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6 - AGENTES MECÂNICOS DE 
CONTROLE DAS DOENÇAS 
PERIODONTAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGENTES MECÂNICOS DE CONTROLE DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 
 
A placa dental é um tipo de biofilme complexo de diversas espécies bacterianas que se 
encontram aderidas ou não, nas superfícies dos dentes e dos tecidos moles bucais, sendo de 
difícil remoção da superfície dental. 
O grande objetivo da terapia periodontal, é reduzir a placa bacteriana e assim prevenir e 
conter a doença periodontal. Já que esta, representa um fator de risco para a perda de inserção 
periodontal e também de perda dental. 
O controle da doença periodontal está na prevenção primária da gengivite e da prevenção 
primária e secundária de periodontite, através de meios mecânicos e químicos. 
O controle mecânico na doença periodontal mais eficaz, está na utilização das escovas 
dentais, escovas elétricas, escovas interdentais e fita dental. 
1)ESCOVAÇÃO DENTAL 
 Os resultados da escovação dependem: do desenho da escova / da habilidade do 
indivíduo em usá-la / da frequência de seu uso / do tempo de escovação. 
Apesar da diversidade de modelos, a escova deve ser funcional e eficiente na remoção 
do biofilme dental sem causar danos aos tecidos gengivais e sem provocar ranhuras nas 
superfícies dentárias. 
Para o Seal of Acceptance da American Dental Association (ADA), as escovas dentais 
precisam: 
-o tamanho do cabo seja apropriado para a idade e para a destreza do paciente, de 
maneira que a escova possa ser fácil e corretamente usada 
-o tamanho da cabeça da escova ser apropriada para as dimensões da boca do paciente 
-os filamentos das cerdas serem de poliéster ou de nylon, com extremidades 
arredondadas de diâmetro não superior a 0,23 mm 
-que as cerdas das escovas sejam macias e de configuração definida pelos padrões em 
concordância com a indústria internacional (ISSO) 
-escovas terem modelo de cerdas que aumentem a remoção da placa bacteriana nos 
espaços apropriados e ao longo da margem gengival 
-possuir características de baixo preço, durabilidade, impermeabilidade à limpeza e de 
fácil limpeza 
Para o Seal of Acceptance da American Dental Association (ADA), as empresas para 
fabricarem escovas dentais, precisam provar que as escovas: 
-tenham todos os componentes seguros para uso oral, 
-não tenham cerdas afiadas, irregulares e com rebarbas, 
-tenham os cabos testados e em condições de durabilidade quando em uso normal, 
-não percam as cerdas com o uso normal, 
-possam ser usadas por qualquer paciente sem a supervisão por um responsável e 
diminuir significativamente a placa e a gengivite leve, 
-tenham o tamanho e o formato adequado e confortável à boca, permitindo alcançar todas 
as regiões da boca com facilidade. 
 
