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Leia o excerto abaixo e responda à questão:

“Mesmo sendo verdade que sempre existiram no passado certos arranjos e instituições sociais, não se pode assegurar que eles existirão para sempre. A situação, contudo, é distinta quando lidamos não com arranjos e instituições sociais criadas pelo homem, mas com aqueles estímulos biopsicológicos elementares sobre os quais, por sua vez, a sociedade é criada. Os impulsos para viver, propagar e dominar são comuns a todos os homens.

[...]

Independentemente de quaisquer condições sociais particulares, o argumento decisivo contra a opinião de que a luta pelo poder no cenário internacional é um mero acidente histórico deve ser derivado da natureza da política interna. A essência da política internacional é idêntica à sua contrapartida no campo nacional. A política, tanto no âmbito nacional como no internacional, consiste em uma luta pelo poder, modificada somente pelas distintas condições sob as quais essa luta tem lugar nas esferas nacional e internacional.

De modo muito especial, a tendência a dominar constitui um componente de todas as associações humanas, desde a família, passando pelas associações estudantis e profissionais e pelas organizações políticas locais, até o Estado.” (MORGENTHAU, H. A Política Entre as Nações, São Paulo: Editora da Universidade de Brasília, 2003, p. 62-64).
Qual o nível de análise adotado pelo autor do excerto?
Estado.
Indivíduo.
Sistêmico.
Ele não utiliza nenhum nível de análise.
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Aprendendo com Desafios

há 12 horas

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há 12 horas

O excerto destaca que a política, tanto nacional quanto internacional, é uma luta pelo poder que está presente em todas as associações humanas, desde a família até o Estado. O autor enfatiza impulsos biopsicológicos elementares comuns a todos os homens, como o desejo de viver, propagar e dominar. Analisando as alternativas: - Estado: o texto fala do Estado, mas também de níveis menores (família, associações), não se restringe ao Estado. - Indivíduo: o autor destaca impulsos individuais básicos (biopsicológicos), o que indica foco no indivíduo. - Sistêmico: refere-se a estruturas e sistemas internacionais, mas o texto enfatiza a natureza humana e política em vários níveis. - Ele não utiliza nenhum nível de análise: incorreto, pois o texto claramente adota um nível de análise. Portanto, o nível de análise adotado pelo autor é o Indivíduo, pois ele fundamenta a política na natureza e nos impulsos humanos básicos. Resposta correta: Indivíduo.

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Leia as notícias abaixo e resposta à questão:

‘É muito assustador agora’: o medo toma conta de Porto Príncipe, no Haiti, em meio à violência de gangues

Uma comunidade importante na capital do Haiti está sitiada há dias, à medida que a violência aumenta.

19 de janeiro de 2024

Membros de gangues na capital do Haiti, Porto Príncipe, invadiram uma comunidade importante que abriga vários policiais e está sitiada há quatro dias em um ataque contínuo, com moradores temerosos de que a violência se espalhe por toda a cidade.
[...]
Não ficou imediatamente claro quem organizou e participou no ataque a Solino. A comunidade, que abriga milhares de pessoas, já esteve cheia de gangues antes de uma missão de paz das Nações Unidas os expulsar em meados dos anos 2000.
Analistas dizem que a violência está aumentando há meses, à medida que as gangues disputam o poder e procuram pressionar o primeiro-ministro interino, Ariel Henry, antes do término de um acordo político que consolidou o seu poder, o que ocorrerá em 7 de Fevereiro.
O último ataque pode marcar um ponto de virada para as gangues, que agora se estima controlarem até 80 por cento de Porto Príncipe e são suspeitos de terem matado cerca de 4.000 pessoas e raptado outras 3.000 no ano passado, informou a agência de notícias Associated Press.
[...]
Comunidades próximas, assustadas com a violência em Solino, começaram a erguer barricadas na quinta-feira usando pedras, caminhões, pneus e até bananeiras para impedir a entrada de gangues.
O Haiti aguarda o envio de uma força armada estrangeira liderada pelo Quênia para ajudar a reprimir a violência das gangues, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em Outubro.
[...]”

“Primeiro-ministro haitiano pede calma enquanto protestos violentos exigem sua renúncia

Os comícios paralisaram o país em meio a apelos à destituição de Ariel Henry, em linha com o acordo político forjado em 2022.

