Os indicadores de diabetes melito tipo 2 são vitais para a gestão em saúde de um município porque permitem dimensionar a carga da doença, orientar a prevenção e qualificar a linha de cuidado na Atenção Primária e na rede especializada. Ao monitorar prevalência estimada, incidência, proporção de pessoas diagnosticadas versus não diagnosticadas, cobertura de rastreamento em grupos de risco, controle clínico, adesão e acesso a medicamentos, bem como desfechos e complicações, a gestão identifica territórios e populações mais vulneráveis, corrige gargalos de acesso, direciona recursos, organiza fluxos de referência e contrarreferência e pactua metas factíveis com as equipes. A estratificação por bairro, faixa etária, sexo, raça/cor e condição socioeconômica revela iniquidades e orienta intervenções focalizadas. Esses indicadores também subsidiam a avaliação de políticas, a priorização orçamentária e a prestação de contas à população, reduzindo eventos graves e custos evitáveis. Para que sejam confiáveis e úteis, é crucial zelar pela precisão do numerador e pela adequação do denominador, integrando e qualificando fontes como e-SUS