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@resumosodontologia ESTOMATOLOGIA Milena Almeida @resumosodontologia @resumosodontologia Diagnóstico O conjunto de dados clínicos obtidos através do exame (sinais e sintomas) do paciente, conduz e orienta para determinação de uma doença. Semiologia É o estudo dos sinais e sintomas. Sintomas: É relatado pelo paciente e representa manifestações subjetivas, ex: dor, coceira. Sinal: É observado pelo profissional e representa manifestações objetivas. Ex: mancha, elevação da mucosa. Sinal patognomônico Classificação da semiologia É dividida em 3 partes: Semiogênese Semiotécnica Propedêutica É exclusivo de uma doença e indica de maneira absoluta sua existência. É o estudo da formação dos sinais e dos sintomas no ponto de vista clínico. É a técnica de colheita dos sinais e sintomas. Utilizam-se os sentidos naturais do examinador, através de manobras. Realiza o estudo, análise e interpretação dos dados coletados na semiotécnica . @resumosodontologia Conduta clínica para estabelecimento do diagnóstico – tratamento Uma vez obitidos os sinais e sitomas procede-se à interpretação dos dados montando um quadro clínico. Prognóstico O prognóstico pode ser qualificado como: (bom, mau ou duvidoso). Está sempre associado ao tratamento . Tratamento O tratamento seá estabelecido para um doente específico acometido por uma determinada doença, sendo importante saber qual será o comportamento de uma terapia aplicada neste paciente. Tratamento de suporte Tratamento espectante Tratamento sintomático Proservação É o período após o tratamento em que o paciente será acompanhado durante o tempo indicado pela doença, no qual todas as possibilidades são esperadas (cura ou morte). É a manutenção da saúde geral do paciente através de alimentação, repouso e suplemento alimentar. Quando aguarda a evolução. É aquele usado para combater os sintomas apresentados. @resumosodontologia O termo anamnese é de origem grega e significa recordar. Clinicamente, deve ser entendida como a história evolutiva da doença, desde suas manifestações prodrômicas (manifestações iniciais ou precursoras de uma doença) até o estágio de evolução do momento do exame. Queixa principal Representa o motivo fundamental que levou o paciente à consulta e pode ser representada pela presença de indícios de anormalidade (ou sinais e sintomas). A queixa costuma ser denominada anamnese espotânea, pois é o paciente que relata a razão da visita. HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL Resulta no histórico completo e detalhado da queixa apresentada em toda a sua evolução. As perguntas devem ser claras e simples, procurando orientar o paciente a relembrar os fatos ocorridos desde o inicio do processo até o momento atual. Durante a obtenção da história atual, algumas perguntas são quase que sistemáticas: - Tempo de evolução do processo, isto é, quando se iniciou a sintomatologia. - Como eram no iníco os sinais e sintomas. - Recorde-se de algum fato que possa ter exacerbado a doença. História bucodental Último tratamento a que ele se submeteu, seu motivo, quais tratamentos foram feitos. Manobras semiotécnica As manobras de semiotécnica são os recursos clínicos utilizados para colher sinais. Insperção Utiliza-se a visão de modo direto (a olho nu) ou indireto por meio de espelhos. @resumosodontologia Palpação Tocar com a ponta dos dedos. Por meio da palpação colhem-se sinais pelo tato e pela compressão. Percussão Leves batidas originam vibrações por meio das quais se indentifica o estado físico da estrutura que está sendo percutida. A percussão pode auxiliar no diagnóstico da patologia periapical ou periodontal por meio da percusão vertical e horizontal. Percussão indireta - normalmente é feita com o cabo do espelho. Percussão direta – realizada diretamente com os dedos. Auscultação Ato de ouvir. Utilizamos essa técnica com o estetoscópio. É impotante na avaliação da ATM. Punção A punção consiste em introduzir a agulhade diâmetro amplo o suficiente para aspirar líquidos, por meio da tração do âmbolo. Diascopia Consistem em vizualizar uma determinada estrutura comprimida por uma lâmina de vidro. Sendo utilizada em lesões escuras, suspeita de hemangioma ou nevo. @resumosodontologia Citologia esfoliativa A citologia esfoliativa é um exame complementar de diagnóstico que utiliza células naturalmente eliminadas para estudo microcópio. A principal finalidade da citologia esfoliativa é a detecção de tumores malignos. Apesar de ser um exame altamente confiável, a citologia esfoliativa não substitui a biópsia, pois não define o tipo de lesão maligna. Pode-se colher o material pela punção. O material assim colhido é depositado em uma lâmina de vidro. FIDELIDADE DE DIAGNÓSTICO A citologia esfoliativa é um exame cuja fidelidade, para estudo de tumores malignos, está em torno de 95% . Classificação da citologia Classe I – normal Classe II – normal com atípicas para a região Classe III – suspeita de malignidade Classe IV – fortemente sugestiva de malignidade Classe V – malignidade Biópsia Na grande maioria das vezes, é um recurso necessário e seguro para obter o diagnóstico final da doença, mas naõ necessariamente funciona como tratamento para acondição. A biópsia é indicada para lesões que se apresentam sob forma de úlceras persistentes que não cicatrizam espontaneamente ou após o tempo. @resumosodontologia Os cuidados gerais aplicam-se a indivíduos portadores de alterações