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CAPTOPRIL E SEU ANÁLOGO ENALAPRIL Curso de Farmácia • HISTÓRIA: • A descoberta da bradicinina, em 1949, e dos primeiros anti-hipertensivos naturais, por Sergio Henrique Ferreira (f1) era médico recém-formado e aluno de pós-graduação no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). • Maurício Rocha e Silva (f2), identificou o fator de potenciação da bradicinina, molécula que havia sido isolada em 1948 pelo renomado farmacologista brasileiro na década de 60, foi possível graças à utilização do veneno da Bothrops jararaca. • John Vane (f3) Farmacêutico Britânico, sintetizou o Captopril (Squibb - indústria farmacêutica multinacional). • A droga acabou se convertendo em um dos maiores sucessos da indústria farmacêutica mundial, numa história permeada por lances dramáticos, que envolveu um processo de propriedade intelectual e patente do qual o pesquisador brasileiro terminou excluído. f1 f2 f3 CAPTOPRIL 1. INTRODUÇÃO • O captopril e o Enalapril são medicamentos anti- hipertensivos inibidores da ECA - enzima conversora da angiotensina, que impedem a angiotensina I de ser convertida em angiotensina II • AÇÃO CURTA • Forma farmacêutica: Comprimido de 25 mg e 100 mg. • Degradação da Bradicinina - (tosse) • pH = 2 - 2,6 • logP- 0.34 CAPTOPRIL Log P = 0.34 CAPTOPRIL ENALAPRIL • derivado dos aminoácidos L-alanina e L-prolina. Depois de sua esterificação no fígado e rim transforma-se em enalaprilato, que é a forma ativa. • AÇÃO LONGA • pH= 4,85 - 5,56 • Log P = 2,45 Farmacocinética Substâncias Início da ação/ Duração (h) Efeito Máx. (h) Meia vida Plasmática (h) Efeito da alimenta- ção na absorção Ligação a Proteína (%) eliminação CAPTOPRIL Dose relacionada 1 - 1,5 < 2 Reduzido 30 - 40% 25-30 Renal ENALAPRIL 1/24 4 - 6 11 nenhum 50 renal Fonte: Ribeiro JM, Florêncio LP- Rev Bras Hipertens vol 7(3): julho/setembro de 2000- (adaptado) SÍNTESE DO CAPTOPRIL O captopril é sintetizado via tratamento da L-prolina com cloreto de (2S)-3-acetiltiol-2- metilpropanoílo em condições básicas (NaOH), seguido de aminólise do grupo protetor acetilo, ficando livre o grupo tiol do fármaco. SÍNTESE DO ENALAPRIL Características Físicos-Química CAPTOPRIL • NOME IUPAC: (2S)-1-[(2S)-2- metil-3-sulfanilpropanoil] pilorridino- 2-carboxílico • Fórmula Química: C9H15NO3S; • Massa Molar: 217,17 g/mol⁻1; • Caracteírsticas física: Pó cristalino branco ou quase branco; • Ponto de Fusão: > 104-108 °C; ENALAPRIL • Nome IUPAC: 1- [ 2- ( 1 - etoxicarbonil - 3 - fenil - propil ) aminopropanoil ] pirrolidina - 2 – ácido carboxílico . • Fórmula Química: C20H28N2O5 • Massa Molar: 376.447 g/mol.-1 • Características Física: Pó branco cristalino • ponto de fusão: 144-145,7º C • Solubilidade: pouco solúvel em água SOLUBILIDADE • Ligação de hidrogênio • Dipolo - Dipolo • Força de van der waals pKa1 = 3,7 pKa2 = 9,8 Captopril Química Farmacêutica Biotransformação O Enalapril é convertido ao seu ácido de origem, através da hidrólise da ligação éster Farmacocinética Enalapril • Toxicidade baixa Efeitos adversos mais frequentes: • Tosse seca; • Impotência • Toxicidade baixa Efeitos adversos mais frequentes: • tontura • cefaléia • fadiga e • prostação. CAPTOPRIL TOXICIDADE E EFEITOS ADVERSOS MAIS COMUNS ENALAPRIL Captopril Unidade de transporte temporária (+) Lipossolúvel(-) Lipossolúvel Diferenças estruturais FARMACODINÂMICA INIBE CONCLUSÃO • Conclui-se que a compressão das moléculas e dos processos de transformação das moléculas dos medicamentos auxilia o profissional Farmacêutico a ter visão mais ampla dos medicamentos e suas funções no organismo. Além de salientar, que as Doenças estão numa constantes mudanças, e devemos combatê-las a todo momento. Bibliografia 1. BARREIRO, Eliezer J.. Estratégia de simplificação molecular no planejamento racional de fármacos: a descoberta de novo agente cardioativo. Quím. Nova, São Paulo , v. 25, n. 6b, p. 1172-1180, Dec. 2002 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 40422002000700018&lng=en&nrm=iso>. access on 02 May 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0100- 40422002000700018. 2. BARREIRO, Eliezer J.; FERREIRA, Vitor. F.; COSTA, Paulo R. R.. Substâncias enantiomericamente puras (SEP): a questão dos fármacos quirais. Quím. Nova, São Paulo , v. 20, n. 6, p. 647-656, Dec. 1997 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 40421997000600014&lng=en&nrm=iso>. access on 02 May 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0100- 40421997000600014. 3. PEREIRA, Dárcio Gomes. Importância do metabolismo no planejamento de fármacos.Quím. Nova, São Paulo , v. 30, n. 1, p. 171-177, Feb. 2007 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422007000100029&lng=en&nrm=iso>. access on 02 May 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422007000100029. 4. GIRALDI, Alice. Os caminhos da descoberta. Um dos precursores da pesquisa de toxinas animais para a obtenção de fármacos revela detalhes sobre a criação do anti-hipertensivo captopril e diz que o Brasil deve aproveitar o conhecimento gerado por seus próprios cientistas. access on 04 may 2016 <http://www.revistapesquisamedica.com.br/PORTAL/textos.asp?codigo=11735. 5. RIBEIRO, W.; MUSCARÁ, M. N. Características farmacocinéticas de antagonistas de cálcio, inibidores da ECA e antagonistas de angiotensina II em humanos. Revista Brasileira de Hipertensão, v. 81, jan-març, 2001.