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PRECEDENTES LEGISLATIVOS SOBRE A INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO JUDICIAL. É evidente que a denominada informatização do processo judicial não se iniciou com a Lei n. 11.419 (lei da informatização do processo judicial), e, embora esta lei figure como a que trouxe o maior avanço para a implementação do processo eletrônico, sabe-se que diversos diplomas legais pretéritos trataram sobre o tema. A Lei n. 8.245, mais conhecida como Lei do Inquilinato, é considerada pioneira no que se refere à modernização do processo, tendo em vista que foi o primeiro diploma legal a autorizar a utilização de um meio eletrônico para a prática de ato processual. De acordo com o art. 58, IV, da referida lei, desde que autorizado no contrato, a citação, intimação ou notificação de pessoa jurídica ou firma individual pode ser realizada mediante fac-símile. Todavia, como bem lembra José Carlos de Araújo Almeida Filho, não se tem notícia de que tal procedimento tenha sido adotado.
Sobre a legislação que dispõe sobre a informatização do processo judicial é correto afirmar:
a. A lei nº 11.419/2006, ao tratar dos processos eletrônicos, contempla os Juizados Especiais, mas as causas da Justiça Comum continuam sem um direcionamento de informatização dos processos judiciais.
b. No processo eletrônico, as citações, intimações ou notificações da Fazenda Pública não serão realizadas por meio eletrônico.
c. Empresas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo eletrônico, com fins de recebimento de citações e intimações.
d. Documentos eletrônicos ainda que assinados e autenticados de acordo com a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) são considerados cópias e tem menor validade em processos judiciais.
e. A Lei nº 11.419/2006, ao tratar da citação por meio eletrônico, alterando o Código de Processo Civil, estabelece a extinção da citação por correio, por oficial de justiça e por edital.
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Vamos analisar as alternativas com base na legislação sobre informatização do processo judicial, especialmente a Lei nº 11.419/2006: a) Incorreta. A Lei nº 11.419/2006 trata da informatização dos processos judiciais em geral, incluindo a Justiça Comum, não se limitando apenas aos Juizados Especiais. b) Incorreta. A Fazenda Pública pode sim receber citações, intimações ou notificações por meio eletrônico, conforme previsto na legislação. c) Correta. Empresas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas eletrônicos para recebimento de citações e intimações, conforme a Lei nº 11.419/2006 e regulamentações correlatas. d) Incorreta. Documentos eletrônicos assinados e autenticados pela ICP-Brasil têm plena validade jurídica, não sendo considerados cópias com menor valor. e) Incorreta. A Lei nº 11.419/2006 não extingue a citação por correio, oficial de justiça ou edital; apenas prevê a possibilidade da citação por meio eletrônico. Portanto, a alternativa correta é: c. Empresas públicas e privadas são obrigadas a manter cadastro nos sistemas de processo eletrônico, com fins de recebimento de citações e intimações.

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A Lei n. 11.419 pode ser abreviada por LIPJ – Lei da Informatização do Processo Judicial. Vale acentuar que o seu art. 1º trata da: tramitação de processos judiciais; comunicação de atos; e transmissão de peças processuais. E, de acordo com o seu art. 8º, os órgãos do Poder Judiciário poderão desenvolver sistemas eletrônicos de processamento de ações judiciais por meio de autos total ou parcialmente digitais. Já o art. 193 do CPC de 2015 prevê que “os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a permitir que sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio eletrônico, na forma da lei”. Além disso, a Lei n. 11.419 é aplicável aos processos: civis, penais, trabalhistas, aos juizados especiais (LIPJ, art. 1, § 1). Também às cartas precatórias e rogatórias (LIPJ, art. 7) e às comunicações entre órgãos do Poder Judiciário (LIPJ, art. 7). Fonte: TEIXEIRA, T. Direito Digital e Processo Eletrônico. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.
Os órgãos do Poder Judiciário poderão desenvolver sistemas eletrônicos de processamento de ações judiciais.
No processo eletrônico, todas as citações, intimações e notificações serão feitas por meio eletrônico.
O Juízo 100% Digital é um modelo criado pelo CNJ em que não se permite incorporação de serviços prestados presencialmente, como, por exemplo, central presencial de cumprimento de mandados.
A escolha pela modalidade do Juízo 100% Digital é da parte autora no ajuizamento da ação, não cabendo contestação pela parte ré.
a. V – F – V – F.
b. V – V – V – F.
c. V – F – V – V.
d. V – V – F – F.
e. F – F – V – V.

