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Vejamos a seguinte jurisprudência: "É da jurisprudência do Tribunal, firmada em casos semelhantes – relativos a crimes ambientais, que “o interesse da União para que ocorra a competência da Justiça Federal prevista no art. 109, IV, da Carta Magna, tem de ser direto e específico”, não sendo suficiente o “interesse genérico da coletividade, embora aí também incluído genericamente o interesse da União” (RE nº 166.943, 1ª T., 03.03.1995, Moreira; 300.244, 1ª T., 20.11.2001, Moreira; 404.610, 16.09.2003, Pertence; 336.251, 09.06.2003, Pertence; HC nº 81.916, 2ª T., Gilmar, RTJ 183/3). No caso, não há falar em lesão aos serviços da entidade autárquica responsável pela fiscalização (STF, RE nº 502.915/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 27.04.2007, p. 69)”.
Considere a seguinte situação hipotética: um rio do Estado de Santa Catarina foi poluído por uma empresa, que teve seus barris de rejeitos rompidos. É sabido que não atingiu nenhum interesse da União, de autarquia e de empresas públicas, mas prejudicou a população que mora nas cidades à margem do rio. O julgamento do caso deverá ser de qual competência, conforme a jurisprudência apresentada?
A - Da Justiça Federal, pois cabe ao Ibama averiguar os danos ambientais.
B - Da Justiça Estadual, pois todos os órgãos fiscalizatórios são estaduais.
C - Da Justiça Estadual, pois não atingiu nenhum interesse dos entes federais.
D - Da Justiça Federal, pois este rio prejudicou as cidades que estão à margem.
E - Da Justiça Estadual, pois o dano ambiental é apenas local.

Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos em terreno de sua propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de sinalização informando a presença de material tóxico, o acesso ao terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por conduta não dolosa, graves queimaduras decorrentes do contato com os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se aproximou e tocou.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz do entendimento do STJ.
A - Aplica-se ao caso a teoria do risco integral, de modo que Antônio deverá responder pelos danos sofridos por Joaquim, a menos que fique comprovada a culpa exclusiva da vítima ou a ocorrência de caso fortuito ou força maior.
B - Não é aplicável ao caso a teoria do risco integral, uma vez que Joaquim era um estranho, que não tinha qualquer relação jurídico-contratual com Antônio. A lesão foi cometida ao indivíduo e não ao meio ambiente e foram colocadas placas de sinalização que indicavam a presença de material tóxico.
C - A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a ela devem ser aplicados o princípio do poluidor-pagador e a responsabilidade objetiva por risco integral.
D - Se Antônio tivesse depositado os resíduos na condição de agente de entidade estatal, sua responsabilidade seria de natureza subjetiva, sendo necessário provar culpa lato sensu para que o Estado respondesse por condutas comissivas de seus agentes, causadoras de dano ao meio ambiente.
E - Caso Antônio tivesse depositado os resíduos de agente de entidade estatal e não como particular, sua provável responsabilidade obedeceria ao regime do risco administrativo.

A empresa ECO-CEL, líder nacional na produção de celulose branqueada, lançou resíduos químicos altamente poluentes em curso d’água nas proximidades do município de Curitiba. Tal fato, além de deixar a água imprópria para consumo, acarretou na morte de uma série de espécimes da fauna local e afetou a saúde das pessoas, que, inadvertidamente, fizeram uso da água contaminada.
Diante do exposto, é correto afirmar:
A - Caso o lançamento desses resíduos tenha sido acidental, ficará caracterizada uma excludente em matéria de responsabilidade civil ambiental, já que a empresa não deve assumir todos os riscos da atividade.
B - Para apurar a responsabilidade penal da empresa ECO-CEL, será relevante observar se a conduta foi realizada por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da empresa.
C - A responsabilidade penal da empresa ECO-GEL, pessoa jurídica, exclui a responsabilidade penal das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato, e é objetiva no caso em tela, já que as águas merecem uma proteção especial do Direito Ambiental.
D - A aplicação de sanção administrativa pelo ato lesivo ao meio ambiente e à saúde da população afasta a obrigação de reparar os danos causados, bem como a responsabilização penal da empresa.
E - A responsabilidade civil da empresa ECO-CEL, pessoa jurídica, é subjetiva em relação aos bens ambientais difusos e objetiva em relação aos sujeitos vítimas da contaminação.

