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Texto-base para as questões 16 a 19 Uma rede municipal revisa seu documento curricular da educação infantil após escutas com professoras, famílias e equipes gestoras. O levantamento identificou excesso de atividades apostiladas, relatórios centrados em obediência e execução de tarefas, baixa presença de livros de imagem e narrativas de diferentes matrizes culturais, além de registros pedagógicos pouco úteis para replanejar experiências. Em algumas unidades, as rodas de história são usadas apenas para ensinar comportamentos esperados; em outras, as crianças produzem perguntas, narram memórias familiares, exploram materiais, criam desenhos e participam de conversas literárias, mas essas evidências raramente aparecem na documentação institucional. A equipe técnica da secretaria pretende alinhar o currículo aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, aos campos de experiências, às interações e brincadeiras, sem antecipar práticas escolarizantes dos anos iniciais. Também deseja fortalecer a participação das famílias, a escuta das crianças e a documentação pedagógica como instrumento de avaliação e planejamento. O desafio é construir orientação que não trate a literatura como lição moral, a cultura como data comemorativa ou a infância como preparação para etapas futuras, mas como tempo próprio de investigação, linguagem, vínculo, brincadeira e produção de sentidos. Referências: BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 5/2009. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018; BRASIL. Portaria Inep nº 331/2025. Brasília: Inep, 2025 (adaptado). A partir da situação descrita, a equipe técnica deseja orientar um projeto literário para turmas de 4 e 5 anos que amplie repertórios culturais, valorize identidades e mantenha a literatura como experiência estética. O desafio é evitar tanto a seleção de obras apenas por datas comemorativas quanto o uso das narrativas como pretexto para ensinar comportamentos previamente definidos. A proposta literária mais adequada é: a. organizar sequência de histórias sobre respeito às diferenças, finalizando cada leitura com combinado coletivo de atitudes, para aproximar literatura e convivência democrática. b. selecionar obras representativas para datas específicas, montar painel cultural com imagens das famílias e registrar palavras novas aprendidas durante as leituras. c. realizar curadoria de narrativas, poemas e livros de imagem de diferentes matrizes culturais, com conversa literária, escuta das crianças e registros autorais. d. priorizar obras consagradas pela tradição escolar, apresentar o tema central antes da leitura e pedir desenhos que comprovem compreensão da mensagem principal.
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Viviane Freguetto

há 2 semanas

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