sistêmicas que de alguma forma comprometem a indicação, o ato e pós-operatório . Destacam-se os diabéticos, que tem a hemostasia alterada, o que pode provocar hemorragia. Esses indivíduos estão sujeitos a infecções, tem reparação tecidual e cicatrização retardadas. Destacam-se pacientes: Anêmicos Hemofílicos Transplantados Nefropata Hepatopatas As lesões de pequenas dimensões podem ser removidas totalmente, sem riscos de sangramentos. A biópsia pode ser : INCISIONAL Quando se retira um fragmento da lesão. EXCISIONAL Quando toda lesão é retirada. Existe uma técnica conhecida como técnica de descompressão utilizada em cistos, em geral de grandes dimensões. Retira-se uma porção da parede do cisto com a acápsula cisistica, juntamente com a mucosa que a recobre. É importante relatar o diagnóstico clínico ou a hipótese de diagnóstico. Com base na suspeita clínico-cirúrgica. No relatório deve conter : Nome Idade e sexo do paciente Data da coleta do material Descrição da lesão (forma, localização, dimensão, cor, base, contorno, textura, número). Breve relatório clínico Tipo de biópsia Devem-se formecer dados que auxiliem o exame histopatológico. @resumosodontologia Radiografia É parte integrante do exame clínico. O diagnóstico e o controle das lesões ósseas podem ser realizados com maior fidelidade, tornando-se acada vez mais precisos à medida que os recursos da radiografia se aplicam. O exame radiográfico de rotina deve fazer parte dos exames periódicos da boca e de suas estruturas anexas. Cintilografia É o estudo das imagens de alterações óssea obtidas por meio da injeção de uma substância radioativa na corrente circulatória. Ultrassonografia A maior parte dos tecidos biológicos transmite bem as ondas sonoras. O ar, o osso e as estruturas calcificadas possuem densidade muito diferenteda dos tecidos moles em geral. Imagem branca – hiperecoica Imagem escura – hipoecoica @resumosodontologia TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É realizada com uma fonte circular de emissão de raio X que gira ao redor da cabeça do paciente. Realiza aquisição simultanêa das imagens da maxila e da mandíbula. Além disso o exame permite ver a relação das duas arcadas. A tomografia tem aplicações importantes em todas as especialidades odontológicas. Na ortodontia é utilizada na avaliação de dentes inclusos e na análise de sua relação com estruturas adjacentes. Na implantodontia, a tomografia permite a avaliação quantitativa e qualitativa do osso alveolar, possibilitando a menssuração de sua altura e diimensão anteroposterior. Na cirurgia bucomaxilofacial, ela exerce um papel fundamental na detecção de fraturas do nariz, da maxila, da mandíbula e do arco zigomático, Dentes inclusos. @resumosodontologia Hemograma O sangue é considerado um tecido vivo formado por várias células diferentes entre si e com finalidade específicas. Hemograma é o estudo da contagem da células sanguíneas. Série vermelha – estuda as hemácias(ou eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Série branca – abrange a pesquisa dos leucócitos ( ou glóbulos brancos) representados pelos neutrófilos, eosinófilo, basófilos, linfócitos e monócitos. Série plaquetária – verifica a quantidade de plaquetas presentes em uma determinada amostragem de sangue colhida. As plaquetas são também chamadas de trombócitos. COAGULOGRAMA É composto por uma série de análise. De maneira geral, o tempo de protrombina (TP) avalia os fatores de coagulação. Outra análise de muita importância clínica presente no coagulograma é o índice de relação normalizada (INR), que consiste em uma relação matemática entre o valor normal do TP comparado com o valor encontrado na amostra de sangue. O INR é um exame fundamental para avaliação e controle de pacientes anticoagulados que necessitam de intervenções cirúrgicas INR: 1,0 – valor ideal, pois mostra o equilíbrio entre coagulação e anticoagulação. Neutrófilos Responsáveis pelo combate as bacterias. (infecção bacteriana neutrófilos ) Linfócitos Segundo mais comum dos glóbulos brancos. Principais linhas de defesa contra infecções virais e surgimento de tumores. @resumosodontologia São processos patológicos básicos que apresentam clínicamente várias alterações. Manchas ou mácula Modificação na coloração normal, sem que ocorra elevação ou depressão do tecido. - Apresentar cor, tamanho e forma variado. Exesso de melanina = mancha escura Falta de melanina = mancha clara Placa Lesão bem característica, elevada em relação ao tecido normal. - Superfície pode ser rugosa, verrugosa, ondulada ou lisa. - Consistente a palpação. @resumosodontologia Erosão Perda parcial do epitélio SEM exposição do tecidos conjuntivo. - Predominantemente de origem sistêmica. Úlcera ou ulceração Exposição de tecido conjuntivo. Úlcera – lesões de caráter crônico (persiste por semana ou meses ). Úlceração – lesões de curta duração. Vesículas e bolhas Elevação do epitélio contendo líquido no seu interior. Vesícula – lesões que não ultrapassam 3mm. Bolhas – lesões maiores. @resumosodontologia Pápula Pequenas lesões sólidas, circunscrita, elevadas, diâmetro não utrapassa 5mm. - únicas ou múltiplas. - arredondadas ou ovais. Nódulos Lesões sólidas, superficiais ou profundas. Pedínculadas – diâmetro maior que a base. Séssil – Diâmetro e a base são iguais. @resumosodontologia Lesões ulceradas Também conhecidas como feridas. Pode-se observar que a afta inicia de forma semelhande ao tipo mais comum de câncer na boca. O