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Um recém-nascido de 38 semanas, com peso de 2.100 g (Pequeno para a Idade Gestacional - PIG), apresenta-se com 2 horas de vida. A equipe de enfermagem chama o médico pois o bebê passou a apresentar tremores de extremidades, hipotonia e sucção débil ao seio materno. É realizada uma glicemia capilar de triagem que revela o valor de 32 mg/dL. Considerando os dados do anexo e o quadro clínico descrito,
qual é a conduta imediata correta?
A) Oferecer dieta imediata (leite materno ou fórmula) e realizar uma nova aferição da glicemia em 1 hora, visto que o valor está acima de 25 mg/dL.
B) Administrar bolus de Glicose a 10% (2 ml/kg) por via intravenosa, seguido de manutenção com Velocidade de Infusão de Glicose (VIG) de 8 mg/kg/min e monitorização subsequente.
C) Apenas monitorar o RN e repetir a glicemia em 30 minutos, pois os tremores podem ser decorrentes do frio (estresse térmico) e a glicemia tende a se estabilizar espontaneamente após as primeiras 4 horas.
D) Iniciar quimioprofilaxia para sepse neonatal precoce, visto que a hipotonia e a hipoglicemia em um RN PIG são sinais patognomônicos de infecção bacteriana, independentemente do valor da glicemia.
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O recém-nascido apresenta hipoglicemia (glicemia de 32 mg/dL), sintomas neurológicos (tremores, hipotonia, sucção débil) e é PIG, o que aumenta o risco de complicações. Segundo protocolos neonatais, a hipoglicemia sintomática em recém-nascidos deve ser tratada imediatamente com glicose intravenosa para evitar danos neurológicos. Analisando as alternativas: A) Oferecer dieta imediata e repetir glicemia: insuficiente para hipoglicemia sintomática grave. B) Administrar bolus de glicose 10% IV (2 ml/kg) seguido de manutenção e monitorização: conduta correta para hipoglicemia sintomática. C) Apenas monitorar e repetir glicemia: risco alto, não indicado em hipoglicemia sintomática. D) Iniciar quimioprofilaxia para sepse: sinais não são patognomônicos de infecção, e tratamento da hipoglicemia é prioridade. Portanto, a conduta imediata correta é a alternativa: B) Administrar bolus de Glicose a 10% (2 ml/kg) por via intravenosa, seguido de manutenção com Velocidade de Infusão de Glicose (VIG) de 8 mg/kg/min e monitorização subsequente.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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