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1) Homem de 19 anos procurou serviço de otorrinolaringologista com queixa de 
obstrução nasal. Relatou que tal sinal persis<a há algumas semanas, mas que inicialmente 
pensou tratar-se de uma alergia, e se automedicou com an<- histamínicos, sem resultado. 
Queixou-se também de episódios de rinorreia. Ao longo das semanas observou que a 
obstrução da fossa nasal esquerda passou a ser bilateral. Durante o exame Hsico, o 
paciente relatou dor a compressão do seio paranasal, entretanto negou febre e astenia. 
Foi realizado rinoscopia anterior onde foi revelado pólipo único de origem no meato nasal 
médio projetando para o coano esquerdo. 
Síntese: obstrução nasal relacionada à alergia -> obstrução bilateral + pólipo nasal no 
meato nasal médio e projeção para coano. 
 CAVIDADE NASAL 
• Coano 
• Conchas nasais (superior média, inferior) 
• Meatos nasais (superior, médio e inferior) 
• Ós<o nasolacrimal 
• Recesso esfenoe<moidal 
“... alergia...” 
FARINGE 
• Tonsila faríngea 
• Nasofaringe, orofaringe, laringofaringe 
“... compressão dos seios paranasais...” 
SEIOS PARANASAIS 
• Esfenoidal 
• E<moidal (anterior, médio, posterior) 
• Frontal 
• Maxilar 
• Parte posterior do meato nasal inferior -> abrem seio frontal e e<moidal anterior 
• Parte média do meato nasal médio (bulha e<moidal) -> seio e<moidal médio 
• Parte posterior do meato nasal medio -> seio maxilar 
• Recesso esfenoe<moidal -> seio esfenoidal 
1. Obstrução nasal: estruturas da cavidade nasal 
 
2. Alergia: quando o sistema imunológico reage de forma exagerada quando exposto a 
certas substâncias (alérgenos) 
3. An<- histamínicos: Os an<-histamínicos (an<alérgicos) são os medicamentos mais 
u<lizados no tratamento das ur<cárias, uma vez que a histamina é a principal 
substância que ocasiona a maior parte dos sintomas da inflamação da alergia. Esses 
medicamentos atuam nas terminações nervosas e nos vasos sanguíneos (impedem 
a dilatação dos vasos), amenizando os sintomas da inflamação 
4. Rinorreia: secreção excessiva, que varia de um líquido claro até um muco espesso, 
do nariz e das fossas nasais. 
5. Obstrução da fossa nasal (cavidade nasal) esquerda passou a ser bilateral ( dos dois 
lados): estruturas da cavidade nasal 
6. Dor a compressão do seio paranasal: seio esfenoidal, seio etmoidal (grupo anterior, 
posterior e médio), seio frontal e seio maxilar 
 
7. Pólipo (tumor benigno indolor na mucosa do nariz) único de origem no meato nasal 
médio projetando para o cóano esquerdo (abertura posterior esquerda da cavidade 
nasal): 
Lâmina da cavidade nasal -> Corte longitudinal da cavidade nasal no aumento de 40x, 
mostrando o epitélio respiratório e o epitélio olfatório. 
 
2) Criança de 9 anos, sexo masculino, foi trazida a emergência em razão de queda da 
altura do armário, aproximadamente duas horas antes. A mãe relatou que após a queda a 
crianças queixou-se de dor localizada no nariz além de outras escoriações. Ao exame Hsico 
apresentou aplainamento facial, edema e equimose na face, além de degraus à palpação. 
Foi realizada radiografia de crânio onde foi evidenciado tracos de fraturas em ossos do 
nariz. 
Síntese: queda do armário. Dor localizada no nariz. Radiografia revela fratura em ossos 
do nariz. 
 NARIZ 
• Raiz 
• Dorso 
• Ápice 
• Base 
• Asas do nariz 
• Arcabouço car<laginoso ((Processo Lateral da Car<lagem do septo nasal, 
Car<lagem ala maior, Car<lagem ala menor) 
• Tecido epitelial colunar simples com células caliciformes 
• Car<lagem do septo nasal 
 
