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Jurema, Presidenta do Brasil (eleita no ano de 3022), decide viajar até o continente europeu com a intenção de realizar uma reunião com o primeiro ministro da Inglaterra, com o objetivo de formar uma aliança política para o combate à fome mundial. Durante o trajeto de sua viagem, a qual foi realizada em um navio de propriedade privada do esposo de Jurema (sendo o esposo brasileiro), um grupo extremista e contra o atual governo inglês, decide sequestrar Jurema. Assim, quando o navio acaba parando no referido porto inglês, o grupo se disfarça de seguranças e conseguem cercear a liberdade de Jurema, a fazendo entrar em um carro descaracterizado. Ela é mantida é cativeiro durante uma semana, pois o Brasil tenta, junto com a Inglaterra, negociar sua liberdade com o grupo sequestrador. Diante desse caso, responda: é caso de aplicação do instituto da territorialidade ou da extraterritorialidade, à luz do Código Penal Brasileiro, e por qual motivo? Justifique

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Direito Estudos

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Esse caso envolve a análise da territorialidade e da extraterritorialidade no contexto do Código Penal Brasileiro. 1. Territorialidade: O princípio da territorialidade estabelece que a lei penal de um país se aplica a crimes cometidos dentro de seu território. Como o sequestro de Jurema ocorreu em território inglês, a princípio, a legislação inglesa seria a aplicável. 2. Extraterritorialidade: O Código Penal Brasileiro prevê a extraterritorialidade em certos casos, como crimes cometidos por brasileiros fora do país, conforme o artigo 7º. No caso de Jurema, sendo ela uma cidadã brasileira e ocupando um cargo público, o Brasil pode reivindicar a aplicação de sua lei penal, mesmo que o crime tenha ocorrido fora de seu território. Justificativa: A situação se enquadra na extraterritorialidade, pois Jurema é uma autoridade brasileira e o sequestro pode ser considerado um crime contra a soberania do Brasil. Assim, o Brasil tem interesse em processar os responsáveis pelo sequestro, independentemente de onde o crime ocorreu, especialmente por se tratar de uma figura pública em missão oficial. Portanto, a aplicação do instituto da extraterritorialidade é justificada pela nacionalidade da vítima e pela natureza do crime, que afeta diretamente os interesses do Estado brasileiro.

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