Ed
há 2 anos
Vamos analisar cada uma das alternativas com base na descrição sobre autonomia privada e dignidade humana: a) O processo judicial de curatela não poderá ser visto como instrumento de coisificação da pessoa curatelada, razão que justifica o fato dos efeitos jurídicos da curatela atingir apenas a gestão das questões patrimoniais. - Esta alternativa está correta ao afirmar que a curatela deve respeitar a dignidade da pessoa, mas não é totalmente precisa em relação aos efeitos da curatela. b) A pessoa com síndrome de down sujeita à curatela não tem autonomia jurídica para contrair matrimônio. - Esta afirmação é incorreta, pois a capacidade para contrair matrimônio não é automaticamente negada a pessoas com deficiência. c) É juridicamente inadmissível a curatela de pródigo no Direito civil brasileiro, haja visto que tais pessoas não possuem qualquer limitação quanto à sua capacidade civil. - Esta alternativa é incorreta, pois a curatela de pródigo é admitida, mesmo que a pessoa não tenha limitações totais. d) As pessoas são livres no que tange ao exercício do direito fundamental à propriedade privada, não podendo sofrer qualquer limitação ou intervenção do Estado, haja vista que tais possíveis intervenções caracterizam-se atos ilícitos. - Esta afirmação é exagerada, pois existem limitações legais ao direito de propriedade. e) O patrimônio e a autonomia privada são valores absolutos garantidos constitucionalmente, uma vez que pertencem à esfera das relações privadas e não são objeto de sistematização legal. - Esta alternativa é incorreta, pois a autonomia privada e o patrimônio podem sim ser objeto de regulamentação legal. Após essa análise, a alternativa que melhor se alinha à descrição e à interpretação do direito é a) O processo judicial de curatela não poderá ser visto como instrumento de coisificação da pessoa curatelada, razão que justifica o fato dos efeitos jurídicos da curatela atingir apenas a gestão das questões patrimoniais.
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João Morgado
há 4 meses
A alternativa correta é a a) O processo judicial de curatela não poderá ser visto como instrumento de coisificação da pessoa curatelada, razão que justifica o fato dos efeitos jurídicos da curatela atingir apenas a gestão das questões patrimoniais.
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