Histologia: O nariz é formado por car<lagem hialina 
Aplanamento Facial: 
• Raiz (Cartilagem Hialina) 
• Dorso (Cartilagem hialina) 
• Ápice (Cartilagem Elástica) 
• Base (Cartilagem Hialina) 
• Asa do nariz (Cartilagem Hialina) 
• Cartilagem do septo nasal (Cartilagem 
Hialina) 
• Cartilagem ala maior (Cartilagem 
Hialina) 
• Processo lateral do septo nasal 
(Cartilagem Hialina) 
Fraturas em ossos do nariz: 
• Vômer 
• Lamina perpendicular etmoidal 
(Cartilagem Hialina) 
• Conchas nasais: Superior, Média e 
Inferior 
• Tecido epitelial colunar simples com 
células caliciformes 
 
Lâmina da cavidade nasal -> Corte longitudinal da cavidade nasal no aumento de 40x, 
mostrando o epitélio respiratório e o epitélio olfatório. 
3) Homem de 47 anos, hipertenso medicamentado, relatou episódio de epistaxe 
acompanhada de dor na nuca após estresse intenso no trabalho. Ao exame Hsico 
aparentava P.A. 190 x 110 mmHg e epistaxe anterior a<va. Foi medicando com an<-
hipertensivo oral e subme<do a tamponamento nasal anterior com melhora do quadro. 
Síntese: hipertenso chegado ao PS com epistaxe anterior aPva. Medicado com anP-
hipertensivos e realizado tamponamento nasal anterior. 
“... epistaxe...” região vascularizada: 
 CAVIDADE NASAL 
• Vesrbulo Nasal 
• Septo nasal 
• Limiar do nariz 
• Lâmina cibriforme 
• Conchas nasais (inferior, média superior) 
• Meatos nasais (inferior, superior, médio) 
Pontos principais: 
Epistaxe: Sangramento Nasal, definida como um sangramento originário da mucosa nasal, 
representando uma alteração da hemostasia normal do nariz. Essa hemostasia pode estar 
comprome<da por perda da integridade vascular, anormalidades na mucosa nasal ou por 
alterações nos fatores de coagulação. 
Epistaxe anterior: Forma de tratamento U<lizadab->Tamponamento Nasal Anterior 
O tamponamento nasal foi introduzido na prá<ca médica por Hipócrates e vem sendo 
realizado até os dias atuais como procedimento de ro<na nos serviços de emergência. O 
tamponamento tem uma eficácia menor do que a cauterização, porque não atua 
diretamente sobre o vaso sangrante, mas exerce pressão uniforme sobre a mucosa como 
um todo. O edema e o processo inflamatório resultantes da presença do tampão atuam 
impedindo o sangramento. 
Existem diversos tampões nasais disponíveis, sendo mais comumente usados os de rayon 
ou gaze (embebidos em vaselina, nitrofurazona ou pomada de an<bió<co). A gaze é 
disposta em <ras ao longo da fossa nasal, em "pilha" ou "sanfona", até preencher por 
completo a fossa. Outras alterna<vas são os tampões feitos com dedo de luva preenchido 
com gaze, esponja de uso domés<co reves<da por preserva<vo e tampão Merocel (este 
úl<mo é introduzido na fossa nasal e embebido com gotas de an<bió<co, expandindo-se e 
preenchendo a fossa nasal). Para qualquer <po de tampão anterior vale a regra de 
introduzi-lo profundamente na fossa nasal, para que toda a mucosa seja pressionada, e 
não apenas a da região anterior do septo. 
O tampão nasal anterior é man<do por um período de 2 a 5 dias, dependendo da 
intensidade do sangramento. O Merocel deve ser re<rado em 48 horas, uma vez que 
possui a tendência de aderir à mucosa nasal, dificultando sua re<rada após esse período. 
Um dos riscos do tamponamento anterior, embora raramente observado, é a síndrome do 
choque tóxico, causada pela liberação de toxinas do Staphylococcus aureus, absorvidas 
pela mucosa nasal. Alguns autores advogam o uso de an<microbiano sistêmico profilá<co 
quando do tamponamento com a finalidade de prevenir a sinusite pelo acúmulo de 
secreções nos seios paranasais e fossa nasal; contudo, a síndrome do choque tóxico não é 
evitável pelo uso de an<microbiano sistêmico. 
A re<rada do tampão nasal pode ocasionar trauma importante da mucosa nasal, com 
recidiva do sangramento. Os pacientes com discrasias sanguíneas são par<cularmente 
suscerveis à novos episódios de sangramento, assim, aconselha-se o uso de esponjas 
hemostá<cas cirúrgicas (Gelfoam, Oxycel), que são reabsorvidas pela mucosa, sem 
necessidade de sua re<rada. Sua desvantagem é a menor eficiência no controle de 
sangramentos abundantes. 
(No caso não foi necessário). Existem outros métodos de tratamento como: 
 • Cauterização 
• Tratamento Cirúrgico 
PA: 190/110 mm HG (Alta) 
 
