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O Código de Processo Civil possui capítulo específico para tratar sobre procedimentos especiais.
A respeito do tema, assinale a assertiva correta, segundo o diploma legal supracitado:
A) Na ação monitória, sendo evidente o direito do autor, o juiz deferirá a expedição de mandado de pagamento, de entrega de coisa ou para execução de obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo de 15 (quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios de cinco por cento do valor atribuído à causa. O réu será isento do pagamento de custas processuais e honorários advocatícios se cumprir o mandado no prazo;
B) Havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução parcial da sociedade, o juiz a decretará, passando-se imediatamente à fase de liquidação, ocasião na qual não haverá condenação em honorários advocatícios de nenhuma das partes, e as custas serão rateadas segundo a participação das partes no capital social;
C) Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 15 (quinze) dias subsequentes, a citação do réu;
D) Nos embargos de terceiro, o possuidor direto poderá alegar a existência da posse, mas não do domínio;
E) A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz o pagamento de quantia em dinheiro e a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel, sem envolver obrigação de fazer ou não fazer.
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Vamos analisar cada alternativa com base no Código de Processo Civil (CPC) brasileiro: A) Na ação monitória, o juiz pode deferir mandado para pagamento, entrega de coisa ou execução de obrigação de fazer ou não fazer, concedendo prazo de 15 dias para cumprimento. O réu que cumprir no prazo fica isento de honorários e custas? No CPC, o réu que cumpre no prazo deve pagar honorários advocatícios, geralmente fixados em 10%, e custas processuais, não sendo isento. Portanto, essa alternativa está incorreta. B) Sobre dissolução parcial da sociedade, se houver concordância unânime, o juiz decreta a dissolução e passa à liquidação, sem condenação em honorários e custas rateadas conforme participação? O CPC não trata diretamente disso, mas no âmbito do direito societário, a dissolução parcial pode ocorrer com concordância, e as custas são rateadas. A ausência de condenação em honorários pode estar correta. Essa alternativa parece correta. C) Em mandado liminar de manutenção ou reintegração de posse, o autor deve promover a citação do réu em 15 dias subsequentes? Sim, o CPC prevê que, concedida ou não a liminar, o autor deve promover a citação do réu em 15 dias. Essa alternativa está correta. D) Nos embargos de terceiro, o possuidor direto pode alegar posse, mas não domínio? Correto. Embargos de terceiro protegem quem não é parte no processo e que sofre constrição sobre bens que possui, podendo alegar posse, não domínio. Essa alternativa está correta. E) A ação monitória pode ser proposta com prova escrita sem eficácia de título executivo para exigir pagamento, entrega de coisa fungível ou infungível, ou bem móvel ou imóvel, sem obrigação de fazer ou não fazer? Sim, a ação monitória é cabível para exigir obrigação de pagar quantia, entregar coisa ou fazer/não fazer, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo. Portanto, essa alternativa está correta. Agora, considerando que a questão pede a assertiva correta segundo o CPC, e que algumas alternativas apresentam incorreções ou imprecisões: - A está incorreta (erro sobre isenção de honorários e custas). - B está correta em termos gerais, mas o CPC não regula detalhadamente dissolução societária (é matéria de direito societário). - C está correta conforme o CPC, art. 562. - D está correta conforme o CPC, art. 674. - E está correta conforme o CPC, art. 700. Como a questão é sobre procedimentos especiais no CPC, e a alternativa C trata diretamente do procedimento especial de manutenção/reintegração de posse, a alternativa correta é: C) Concedido ou não o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos 15 (quinze) dias subsequentes, a citação do réu.

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Hélio, em agosto de 2005, vendeu um imóvel na cidade de Curitiba – PR para Forbes. Forbes, em 2007, vendeu o bem para Agostinho. Agostinho, em 2010, alienou o imóvel para Supla. As supostas alienações ocorreram sem registro no Cartório de Registro de Imóveis, transmitindo-se a posse por meio de contratos particulares. Em 2012, Supla ajuizou ação de usucapião especial urbana, sob o fundamento de que estava na posse do imóvel há apenas dois anos, no entanto, seria possível acrescer à sua posse a posse exercida por seus antecessores, a fim de conseguir atingir o tempo de 5 anos exigido legalmente. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, Código Civil e Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001),
assinale a assertiva correta:
A) Há razão na tese arguida por Supla, uma vez que se caracterizou a sucessio possessionis na hipótese, o que permite a usucapião rural urbana;
B) Não há razão na tese arguida por Supla, haja vista não ser possível aproveitar o tempo anterior de posse de terceiros para complementação do quinquênio necessário à declaração de prescrição aquisitiva no caso de usucapião especial urbana;
C) Há razão na tese arguida por Supla, ao considerar que, por configurar acessio possessionis é possível aproveitar o tempo anterior de posse de terceiros para complementação do quinquênio necessário à declaração de prescrição aquisitiva no caso de usucapião especial urbana;
D) Não há razão na tese arguida por Supla, uma vez que não houve comprovação da boa-fé e justo título do autor;
E) Há razão na tese arguida por Supla, ao considerar que não se exige a pessoalidade da posse na usucapião especial urbana.