O rompimento da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores.
Sobre essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A - O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.
B - De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado.
C - Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, haverá uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos.
D - A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.
E - Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.

Ao promover a ampliação de uma de suas Estações de Tratamento de Esgoto, sem a prévia obtenção de Licença de Instalação, a empresa TEM S.A. ocasionou danos ao meio ambiente. Esta conduta acarretará:
(A) responsabilidade Civil da TEM S.A., subjetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, objetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(B) responsabilidade Civil da TEM S.A., objetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, subjetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(C) apenas responsabilidade Civil da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura um ilícito civil e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(D) apenas responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, tendo em vista que a conduta descrita configura um crime ambiental e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(E) apenas responsabilidade Administrativa da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura uma infração administrativa e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.

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Questões resolvidas

Vejamos a seguinte jurisprudência: "É da jurisprudência do Tribunal, firmada em casos semelhantes – relativos a crimes ambientais, que “o interesse da União para que ocorra a competência da Justiça Federal prevista no art. 109, IV, da Carta Magna, tem de ser direto e específico”, não sendo suficiente o “interesse genérico da coletividade, embora aí também incluído genericamente o interesse da União” (RE nº 166.943, 1ª T., 03.03.1995, Moreira; 300.244, 1ª T., 20.11.2001, Moreira; 404.610, 16.09.2003, Pertence; 336.251, 09.06.2003, Pertence; HC nº 81.916, 2ª T., Gilmar, RTJ 183/3). No caso, não há falar em lesão aos serviços da entidade autárquica responsável pela fiscalização (STF, RE nº 502.915/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 27.04.2007, p. 69)”.
Considere a seguinte situação hipotética: um rio do Estado de Santa Catarina foi poluído por uma empresa, que teve seus barris de rejeitos rompidos. É sabido que não atingiu nenhum interesse da União, de autarquia e de empresas públicas, mas prejudicou a população que mora nas cidades à margem do rio. O julgamento do caso deverá ser de qual competência, conforme a jurisprudência apresentada?
A - Da Justiça Federal, pois cabe ao Ibama averiguar os danos ambientais.
B - Da Justiça Estadual, pois todos os órgãos fiscalizatórios são estaduais.
C - Da Justiça Estadual, pois não atingiu nenhum interesse dos entes federais.
D - Da Justiça Federal, pois este rio prejudicou as cidades que estão à margem.
E - Da Justiça Estadual, pois o dano ambiental é apenas local.

Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos em terreno de sua propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de sinalização informando a presença de material tóxico, o acesso ao terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por conduta não dolosa, graves queimaduras decorrentes do contato com os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se aproximou e tocou.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz do entendimento do STJ.
A - Aplica-se ao caso a teoria do risco integral, de modo que Antônio deverá responder pelos danos sofridos por Joaquim, a menos que fique comprovada a culpa exclusiva da vítima ou a ocorrência de caso fortuito ou força maior.
B - Não é aplicável ao caso a teoria do risco integral, uma vez que Joaquim era um estranho, que não tinha qualquer relação jurídico-contratual com Antônio. A lesão foi cometida ao indivíduo e não ao meio ambiente e foram colocadas placas de sinalização que indicavam a presença de material tóxico.
C - A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a ela devem ser aplicados o princípio do poluidor-pagador e a responsabilidade objetiva por risco integral.
D - Se Antônio tivesse depositado os resíduos na condição de agente de entidade estatal, sua responsabilidade seria de natureza subjetiva, sendo necessário provar culpa lato sensu para que o Estado respondesse por condutas comissivas de seus agentes, causadoras de dano ao meio ambiente.
E - Caso Antônio tivesse depositado os resíduos de agente de entidade estatal e não como particular, sua provável responsabilidade obedeceria ao regime do risco administrativo.

