Considere o caso de “Mariana”, jovem de 22 anos, com histórico de automutilação, ideação suicida recorrente e episódios de isolamento intenso. A paciente apresenta resistência a tratamentos anteriores, demonstrando desconfiança em relação aos profissionais de saúde. Diante dessa situação, o psicólogo inicia o AT, precisando articular diferentes elementos: a avaliação psicológica inicial para identificar fatores de risco e proteção, o contrato terapêutico para assegurar limites e vínculo, os objetivos clínicos voltados para prevenção de crises e engajamento social, e a documentação ética que assegure rastreabilidade e responsabilidade técnica. A análise adequada do caso exige diferenciar quais dimensões do processo demandam maior prioridade inicial e como elas se inter-relacionam para estruturar uma intervenção coção. O acompanhamento terapêutico permite ao psicólogo identificar essas barreiras no cotidiano do paciente, como desmotivação, ansiedade, isolamento social e sobrecarga de responsabilidades. Por meio da escuta ativa, validação das experiências e construção de vínculo terapêutico, o psicólogo favorece a autonomia e o engajamento. A atuação interdisciplinar complementa a intervenção, articulando-se com médicos, enfermeiros, nutricionistas e outros profissionais, promovendo um cuidado integrado e humanizado. Estratégias educativas e de empoderamento fortalecem a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do paciente. Considerando como o acompanhamento terapêutico contribui para melhorar a adesão ao tratamento dos pacientes, assinale a alternativa correta. Escolha uma: a. Permite identificar barreiras emocionais, cognitivas e sociais que dificultam a adesão ao tratamento. b. Foca no vínculo terapêutico, invalidando a escuta ativa e as experiências do paciente. c. Descarta o cuidado coordenado com a equipe multiprofissional. d. Substitui o acompanhamento médico, assumindo responsabilidade exclusiva pelo tratamento. e. Foca na prescrição de estratégias educativas, sem considerar aspectos emocionais ou sociais.