desenvolvimento do exame clínico identifica a afta que desaparece em poucos dias. AFTA É uma lesão ulcerada muito frequente, com características próprias e típicas. É pouco conhecida no ponto de vista etiologico e de tratamento. Ocorre em áreas pouco queratinizadas da mucosa bucal, como o soalho da boca e mucosa labial, sendo rara no palato duro e na gengiva inserida. É recidivante Etiologia É desconhecida. Algumas teorias tem sido citada na literatura envolvendo os fatores hereditários, psicossomáticos, hormonais e infecciosos. Manifestações clínicas Pode-se notar, do início, eritema localizado e uniforme, que aos poucos se torna vermelho. No segundo dia – a dor se intensifica e suge no local uma úlcera arredondada de contorno regular e uniforme, medindo não mais que 3mm de diâmetro, halo eritematoso, exudato acinzentado ou amarelo na porção central. A úlcera manifesta-se sempre em mucosa pouco queratinizada – soalho de boca, mucosa jucal, labial, ventre da língua e palato mole. @resumosodontologia DOR E ARDOR PROVOCADO OU ESPOTÂNEA Diagnóstico Evolução clínica. Prognóstico favorável e desaparece espontaneamente de 5 a 7 dias. Tratamento Anti-inflamatório tópico – pomada de triancinolona. ÚLCERA TRAUMÁTICA É frequentemente confundida com a afta. Porém se diferencia pelo aspecto clínico e pela etiologia. Etiologia Traumatismo, em geral mecânico, o qual pode ser instantâneo (ex: mordida na língua). Na maioria das vezes o agente traumático incide nos tecidos moles bucais como irritação crônica . Dentes cortantes ou pontiagudos. Alimentos Procedimentos odontológicos Manifestações clínicas É representada por úlceras únicas, profundas de contorno irregulares e dimensões variadas. Diagnóstico Exame clínico. Tratamento Remoção do agente traumático, caso não haja melhora deve-se usar analgésicos e anti-inflamatório tópico. @resumosodontologia Lesões vesiculares e bolhosas Essas lesões tem grandes possibilidade de ulcerar. A fase de vesícula ou bolha pode ser curta. Causadas por infecção: HERPES O herpes apresenta com lesões vesiculares mucocutâneas que ocorrem predominantemente no lábio e que ulceram com frequência. O 1º contato com o vírus ocorrer ainda na infância. Grante parte da população está contaminada, pois se expõe a pessoas portadoras durante a vida. Etiologia Causada pelo vírus do herpes simples (VHS), que tem afinidade por células epiteliais da mucosa bucaç e peribucal. Manifestações clínicas Fases iniciais – surgem vesículas em fundo eritematoso na mucosa, na semimucosa e na pele do lábio, em geral próximo à comissura. Essas vesículas se juntam formando bolhas que se rompem, dando a alterações que, na pele do lábio formam crostas, geralmente são umas próximas das outras de 4 a 7 lesões. Diagnóstico Exame clínico, antecedentes e evolução . Tratamento Aciclovir (5 vezes ao dia por 5 dias) – uso tópido. Via oral – 5 comprimidos por 5 dias. @resumosodontologia HERPES ZOSTER Lesões vesiculares mucocutâneas que ocorrem principalmente na pele e na mucosa sempre acompanhando uma terminação nervosa periférica. Etiologia Causada pelo vírus da varicela zóster. Manifestação clínica Vesículas, bolhas e crostas na pele peribucal, nariz, nas pálpebras e no palato, em geral UNILATERAIS, com dores de alta intensidade. Diagnóstico Exame clínico, evolução e exames. Tratamento Aciclovir + corticoides + analgésico Origem imunológica PÊNFIGO VULGAR É uma doença mucocutânea que eclode na mucosa bucal, principalmente na gengiva,muitas vezes simulando uma gengivite. Etiologia Origem imunológica. Manifestação clínica Aparecimento de bolhas intraepiteliais na mucosa e na pele com conteúdo transparente e límpido. Paciente apresenta mal-estar, febre e linfoadenopatia. As bolha rapidamente se rompe deixando áreas extensas ulcerada. Ocorre geralmente acima de 40 anos. Maior incidência no sexo feminino. @resumosodontologia Diagnóstico Sinal de nikolsky – após pressionar o local notará imediatamente que aparecerá uma bolha que se rompe. Tratamento Corticóides, imunossupressores, antibióticos e antifúngicos RÂNULA Aparece no soalho da boca. Apresenta as mesmas características da mucocele MUCOCELE Ocorre principalmente na mucosa labial inferior e no ventre anterior da língua, sob forma de bolha recoberta por camada tênue de mucosa deixando transparente o líquido no seu interior. Etiologia Traumatismo mecânico, em geral mordida no lábio inferior ou traumatismo por aparelho ortodôntico. Manifestação clínica Bolhas na mucosa labial inferior, geralmente em crianças. Diagnóstico Biópsia e aspecto clínico. Tratamento Cirúrgico. @resumosodontologia Lesões brancas e pigmentadas As lesões brancas que surgem na mucosa bucal tem como características principal o acúmulo de queratina. Diagnóstico diferencial Existem menbranas de coloração branca a que recebem úlceras. Essas menbranas, diferentemente das hiperqueratoses, destacam-se quando raspadas. O traumatismo crônico por meio dos dentes provoca uma hiperqueratose linear acompanhando a linha de oclusão LINHA ALBA Não é incomum ocorrerem menbranas brancas recobrindo áreas que sofreram traumatismo mecânico instântaneo, como em pacientes que receberam anestesia local. Existem ainda lesões de aspecto branco que surgem de forma desconhecida, como as LEUCOPLASIAS Etiologia As lesões brancas da mucosa bucal se desenvolvem a partir de reação hiperqueratótica que resulta do aumento da camada superfícial de queratina do epitelio, pelo estimulo