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MÓDULO DE HABILIDADE E ATITUDE
CIRURGIA I – FRANCISCO BARROS
ACADÊMICO: GUILHERME GOMES SOUZA PERÍODO: 3º
FACULDADES UNIDAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ICS 
ASSEPSIA
 É o conjunto de medidas adotadas para impedir a introdução de agentes patogênicos 
no organismo (ANVISA).
 No que se refere à sala cirúrgica, a assepsia está representada pelo uso de 
vestimenta estéril pelos membros da equipe cirúrgica (aventais e luvas assépticos), 
pela delimitação do campo operatório por coberturas estéreis e pelo uso de 
instrumentos cirúrgicos submetidos ao processo de esterilização.
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CUIDADOS PARA COM O PACIENTE
 Cuidados antes da cirurgia: O paciente deve tomar banho, lavar cabeça, axilas e
genitárias, pois, além das vias aéreas, são as regiões mais suscetíveis a infecções.
Deve-se também trocar o forro de cama e a roupa pessoal.
 No dia da cirurgia: é preferível que o paciente não toma banho, pois o uso de
detergente tira a gordura da pele e a faz escamar deixando-a aberta para germes e
caso o individuo tome banho, esses podem se espalhar.
 A tricotomia deve ser feita no dia da cirurgia e no centro cirúrgico. A tricotomia antes
da cirurgia pode causar foliculite ou mesmo infecções de pequenos cortes
acidentalmente ocorridos, já que a pele tem flora bacteriana fixa e transitória.
 Deve-se preparar o campo operatório lavando-o com sabão detergente antisséptico
com formulação a base de hexaclorofeno. Segue-se a antissepsia com álcool,
merthiolate ou similar.
ANTISSEPSIA
 Consiste na utilização de produtos (microbicidas ou microbiostáticos) sobre a pele ou 
mucosa com o objetivo de reduzir os microrganismos em sua superfície (ANVISA).
 Constitui em um método profilático, haja vista que resulta do emprego de agentes 
germicidas (antissépticos) contra patógenos no tecido humano.
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ANTISSEPSIA X DEGERMAÇÃO
 Destruição de micro-organismos existentes 
nas camadas superficiais ou profundas da 
pele, mediante a aplicação de um agente 
germicida de baixa causticidade, 
hipoalergênico e passível de ser aplicado em 
tecido vivo.
 Sabões e detergentes sintéticos aniônicos 
exercem ação bactericida apenas contra 
microrganismos muito frágeis como o 
Pneumococo, uma das principais causas de 
pneumonia e meningite em adultos.
 Remoção de detritos e impurezas 
depositados sobre a pele. 
 Sabões e detergentes sintéticos removem 
mecanicamente a maior parte da flora 
microbiana transitória, porém não 
conseguem remover a flora que coloniza as 
camadas mais profundas ou flora residente.
ANTISSÉPTICOS
 São formulações germicidas hipoalergênicas e de baixa causticidade destinada ao 
uso em pele e mucosa. 
 Os agentes antissépticos mais comumente utilizados em nosso meio para preparo da 
pele na vigência de uma operação são os Iodóforos, Compostos Alcoólicos e a 
Clorexidina, mas também tem os Sabões.
 É importante que os agentes antissépticos apresente algumas características 
fundamentais: 
1. Ação bactericida – destruição dos microorganismos patogênicos; 
2. Ação bacteriostática – inibição da proliferação de microorganismos; 
3. Persistência de ação durante várias horas; 
4. Ausência de causticidade; 
5. Baixo índice de reações de hipersensibilidade.
IODÓFOROS (PVPI)
 São combinações estáveis de iodo ou triodeto adicionadas a um veículo carreador de 
alto peso molecular. 
 Atuam carregando moléculas de iodo que são liberadas, gradativamente, em baixas 
concentrações, mantendo o efeito germicida próximo do iodo, mas reduzindo sua 
toxicidade. 
 Necessitam de cerca de 2 minutos de contato para a liberação de iodo livre, atingindo, 
desse modo, nível antisséptico adequado, exibindo efeito residual de 2 a 6 horas.
 Exemplos são: Betadine®, Don-Dyne®, Laboriodine®, Marcodine® e Riodeine®. 
