 
especificações do equipamento permitir) e é útil no diagnóstico de embolia 
pulmonar. 
A angiografia por tomografia computadorizada (ATC) é um estudo que fornece 
imagens das estruturas vasculares em corte transversal e que, dependendo da 
capacidade do equipamento, podem ser reconstruídas em uma imagem em 3D. A 
ATC fornece a vantagem da administração intravenosa do contraste, eliminando a 
necessidade de punção arterial e inserção de cateter. 
A tecnologia da medicina nuclear é freqüentemente usada em conjunto com a 
angiografia na investigação de certas patologias cardiovasculares, algumas das 
quais incluem embolia pulmonar, sangramento, hipertensão vascular, doença arterial 
coronariana. A medicina nuclear complementa outras modalidades de imagem, pois 
fornece basicamente informações fisiológicas, mas poucos detalhes anatômicos. 
O papel da ultra-sonografia no estudo cardiovascular tem aumentado. O ultra-som 
pode ser usado para estudar a permeabilidade dos vasos e demonstrar a formação 
de trombos, placas ou estenose. Duplex colorido (fluxo Doppler colorido) é também 
usado, no ultra-som, para demonstrar a presença ou a ausência de fluxo no interior 
do vaso, a direção do fluxo e, com equipamento mais sofisticado, a velocidade do 
fluxo. A ecocardiografia fornece imagens detalhadas do coração para a investigação 
de inúmeras condições cardíacas, incluindo doença valvar, aneurisma, 
cardiomiopatia, infarto miocárdico e defeitos congênitos. 
A angiografia por ressonância magnética (ARM) fornece imagens altamente 
detalhadas da vasculatura do paciente. Essa é uma vantagem, já que não é 
necessário contraste e a punção de vaso é evitada*. 
Durante a injeção do contraste e durante a obtenção das imagens,o braço C de 
uma unidade angiográfica é rodado até 1800 ao redor do paciente. A estrutura e o 
sistema vasculares são visualizados em uma ampla variedade de ângulos com uma 
única injeção de contraste. As imagens resultantes podem ser executadas 
digitalmente em um modo cine loop a fim de garantir uma apresentação dinâmica da 
imagem. O estudo rotacional pode fornecer informação a respeito de quais vasos 
necessitam de investigação adicional ou do ângulo ótimo do equipamento para usar 
em estudos posteriores. 
ANGIOGRAFIA ROTACIONAL TRIDIMENSIONAL (3D) 
Uma imagem tridimensional (3D) pode ser produzida a partir de dados da imagem 
adquirida durante uma aquisição rotacional. Os dados são processados por um 
sofisticado sistema computadorizado e exibidos. 
Os sistemas de reconstrução 3D de imagens são valiosos na visualização de 
patologias complexas da vasculatura intracraniana (por exemplo, malformações 
arteriovenosas ou aneurismas com localização ou características incomuns). 
Informações obtidas por imagens 3D são freqüentemente úteis no planejamento da 
abordagem intervencionista para essas patologias. O estudo rotacional 3D está 
sendo também avaliado para uso em outras áreas, incluindo as regiões torácica e 
abdominal. 
ANGIOGRAFIA COM CO2 
Como uma alternativa para o contraste iodado, o CO2 está sendo usado em alguns 
centros para procedimentos selecionados quando agentes contrastados iodados são 
contra-indicados. Isso pode incluir pacientes com doença cardiopulmonar, diabetes 
melito ou insuficiência renal. O uso de CO2 como agente contrastado é também 
indicado para pacientes com história de reação alérgica ao contraste iodado. 
Injetores especializados em CO2 têm sido desenvolvidos para garantir fornecimento 
preciso e adequadamente cronometrado do gás para o interior dos vasos a serem 
examinados. Alguns equipamentos angiográficos possuem programação 
especializada de imagem digital para otimizar o uso do C02 traz certas limitações e 
riscos estão associados com a angiografia com CO2, mas espera-se que o uso de 
CO2 como um contraste encontre grande aplicação no futuro. 
Procedimentos Angiográficos Específicos 
A próxima parte deste capítulo introduz e descreve rapidamente os seis 
procedimentos angiográficos mais comumente realizados em um típico centro de 
imagem, que são os seguintes: (A rotina específica de cada um deles será 
determinada pelas preferências do radiologista.) 
1. Angiografia cerebral 2. Angiografia torácica 3. Angiocardiografia 
4. Angiografia abdominal 5. Angiografia periférica 6. Linfografia 
As descrições de cada um desses procedimentos incluirão o seguinte: Objetivo, 
Indicações patológicas, Cateterização, Contraste, Imagem. 
Objetivo 
Angiografia cerebral é um estudo radiológico dos vasos sangüíneos do cérebro. O 
objetivo básico da angiografia cerebral é fornecer um "mapa" da vasculatura que 
facilitará, para os médicos, a localização e o diagnóstico depatologias ou outras 
anormalidades do cérebro e região do pescoço. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para a angiografia cerebral incluem as seguintes: 
Estenose e oclusões vasculares, Aneurismas, Trauma, Malformações arteriovenosas 
Doença neoplásica, Cateterizaçào. 
A abordagem femoral é preferida para a inserção do cateter. O cateter é avançado 
até o arco aórtico e o vaso a ser estudado é selecionado. Vasos comumente 
selecionados para angiografia cerebral incluem as artérias carótidas comuns, as 
artérias carótidas internas, as artérias carótidas externas e as artérias vertebrais. 
Contraste 
A quantidade de contraste necessária depende do vaso a ser examinado, mas 
usualmente varia entre 5 a 10 ml. 
Imagem 
A seqüência de imagem selecionada deve incluir todas as fases da circulação: 
arterial, capilar e venosa; e tipicamente durará de 8 a 10 segundos. As incidências 
necessárias dependem dos vasos a serem examinados. A seguir estão vários 
exemplos. 
Arteriografia da Carótida Comum 
Arteriogramas carotídeos estão entre os angiogramas cerebrais mais 
freqüentemente realizados. 
Ocasionalmente, antes de um angiograma carotídeo de três vasos ou de quatro 
vasos, são feitas duas visões radiográficas do pescoço para visualizar cada artéria 
carótida comum (Figs. 21.47 e 21.48). A artéria carótida comum direita é 
demonstrada na incidência AP e a posição lateral examina essa artéria e sua 
bifurcação em artérias carótidas interna e externa. A área de bifurcação é 
cuidadosamente estudada em busca de doença oclusiva (ver setas). A artéria 
carótida comum esquerda é estudada de modo similar durante o exame. 
Arteriografia da Carótida Interna 
Um segundo arteriograma craniano comum demonstra as artérias carótidas internas. 
Radiografias representativas da fase arterial de um angiograma da carótida interna 
esquerda são mostradas nas radiografias das Figs. 21.49 e 21.50. 
Na radiografia axial AP, o assoalho da fossa anterior e as cristas petrosas estão 
superpostos. Isso permite a visualização da bifurcação da artéria carótida interna em 
artérias cerebrais anterior e média. 
 
