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Fulano de Tal era Diretor Presidente de Organização Social responsável pela execução de contratos de gestão assinados com o Governo do Estado “X” para a administração de dois hospitais estaduais. Após investigações no âmbito de inquéritos civil e policial, o Ministério Público Estadual chegou à conclusão de que Fulano de Tal, em conluio com agentes públicos da Secretaria Estadual de Saúde, desviava dolosamente recursos repassados à organização para fins de enriquecimento pessoal e dos demais envolvidos. Dois anos após descoberto o esquema e ainda no curso de ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual contra Fulano de Tal e os agentes públicos envolvidos, Fulano de Tal vem a falecer, deixando apenas um filho menor de idade como seu único herdeiro.
A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar com base na legislação nacional que
(A) a lei de improbidade administrativa não se aplica àqueles que, como Fulano de Tal, são representantes de entidades que não compõem à administração pública direta ou indireta, mas apenas aos agentes públicos que agiram em conluio com ele.
(B) a simples nomeação por parte do Governador dos agentes públicos envolvidos no suposto esquema montado por Fulano de Tal é suficiente para a responsabilização do chefe do Poder Executivo por improbidade administrativa.
(C) a comprovação do dolo em relação aos agentes públicos é desnecessária para fins de condenação por improbidade administrativa, na medida em que, comprovado o dano ao erário, fica evidente a falha na fiscalização do contrato por parte dos agentes responsáveis.
(D) o filho de Fulano de Tal estará sujeito às penas de suspensão dos direitos políticos por até 14 (catorze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público.
(E) o filho de Fulano de Tal, apesar de ser menor de idade, estará sujeito à obrigação de reparar o dano causado ao erário pelo pai, restituindo o valor desviado até o limite do valor da herança que lhe tenha sido transferida.
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Exercícios Para o Aprendizado

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada uma das alternativas apresentadas: (A) A lei de improbidade administrativa se aplica a agentes públicos e também a particulares que atuam em conluio com eles, como no caso de Fulano de Tal. Portanto, essa afirmação está incorreta. (B) A responsabilização do chefe do Poder Executivo por improbidade administrativa não é automática apenas pela nomeação dos agentes públicos. É necessário demonstrar a prática de atos de improbidade. Assim, essa alternativa também está incorreta. (C) Para a condenação por improbidade administrativa, é necessário comprovar o dolo (intenção) dos agentes públicos. Portanto, essa afirmação é falsa. (D) O filho de Fulano de Tal, sendo menor de idade, não pode ser responsabilizado pelas penas de improbidade administrativa que se aplicam ao pai. Assim, essa alternativa está incorreta. (E) O filho de Fulano de Tal, apesar de ser menor, pode ser responsabilizado até o limite da herança recebida, mas não por penas de improbidade administrativa. A afirmação de que ele deve reparar o dano até o limite da herança é a mais correta, considerando a legislação. Portanto, a alternativa correta é: (E) o filho de Fulano de Tal, apesar de ser menor de idade, estará sujeito à obrigação de reparar o dano causado ao erário pelo pai, restituindo o valor desviado até o limite do valor da herança que lhe tenha sido transferida.

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Assinale a alternativa que completa, corretamente, o segmento frasal, de acordo com o acento indicativo da crase.
A) à retomada da economia e a volta à normalidade, à luz do quadro social vigente.
B) as empresas à dar continuidade as doações, além de prover a igualdade de renda.
C) entre as empresas a prática de solidariedade, à qual se acrescenta uma consciência cidadã, frente às necessidades dos mais pobres.
D) o acesso a água potável e às ferramentas digitais, para que essas cheguem à todas as comunidades.
E) à cooperação política, para que, à começar com os mais pobres, todos ascendam à outro patamar.

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
(A) Ainda deve haver pessoas que, mesmo já sendo adultas, sonham com o aparecimento de novos heróis.
(B) Os heróis que marcaram a infância do autor, para as gerações atuais, possivelmente não represente algo significativo.
(C) Na opinião do cronista, heróis que urram, destroem, torturam e são figuras ambíguas não lhe causa comoção.
(D) É um consenso considerar que atributos como valentia e doação não pode faltar a heróis que se prezem.
(E) A renúncia a noivas, afetos e bens eram elemento fundamental na construção da identidade dos heróis clássicos.