COMPOSTOS ALCOÓLICOS
 Age por desnaturação das proteína;
 Tem boa ação bactericida e microbactericida. 
 Possui ação contra os principais fungos e vírus, como o vírus da hepatite B e HIV . 
 É um dos mais seguros e efetivos antissépticos, reduzindo rapidamente a contagem 
microbiana na pele. 
 Por ser volátil, deve ser mantido em local fresco e bem ventilado.
 Pode ser utilizado na forma de Álcool Isopropílico (mais tóxico e menos eficaz) ou 
Etílico.
 Concentrações entre 60% e 90% são adequadas. Entretanto, 70% têm sido a 
concentração indicada, devido menor ressecamento da pele. 
CLOREXIDINA (GLUCONATO DE CLOREXIDINA )
 Age por destruição da membrana celular e precipitação dos componentes internos da
célula microbiana.
 Apresenta largo espectro contra bactérias gram-positivas,
 Apresenta boa atividade contra gram-negativas, fungos e vírus, porém pequena ação
contra microbactérias.
 Apesar de ter ação mais lenta do que o álcool, diversos estudos demonstram sua
ação após 15 segundos de lavagem das mãos.
 É um antisséptico significativamente mais eficaz que os Iodóforos.
 Exemplos: Clorexidina®, Chlorohex®, Glucohex®, Riohex® e Silvex®.
SABÕES
 Possui atividade bacteriostática, porém lenta, exigindo tempo considerável para 
destruição dos microrganismos, especialmente os gram-negativos, além de ter 
poucos efeito sob esporos. 
 Ação é pouco duradoura, necessitando de uso repetido para mantes sua ação 
antisséptica. 
 Seu uso pode ocasionar neurotoxicidade, por absorção transcutânea. 
 Apresenta efeito reduzido na presença de sangue ou exsudato e, na atualidade, 
encontra-se praticamente fora de uso. 
 Exemplos: Fisohex e Soapex.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
 Termo geral que se refere a qualquer ação de limpeza das mãos. Envolve a fricção 
das mãos com preparação alcoólica ou higiene das mãos com água e sabonete 
(líquido ou espuma) para reduzir ou inibir o crescimento de microrganismos nas 
mãos.
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MATERIAIS NECESSÁRIOS 
➢ ÁGUA
• A água utilizada em serviços de saúde deve ser livre de contaminantes químicos e biológicos
• Os reservatórios devem ser limpos e desinfetados, com realização de controle microbiológico 
semestral.
➢ SABÕES
• Nos serviços de saúde, recomenda-se o uso de sabão líquido, devido ao menor risco de 
contaminação do produto
➢ COMPOSTOS ANTISSÉPTICOS 
• Substâncias aplicadas à pele para reduzir o número de agentes da microbiota transitória e 
residente.
• Destacam- se: Iodóforos, Compostos Alcoólicos e Clorexidina.
➢ PAPEL-TOALHA
• O papel-toalha deve ser suave, possuir boa propriedade de secagem, ser esteticamente
aceitável e não liberar partículas.
• Preferência aos papéis em bloco que possibilitam o uso individual.
➢ LAVATÓRIOS
• Sempre que houver paciente (acamado ou não), examinado, manipulado, tocado,
medicado ou tratado, é obrigatória a provisão de recursos para a higienização das
mãos (por meio de lavatórios ou pias) para uso da equipe de assistência.
• Nos locais de manuseio de insumos, amostras, medicamentos, alimentos, também
é obrigatória a instalação de lavatórios/pias.
• Os lavatórios ou pias devem possuir torneiras ou comandos que dispensem o
contato das mãos quando do fechamento da água.
• No lavabo cirúrgico, o acionamento e o fechamento devem ocorrer com cotovelo,
pé, joelho ou célula fotoelétrica.
• Para os ambientes que executem procedimentos invasivos, cuidados a pacientes
críticos ou que a equipe de assistência tenha contato direto com feridas, deve
existir, além do sabão já citado, provisão de antisséptico junto às torneiras de
higienização das mãos.
MATERIAIS NECESSÁRIOS 
5 MOMENTOS PARA HIGIENE DAS MÃOS
MANUAL DE REFERÊNCIA TÉCNICA PARA A HIGIENE DAS MÃOS, 2009.