 
 
Objetivo 
A angiografia torácica demonstra o contorno e a integridade da vasculatura torácica. 
Aortografia torácica é um estudo angiográfico da aorta ascendente, do arco, da 
porção descendente da aorta torácica e dos ramos principais. 
Arteriografia pulmonar é um estudo angiográfico dos vasos pulmonares usualmente 
realizado para investigar em boi ia pulmonar. Como mencionado anteriormente, a 
angiografia pulmonar é realizada menos freqüentemente devido à disponibilidade de 
modalidades alternativas. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para angiografia torácica e pulmonar incluem as 
seguintes: Aneurismas, Anormalidades congênitas, Estenose dos vasos, Embolia, 
Trauma, Cateterização. 
O local de punção preferido para um aortograma torácico é a artéria femoral. 
O cateter é avançado até o local desejado na aorta torácica. Procedimentos 
seletivos podem ser realizados com o uso de cateteres especialmente feitos para o 
acesso do vaso de interesse. 
Devido à localização da artéria pulmonar, a veia femoral é o local preferido para 
inserção do cateter. Ele é avançado ao longo das estruturas venosas, para o interior 
da veia cava inferior, através do átrio direito do coração até o ventrículo direito e 
desse para a artéria pulmonar. Ambas as artérias pulmonares são usualmente 
examinadas. 
Contraste 
A quantidade de contraste necessária variará de acordo com o procedimento; no 
entanto, uma quantidade média para angiografia torácica é de 30 a 50 ml. 
Para angiografia pulmonar seletiva, a quantidade média é de 25 a 35 ml. 
Imagem 
Imagens seriadas para angiografia torácica são obtidas em vários segundos. 
 
 
 
A taxa e a seqüência de imagens dependem de muitos fatores, incluindo tamanho 
do vaso, história do paciente e preferência do médico. 
A respiração é suspensa durante a obtenção da imagem. 
Aortograma Torácico- Devido à estrutura da aorta proximal, uma incidência oblíqua é 
necessária para visualizar o arco aórtico. Uma AOE a 45° é preferida para evitar a 
sobreposição de estruturas e para visualizar qualquer anomalia (Figs. 21.51 e 
21.52). Isso é feito através da manipulação do braço C, em vez do paciente, até o 
grau de obliqüidade desejado. 
Arteriograma Pulmonar A Fig. 21.53 demonstra a fase arterial de um angiograma 
pulmonar (DSA). A seqüência de imagem é usualmente ampliada durante esse 
procedimento para visualizar a fase venosa da circulação. 
Objetivo 
Angiocardiografia refere-se especificamente ao estudo radiológico do coração e 
estruturas associadas. Arteriografia coronariana é usualmente realizada ao mesmo 
tempo para visualizar as artérias coronárias. 
Cateterização cardíaca é um termo mais geral usado para descrever a colocação do 
cateter no coração, e inclui estudos adicionais aos estudos radiológicos, como obter 
amostras de sangue para mediçãoda saturação de oxigênio (oximetria) e medição 
das pressões e gradientes hemodinâmicos. É necessário equipamento especializado 
para monetarização fisiológica para essas medições sensíveis. Para os fins deste 
texto, focalizaremos o estudo da cateterização cardíaca. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para angiocardiografia e arteriografia coronariana incluem 
as seguintes: Doença arterial coronariana e angina, Infarto miocárdico, Doença 
valvular, Dor torácica atípica, Anomalias cardíacas congênitas, Outras patologias do 
coração e da aorta, Cateterização. 
 
 
Como nos outros angiogramas, a artéria femoral é o local preferido para 
cateterização. O cateter é avançado até a aorta e ao longo de sua extensão para o 
interior do ventrículo esquerdo para o ventriculograma esquerdo. 
Um cateter pígtoíl é usado, pois um grande volume de contraste será injetado. Para 
o arteriograma coronariano, o cateter é trocado e a artéria coronária é selecionada; 
as artérias coronárias direita e esquerda são examinadas rotineiramente. Cateteres 
com formatos especiais são projetados para caber em cada uma das artérias 
coronárias. 
Após a injeção do contraste nas artérias coronárias, o cateter é imediatamente 
removido para evitar oclusão do vaso. 
Acesso ao lado direito do coração seria obtido através da cateterização da veia 
femoral e avanço do cateter através das estruturas venosas até que o lado direito do 
coração seja alcançado. 
Contraste 
Aproximadamente 40 a 50 ml de contraste iodado hidrossolúvel não iônico e de 
baixa osmolaridade são injetados para o ventriculograma. As artérias coronárias 
exigem tipicamente 7 a 10 ml de contraste por injeção. 
Imagem 
A taxa de imagem para angiocardiografia é muito rápida, na faixa de 15 a 30 
quadros por segundo, e é mais alta em pacientes pediátricos. 
Se equipamento biplano estiver disponível para o ventriculograma esquerdo, 
imagens em incidência AOD e AOE serão obtidas. Se o equipamento é de plano 
único, uma imagem AOD a 30° será obtida rotineiramente (Fig. 21.54). 
Usando o ventriculograma, a fração de ejeção pode ser calculada. A fração de 
ejeção é expressa como uma porcentagem e fornece uma indicação da eficiência da 
bomba do ventrículo esquerdo (Fig. 21.56). 
Uma série de imagens oblíquas é obtida para visualização completa das coronárias. 
Rotineiramente, seis tomadas da coronária esquerda são obtidas, e duas tomadas 
da coronária direita são obtidas (mais tomadas são obtidas da coronária esquerda, 
pois na maioria das pessoas ela e seus ramos fornecem o suprimento sangüíneo 
para a maior parte do coração). 
O uso de equipamento biplano de imagem é vantajoso, pois reduz a quantidade de 
contraste necessária, já que duas incidências oblíquas podem ser obtidas 
simultaneamente. A respiração é suspensa para a aquisição da imagem. 
 