METODO DE ESCOVAÇÃO 
 O método de escovação recomendado ao paciente depende diretamente: da morfologia 
da distribuição dental na arcada dentária (apinhamento, diastema, fenótipo), tipo e gravidade da 
destruição dos tecidos periodontais, habilidade manual do paciente em manusear a escova. 
As técnicas de escovação podem ser classificadas de acordo com o tipo de movimento 
que a cabeça da escova realiza em relação ao dente: 
-horizontal – a cabeça da escova é posicionada perpendicularmente à superfície do dente, 
aplicando-se movimento horizontal. As faces oclusais, linguais e palatinas são escovadas com a 
boca aberta, e a face vestibular é escovada com a boca fechada (para diminuir a pressão feita 
pela bochecha na escova). 
-vertical (TÉCNICA DE LEONARD) – a cabeça da escova é posicionada 
perpendicularmente à superfície do dente, aplicando-se movimento vertical com movimentos 
para cima e para baixo. 
-circular (TÉCNICA DE FONTES) – a cabeça da escova é posicionada 
perpendicularmente à superfície vestibular do dente, sendo realizado movimentos rápidos e 
circulares de leve pressão aplicados nas gengivas da maxila e da mandíbula. Nas faces 
lingual/palatina são aplicados movimentos horizontais. 
-esfregaço – composta pela combinação de movimentos horizontais, verticais e rotatórios. 
-sulcular (TÉCNICA DE BASS) – conhecida como técnica de Bass. A cabeça da escova 
é posicionada de maneira obliqua para estar voltada para o ápice radicular, de maneira que as 
cerdas sejam direcionadas para dentro do sulco gengival, em ângulo de 45º em relação ao longo 
eixo do dente, de maneira que a limpeza seja direcionada para a limpeza da área abaixo da 
margem gengival. A escova é movimentada em direção anteroposterior, com movimentos curtos, 
sem, contudo, remover as cerdas de dentro do sulco gengival. Nas faces lingual/palatina dos 
dentes anteriores, posiciona-se a escova de maneira vertical (em pé). 
-vibratória (TÉCNICA DE STILLMAN) – conhecida como técnica de Stillman. A cabeça da 
escova é posicionada de maneira obliqua em relação ao ápice da raiz, de maneira que as cerdas 
fiquem localizadas parcialmente entre a gengiva e a superfície dos dentes, com o objetivo de 
massagear e estimular as gengivas, além da limpeza das áreas cervicais dos dentes. É aplicado 
um movimento leve e vibratório, sem, contudo, deslocar a escova da região original. 
 -vibratória (TÉCNICA DE CHARTERS) – conhecido como técnica de Charters. A cabeça 
da escova é posicionada de maneira obliqua em relação à superfície dentária, de maneira que 
as cerdas fiquem voltadas para a superfície oclusal/incisal, com o objetivo de aumentar a 
efetividade da limpeza e estimulação gengival das áreas interproximais dos dentes. É aplicado 
um movimento leve e vibratório, sem, contudo, deslocar as cerdas da escova da região original. 
Este método é recomendado por ser eficiente em pacientes que possuam recessão das papilas 
interdentais, e que também usem aparelho ortodôntico. 
 -rotação – A cabeça da escova é posicionada de maneira obliqua em relação ao ápice da 
raiz, de maneira que as cerdas fiquem posicionadas entre a gengiva e as superfícies do dente. 
As cerdas da escova são giradas sobre a gengiva e o dente em direção oclusal pressionando 
levemente a gengiva. 
 
TÉCNICAS DE ESCOVAÇÃO 
 
TÉCNICA DE CIRCULAR – (FONTES) 
OBJETIVO Remoção do biofilme e matéria alba do dente 
INDICAÇÃO Idade pré-escolar, crianças menos hábeis, pessoas com pouco tempo 
disponível 
 
 
PASSOS 
1)movimentos circulares nas faces vestibulares e linguais de todos os 
dentes e na gengiva da maxila e da mandíbula 
2)no segmento anterior lingual tanto superior como inferior, posicionar a 
escova de maneira vertical em relação ao longo eixo do dente 
3)nas faces oclusais e lingual/palatina realizar movimentos ântero-posterior 
(horizontais) 
 
TÉCNICA DO ESFREGAÇO – (SCRUB) 
OBJETIVO Remoção do biofilme e matéria alba da superfície dental 
INDICAÇÃO Este método é utilizado pela maioria das pessoas, que nunca receberam 
orientação das técnicas de higiene bucal 
 
 
 
PASSOS 
1)As cerdas são posicionadas em 90º em relação à superfície dentária e 
a escova e deslocada para trás (distal) e para frente (mesial) num 
movimento de esfregação (horizontal) 
2) As superfícies oclusais e lingual/palatina são escovadas com a boca 
aberta com movimento horizontal de esfregaço 
3) A superfície vestibular é limpa com a boca fechada ou entreaberta com 
movimento horizontal de esfregaço 
 
 
 
TÉCNICA SULCULAR (BASS) 
 
OBJETIVO 
Remoção do biofilme e matéria alba do dente, além de proporcionar a 
limpeza do sulco gengival sem provocar danos ao tecido gengival e 
proporcionar formação de tecido queratinizado no epitélio sulcular 
 
INDICAÇÃO 
Principalmente para paciente com doença periodontal. Indicar com cautela 
em pacientes que tenham dificuldade de coordenação motora ou em 
crianças, já que a técnica requer certa habilidade motora 
 
 
 
 
 
 
 
