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O rompimento da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores.
Sobre essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A - O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.
B - De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado.
C - Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, haverá uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos.
D - A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.
E - Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.
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há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar cada uma das alternativas para identificar a correta: A - O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade. Análise: O Ministério Público (MP) tem legitimidade para atuar em ações civis públicas, mas não é a única parte que pode pleitear indenização por danos à coletividade. Portanto, essa alternativa está incorreta. B - De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado. Análise: A teoria do risco integral estabelece que a responsabilidade é objetiva, ou seja, a empresa pode ser responsabilizada independentemente de culpa, mas o nexo causal ainda é necessário para a configuração do dano. Portanto, essa alternativa está incorreta. C - Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, haverá uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos. Análise: A responsabilidade da empresa pode ser atenuada, mas não necessariamente afastada, pois a empresa ainda pode ser responsabilizada pelos danos causados pelo rompimento da barragem. Portanto, essa alternativa está incorreta. D - A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração. Análise: A obtenção de licenças ambientais não exime a empresa de responsabilidade em caso de danos ambientais, especialmente se houver ato ilícito. Portanto, essa alternativa está incorreta. E - Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença. Análise: Essa alternativa está correta, pois, em muitos casos, os valores de indenização por danos ambientais são destinados a fundos específicos para reparação de danos à coletividade. Portanto, a alternativa correta é: E.

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Vejamos a seguinte jurisprudência: "É da jurisprudência do Tribunal, firmada em casos semelhantes – relativos a crimes ambientais, que “o interesse da União para que ocorra a competência da Justiça Federal prevista no art. 109, IV, da Carta Magna, tem de ser direto e específico”, não sendo suficiente o “interesse genérico da coletividade, embora aí também incluído genericamente o interesse da União” (RE nº 166.943, 1ª T., 03.03.1995, Moreira; 300.244, 1ª T., 20.11.2001, Moreira; 404.610, 16.09.2003, Pertence; 336.251, 09.06.2003, Pertence; HC nº 81.916, 2ª T., Gilmar, RTJ 183/3). No caso, não há falar em lesão aos serviços da entidade autárquica responsável pela fiscalização (STF, RE nº 502.915/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 27.04.2007, p. 69)”.
Considere a seguinte situação hipotética: um rio do Estado de Santa Catarina foi poluído por uma empresa, que teve seus barris de rejeitos rompidos. É sabido que não atingiu nenhum interesse da União, de autarquia e de empresas públicas, mas prejudicou a população que mora nas cidades à margem do rio. O julgamento do caso deverá ser de qual competência, conforme a jurisprudência apresentada?
A - Da Justiça Federal, pois cabe ao Ibama averiguar os danos ambientais.
B - Da Justiça Estadual, pois todos os órgãos fiscalizatórios são estaduais.
C - Da Justiça Estadual, pois não atingiu nenhum interesse dos entes federais.
D - Da Justiça Federal, pois este rio prejudicou as cidades que estão à margem.
E - Da Justiça Estadual, pois o dano ambiental é apenas local.

Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos em terreno de sua propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de sinalização informando a presença de material tóxico, o acesso ao terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por conduta não dolosa, graves queimaduras decorrentes do contato com os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se aproximou e tocou.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz do entendimento do STJ.
A - Aplica-se ao caso a teoria do risco integral, de modo que Antônio deverá responder pelos danos sofridos por Joaquim, a menos que fique comprovada a culpa exclusiva da vítima ou a ocorrência de caso fortuito ou força maior.
B - Não é aplicável ao caso a teoria do risco integral, uma vez que Joaquim era um estranho, que não tinha qualquer relação jurídico-contratual com Antônio. A lesão foi cometida ao indivíduo e não ao meio ambiente e foram colocadas placas de sinalização que indicavam a presença de material tóxico.
C - A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a ela devem ser aplicados o princípio do poluidor-pagador e a responsabilidade objetiva por risco integral.
D - Se Antônio tivesse depositado os resíduos na condição de agente de entidade estatal, sua responsabilidade seria de natureza subjetiva, sendo necessário provar culpa lato sensu para que o Estado respondesse por condutas comissivas de seus agentes, causadoras de dano ao meio ambiente.
E - Caso Antônio tivesse depositado os resíduos de agente de entidade estatal e não como particular, sua provável responsabilidade obedeceria ao regime do risco administrativo.

A empresa ECO-CEL, líder nacional na produção de celulose branqueada, lançou resíduos químicos altamente poluentes em curso d’água nas proximidades do município de Curitiba. Tal fato, além de deixar a água imprópria para consumo, acarretou na morte de uma série de espécimes da fauna local e afetou a saúde das pessoas, que, inadvertidamente, fizeram uso da água contaminada.
Diante do exposto, é correto afirmar:
A - Caso o lançamento desses resíduos tenha sido acidental, ficará caracterizada uma excludente em matéria de responsabilidade civil ambiental, já que a empresa não deve assumir todos os riscos da atividade.
B - Para apurar a responsabilidade penal da empresa ECO-CEL, será relevante observar se a conduta foi realizada por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da empresa.
C - A responsabilidade penal da empresa ECO-GEL, pessoa jurídica, exclui a responsabilidade penal das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato, e é objetiva no caso em tela, já que as águas merecem uma proteção especial do Direito Ambiental.
D - A aplicação de sanção administrativa pelo ato lesivo ao meio ambiente e à saúde da população afasta a obrigação de reparar os danos causados, bem como a responsabilização penal da empresa.
E - A responsabilidade civil da empresa ECO-CEL, pessoa jurídica, é subjetiva em relação aos bens ambientais difusos e objetiva em relação aos sujeitos vítimas da contaminação.

Ao promover a ampliação de uma de suas Estações de Tratamento de Esgoto, sem a prévia obtenção de Licença de Instalação, a empresa TEM S.A. ocasionou danos ao meio ambiente. Esta conduta acarretará:
(A) responsabilidade Civil da TEM S.A., subjetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, objetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(B) responsabilidade Civil da TEM S.A., objetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, subjetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(C) apenas responsabilidade Civil da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura um ilícito civil e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(D) apenas responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, tendo em vista que a conduta descrita configura um crime ambiental e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(E) apenas responsabilidade Administrativa da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura uma infração administrativa e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.

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