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1	
 
11 – INSTRUMENTAÇÃO E RASPAGEM 
PERIODONTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	 2	
INSTRUMENTOS E INSTRUMENTAÇÃO EM PERIODONTIA 
 
Os instrumentos periodontais tem como finalidade de realizar o exame clínico, raspagem 
supragengival, raspagem e alisamento subgengival, acabamento e polimento dentário e cirurgias 
periodontais. 
Já a Instrumentação Periodontal, ou Raspagem e Alisamento Periodontal, é o processo 
pelo qual remove-se o biofilme e o cálculo da superfície dentinária supragengival e infragengival. 
O tratamento periodontal deve ser realizador em três estágios: 
- desbridamento – instrumentação para a ruptura e remoção do biofilme microbiano 
- raspagem – instrumentação para a remoção de cálculo 
- alisamento radicular – instrumentação para remover cemento e dentina contaminados 
 O biofilme subgengival causador do cálculo é repleto por bactérias. Este cálculo propicia 
uma superfície ideal para a retenção e consequente colonização bacteriana subgengival, sendo 
este o motivo principal não só para a remoção do cálculo, mas também do alisamento das 
estruturas radiculares. 
INSTRUMENTOS PERIODONTAIS 
- Manuais 
- Sônicos e Ultra-sônicos 
- Laser ablativo 
INSTRUMENTOS MANUAIS 
Os instrumentos manuais são confeccionados em aço, e suas lâminas podem ser do tipo: 
- Aço inoxidável – mais usado 
- Aço carbono 
- Carboneto de tungstênio 
OBS: 
 Instrumentos manuais para a remoção de biofilme bacteriano e cálculo da superfície de 
implantes são confeccionados em lâmina de titânio, plástico ou fibra de carbono. 
REQUISITOS DO INSTRUMENTOS MANUAIS 
 O instrumental utilizado em periodontia devem ser: 
- delicado, confortável, e possuir forma adequada 
- rígidos sem ser grosseiro 
- permitir manipulação e liberdade de movimento sem esforço excessivo 
- serem fáceis e rápidos de serem afiados 
- número não muito grande 
COMPOSIÇÃO DOS INSTRUMENTOS MANUAIS 
Os instrumentos manuais são compostos por cabo, haste e lâmina (extremidade ativa). 
 
 
 
- CABO 
 O diâmetro de cabo deve proporcionar uma empunhadura confortável, de preferência de 
textura estriada (pode ser liso também) e de estrutura oca (pode ser maciço também) tornando-
o mais leve. É no cabo que os fabricantes colocam as especificações do instrumento. 
- HASTE 
 Localizada entre o cabo e a extremidade ativa, apresenta-se mais fina que o cabo, 
podendo ser longa para acessos difíceis (por exemplo dentes posteriores ou com grandes 
recessões) ou curtas para acessos fáceis (por exemplo dentes anteriores). São menos 
anguladas para dentes anteriores e mais anguladas para dentes posteriores. 
 - reta e curta (para dentes anteriores) 
 - curva, longa e angulada (para dentes posteriores ou grandes recessões) 
 
	 3	
- EXTREMIDADE ATIVA (LÂMINA) 
É a parte do instrumento que executa a exploração, sondagem e remoção de cálculo. 
Pode ser de uma extremidade ou ponta ativa (instrumento simples) ou duas extremidades 
ou ponta dupla ativa (instrumento duplo). As extremidades podem ser fixas ou removíveis do 
instrumento. Dependendo do modelo da lâmina, podem ser classificados como curetas, foices, 
enxadas ou limas. 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS MANUAIS 
 Os instrumentos manuais são identificados através da associação de vários itens, a saber: 
-Classificação geral: exploradores, sondas milimetradas, curetas, foices, enxadas, limas, cinzéis, 
bisturis, etc 
- Número: 5/6, 9/10, 11/12, etc 
- Nome: curetas, limas, foices, enxadas, etc 
- Fabricantes: McCall, DeMarco, Gracey, etc 
 