 
 
As imagens são arquivadas em CD’s ou no PACS e, quando executadas, são vistas 
em modo de filme. 
Objetivo 
Angiografia abdominal demonstra o contorno e a integridade da vasculatura 
abdominal. Isso significa que a disposição ou o deslocamento dos vasos abdominais 
que estão sendo estudados e possíveis obstruções ou roturas de vasos (por 
exemplo, abaulamento do aneurisma)serão demonstradas. Qualquer deslocamento 
dos vasos pode indicar uma lesão ocupando espaço. 
Aortografia refere-se ao estudo angiográfico da aorta, e estudos seletivos referem-se 
a cateterização de um vaso específico. Cavografia demonstra a veia cava superior 
e/ou inferior. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para angiografia abdominal incluem as seguintes: 
Aneurismas, Anormalidade congênita, Sangramento GI, Estenose ou oclusão, 
Trauma, Cateterização. 
Para um aortograma, a aorta é tipicamente acessada pela artéria femoral. 
O tamanho e o tipo do cateter necessário dependem da estrutura, mas um cateter 
pigtoil é geralmente usado devido à grande quantidade de contraste a ser injetado 
conforme a necessidade para o aortograma(Fig. 21.57). 
Estudos angiográficos seletivos exigem o uso de cateteres especialmente 
configurados para acessar o vaso de interesse. Estudos seletivos comumente 
realizados incluem o tronco celíaco, as artérias renais (Fig.21.58) e as artérias 
mesentéricas inferior e superior, que são selecionadas durante a investigação de 
sangramento GI. 
Um estudo super seletivo envolve a seleção de um ramo do vaso. Um exemplo 
comum disso é a seleção da artéria hepática ou esplênica, que são dois ramos do 
tronco celíaco.A cateterização para a cavografia é obtida através da punção da veia 
femoral. 
 
 
O cateter é então avançado até o nível desejado. 
Contraste 
Uma quantidade média de contraste para um aortograma e para um cavograma é de 
30 a 40 ml. A quantidade de contraste para estudos seletivos varia, dependendo do 
vaso a ser examinado. Como em outros procedimentos angiográficos, o contraste de 
escolha é iodado, hidrossolúvel e não-iônico, com baixa osmolaridade. 
Imagem 
As imagens são obtidas o paciente na posição supina; qualquer obliqüidade exigida 
é obtida através da manipulação do braço C. Imagens seriadas são obtidas 
tipicamente por vários segundos. A taxa e a seqüência de imagens dependem de 
muitos fatores, incluindo tamanho do vaso,história do paciente e preferência médica. 
Antes da realização de qualquer estudo arterial seletivo, um angiograma abdominal 
geralmente é obtido, preferivelmente incluindo desde de o diafragma até a 
bifurcação da aorta. Ramos associados da aorta, como as artérias renais direita e 
esquerda e as artérias mesentéricas superior e inferior, serão visualizados, como 
mostrado nas imagens daFig. 21.59. 
As seqüências de imagem para estudos seletivos são usualmenteestendidas para 
visualizar a fase venosa. A respiração é suspensa durante a obtenção da imagem. 
Objetivo 
Angiografia periférica é um exame radiológico da vasculatura periférica após a 
injeção de contraste. Angiografia periférica pode ser um arteriograma (Fig. 21.60), 
onde a injeção é feita através de um cateter em uma artéria, ou um venograma, 
onde a injeção é feita no interior de uma veia periférica. Venogramas são raramente 
realizados nos dias de hoje devido à sensibilidade aumentada do ultra-som (Doppler 
colorido) para demonstrar patologia, e não serão discutidos nesta seção. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para angiografia Periférica incluem as seguintes: Doença 
aterosclerótica, Estenose ou oclusão dos vasos, Trauma, Neoplasia, Embolia ou 
trombose, Cateterização. 
A técnica de Seldinger é usada para acessar a artéria femoral, ou, alternativamente, 
para um arteriograma periférico. Para um arteriograma de membro inferior, o cateter 
é avançado imediatamente superior à bifurcação da aorta. 
Para um arteriograma de membro superior, o cateter é avançado ao longo da aorta 
torácica e abdominal. Para um estudo do membro superior esquerdo, a artéria 
subclávia esquerda é selecionada; para um estudo do membro superior direito, a 
artéria subclávia direita é selecionada a partir do tronco braquiocefálico. 
Contraste 
A quantidade média de contraste necessária para um arteriograma de membro 
superior é muito menor que para um arteriograma de membro inferior. Isso ocorre 
devido à diferença no tamanho da parte e pelo fato de o exame de membro superior 
ser unilateral, ao passo que no membro inferior o exame é bilateral. 
 
Imagens: Membro Superior 
O estudo do membro superior exige o cálculo do tempo do fluxo sangüíneo, e uma 
técnica similar àquela descrita previamente pode ser usada. A diferença básica entre 
o estudo do membro superior e inferior é o fato de ele ser unilateral no membro 
superior, e não bilateral como no membro inferior. 
Imagens: Membro Inferior 
Devido à existência de variação no fluxo sangüíneo através de ambos os membros 
inferiores como resultado da potência e oclusão de vaso, o tempo de circulação 
deve ser determinado paragarantir que o contraste seja visível nos vasos durante o 
estudo. Diferentes métodos podem ser usadospara controlar o tempo do estudo. 
Isso pode ser feito manualmente controlando a velocidade do movimento da mesa 
durante a obtenção da imagem, ou a programação pode ser feita por computador. 
Usando a técnica atual, uma vez que o tempo do fluxo sangüíneo tenha sido 
estabelecido, a mesa se move na faixa predeterminada e imagens são obtidas na 
incidência PA. Essas imagens podem então ser reconstruídas para garantir a 
visualização de todo o membro inferior (Fig. 21.61) ou podem ser vistas 
individualmente (Fig. 21.62). 
A respiração é suspensa para obtenção da imagem. 
 