de agentes agressivos como tabagismo, etilismo e traumatismo mecânico prolongado. HIPERQUERATOSE É representada clínicamente por placa branca tênue que não é removida pela raspagem . Áreas mais comuns: Ventre lateral posterior da língua Mucosa bucal Palato duro Etiologia É uma hiperplasia da camada superfical de queratina induzida por agentes agressores, que podem ser um trauma mecânico crônico. @resumosodontologia Dentes fraturados Com cárie Hígidos A hiperqueratose pode também ser provocada pela ação química tóxica dos produtos do fumo – tabaco, alcatrão, nicotina. ESTOMATITE NICOTÍNICA O lábio inferior apresenta com frequência hiperqueratose na semimucosa (vermelhão) provocada pela radiação solar. QUEILITE ACTÍNICA Diagnóstico Clínico e histopatológico ● Pode-se utilizar o azul de toluídina (teste de Shedd)pincelando-o sobre a área branca. Remove-se o excesso do corante por meio de bochechos. Onde houver impregnação residual azul, deve-se fazer citologia esfoliativa ou biópsia. Tratamento Afastar do agente causal @resumosodontologia LEUCOPLASIA Leucoplasia (leuco = branco; plasia = crescimento) é uma lesão representada por placa branca que se desenvolve na mucosa bucal, em geral, provocada por trauma mecânica ou pelos produtos e pelo fumo ou ainda o uso prolongado do álcool. A leucoplasia NÃO é destacada pela raspagem e não desaparece após remover o agente causador. As áreas mais comuns: Lábios Borda lateral da língua Mucosa julgal Outro tipo de leucoplasia é a Leucoplasia verrucosa - maior possibilidade de malignização. Diagnóstico Clínico e exames histopatológicos. Tratamento Cirúrgico. O material retirado deve ser encaminhado para o histopatológico. LÍQUEN PLANO É uma doença mucocutânea que atinge com maior freqüência somente a mucosa bucal. A lesão é constituída por placa branca localizada, com variação no formato. O aspecto clássico e mais frequente é o reticular, que se desenvolve bilateralmente na mucosa jugal sob forma de placas filiformes. @resumosodontologia Etiologia A lesão resulta da reação imunologica sendo muito comum em pacientes com distúrbios emocionais. Diagnóstico Bilateralmente. Estrias de Wickham Tratamento Corticoides – diminui os sitomas como queimação. Muitas vezes o desaparecimento da lesão coincide com a melhora do estado emocional. NEVO BRANCO ESPONJOSO O nevo branco esponjoso apresenta-se indolor como uma placa rugosa, branca ou branco-acinzentada opaca, com textura esponjosa. Na maioria das vezes, a lesão é grandes proporções (SIMÉTRICO e BILATERAL). Podendo ser confundida com leucoplasia. Etiologia É uma lesão de origem hereditária por gene autossômico dominante e que se torna evidente na infância. Diagnóstico Biópsia Tratamento Não a necessidade de tratamento, realizar exames periódicos. @resumosodontologia Lesões pigmentadas São manchas escuras que ocorrem na mucosa bucal, com coloração diferente da mucosa normal. São provocadas por pigmentos próprios do organismo ou adquiridos do meio externo. O fator relacionado aos pigmentos próprios da mucosa bucal – MELANINA e HEMOGLOBINA . Na pigmentação endógena – os pigmentos naturais produzidos pelo próprio organismo que normalmente circulam nos tecidos principalmente a melanina, podem estar em certos pontos da mucosa provocando – machas escuras. A pigmentação exógena é causada pela deposição de material estranho nos tecidos por contato ou por ingestão de substâncias que depositam nos tecidos bucais. Ex: manchas por deposição de amálgama. PIGMENTAÇÃO MELÂNICA A pigmentação melânica fisiológica é uma alteração constitucional na forma de manchas provocadas pelo aumento da produção e deposição de melanina. É observada mancha enegrecida que ocorre geralmente em toda a extensão da gengiva inserida, por vestibular. TATUAGEM POR AMÁLGAMA A tatuagem por amálgama gera manchas azuladas, acinzentadas ou enegrecidas localizadas em algum ponto da mucosa. É comum o aparecimento dessas manchas na mucosa corresponde ao ápice do dente submetidos a uma obturação retrograda. @resumosodontologia Crescimentos teciduais causados por traumatismo O tecido conjuntivo responde a agentes traumáticos com um aumento cujo conteúdo é tipicamente inflamatório. A massa desses crescimentos é composta principalmente de tecido de granulação, vasos neoformados, células de defesa e fibroblastos. O agente traumático é físico-mecânico, de baixa intensidade, de ação prolongada e intermitente. A presença de dentes, próteses, espículas ósseas, corpos estranhos, alimentos durante a mastigação. A resposta do organismo varia conforme o tempo de aplicação, a frequência e intensidade do agente traumático e as características individuais do paciente. Pode-se observar clinicamente as sequintes lesões: Granuloma gengival Granuloma piogênico Lesão periférica de células gigante Hiperplasia fibrosa infamatória Fibromatose gengivais GRANULOMA GENGIVAL É uma lesão nodular globosa que emerge da papila interdental, medindo cerca de 0,5 cm. Tem coloração rosa escuro a vermelho intenso. As lesões pouco avermelhada são pouco consistente à palpação e se torna isquêmico quando comprimidas. A mucosa que reveste a boca é uma das mais susceptíveis a traumatismo. Tem evolução indolor. GRANULOMA PIOGÊNICO O granuloma piogênico é um granuloma gengival que ulcerou e infectou, apresentando mesclas de áreas eritematosase amareladas. Tratamento Remoção do agente traumático e remoção cirúrgica. @resumosodontologia LESÃO PERIFÉRICA DE CÉLULAS