1) EXPLORADORES - podem ser 
 - Puros – exploradores 
 - Medidores – sondas periodontais 
 - Marcadores – pinça demarcadora (Crane Kaplan / Goldman Fox) 
-EXPLORADORES – utilizados para detecção de cáries, contorno de restaurações, cáculos 
supra e subgengivais, irregularidades na superfície do cemento, anormalidades na morfologia 
dental, e descalcificações. 
-Exemplos de exploradores 
 
Devem ter empunhadura firme e suave em forma de caneta invertida, posicionando sua 
haste inferior de maneira paralela ao longo eixo do dente, e adaptar sua extremidade final contra 
o dente para obter máxima sensibilidade tátil e evitar injúrias ou dilacerações dos tecidos do 
epitélio juncional. Este tipo de empunhadura também facilita a movimentação do instrumento e 
causa menor fadiga na musculatura das mãos e dedos. 
-SONDA PERIODONTAL – utilizada para medir a profundidade do sulco gengival, a 
profundidade da bolsa periodontal, e a perda de inserção do epitélio juncional. 
Possui importância fundamental no diagnóstico da doença periodontal. As sondas 
periodontais podem ser milimetradas ou coloridas e de secção cilíndrica, triangular, retangular, 
ou oval. 
	 4	
Existem três gerações de sondas: 
- 1° geração - manuais 
- 2° geração – de pressão controlada 
- 3° geração – eletrônicas 
-Exemplos de Sondas Periodontais: 
-Sonda de Nabers – são sondas curvas e rombas, com marcações em códigos de cores em 3, 
6, 9 e 12 mm. Servem para detecção de lesões periodontais e perdas ósseas em áreas de furca. 
 
 
 
 
 
- Sonda Marquis – codificada com marcação colorida, de 3, 6, 9, e 12 mm. Sua extremidade ativa 
é delgada. 
 
 
- Sonda de Willians – apresenta as seguintes medidas 1, 2, 3, 5, 7, 8, 9, e 10 mm. 
 
 
- Sonda de Michigan – apresenta as medidas de 3, 6, e 8 mm e de extremidade ativa delgada. 
 
 
- PINÇAS DEMARCADORAS – são pinças utilizadas para demarcar a profundidade das bolsas 
periodontais quando da técnica de gengivectomia. São as pinças de Crane Kaplan e de Goldman 
Fox 
 
 Pinça Crane Kaplan direita / esquerda pinça Goldman Fox 
 
 
	
	
	 5	
2) CURETAS – são os instrumentos mais delicados para desbridamento, raspagem 
supragengival e subgengival, como também para alisamento e aplainamento radicular. Possuem 
ângulos de cortes curvos, dorso arredondado e extremidade final também arredondada. 
 As curetas possuem variação no tamanho, angulação e na posição da lâmina de corte. 
As curetas com hastes mais longas e anguladas são para dentes posteriores e a curetas com 
hastes mais curtas e menos anguladas são para dentes anteriores. O modelo da cureta também 
permite a adaptação subgengival com menor possibilidade de traumatizar os tecidos moles ou 
mesmo provocar sulcos/ranhuras sobre a superfície radicular. Podem ser classificadas ainda em 
universais e especificas. 
 
 
 
 
- Curetas Universais - 
 São desenhadas para adaptar-se a todas as superfícies dentárias. Ambos os bordos da 
lâmina são cortantes e utilizados para raspagem e alisamento dental. 
 Como exemplo temos as curetas MCCALL 
 
 
 
- Curetas Específicas - 
 Cada cureta é desenhada para uma determinada área ou face de um dente. Somente um 
ângulo de corte de cada lâmina é utilizado e a angulação da lâmina é entre 60° a 70° em relação 
a porção terminal da haste (lâmina compensatória). Utilizada para raspagem e alisamento 
supragengival e subgengival. Como exemplo temos: 
- CURETAS GRACEY AFTER-FIVE – lâminas mais finas para melhor raspagem e alisamento 
subgengival com menor dilaceração tecidual (mais apropriada no desbridamento), e possui haste 
mais afilada. 
 