Publicado em 8 de fevereiro de 2024

O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, pediu calma em um discurso público enquanto protestos violentos eclodiam em todo o país exigindo sua renúncia.
O breve discurso de Henry pouco fez para apaziguar os milhares de haitianos irritados e frustrados com a crescente violência das gangues e o aprofundamento da pobreza, sem eleições gerais à vista.
[...]
Ele encorajou os haitianos a não verem o governo ou a polícia nacional como seus inimigos. Aqueles que escolhem a violência, a destruição e o assassinato de pessoas para tomar o poder “não estão trabalhando no interesse do povo haitiano”, acrescentou.
[...]
A legislatura está vazia depois de os mandatos dos seus últimos 10 senadores terem expirado em Janeiro de 2023. O país não conseguiu realizar as eleições planejadas em 2019 e 2023, e Henry assumiu o poder com o apoio da comunidade internacional após o assassinato do Presidente Jovenel Moise em Julho de 2021.
De acordo com um acordo de dezembro de 2022, Henry deveria realizar eleições e passar o poder aos recém-eleitos em 7 de fevereiro deste ano.
Um dia depois desse prazo, Henry prometeu realizar eleições gerais assim que as questões de segurança do país fossem resolvidas e felicitou a polícia pelos seus esforços no combate às gangues, prometendo que continuaria a pressionar pelo envio de uma força policial queniana apoiada pelas Nações Unidas.
[...]
Na quarta-feira, cinco agentes de uma agência ambiental, um gabinete governamental armado agora em rebelião aberta, foram mortos num tiroteio com a polícia nacional na capital, Porto Príncipe.
Lionel Lazarre, chefe do sindicato da polícia de Synapoha, disse à agência de notícias Associated Press que os agentes ambientais abriram fogo depois que a polícia lhes pediu que largassem as armas, o que levou os agentes a disparar.
Na semana passada, Henry pediu à agência que se registrasse no Ministério do Meio Ambiente, em uma aparente repressão ao órgão.
Nas últimas semanas, o antigo líder golpista Guy Philippe, que foi repatriado para o Haiti no final do ano passado depois de cumprir cerca de seis anos numa prisão nos Estados Unidos, também tem reunido apoiantes para uma “revolução” contra o governo de Henry.
Com base nas notícias acima sobre o Haiti e no conceito sociológico de Estado, elaborado por Max Weber, enumere os excertos de (1) a (4) identificando a qual sintoma de perda do monopólio do uso legítimo dos meios de violência o trecho se refere.

1. Governo não controla frações significativas de seu território.
2. Perda de legitimidade.
3. Responsabilidade de proteger a população arrogada pela comunidade internacional.
4. Perda do poder hierárquico do governo.

( ) “O Haiti aguarda o envio de uma força armada estrangeira liderada pelo Quênia para ajudar a reprimir a violência das gangues, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em Outubro.”

( ) “O último ataque pode marcar um ponto de virada para as gangues, que agora se estima controlarem até 80 por cento de Porto Príncipe”

( ) “[...] cinco agentes de uma agência ambiental, um gabinete governamental armado agora em rebelião aberta, foram mortos num tiroteio com a polícia nacional na capital, Porto Príncipe.”

Leia ao excerto abaixo e responda à questão:

“A estrutura de um sistema refere-se à distribuição de capacidades entre unidades semelhantes. Nos sistemas políticos internacionais, as unidades mais importantes são os Estados, e as capacidades relevantes têm sido consideradas como os seus recursos de poder. Há uma longa tradição de categorizar a distribuição de poder em sistemas interestatais de acordo com o número e a importância dos principais atores (por exemplo, como unipolares, bipolares, multipolares e dispersos), assim como os economistas descrevem a estrutura dos sistemas de mercado como monopolistas, duopolistas, oligopolista e competitiva. A estrutura distingue-se, portanto, do processo, que se refere ao comportamento alocativo ou de negociação dentro de uma estrutura de poder. Para usar a analogia de um jogo de pôquer, no nível do processo os analistas estão interessados em como os jogadores jogam as cartas que receberam. No nível estrutural, eles estão interessados em saber como as cartas e fichas foram distribuídas no início do jogo.

Os regimes internacionais são fatores intermédios entre a estrutura de poder de um sistema internacional e a negociação política e econômica que ocorre com ele. A estrutura do sistema (a distribuição dos recursos de poder entre os Estados) afeta profundamente a natureza do regime (o conjunto mais ou menos flexível de normas, regras e procedimentos formais e informais relevantes para o sistema). O regime, por sua vez, afeta e, em certa medida, governa a negociação política e a tomada de decisões diárias que ocorrem dentro do sistema. Mudanças nos regimes internacionais são muito importantes. [...]” (KEOHANE & NYE. Power and Interdependence. 4th edition. Pearson Longman, 2012, pp. 17-18, tradução livre).
Qual o nível de análise adotado pelos autores do excerto?
Sistêmico.
Indivíduo.
Estado.
Ele não utiliza nenhum nível de análise.

Leia o excerto abaixo e responda à questão:

“A política interna e a política internacional nada mais são do que duas manifestações diferentes do mesmo fenômeno: a luta pelo poder. Suas manifestações diferem em dois aspectos distintos porque, em cada uma delas, prevalecem diferentes condições morais, políticas e sociais. As sociedades nacionais modernas demonstram no seu interior um grau de coesão social maior do que o existente entre elas. Elementos como uniformidade cultural, unificação tecnológica, pressões externas e, acima de tudo, organização política hierárquica combinam-se para fazer com que a sociedade nacional se torne uma entidade completamente integrada, distinta de outras sociedades nacionais. Como consequência, a ordem política interna, por exemplo, revela-se mais estável e menos sujeita a transformações violentas do que a ordem internacional.” (MORGENTHAU, H. A Política Entre as Nações, São Paulo: Editora da Universidade de Brasília, 2003, p. 87).