 
LlNFOGRAFIA 
Objetivo 
Linfografia é realizada para visualizar os vasos linfáticos e linfonodos. 
Procedimentos em membros inferiores são os mais comuns e serão discutidos nesta 
seção; no entanto, procedimentos em membros superiores podem ser feitos. 
Embora a TC tenha substituído amplamente a linfografia na avaliação dos 
linfonodos, a linfografia é indicada em certas situações. 
Indicações Patológicas 
As indicações patológicas para linfografia incluem as seguintes: Avaliação dos 
linfáticos no estagiamento das doenças malignas, especialmente em cânceres 
cervicais e prostáticos, Avaliação do linfoma de Hodgkin, Edema periférico. 
Contra-indicações 
A linfografia é contra-indicada para pacientes sensíveis a iodo, com doença 
pulmonar avançada (o contraste é oleoso e terminará nos pulmões através do ducto 
torácico), e para pacientes submetidos a radioterapia pulmonar recentemente. 
Pacientes com tremores marcantes também não são candidatos a esse 
procedimento, pois os vasos são frágeis e o tempo de injeção é longo. 
Técnica 
A linfografia pode ser realizada na sala de raios X geral; fluoroscopia não é 
necessária. Assim como a angiografia, o procedimento é realizado em condições 
assépticas. 
Como os vasos linfáticos não são identificados, um corante azul é injetado no 
subcutâneo interdigital entre o 1.° e 2° pododáctilos. Após 15 a 20minutos, os pés 
são preparados, e o local de dissecção é isolado após a colocação de campos 
estéreis. É feita anestesia local e em seguida a dissecção. Quando os pés são 
incisados, os vasos linfáticos são identificados como finas linhas azuis (os vasos 
linfáticos captaram o corante azul). O linfático de cada pé é cateterizado e é iniciada 
a injeção do contraste. 
Após o procedimento, a incisão é suturada. 
Contraste 
Um injetor automático é usado para fornecer aproximadamente 6 ml de contraste 
para cada pé. Isso é fornecido lentamente, em cerca de 45 minutos, devido ao 
tamanho e à fragilidade dos vasos. É um agente iodado oleoso; agentes 
hidrossolúveis são absorvidos muito rapidamente para os fins desse procedimento. 
Imagem 
Durante a injeção, o procedimento padrão é obter uma imagem da perna ou coxa 
para garantir que o contraste esteja progredindo satisfatoriamente nos vasos 
linfáticos. 
 
Aproximadamente 1 hora após a injeção, uma série de imagens é obtida. 
Essa série de imagens demonstra os vasos linfáticos (Fig. 21.63). Cerca de 24 horas 
mais tarde, outra série de imagens é obtida para visualizar os linfonodos (Fig. 
21.64). O contraste permanecerá nos linfonodos por 3 a 4 semanas. 
A série de imagens é focalizada na pelve e região abdominal inferior. 
Incidências AP e posições laterais ou oblíquas são usadas para demonstrar 
completamente as estruturas. 
Riscos e Complicações 
Riscos para o paciente que se submete a uma linfografia incluem infecção na 
incisão, embolia oleosa e reação ao contraste. 
Definição e Objetivos 
Procedimentos intervencionistas são procedimentos radiológicos que intervêm em 
um processo de doença, fornecendo um desfecho terapêutico. 
Relatando simplificadamente, os procedimentos intervencionistas usam técnicas 
angiográficas para o tratamento da doença, além de fornecerem algumas 
informações diagnósticas. 
Essa é uma especialidade que cresce muito rapidamente à medida que os 
procedimentos intervencionistas vêm se tornando uma ferramenta importante no 
tratamento de uma lista crescente de patologias. 
O objetivo desses procedimentos e os benefícios para o paciente e para o sistemas 
de saúde incluem os seguintes: 
Técnicas que são minimamente invasivas e de menor risco se comparadas com os 
tradicionais procedimentos cirúrgicos. 
Procedimentos que são mais baratos que os procedimentos tradicionais médicos e 
cirúrgicos. Menor tempo de hospitalização para o paciente. 
Menor tempo de recuperação devido à segurança e à menor invasividade do 
procedimento. 
Alternativa para pacientes que não podem se submeter à cirurgia. 
Esses procedimentos são usualmente realizados em uma unidade angiográfica, sob 
a direção de um radiologista. Orientação fluoroscópica é crucial para seguir o trajeto 
das agulhas e cateteres necessários. 
O aumento na complexidade do tipo de procedimento intervencionista usualmente 
realizado tem feito com que muitas unidades angiográficas sejam aperfeiçoadas 
para alcançar as especificações de salas cirúrgicas. 
Isso reduzirá o risco de infecção e permitirá o manejo cirúrgico rápido em caso de 
complicações. 
Procedimentos intervencionistas podem ser categorizados como procedimentos 
vasculares ou não-vasculares. 
Imobilização 
Imobilização transcateter é um procedimento que usa uma abordagem angiográfica 
para criar um êmbolo em um vaso, restringindo desse modo o fluxo sangüíneo. 
Existem várias indicações clínicas para esse procedimento, incluindo as seguintes: 
Cessar o afluxo de sangue para um local de patologia. 
Reduzir o fluxo sangüíneo para uma estrutura e tumor altamente vascularizados 
antes da cirurgia. 
Interromper sangramento ativo em um local específico. 
Fornecer um agente quimioterápico. 
Exemplos de procedimentos específicos de embolização incluem os seguintes: 
Embolização da Artéria Uterina - Esse é um procedimento usado para tratar fibróides 
sintomáticos. Embolização da artéria uterina pode reduzir o fibróide e eliminar a dor 
e o sangramento associados a ele, substituindo assim a histerectomia. 
 