 
	 6	
- CURETAS GRACEY PADRÃO 
 
 
 
 
N° 1/2 ( Dentes Anteriores ) 
 
 
 
N° 3/4 ( Dentes Anteriores ) 
 
 
 
N° 5/6 (Dentes Anteriores e Pré-Molares) 
 
 
 
N° 7/8 (Dentes Posteriores - V e L) 
 
 
 
 
N° 9 /10(Dentes Posteriores – V e L) 
 
 
 
 
N° 11 /12 (Dentes Posteriores – Faces Mesial) 
 
 
 
 
N° 13/14 (Dentes Posteriores – Faces Distal) 
 
 
 
N° 15/16 (Dentes Posteriores – Faces Mesial) 
 
 
 
 
N° 17/18 (Dentes posteriores – Faces Distal) 
 
- CURETAS GRACEY MINE-FIVE – possuem hastes em miniatura, mais flexíveis, apropriadas 
para raspagens e alisamentos suaves e remoção de placas de pacientes em manutenção e de 
bolsas estreitas. 
 
 
 
5/6 Dentes Anteriores e Pré-molares 
 
 
 
7/8 Dentes PosterioresV e L 
 
 
 
11/12 Dentes Molares V e L 
 
 
 
13/14 Dentes Posteriores - Faces Mesial 
 
	 7	
- CURETAS GOLDMAN-FOX – 
 
 
 
- Goldman Fox 1 – para a remoção de cálculo supragengival e subgengival pesado. Útil nos 
procedimentos cirúrgicos periodontais nas superfícies proximais e interproximais 
- Goldman Fox 2 – remoção de cálculo dos dentes anteriores e pré-molares 
- Goldman Fox 3 – remoção de cálculo na superfície proximal dos dentes posteriores (utilizado 
também na região de furca) 
- Goldman Fox 4 – remoção de cálculo na região de molares (utilizado também na região de 
furca 
 
- CURETAS FOICES JACQUETTE – 
 
 
 
 
Possuem corte triangular, e estão indicadas 
para espaços Inter proximais supragengivais 
 
 
 
comparativo entre as curetas UNIVERSAIS e as curetas de GRACEY 
 
3) FOICES – possuem dois ângulos de corte reto (90°) formado pela união da face coronária 
com as faces laterais. Possui corte transversal triangular, sendo seu dorso agudo e afiado, e sua 
extremidade ativa pontiaguda. Devem ser utilizadas supragengivalmente. Depois da utilização 
das foices, as curetas devem ser empregadas posteriormente para terminar a remoção do 
cálculo, alisamento e aplainamento radicular. Exclusivamente indicados para a raspagem 
supragengival nas faces proximais, principalmente de incisivos. 
	
10
JACQ
U
ETTES
FO
ICES
SH
6/7-6 
R
aspador 
H
6/7
SH
5/33-6 
R
aspador 
H
5/33-6
SG
CSU
B
-06 
Cureta Vision 
Sub-Zero
SM
0/00-6 
R
aspador 
M
orse 0/00
>
 Lâm
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m
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para dentes 
 
anteriores 
 
apinhados 
 
e para 
 
rem
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uito eficaz 
 
para áreas 
 
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e cervicais 
 
de dentes 
 
anteriores
>
 M
uito eficaz 
 
para áreas 
 
interproxim
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>
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acesso a 
 
superficies 
 
anteriores e 
 
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olares
SJ30/33-6 
Jacquette 30/33
SJ31/32-6 
Jacquette 31/32
SJ34/35-6 
Jacquette 34/35
CU
R
ETAS G
O
LD
M
AN
-FOX
SG
F1-6 
R
aspador 
G
oldm
an-Fox 1
SG
F2-6 
R
aspador 
G
oldm
an-Fox 2
SG
F3-6 
R
aspador 
G
oldm
an-Fox 3
para furca
SG
F4-6 
R
aspador 
G
oldm
an-Fox 4
para furca
>
 Para a rem
oção de cálculo 
 
supra e subgengival pesado
 
Ú
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entos 
 
cirúrgicos periodontais 
 
nas superfícies proxim
ais 
 
e interproxim
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>
 D
esign facilita 
 
a rem
oção de cálculo 
 
nos dentes anteriores 
 
e pré-m
olares
>
 Especialm
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desenhado para a 
 
superfície proxim
al 
 
dos dentes posteriores
>
 D
obra adicional da 
 
haste para rem
oção 
 
facilitada de cálculo 
 
na região de m
olares
	 8	
 
 
 
4) ENXADAS – são raspadores específicos de grandes massas de cálculos supra e subgengival, 
em área de fácil acesso. Podem ser de ponta simples ou dupla, sendo que existe uma lâmina 
para cada face do dente. As enxadas com hastes longas e anguladas foram desenhadas para a 
remoção de cálculo nas regiões posteriores. Devem ser utilizadas somente em movimentos 
verticais e de tração, sendo com ângulo de corte aproximadamente de 90° com a superfície 
dental. 
 