Paciente Hipertenso medicamentado, com relato de dor na nuca após estresse, o que é 
uma possível causa da PA aumentada. A cefaleia tensional pode acontecer como 
consequência de diversas situações que favorecem as contraçõese o enrijecimento dos 
músculos da região do pescoço, como estresse, excesso de preocupação, ansiedade, 
tensão emocional, depressão e dor cervical. Além disso, a dor pode acontecer por conta 
de alterações do sono, do ape<te e esforço ocular. 
4) Criança de 06 anos, sexo feminino, foi levada ao serviço de pediatria próximo a sua 
residência em virtude de febre alta, astenia e cefaleia. Há vinte dias apresentou resfriado, 
com resolução espontânea. A mãe relatou que a filha necessitava de uma cirurgia de 
re<rada das adenoides, que prejudicava muito a respiração, o que foi iden<ficado no 
exame Hsico, assim como dor a palpação da face e um leve desvio de septo nasal. A TC de 
crânio revelou opacificação do seio paranasal associado ao desvio de septo, sendo 
diagnos<cada com sinusite aguda. 
Síntese: chegada ao PS com febre alta, astenia e cefaleia. Realizou rePrada das 
adenoides. Dor a palpação da face. Desvio de septo nasal. TC opacificação de seio 
paranasal. DiagnósPco: sinusite aguda. 
“... re<rada das adenoides...” 
 NASOFARINGE 
• Nasofaringe 
• Ós<o Faríngeo da Tuba Audi<va 
• Toro tubário 
• Tonsila faríngea 
• Prega salpingopala<na 
• Prega salpingofaríngea 
• Recesso esfenoe<moidal 
• Recesso faríngeo 
“... desvio de septo nasal...” 
NARIZ 
• Car<lagem do Septo Nasal 
 CAVIDADE NASAL 
• Septo Nasal: parte óssea (posterior) 
• Septo Nasal: parte car<laginosa (anterior) 
“... dor à palpação...” 
SEIOS PARANASAIS 
• Esfenoidal 
• E<moidal (anterior, médio e inferior) 
• Frontal 
• Maxilar 
• Parte posterior do meato nasal inferior -> abrem seio frontal e e<moidal anterior 
• Parte média do meato nasal médio (bulha e<moidal) -> seio e<moidal médio 
• Parte posterior do meato nasal medio -> seio maxilar 
• Recesso esfenoe<moidal -> seio esfenoidal 
Re<rada das adenóides : Tonsila faríngea-> Localizada no teto da nasofaringe (epitélio 
colunar simples ciliado com células caliciformes). 
 
