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A função de formação das novas gerações, em termos de acesso à cultura socialmente valorizada, de formação do cidadão e de constituição do sujeito social, foi delegada à instituição escolar. Pensando na escola em seu contexto social,
assinale a alternativa incorreta:
Como espaço de convivência que favoreça o exercício da cidadania, a escola possui formas de organização, normas e procedimentos formais de sua estrutura respeitando sua história, que constituem nos mecanismos pelos quais podemos permitir e incentivar ou, ao contrário, inibir e restringir as formas de participação de todos os membros da comunidade escolar.
Com relação ao alunado, a escola como espaço de convivência social, torna-se um centro de referência pessoal que marca os sujeitos que por ali passam, pelo simples fato de estar nessa e não em qualquer outra, fruto de traços que a identificam, a tornam única: a educação ocidental formulada em seus preceitos deve nos nortear uma vez que pertencemos e defendemos esta modelagem cultural.
Devido à sua própria natureza e função, a unidade escolar possui espaço de compromisso que lhe permite, frente a todas as adversidades, construir práticas que favoreçam e contribuam, dentro de limitações que precisam ser diariamente reafirmadas.
Um passado que fundamente nossa relação com a antiguidade, os preceitos de valores medievais, o papel da razão e do estruturalismo moderno, sendo um espaço em que essas heranças se consolidam.
Uma escola que pretende atingir, de forma gradativa e consistente, crescentes índices de democratização de suas relações institucionais deve deixar de considerar, como parte integrante de seu projeto, o compromisso de participação nos movimentos políticos, econômicos e sociais.
A escola é herdeira de movimentos históricos marcados por ser um espaço de reprodução, sendo fortemente influenciada pela herança estruturalista. Atualmente vivemos uma crise dessa herança, por um lado pela ascensão de valores neoliberais e de outro pelas fortes críticas da representatividade dessa herança por autores que seguem proposições decoloniais.
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A alternativa incorreta é: "A escola como espaço de convivência social, torna-se um centro de referência pessoal que marca os sujeitos que por ali passam, pelo simples fato de estar nessa e não em qualquer outra, fruto de traços que a identificam, a tornam única: a educação ocidental formulada em seus preceitos deve nos nortear uma vez que pertencemos e defendemos esta modelagem cultural." Justificativa: A escola não deve se limitar a seguir apenas a educação ocidental tradicional, pois isso exclui outras culturas e perspectivas importantes. A educação deve ser plural, inclusiva e crítica, respeitando a diversidade cultural e promovendo a formação cidadã ampla. Defender exclusivamente a modelagem cultural ocidental vai contra os princípios de democratização e diversidade que a escola deve promover.

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Um desafio compartilhado por diferentes povos indígenas na implementação e continuidade da escola indígena diz respeito à demanda por professores(as) indígenas.
Sobre isso assinale a alternativa incorreta:
A presença de professores(as) indígenas nas escolas indígenas é uma realidade que dialoga diretamente com os princípios da interculturalidade e da educação diferenciada.
A Escola indígena deve ser entendida como uma modalidade própria, comunitária, com professores especializados, de preferência que dialoguem com a da comunidade, sem aspecto segregacionista, mas optativo dentro da própria comunidade em especial na educação infantil.
A exemplo da experiência dos Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, a demanda por professores(as) indígenas levou ao desenvolvimento de cursos específicos de formação de professores(as) indígenas.
A demanda exclusiva por professores(as) indígenas atuando nas escolas indígenas é uma constante entre todas as etnias, sem distinção.
No contexto da Educação Escolar Indígena, a demanda por professores(as) indígenas e a presença de estudantes indígenas em cursos regulares e licenciaturas indígenas nas Universidades Públicas são faces de um mesmo processo.

Um dos desafios ou problemas enfrentados pela Educação Escolar Indígena diz respeito à própria escola como instituição contraditória. A contradição inerente à instituição escolar consiste no fato de que elas são capazes tanto de promover a autonomia quanto a domesticação de conhecimentos tradicionais.
A respeito da escola como um lugar de contradições assinale a alternativa incorreta:
Os projetos comunitários e a sua cobrança por ações públicas mostram a dificuldade de sua implementação por uma razão simples: não existe apagamento, os conflitos presentes socialmente continuam existindo e se expressam nas escolas.
Uma vez reconhecido o caráter contraditório das escolas, especialmente seu potencial de domesticação decorrente de um currículo eurocêntrico, a implementação de uma Educação Escolar Indígena perde o sentido.
Apesar das contradições, as escolas continuam sendo um espaço importante de socialização e de aprendizado não apenas de conteúdos e disciplinas específicas, mas sobretudo do relacionamento com a alteridade.
Embora a escola possa ser pensada como um lugar de contradições ela não deve, por isso, ser demonizada ou destituída de seu caráter emancipador e formador.
A escola diferenciada, assim como as escolas regulares, são espaços de aprendizado capazes tanto de promover o empoderamento quanto o condicionamento do pensamento, pois foram pensadas como instituições disciplinadoras.

De maneira geral, "a cultura escolar continua fortemente marcada pela lógica da homogeneização e da uniformização das estratégias pedagógicas" (CANDAU, 2011). Isso significa que, embora ocorra a presença cada vez maior de estudantes oriundos de grupos socioculturais, os mais diversos no cotidiano escolar, a perspectiva intercultural na educação ainda tem um longo caminho para se consolidar nas práticas cotidianas das escolas.
Para incrementar a perspectiva decolonial, a escola deve:
Combater toda forma de preconceito e discriminação no contexto escolar.
Reconhecer e valorizar os princípios norteadores de sua ação educativa.
Aplicar com eficácia e combatividade as normas disciplinares, reforçando o comportamento ético dos estudantes.
Favorecer a construção de identidades culturais, de acordo com as diretrizes gerais da escola.
Fomentar os princípios neoliberais como solução para o processo educativo.

Sobre os paradigmas assimilacionista e emancipacionista na história da educação indígena é correto afirmar que:
Ambos os paradigmas coexistiram e seguem coexistindo na história da educação escolar indígena, desde as primeiras experiências de contato.
O paradigma emancipacionista é relativamente recente e resulta da luta histórica dos movimentos sociais indígenas e dos direitos conquistados com a promulgação da Constituição Federal de 1988.
O paradigma assimilacionista vigorou durante todo o período colonial, sendo substituído pelo paradigma emancipacionista com a independência do Brasil.
O paradigma emancipacionista, apesar de recente, já acumula conquistas importantes, dentre elas a erradicação do paradigma assimilacionista das políticas educacionais indígenas.
É uma demanda das comunidades indígenas que defendem seu direito de serem amplamente incorporados a sociedade brasileira sem processos segregacionistas, mas garantindo direitos iguais.

Pensar as questões contemporâneas na escola significa articular o ideal de igualdade com o respeito às diferenças.
De acordo com essa visão, seria correto, em uma perspectiva decolonial, debater em sala de aula:
Que as culturas devem se miscigenar e massificar, evitando assim as diferenciações entre etnias, culturas, gêneros etc.
Que devemos ser iguais nos direitos e na dignidade humana e diferentes na complexidade étnica, cultural, etária, de gênero e de classe.
Que a história deve ser compreendida como a mãe de todas as ciências e a raiz da cultura contemporânea.
Que as diferenças biológicas e genéticas interferem positivamente nas relações de preconceito étnico-raciais.
Que as diferenças são consideradas desigualdades, pois há uma hierarquia sociocultural de uma cultura dominante para culturas inferiores.

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