PASSOS 
1)Posicionar a escova (cerdas macias, multitufos) em ângulo de 45 graus 
em relação ao eixo longitudinal do dente e forçar as cerdas da escova em 
direção ao sulco gengival de maneira que elas penetrem suavemente 
dentro do sulco gengival e das áreas interproximais 
2) Realiza-semovimentos curtos, vibratórios e ritmados no sentido 
anteroposterior com duração entre 10-15s por cada área condicionada ao 
tamanho da cabeça da escova (geralmente a cada dois dentes) 
3) no segmento anterior lingual tanto superior como inferior, posicionar a 
escova de maneira vertical em relação ao longo eixo do dente, para facilitar 
o acesso ao sulco gengival na porção cervical das coroas dentárias 
Obs: o biofilme subgengival será removido pelas cerdas da escova que 
estão dentro do sulco gengival, e o biofilme supragengival pelas cerdas que 
estão fora do sulco gengival 
4)a face oclusal dos dentes é escovada com movimentos curtos ântero-
posteriormente 
5)recomenda-se de 10 a 15 golpes de movimentos para cada face dentária 
A técnica de Bass modificada acrescenta o movimento de escovação/rolagem das cerdas para 
oclusal ao final de cada ciclo de 20 movimentos vibratórios, exercido sobre um ou no máximo 
dois dentes 
OBS: pelo fato da técnica de Bass tem sido associado à retração gengival, não está indicado 
para indivíduos de biótipo gengival fino que possuam MANEIRAS AGRESSIVAS DE 
ESCOVAÇÃO 
 
TÉCNICA VIBRATÓRIA (STILLMAN MODIFICADA) 
OBJETIVO Permite o massageamento e estimulação gengival, além da remoção do 
biofilme da superfície dental 
INDICAÇÃO Crianças com mais de 7 anos de idade, hábeis e interessadas 
 
 
 
 
PASSOS 
1)As cerdas da escova são posicionadas em 45º em relação ao longo eixo 
dental e em direção a gengiva marginal, e as cerdas devem recobrir 
parcialmente o tecido gengival 
2) Aplicar uma leve pressão sobre o cabo, juntamente com o movimento 
vibratório (leve) no sentido mesio-distal, e gradualmente de deslize da 
escova em direção ao plano oclusal 
3)Nas superfícies oclusais as cerdas são posicionadas 
perpendicularmente a esta face e a escova faz movimentos curtos 
anteroposteriores, esfregando firmemente a oclusal 
devemos iniciar a escovação com as cerdas da escova são colocadas junto à gengiva e devem 
deslizar da gengival para oclusal, no ponto de contato a escova deve ser vibrada para as 
cerdas penetrarem nas superfícies proximais, na superfície oclusal ou incisal o movimento é 
no sentido ântero-posterior. A ação vibratória das cerdas combinada com um movimento de 
deslizamento da escova no sentido do longo eixo dos dentes, permite o massageamento 
gengival, além da remoção do biofilme da superfície dental 
 
TÉCNICA VIBRATÓRIA (CHARTERS) 
 
OBJETIVO 
Promover a penetração das cerdas da escova nas papilas interdentais 
quando em casos de retração, com o intuito de aumentar a eficácia da 
limpeza e da estimulação gengival nas áreas interproximais. 
 
INDICAÇÃO Pacientes que apresentam espaço interproximal amplo (retração das papilas) 
 
 
 
 
PASSOS 
1)aplicar a cabeça da escova sobre o dente em ângulo de 45 graus com 
o plano oclusal 
2)pressionar levemente as cerdas para penetrarem no espaço 
interdental 
3)realiza movimentos vibratórios curtos para limpeza dos espaços 
proximais 
4)realizar os movimentos escovando dois dentes de cada vez, sendo 
que no final de um ciclo de 10 movimentos, deslocar a escova no sentido 
oclusal 
 
TÉCNICA RORACIONAL (ROLL) 
OBJETIVO Remoção do biofilme e matéria alba da superfície dental 
INDICAÇÃO Sem indicação especifica 
 
 
 
 
PASSOS 
1)As cerdas são posicionadas em 45º ao longo eixo do dente, no sentido 
apical e destaca-se que repousam cobrindo toda gengiva marginal e 
inserida. 
2)As cerdas são então firmemente rotacionadas (giradas/roladas) contra 
a gengiva e dentes num sentido coronal 
3)Após ter sido feito os passos 1 e 2 em todos os dentes de ambas 
arcadas, tanto por vestibular quanto por lingual, as cerdas da escova são 
dispostas perpendicularmente às superfícies oclusais dos dentes e 
então realiza-se movimentos de esfregação no sentido anteroposterior 
(horizontal) 
 