GIGANTES É uma lesão nodular que emerge de forma éssil da mucosa do rebordo alveolar. É avermelhada e pode atingir até 3cm, tendo em geral coloração marrom, contorno irregular e superfície brilhante. A lesão é pouco consistente a palpação. Seu aspecto clínico pode se assemelhar ao hemangioma. Por suas simensões e agressividade, pode atingir o osso alvolar. Etiologia Trauma instantâneo e de alta intensidade. Tratamento Remoção cirúrgica com grande margem de segurança. Pois pode ter recidiva. HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA A HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA DO PALATO – é provocada pelo uso de prótese total superior confeccionada com uma depressão central mediana conhecida como câmara de vácuo. Tratamento Afastar o agente agressor e reavaliar após 7 a 15 dias. @resumosodontologia FIBROMATOSE GENGIVAL IRRITATIVA Etiologia Desenvolve-se de maneira geral, a partir do ressecamento da mucosa gengival anterior por vestibular em respiradores bucais. Manifestações clínicas Nota-se aumento das papilas gengivais interdentais, formando nódulos. Tratamento Na fase inicial, pode-se esperara regressão afastando os fatores irritativos. Se a fibrose persistir deve-se realizar gengivectomia. FIBROMATOSE GENGIVAL HEREDITÁRIA Etiologia É uma anomalia de desenvolvimento que resulta de fator genético Manifestação clínica Apresenta crescimento tecidual fibrótico, recobrindo total ou parcialmente os dentes anterossuperiores. Tratamento Gengivectomia ou ulectomia. @resumosodontologia FIBROMATOSE GENGIVAL MEDICAMENTOSA Etiologia O agente que provoca a hiperplasia gengival está contido em certoos medicamentos, como dilantina (anticonvulsivante), ciclosporina (imunossupresso). Manifestações clínicas Podem-se notar massas nodulares firmes, róseas, de superfície brilhante, textura lisa e contorno irregular. São lesões múltiplas que mergem da gengiva livre e inserida por vestibular, palatina e lingual. Essas massas variam na intensidade de crescimento e se desenvolvem de forma que possam recobrir as coroas dos dentes. Tratamento Gengivectomia @resumosodontologia A presença de microorganismos novos na boca de um organismo saudável nem sempre apresenta caráter lesivo, pois pode propiciar a formação de anticorpos para combater uma eventual futura doença. A inflamação tem ação protetora. Porém, se a reação inflamatória de inicio é benéfica, com o passar do tempo pode causar necrose do tecido inflamatório. O 1º estágio pelo qual passa um processo inflamatório é o agudo, caracterizado clinicamente pela presença dos sinais cardinais da inflamação. Edema – a histamina promove uma disjunção das células endoteliais, aumentando a permeabilidade vasculare saída do líquido plasmático. Rubor – esse sinal ocorre em decorrência da abertura dos esfincteres pré-capilares estimulados por animais vasoativas, como serotonina e bradicina, que levam ao aumento da irrigação local. Calor – resultado do aumento da função metabólica principalmente das fibras musculares. As reações que provocam aumento de aporte anguíneo propiciam aumento de temperatura. Dor - a inflamação aguda é proveniente da estimulação pela prostaglandinas e pela histamina. CANDIDÍASE A candidíase é tambem conhecida como sapinho. @resumosodontologia Etiologia É causada por fungo. A candida albicans. Esse fungo faz parte da microbiota bucal na forma de levedura, não patogênica. Manifestações clínicas Apresenta-se como uma menbrana branco- acinzentada, destacável a raspagem, superfície irregular e brilhante. Diagnóstico diferencial Observar se destaca a raspagem. Qualquer fator que altere o equilíbrio do ecossistema bucal pode ocasionar ou favorecer o aparacecimento da candidíase. Fatores sistêmicos – estresse físico e emocional, diminuição do fluxo salivar, uso de fumo, uso de prótese. Uso de medicamentos – corticoides (dificultam a defesa local), antibiótico (inativam bácterias total ou parcial). Tratamento Fluconazol – 1 comp de 200mg (apenas uma dose) Nistatina PARACOCCIDIOIDOMICOSE É uma doença sistêmica cuja sintomatologia inicial geralmente ocorre na boca, que serve como porta de entrada. A infecção e o comprometimento inicial ocorre no pulmão, e a infecção bucal sucede a pulmonar. Etiologia Causada pelo Paracoccidioides brasiliensis, fungo. Normalmente a transmissão ocorre por inalação. A grande maioria dos indivíduos contaminados trabalha como lavrador. Como o fungo é resistente ao calor, pode permanecer na palha do milho. A gengiva é o sítio de prevalência da lesão bucal. Manifestação clínica Lesão ulcerada, micropapulas avermelhadas, puntiformes, assentadas em meio à ulceração esbranquiçada, em geral extensas. @resumosodontologia É comum sangramento ao toque ou mesmo espontâneo, ocorre principalmente na gengiva livre e inserida, ficando muitas vezes latente no sulco gengival .Diagnóstico diferencial A base não endurecida Diagnóstico Citologia esfoliativa Biópsia Tratamento Sulfa, anfotericina B. GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE A gengivite ulcerativa necrosante (GUN) é uma doença infecciosa que ocorre na gengiva. Etiologia Doença bacteriana. Manifestação clínica Úlceras extremamanete doloridas, localizadas na gengiva inserida e livre, principalmente região anterior. Atinge a papila interdental, aspecto de papila invertida. Por causa da necrose e da presença de restos alimentares e células , a GUN produz um odor fetído. O paciente refere gosto metálico, dor, aumento