Tonsila faringea: Parênquima com nódulos linfá<cos, alguns com centros germina<vos. 
Quando inflamada é denominada adenóide. 
Lâminas de nódulos linfáPcos: 
 Região cor<cal: local de linfócitos B 
Região paracor<cal: local de linfócitos T 
Região medular: cordões de células 
(linfócitos diferenciados). 
Nódulo linfá<co primário não está em 
a<vidade por isso não há centro 
germina<vo. 
Quando o nódulo linfá<co está em 
a<vidade ele é chamado de nódulo 
linfá<co secundário, tendo um centro 
germina<vo. 
Centro germina<vo (dividido em três regiões) 
Zona escura (centroblastos): linfócitos B imunocompetente virgem. 
Zona basal clara (centrócitos): linfá<co B expressam imunoglobulinas de superHcie. 
Zona apical clara: os linfócitos B que não sofreram apoptose se diferenciam em 
plasmócitos e células B de memória. 
Anatomia tonsila faríngea: 
Opacificação do seio paranasal: Quando há obstrução dos ós<os, a secreção do epitélio e 
da lâmina própria aumenta nas áreas e da lâmina própria aumenta nas áreas dos seios 
ocorrendo infecções e inflamações. Os seios paranasais são cobertos por tecido epitelial 
colunar simples com células caliciformes. 
Compressão dos seios paranasais: frontal, etmoidal, esfenoidal e maxilar. Obstrução das 
fossa nasal: Seios nasais (frontal, maxilar, esfenoidal e etmoidal) Meatos nasais (inferior, 
médio e superior). 
Anatomia dos seios paranasais: 
*Epitélio dos seios paranasais é 
o mesmo epitélio presente na 
n a s o f a r i n g e , e p i t é l i o 
respiratório. 
Resfriado com resolução espontânea: Aumento da produção de muco pelas células 
caliciformes(tecido conjun<vo frouxo), presentes no epitélio respiratório. O muco atua 
como filtro biológico. 
Desvio do septo nasal: 
 
Histologia das fossas nasais (Septo nasal): 
Septo Nasal: possui ossificação endocondral (car<lagem hialina). 
5) Homem de 38 anos, subme<do a ressecção parcial da glândula <reoide, evoluiu no pós 
- operatório com dispneia importante e parda respiratória. Ao ser atendido pelo cirurgião 
de plantão, observou – se hematoma significa<vo na região cervical, sendo drenado 
imediatamente e subme<do a uma traqueostomia. 
Síntese: ressecção parcial da Preoide. Pós operatório com parada cardíaca drenado 
imediatamente. Realização de traqueostomia. 
“... <reoide...” 
 LARINGE (acomodação da <reoide) 
• Car<lagem <reoide e proeminência laríngea (TC hialino) 
• Car<lagem cricóidea (TC hialino) 
• Car<lagem trircia 
• Ar<culação crico<reoidea 
‘... traqueostomia...” 
 TRAQUEIA 
• Car<lagens traqueais 
• Ligamentos anulares 
• Membrana cricotraqueal 
- Glândula <reoide (sistema endócrino): 
Posição anatômica: situa-se na base do pescoço, imediatamente por baixo 
da laringe, reves<ndo a parte anterior da traqueia. A sua forma assemelha-se a uma 
borboleta, pois é cons<tuída por dois lobos laterais, cada um com cerca de 4 a 6 cm de 
comprimento, 1,5 cm de largura e 2 a 3 cm de espessura, situados em ambos os lados da 
traqueia e unidos por uma estreita porção de tecido, denominada istmo. -Dois 
procedimentos de intervenção respiratória: 
A traqueostomia é um dos recursos que podem ser usados para facilitar a chegada de ar 
aos pulmões quando existe alguma obstrução no trajeto natural. É uma pequena abertura 
criada cirurgicamente feita na traquéia, que fica na parte anterior do pescoço, ela é 
composta por car<lagens traqueais e ligamentos anulares. 
Diferente da cricostomia que é feita na membrana crico<reoidea, feita em urgências, que 
libera a cavidade infragló<ca. 
 