Com base no excerto acima de Morghentau (2003), julgue os itens:
Estão corretos:
I. O autor considera que política é sinônimo de luta pelo poder, tanto em nível nacional quanto internacional.
II. O autor considera que a disputa por poder faz parte da natureza humana, sendo, portanto, ahistórica, isto é, uma realidade presente em todas as sociedades, sejam elas do passado, do presente ou do futuro.
III. Um elemento que distingue as “condições morais, políticas e sociais” entre a luta por poder em âmbito doméstico e externo é a existência da anarquia em nível internacional.
Todos os itens estão corretos.
Os itens II e III estão corretos.
Apenas o item I está correto.
Apenas o item III está correto.
Os itens I e II estão corretos.

Leia o excerto e responda à questão:

“Uma forma de pensar a estrutura da política mundial é em termos da distribuição de capacidades (global ou dentro de áreas temáticas) entre os principais atores da política mundial. [...] Também é possível, no entanto, definir outro tipo de estrutura. Pode-se pensar nos governos como estando ligados não apenas por relações formais entre ministérios das relações exteriores, mas também por laços intergovernamentais e transgovernamentais a vários níveis – desde chefes de governo até aos mais baixos. Estes laços entre governos podem ser reforçados por normas que prescrevem comportamentos em situações específicas e, em alguns casos, por instituições formais. Usamos o termo organização internacional para nos referirmos a estas ligações, normas e instituições multiníveis. A organização internacional, neste sentido, é outro tipo de estrutura política mundial.” (KEOHANE & NYE. Power and Interdependence. 4th edition. Pearson Longman, 2012, pp. 46, tradução livre).

No excerto, Nye e Keohane (2012) mencionam conceituam as Organizações Internacionais Governamentais (OIGs) como um tipo de instituição formal que liga governos em âmbito internacional. As OIGs enquanto espécie de organização internacional (definida de forma ampla) são parte da estrutura do sistema.
Sobre as OIGs, marque a alternativa correta:
Por serem constituídas pelos Estados, as OIGs não têm interesses próprios, logo atuam como o “comitê gestor” dos Estados poderosos no sistema internacional.
As OIGs são atores internacionais, mas não podem ser consideradas sujeitos de Direito Internacional Público (DIP), pois são criadas pelos Estados.
Assim como os regimes internacionais, as OIGs mitigam os efeitos deletérios da anarquia nas relações interestatais, permitindo a criação de confiança mútua entre os Estados.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha é uma OIG.
Por não serem sujeitos internacionais, as OIGs não participam da criação de regimes internacionais. Logo, elas apenas gerenciam os regimes já criados pelos Estados.

Leia ao excerto abaixo e responda à próxima questão:

“Os regimes precisam ser entendidos como algo mais do que arranjos temporários que mudam com cada alteração de poder ou interesses dos estados. Keohane sustenta que uma distinção analítica básica precisa ser feita entre regimes e acordos. Os acordos são arranjos ad hoc, geralmente únicos e de curta duração. O propósito dos regimes, por sua vez, é facilitar os acordos. Da mesma forma, Jervis argumenta que o conceito de regimes ‘não implica apenas normase expectativas que facilitam a cooperação, mas uma forma de cooperação que é mais do que atender o próprio egoísta de curto prazo’ (JERVIS, 1982, p. 357)”. (KRASNER, Stephen D. Causas Estruturais e Consequências dos Regimes Internacionais: Regimes como variáveis intervenientes. Tradução de Dalton Guimarães, Feliciano Guimarães e Gustavo Biscaia Lacerda. Curitiba: Revista de Sociologia e Política, v. 20, n. 42, 2012, p. 94).
Sobre os regimes internacionais, assinale a alternativa correta:
O regime internacional de comércio é um exemplo de regime inaugurado no pós-Guerra Fria com a criação da Organização Mundial do Comércio pela Rodada Uruguai do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), de 1994.
Os Estados fortes nunca se beneficiam com os regimes internacionais vigentes, logo empreendem iniciativas para superá-los. Exemplo disso é o boicote norte-americano à indicação de juízes para a Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio, causando a paralisia do sistema de solução de controvérsias.
Os regimes internacionais são uma invenção do pós-Segunda Guerra Mundial, por isso, antes de 1945, não havia nenhum regime, prevalecendo apenas a anarquia internacional.
Os Estados poderosos (potências) não se preocupam com os regimes internacionais, que frequentemente são criados pelos Estados fracos para se protegerem do imperialismo, utilizando o Direito Internacional.
Os regimes são as normas, princípios, regras e costumes que orientam o comportamento do Estado em determinada matéria.

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