 
 
Quimioembolização 
Isso é mais comumente usado para doenças malignas hepáticas. O agente 
quimioterápico é injetado no interior da vasculatura tumoral. A taxa de sobrevida 
com esse procedimento é comparável à do tratamento com ressecção cirúrgica mais 
evasiva. Investigação do uso dessa técnica para outros cânceres localmente 
avançados (por exemplo, pulmonar, mama, cerebral) está em andamento. 
Embolização Endovascular Intracraniana com Molas Isso fornece uma alternativa 
para pacientes com aneurismas cerebrais que são inoperáveis ou de alto risco 
cirúrgico. Usando microcateteres especial. 
Fig. 21.65 Angiografia (OSA) antes do procedimento de embolização. (Cortesia de 
Philips Medical Systems.) 
Fig. 21.6 Angiografia (OSA) depois do procedimento de embolização (oclusão de 
aneurisma). (Cortesia de Philips) mente projeta dos, molas destacáveis são usadas 
para ocluir completamente o saca e o calo do aneurisma. 
Cateteres especiais são usados para colocar o agente embólico que pode ser 
temporário (por exemplo, gelfoam) ou permanente (por exemplo, molas de aço 
inoxidável), dependendo da aplicação clínica do procedimento. 
Riscos e Complicações As complicações dos procedimentos de embolização são 
similares às de outros procedimentos angiográficos e incluem perfuração do vaso, 
acidente vascular cerebral e hemorragia. Para esses procedimentos, existe o risco 
adicional de oclusão do vaso inapropriado. Deve-se ter bastante cuidado para evitar 
que isso ocorra. 
Exemplos 
Um exemplo de um procedimento de embolização usado com sucesso para ocluir 
um aneurisma na artéria comunicante anterior é demonstrado nas Figs. 21.65 e L 
1.6 acima (imagens de angiograma digital DSA). A Fig. 21.6 demonstra que o local 
do aneurisma (ver seta) está completamente ocluído após a realizaçãoda 
microcateterização e nove molas destacáveis foram colocadas no interior do 
aneurisma. 
Angioplastia Transluminal Percutânea e Colocação de Stent - Angioplastia 
A angioplastia transluminal percutânea (PTA) usa uma abordagem angiográfica e 
cateteres especializados para dilatar um vaso, estenosado. 
Um cateter com um balão vazio é avançado no vaso de interesse. 
Pressões hemodinâmicas proximal e distal à estenose são obtidas e um angiograma 
préangioplastia é realizado. A porção balonada do cateter é colocada na estenose 
vascular e o balão é inflado. A pressão da insuflação é monitorada por um medidor 
de pressão a fim de prevenir a rotura vascular, e pode ser necessária mais de uma 
insuflação. A duração das insuflações é cuidadosamente calculada a fim de eliminar 
o dano aos tecidos distais devido à oclusão temporária do fluxo sangüíneo. 
Os passos finais do procedimento incluem a obtenção da pressão arterial proximal e 
distal à porção dilatada do vaso e um angiograma pós angioplastia. Isso permite que 
a eficácia do procedimento seja avaliada. 
 
 
 
 
 
Colocação de stent 
Para auxiliar na manutenção da desobstrução do vaso, um stent pode ser inserido 
através da área a ser tratada durante a angioplastia. Um stent é um dispositivo 
metálico, similar a uma gaiola, que é colocado na luz do vaso a fim de fornecer 
suporte. Ele pode se autoexpandir ou pode ser expandido por balão. O tipo que se 
auto expande sofre expansão automática quando a cobertura do stent é removida no 
vaso, e o tipo que se expande por balão (o stent comprimido cobre o balão no 
cateter) é posicionado durante a fase da angioplastia na qual o balão é inflado. O 
uso de stents aumenta a duração do efeito terapêutico do procedimento. 
Esse procedimento é um dos procedimentos intervencionistas mais duradouros e 
possui aplicação em uma ampla gama de tipos e tamanhos de vasos (por exemplo, 
artérias coronárias, ilíacas, renais). 
Riscos e Complicações Os riscos da angioplastia transluminal incluem rotura e 
perfuração do vaso, embolia, oclusão vascular e dissecção. 
Colocação de Stent-enxerto 
Stent-enxerto é uma combinação de stents intervencionistas e enxertos cirúrgicos. 
As indicações clínicas básicas para a colocação de stent-enxerto incluem aneurisma 
aórtico e injúrias vasculares traumáticas (Fig. 21.67). 
Esse procedimento oferece uma opção para os pacientes que não são candidatos a 
procedimentos cirúrgicos e representa menor risco para pacientes que são 
candidatos à cirurgia. 
Usa-se a abordagem angiográfica por dissecção, e á fluoroscopia é usada para 
acompanhar a progressão do cateter. O stent-enxerto se autoexpande após sua 
inserção através do cateter e sua fixação à parede do vaso através de seus esteios. 
Embora a colocação de stent-enxerto seja usada há muitos anos na Europa, ensaios 
clínicos para esse procedimento estão em andamento nos Estados Unidos e no 
Canadá. 
Riscos e Complicações As complicações para esse procedimento incluem escape 
ao redor da enxertia de stent ou migração do dispositivo. Rotura do vaso é também 
um risco. 
 
 
Filtro de Veia Cava Inferior 
Um filtro de veia cava inferior é indicado para pacientes com embolia pulmonar 
recorrente ou em pacientes de risco para embolia (por exemplo, após o trauma com 
fraturas pélvicas e de membros inferiores). Um filtro é colocado na veia cavo inferior 
para aprisionar êmbolos potencialmente fatais originados nos membros inferiores. 
Vários filtros projetados estão disponíveis para esse procedimento (Figs. 21.70 e 
21.71). 
A punção de veia femoral ou jugular é usada para obter o acesso até a veia cava 
inferior. Uma técnica angiográfica é então usada para dispor do filtro pelo cateter. O 
filtro possui esteios que o ancoram às paredes do vaso. 
O filtro deve ser colocado inferiormente às veias renais a fim de prevenir trombose 
dessas. 
Riscos e Complicações Além das complicações angiográficas usuais (infecção, 
sangramento etc.) há o risco adicional da migração do filtro para o coração e os 
pulmões. O filtro pode também sofrer oclusão com o passar do tempo. 
Inserção de Dispositivos de Acesso Venoso 
A colocação de dispositivos de acesso venoso tornou-se um procedimento comum 
nas unidades vasculares e intervencionistas, pois a inserção do cateter pode ser 
seguida por fluoroscopia. Esses cateteres venosos são usados para administração 
de quimioterapia ou de grandes quantidades de antibióticos, para exames de sangue 
freqüentes e para nutrição parenteral total (NPT). Os cateteres podem permanecer 
no local por vários meses, dependendo do tipo que está sendo usado e da indicação 
clínica. Os três dispositivos mais comumente inseridos incluem os seguintes: 
. Cateter central inserido perifericamente (acesso PICC) pode permanecer no local 
por até 6 meses. A extremidade proximal do cateter é posicionada nas proximidades 
do átrio direito, e a terminação distal permanece exposta e deve ser coberta. 
. Acesso de Hickman usualmente é usado para NPT e para pacientes com 
transplante de medula óssea. A ponta do cateter é posicionada nas proximidades do 
átrio direito, e a terminação distal é colocada em um túnel sob a pele. 
. Orifício subcutâneo é o mais permanente e o mais caro. A ponta do cateter é 
posicionada nas proximidades do átrio direito, e o orifício de injeção para 
quimioterapia fica imediatamente abaixo da parede torácica. 
Os acessos são inseridos sob condições estritamente assépticas, pois o paciente 
freqüentemente é imuno comprometido. O acesso ao sistema venoso é usualmente 
feito através da veia cefálica ou da veia jugular. 
Riscos e Complicações 
Complicações incluem infecção, trombose e pneumotórax. Shunt (derivação) 
Portossistêmico Intra-hepático Transjugular (TIPS). 
 