Em razão da segurança, a que mais se utiliza é a criptografia assimétrica. Ela cria um código e uma senha para decifrá-lo, isto é, concebem-se duas chaves: uma chave privada, que codifica a mensagem, e outra chave pública, que decodifica a mensagem. Entretanto, o inverso também pode ocorrer, ou seja, a pública serve para codificar e a privada para decodificar. O emissor da mensagem fica com a chave privada, e os destinatários de suas mensagens ficam com a chave pública. Esse sistema dá segurança aos negócios efetuados na internet, devendo ser controlado por uma terceira entidade, que é a autoridade certificadora, conhecida, de igual modo, como tabelião virtual, que irá conferir a autenticação digital das assinaturas e dos documentos. Por sua vez, a criptografia simétrica cria uma mesma chave para criptografar e descriptografar. Na prática, para possibilitar a assinatura digital, a certificadora fornece ao usuário, em regra, mediante pagamento, um kit que contempla: um smart card, uma leitora a ser acoplada a um computador e o cadastramento de uma senha (o smart card e a leitora podem ser substituídos por um token, semelhante a um pen drive que é utilizado pelo acoplamento no computador e senha previamente cadastrada). Lembrando que a MP n. 2.200-2, ao criar a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-BRASIL –, instituiu o Comitê Gestor e uma rede de autoridades certificadoras subordinadas a ela, que mantêm os registros dos usuários e atestam a ligação entre as chaves privadas utilizadas nas assinaturas dos documentos e as pessoas que nelas apontam como emitentes das mensagens, garantindo a inalterabilidade dos seus conteúdos. Fonte: TEIXEIRA, T. Direito Digital e Processo Eletrônico. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. A assinatura digital baseada em certificado digital emitido por Autoridade Certificadora credenciada é considerada assinatura eletrônica.
II. A prática de atos processuais pelo meio eletrônico é admitida mediante utilização de assinatura eletrônica.
III. Para praticarem atos processuais no sistema judicial de processo eletrônico, membros do Ministério Público e serventuários do respectivo tribunal de justiça necessitam de assinatura eletrônica.
IV. A assinatura dos juízes de todos os graus de jurisdição pode ser feita eletronicamente.
a. I, II e III, apenas.
b. II e IV, apenas.
c. I e III, apenas.
d. I, II, III e IV.
e. I, II e IV, apenas.

Reserva evolui aposta no metaverso com nova coleção de sneaker phygital. O Spriz NFT Series terá quatro versões do tênis esportivo da marca e é o primeiro com versões físicas e em NFT. A Reserva X, divisão de inovação e metaverso da Reserva, está lançando o Spriz NFT Series, versão do tênis esportivo da marca que integra físico e digital. Essa é a segunda iniciativa lançada pela Reserva X, após o lançamento da coleção inicial de NFTs da marca que esgotou em menos de 12 horas. Em 4 modelos, a ReservaX apresenta os Spriz Asphalt, Citadel, Stellar e Turmoil, cada um com características únicas e exclusivas deste lançamento. Com o mote “O que é seu está guardado” os proprietários do NFT poderão optar entre resgatar o tênis, ou deixá-lo guardado e embalado a vácuo no cofre especial da Reserva até 2030, possibilitando a valorização ao longo dos anos sem deteriorá-lo. De acordo com Pedro Cardoso, diretor de marketing e inovação da Reserva, a integração de um produto físico e digital atende a um número maior de pessoas interessadas na chamada Web3. Fonte: PACETE, Luis Gustavo. Reserva evolui aposta no metaverso com nova coleção de sneaker phygital. FORBES, 2022. Disponível em: < https://forbes.com.br/forbes-tech/2022/09/reserva-evolui-aposta-no-metaverso-com-nova-colecao-de-sneaker-phygital/ >. Acesso em 27 setembro 2022.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. Ao comprar um NFT (non-fungible token), o investidor pode ter acesso aos direitos de propriedade intelectual da obra não fungível.
II. Pode haver incidência de tributação na compra e venda de objetos NFT, ainda que a negociação ocorra em criptomoedas.
III. Os NFTs podem ser utilizados como forma de autenticar uma propriedade de um ativo já existente ou representar um ativo na forma digital, sendo a representação de um ativo não fungível no mundo digital.
IV. Um NFT pode ser incluído na definição de bens infugíveis.
a. I, II, III e IV.
b. I, II e III, apenas.
c. II e IV, apenas.
d. I, II e IV, apenas.
e. I e III, apenas.

