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Uma equipe técnica de assistência rural está revisando materiais didáticos para um programa de boas práticas em propriedades familiares. Em uma reunião de alinhamento, alguns participantes ainda descrevem solo como "apenas terra" e associam "vida no solo" exclusivamente a minhocas. Diante disso, a coordenação propõe um módulo introdutório para corrigir visões reducionistas e apresentar solo como um ecossistema ativo, diverso e funcional. material base do curso mostra que o solo abriga uma biodiversidade gigantesca de microrganismos (bactérias, fungos, algas, protozoários e até vírus) e de fauna de diferentes tamanhos (micro-, meso- e macrofauna). Esses organismos regulam processos essenciais: decomposição e reciclagem de nutrientes, estabilização de agregados, formação do solo, controle biológico natural (ex.: protozoários predando bactérias), produção de biomassa microbiana e interações simbióticas (p. ex., fixação biológica de N por bactérias em leguminosas; micorrizas aumentando a absorção de P e tolerância a estresse hídrico). Destaca-se que essa biota responde a condições de pH, umidade, temperatura, aeração e manejo (ex.: revolvimento, agroquímicos), podendo diminuir sob manejo inadequado e recuperar-se com práticas conservacionistas que mantenham matéria orgânica e estrutura do solo. Para sensibilizar público, módulo traz exemplos simples de campo (p. ex., observar crostas, odores, presença de finas e invertebrados) e propõe um checklist de bioindicadores (número de microrganismos, biomassa, atividades enzimáticas, densidade de minhocas, mesofauna), explicando que bioindicadores reagem rapidamente a mudanças no ambiente do solo e, portanto, refletem a qualidade ambiental do sistema de produção.
Na perspectiva técnico-agronômica atual, solo é um ecossistema biologicamente ativo porque abriga
A apenas organismos visíveis a olho nu, como minhocas e insetos adultos.
B microrganismos diversos (bactérias, fungos, algas, protozoários) e fauna (micro/meso/macro), que sustentam processos do solo.
C microrganismos inativos, com papel irrelevante na fertilidade.
D somente bactérias, responsáveis isoladamente por todos ciclos.
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Aprendendo Através de Exercícios

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

A resposta correta é a alternativa B. Explicação: O solo é um ecossistema biologicamente ativo porque abriga uma grande diversidade de microrganismos (bactérias, fungos, algas, protozoários) e fauna de diferentes tamanhos (micro, meso e macrofauna), que sustentam processos essenciais como decomposição, reciclagem de nutrientes, formação do solo, controle biológico, entre outros. Portanto, a alternativa correta é: B) microrganismos diversos (bactérias, fungos, algas, protozoários) e fauna (micro/meso/macro), que sustentam processos do solo.

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Em um diagnóstico inicial de uma microrregião, um grupo técnico precisa conciliar duas abordagens. A equipe de pedologia levanta a gênese, a classificação e a organização natural dos solos, destacando fatores de formação, horizontes e processos de intemperismo. A equipe de edafologia demanda correlações práticas com as exigências das plantas: disponibilidade hídrica, nutrientes na solução do solo, agregação e porosidade que influenciam a emergência e crescimento radicular. Em reunião, surge a dúvida: "Estamos falando de dois campos concorrentes?". O coordenador esclarece que ambos são complementares e fundamentais à Agronomia: a pedologia estrutura entendimento do solo como corpo natural, enquanto a edafologia traduz essas propriedades em recomendações agronômicas, diretamente ligadas à produção vegetal. O plano regional, portanto, vai integrar mapas pedológicos com camadas de uso, topografia e clima, além de indicadores de fase sólida (matéria orgânica, granulometria), fase líquida (solução do solo, sais, pH) e fase gasosa (aeração e O2/CO2), reforçando que decisões de manejo racional só fazem sentido se se apoiarem tanto no conhecimento do sistema natural quanto nas demandas das culturas. Ao fim, a equipe formaliza que sucesso do planejamento depende de manter diálogo entre dois olhares.
Na Agronomia, pedologia e edafologia são
A campos complementares, um descrevendo corpo natural do solo e outro conectando suas propriedades às necessidades das plantas.
B áreas redundantes, pois ambas tratam apenas da classificação de solos para fins construtivos.
C disciplinas exclusivas da Geologia, sem impacto na tomada de decisão agronômica.
D vertentes que consideram o solo apenas como substrato inerte para fixação de raízes.

