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A formulação de Políticas Públicas tem se apresentado como a principal bandeira dos movimentos sociais de gênero e sexualidade, em sua luta por relações mais justas, pautadas na igualdade e na liberdade.
Acerca das Políticas Públicas propostas nesse contexto, podemos afirmar que: Está incorreto o afirmado somente em
I Os movimentos de políticas a respeito da sexualidade e gênero, por um lado priorizam a afirmação de seus espaços na sociedade, mas por outro mantém sua condição de vulnerabilidade, ao não transformarem a raiz cultural da moralidade e da desigualdade.
II Com a promulgação da Constituição da República em 1988, iniciou-se o reconhecimento das desigualdades sociais, objetivando a distribuição igualitária dos direitos sociais, fator que dificultou pôr em prática as Políticas Públicas sobre identidade de gênero.
III Assumir-se gay foi, durante muito tempo, necessário em um determinado contexto histórico, e ainda o é em certas situações, porque justamente marca o lugar do insubmisso, do que não sustenta a reprodução do status quo.
IV O processo transexualizador no SUS ainda está amparado no pressuposto de que a transexualidade é uma doença, e que manter o corpo e a psique em desarmonia pode resultar em transtornos de identidade e gênero.
V As políticas e as ações afirmativas de valorização da raça negra e da cultura indígena, os direitos de igualdade entre homens e mulheres se configuram como as primeiras Políticas Públicas a serem implantadas no Brasil.
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
E) V.
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há 3 meses

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há 3 meses

Vamos analisar cada afirmativa para identificar qual está incorreta: I. Os movimentos de políticas a respeito da sexualidade e gênero, por um lado, priorizam a afirmação de seus espaços na sociedade, mas por outro mantêm sua condição de vulnerabilidade, ao não transformarem a raiz cultural da moralidade e da desigualdade. Esta afirmativa é verdadeira, pois reflete a complexidade da luta por direitos. II. Com a promulgação da Constituição da República em 1988, iniciou-se o reconhecimento das desigualdades sociais, objetivando a distribuição igualitária dos direitos sociais, fator que dificultou pôr em prática as Políticas Públicas sobre identidade de gênero. Esta afirmativa é incorreta, pois a Constituição de 1988, na verdade, foi um marco importante para o reconhecimento e a promoção de direitos, incluindo os de gênero. III. Assumir-se gay foi, durante muito tempo, necessário em um determinado contexto histórico, e ainda o é em certas situações, porque justamente marca o lugar do insubmisso, do que não sustenta a reprodução do status quo. Esta afirmativa é verdadeira, pois reflete a luta e a resistência de indivíduos LGBTQIA+. IV. O processo transexualizador no SUS ainda está amparado no pressuposto de que a transexualidade é uma doença, e que manter o corpo e a psique em desarmonia pode resultar em transtornos de identidade e gênero. Esta afirmativa é verdadeira, pois ainda existe essa perspectiva em alguns contextos. V. As políticas e as ações afirmativas de valorização da raça negra e da cultura indígena, os direitos de igualdade entre homens e mulheres se configuram como as primeiras Políticas Públicas a serem implantadas no Brasil. Esta afirmativa é verdadeira, mas não é a primeira política pública, pois outras políticas já existiam antes. Diante da análise, a afirmativa que está incorreta é a II. Portanto, a alternativa correta é: B) II.

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Leia atentamente o texto a seguir: Em 1950 Getúlio Vargas disputa e ganha novamente as eleições para a Presidência do Brasil. Logo depois, se suicida. Em 1956, Juscelino Kubitschek (JK) torna-se Presidente do Brasil (1956-1961), período de grande desenvolvimento econômico, destacando-se a construção de Brasília e a implementação da indústria automobilística. Em seguida, vem Jânio Quadros, que toma posse da presidência e, ao renunciar, seu vice, João Goulart (Jango), apoiado pelo povo, assume seu lugar, o que não dura muito tempo já que os militares, que nunca o apoiaram, tomam o governo. Com isso, Castelo Branco assume o poder em 1964.
Em relação à saúde nesse período histórico, podemos afirmar que
I no governo de Getúlio Vargas foi criado o Ministério da Saúde, numa tentativa de fortalecer as ações em saúde pública.
II durante o regime militar foi criada uma megaestrutura para a Previdência Social, o que denota de modo claro e inconfundível, sua vinculação com interesses de capital nacional e estrangeiro. Foi nesse período que o Estado passou a ser o grande gerenciador do sistema de seguro social graças a seu aumento de poder nas frentes econômica e política.
III com a criação do INPS se consolidou o modelo brasileiro de seguro social e de prestação de serviços médicos. A partir disso o exercício do direito à assistência à saúde não era considerado como exercício da cidadania, mas, sim, como exclusão de quem não era trabalhador com carteira assinada, portanto, não-contribuinte da previdência.
A I e II.
B II e III.
C III.
D II.
E I.