5) LIMAS – São instrumentos que possuem vários ângulos de corte retos. São composta por 
uma série de lâminas sobre a base, sendo que cada lâmina é idêntica a lâmina da enxada. Tem 
como principal função a remoção de grandes massas de cálculo subgengivais. Possuem formato 
arredondado, oval ou retangular e sofrem variação na angulação e extensão da haste. 
 O movimento de ativação é a tração, para fratura de grandes massas de cálculo 
subgengival, em faces livres, ou proximais de áreas desdentadas e distal de últimos molares. 
 Após o uso das limas, as curetas devem ser empregadas posteriormente para terminar a 
remoção do cálculo, alisamento e aplainamento radicular. 
 
 
 
 
10
JACQUETTES FOICES
SH6/7-6 
Raspador 
H6/7
SH5/33-6 
Raspador 
H5/33-6
SGCSUB-06 
Cureta Vision 
Sub-Zero
SM0/00-6 
Raspador 
Morse 0/00
> Lâmina 
 miniatura 
 excelente 
 para dentes 
 anteriores 
 apinhados 
 e para 
 remoção 
 de manchas
> Muito eficaz 
 para áreas 
 interproximais 
 e cervicais 
 de dentes 
 anteriores
> Muito eficaz 
 para áreas 
 interproximais
> Angulação da 
 haste permite 
 acesso a 
 superficies 
 anteriores e 
 pré-molares
SJ30/33-6 
Jacquette 30/33
SJ31/32-6 
Jacquette 31/32
SJ34/35-6 
Jacquette 34/35
CURETAS GOLDMAN-FOX
SGF1-6 
Raspador 
Goldman-Fox 1
SGF2-6 
Raspador 
Goldman-Fox 2
SGF3-6 
Raspador 
Goldman-Fox 3
para furca
SGF4-6 
Raspador 
Goldman-Fox 4
para furca
> Para a remoção de cálculo 
 supra e subgengival pesado
 Útil durante os procedimentos 
 cirúrgicos periodontais 
 nas superfícies proximais 
 e interproximais
> Design facilita 
 a remoção de cálculo 
 nos dentes anteriores 
 e pré-molares
> Especialmente 
 desenhado para a 
 superfície proximal 
 dos dentes posteriores
> Dobra adicional da 
 haste para remoção 
 facilitada de cálculo 
 na região de molares
FH3/7-6 
Lima Hirshfeld 3/7
Bucal/lingual
FH5/11 
Lima Hirshfeld 5/11
Mesial/Distal
FH9/10-6 
Lima Hirshfeld 9/10
Dentes anteriores
> Usadas para remover depósitos de cálculo pesado 
 Movimento de puxar deve ser aplicado.
	 9	
INSTRUMENTOS SÔNICOS E ULTRASSÔNICOS 
 Os aparelhos sônicos utilizam ar comprimido para criar vibração mecânica que varia de 
2000 a 6000 Hz. Já os aparelhos ultrassônicos utilizam corrente elétrica para criar energia 
mecânica que será transformada em ondas ultrassônicas de alta frequência na ponta do 
instrumento que varia 18000 a 45000 Hz com amplitude de 10 a 100µm. 
Os aparelhos ultrassônicos podem ser: 
-magnetostritivo – através de corrente elétrica ocorre uma vibração do tipo elíptica ao longo da 
peça de mão do tipo de expansão e contração 
-piezoelétrico – através de corrente elétrica alternada ocorre uma vibração do tipo linear ao longo 
da peça de mão de maneira dimensional 
Ambos aparelhos promovem a remoção do cálculo, provocando sua fratura e posterior 
remoção. Esta fratura ocorre por vibração da ponta junto as bolhas gasosas na superfície do 
cálculo. Isto acontece por se tratar de uma atividade cavitacional, sem contato direto com o 
cálculo. 
 Os aparelhos ultrassônicos possuem pontas intercambiáveis de diversos tamanhos. 
Atualmente a raspagem com ultrassom é a instrumentação de escolha para o debridamento 
inicial e para a terapia de controle e manutenção. 
- Indicações dos aparelhos ultrassônicos; 
 - remoção de grandes massas de cálculo 
 - remoção de mancha branca 
 - indicação maior nas regiões supragenginal 
- Contra Indicação dos aparelhos ultrassônicos: 
 - pacientes com marca passo 
 - pacientes com doenças infecto contagiosas 
- Vantagens: 
 - movimentos rápidos e suaves 
 - menor fadiga para o profissional e menor desconforto para o paciente 
- extremidade ativa mais longa, espessa e sem corte 
- pontas ativas não necessitam de afiação, posição e angulação de trabalho 
 - amplitudes menores e frequência maior 
- Desvantagem: 
 - não possibilita sensibilidade tátil para o profissional 
 - necessita de complemento manual após seu uso, pois não produz aplainamento 
 - emissão continua de calor 
 - risco aumentado de contaminação por spray do ultrassom- Cuidados: 
 - superaquecimento 
 - remoção de cemento 
 - proximidade do osso 
LASERTERAPIA 
-ABLATIVO – possui efeito bactericida e de descontaminação, sendo capaz de remover o 
biofilme e o cálculo, sem causar grande estresse mecânico. Possui a capacidade de remover a 
camada epitelial e o tecido inflamado da bolsa periodontal. 
-ÉRBIO (Er:YAG) – possui a capacidade de remover de maneira efetiva o cálculo da superfície 
radicular. Um dos problemas do laser de érbio é o risco de destruição tecidual exacerbada 
(ablação direta) e de efeitos térmicos. 
OBS: existem ainda os laser de dióxido de carbono, diodo e Nd:YAG (neodímio), porém são 
menos usados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	 10	
INSTRUMENTAÇÃO EM PERIODONTIAInstrumentação Periodontal, ou Raspagem e Alisamento Radicular, é o processo pelo qual 
remove-se o biofilme e o cálculo da superfície dentinária supragengival e infragengigal. 
 Na técnica de raspagem e alisamento devemos procurar ter uma padronização: 
-Empunhadura do instrumento 
-Iluminação do campo 
-Posicionamento do profissional 
-Posicionamento do paciente 
-Ângulo de corte e de trabalho do instrumento 
-Ativação do instrumento 
-Afiação do instrumento 
 