 
Um shunt portos sistêmico intra-hepático transjugular (TIPS) é um procedimento 
vascular intervencionista desenvolvido para tratar sangramento por varizes 
(causadas por hipertensão porta), ascite refratária e cirrose. É útil no tratamento de 
pacientes com condições que variam de doença hepática em estágio terminal até 
aqueles que aguardam transplante hepático. Esse procedimento cria uma passagem 
artificial para permitir que a circulação venosa portal desvie da rota normal através 
do fígado (Fig.21.72). 
O sistema porta é acessado através da veia jugular direita. Uma bainha é inserida 
para proteger os vasos da manipulação da agulha e cateter. Usando orientação 
fluoroscópica e uma agulha transjugular, a agulha é avançada, acompanhando as 
estruturas venosas até alcançar a veia hepática. A agulha avança então através de 
uma veia intra-hepática e do fígado, até a veia porta. Um guia metálico é avançado 
através da agulha, que é removida, de modo que o cateter com balão (angioplastia) 
possa ser avançado. O balão no cateter é então inflado para criar um trato através 
do fígado. Um stent metálico é colocado através do trato que se formou para manter 
sua desobstrução. 
Riscos e Complicações 
Complicações principais do procedimento incluem hemorragia e formação de 
trombo. Mais tarde, há risco de estenose ou oclusão do TIPS, de modo que o 
paciente segue em monitorização rigorosa. Incidência aumentada de encefalopatia 
hepática após esse procedimento também existe, Como grande parte do sangue se 
desvia do fígado, o sangue contém um nível de toxinas mais alto que o normal. Isso 
afeta o cérebro e pode causar confusão, desorientação e, em casos extremos, 
coma. Nos casos graves de encefalopatia hepática, o TIPS pode necessitar de 
oclusão, Pesquisa está em andamento para encontrar métodos de aumentar a 
eficácia em longo prazo do TIPS. Suplementos possíveis a este procedimento 
incluem terapia anticoagulante e o desenvolvimento de uma enxertia de stent. 
Trombólise 
Se estudos angiográficos diagnósticos demonstrarem que um vaso está bloqueado 
por um trombo (coágulo), um procedimento trombolítico pode estar indicado. Se osestudos laboratoriais de coagulação sangüínea apoiarem esse procedimento, uma 
trombólise pode ser realizada, na qual o trombo ou coágulo é destruído 
(desintegrado). Pela passagem de um guia metálico e cateter através do coágulo ou 
o mais profundamente possível no interior do coágulo. 
Um agente dissolvente é então injetado através do cateter no interior da região do 
trombo. Vários tipos de cateteres podem ser usados para isso, como um cateter 
pulverizador de pulso ou um de infusão (Fig. 21.73). 
 
O método de pulverização de pulso envolve a injeção manual com uma seringa, ao 
passo que o método de infusão geralmente envolve um processo lento de injeção 
usando uma bomba para infundir lentamente o agente dissolvente em um período de 
horas ou até vários dias. O cateter pode ser avançado durante esse tempo conforme 
o trombo estiver sendo dissolvido. 
Riscos e Complicações Possíveis complicações com esse procedimento são 
sangramento ou a possibilidade de coágulos parcialmente dissolvidos se moverem 
para bloquear outros vasos menores. 
Terapia Infusional 
A infusão de drogas terapêuticas pode ser através de uma abordagem sistêmica ou 
superseletiva. A duração do tratamento varia de alguns dias até várias semanas. O 
tipo de abordagem e a duração da terapia infusional são determinados pela 
patologia presente, a área a ser tratada, a condição do paciente e os resultados dos 
métodos terapêuticos prévios. Vaso-constritores, vaso-dilatadores, drogas 
quimioterápicas e materiais radioativos são empregados na terapia infusional. 
Vasoconstritores são usados para ajudar no controle do sangramento. Uma droga 
vasoconstritora comumente empregada é a vasopressina (Pitressin), que pode ser 
administrada por via intravenosa ou intraarterial. 
Vasodilatadores são úteis no tratamento de espasmos ou constrições vasculares. 
Usualmente, o nitroprussiato de sódio é empregado para os espasmos vasculares, e 
a papaverina acalma a isquemia vascular mesentérica não-oclusiva. 
A infusão de drogas quimioterápicas é usada em pacientes com doenças malignas 
avançadas inoperáveis. A porcentagem de pacientes que respondem à 
quimioterapia varia grandemente. 
Extração de Corpos Estranhos Vasculares 
A maioria dos corpos estranhos encontrados no sistema vascular é limitada a 
cálculos, fragmentos de cateteres vasculares ou guias metálicos, eletrodos de 
marca-passo e derivações. Alguns instrumentos usados para recuperar os corpos 
estranhos incluem loop snores, cateteres ureterais com cesto para cálculos e 
fórceps endoscópicos para agarrar. Para remover os corpos estranhos com um loop 
snore ou um cateter com cesto, o cateter é inserido além do corpo estranho e é 
então retirado para agarrar o corpo estranho. 
Riscos e Complicações Devem-se tomar cuidado para evitar a rotura da íntima 
vascular durante a remoção de corpos estranhos que estão aderidos ao vaso; estes 
devem ser removidos cirurgicamente. 
 