A empresa ECO-CEL, líder nacional na produção de celulose branqueada, lançou resíduos químicos altamente poluentes em curso d’água nas proximidades do município de Curitiba. Tal fato, além de deixar a água imprópria para consumo, acarretou na morte de uma série de espécimes da fauna local e afetou a saúde das pessoas, que, inadvertidamente, fizeram uso da água contaminada.
Diante do exposto, é correto afirmar:
A - Caso o lançamento desses resíduos tenha sido acidental, ficará caracterizada uma excludente em matéria de responsabilidade civil ambiental, já que a empresa não deve assumir todos os riscos da atividade.
B - Para apurar a responsabilidade penal da empresa ECO-CEL, será relevante observar se a conduta foi realizada por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da empresa.
C - A responsabilidade penal da empresa ECO-GEL, pessoa jurídica, exclui a responsabilidade penal das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato, e é objetiva no caso em tela, já que as águas merecem uma proteção especial do Direito Ambiental.
D - A aplicação de sanção administrativa pelo ato lesivo ao meio ambiente e à saúde da população afasta a obrigação de reparar os danos causados, bem como a responsabilização penal da empresa.
E - A responsabilidade civil da empresa ECO-CEL, pessoa jurídica, é subjetiva em relação aos bens ambientais difusos e objetiva em relação aos sujeitos vítimas da contaminação.

O rompimento da barragem de uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores.
Sobre essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A - O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos à coletividade.
B - De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal entre o evento danoso e o dano causado.
C - Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes chuvas concorreram para a inundação das casas, haverá uma excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa de indenizar os danos sofridos.
D - A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as licenças ambientais para operação das atividades de mineração.
E - Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de execução da sentença.

Ao promover a ampliação de uma de suas Estações de Tratamento de Esgoto, sem a prévia obtenção de Licença de Instalação, a empresa TEM S.A. ocasionou danos ao meio ambiente. Esta conduta acarretará:
(A) responsabilidade Civil da TEM S.A., subjetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, objetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(B) responsabilidade Civil da TEM S.A., objetivamente; responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, subjetivamente, por ampliar obra potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa.
(C) apenas responsabilidade Civil da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura um ilícito civil e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(D) apenas responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, tendo em vista que a conduta descrita configura um crime ambiental e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.
(E) apenas responsabilidade Administrativa da TEM S.A., tendo em vista que a conduta descrita configura uma infração administrativa e que a prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in idem.

Prévia do material em texto

Questão 1 | DIREITO AMBIENTAL 
Vejamos a seguinte jurisprudência: 
 
“É da jurisprudência do Tribunal, firmada em casos semelhantes – 
relativos a crimes ambientais, que “o interesse da União para que 
ocorra a competência da Justiça Federal prevista no art. 109, IV, da 
Carta Magna, tem de ser direto e específico”, não sendo suficiente o 
“interesse genérico da coletividade, embora aí também incluído 
genericamente o interesse da União” (RE nº 166.943, 1ª T., 
03.03.1995, Moreira; 300.244, 1ª T., 20.11.2001, Moreira; 404.610, 
16.09.2003, Pertence; 336.251, 09.06.2003, Pertence; HC nº 81.916, 
2ª T., Gilmar, RTJ 183/3). No caso, não há falar em lesão aos serviços 
da entidade autárquica responsável pela fiscalização (STF, RE nº 
502.915/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 27.04.2007, p. 69)”. 
 