1) EXPLORAÇÃO PERIODONTAL POR EXPLORADOR – 
A maneira adequada de se utilizar o explorador é com uma empunhadura firme e suave 
em forma de caneta invertida, de maneira a posicionar sua haste inferior paralela ao longo eixo 
do dente, e adaptar sua extremidade final contra o dente para obter máxima sensibilidade tátil e 
evitar injúrias ou dilacerações dos tecidos do epitélio juncional. Este tipo de empunhadura 
também facilita a movimentação do instrumento e causa menor fadiga na musculatura das mãos 
e dedos. 
 A exploração é de fundamental importância antes, durante e depois do procedimento de 
raspagem e aplainamento radicular, porque auxiliam na detecção do cálculo 
(presença/distribuição/quantidade), além de avaliar possíveis irregularidades existentes no 
cemento e raiz dental. 
Os movimentos realizados durante a exploração podem ser verticais, oblíquos ou 
horizontais. Os verticais e oblíquos são mais eficazes na exploração dental, isto pelo fato de os 
cálculos formarem planos horizontais ou anéis em torno do dente. 
A sensibilidade táctil é um fator crítico na detecção do cálculo, porem a importância da 
avaliação e observação dos tecidos gengivais não deve ser esquecida. Deve-se sempre 
correlacionar os sinais de inflamação (vermelhidão, edema, sangramento) com o que se sente 
na superfície dental durante a exploração. Em casos de inflamações localizadas, podemos dizer 
que existem cálculos subgengivais, mesmo antes da exploração ser realizada. 
 
