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Samara Pires- MED25 Anatomi� Fígado 1. Fígado ● Localiza-se em hipocôndrio direito e epigástrio; ● Área nua: porção em que o fígado se encontra intimamente relacionado ao diafragma. Nesse local, não há peritônio visceral; Samara Pires- MED25 ● Ligamento venoso: resquício embrionário fibroso do ducto venoso fetal; ● Ligamento falciforme: “abraça” o ligamento redondo do fígado. Limita o lobo hepático direito do lobo hepático esquerdo; ● Fissura sagital esquerda: divide anatomicamente os lobos hepáticos direito e esquerdo. Passa pelo ligamento venoso e pelo ligamento redondo. ● Ligamento redondo do fígado: resquício embriológico da veia umbilical obliterada. Samara Pires- MED25 Samara Pires- MED25 ● Os lobos quadrado e caudado fazem parte do lobo hepático direito. Samara Pires- MED25 ● Fossa da vesícula biliar: não possui peritônio. ● Porta do fígado: região do fígado visceral que contém a artéria hepática, veia porta do fígado e ducto colédoco. ● Impressões do fígado: relevos provocados pelo contato com outros órgãos. Samara Pires- MED25 ● Divisão funcional do fígado - Linha de Cantlie: demarcação funcional dos lobos anatômicos. Corresponde à veia hepática intermédia internamente. Separa as partes direita e esquerda da divisão funcional do fígado. - Fissura sagital direita: corresponde à veia hepática direita; - Fissura sagital esquerda (fissura umbilical): corresponde à veia hepática esquerda. Obs.: todas essas veias correspondentes são tributárias da veia cava inferior. - O plano hepático transverso divide as partes direita e esquerda do fígado (exceto a parte IV) em segmentos (mediais e laterais). Assim, ficariam 7 segmentos + o lobo caudado= 8 segmentos. Samara Pires- MED25 Samara Pires- MED25 Obs.: o lobo quadrado faz parte do segmento IV: segmento medial esquerdo da divisão medial esquerda. ● Porta do fígado: o ducto hepático comum é formado pela união dos ductos hepáticos esquerdo e direito. O ducto hepático comum se junta ao ducto cístico para formar o ducto colédoco. Samara Pires- MED25 ● Ligamentos do fígado ● Vascularização do fígado: artéria hepática própria (leva sangue rico em oxigênio para estruturas não parenquimatosas do fígado) e veia porta (sangue rico em nutrientes, mas não tão oxigenado), que leva para o parênquima hepático (hepatócitos). - A veia porta conflui para o sinusoide hepático (capilar bastante fenestrado); - O sinusoide hepático fica localizado entre um ramo da veia porta e um ramo da veia hepática; Samara Pires- MED25 - A veia centrolobular direciona o sangue pobre em oxigênio para as veias hepáticas → direita, esquerda e intermédia, as quais são tributárias para a veia cava inferior; - Essa conformação que tributa para a veia cava inferior ajuda a fixar o fígado; - A artéria hepática própria é um ramo do tronco celíaco. ● Trígono cisto-hepático ou triângulo de Calot: delimitado pela face visceral do fígado, pelo ducto hepático comum e pelo ducto cístico. Contém a artéria cística (seccionada na colecistectomia). Samara Pires- MED25 Obs.: a artéria gastroduodenal é ramo da artéria hepática comum. ● Inervação do fígado: plexo hepático (maior ramo do plexo celíaco) → possui fibras simpáticas pós-sinápticas e por ramos vagais anterior e posterior. ● Drenagem linfática: a linfa é produzida no espaço perisinusoidal e é drenada para os linfonodos hepáticos ou é drenada na cápsula fibrosa do fígado (abundância de vasos linfáticos). Samara Pires- MED25 2. Vesícula biliar ● Dividida em fundo, corpo, colo e infundíbulo; ● O infundíbulo é chamado de bolsa de Hartmann → onde geralmente ficam alojados os cálculos biliares. - Pode haver uma obstrução secundária no ducto hepático comum ou no ducto colédoco por causa dos cálculos no ducto cístico ou no infundíbulo da vesícula que ficam impactados → essa é a síndrome de Mirizzi. ● Perfuração no intestino delgado (principalmente íleo) e no intestino grosso: pode originar um íleo biliar (no caso do intestino delgado) ou os cálculos biliares podem sair nas fezes (caso do intestino grosso).