Considere a seguinte situação hipotética: um rio do Estado de Santa 
Catarina foi poluído por uma empresa, que teve seus barris de rejeitos 
rompidos. É sabido que não atingiu nenhum interesse da União, de 
autarquia e de empresas públicas, mas prejudicou a população que 
mora nas cidades à margem do rio. O julgamento do caso deverá ser 
de qual competência, conforme a jurisprudência apresentada? 
A 
Da Justiça Federal, pois cabe ao Ibama averiguar os danos 
ambientais. 
B 
Da Justiça Estadual, pois todos os órgãos fiscalizatórios são 
estaduais. 
C 
Da Justiça Estadual, pois não atingiu nenhum interesse dos entes 
federais. 
D 
Da Justiça Federal, pois este rio prejudicou as cidades que estão à 
margem. 
E 
Da Justiça Estadual, pois o dano ambiental é apenas local. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 2 | DIREITO AMBIENTAL 
(Procurador do Estado – PGE/PR – PUC – 2015) Considerando a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de 
Justiça, assinale a afirmativa CORRETA sobre o regime jurídico dos 
danos ao patrimônio ambiental e sua responsabilização. 
A 
Em conformidade ao princípio da precaução, para que sejam adotadas 
medidas precaucionais, a falta de certeza científica absoluta exige a 
demonstração do risco atual e iminente de danos que podem sobrevir 
pelo desempenho de determinada atividade econômica. 
B 
Em ação civil pública, a necessidade de reparação integral da lesão 
causada ao meio ambiente permite a cumulação de obrigações de 
fazer, de não fazer e de indenizar. 
C 
Embora no âmbito da responsabilidade administrativa seja 
dispensável a apuração da culpa na infração ambiental, a 
responsabilidade civil decorrente de danos ambientais aplica-se, como 
regra, a denominada teoria subjetivista. 
D 
No que toca à pessoa jurídica, o direito positivo brasileiro não acolhe a 
denominada tríplice responsabilidade por ação ou omissão lesiva ao 
meio ambiente, restringindo-a ao campo da responsabilidade civil e 
administrativa. 
E 
O princípio da precaução não foi acolhido pela Constituição vigente, 
ainda que se constitua como uma importante norma para evitar a 
ocorrência de danos ambientais graves e irreversíveis. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 3 | DIREITO AMBIENTAL 
Considerando as responsabilidades civil e administrativa no direito 
ambiental, assinale a alternativa correta: 
A 
A prescrição da pretensão punitiva na esfera administrativa não 
desobriga a reparação aos danos ambientais. 
B 
Prescreve em três anos a ação da administração, objetivando apurar a 
prática de infrações contra o meio ambiente, contada da data da 
prática do ato, ou, no caso de infração permanente ou continuada, do 
dia em que esta tiver cessado, salvo nos carros de prescrição 
intercorrente e quando o fato objeto da infração também constituir 
crime. 
C 
Pela Lei 6.938/81, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, 
o conceito de poluidor vincula-se à pessoa física ou jurídica, de direito 
público ou privado, diretamente responsável por atividade causadora 
de degradação ambiental. 
D 
O cometimento de nova infração ambiental pelo mesmo infrator, em 
um período de cinco anos, contados da lavratura de auto de infração 
anterior, devidamente confirmado em julgamento, conduz na aplicação 
da multa em dobro, no caso de cometimento da mesma infração. 
E 
Incide a prescrição no procedimento de apuração do auto de infração 
paralisado por mais de cinco anos, pendente de julgamento ou 
despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante 
requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da 
responsabilidade funcional decorrente da paralisação. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 4 | DIREITO AMBIENTAL 
(CESPE – 2015 – TJ-DF – Juiz de Direito Substituto - Adaptada) 
Antônio depositou, a céu aberto, resíduos tóxicos em terreno de sua 
propriedade. Embora a área fosse cercada e houvesse placas de 
sinalização informando a presença de material tóxico, o acesso ao 
terreno era fácil, consentido e costumeiro. Joaquim, um morador que 
não conhecia bem a vizinhança, passou pelo local e sofreu, por 
conduta não dolosa, graves queimaduras decorrentes do contato com 
os resíduos tóxicos, pois, ao ver esse material, ficou curioso, se 
aproximou e tocou. 
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta à luz do 
entendimento do STJ. 
A 
Aplica-se ao caso a teoria do risco integral, de modo que Antônio 
deverá responder pelos danos sofridos por Joaquim, a menos que 
fique comprovada a culpa exclusiva da vítima ou a ocorrência de caso 
fortuito ou força maior. 
B 
Não é aplicável ao caso a teoria do risco integral, uma vez que 
Joaquim era um estranho, que não tinha qualquer relação jurídico-
contratual com Antônio. A lesão foi cometida ao indivíduo e não ao 
meio ambiente e foram colocadas placas de sinalização que 
indicavam a presença de material tóxico. 
C 
A conduta de Antônio enquadra-se no conceito de dano ambiental e a 
ela devem ser aplicados o princípio do poluidor-pagador e a 
responsabilidade objetiva por risco integral. 
D 
Se Antônio tivesse depositado os resíduos na condição de agente de 
entidade estatal, sua responsabilidade seria de natureza subjetiva, 
sendo necessário provar culpa lato sensu para que o Estado 
respondesse por condutas comissivas de seus agentes, causadoras 
de dano ao meio ambiente. 
E 
Caso Antônio tivesse depositado os resíduos de agente de entidade 
estatal e não como particular, sua provável responsabilidade 
obedeceria ao regime do risco administrativo. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 5 | DIREITO AMBIENTAL 
O Informativo 714, do STF, dispõe: 
 
