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Um lactente de 8 meses é levado pela mãe à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Durante a anamnese, o médico observa que a criança apresenta atraso nos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldade de ganho pondero-estatural, estando abaixo do percentil 3 para peso e estatura. Ao exame físico, constata-se microcefalia e as seguintes características faciais: fendas palpebrais curtas, filtro labial (espaço entre o nariz e a boca) liso e alongado, lábio superior muito fino e base nasal achatada. A mãe, ao ser questionada sobre a gestação, relata que não sabia da gravidez até o segundo trimestre e que mantinha o hábito de consumir bebidas alcoólicas socialmente nos fins de semana.
Considerando os dados do anexo e o quadro clínico descrito, qual é a principal hipótese diagnóstica?
A) Síndrome de Down (Trissomia do 21); devido à presença de pregas epicânticas e base nasal achatada, sendo necessária a realização de cariótipo para confirmação.
B) Síndrome Alcoólica Fetal (SAF); caracterizada pela tríade de restrição de crescimento, disfunções do sistema nervoso central e dismorfismos faciais típicos.
C) Sífilis Congênita Tardia; visto que a hipoplasia de face média e as alterações labiais são estigmas clássicos da infecção treponêmica não tratada.
D) Citomegalovírus (CMV) Congênito; pois a microcefalia e o baixo peso ao nascer são as manifestações mais comuns, sendo o diagnóstico confirmado pela pesquisa de DNA viral na urina.
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CuriosidadesGerais

há 21 horas

Respostas

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há 21 horas

Analisando o caso: - Lactente de 8 meses com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldade de ganho pondero-estatural (abaixo do percentil 3). - Microcefalia. - Características faciais: fendas palpebrais curtas, filtro labial liso e alongado, lábio superior muito fino, base nasal achatada. - História materna de consumo de álcool durante a gestação, especialmente no segundo trimestre. Esses sinais são clássicos da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que apresenta a tríade de restrição de crescimento, disfunções do sistema nervoso central e dismorfismos faciais típicos. As outras opções não se encaixam tão bem: - Síndrome de Down tem outras características faciais e é confirmada por cariótipo. - Sífilis congênita tem outros sinais, como hipoplasia da face média, mas não o quadro descrito. - CMV congênito pode causar microcefalia, mas não as características faciais descritas. Portanto, a resposta correta é: B) Síndrome Alcoólica Fetal (SAF); caracterizada pela tríade de restrição de crescimento, disfunções do sistema nervoso central e dismorfismos faciais típicos.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

Homem de 38 anos, 92 kg, eletricista industrial, é admitido no pronto-socorro após explosão elétrica de alta voltagem em subestação fechada. Segundo colegas de trabalho, o paciente permaneceu desacordado por aproximadamente 4 minutos, sendo encontrado em ambiente com intensa fumaça. Durante o transporte evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório. Na admissão, apresenta Glasgow 12, FC = 156 bpm, PA = 84 × 48 mmHg, FR = 40 irpm e saturação = 82% em máscara não reinalante. Observam-se queimaduras de espessura parcial profunda em tórax anterior, ambos os membros superiores e face anterior do membro inferior esquerdo, além de áreas endurecidas e esbranquiçadas em antebraço direito. Apresenta vibrissas chamuscadas, rouquidão intensa, estridor inspiratório discreto e escarro carbonáceo. À palpação do membro superior direito, há importante dor desproporcional ao exame físico, aumento da tensão muscular e redução progressiva dos pulsos distais. Nas primeiras horas de atendimento, apesar da reposição volêmica inicial, evolui com débito urinário de 18 mL/h, urina escurecida, creatinina = 2,8 mg/dL, ureia = 96 mg/dL, CK = 32.000 U/L, potássio = 6,8 mEq/L, bicarbonato = 14 mEq/L, lactato = 7,2 mmol/L e gasometria arterial evidenciando acidose metabólica grave. O eletrocardiograma demonstra ondas T apiculadas difusas.
A alternativa que apresenta a melhor interpretação fisiopatológica do quadro e a conduta prioritária é:
(A) Insuficiência renal aguda pré-renal secundária à perda volêmica cutânea; deve-se evitar expansão agressiva devido ao risco de edema pulmonar na contusão térmica inalatória.
(B) Injúria renal aguda intrínseca por necrose tubular aguda pigmentária secundária à rabdomiólise, sendo necessária proteção imediata de via aérea, reposição volêmica guiada por débito urinário e descompressão cirúrgica do compartimento acometido.
(C) Insuficiência renal aguda pós-renal secundária à obstrução tubular por cristais de ácido úrico, sendo indicada alcalinização isolada da urina e antibioticoterapia profilática sistêmica precoce.
(D) Choque séptico secundário à perda da barreira cutânea, sendo prioritário iniciar vasopressor precoce e adiar intubação até confirmação broncoscópica de lesão inalatória.

