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Gabriela celebrou contrato de locação com promessa de compra e venda de um imóvel com Fernando. A alienação ocorreria após 3 anos de aluguel e a definição do preço do imóvel deveria considerar a valorização do bem no período da locação. Constou expressamente no contrato que, se não houvesse o pagamento pela devedora, Fernando estaria liberado da obrigação de alienar o imóvel. Em 15-10-2018, Fernando realizou notificação extrajudicial endereçada a Gabriela informando que, se a promitente compradora desejasse adquirir o bem, deveria realizar o pagamento do valor de R$ 500 mil reais, no prazo de 10 dias. Gabriela discordou do preço e, no dia 29-10-2018, utilizou-se da consignação em pagamento extrajudicial, procedendo ao depósito do valor de R$ 400 mil reais em favor do promitente vendedor. Fernando recusou-se expressamente a receber o depósito, sob o fundamento de que o valor depositado não incluiu a correção monetária do período. Não houve nova manifestação de Gabriela ou ajuizamento de ação. Em 20-12-2018, Fernando ajuizou ação de rescisão contratual contra a Gabriela afirmando que a ré não efetuou o pagamento no prazo e, que portanto, não havia mais obrigatoriedade na alienação do imóvel. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores sobre o tema e o Código de Processo Civil, assinale a assertiva correta:
Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores sobre o tema e o Código de Processo Civil, assinale a assertiva correta:
A) A ação de Fernando poderá ser julgada procedente, ao considerar que o depósito realizado extrajudicialmente por Gabriela tornou-se sem efeito;
B) A ação de Fernando poderá ser julgada procedente, uma vez que não caberia consignação de pagamento extrajudicial na hipótese;
C) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, em virtude de Gabriela ter cumprido a obrigação por meio de consignação em pagamento extrajudicial em prazo adequado;
D) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, haja vista que permanece, por força contratual, a obrigação de alienação do imóvel para Gabriela;
E) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, em razão da situação configurar venire contra factum proprium praticada pelo promitente vendedor.
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Vamos analisar o caso passo a passo: - Gabriela celebrou contrato de locação com promessa de compra e venda, com pagamento após 3 anos. - O preço deveria considerar a valorização do imóvel. - O contrato previa que, se Gabriela não pagasse, Fernando estaria liberado da obrigação de vender. - Em 15-10-2018, Fernando notificou Gabriela para pagar R$ 500 mil em 10 dias. - Gabriela discordou e fez consignação em pagamento extrajudicial de R$ 400 mil em 29-10-2018. - Fernando recusou o depósito, alegando falta de correção monetária. - Não houve nova manifestação ou ação por Gabriela. - Em 20-12-2018, Fernando ajuizou ação de rescisão contratual alegando inadimplência e liberação da obrigação. Pontos importantes: - A consignação em pagamento extrajudicial é um meio legítimo para o devedor depositar o valor que entende devido quando há recusa do credor. - O depósito de R$ 400 mil, embora menor que o pedido, demonstra intenção de pagar e cumprir a obrigação. - A recusa do credor não impede o cumprimento da obrigação pelo devedor. - A ausência de nova manifestação ou ação por Gabriela não implica automaticamente a perda do direito. - Os Tribunais Superiores reconhecem a validade da consignação em pagamento extrajudicial para evitar a mora do devedor. Diante disso, a ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, pois Gabriela tentou cumprir a obrigação por meio da consignação em pagamento extrajudicial dentro do prazo adequado. Portanto, a alternativa correta é: C) A ação de Fernando poderá ser julgada improcedente, em virtude de Gabriela ter cumprido a obrigação por meio de consignação em pagamento extrajudicial em prazo adequado.