 
 
Vertebroplastia Percutânea 
A vertebroplastia percutânea é usada para tratar pacientes que sofrem de dor 
vertebral e instabilidade causada por osteoporose, metástase vertebral ou angiomas 
vertebrais. Uma injeção percutânea de cemento acrílico no interior do corpo 
vertebral sob orientação fluoroscópica contribui para a estabilização da coluna e o 
alívio prolongado da dor. 
Riscos e Complicações 
Complicações incluem escape do conteúdo para estruturas adjacentes, que pode 
exigir cirurgia de emergência. Uma complicação menos comum é a embolia 
pulmonar, causando migração do cemento pira dentro das veias perivertebrais. 
Colocação de stent no Cólon 
Usando guias metálicos e cateteres, stents são avançados no interior do cólon sob 
orientação fluoroscópica (e algumas vezes endoscópica) (Fig. 21.78). Esse 
procedimento é usado no período pré-operatório para reduzir as complicações pós-
operatórias nos casos de obstrução intestinal e como medida paliativa nas 
estenoses colônicas por doença neoplásica inoperável. A colocação de stent permite 
a descompressão do intestino obstruído e diminui a gravidade dos sintomas do 
paciente (Fig. 21.79). 
Riscos e Complicações 
Complicações e riscos do procedimento incluem migração do stent, perfuração e 
sangramento. 
Nefrostomia 
A nefrostomia pode ser realizada por razões diagnósticas ou terapêuticas e é útil no 
tratamento de diversos tipos de patologia ou distúrbio renal. A nefrostomia é útil 
como procedimento diagnóstico para avaliação da função renal; urinocultura; biopsia 
de Brush; teste de Whitaker para determinar a causa da dilatação do trato urinário; 
nefroscopia; e fracasso na pielografiaretrógrada. Razões terapêuticas incluem 
desvio de cálculo renal, lise química e drenagem de abscesso. 
Nesse procedimento, um cateter (Fig. 21.80) é introduzido através da pele e do 
parênquima renal até a pelve renal ou outra área alvo (Fig. 21.81). 
 
Após a colocação adequada do cateter, ocorre a intervenção específica como a 
drenagem ou a remoção do cálculo. 
Drenagem Biliar Percutânea (DBP) 
A drenagem biliar percutânea (DBP) pode ser usada por várias razões, como 
drenagem interna ou externa, remoção de cálculo, dilatação de dudo biliar obstruído 
e biopsia. A utilização mais comum da DBP é como procedimento paliativo na 
doença maligna inoperável. Usos menos populares incluem tratamento da obstrução 
biliar, colangite supurativa, vazamento biliar pós-operatório ou pós-traumático e 
remoção de cálculo. 
Pacientes submetidos a DBP tendem a ter bile infectada. Para evitar a disseminação 
da infecção, antibióticos devem ser administrados no mínimo 1 hora antes do 
procedimento. 
Um tratamento comum com DBP é a drenagem interna ou externa. Tratamento 
externo usualmente envolve a colocação de cateter no duodeno. 
Drenagens internas usam um stent ou cateter. Muitas vezes uma drenagem externa 
está sendo feita há uns dois dias e então o cateter está tampado, resultando em 
drenagem interna. 
Drenagem Percutânea de Abscesso Abdominal (DPA). A drenagem percutânea de 
abscesso abdominal (DPA) possui uma taxa de sucesso de 70 a 80%. É indicada 
quando um abscesso abdominal ou pélvico não pode ser prontamente tratado por 
simples incisão e se a localização do abscesso estiver em local seguro para a 
entrada da agulha. 
Se presentes, corpos estranhos devem ser removidos, já que servem como foco de 
infecção. Se não houver melhora visível em 24 a 48 horas, outro método de 
tratamento deve ser considerado. 
Aspiração por Agulha 
A colocação da agulha é realizada sob orientação de TC ou ultra-som. A ultra-
sonografia é melhor para abscessos superficiais, abscesso em locais sólidos e 
quando o abscesso não está circundado por intestino. A vantagem da ultra-
sonografia é que ela permite monitorização contínua. O procedimento exige que 
uma agulha de calibre 20 ou 2 seja posicionada no abscesso e que o líquido seja 
retirado para realização imediata de coloração de Gram e outros testes. Se o líquido 
for purulento, o procedimento de drenagem continua. Se o material for estéril, o 
líquido é retirado e a agulha é retirada. O líquido é removido usando a força da 
gravidade ou com uma bomba especial de sucção. O método da gravidade é 
preferido, já que sucção pode erodir a parede do abscesso ou levar à aderência do 
cateter à parede. 
 