Um lactente de 14 meses é levado à Unidade Básica de Saúde devido a quadro de diarreia há 2 dias, com cerca de 4 episódios de fezes amolecidas por dia, sem sangue ou muco. A mãe relata que a criança apresentou um episódio de vômito hoje cedo, mas continua aceitando bem o aleitamento materno e a alimentação habitual. Ao exame físico: paciente alerta, ativo, com lágrimas presentes, olhos normais (não encovados), mucosas úmidas e sinal do prega que desaparece imediatamente. O tempo de enchimento capilar é de 2 segundos. De acordo com o Manual de Manejo da Doença Diarreica Aguda do Ministério da Saúde,
qual é a classificação do estado de hidratação e a conduta correta?
(A) Sem desidratação (Plano A); manter tratamento domiciliar com aumento da oferta de líquidos, administrar Sais de Reidratação Oral (SRO) após cada evacuação diarreica (50 a 100 ml), manter a alimentação habitual e prescrever Zinco (20 mg/dia) por 10 a 14 dias.
(B) Desidratação leve a moderada (Plano B); iniciar Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade de saúde com oferta de 50 a 100 ml/kg de SRO em um período de 4 a 6 horas, suspendendo a alimentação sólida temporariamente.
(C) Sem desidratação (Plano A); orientar o uso de anti-histamínicos para controle do vômito, prescrever loperamida para reduzir a frequência das evacuações e recomendar a suspensão de derivados do leite por 7 dias.
(D) Desidratação Grave (Plano C); encaminhar para internação hospitalar imediata para expansão volêmica com Soro Fisiológico 0,9% por via intravenosa, visto que o episódio de vômito indica falha na via oral.

Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de 1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias, com presença de coágulos e necessidade de troca de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias. Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente descorada (+/4+); abdome com útero palpável a cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque bimanual: útero aumentado de volume (compatível com 12 semanas), contornos irregulares e consistência endurecida. O exame especular mostra colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo. Considerando as causas estruturais de SUA,
qual é a principal hipótese diagnóstica e o achado esperado na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato globular, com áreas císticas miometrais e espessamento assimétrico das paredes uterinas (zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória a realização de biópsia para excluir atipias celulares ou malignidade.

Um recém-nascido (RN) de 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal, nasce sem intercorrências e apresenta exame físico normal (assintomático). Ao revisar o prontuário materno, o pediatra observa que a mãe recebeu o diagnóstico de Sífilis Latente Tardia durante o pré-natal, tendo realizado o tratamento com três doses de Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI cada). No entanto, a última dose foi administrada há apenas 15 dias da data do parto. O VDRL materno no momento do parto é 1:4 e o VDRL do RN (sangue periférico) é 1:4.
Qual é o manejo adequado para este recém-nascido?
(A) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; como o VDRL do RN é igual ao materno e o bebê é assintomático, não é necessária investigação laboratorial, apenas seguimento ambulatorial.
(B) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa (hemograma, líquor, radiografia de ossos longos e VDRL) e, caso todos os exames sejam normais e o VDRL seja reagente, realizar dose única de Penicilina Benzatina (50.000 Ul/kg).
(C) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa; se houver qualquer alteração nos exames ou o VDRL for reagente em qualquer titulação (mesmo 1:4), tratar com Penicilina Cristalina (ou Procína) por 10 dias.
(D) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; realizar apenas o VDRL do RN e radiografia de ossos longos; se normais, o bebê pode receber alta com agendamento de retorno para teste treponêmico após os 18 meses.

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