Como discutido por Gonçalves (2010), Souza (2006), Bacelar (2003) e Behring (2000), a política pública cumpre um ciclo que começa com a entrada da questão social na agenda política e continua com sua implementação e avaliação.
Podemos afirmar corretamente que
A) a criação, implementação e avaliação de políticas públicas são ações governamentais que dependem de decisões políticas e não de demandas nem de participação social.
B) a criação de políticas públicas depende do tipo de governo e do contexto histórico, político, econômico e social vivido.
C) o papel da sociedade civil no controle social está diretamente relacionado aos conceitos de cidadania e de sujeito de direitos.
D) as políticas sociais são sempre construídas para manter o poder centralizador do governo.
E) as políticas públicas democráticas infelizmente não preveem a participação popular.

De acordo com o texto Fundamentos de Política Social de Elaine Behring (2000), é incorreto afirmar que
A a hegemonia neoliberal no Brasil tem sido responsável pela redução dos direitos sociais e trabalhistas, desemprego estrutural, precarização do trabalho, desmonte da previdência pública, sucateamento da saúde e educação.
B o acesso à seguridade social esteve historicamente, direta ou indiretamente, associado ao exercício do trabalho.
C o receituário keynesiano de regulação econômica e social, que privilegiava o pleno emprego, se contrapõe com a perspectiva de Estado de Bem-Estar Social.
D a mundialização e financeirização do capital vêm acompanhadas pelo aprofundamento do desemprego, da desigualdade social e da expropriação de direitos dos trabalhadores.
E na atualidade, direitos e políticas sociais universais de Estado convivem com políticas sociais focalizadas.

Leia atentamente o texto a seguir: Silva (2005), considera que o encontro da Psicologia com os Direitos Humanos não deve ocorrer de forma a conferir à nossa ciência, de modo formalístico, um signo de valores direcionados a desculpabilizar a Psicologia pelo conjunto das construções teóricas e práticas, historicamente pouco comprometidas com os Direitos Humanos, com base nas contribuições realizadas no que tange ao cuidado do “sofrimento mental”.
Com base no excerto acima, assinale a afirmativa que melhor se relaciona a práticas psicológicas comprometidas com os Direitos Humanos:
A Os processos de violação dos Direitos Humanos quase sempre envolvem uma dimensão de produção de sofrimento mental, e o papel do psicólogo é ater-se à tecnologia cientificamente estabelecida no atendimento desses casos.
B Voltar o foco sobre nós mesmos, sobre a Psicologia e o fazer na profissão, buscando refletir sobre o modo como nossa ciência tem se comportado e qual tem sido nosso papel na sociedade, no sentido da promoção dos Direitos Humanos e do combate a violação desses em nossas práticas do cotidiano.
C Há necessidade de que o profissional de psicologia participe sistematicamente dos grupos de discussão sobre Direitos Humanos para, então, ajustar a sua prática às dinâmicas sociais da sociedade brasileira, uma vez que nossas escolas teóricas apresentam subsídios insuficientes para esta prática.
D A Psicologia ainda não atingiu um status de conhecimento suficiente para desenvolver uma tecnologia adequada para lidar com o sofrimento mental no âmbito dos Direitos Humanos. Portanto, resta ao psicólogo fazer o que pode a partir de sua criatividade.
E Não é preciso desenvolver o conceito de Direitos Humanos entre os psicólogos, pois a Psicologia já está completamente adequada nesse sentido e não carece da revisão, nem do aprimoramento de seus recursos.

A Política Nacional de Assistência Social (PNAS, 2004) define como seu público usuário “cidadãos e grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade e riscos”.
Sobre os critérios de atendimento social é incorreto afirmar que
A) a condição de vulnerabilidade social prioriza o acesso dessa população a serviços e políticas públicas de cidadania.
B) é necessário problematizar as situações de vulnerabilidade social, para que não se cristalizem como situações perpétuas de carência ou impossibilidade.
C) devemos excluir o termo vulnerabilidade do discurso psicológico, por estigmatizar o sujeito, contribuindo para sua permanência em situações de risco social e psicológico.
D) vulnerabilidade não se refere apenas à escassez de recursos econômicos, mas também culturais e sociais.
E) os sentidos produzidos a partir do conceito de vulnerabilidade podem contribuir tanto para homogeneização e manutenção da população num lugar de impotência, quanto para construção de estratégias de empoderamento destes sujeitos.

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