 
Drenagem por Cateter 
Drenagem por cateter, usando a técnica de Seldinger por sobre o guia, pode ser 
feita com a inserção do cateter. Um exemplo disso é o cateter de drenagem de Van 
Sonnenberg ilustrado na Fig 21.82. Se um arranjo tipo infusão/drenagem for usado, 
um cateter de dupla luz é necessário, pelo qual o ar da sala flui para dentro da 
região do abscesso enquanto a sucção está sendo aplicada. Isso simultaneamente 
drena e ventila evitando a sucção, que levará o material do abscesso a unirse à 
parede do cateter, bloqueando as aberturas de drenagem. O tipo pitail desenhado 
na extremidade do cateter mostrado na Fig. 21.82ajuda na retenção ou na retirada 
acidental. 
O cateter é removido quando não existirem mais sintomas ou os sinais de infecção 
tiver desaparecido (Ieucograma normal); não houver mais drenagem; ou com uma 
TC ou ultra-som normal após o procedimento. 
Guia metálico e cânula removidos após a inserção do cateter posicionado para 
drenagem. 
Biopsia Percutânea com Agulha 
A biopsia percutânea com agulha é realizada quando há suspeita de doença maligna 
primária ou metastática. Uma biopsia é útil no fornecimento de informações a 
respeito do estágio e da extensão da doença, confirmando se existe recorrência 
tumoral, e no diagnóstico de infecção. 
Para realizar a biopsia, o local e a profundidade da patologia são determinados. O 
posicionamento correto da agulha pode ser alcançado através da monitorização da 
entrada da agulha pela ultrasonografia, tomografia computadorizada ou fluoroscopia. 
A ultra-sonografia é a modalidade de escolha para lesões em órgãos que diferem 
significativamente em ecogenicidade em relação às estruturas adjacentes, como 
fígado, rim e órgãos pélvicos. A TC é boa para lesões pequenas e profundas, 
especialmente aquelas circundadas por grandes vasos ou intestino. A desvantagem 
da TC é o tempo necessário para a colocação da agulha, exame e 
reposicionamento. A fluoroscopia é melhor para lesões que diferem 
significativamente em radiopacidade em relação aos tecidos circundantes, como 
pleura pulmonar, lesões ósseas e linfonodos cheios de contraste. 
Uma amostra tecidual é obtida avançando a agulha até o alvo e movendo-a 
altemadamente na direção vertical por 1 a 2 em e rodandoa. A agulha é então 
removida e a amostra é preparada para exame imediato. Recomenda-se que sejam 
retiradas no mínimo quatro amostras para incluir o centro e as áreas periféricas. 
Pesquisa indica as seguintes taxas de precisão para a biopsia: Pulmão: 85 a 90% 
Fígado, rim e pâncreas: 70 a 90% Linfonodo: 50 a 75% 
Gastrostomia Percutânea 
A gastrostomia percutânea é realizada para alimentação prolongada (maior que 4 
semanas) de pacientes incapazes de comer, para descompressão gástrica ou 
dilatação da parte superior do trato GI quando a abordagem oral falha. Indivíduos 
que podem ser candidatos à gastrostomia incluem aqueles que têm a deglutição 
prejudicada por doença neurológica ou tumores obstrutivos de orofaringe ou 
esôfago; pacientes queimados; pacientes traumatizados; pacientes com câncer que 
sofrem de anorexia; ou pacientes com fístulas faríngeas ou esofágicas. 
Nesse procedimento, pré-exames são realizados para garantir que nenhum órgão 
esteja localizado sobre o local de punção, a fim de evitar que esses órgãos sejam 
puncionados. Uma sonda nasogástrica é colocada no estômago para infláIo com 
500 a 1.0 ml de ar. O local de punção situa-se na área superior ou média do 
estômago. Um tubo é posicionado e preso ao estômago. Uma vez que o tubo tenha 
sido posicionado, o paciente é sugado por 24 horas, após as quais a alimentação é 
iniciada. 
Introdução à Angiografia por Subtração Digital 
As primeiras arteriografias e venografias realizadas no ser humano datam da década 
de 20, quando Berbe-rich e Hirsch, em 1923, e Brooks, em 1924, utilizaram 
respectivamente brometo de estrôncio e iodeto de sódio, nos seus estudos 
angiográficos. Ainda na mesma época, foram obtidos dois grandes avanços no 
estudo angiográfico das patologias vasculares. O primeiro foi em 1298, quando 
Moniz descreve a técnica de arteriografia cerebral, mediante punção direta da artéria 
carótida, e o segundo ocorreu imediatamente após, quando Dos Santos, em 1929, 
utilizou a punção translombar para visualizar a aorta abdominal. 
 
 
Uma nova era começa em 1953, quando Seldinger descreve uma nova técnica, 
realizada por via percutânea. Esta consiste na punção de um vaso, mediante uma 
agulha inserida através da pele, por onde se introduz um fio-guia, que serve de 
sustentação para a introdução de um catéter, permitindo assim a cateterização 
seletiva de praticamente todos os principais territórios vasculares do organismo. O 
cateterismo seletivo ou superseletivo facilitou enormemente a avaliação e 
interpretação das angiografias, permitindo-nos dissociar as estruturas vasculares 
mais complexas, com uma menor necessidade de volume de contraste, com uma 
maior concentração do mesmo nas artérias alvo. 
 
 
Com a evolução das técnicas angiográficas, as características das salas de 
cateterismo também evoluíram e alguns elementos, como a radioscopia, tornaram-
se indispensáveis. Na atualidade dispomos de monitores que nos permitem 
visualizar o sistema vascular com alto grau de definição, possibilitando a realização 
de cateterismos seletivos e super-seletivos dos diversos vasos. Outro dos elementos 
necessários na atualidade, dentro de uma sala de estudo angiográfico, é a bomba 
injetora, que nos permite injetar a quantidade de contraste desejada, com uma 
velocidade e pressão previamente estabelecidas. 
 
 
Dentro da evolução das técnicas e dos equipamentos angiográficos, chegamos 
finalmente à angiografia com subtração digital, utilizada clinicamente pela primeira 
vez em 1980, a qual consiste em um armazenamento digital de imagens, que são 
processadas por um computador, subtraindo das imagens com contraste as imagens 
iniciais sem contraste, denominadas de "máscara", permitindo um alto grau de 
definição na aquisição das imagens vasculares. 
 
 
ANGIOGRAFIA NA DOENÇA CEREBROVASCULAR EXTRACRANIANA 
 
 
O catéter tipo "Simmons" é o principal utilizado na cateterização das carótidas, 
principalmente nos pacientes idosos, onde o arco aórtico é alongado. A utilização 
deste tipo de catéter exige uma certa experiência e habilidade para se conseguir que 
este adote a sua configuração original, no interior da aorta. A utilização de um 
catéter multiuso tipo "Headhunter" pode ser útil em certos casos, onde existe a 
necessidade de progressão, para cateterização superseletiva carotídea, com o 
objetivo de dissociar as estruturas vasculares mais complexas. 
 
 
A angiografia com subtração digital é, na atualidade, o método de eleição para o 
estudo dos vasos supra-aórticos, tendo como principais vantagens em relação à 
angiografia convencional uma melhor qualidade de imagem, associada a uma menor 
necessidade na quantidade de volume do meio de contraste. 
 
 
O estudo angiográfico corretamente realizado deve iniciar-se pelo arco aórtico, 
avaliando não só as lesões que porventura possam existir, bem como observando a 
disposição anatómica dos troncos supra-aórticos. Em seguida, as artérias carótidas 
devem ser cateterizadas de forma seletiva, evitando-se a superposição dos vasos, 
para facilitar o estudo da bifurcação carotídea, cuja visão é melhor obtida nas 
projeções laterais.

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