Durante o estágio em Neurologia, uma estudante acompanha a avaliação de um paciente que sofreu lesão neurológica recente e apresenta fala alterada. Na conversa com a supervisora, ela comenta que o paciente “parece ter problema de linguagem”, pois sua fala está pouco inteligível, mais lenta e com articulação imprecisa. A supervisora, então, propõe que a estudante observe com mais atenção os subsistemas da fala, explicando que nem toda dificuldade na comunicação oral decorre, necessariamente, de um prejuízo linguístico. Em seguida, ela destaca que existem quadros em que o conteúdo linguístico pode estar relativamente preservado, mas a execução motora necessária para transformar a intenção comunicativa em fala eficiente se encontra comprometida. Ao longo da discussão, a profissional reforça que, na prática clínica, é fundamental diferenciar alterações de linguagem de alterações motoras da fala, já que essa distinção interfere diretamente na hipótese diagnóstica, no raciocínio clínico e no planejamento terapêutico. Ela lembra ainda que a unidade estudada apresenta a disartria justamente como um distúrbio motor da fala de origem neurológica, associado a alterações no controle neuromuscular da respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia, podendo comprometer de forma importante a inteligibilidade e a participação comunicativa do sujeito. Diante disso, a estudante passa a compreender que a simples presença de fala alterada não é suficiente para concluir, de imediato, que se trata de afasia ou de outro transtorno linguístico. Pelo contrário, é necessário analisar o mecanismo predominante da alteração. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição geral de disartria, de acordo com o conteúdo da unidade. Questão 1Escolha uma opção: a. Transtorno comunicativo funcional sem base neurológica definida, relacionado apenas a fatores emocionais e ambientais. b. Alteração restrita ao reconhecimento de estímulos sensoriais, que impede o paciente de identificar objetos, sons ou faces familiares. c. D