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Arquitetura

CEFET/RJ
3.13. Além da inclinação, a rampa deve observar largura livre compatível com o fluxo de pessoas, sendo recomendável a largura de 1,50 m e admissível, como mínimo, 1,20 m. Deve possuir patamares no início e no término, bem como patamares intermediários com dimensão longitudinal mínima de 1,20 m, além de corrimãos, guarda-corpos ou guias de balizamento, quando aplicável. 3.14. Em edificações existentes, a própria norma admite a possibilidade de largura mínima de 0,90 m apenas quando a largura indicada se mostrar impraticável, desde que os segmentos tenham no máximo 4,00 m de projeção horizontal e sejam respeitados os demais parâmetros de inclinação, patamares, circulação e manobra. Essa ressalva confirma que a flexibilização normativa não autoriza a implantação de rampa fragmentada, insuficiente ou incompatível com a rota acessível. 3.15. Em relação aos equipamentos eletromecânicos, a ABNT NBR 9050:2020 remete à ABNT NBR NM 313 para elevadores e às normas específicas das plataformas. No caso de reforma, quando as dimensões mínimas do poço do elevador forem inferiores às previstas na ABNT NBR NM 313, a norma exige que o elevador atenda às demais exigências aplicáveis e que a edificação disponha de outra forma de circulação vertical acessível. 3.16. A plataforma de elevação vertical pressupõe área livre coincidente entre os níveis atendidos, área de embarque e desembarque, proteção do usuário, comunicação, sinalização e integração com rota acessível. A plataforma inclinada, por sua vez, somente é admitida em reformas quando demonstrada a impraticabilidade de outra forma de acesso por laudo técnico emitido por profissional habilitado, e deve preservar a funcionalidade e a segurança da escada onde instalada. 3.17. Assim, a alternativa somente pode ser considerada tecnicamente viável se puder ser implantada de forma contínua, desobstruída, autônoma e segura, sem comprometer estrutura, lajes, instalações prediais, circulações, rotas de fuga e funcionamento regular da unidade. Caso contrário, a restrição deixa de ser mera inconveniência operacional e passa a caracterizar condição objetiva de impraticabilidade, nos termos do item 3.1.24 da ABNT NBR 9050:2020. 3.19. Além dos parâmetros específicos de acessibilidade, qualquer solução de circulação vertical deve ser compatibilizada com as exigências de segurança da edificação, especialmente no que se refere às rotas de fuga, saídas de emergência, largura de circulação, integridade estrutural, instalações prediais e condições de segurança contra incêndio e pânico. 3.20. Assim, para fins deste Parecer Técnico, uma alternativa somente poderá ser considerada tecnicamente viável se, além de prevista em norma, puder ser implantada no caso concreto de forma contínua, desobstruída, autônoma e segura, sem comprometer a estrutura da edificação, as rotas de circulação e fuga, os sistemas prediais existentes e o funcionamento regular da unidade. 3.21. Por outro lado, caso a análise individualizada demonstre que determinada solução, embora prevista abstratamente pela norma, não pode ser implantada sem violar requisitos dimensionais, comprometer elementos estruturais, interferir em rotas de fuga ou inviabilizar áreas essenciais da operação, essa alternativa deverá ser tecnicamente caracterizada como impraticável para o caso concreto. 3.22. Esse entendimento é compatível com a própria ABNT NBR 9050:2020, que define impraticabilidade como a condição ou conjunto de condições físicas ou legais que possam impedir a adaptação de edificações, mobiliário, equipamentos ou elementos às condições de acessibilidade. Portanto, a avaliação de impraticabilidade não se confunde com conveniência operacional ou econômica, devendo decorrer de análise objetiva das restrições físicas, construtivas, funcionais, normativas e de segurança existentes.
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Rafael M Malizia

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ontem

A norma ABNT NBR 9050:2020 estabelece que as rampas devem ter largura livre compatível com o fluxo de pessoas, recomendando 1,50 m e admitindo no mínimo 1,20 m, com patamares no início, término e intermediários (mínimo 1,20 m de comprimento), além de corrimãos e guarda-corpos quando aplicável. Em edificações existentes, a largura mínima pode ser reduzida para 0,90 m, desde que os segmentos não ultrapassem 4,00 m de projeção horizontal e respeitem os demais parâmetros. Equipamentos eletromecânicos, como elevadores e plataformas, devem seguir normas específicas (ABNT NBR NM 313 e outras). Plataformas inclinadas só são admitidas em reformas quando comprovada a impraticabilidade de outras soluções, mediante laudo técnico. Para qualquer solução de circulação vertical, é essencial que seja contínua, desobstruída, autônoma e segura, sem comprometer estrutura, rotas de fuga, instalações prediais ou funcionamento da edificação. Caso a implantação viole esses requisitos, a solução deve ser considerada tecnicamente impraticável, conforme definição da norma, que diferencia impraticabilidade de mera conveniência operacional ou econômica. Portanto, a avaliação da viabilidade técnica deve ser feita caso a caso, considerando restrições físicas, construtivas, funcionais, normativas e de segurança, garantindo acessibilidade sem comprometer a segurança e a funcionalidade da edificação.

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