de temperatura, mal estar e linfoadenopatia. Diagnóstico Clínico @resumosodontologia Tratamento Higienizar o local com enxaguantes, realizar o tratamento periodonta + antibiótico (cefalotina, cefalosporina e ampicilina) 500mg, de 6 em 6 horas. SÍFILIS É uma doença infecciosa humana cuja transmissão se dá exclusivamente por contato. Etiologia Causada pelo Treponema pallidum, transmitido muitas vezes pelo contato sexual. A infecção se manifesta no local de inoculação, atingindo rapidamente a circulação. Manifestação clínica Varia de acordo com a fase em que se encontra a doença. A sífilis primária ocorre 2 a 4 semanas após o contágio, no ponto de inoculação, na forma de úlcera ou erosão. Quando atinge a línggua e os lábios, a úlcera é profunda de base endurecida, com bordos elevadoos e crateriforme. A duração da fase primária – o paciente imagina que está curado, pois a lesão desaparece cerca de 20 dias após seu aparecimento. No período de 2 a 4 semanas depois disso, inicia-se o aparecimentode lesões cutãneas, linfoadenopatias difusa, mal-estar e febre, que corresponde a fase secundária. Na fase secundária – ocorre lesões cutâneas em todo corpo, inclusive nas palmas da mãos e nas plantas dos pés, sob forma de úlceras. O paciente refere dor muscular, cefaleias e acentuada perda de peso. Na fase terciária – a sífilis está em sua forma clínica mais grave, pois pode desenvolver distúrbios sistêmicos graves. Sífilis congênita – ocorre contaminação do feto pela mãe infectada, ainda na vida intrauterina, provoca alterações de desenvolvimento. Incisivos de em forma de barril. Molares de amora. @resumosodontologiaDiagnóstico diferencial Características clínicas Tratamento Na fase primária – Penicilina G benzantina HERPES Etiologia Causada pelo vírus VHS-1. Após a infecção primária, o vírus penetra nas células epiteliais, onde permanece em estado latente, mantendo-se assim em equilíbrio com o hospedeiro, até que fatores estimulantes façam com que o vírus se axacerbe, provocando recidiva. Alguns fatores faz com que a doença se manifeste: Frio Calor excessivo Sol Baixa na imunidade Estresse Manifestação clínica A 1º manifestação clínica da doença ocorre com crianças de 6meses a 5 anos. Cerca de um dia ou horas antes da eclosão da doença, ocorre sensações variadas como : prurido, queimação ou formigamento, eritema. @resumosodontologia Em seguida surge vesículas múltiplas. - se rompem 2 a 3 dias após seu aparecimento, deixando úlceras próximas umas das outras. Se regeneram de 7 a 15 dias. A sintomatologias das lesões recidivante é menos sevrea do que a da primeira eclosão. Ocorre edema e eritema do lábio, de 12 a 24 horas terá os sintomas prodrômicos no local: ardor, queimação, prurido, desconforto, parestesia. (cerca de 12 horas depois surge as vesículas) Diagnóstico Aspecto clínico Tratamento Aciclovir 5x ao dia, durante 5 dias. ZÓSTER Etiologia Cauasado pelo vírus da varicela zóster. Manifestação Clínica Vesícula e bolhas na pele e na mucosa. As vesículas se rompem dando lugar a úlceras crostas. São múltiplas úlceras, umas próximas das outras conhecido como cobreiro. Tratamento É o mesmo tratamento para herpes, acrecido corticoides. @resumosodontologia OSTEOMIELITE São infecções que acomete os ossos da maxila. As osteomielites podem ser AGUDAS ou CRÔNICAS. AGUDAS A osteomielite aguda ocorre toda vez que o microrganismo apresenta maior poder de patogenicidade e o organismo não consegue combater. Etiologia A condição está associada, a traumatismo mecânico, como exodontias de dentes que propiciaram infecção. Após a exodontia o alvéolo foi contaminado ou ainda quando ocorre contaminação óssea externa. Inicia-se por meio de abscesso dentoalveolar, sendo comum seu desenvolvimento em estruturas ósseas acometidas de infecção odontogênica. Manifestações clínicas Dor, febre, mal-estar. Pele apresenta aumento pouco consistente à palpação, eritematosa, brilhante e com temperatura elevada. Radiograficamente, pode-se encontrar reabsorção óssea difusa. Tratamento Atibioticoterapia e drenagem na secreção purulenta. CRÔNICAS A osteomielite crônica costuma surgir após a osteomielite aguda. O que caracteriza a fase crônica é a presença de – sequestros ósseos. Manifestações clínicas São semelhantes ás da osteomielite aguda, mas muito mais brandas. Permanece uma fístula produtiva, drenando exudato purulento. Radiograficamente Nota-se reabsorção óssea irregular, podendo observar presença de seuqestros ósseo. @resumosodontologia Tratamento Localizar o agente causal, e antibiograma. ALVEOLITE Quando o cóagulo se desloca do alvéolo. Etiologia Exodontias em que houve contaminação do alvéolo. Manifestações clínicas Restringem-se ao osso alveolar, apresentando sintomatologia dolorosa de grande intensidade. Tratamento Curetagem e irrigação do alvéolo. OSTEOMIELITE CRÔNICA COM PERIOSTITE PROLIFERATIVA Etiologia Esta reação do periósteo pode ser explicada pela progressão de infecção odontológicaque trespassa tábua óssea vestibular, provocando a reação periosteal pela presença da infecção. Manifestação clínica Ocorre exclusivamente em crianças. A condição tem períodos de exacerbação da sintomatologia. Tratamento É realizado para extinguir o foco infeccioso, por meio do tartamento endodôntico. OSTEONECROSE Tem-se utilizado medicação á base de bifosfonatos para o tratamento de uma série doenças (osteoporose, displasia fibrosa, osteogênese imperfeita, entre outras). Se por um lado o efeito