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Observe a produção a seguir: Mapa Invertido da América do Sul. Obra do artista uruguaio Joaquín Torres-García, 1943. Disponível em: https://bit.ly/3GQEPdy . Acesso em: 20 out. 2021. Leia o texto a seguir: O mundo contemporâneo nos apresenta uma grande diversidade de práticas e produtos cartográficos, criadas e apropriadas por cartógrafos e não cartógrafos, artistas e não artistas. É um mundo de possíveis. Os modelos prescritivos da cartografia estão sendo desafiados por esta reapropriação generalizada de mapas. Não se trata de desprezar o conjunto de produções de ideias, de técnicas, de produtos construídos no decorrer da história da cartografia. Trata - se de situá-los, de ressignificá-los, de entendê-los em suas utilidades e também em seus exageros. (..) A escola como espaço de produção de cultura é privilegiada para a experimentação dessas conexões e possibilidades. E mais, para entender na geografia o papel fundamental do reencontro entre a linguagem dos conceitos e a linguagem cartográfica. Evidentemente há muito que se pensar, propor e fazer para isto. A reapropriação do poder de fazer mapas sem, necessariamente, prender-se às prescrições, bem como o entendimento da emergência da dimensão técnico - científica, histórica e política das normas e seu papel na produção de certos tipos de produtos cartográficos, talvez sejam um começo. É, no entanto, preciso cuidar para que não se substitua uma prescrição por outra. É um caminho difícil dado o peso da cultura visual dos mapas e aos pesos muito diferentes que são atribuídos a o que é artístico e ao que é técnico e científico em nossa sociedade, bem como à tendência normativa e prescritiva das práticas escolares institucionalizadas, que reverberam, todas elas, em grande parte do que hoje reconhecemos como “cartografia escolar”. (GIRARDI, GISELE. Ruptura e reencontros entre cartografia e arte e seus desdobramentos na educação geográfica contemporânea. Revista Geografia, Literatura e Arte, v. 1, p. 171-182, 2018.) Adaptado. Considerando a relação entre arte, cartografia e ensino de Geografia assinale a opção correta: a Os mapas feitos pelos artistas não são recursos para a compreensão das visões de mundo, compondo um tipo particular de representação que associa formação estética às relações de poder sobre o espaço. b A geografia escolar deve se aproximar da grande diversidade de práticas e produtos cartográficos, criadas e apropriadas por cartógrafos e não cartógrafos, artistas e não artistas. c A geografia escolar deve estar aberta os modos como as produções cartográficas são usadas socialmente e isso significa abandonar o trabalho com a cartografia mais racional. d A geografia escolar deve fazer experimentações mais criativas e flexíveis com a cartografia, abandonando inteiramente o trabalho com a normatização da cartografia científica.
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claudiomir freitas

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas uma a uma: a) Os mapas feitos pelos artistas não são recursos para a compreensão das visões de mundo, compondo um tipo particular de representação que associa formação estética às relações de poder sobre o espaço. - Esta afirmação é incorreta, pois os mapas artísticos podem sim oferecer visões de mundo e reflexões sobre o espaço. b) A geografia escolar deve se aproximar da grande diversidade de práticas e produtos cartográficos, criadas e apropriadas por cartógrafos e não cartógrafos, artistas e não artistas. - Esta alternativa está alinhada com a ideia de que a educação geográfica deve considerar a diversidade de representações cartográficas. c) A geografia escolar deve estar aberta aos modos como as produções cartográficas são usadas socialmente e isso significa abandonar o trabalho com a cartografia mais racional. - Essa afirmação sugere um abandono da cartografia racional, o que não é uma abordagem recomendada. d) A geografia escolar deve fazer experimentações mais criativas e flexíveis com a cartografia, abandonando inteiramente o trabalho com a normatização da cartografia científica. - Embora a criatividade seja importante, abandonar inteiramente a normatização não é uma proposta viável. Após essa análise, a alternativa que melhor reflete a relação entre arte, cartografia e ensino de Geografia é: b) A geografia escolar deve se aproximar da grande diversidade de práticas e produtos cartográficos, criadas e apropriadas por cartógrafos e não cartógrafos, artistas e não artistas.

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