2) EXPLORAÇÃO PERIODONTAL POR SONDA PERIODONTAL – 
 A técnica de sondagem periodontal consiste em introduzir a sonda milimetrada 
suavemente pelo interior do sulco gengival até atingir o epitélio juncional, que possui resistência 
relativamente elástica, tomando cuidado para não se dilacerar este epitélio (fundo do sulco ou 
fundo de bolsa periodontal). 
A empunhadura da sonda periodontal deve ser firme e suave em forma de caneta 
modificada. A sonda deve ser inserida suavemente penetrando no sulco gengival de maneira 
que fique paralela ao longo eixo do dente, até se sentir o epitélio juncional, e assim percorrê-lo 
levemente ao longo de sua extensão para se obter uma medida o mais precisa possível. Na 
região interproximal, a sonda periodontal deve ser inclinada levemente para que possa ser 
sondado abaixo do ponto de contato. 
Preferencialmente realizar a sondagem com um ponto de apoio intra bucal o mais perto 
possível da área a ser sondada. 
 Cada dente deve ser sondado em 6 pontos 3 vestibulares e 3 linguais. A 
profundidade do sulco gengival é medida da margem da gengiva livre até a base do epitélio 
juncional (base do sulco gengival). No caso de bolsa periodontal da margem da gengiva livre até 
a base da bolsa periodontal. Estas medidas são determinadas antes e depois dos procedimentos 
de instrumentação periodontal. 
 Devem ser sondados os sulcol gengivais (ou bolsas periodontais) pelo lado vestibular e 
depois pelo lado lingual da mesma arcada. 
A sonda é introduzida em ângulos disto vestibular ou disto linguais nos dentes posteriores 
e sempre de posterior para anterior. 
 
	 11	
 
 
 
 Para a sondagem, a cadeira deve estar em uma angulação de 160° a 180°, o operador 
(cirurgião dentista) destro a 9h e canhoto a 3h ou 15h. A cabeça do paciente poderá ficar 
centralizada para direita, esquerda, para cima e/ou para baixo, conforme a região que esta sendo 
sondada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSIÇÃO DO CD QUANDO DO EXAME 
DE SONDAGEM 
 
3) CURETAS 
 São dos instrumentos mais delicados utilizados para raspagem, alisamento e 
aplainamento radicular. Possuem ângulo de corte curvo, dorso e extremidade final arredondados, 
variação de tamanho, angulação e posição da lâmina. 
Quando a cureta encontrasse inserida subgengivalmente a sua frente está em contato 
com a superfície dental e as faces laterais curvas e o dorso convexo estão em contato com o 
epitélio interno do sulco gengival. Isto diminui a dilaceração tecidual do epitélio e com isso o 
desconforto pós procedimento para o paciente. 
 As curetas com lâminas mais longas e mais anguladas são para dentes posteriores, e as 
com lâminas menores e menos anguladas são para dentes anteriores. 
 As curetas são divididas em universais e específicas. 
 
- CURETAS UNIVERSAIS (EX: CURETAS DE MCCALL) 
 São desenhadas para se adaptarem a todas as superfícies dentais e ambos bordos de 
sua lâmina são cortantes, sendo utilizados para raspagem e alisamento radicular. 
18/10/17 22(23Instrumentação em Periodontia: Orientação Clínica - Profissão Dentista
Página 7 de 21http://profissaodentista.com/2017/01/05/instrumentacao-em-periodontia-e-orientacao-clinica/
As profundidades das bolsas periodontais são determinadas em 6 pontos para cada dente: 3 vestibulares
e 3 linguais. A profundidade da bolsa é medida desde a base da bolsa ou epitélio juncional, até a margem
da gengiva livre. Essas medidas são determinadas antes e depois dos procedimentos como: raspagem
dental, aplainamento e alisamento radicular, curetagem gengival ou cirurgia periodontal. A comparação
dessas medidas é essencial para a avaliação da resposta tecidual.
Empunhadura da sonda
É realizada da mesma maneira que o espelho. A sonda deve ser mantida paralela ao longo eixo do dente e
deve caminhar levemente ao longo do epitélio juncional.
As medidas de profundidade das bolsas são realizadas primeiramente na face vestibular e depois lingual.
Se estiver medindo a profundidade das bolsas de todos os dentes, devem ser determinadas bolsas de
todos os dentes, devem ser determinadas primeiramente as medidas das faces vestibulares superiores ou
inferiores, e em seguida, as faces liguais daquela mesma arcada.
Exame Periodontal
Avaliação completa do periodonto
Avaliar a gengiva, diagnosticar processos inflamatórios;
Medir a profundidade das bolsas periodontais;
Sondar as bi e trifurcações para detecção do envolvimento de furcas;
Medir e determinar se existe falta de gengiva inserida;
	