terapêutico é eficiente, os efreitos colaterais podem ser observados. A osteonecrose que ocorre nos ossos maxilares, principalmente mandíbula. @resumosodontologia Etiologia É causada por fámacos que contém compostos bifosfonatos nitrogenados em sua composição. Os mais usados são: - Alendronato - Zolendronato - Risedronato - Pamidronato Manifestação clínica Radiograficamente como sinal precoce de osteonecrose – lâmina dura que não se remodela, na madíbula apresenta-se osso exposto ao mínimo traumatismo. Tratamento Antibioticoterapia por via oral. ●Doxicilina 100mg – 1x ao dia ●Levofloxacino 500 mg – 1x ao dia ●Penicilina V 500mg – 4x ao dia @resumosodontologia As glândulas salivares fazem parte dos órgãos anexos ao tubo digestório. Elas exercem papel fundamental no mecanismo da digestão produzindo amilase salivar - um enzima que atua diretamente sobre o bolo alimentar como catalizador no processo da degradação. SIALADENITE RECORRENTE É uma inflamaçãoda glândula salivar parótida de etiologia desconhecida, com períodos de remissão e exacerbação. Parece ter origem em xerosttomia prolongada, infecções retrógradas do ducto parotídeo, anti- hipertensivos, antidepressivos, anti- histamínicos. Observa-se aumento lento e progressivo de uma das gglândulas parótidas, que se torna dolorosa e inflamada. Tem duração de 1semana ou menos,regredindo totalmente ou parcialmente. Tratamento Depende da fase evolutiva em que o processo se encontra. Antibiótico ou anti- inflamatório. MUCOCELE Trata-se de uma lesão com aparência cística. Ela costuma ser classificada como fenômeno de retenção de muco. Etiologia Forma-se apartir de traumatismo mecânico, como mordida ou machucado por aparelhos ortodônticos. O traumaismo provoca o rompimento do ducto ou mesmo da glândula menor, provocando acumulo de saliva e consequentemente surgindo bolhas na qual a saliva fica retida. Clinicamente Observada principalmente nas crianças, na maioria das vezes no lábio inferior, assim como na mucosa jugal e no ventre da língua. Tem a forma de bolha e varia bastante em tamanho, contendo saliva no seu interior. @resumosodontologia Diagnóstico É feito a punção. Para estabelecer o diagnóstico definitivo. Tratamento Cirúrgico com remoção total da lesão. RÂNULA A rânula é uma bolha contendo saliva em tudo à mucocele. ● Localização – soalho da boca. ● Tamanho – maior que a mucocele. ● Tipo de glândula acometida - glândulas menores ou ductos das glândulas ou submandibular. SIALOLITÍASE Sialolitos são estruturas calcificadas que se desenvolvem no sistema de ductos nas glândulas salivares maiores. Os sialólitos são decorrentes a deposição de sais de cálcio nas paredes dos ductos, geralmente em áreas que favorece essa deposição- defeitos das paredes dos ductos, acidentes anatômicos. É comum o cálculo ser expelido espontaneamente pela pressão que a saliva retida exerce, muitas vezes deslocando-o que permite o esvaziamento da glândula. @resumosodontologia SÍNDROME DE SJOGREN Trata-se de uma disfunção imunológica crônica caracterizada por aumento da glêndula salivares e sintomatologia de secura persistente de olhos e na boca. Etiologia O distúrbio imunológico resulta em uma inflamação crônica que pode estar associada a fatores endócrino-metabólicos e ∕ ou microbiológicos. Manifestação clínica PRIMÁRIA – envolve exclusivamente as glândulas salivares e lacrimais,provocando hipossalivação e consequentemente sensação de boca seca (xerostomia) e secura conjuuntival (xeroftalmia). SECUNDÁRIA – ocorre em glândulas salivares e lacrimais acompanhada de comprometimento sistêmico com desenvolvimento de artrite reumatoide, lúpus eritematoso. Essa síndrome acomete pacientes do sexo feminino adultos. Tratamento Realizado a base de corticoides por via oral e estimulação do fluxo salivar. TUMORES DAS GLÂNDULAS SALIVARES Os tumores das glândulas salivares podem originar-se de glândulas salivares menores, maiores ou ainda glãndulas acessórias. Algumas glãndulas salivares envolvidas em tumores continuam produzindo saliva, principalmente em tumores banignos e malignos. Por isso é incomum o paciente referir que o tumor aumenta em volume . Um sinal relativamente comum nos casos de tumores malignos é a paralisia facial unilateral, que pode ser total ou parcial. @resumosodontologia TUMOR BENIGNO ADENOMA Adenoma é o tumor de maior ocorrência entre os tumores de glândulas salivares. Manifestações clínicas A localização mais comum são as glândulas salivares do palato duro, próximo ao palato mole, e a glândula parótida. Pode ocorrer na mucosa do lábio superior, tem evolução lenta e se apresenta clínicamente como nódulo firme à palpação, dimensões variadas. É indolor e em geral autolimitado. Exames complementares Tomografia computadorizada, ultrassonografia e ressonância magnética. Tratamento Cirúrgico. @resumosodontologia CARCINOMA MUCOEPIDERMOIDE Desenvolve-se por meio de duas formas, que se distinguem pela difrença de comportamento clínico e histológico. Carcinoma mucoepidermoide de baixo grau de malignidade – tem melhor prognóstico, com semelhanças clínicas dos tumores benignos. Carcinoma mucoepidermoide de alto grau de malignidade – mais agressivo. Manifestação clínica Acomete as glândulas salivares menores do palato e se apresenta clínicamente como um nódulo séssil, em geral ulcerado. Exames complementares Biópsia Tratamento Cirúrgico com margem de segurança. Em casos mais avançados quimioterapia . ADENOCARCINOMA Também chamado