Bruna e Bernardo eram casados há 10 anos. No entanto, após Bruna flagrar uma traição do marido, discutiram e resolveram divorciar-se. No dia seguinte após a discussão, Bernardo foi ao Banco XX – depositário de várias jóias em comum do casal – e retirou todos os bens, sem a aquiescência de Bruna. Assim, Bruna ajuizou ação condenatória no valor de R$ 200 mil reais em face do Banco XX e Bernardo, por considerá-los devedores solidários, requerendo o ressarcimento do prejuízo que teve ao considerar que parte dos bens levados pertencia a ela. A ação foi julgada procedente e o Banco XX restituiu integralmente o valor, porém ajuizou ação de regresso (R$ 200 mil reais) cobrando o valor restituído de Bernardo. Ao considerar as disposições sobre solidariedade previstas no Código Civil e o entendimento dos Tribunais Superiores,
assinale a assertiva correta:
A) Bernardo deverá restituir integralmente a quantia de R$ 200 mil reais ao Banco XX, visto ter se aproveitado exclusivamente da solidariedade passiva, o que comporta exceção à regra;
B) Bernardo deverá restituir apenas R$ 100 mil reais ao Banco XX, ao considerar que houve fato do serviço por parte da instituição financeira, o que demonstra a sua corresponsabilidade no prejuízo de Bruna;
C) Bernardo deverá restituir apenas R$ 100 mil reais ao Banco XX, em razão do banco/depositário responder objetivamente pelos riscos decorrentes de sua atividade lucrativa;
D) Bernardo deverá restituir integralmente a quantia de R$ 200 mil reais ao Banco XX, no entanto, não caberia ação de regresso por ser tratar de ação de consumo;
E) Bernardo não deverá restituir o Banco XX, uma vez que parte dos bens eram de sua propriedade e houve falha na prestação do serviço, o que demonstra a existência de responsabilidade objetiva da instituição bancária.

Daniel é beneficiário de uma aposentadoria por meio de um plano de previdência privada complementar. Em janeiro de 2010, Daniel ajuizou ação de revisão de sua aposentadoria, requerendo o aumento dos seus proventos. Em junho de 2010, foi concedida tutela provisória pelo magistrado, a qual determinou o aumento em R$ 1 mil no valor da aposentadoria mensal por ele recebida. A sentença foi procedente, mas o Tribunal de Justiça reformou a decisão, revogando a tutela antecipada em junho de 2012 e decidindo pela improcedência da demanda. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a assertiva que indica corretamente o prazo prescricional caso o plano de previdência complementar deseje ajuizar ação condenatória a fim de reaver os valores adimplidos indevidamente a Daniel entre a concessão da tutela provisória e a sua revogação:
Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a assertiva que indica corretamente o prazo prescricional caso o plano de previdência complementar deseje ajuizar ação condenatória a fim de reaver os valores adimplidos indevidamente a Daniel entre a concessão da tutela provisória e a sua revogação:
A) 03 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, uma vez que se trata de enriquecimento ilícito;
B) 05 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, ao considerar que envolve pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo;
C) 05 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, visto se tratar de responsabilidade civil objetiva;
D) 10 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, em virtude de se adotar a regra geral do Código Civil;
E) 03 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, por se tratar de pretensão de reparação civil.

Gabriela celebrou contrato de locação com promessa de compra e venda de um imóvel com Fernando. A alienação ocorreria após 3 anos de aluguel e a definição do preço do imóvel deveria considerar a valorização do bem no período da locação. Constou expressamente no contrato que, se não houvesse o pagamento pela devedora, Fernando estaria liberado da obrigação de alienar o imóvel. Em 15-10-2018, Fernando realizou notificação extrajudicial endereçada a Gabriela informando que, se a promitente compradora desejasse adquirir o bem, deveria realizar o pagamento do valor de R$ 500 mil reais, no prazo de 10 dias. Gabriela discordou do preço e, no dia 29-10-2018, utilizou-se da consignação em pagamento extrajudicial, procedendo ao depósito do valor de R$ 400 mil reais em favor do promitente vendedor. Fernando recusou-se expressamente a receber o depósito, sob o fundamento de que o valor depositado não incluiu a correção monetária do período. Não houve nova manifestação de Gabriela ou ajuizamento de ação. Em 20-12-2018, Fernando ajuizou ação de rescisão contratual contra a Gabriela afirmando que a ré não efetuou o pagamento no prazo e, que portanto, não havia mais obrigatoriedade na alienação do imóvel. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores sobre o tema e o Código de Processo Civil, assinale a assertiva correta:
Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores sobre o tema e o Código de Processo Civil, assinale a assertiva correta:
A) A ação de Fernando poderá ser julgada procedente, ao considerar que o depósito realizado extrajudicialmente por Gabriela tornou-se sem efeito;
B) A ação de Fernando poderá ser julgada procedente, uma vez que não caberia consignação de pagamento extrajudicial na hipótese;
C) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, em virtude de Gabriela ter cumprido a obrigação por meio de consignação em pagamento extrajudicial em prazo adequado;
D) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, haja vista que permanece, por força contratual, a obrigação de alienação do imóvel para Gabriela;
E) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, em razão da situação configurar venire contra factum proprium praticada pelo promitente vendedor.

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