“É admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática de crime 
ambiental, ainda que absolvidas as pessoas físicas ocupantes de 
cargo de presidência ou de direção do órgão responsável pela prática 
criminosa. Com base nesse entendimento, a 1ª Turma, por maioria, 
conheceu, em parte, de recurso extraordinário e, nessa parte, deu-lhe 
provimento para cassar o acórdão recorrido. Neste, a imputação aos 
dirigentes responsáveis pelas condutas incriminadas (Lei 9.605/98, 
art. 54) teria sido excluída e, por isso, trancada a ação penal 
relativamente à pessoa jurídica. Em preliminar, a Turma, por maioria, 
decidiu não apreciar a prescrição da ação penal, porquanto ausentes 
elementos para sua aferição. Pontuou-se que o presente recurso 
originara-se de mandado de segurança impetrado para trancar ação 
penal em face de responsabilização, por crime ambiental, de pessoa 
jurídica (RE 548181/PR, rel. Min. Rosa Weber, 6.8.2013). 
No mérito, anotou-se que a tese do STJ, no sentido de que a 
persecução penal dos entes morais somente poderia ocorrer se 
houvesse, concomitantemente, a descrição e imputação de uma ação 
humana individual, sem o que não seria admissível a 
responsabilização da pessoa jurídica, afrontaria o art. 225, § 3º, da 
CF. Sublinhou-se que, ao se condicionar a imputabilidade da pessoa 
jurídica à da pessoa humana, estar-se-ia quase que a subordinar a 
responsabilização jurídico-criminal do ente moral à efetiva condenação 
da pessoa física. Ressaltou-se que, ainda que se concluísse que o 
legislador ordinário não estabelecera por completoos critérios de 
imputação da pessoa jurídica por crimes ambientais, não haveria 
como pretender transpor o paradigma de imputação das pessoas 
físicas aos entes coletivos. Vencidos os Ministros Marco Aurélio e Luiz 
Fux, que negavam provimento ao extraordinário. Afirmavam que o art. 
225, § 3º, da CF não teria criado a responsabilidade penal da pessoa 
jurídica. Para o Min. Luiz Fux, a mencionada regra constitucional, ao 
afirmar que os ilícitos ambientais sujeitariam “os infratores, pessoas 
físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas”, teria apenas 
imposto sanções administrativas às pessoas jurídicas. Discorria, 
ainda, que o art. 5º, XLV, da CF teria trazido o princípio da 
pessoalidade da pena, o que vedaria qualquer exegese a implicar a 
responsabilidade penal da pessoa jurídica. Por fim, reputava que a 
pena visaria à ressocialização, o que tornaria impossível o seu 
alcance em relação às pessoas jurídicas (RE 548181/PR, rel. Min. 
Rosa Weber, 6.8.2013).” 
 
