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Estão, entre os principais escritores do modernismo português (do Orfismo ao Contemporâneo):
A Eça de Queiros, Antero de Quental, Florbela Espanca e Fernando Pessoa.
B José Saramago, Graciliano Ramos, Eugênio de Castro e Euclides da Cunha.
C Fernando Pessoa, José Régio, Fernando Namora e José Saramago.
D Almeida Garrett, Júlio Dinis, José Agostinho de Macedo e Miguel Torga.
E Sophia de Mello Breyner Andersen, Camilo Castelo Branco, Mário de Sá-Carneiro e Cesário Verde.
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Vamos analisar as alternativas considerando os principais escritores do modernismo português, do Orfismo ao Contemporâneo: - Eça de Queirós e Antero de Quental são escritores do século XIX, ligados ao Realismo e ao Romantismo, não ao modernismo. - Florbela Espanca e Fernando Pessoa são, sim, importantes escritores do modernismo português. - José Saramago é um autor contemporâneo, mas Graciliano Ramos e Euclides da Cunha são brasileiros, não portugueses. - José Régio, Fernando Namora e José Saramago são escritores portugueses do século XX, ligados ao modernismo e ao contemporâneo. - Almeida Garrett, Júlio Dinis, José Agostinho de Macedo e Miguel Torga pertencem a outras fases literárias, não ao modernismo. - Sophia de Mello Breyner Andersen e Mário de Sá-Carneiro são modernistas portugueses, mas Camilo Castelo Branco e Cesário Verde são de períodos anteriores. Portanto, a alternativa que reúne escritores portugueses do modernismo ao contemporâneo é: C) Fernando Pessoa, José Régio, Fernando Namora e José Saramago.

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Os primeiros anos do século XX europeu acusam profundas e amplas transformações culturais e estéticas, das quais não poucas tinham sido lentamente gestadas ao longo do século XIX: quase se diria que as mutações anteriores apenas serviram de ensaio para alguma coisa de novo que só veio a declarar-se, explosivamente, na alvorada desta centúria. Como sempre, Portugal procurou adaptar-se ao ritmo europeu e beneficiar-se do progresso cultural em curso, embora reduzindo-o à sua medida enquanto povo, história e mentalidade. (...) Em 1927, um grupo de estudantes (José Régio, João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca) funda, edita e dirige em Coimbra a revista literária Presença. Tendo por subtítulo sua qualificação de Folha de Arte e Crítica, o primeiro número sai a 10 de março de 1927. Em 1930, com o número 27 da revista. Branquinho da Fonseca abandona-lhe a direção, secundado por Miguel Torga (então assinando Adolfo Rocha, seu verdadeiro nome) e Edmundo de Bettencourt, que deixam de colaborar: na carta que enviam aos demais diretores da Presença, datada de 16 de junho de 1930, iniciam afirmando que a “Presença que se propunha, como folha de arte e crítica, defender o direito que assiste a cada um de seguir o seu caminho, começou a contradizer-se”, e mais adiante lembram que a “Presença concebe mestres e discípulos com aquela interpretação convencional, em que os mestres fazem lições para os que se reputam alunos”. MOISÉS, Massaud, A Literatura Portuguesa. 33ª ed. São Paulo, Editora Cultrix, 2005.
(ARL/C5H16) A 2ª geração modernista em Portugal inicia-se com a publicação da revista literária Presença, cujo primeiro exemplar foi publicado no ano de 1927. Autores como José Régio, Branquinho da Fonseca, Irene Lisboa e João Gaspar Simões, no geral, defenderam uma literatura focada na
A experimentação estética dando continuidade às inovações da geração Orpheu.
B crítica social com uma postura engajada diante da situação sociopolítica do país.
C abordagem existencialista e surrealista sem perder a linha experimentalista e social.
D liberdade de expressão a fim de inovar artisticamente partindo das vanguardas europeias.
E introspecção, na elaboração formal com momentos de experimentalismo e de “Arte pela arte”.

(ARL) Assinale a alternativa ERRADA sobre o Modernismo em Portugal.
A O marco inicial do Modernismo em Portugal foi a publicação da Revista Orpheu, em 1915, influenciada pelas grandes correntes estéticas europeias, como o Futurismo, o Expressionismo etc., reunindo Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros, entre outros.
B A Revista Presença (1927) circulou em Portugal até 1940 e seus mentores principais foram José Régio, Miguel Torga, Branquinho da Fonseca e Adolfo Casais Monteiro, todos aproveitaram as conquistas estéticas da geração Orfeu e estabeleceram que a obra de arte não pudesse estar limitada por condições de tempo ou de espaço preferindo a temática psicológica e metafísica.
C A 3ª geração modernista, o Neorrealismo, defende uma arte participativa, de temática social e por sua postura de ataque à burguesia, encontraram pontos de contato com o Realismo de Eça de Queirós recebendo também forte influência do chamado neo-realismo nordestino da literatura brasileira (que incluía nomes como Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz Jorge Amado, entre outros).
D Podemos estabelecer uma 4ª geração modernista ou tendência contemporânea que cronologicamente passa a existir desde a década de 60 até os dias atuais e apresenta como grandes características o surrealismo, o existencialismo e a crítica sócio-política tendo como grandes expoentes José Saramago, António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís.
E A literatura modernista portuguesa revela tendências semelhantes que se configuraram desde a Revista A Águia até o romance “Memorial do Convento” de José Saramago uma vez que os escritores portugueses como um todo sempre se ativeram ao saudosismo e ao nacionalismo evitando obras de visão crítica universal.

O conto da ilha desconhecida

Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado seria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.

Contudo, no caso do homem que queria um barco, as coisas não se passaram bem assim. Quando a mulher da limpeza lhe perguntou pela nesga da porta, Que é que tu queres, o homem, em lugar de pedir, como era o costume de todos, um título, uma condecoração, ou simplesmente dinheiro, respondeu, Quero falar ao rei, Já sabes que o rei não pode vir, está na porta dos obséquios, respondeu a mulher, Pois então vai lá dizer-lhe que não saio daqui até que ele venha, pessoalmente, saber o que quero, rematou o homem, e deitou-se ao comprido no limiar, tapando-se com a manta por causa do frio. Entrar e sair, só por cima dele.
(UNIFOR/2017.1) Quanto à forma do texto, pode-se afirmar que
A referem-se à terceira fase do Modernismo, quando se utiliza de supressões das formas tradicionais, mas sem romper com o sentido do texto.
B utiliza técnicas inovadoras de pontuação e recursos gráficos, tornando os diálogos inseridos na narrativa, o que produz sensação de fluxo de consciência e uma possível confusão entre fala e pensamento no texto.
C faz uso das características vanguardistas da literatura contemporânea, como a intertextualidade, a fragmentação e o rompimento da sintaxe.
D desperta um olhar apurado para os componentes estruturais da palavra, com grande rigor metalinguístico e preocupação ideológica.
E estilo característico do período de transição entre o pós-modernismo e a literatura contemporânea, apresentando o experimentalismo, a valorização da oralidade e a irreverência.

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