FREQUÊNCIA DE ESCOVAÇÃO 
 A prevenção da gengivite torna-se importante na manutenção da saúde gengival, pois a 
inflamação dos tecidos gengivais também favorece o acúmulo de placa sob os dentes. Estudos 
mostram que a gengivite esta mais relaciona com a maturação e a idade da placa do que com a 
quantidade de placa existente. Assim, a doença periodontal está mais relacionada com a 
qualidade da limpeza do que a frequência da limpeza. 
 Baseado nisso podemos dizer que a remoção mecânica (escovação) meticulosa da placa 
dental e interdental, deve ser realizada 2 vezes ao dia, seguida de aplicação de flúor tanto em 
dentifrícios como em colutórios, na prevenção da doença periodontal e de cáries. 
TEMPO DE ESCOVAÇÃO 
 A remoção da placa bacteriana está intimamente ligada com o tempo de escovação, 
independente do tipo de escova. Assim devemos ter o hábito de escovação de no mínimo 2 
minutos, 
2)ESCOVAS ELÉTRICAS 
 As escovas elétricas inicialmente foram indicadas principalmente para pacientes 
deficientes, hospitalizados e que tenham dificuldade de coordenação motora ou destreza manual 
suficiente para gerar resultados clínicos satisfatórios. 
 Estudos mostram que os movimentos tridimensionais realizados pelas escovas elétricas 
atuais, tem uma melhor eficácia na remoção de placa bacteriana e no controle da inflamação 
gengival, além de serem seguras. 
As escovas elétricas podem ser agrupadas em quatro grandes categorias: rotacional, 
contra rotacional, lado a lado e rotação oscilatória. 
A análise da literatura parece apontar, em relação às escovas elétricas, que: 
a) São tão seguras para o uso quanto as escovas manuais; 
b) Teriam uma indicação mais precisa para pacientes com algum tipo de dificuldade na destreza 
manual para o uso de escovas convencionais; 
c) Há uma superioridade das escovas com movimentos de rotação e oscilação em relação aos 
demais tipos de movimentos. 
3)FITA DENTAL / ESCOVAS INTERDENTAIS / PALITOS – LIMPEZA INTERDENTAL 
Primeiro devemos definir áreas proximais como sendo os espaços visíveis existentes 
entre os dentes não pertencentes à área de contato interdental. Na dentição saudável estes 
espaços são pequenos, porém com a perda da inserção periodontal esses espaços apresentam-
se aumentados. 
Espaços interproximal/interdental são as áreas entre os dentes pertencentes à área de 
contato interdental e relacionadas a ela. 
Os fios dentais, corretamente utilizado, pode remover até 80% da placa bacteriana 
interdental, além de poder ser inserido subgengivalmente cerca de 2 a 3 mm abaixo da papila 
gengival, podendo levar a essa região produtos farmacológicos. A estrutura do fio dental é de 
suma importância, posto que o biofilme da placa dentária necessita de ação física do agente 
limpador para ser efetivamente removido. Assim, quanto mais superfície de arraste apresente o 
fio/fita dental, melhor a ação higienizadora propiciada pelo mesmo. A utilização dos fios dentais 
deve ser ensinada pelos cirurgiões-dentistas com demonstrações de apoio e ser realizadas pelos 
pacientes sempre em frente a um espelho, e a explicação da importância de seu uso. 
imprescindível, bem como das escovas e estimuladores interdentários. 
 As escovas interdentais são extremamente efetivas na remoção da placa bacteriana 
existe nas superfícies proximais dos dentes, sendo as melhores opções no auxilio da limpeza de 
superfícies radiculares expostas e em defeitos de furca de grau III. O comprimento das cerdas 
das escovas interdentais é adaptado ao espaço interdental existente, por possuir diversos 
tamanhos disponíveis. 
Grande parte dos pacientes relatam ter mais facilidade com o uso de escova interdental 
ao uso do fio/fita dental, além de maior efetividade na remoção da placa bacteriana interdental. 
 Já o habito de palitar os dentes, é o método mais antigo utilizado pelo homem, na tentativa 
de limpeza dos dentes, havendo relatos dos homens das cavernas. 
 
METODOS DE LIMPEZA INTERDENTAL 
SITUAÇÃO MÉTODO DE LIMPEZA INTERDENTAL 
-papilas interdentais intactas 
-espaço interdental pequeno 
Fio dental ou pequeno palito dental 
-recessão papilar moderada 
-espaço interdental discretamente abertoFio dental, pequeno palito, escova interproximal 
pequena 
-perda completa da papila 
-amplo espaço interdental 
Escova interproximal 
-amplo espaço de ameia 
-diastema / diastema por extração 
-furcas ou superfície superior da distal dos 
molares 
-concavidades em raízes ou sulcos 
 
 
Escovas unitufo ou tira de gaze 
- LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6ª ed., Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2010. 
 
