Um paciente de 62 anos, com histórico de hipertensão arterial e episódios de taquicardia, é avaliado para uma nova intervenção farmacológica. Após considerar o quadro clínico, o médico decide iniciar o tratamento com propranolol, um antagonista beta-adrenérgico não seletivo. O objetivo principal é estabilizar a Pressão Arterial do paciente e reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio através do controle da frequência cardíaca e da contratilidade. Durante a consulta de retorno, o paciente questiona como medicamento consegue atuar diretamente no seu coração para “desacelerá-lo” e, ao mesmo tempo, baixar a Pressão Arterial de forma eficaz. Considerando os conceitos de farmacodinâmica e O Mecanismo de ação dos bloqueadores beta-adrenérgicos, qual é a base que justifica o efeito terapêutico cardíaco observado? a- O propranolol exerce sua ação através de um antagonismo não competitivo e irreversível, garantindo a estabilidade da pressão mesmo sob estresse. b- O medicamento atua como um agonista parcial, ativando levemente os receptores beta-1 para manter o coração em uma frequência mínima constante. c- A substância promove o fenômeno de up-regulation imediato, diminuindo a quantidade de receptores beta-1 disponíveis nas células cardíacas d- o propranolol atua como um antagonista dos receptores beta-1 no coração, reduzindo a frequência cardíaca e a contratilidade, consequentemente, diminuindo a Pressão Arterial. e- O fármaco funciona como um agonista total dos receptores beta-2, promovendo o relaxamento dos vasos sanguíneos e do músculo cardíaco diretamente.