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Em atividades forenses, é comum que discussões se estabeleçam sobre a finalidade de cada ato processual e sobre o papel das formalidades no desenvolvimento do procedimento. Há quem sustente abordagens mais rígidas, apoiadas em modelos previamente definidos, e outros que defendem uma visão funcional, orientada à obtenção de decisões úteis e estáveis. Nesse debate, ganham relevo os objetivos de assegurar participação efetiva das partes, evitar arbitrariedades e, ao mesmo tempo, permitir que o processo cumpra seu papel sem se tornar um obstáculo em si. Em meio a prazos, petições e decisões interlocutórias, os sujeitos processuais se deparam com incidentes que nem sempre se encaixam perfeitamente em moldes fixos. Surge, então, a necessidade de compatibilizar segurança jurídica, participação e utilidade do procedimento, sem perder de vista a necessidade de racionalidade e coerência interna do sistema. A instrumentalidade das formas no processo penal estabelece que Escolha uma: a. alcançado o objetivo legal do ato e inexistindo prejuízo, deve-se preservar sua validade, mesmo com desconformidade formal. b. a forma constitui finalidade autônoma, devendo prevalecer ainda que o ato tenha atingido seu objetivo. c. qualquer desconformidade formal acarreta nulidade do ato, independentemente de resultado ou prejuízo. d. somente atos praticados exatamente como descrito em lei podem produzir efeitos, sob pena de nulidade automática. e. o procedimento deve priorizar formalidades rígidas para garantir decisões previsíveis, ainda que inócuas no caso concreto.
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carlanr.rodrigues

há 2 meses

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Ed Verified user icon

há 2 meses

A instrumentalidade das formas no processo penal defende que o ato processual deve ser válido quando alcança seu objetivo legal e não causa prejuízo às partes, mesmo que haja alguma desconformidade formal. Ou seja, o foco está na finalidade do ato e na utilidade do procedimento, evitando nulidades desnecessárias que não causem prejuízo. Analisando as alternativas: a) alcançado o objetivo legal do ato e inexistindo prejuízo, deve-se preservar sua validade, mesmo com desconformidade formal. — CORRETA, pois reflete o princípio da instrumentalidade das formas. b) a forma constitui finalidade autônoma, devendo prevalecer ainda que o ato tenha atingido seu objetivo. — ERRADA, pois a forma não é finalidade autônoma nesse princípio. c) qualquer desconformidade formal acarreta nulidade do ato, independentemente de resultado ou prejuízo. — ERRADA, pois o princípio busca evitar nulidades desnecessárias. d) somente atos praticados exatamente como descrito em lei podem produzir efeitos, sob pena de nulidade automática. — ERRADA, pois flexibiliza-se a rigidez formal. e) o procedimento deve priorizar formalidades rígidas para garantir decisões previsíveis, ainda que inócuas no caso concreto. — ERRADA, pois prioriza a rigidez em detrimento da utilidade. Portanto, a alternativa correta é: a) alcançado o objetivo legal do ato e inexistindo prejuízo, deve-se preservar sua validade, mesmo com desconformidade formal.

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