Um comitê de microbacia pretende adotar bioindicadores para acompanhar a sustentabilidade. O plano técnico se ancora em quatro passos: (a) delimitar a área de avaliação (bacia, ecorregião, fazenda/talhão); (b) definir objetivos (produção, proteção ambiental etc.); (c) eleger indicadores e estabelecer linha de base (comportamento "normal" regional por solo/clima); (d) fixar limites críticos (valores mínimos) para cada indicador. A equipe reforça que não há "receita universal": a interpretação depende de solo, região e clima. Exemplos de bioindicadores propostos: número de microrganismos (grupos de bactérias/fungos), biomassa microbiana (C, N, P, S), atividades (respiração/enzimas), N mineralizável/nitrificação, de benéficos (fixadores de N, micorrizas, solubilizadores de P), fauna do solo (minhocas, ácaros, Collembola) e métricas de estrutura/função (DNA, perfis de lipídios, Biolog). O comitê decide integrar dados biológicos com físicos (textura, densidade, porosidade, agregados) e químicos (ciclagem da MO, liberação de nutrientes, tamponamento de poluentes) em índices para facilitar a leitura, lembrando sempre que a avaliação deve respeitar a linha de base e limites críticos regionais.
Para que bioindicadores sustentem decisões de manejo, é fundamental
A dispensar integração com indicadores físicos.
B considerar apenas variáveis químicas de fertilidade.
C usar um conjunto universal de indicadores, válido para qualquer região.
D estabelecer linha de base regional e limites críticos para cada indicador, considerando solo, clima e objetivo.

Uma auditoria de sementes revelou falhas na inoculação: mistura simultânea do inoculante com tratamentos químicos, exposição ao sol/calor, doses abaixo do recomendado e plantio dois dias após inocular. O relatório técnico resgata os cuidados básicos para sucesso: (1) adquirir inoculante registrado, estirpe adequada e armazenar em local fresco/arejado; (2) não inocular junto com agrotóxicos ou fertilizantes; (3) inocular por último, após os demais tratamentos e somente quando as sementes estiverem secas; (4) respeitar dose mínima (= 1,2 milhão de células/ semente), observando formas liquidas/turfosas e volume máximo de calda; (5) utilizar tambores giratórios/betoneiras para distribuição uniforme e não danificar sementes; (6) inocular à sombra e secar à sombra por 20-30 min; (7) plantar no mesmo dia; (8) considerar Co/Mo como evitando contato prolongado com as bactérias (ex.: via foliar ~30 dias após a emergência). A auditoria recomenda re-treinar equipes, reprogramar o fluxo de tratamento e incluir checklists. Ao justificar a decisão, o comitê observa que descumprir o protocolo reduz a população viável, compromete a nodulação e a FBN, elevando custos e dependência de N mineral (com maior risco de lixiviação de NO3?).
Para maximizar a FBN via inoculação, o procedimento mais aderente ao protocolo é
A aplicar fungicida e inoculante juntos para economizar tempo e garantir aderência.
B inocular primeiro e armazenar sementes tratadas por 48 h antes do plantio.
C inocular por último, à sombra, respeitar =1,2 milhão de células/ semente, garantir distribuição uniforme e plantar no mesmo dia, deixando Co/Mo para aplicação foliar posterior.
D expor sementes inoculadas ao sol para secagem rápida e fixação do produto.