	 12	
 As curetas universais são identificadas por 4 características peculiares: 
- área de utilização – toda a superfície dental e de toda região da boca 
- angulação da lâmina de 90° 
- uso de ambos os ângulos de corte 
- lâmina curva em um único plano 
 
- CURETAS ESPECÍFICAS (EX: CURETAS DE GRACEY) 
 São desenhadas com características específicas para permitirem o máximo de acesso a 
áreas restritas, possuindo apenas um ângulo de corte, com a angulação da lâmina entre 60° - 
70° e a porção terminal da haste ser paralela a superfície dental. Esta indicada para raspagem 
supragengival e subgengival. 
 As curetas específicas são identificadas por 4 características peculiares: 
- áreas de utilização – existe uma cureta específica para cada região 
- angulação da lâmina - 60° - 70° 
- emprego de somente uma face de corte (ângulo de corte) – a extremidade ativa da cureta de 
Gracey possui dois ângulos de corte 
- lâmina curva em dois planos – a extremidade das curetas estão todas voltadas para cima (ex 
Gracey) 
 As curetas possuem empunhadura em forma de caneta modificada, com movimento 
vertical de pressão leve, de apoio digital do terceiro ou quarto dedo o mais próximo possível da 
área a ser instrumentada. A extremidade ativa deve estar em contato com a superfície dental, 
com a adaptação de movimento de rotação do instrumento. 
 As curetas oferecem fulcro estável; ótima angulação da lâmina; e movimento de punho-
antebraço. 
ÂNGULO DE CORTE 
- universais - 90° / - específicas - 60° a 70° 
ÂNGULO DE TRABALHO 
 - inserção 0° / - raspagem - 45° a 90° / - incorreto- <45° e >90° 
 
 
 
 
 
 
O posicionamento da lâmina da cureta na 
bolsa periodontal, de forma que a borda 
cortante da cureta esteja posicionada com 
angulação correta em relação à superfície 
dentária, vai influenciar na eficácia do 
desbridamento, da raspagem e do alisamento 
radicular 
 
 
 
4) FOICES / ENXADAS / LIMAS 
- FOICES – possuem empunhadura em forma de caneta modificada, com movimentos de 
ativação de tração, com movimentos de punho e antebraço, e sempre com apoio de dedo médio 
e anelar. Devem ser utilizados supragengival, por provocarem distensão ou dilacerações 
teciduais, o que causam muito desconforto pós tratamento ao paciente. O ângulo de corte das 
foices é agudo e dificilmente alcança o fundo da bolsa periodontal. Depois da utilização das 
foices, as curetas devem ser empregadas para aprimoramento na remoção do cálculo, 
alisamento e aplainamento radicular. 
 - indicação- raspagem para remoção de grandes volumes de cálculo supragengival de 
faces proximais. 
- ENXADAS - possuem empunhadura em forma de caneta modificada, com movimentos somente 
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verticais de tração e com ângulo de corte aproximadamente de 90° com a superfície dental, para 
não traumatizar a área sob intervenção. Depois da utilização das enxadas, as curetas devem ser 
empregadas para aprimoramento na remoção do cálculo, alisamento e aplainamento radicular. 
 - indicação- raspagem para remoção de grandes volumes de cálculo supragengival de 
faces vestibulares e linguais. 
- LIMAS - possuem empunhadura em forma de caneta modificada, com movimentos somente 
verticais de tração. Depois da utilização das limas, as curetas devem ser empregadas para 
aprimoramento na remoção do cálculo, alisamento e aplainamento radicular. 
- Indicação – raspagem de grandes volumes de cálculo subgengival em faces livres, 
proximais de áreas desdentadas e distal de últimos molares. 
 Para os procedimentos de raspagem, alisamento e aplainamento radicular, a relação 
paciente profissional em posicionamento deve ser: 
Corpo do paciente 
- arco superior – paciente deitado – boca próxima ao cotovelo do operador 
- arco inferior – paciente sentado – mandibular paralela ao chão 
 Cabeça do paciente 
- paciente com a cabeça voltada para frente - acesso a faces V do lado do operador e face L/P 
do lado oposto 
- paciente com a cabeça voltada para o operador - acesso às faces V do lado oposto ao operador 
e faces L/P do lado do operador 
 Posição do profissional 
- o dentista pode ocupar a posição de 3, 9 ou 12 horas. 
 