4)MÉTODOS AUXILIARES (IRRIGADORES BUCAIS / DENTIFRÍCIOS / LIMPADORES 
LINGUAIS) 
 A American Academy of Periodontology afirmou em 2001, que o uso dos irrigadores 
bucais por indivíduos que não realizam uma higiene oral de excelência, podem conseguir através 
do uso da irrigação supragengival, associada ou não a medicamentos, reduzir a inflamação 
gengival com mais eficiência do que o conseguido apenas por meio de escovação. 
 As forças hidrodinâmicas com fluxo de água pulsátil produzidas por irrigadores podem 
retirar os restos alimentares existentes nos espaços interdentais e nas áreas de retenção de 
placa bacteriana. 
 Como curiosidade devemos saber que dentifrício deriva do latim (dens-dente / fricare-
esfregar). 
 Assim como, a Division of Science da ADA (American Dental Association) afirma que o 
uso de dentifrício não melhora a remoção instantânea da placa bacteriana e que a remoção da 
placa bacteriana através da escovação dental esta minimamente relacionada ao uso dos 
abrasivos nos dentifrícios. 
Atualmente, a formulação dos dentifrícios contém substâncias capazes de melhorar a 
saúde bucal. Porém estas mesmas substâncias (clorexidina, laurilsulfato de sódio, pirofosfatos, 
detergentes e flavorizantes) podem causar reações de hipersensibilidade oral. 
A limpeza da língua advêm de tempos antigos. Sabemos que o número de 
microrganismos presentes no dorso da língua devido à sua área e às estruturas nela existentes 
(papilas/sulcos/criptas) são muito grandes, motivo este, pelos quais se indica a escovação da 
língua, com o objetivo de redução de possíveis bactérias patogênicas. 
Estudos provaram que os raspadores ou limpadores linguais são mais satisfatórios que 
apenas o ato de escovação da língua e também provocam menor o reflexo de vômito. 
Quando da orientação dos limpadores ou raspadores linguais deve ser para a parte 
posterior do dorso da língua. 
 
ESQUEMA DE ESCOVAÇÃO MANUAL DOS DENTES 
 
 
 
1-segurar a escova dental com firmeza e posicioná-la em ângulo de 
45 graus em relação ao eixo longitudinal do dente e forçar 
levemente as cerdas da escova em direção ao sulco gengival de 
maneira que elas penetrem suavemente dentro do sulco gengival e 
das áreas interproximais, 
2-realizar movimentos curtos, vibratórios e ritmados no sentido 
anteroposterior, começando pela parte posterior e por dois dentes 
simultaneamente, 
3-no segmento anterior lingual tanto superior como inferior, 
posicionar a escova de maneira vertical em relação ao longo eixo 
do dente, para facilitar o acesso ao sulco gengival na porção cervical 
das coroas dentárias 
4-evitar pressionar fortemente para não causar danos a gengiva 
5-a face oclusal dos dentes é escovada com movimentos curtos 
anteroposteriormente 
 
ESQUEMA DE ESCOVAÇÃO MANUAL DOS DENTES 
 
1-segurar a escova dental elétrica com firmeza e posicioná-la em ângulo aproximado de 70º graus em 
relação ao eixo longitudinal do dente e forçar levemente as cerdas da escova em direção à gengiva, de 
maneira que elas penetrem suavemente entre os dentes e mantenha contato com a gengiva, 
 
2-ligar a escova e realizar movimentos curtos no sentido anteroposterior, começando pela parte 
posterior da boca 
 
3-procurar seguir o contorno dental e gengival, deixando a escova fazer os movimentos de escovação 
e não o paciente. 
 
ESQUEMA DO USO DO FITA DENTAL 
 
1-segurar aproximadamente 40 cm de fita dental enrolando as pontas nos dedos médio, 
deixando uma distância de 10 cm entre ambos. Segurar a fita dental esticada entre o polegar 
e o indicador das duas mãos, deixando um espaço de 3 cm entre os dedos polegares 
 
2-realizando um movimento de vaivém, introduzir a fita dental entre os espaços interdentais de 
maneira que ele penetre cuidadosamente abaixo da gengiva. Não usar o mesmo pedaço da 
fita em espaços interdentais diferentes 
 
3-procurar abraçar o dente com a fita de maneira de maneira que ela penetre cuidadosamente 
o sulco gengival realizando movimentos de vaivém 
 
4-realizar o movimento com a fita dental, de vaivém, do sulco gengival de um dente em direção 
ao ponto de contato, e realizar o mesmo procedimento no dente adjacente 
 
5-remover a fita dental do espaço interdental com o movimento de vaivém e repetir o processo 
em todos os outros dentes. Não esquecer de usar um pedaço de fita limpa em cada espaço 
interdental novo. 
 