INDICAÇÕES PARA A LAVAGEM DAS MÃOS
▪ Utilizando ÁGUA e SABÃO:
1. Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e 
outros fluidos corporais.
2. Ao iniciar o turno de trabalho.
3. Após ir ao banheiro.
4. Antes e depois das refeições.
5. Antes de preparo de alimentos.
6. Antes de preparo e manipulação de medicamentos.
 Utilizando COMPOSTOS ALCOÓLICOS: Quando as mãos não estiverem visivelmente sujas, em todas as situações descritas a 
seguir:
➢ Antes de entrar em contato com o paciente:
• Proteção do paciente, evitando transmissão de microrganismo.
➢ Após o entrar em contato com o paciente:
• Proteção do profissional e evitar a transmissão de microrganismo do próprio 
paciente.
➢ Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos 
invasivos:
• Proteção tanto do paciente, quanto do profissional. 
INDICAÇÕES PARA A LAVAGEM DAS MÃOS
➢ Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram
preparo cirúrgico:
• Proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos
do profissional de saúde.
• Exemplo: inserção de cateteres vasculares periféricos.
➢ Após risco de exposição a fluidos corporais:
• Proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao
paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros
profissionais ou pacientes.
➢ Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado
ao paciente:
• Proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos de uma
determinada área para outras áreas de seu corpo.
• Troca de fraldas e subsequente manipulação de cateter intravascular.
INDICAÇÕES PARA A LAVAGEM DAS MÃOS
➢ Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao
paciente:
• Proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao
paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros
profissionais ou pacientes.
• Manipulação de respiradores, monitores cardíacos, troca de roupas de cama,
ajuste da velocidade de infusão de solução endovenosa.
➢ Antes e após remoção de luvas:
• As luvas previnem a contaminação das mãos dos profissionais de saúde e ajudam
a reduzir a transmissão de patógenos. Entretanto, elas podem ter microfuros ou
perder sua integridade sem que o profissional perceba, possibilitando a
contaminação das mãos.
INDICAÇÕES PARA A LAVAGEM DAS MÃOS
FRICÇÃO DAS MÃOS COM PREPARAÇÃO ALCOÓLICA
MANUAL DE REFERÊNCIA TÉCNICA PARA A HIGIENE DAS MÃOS, 2009.
FRICÇÃO DAS MÃOS COM PREPARAÇÃO COM 
ÁGUA E SABONETE
MANUAL DE REFERÊNCIA TÉCNICA PARA A HIGIENE DAS MÃOS, 2009.
FRICÇÃO DAS MÃOS COM PREPARAÇÃO COM 
ÁGUA E SABONETE
MANUAL DE REFERÊNCIA TÉCNICA PARA A HIGIENE DAS MÃOS, 2009.
TÉCNICA PARA CALÇAMENTO E REMOÇÃO DE LUVAS 
 A higiene das mãos (HM) é considerada um dos pilares para prevenir a 
transmissão de micro-organismos nos serviços de saúde . Apesar disso, 
estudos apontam que a adesão global a esta prática permanece baixa, 
geralmente inferior à metade das oportunidades na maioria dos hospitais.
 Quanto ao tipo de luva:
 Luva Cirúrgica (Luva Estéril): produto feito de borracha natural, de 
borracha sintética, de misturas de borracha natural e sintética, e de vinil. 
São EPI de uso único, de formato anatômico, com punhos capazes de 
assegurar ajuste ao braço do usuário (a), para utilização em cirurgias.
 Luva para Procedimentos Não Cirúrgicos (Luva Não Estéril): produto 
feito de borracha natural, de borracha sintética, de misturas de borracha 
natural e sintética, e de policloreto de vinila, de uso único, para utilização 
em procedimentos não cirúrgicos para assistência à saúde.
CALÇAMENTO DE LUVA CIRÚRGICA (LUVA ESTÉRIL)
WHO. Guideline on 
hand hygiene in health 
care. 2009.
REMOÇÃO DE LUVA CIRÚRGICA (LUVA ESTÉRIL)
WHO. Guideline on 
hand hygiene in health 
care. 2009.