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Hélio, em agosto de 2005, vendeu um imóvel na cidade de Curitiba – PR para Forbes. Forbes, em 2007, vendeu o bem para Agostinho. Agostinho, em 2010, alienou o imóvel para Supla. As supostas alienações ocorreram sem registro no Cartório de Registro de Imóveis, transmitindo-se a posse por meio de contratos particulares. Em 2012, Supla ajuizou ação de usucapião especial urbana, sob o fundamento de que estava na posse do imóvel há apenas dois anos, no entanto, seria possível acrescer à sua posse a posse exercida por seus antecessores, a fim de conseguir atingir o tempo de 5 anos exigido legalmente. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, Código Civil e Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001),
assinale a assertiva correta:
A) Há razão na tese arguida por Supla, uma vez que se caracterizou a sucessio possessionis na hipótese, o que permite a usucapião rural urbana;
B) Não há razão na tese arguida por Supla, haja vista não ser possível aproveitar o tempo anterior de posse de terceiros para complementação do quinquênio necessário à declaração de prescrição aquisitiva no caso de usucapião especial urbana;
C) Há razão na tese arguida por Supla, ao considerar que, por configurar acessio possessionis é possível aproveitar o tempo anterior de posse de terceiros para complementação do quinquênio necessário à declaração de prescrição aquisitiva no caso de usucapião especial urbana;
D) Não há razão na tese arguida por Supla, uma vez que não houve comprovação da boa-fé e justo título do autor;
E) Há razão na tese arguida por Supla, ao considerar que não se exige a pessoalidade da posse na usucapião especial urbana.

Bruna e Bernardo eram casados há 10 anos. No entanto, após Bruna flagrar uma traição do marido, discutiram e resolveram divorciar-se. No dia seguinte após a discussão, Bernardo foi ao Banco XX – depositário de várias jóias em comum do casal – e retirou todos os bens, sem a aquiescência de Bruna. Assim, Bruna ajuizou ação condenatória no valor de R$ 200 mil reais em face do Banco XX e Bernardo, por considerá-los devedores solidários, requerendo o ressarcimento do prejuízo que teve ao considerar que parte dos bens levados pertencia a ela. A ação foi julgada procedente e o Banco XX restituiu integralmente o valor, porém ajuizou ação de regresso (R$ 200 mil reais) cobrando o valor restituído de Bernardo. Ao considerar as disposições sobre solidariedade previstas no Código Civil e o entendimento dos Tribunais Superiores,
assinale a assertiva correta:
A) Bernardo deverá restituir integralmente a quantia de R$ 200 mil reais ao Banco XX, visto ter se aproveitado exclusivamente da solidariedade passiva, o que comporta exceção à regra;
B) Bernardo deverá restituir apenas R$ 100 mil reais ao Banco XX, ao considerar que houve fato do serviço por parte da instituição financeira, o que demonstra a sua corresponsabilidade no prejuízo de Bruna;
C) Bernardo deverá restituir apenas R$ 100 mil reais ao Banco XX, em razão do banco/depositário responder objetivamente pelos riscos decorrentes de sua atividade lucrativa;
D) Bernardo deverá restituir integralmente a quantia de R$ 200 mil reais ao Banco XX, no entanto, não caberia ação de regresso por ser tratar de ação de consumo;
E) Bernardo não deverá restituir o Banco XX, uma vez que parte dos bens eram de sua propriedade e houve falha na prestação do serviço, o que demonstra a existência de responsabilidade objetiva da instituição bancária.

Daniel é beneficiário de uma aposentadoria por meio de um plano de previdência privada complementar. Em janeiro de 2010, Daniel ajuizou ação de revisão de sua aposentadoria, requerendo o aumento dos seus proventos. Em junho de 2010, foi concedida tutela provisória pelo magistrado, a qual determinou o aumento em R$ 1 mil no valor da aposentadoria mensal por ele recebida. A sentença foi procedente, mas o Tribunal de Justiça reformou a decisão, revogando a tutela antecipada em junho de 2012 e decidindo pela improcedência da demanda. Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a assertiva que indica corretamente o prazo prescricional caso o plano de previdência complementar deseje ajuizar ação condenatória a fim de reaver os valores adimplidos indevidamente a Daniel entre a concessão da tutela provisória e a sua revogação:
Em observância ao entendimento dos Tribunais Superiores, assinale a assertiva que indica corretamente o prazo prescricional caso o plano de previdência complementar deseje ajuizar ação condenatória a fim de reaver os valores adimplidos indevidamente a Daniel entre a concessão da tutela provisória e a sua revogação:
A) 03 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, uma vez que se trata de enriquecimento ilícito;
B) 05 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, ao considerar que envolve pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo;
C) 05 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, visto se tratar de responsabilidade civil objetiva;
D) 10 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, em virtude de se adotar a regra geral do Código Civil;
E) 03 anos, contados do trânsito em julgado do provimento jurisdicional que revogou a tutela provisória, por se tratar de pretensão de reparação civil.

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