A Terapia Ocupacional integra o campo da saúde mental desde seus primórdios, acompanhando transformações históricas que culminaram, com a Reforma Psiquiátrica, no abandono de práticas segregacionistas e na valorização de cuidados descentralizados, ancorados no território e orientados pela reabilitação psicossocial. Nesse cenário, a intervenção prioriza o envolvimento em ocupações significativas, a construção de autonomia no cotidiano e o fortalecimento de vínculos em contextos reais de vida. A especialidade Terapia Ocupacional em Saúde Mental, reconhecida pela Resolução COFFITO nº 408/2011, oferece um enquadramento para organizar competências, critérios e modos de atuação, articulando avaliação centrada na ocupação, pactuação de objetivos com usuários e famílias, e estratégias que consideram demandas individuais e ambientais. A prática se sustenta no acompanhamento contínuo, na adaptação de rotinas e ambientes e na promoção de bem-estar e participação social.