O texto citado versa sobre: 
A 
A necessidade de avaliar o nexo de causalidade entre a pessoa física 
e a jurídica, para imputar a pena à pessoa física. 
B 
A impossibilidade da responsabilização da pessoa jurídica. 
C 
A necessidade de responsabilizar a pessoa jurídica juntamente com a 
física. 
D 
A responsabilização da pessoa física, primeiramente, e, depois, da 
pessoa jurídica. 
E 
A responsabilização da pessoa jurídica de forma isolada, ou seja, sem 
a necessidade de imputação simultânea do delito a qualquer pessoa 
física. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 6 | DIREITO AMBIENTAL 
(UFPR – 2011 – ITAIPU BINACIONAL – Advogado) A empresa ECO-
CEL, líder nacional na produção de celulose branqueada, lançou 
resíduos químicos altamente poluentes em curso d’água nas 
proximidades do município de Curitiba. Tal fato, além de deixar a água 
imprópria para consumo, acarretou na morte de uma série de 
espécimes da fauna local e afetou a saúde das pessoas, que, 
inadvertidamente, fizeram uso da água contaminada. Diante do 
exposto, é correto afirmar: 
A 
Caso o lançamento desses resíduos tenha sido acidental, ficará 
caracterizada uma excludente em matéria de responsabilidade civil 
ambiental, já que a empresa não deve assumir todos os riscos da 
atividade. 
B 
Para apurar a responsabilidade penal da empresa ECO-CEL, será 
relevante observar se a conduta foi realizada por decisão de seu 
representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no 
interesse ou benefício da empresa. 
C 
A responsabilidade penal da empresa ECO-GEL, pessoa jurídica, 
exclui a responsabilidade penal das pessoas físicas, autoras, 
coautoras ou partícipes do mesmo fato, e é objetiva no caso em tela, 
já que as águas merecem uma proteção especial do Direito Ambiental. 
D 
A aplicação de sanção administrativa pelo ato lesivo ao meio ambiente 
e à saúde da população afasta a obrigação de reparar os danos 
causados, bem como a responsabilização penal da empresa. 
E 
A responsabilidade civil da empresa ECO-CEL, pessoa jurídica, é 
subjetiva em relação aos bens ambientais difusos e objetiva em 
relação aos sujeitos vítimas da contaminação. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 7 | DIREITO AMBIENTAL 
(CESPE – 2016 – Juiz de Direito/AM) O fiscal de determinado órgão 
ambiental constatou que um madeireiro cortava árvores de espécies 
protegidas. O madeireiro apresentou autorização para cortar 
exemplares que apresentavam risco de queda, mas, dado o excesso 
de espécimes cortados, o fiscal considerou que a situação configurava 
tanto infração administrativa como crime ambiental. Considerou, 
ainda, após exame da autorização, que o documento estava em 
desacordo com as normas ambientais aplicáveis, inclusive por vício de 
competência. 
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta acerca 
de infrações ambientais e poder de polícia. 
A 
Se deixar de proceder à apuração mediante processo administrativo 
próprio, o fiscal poderá ser corresponsabilizado pelo corte ilegal das 
árvores. 
B 
A concessão de autorização e desacordo com as normas ambientais 
só configura crime se tiver havido dolo do servidor que a concedeu. 
C 
Para a lavratura do auto de infração, é desnecessária a análise do 
elemento subjetivo do madeireiro, pois a responsabilidade civil por 
dano ambiental é objetiva. 
D 
Cabem ao fiscal a lavratura de auto de infração ambiental e a 
instauração tanto do processo administrativo quanto do inquérito 
criminal contra o madeireiro. 
E 
É correto afirmar que o órgão de lotação do fiscal é o Ibama. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 8 | DIREITO AMBIENTAL 
(CESPE – 2016 – Prefeitura de Salvador – BA – Procurador do 
Município – 2ª. Classe - Adaptada) O rompimento da barragem de 
uma empresa de mineração provocou o vazamento de um bilhão de 