Texto I: O advento do mundo virtual cria um contexto novo para o Direito quanto às provas processuais. Agora, o arcabouço probatório não se compõe só por elementos físicos, mas também por elementos digitais. Conteúdos obtidos somente por meio de computadores, celulares, “tablets”, “pen drives” e outros dispositivos podem ser essenciais para o deslinde processual, e seu uso como prova demanda cuidados específicos de manuseio e proteção. Fonte: Saraiva Educação.
Analisando a eficácia probatória digital, a perícia digital:
a. Deve ser realizada por um especialista, por meio de procedimentos técnico-científicos que permitam o acesso e a análise de dados armazenados em aparelhos eletrônicos evitando risco de perda ou desproteção de dados.
b. É uma investigação forense que ocorre por meios digitais, de modo que o investigador se insere de forma ativa no ambiente virtual a ser investigado, realizando contatos e interações que permitam encontrar informações importantes p
c. Segue procedimento e metodologia idênticos ao da perícia física, uma vez que, na ausência de regulamentação legislativa específica, são seguidas as normas de perícias gerais dos códigos de Processo Penal e Processo Civil.
d. Possibilita, diante da ausência de regulamentação específica no Direito brasileiro, que os peritos digitais utilizem meios ilegítimos para acesso a provas armazenadas em computadores e outros dispositivos.
e. Dispensa, por sua especificidade de procedimentos, ordem judicial para acesso a dados armazenados em um dispositivo eletrônico e que sejam importantes para o desenvolvimento processual.

Por peticionamento eletrônico, a grosso modo, entende-se o mecanismo pela qual as petições são endereçadas eletronicamente à autoridade competente, no caso ao juiz. O peticionamento eletrônico pode ser dividido da seguinte forma: peticionamento eletrônico em sentido estrito e peticionamento digitalizado. O primeiro é enviado ao tribunal via sistema do processo judicial eletrônico, o qual é acessado pela internet. Já o segundo, o peticionamento digitalizado, ocorre quando o patrono leva a petição ao fórum, cujo funcionário digitaliza (mediante escaneamento) os documentos impressos em papel. O tema do peticionamento eletrônico não envolve apenas o modo como peticionar via internet; envolve as formas de identificação perante os tribunais, assinatura digital e certificação eletrônica, distribuição e protocolo, padronização de sistemas, entre outros temas, que abordaremos a seguir.
Sobre o peticionamento eletrônico, assinale a alternativa correta:
a. No uso do processo eletrônico, em que a distribuição de ações não ocorre mais por intermédio de um serventuário da justiça como ocorria anteriormente, não há mais triagem das petições iniciais por servidores para identificação de possíveis vícios ou erros de dados.
b. Mesmo com o peticionamento eletrônico, após o protocolo de documentos processuais de forma digital o advogado tem o dever de comparecer ao fórum dentro do prazo de 24 horas para entrega dos documentos em formato físico.
c. A assinatura eletrônica poderá ser utilizada apenas pelo advogado, enquanto o Juiz deverá assinar fisicamente os documentos.
d. Mesmo após a implementação do processo eletrônico, o peticionamento deve observar os horários do expediente forense dos setores físicos dos tribunais.
e. Para a garantia de segurança digital, os advogados podem assinar os documentos processuais a serem protocolados eletronicamente com um certificado digital, que garante a autenticidade da assinatura.

A Lei n. 11.419 (Lei da Informatização do Processo Judicial) trouxe, de certa forma, inovações no que se refere à comunicação dos atos processuais, sobretudo adaptando mecanismos eletrônicos de intimação e citação à nova realidade do processo virtual.

Fonte: TEIXEIRA, T. Direito Digital e Processo Eletrônico. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:

I. No processo eletrônico, todas as citações, intimações e notificações, inclusive da Fazenda Pública, serão feitas por meio eletrônico.

II. Na impossibilidade de citação, intimação ou notificação digital, por motivo técnico, poderá ser feita pela via ordinária, digitalizando o documento físico para incorporar o ato ao processo eletrônico.

III. As empresas públicas e privadas são obrigadas a realizar cadastro junto ao Poder Judiciário para recebimento de citações e intimações.

IV. O PJe (Processo Judicial Eletrônico) é um software utilizado para tramitação de processos eletrônicos, sendo o sistema de processos eletrônicos com utilização mais ampla no Poder Judiciário Nacional.

Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
I. No processo eletrônico, todas as citações, intimações e notificações, inclusive da Fazenda Pública, serão feitas por meio eletrônico.
II. Na impossibilidade de citação, intimação ou notificação digital, por motivo técnico, poderá ser feita pela via ordinária, digitalizando o documento físico para incorporar o ato ao processo eletrônico.
III. As empresas públicas e privadas são obrigadas a realizar cadastro junto ao Poder Judiciário para recebimento de citações e intimações.
IV. O PJe (Processo Judicial Eletrônico) é um software utilizado para tramitação de processos eletrônicos, sendo o sistema de processos eletrônicos com utilização mais ampla no Poder Judiciário Nacional.
a. I, II e IV, apenas.
b. I e III, apenas.
c. I, II e III, apenas.
d. II e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.

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