CALÇAMENTO DE LUVA PARA PROCEDIMENTOS NÃO 
CIRÚRGICOS (LUVA NÃO ESTÉRIL)
WHO. Guideline 
on hand hygiene in 
health care. 2009.
REMOÇÃO DE LUVA PARA PROCEDIMENTOS NÃO 
CIRÚRGICOS (LUVA NÃO ESTÉRIL)
WHO. Guideline on 
hand hygiene in health 
care. 2009.
VESTUÁRIO CIRÚRGICO 
 Deve-se prezar por um ambiente limpo em torno do paciente que está sendo operado.
Para isso, utiliza-se vestuário próprio, que devem ser de uso restrito ao centro cirúrgico,
pois a circulação fora desse ambiente pode levar à contaminação por germes do
ambiente hospitalar ou externo.
 Paramentos limpos: são aqueles submetidos apenas a processo de lavagem e
desinfecção, não sendo obrigatório sua esterilização. São utilizados por todos os
membros da equipe cirúrgica, inclusive por profissionais que não entram diretamente em
contato com a ferida cirúrgica, como anestesista, enfermeiras.
 Paramentos assépticos: são aqueles que necessitam de serem submetidos a processo
prévio de esterilização para seu uso, pois estão em contato direto com a ferida cirúrgica,
devendo ser usados pelo cirurgião, auxiliares diretos e pelo instrumentador.
 ROUPAS DO CENTRO CIRÚRGICO – Proibido o uso delas fora do centro cirúrgico.
Confeccionadas com tecidos de boa durabilidade e resistência, constituídas de duas
peças, o jaleco e a calça, ou peça inteiriça (macacão). Não deve conter aberturas
inferiores, para prevenir contaminação.
 TOUCAS: Devem possuir tamanho ideal para cobrir todo o cabelo, uma vez que é via de
desprendimento de partículas biológicas. Assim, evitam que microrganismos caiam
sobre os aventais ou no campo operatório.
 MÁSCARA: A máscara deve ser trocada entre uma cirurgia e outra, ou mesmo durante 
cirurgias mais prolongadas, pois a umidade nelas acumulada pela respiração prejudica a 
função de filtração, podendo aumentar a taxa de infecção. 
 ÓCULOS: Age impedindo a contaminação da conjuntiva por microrganismos em 
aspersão e por aqueles vinculados pelo sangue e secreções corpóreas durante a 
cirurgia. 
VESTUÁRIO CIRÚRGICO 
 CAPOTE CIRÚRGICO: Tem como objetivo criar barreira que impeça passagem de 
microrganismos das áreas contaminadas do cirurgião para áreas estéreis. Deve possuir 
comprimento suficiente para ultrapassar os joelhos e mangas compridas com punhos 
sanfonados, com pequena alça em cada punho, a qual permite fixar o punho do avental 
à mão do cirurgião, impedindo que suba em direção ao cotovelo. A parte posterior 
contém velcro ou cordas que permite fechá-lo
 LUVAS: Proteção das mãos, criam barreira entre as mãos do cirurgião e o campo 
operatório. Protegendo de doenças veiculadas pelo sangue e secreções. 
 PROPÉ: São protetores colocados sobre os calçados comuns, com o objetivo de 
impedir que microrganismos aderidos à superfície deles cheguem ao campo cirúrgico. 
Colocados caso se adentre no centro cirúrgico, sendo seu uso restrito a este local.
VESTUÁRIO CIRÚRGICO 
VESTUÁRIO CIRÚRGICO 
REFERÊNCIAS
 BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Higienização das 
mãos em serviços de saúde. Brasília, 2007.
 BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Referência Técnica para a Higiene das 
Mãos. Brasília, 2009.
 BRASIL. Centro De Vigilância Epidemiológica. Recomendações sobre o uso de 
luvas em serviços de saúde. 2016. 
 BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Assistência Segura: 
Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática. 
 World Health Organization (WHO). Guideline on hand hygiene in health care. 2009. 
 GOFFI, Fábio Schmidt. Técnica Cirúrgica: Bases Anatômicas, Fisiopatológicas E 
Técnicas Da Cirurgia. 4ª Edição. 2007.

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