litros de resíduos de lama tóxica, a qual percorreu vários quilômetros, 
atingiu várias cidades nos arredores e inundou casas, provocando o 
desabrigamento de várias famílias. Em razão disso, o MP entrou com 
ACP contra a empresa, a fim de buscar indenização pelos danos 
ambientais causados à coletividade e, além disso, o ressarcimento 
dos prejuízos materiais e morais sofridos pelos moradores. 
Sobre essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
A 
O MP tem legitimidade exclusiva para pleitear indenização por danos 
à coletividade. 
B 
De acordo com a teoria do risco integral, não basta a ocorrência do 
ato ilícito para a configuração da obrigação de indenizar por parte da 
empresa mineradora, sendo necessária a configuração do nexo causal 
entre o evento danoso e o dano causado. 
C 
Caso fique comprovado que, além do rompimento da barragem, fortes 
chuvas concorreram para a inundação das casas, haverá uma 
excludente de responsabilidade que afastará a obrigação da empresa 
de indenizar os danos sofridos. 
D 
A responsabilidade pelo dano ambiental poderá ser afastada caso 
fique comprovado em juízo que foram obtidas pela empresa todas as 
licenças ambientais para operação das atividades de mineração. 
E 
Caso a empresa seja condenada a ressarcir os danos ambientais 
causados, o valor terá de ser depositado em um fundo para 
ressarcimento dos particulares que se habilitarem na fase de 
execução da sentença. 
Motivo: 
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Questão 9 | DIREITO AMBIENTAL 
(FCC – PGM – João Pessoa-PB- Procurador Municipal – ADAPTADA) 
A reincidência genérica na prática de infração administrativa ambiental 
é __________________, ensejando a aplicação de ______________ 
em _________. 
Complete as lacunas com as formas corretas. 
A 
Circunstância agravante, sanção de multa em grau apreciado 
discricionariamente, órgão sancionador. 
B 
Circunstância agravante, sanção de multa, triplo. 
C 
Circunstância agravante, livre apreciação, órgão sancionador. 
D 
Circunstância agravante, sanção de multa, dobro. 
E 
Qualquer influência, sanção, nova infração. 
Motivo: 
Enviar 
Questão 10 | DIREITO AMBIENTAL 
(Advogado da Sabesp/SP – 2014 – FCC) Ao promover a ampliação de 
uma de suas Estações de Tratamento de Esgoto, sem a prévia 
obtenção de Licença de Instalação, a empresa TEM S.A. ocasionou 
danos ao meio ambiente. Esta conduta acarretará: 
A 
responsabilidade Civil da TEM S.A., objetivamente; responsabilidade 
Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, subjetivamente, por ampliar obra 
potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade 
Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa. 
B 
apenas responsabilidade Civil da TEM S.A., tendo em vista que a 
conduta descrita configura um ilícito civil e que a prática de uma única 
conduta não poderá gerar mais de uma consequência jurídica, sob 
pena de ofensa ao princípio do non bis in idem. 
C 
apenas responsabilidade Administrativa da TEM S.A., tendo em vista 
que a conduta descrita configura uma infração administrativa e que a 
prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma 
consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in 
idem. 
D 
responsabilidade Civil daTEM S.A., subjetivamente; responsabilidade 
Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, objetivamente, por ampliar obra 
potencialmente poluidora sem licença; e responsabilidade 
Administrativa da TEM S.A., com provável imposição de multa. 
E 
apenas responsabilidade Penal da TEM S.A. e seus dirigentes, tendo 
em vista que a conduta descrita configura um crime ambiental e que a 
prática de uma única conduta não poderá gerar mais de uma 
consequência jurídica, sob pena de ofensa ao princípio do non bis in 
idem.

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