ESQUEMA DO USO DO PALITO DENTAL 
 
 
 
-segurar firmemente o palito dental entre os dedos polegar e 
indicador, e procurar umedecer a ponta do palito com saliva 
para deixa-lo mais macio e flexível 
 
-colocar a base do palito (face achatada) sobre a gengiva, e a 
face aguda (face cortante) sobre o espaço interdental apoiado 
sobre as faces dos dentes 
 
-realizar um movimento de vaivém em ângulo reto com o palito 
dental, de tal maneira que ele penetre e saia suavemente entre 
as superfícies proximais dos dentes, no espaço interdental 
 
-na região de molares, evitar abrir a boca excessivamente para 
não atrapalhar os movimentos realizados com o palito dental 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESQUEMA DE USO DAS ESCOVAS INTERDENTAIS 
 
 
-segurar firmemente a escova interdental entre os dedos 
polegar e indicador, sem atingir as cerdas e sem usar 
dentifrícios 
 
-realizar um movimento de vaivém em ângulo reto com a 
escova interdental, de tal maneira que ela penetre e saia 
suavemente entre as superfícies proximais dos dentes, no 
espaço interdental 
 
-no espaços posteriores e aconselhável dobrar o cabo da 
escova interdental para melhorar o seu acesso aos dentes 
-a área de contato das cerdas da escova interdental poderá 
ser aumentada mudando-se os ângulos de inserção da escova 
 
-realizar o movimento de vaivém na área interdental de 
maneira muito suave com leve pressão sobre a gengiva 
-limpar todas as áreas interdentais que a escova possa 
adentrar 
 
-lavar sempre a escova interdental com água abundante 
 
ESQUEMA DE USO DE IRRIGADORES BUCAIS 
 
 
-é importante testar o irrigador oral antes do uso, para familiarizar-se com o uso do aparelho 
-prenecher o reservatório do irrigador oral com água que pode estar associada com um 
enxaguatório bucal 
 
-colocar a ponta do irrigador posicionada em ângulo de 90º na região de sulco gengival. Deixar 
a boca fechada o suficiente para impedir que o esquicho saia de maneira abrupita da bouca, 
mas sim que escora da boca para a região da pia 
 
-começar da região posterior da boca (dentes posteriores) até a região anterior da boca 
(dentes anteriores), por região de hemiarco, de maneira que as áreas próximas ao sulco dental 
dos dentes estejam limpas 
 
-utilizar a mesma sequência para cada hemiarco até a limpeza total de todos os sulcos 
gengivais de todos os dentes 
 
-nas áreas de difícil acesso, o ângulo da ponteira do irrigador bucal pode ser regulado 
-cuspir o ecesso de água quando necessário 
 
-esvasiar o reservatório após cada uso, para evitar crescimento bacteriano no reservatório 
 
(FONTE DAS IMAGENS: - LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6ª ed., Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 
2010.) 
ESQUEMA DE USO DOS RASPADORES LINGUAIS 
 
 
 
-dentre os raspadores linguais os mais efetivos são os em 
forma de alça 
 
-colocar a língua o máximo possível para fora 
 
-realizar a respiração de maneira calma e pausada pelo 
nariz 
 
-colocar o raspador na parte posterior do dorso da língua 
e pressionar de maneira leve, assegurando o contato com 
toda a língua e de maneira a achatar toda ela 
 
-puxar o raspador no sentido do dorso para a ponta da 
língua-na lateral da língua usar a superfície lisa do raspador 
 
-repetir esses movimentos por várias vezes 
 
-após o término lavar a boca e o raspador abundantemente 
 
(FONTE DAS IMAGENS: - LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6ª ed., Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 
2010.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 
 
CARRANZA Jr., F.A.; NEWMAN M.G.; TAKEI H.H. Periodontia clínica , 12a ed., Ed. Elsevier, 
Rio de Janeiro, 2016. 
LINDHE, J. Tratado de periodontologia clínica e implatologia oral, 6a ed., Ed. Guanabara 
Koogan, Rio de Janeiro, 2018. 
 
(autor = Dr. Marcelo Isidoro)