PROTOCOLO DE INSTRUMENTAÇÃO E DESINFECÇÃO DA BOCA 
 A terapia de tratamento periodontal é a instrumentação da bolsa periodontal, constituída 
de raspagem/alisamento/aplainamento radicular, ou por quadrantes ou por sextantes. 
 O protocolo modificado para a instrumentação entre desbridamento / raspagem / 
alisamento da bolsa periodontal, pode ser feito através do uso de aparelhos 
ultrassônicos/piezoelétricos subgengival inicialmente em uma única sessão de 45 a 60 minutos 
e posteriormente em duas sessões de raspagem e alisamento radicular para aprimoramento. 
 Já para o protocolo de desinfecção da boca, seria o uso de iodopovidina a 1% ou 
clorexidina a 0,2% como uso de refrigeração durante o desbridamento ultrassônico e posterior 
higiene oral através de escovação dos dentes, uso de raspadores linguais e enxaguatório oral 
de clorexidina a 0,05% 2 vezes ao dia por 1 mês. 
 Existe um consenso de que não há diferença na eficácia da instrumentação da bolsa/raiz, 
com o uso de instrumentos manuais ou elétricos, assim como para a redução da profundidade 
da bolsa e na melhora dos níveis de inserção clínica. 
 Ao avaliarmos a redução da profundidade de sondagem, sangramento à sondagem e os 
níveis de inserção clínica da bolsa periodontal após sua instrumentação, o resultado foi similar 
entre instrumentos manuais e os aparelhos sônicos e ultrassônicos. Porém com relação a perda 
de superfície radicular os aparelhos sônicos e ultrassônicos foram menos agressivos. 
 Após a terapia de tratamento periodontal de instrumentação e desinfecção da boca 
observa-se uma redução da colonização das bolsas periodontais por Porphyromonas gingivalis, 
Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Prevotella intermedia, Tannerella forsythia e 
Treponema denticola. Mas também ocorreu um aumento na colonização de estreptococos, 
Actinomyces spp., Eikenella corrodens e Gemella morbillarum. Isto ocorre porque um aumento 
na de cocos e bacilos aeróbicos gram-positivos está relacionado à um aumento da saúde 
periodontal. 
 Após o tratamento periodontal, deve ocorrer uma reavaliação dos locais e sinais clínicos 
remanescentes da bolsa periodontal, que são: 
-maior resistência dos tecidos periodontais à sondagem 
-nenhum sangramento à sondagem da bolsa 
-redução à profundidade de sondagem de bolsa 
 A ilustração mostra esquematicamente uma gengiva antes e após o tratamento com seus 
respectivos níveis de profundidade de bolsa, nível histológico de inserção e o nível de recessão. 
 
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Fonte: LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6a ed., Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fontes 
 
https://profissaodentista.com/2017/01/05/instrumentacao-em-periodontia-e-orientacao-clinica/ 
 
 
Referências Bibliográficas 
CARRANZA Jr., F.A.; NEWMAN M.G.; TAKEI H.H. Periodontia clínica , 12a ed., Ed. Elsevier, 
Rio de Janeiro, 2016. 
LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6a ed., Ed. Guanabara Koogan, 
Rio de Janeiro, 2010. 
(autor = Dr. Marcelo Isidoro)