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CASO HIPOTÉTICO – AUDIÊNCIA SIMULADA Luana Santos, vendedora, foi contratada pela empresa Sempre Bella Lingerie Comércio de Roupas Ltda., localizada em Mogi das Cruzes, em 01 de abril de 2025, recebendo como última remuneração a quantia de R$ 3.360,00. No último mês de trabalho, o gerente Carlos passou a exigir que os vendedores gravassem vídeos para as redes sociais da empresa (TikTok, Instagram e Facebook), reproduzindo “trends” famosas da internet, com danças, brincadeiras e performances. Luana, constrangida, chegou a participar de algumas gravações, tornando-se alvo de chacota entre amigos, o que lhe causou grande constrangimento, especialmente por ser religiosa e responsável pelo grupo de jovens em sua igreja. Ressalta-se que Luana nunca autorizou formalmente o uso de sua imagem e, ao se sentir desconfortável, comunicou ao gerente que não desejava mais realizar tais atividades, porém não foi atendida. No dia 23 de março de 2026, o gerente iniciou o dia com a produção de um vídeo no qual as empregadas da loja deveriam dançar de forma sensual, ao som de músicas de duplo sentido, com o intuito de promover o marketing da loja. Luana se negou a participar da gravação. Todavia, o gestor recusou
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Alexandre Costa

há 4 semanas

Respostas

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há 4 semanas

No caso apresentado, Luana Santos enfrenta uma situação de assédio moral e violação de direitos trabalhistas, pois a empresa está exigindo que ela participe de gravações que a constrangem, sem sua autorização formal para uso de imagem, e desrespeitando suas convicções pessoais. Passo a passo: 1. Obrigatoriedade e constrangimento: A exigência de gravações com danças e performances que causam constrangimento pessoal configura assédio moral, especialmente quando a funcionária já comunicou seu desconforto e recusou participar. 2. Uso da imagem sem autorização: A empresa não pode utilizar a imagem da empregada para fins comerciais sem autorização expressa, conforme o artigo 20 do Código Civil. 3. Direito à dignidade e respeito à crença religiosa: O empregador deve respeitar a dignidade do trabalhador e suas convicções religiosas, não podendo impor atividades que violem esses direitos. 4. Medidas cabíveis: Luana pode buscar a Justiça do Trabalho para requerer reparação por danos morais e cessação da prática abusiva, além de comunicar o sindicato da categoria. 5. Responsabilidade do empregador: A empresa tem o dever de garantir um ambiente de trabalho saudável, sem práticas que causem constrangimento ou humilhação. Portanto, a conduta da empresa e do gerente é ilegal e passível de sanções trabalhistas, cabendo a Luana buscar seus direitos para cessar o assédio e obter reparação.

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Craque NetoCraque Neto

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