Ed
há 2 anos
Para analisar a questão, precisamos entender os mecanismos legais disponíveis para um cidadão que deseja questionar atos administrativos considerados lesivos à moralidade. Vamos analisar as alternativas: A) "Poderá ajuizar habeas data, assegurada a gratuidade da ação, por se tratar de ato considerado necessário ao exercício da cidadania." - O habeas data é utilizado para garantir o acesso a informações pessoais ou para retificar dados. Não é o instrumento adequado para questionar atos administrativos. B) "Tem legitimidade para propor ação popular, ficando isento de custas judiciais e ônus da sucumbência, salvo comprovada má-fé." - A ação popular é um instrumento adequado para que qualquer cidadão questione atos lesivos à moralidade administrativa, e realmente é isento de custas judiciais, salvo em casos de má-fé. C) "Deverá representar ao Ministério Público para o ajuizamento de ação civil pública, por faltar-lhe legitimidade para agir diante da ausência de prejuízo pessoal." - O cidadão tem legitimidade para propor ação popular, não necessitando representar ao Ministério Público. D) "Poderá valer-se de mandado de segurança coletivo, em defesa do interesse público subjacente à demanda, desde que munido de prova pré constituída da situação alegada em juízo." - O mandado de segurança é um remédio constitucional para proteger o direito líquido e certo, mas não é o mais adequado para questionar atos administrativos em geral. E) "Deverá valer-se da Defensoria Pública para a promoção de representação de inconstitucionalidade do ato perante o Tribunal de Justiça estadual." - A representação de inconstitucionalidade é um instrumento específico e não se aplica diretamente ao caso de questionar atos administrativos. Diante da análise, a alternativa correta é: B) tem legitimidade para propor ação popular, ficando isento de custas judiciais e ônus da sucumbência, salvo comprovada má-fé.
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