A crescente integração da Inteligência Artificial em diversos setores da sociedade levanta complexas questões éticas, especialmente no que tange à coleta, processamento e uso de dados. Empresas e organizações frequentemente lidam com vastos volumes de informações, desde dados pessoais de usuários até registros operacionais, que alimentam algoritmos de IA para otimizar serviços, personalizar experiências ou automatizar decisões. No entanto, a forma como esses dados são obtidos e utilizados pode gerar impactos significativos em termos de privacidade, segurança e equidade. A governança da informação, a qualidade dos dados e a identificação de vieses algorítmicos tornam-se cruciais para assegurar que as soluções de IA sejam desenvolvidas e implementadas de maneira responsável. A legislação, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, e princípios internacionais de IA Responsável, buscam estabelecer diretrizes para mitigar riscos, como a manipulação de opinião pública ou a perpetuação de discriminações, exigindo uma análise rigorosa das interfaces entre o avanço tecnológico e os direitos fundamentais. A ausência de uma abordagem ética robusta na gestão de dados pode