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EXPERIMENTO – PRODUÇÃO DE SABÃO INTRODUÇÃO O sabão, na verdade, nunca foi “descoberto”, mas surgiu gradualmente de misturas brutas de materiais alcalinos e matérias graxas. Plínio, o Velho, descreve a fabricação do sabão duro e do sabão mole, no século I, mas foi somente a partir do século XIII que o sabão passou a ser produzido em quantidades suficientes para ser considerada uma indústria. Até os princípios do século XIX, pensava-se que o sabão fosse uma mistura mecânica de gordura e álcali; um químico francês, Chevreul, mostrou que a formação do sabão era na realidade uma reação química. Nesta época, Domeier completou estas pesquisas, recuperando a glicerina das misturas de saponificação. Até a descoberta importante de Leblanc, com a produção da barrilha a custo baixo, a partir do cloreto de sódio, o álcali necessário à saponificação era obtido pela lixiviação bruta de cinzas de madeira, ou pela evaporação de águas alcalinas naturais, por exemplo, do Rio Nilo. À medida que a tecnologia do sabão foi se modificando, introduziu-se a saponificação alcalina contínua. Nos dias de hoje, o controle automático a computador permite que uma usina automatizada para saponificação contínua a NaOH de óleos e gorduras produza em 2 horas a mesma quantidade de sabões (mais de 300 ton/dia) que a obtida em 2 a 5 dias pelos métodos descontínuos. O procedimento moderno envolve a hidrólise contínua. Depois da separação da glicerina, os ácidos graxos são neutralizados a sabão. A reação química fundamental na fabricação do sabão pode ser expressa como saponificação: NaOH + (C17H35COO)3C3H5 → 3C17H35COONa + C3H5(OH)3 O procedimento consiste em hidrolisar a gordura e, depois da separação da valiosa glicerina, em neutralizar os ácidos graxos com a solução de soda cáustica: (C17H35COO)3C3H5 + 3H2O → 3C17H35COOH + C3H5(OH)3 C17H35COOH + NaOH → C17H35COONa + H2O Deve-se comentar que as gorduras e os óleos industriais não são compostos pelo glicerídeo de um único ácido graxo, mas são misturas deles. Para processos especiais, existem alguns ácidos graxos com pureza de 90% ou mais. Em virtude de a solubilidade e a consistência dos sais de sódio dos diversos ácidos graxos serem consideravelmente diferentes entre si, o fabricante de sabão escolhe a matéria-prima de acordo com as propriedades desejadas. Matérias-Primas: O sebo é a principal matéria gordurosa na fábrica de sabão; as quantidades usadas constituem cerca de três quartos do total de óleos e de gorduras consumidos na indústria de sabões. O sebo contém os glicerídeos mistos provenientes do derretimento a vapor da gordura sólida de boi. Esta gordura sólida é digerida pelo vapor, e o sebo forma uma camada sobrenadando na água, que pode ser facilmente removida. Usualmente, mistura-se o sebo com óleo de coco, na caldeira de sabão, ou no hidrolisador, para aumentar a solubilidade do sabão. As banhas (cerca de 20%) são a segunda matéria-prima em importância na saboaria. São obtidas de porcos e de animais domésticos menores e constituem fonte importante dos glicerídeos dos ácidos graxos. São por fusões a vapor ou por extração a solvente e raramente empregadas sem serem misturas com outras gorduras. Em alguns casos, são tratadas de maneira a que os ácidos graxos sejam libertados, os quais são empregados no sabão, em lugar da própria banha. O óleo de coco é há muito tempo importante. O sabão do óleo de coco é firme e espumeja em abundância. Contém grandes proporções dos glicerídeos dos ácidos láuricos e mirístico, que são muito desejáveis. Os ácidos graxos livres são usados na indústria de sabões, de detergentes, de cosméticos, de tintas, de têxteis e muitas outras. A acidificação das borras provenientes da refinação alcalina dos óleos também produz ácidos graxos. OBJETIVO Produzir sabão reutilizando óleo MATERIAIS E REAGENTES - Béquer de 250 mL - Béquer de 100 mL - Bastão de vidro - Balança semi-analitica - Bico de Bunsen - Proveta - Copos descartáveis (café) - Agua destilada - Soda caustica - Óleo - Etanol PROCEDIMENTO Em um béquer de 250 ml adicionou-se 60 mL de óleo vegetal, em outro béquer de 100 mL, pesou-se 10 g de soda cáustica em uma balança semi analitica e dissolveu-se com 30 mL de água destilada, em seguida colocou-se a soda cáustica e 50 mL de etanol sobre o óleo. Em sequencia agitou-se com o auxilio de um bastão de vidro o aquecimento brando no bico de Bunsen até a reação de saponificação se completar. Por fim colocou-se em alguns copos descartáveis e esperou-se esfriar. RESULTADO (C¹⁷H³⁵COO)³C³H⁵ + 3NaOH ---> 3C¹⁷H³⁵COONa + C³H⁵(OH)³ 1000 mL ----- 250 g 60 mL --------- X 1000X= 15000 X= 15 g CONCLUSÃO Com base nos estudos realizados, pode-se concluir que é possível produzir sabão de qualidade através do óleo de cozinha residual, sendo possível praticar os conhecimentos da química no ambiente caseiro, de forma simples e barata. A coleta e o reuso do óleo pode contribuir para a ampliação da produção de sabão, gerando um produto de baixo custo e diminuindo os impactos ambientais. BIBLIOGRAFIA Neto, H.P.G., “Apostila de tecnologia dos processos industriais”, Catanduva/SP - 2021