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Jeremias Bentham:

Considerava que o fim principal da pena era prevenir delitos semelhantes (prevenção geral): "o negócio passado não é mais problema, mas o futuro é infinito: o delito passado não afeta mais que a um indivíduo, mas os delitos futuros podem afetar a todos. Em muitos casos é impossível remediar o mal cometido, mas sempre se pode tirar a vontade de fazer mal, porque por maior que seja o proveito de um delito sempre pode ser maior o mal da pena".

A pena não poderia só causar dor e sofrimento (finalidade retributiva), mas o sentido preventivo-geral deveria também ser anexado. A pena continua sendo vista como a retribuição do mal causado pela prática do delito, mas com preeminência da prevenção geral. Como limite da retribuição e do fim de reabilitação, considerava que a pena era um mal que não devia exceder o dano produzido pelo delito, predominância do princípio da proporcionalidade. Em síntese, a pena é um mal (fim retributivo), mas com uma finalidade, que é prevenir danos maiores à sociedade.
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CuriosidadesGerais

há 7 meses

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há 7 meses

Jeremias Bentham, filósofo e jurista, defendia que a principal função da pena é a prevenção de futuros delitos, enfatizando a prevenção geral. Para ele, o passado não pode ser mudado, mas o futuro pode ser influenciado. A pena deve ser proporcional ao dano causado pelo delito, evitando que o castigo seja mais severo do que o crime em si. Assim, a pena não deve ser apenas retributiva, mas também ter um caráter preventivo, visando proteger a sociedade de possíveis crimes futuros. Em resumo, Bentham via a pena como um mal necessário, mas com a finalidade de evitar danos maiores à coletividade.

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