de CARCINOMA DE CÉLULAS ACINARES. A maioria dos tumores das glândulas salivares parece sugir do epitélio do sistema de ductos. Porém, algumas lesões se desenvolvem a partir das células acinares ou serosas. Ocorre principalmente na parótida, mas pode ocorrer com menor frequência, nas glândulas salivares menores no palato Manifestações clínicas Tem baixa malignidade, e seu comportamento clínico é pouco agressivo. Pode ser primárrio glândulas salivares, mas pode ser metastático de adenocarcinoma. Tratamento Remoção cirúrgica com margem de segurança. @resumosodontologia CARCINOMA ADENOIDE CÍSTICO Lesões histologicamente semelhantes se desenvolvem nas glândulas lacrimais e nas glândulas da faringe, da traqueia, dos brônquios e das mamas. Características clínicas As glândulas salivares comumente envolvidas são as glândulas menores do palato duro, seguida da parótida e das submandibulares. Nódulos que se desenvolvem de forma lenta. Tratamento Cirúrgico com margens de segurança. @resumosodontologia Na maioria dos casos, não tem origem definida. Porém pode ocorrer o aparecimento de lesões tumorais benignas estimadas por fator traumático mecânico ou virótico. FIBROMA É uma lesão nodular globosa, submucosa, em geral pedinculada. Apresenta coloração normal da mucosa ouu é ligeiramente mais clara, em virtude do conteúdo de sua massa. O tamanho variável de 3mm de diâmetro. É encontrado em qualquer região da mucosa bucal, eventualmente na gengiva. Pode originar-se de hiperplasia fibrótica provocada por trauma. PAPILOMA O papiloma é uma lesão nodular globosa, perdiculada, verrugosa, filiforme ou papilífera, de coloração esbranquiçada, superfície opaca e textura áspera. Apresenta pequenas dimensões, cerca de 1 a 5 mm. Pode ocorrer em qualquer área da mucosa bucal, sendo prevalente: Semimucosa labial Dorso da língua Palato duro. Pode estar associado a traumatismo mecânico crônico de baixa intensidade, em alguns casos associado ao HPV. Tratamento Cirúrgico com margens de segurança, espera-se recidiva. @resumosodontologia LIPOMA É uma lesão oriunda de tecido gorduroso. É representado por lesão nodular, submucosa, em séssil, pouco consistente a palpação, globosa. Ocorre principalmente na mucosa jugal. A mucosa que reveste é normal. É comum observar coloração amrelada, propiciada pelo tecido gorduroso que ocupa sua massa. Varia de 10 mm . HEMANGIOMA Tem características próprias e são anomalias de desenvolvimento. Etiologia Tem origem congênita, a maioria dos casos são detectada durante o 1º ano de vida. Manifestações clínicas Bolhas de cpnteúdo sanguíneo ou mesmo manchas de coloração avermelhada ou arroxeada. Tamanho é extremamente variável, desde pouco milimetros até vários centímetros. Diagnóstico Compressão Tratamento Cirurgia @resumosodontologia Cavidade patológica com conteúdo fluido, semifluido, que NÃO é formada por acúmulo de secreção purulenta. ETIOLOGIA Proliferação de remanescentes epiteliais associados a formação dos dentes. Cisto Dentígero Origina-se da separação do folículo que fica ao redor da coroa e se conecta pela JAC (Junção Cemento Esmalte). Manifestações clínicas - Dentes impactados . - Mais prevalente no gênero Masculino, jovens 10-70 anos. - ASSINTOMÁTICO Manifestações radiográficas - Imagens radiolúcidas unilocular. Tratamento - Enucleção cirúrgica . - Remoção ou não do dente. Cisto Gengival Cisto gengival do adulto Cisto gengival do recém nascido Etiologia - Restos da lâmina dentária Manifestações clínicas ●Recém nascido -Rebordo alveolar - Perólas de Epstein ● Adultos - Gengiva vestibular e mucosa alveolar - Cor azulada ou cinza *Reabsorção em tarça* Tratamento Cirúrgico Enucleação: remover o cisto @resumosodontologia Cisto Periodontal Lateral Gênero mais prevalente em homens. - Localização: PMI, região anterior da maxila Manifestações radiográficas - Área radiolúcida. - Reabsorção radicular . Tratamento - Enucleação Cisto de Erupção Também conhecido como Hematoma de erupção. - Associado a um dente em processo de erupção Manifestações radiográficas - Aumento de volume em tecido mole. - Aspecto azulado. - Mais comum em dentes Tratamento Excisão Cistos Odontogênico Glândular Cisto raro. Manifestações clínicas - Geralmente pacientes de 40-50 anos. - Maior acometimento da mandíbula. - Pode apresentar comportamento agressivo. Manifestações radiográficas - Imagem radiolúcida - Uni ou Multilocular Tratamento Enucleação e curetagem * Propensão para recidiva * ICI decíduos 1º M permanente ICS decíduos @resumosodontologia Ceratocisto Odontogênico Surge a partir dos restos celulares da lâmina dental. * É tratado como cisto mas se comporta como tumor* Manifestações clínicas - De 10 a 40 anos. Pequenos – ASSINTOMÁTICO Grandes Manifestações radiográficas -Área radiolúcida uni ou Multilocular. - Bem delimitada com margens esclerótica. - Sem expansão Óssea - Pode reabsorção óssea. Tratamento Enucleação + Curetagem Cisto Odontogênico Calcificante Lesão incomum, com diversidade histopatológica e comportamento variável.Manifestações clínicas - Predominante intra-ósseo. - 65 % na região de incisivos e caninos. Manifestações radiográficas - Área radiolúcida, UNILOCULAR - Reabsorção radicular. Tratamento Enucleação Cisto Odontogênico Ortoqueratinizado Manifestações clínicas - Predominante em adultos jovens. - 2x mais freqüente na maxila. Manifestações radiográficas - Imagem radiolúcida, unilocular. Tratamento Enucleação REFERÊNCIA Livro: Nevilli Dor Edema Drenagem