Um viveiro de mudas florestais observou perdas por "afogamento" de após chuvas intensas. A auditoria interna relembra que solo é constituído por fase sólida (minerais e matéria orgânica), fase líquida (água + solutos, a solução do solo) e fase gasosa (ar nos poros). Em condições normais, há equilíbrio entre água e ar (aprox. 25% cada em volume típico), mas quando chove muito e poros se enchem de água, O2 fica limitado e CO2 se acumula, prejudicando a respiração das raízes. O time decide revisar manejo de substratos e a drenagem dos canteiros, porque a dinâmica água-ar é variável no curto prazo, ao passo que a fase sólida varia pouco. Relatório de capacitação reforça que a solução do solo é meio de transporte dos nutrientes às sem água disponível nos microporos, a absorção é comprometida, e com excesso de água nos macroporos, a aeração fica deficiente. Recomendam-se ajustes na granulometria dos substratos para macroporosidade adequada e manutenção de matéria orgânica para melhor estrutura, além de manejo de irrigação frente a eventos extremos.
No contexto da nutrição vegetal, a fase líquida é a
A solução do solo que carrega compostos minerais e orgânicos dissolvidos, essencial ao transporte de nutrientes às raízes.
B porção fixa e inerte do solo, praticamente imutável em escala diária nas lavouras tecnificadas.
C camada superficial orgânica, responsável exclusiva pela retenção física de água.
D fração gasosa dos poros, onde ocorre a maior parte das reações bioquímicas da rizosfera.

Atente ao fragmento de texto a seguir: "Micorriza é uma associação entre fungos e raízes de plantas, chamada de mutualística, onde os dois lados ganham. Uma simbiose... Nas micorrizas encontramos uma integração morfológica e funcional perfeita. Os fungos que formam micorrizas com raízes de plantas habitam o solo normalmente, mas daí quando encontram a raiz de uma planta específica, começam a formar uma série de interrelações biotróficas, isto é, a planta fornece o substrato que proverá o fungo de energia, daí o fungo começa a crescer e, através de suas hifas externas às raízes das plantas, ele capta nutrientes que estão na solução do solo e os transfere para a planta que está servindo de hospedeira. Estas associações são mais frequentes que imaginamos. A grande maioria das plantas forma micorriza junto com certos fungos. Existem três grandes grupos de fungos que formam micorrizas: ectomicorriza, endomicorriza," Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão
Considerando a passagem de texto apresentada e os conteúdos do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre micorrizas, analise as asserções a seguir: I. Ectomicorrizas são fungos que auxiliam na absorção de nutrientes. PORQUE II. São caracterizadas pelo manto de hifas que recobre externamente as raízes da planta hospedeira. O fungo penetra no córtex da raiz de forma intercelular, daí forma a Rede de Hartig. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
A As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da primeira.
B As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da primeira.
C A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

Atente ao fragmento de texto a seguir: "Assim como há atributos diagnósticos, quer dizer, algumas características do solo que servem para classificá-los, também podemos utilizar dos chamados horizontes diagnósticos, horizontes cujas características podem auxiliar na identificação de qual tipo de solo ele pertence". Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão
Considerando a passagem de texto apresentada e os conteúdos do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre conceito de horizontes do solo marque a alternativa correta:
A Horizonte A chernozêmico: Este horizonte tem coloração preta, cinzenta bem escura ou brunada. Possui alto teor de matéria orgânica. É formado por acumulação de matéria orgânica em diferentes estágios de decomposição, que podem ser recobertas por camadas ou horizontes minerais. Tem teores de matéria orgânica maiores que 80 g
B Horizonte hístico: formado por um horizonte mineral superficial, mais ou menos espesso, tem escura e alta saturação por bases e uma estrutura bem desenvolvida, com agregação e grau de desenvolvimento predominantemente moderado ou forte.
C Horizonte A húmico: É formado por um horizonte mineral superficial, com valor e croma (cor do solo úmido) iguais ou inferiores a 4 e saturação por bases (valor V) inferior a 65%.
D Horizonte A antrópico: Parecido com horizonte A chernozêmico, naquelas condições de cor, teor de carbono orgânico, consistência, estrutura e espessura, mas com saturação por bases (valor V) inferior a 65%.

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