- Faringe: 
Nasofaringe 
Ós<o faríngeo da tuba audi<va toro tubário 
Tonsilas faríngea 
Prega salpingopala<na 
Prega salpingofaríngea orofaringe 
Laringofaringe 
 
- Laringe: 
Car<lagem epiglote 
Car<lagem <reóide + proeminência laríngea 
Car<lagem cricóidea 
Car<lagem aritenóide 
Car<lagem corniculada 
Car<lagem cuneiforme 
Ar<culação crico<reoidostomia 
Ar<culação cricoaritenóidea 
Ádito da laringe 
Vesrbulo da laringe 
Pregas ves<bulares 
Pregas vocais 
Ventrículo da laringe glote + rima da glote 
Cavidade infragló<ca 
OBS: Anatomia interna da laringe é dividida em três regiões, em três espaços, vesrbulo, 
glote e cavidade infragló<ca 
- Dispneia importante e parada respiratória: compromete a porção respiratória: 
Bronquíolos respiratórios 
Ductos alveolares 
Sacos alveolares 
Alvéolos pulmonares 
Os hematomas cervicais: podem levar à obstrução das vias aéreas superiores + 
encontrado principalmente após <reoidectomias, traumas e tumores 
 
 
- Traqueia: 
Car<lagens traqueais 
Ligamentos anulares 
Parede membranácea da traqueia 
Músculo traqueal 
Carina da Traqueia 
Lamina da Traqueia: 
1ª Lâmina: Corte transversal da traqueia no aumento de 40X, mostrando que formam as 
túnicas da traqueia. 
2ª Lâmina: Corte transversal de traqueia no aumento de 400X, mostrando a camada 
mucosa. 
6) Homem de 42 anos chegou ao serviço de emergência vi<ma de colisão de carro, 
apresentando ferida em região cervical anterior. Ao exame Hsico encontrava-se muito 
dispneico, o que mo<vou a realização da crico<reostomia de urgência. 
Síntese: acidentado. Necessidade de realizar cricoPreostomia de emergência 
“... crico<reostomia...” 
LARINGE 
• Car<lagem <reoidea e proeminência laríngea 
• Car<lagem cricoidea 
• Membrana crico<reoidea 
• Cavidade infragló<ca 
 
-> Crico<reostomia de emergência 
 
• A membrana crico<reoidea fica entre a car<lagem <reoide e a cricóide 
• Músculo crico<reoideo 
• Tecido epitelial colunar simples ciliado com células caliciformes: Na fossa nasal irá 
iniciar o processo de umedecimento , aquecimento e filtragem do ar através das 
vibrissas. Como o ar vai entrar depois , na traqueia , esse processo de filtragem ficará 
debilitado podendo ocasionar infecções 
 
-> Região cervical anterior : 
• M. Esternocleidomastóideo 
• M. escaleno anterior 
 
 
7) Crianças de 4 anos chega ao pronto socorro as quatro horas da manhã com crises de 
dificuldade respiratória. Ao exame Hsico encontrava-se cianó<ca, dispneica com u<lização 
de musculatura acessória cervical. Ao examedo sistema respiratório a criança apresentou 
hiper<mpanismo em 2/3 inferiores do tórax. Foi realizada uma broncoscopia onde foi 
encontrado um pequeno objeto obstruindo a passagem de ar para os pulmões. 
Síntese: crises respiratórias na madrugada. Dispineica cianóPca com uPlização de 
musculatura acessória cervical. HiperPmpanismo em 2/3 do tórax. Broncoscopia 
encontrou objeto obstruindo passagem de ar para os pulmões. 
“... u<lização de musculatura acessória...” 
 INSPIRAÇÃO FORÇADA 
• M. esternocleidomastóideo 
• Mm. Escalenos (anterior, médio, posterior) 
“... 2/3 do tórax...” 
dividem o hemítórax por três linhas horizontais (2/3 no pulmão direito equivalem ao 
lobo superior e médio, e no esquerdo ao lobo superior.) 
PULMÃO DIREITO 
• Lobo superior 
• Lobo médio 
• Fissura horizontal 
• Fissura oblíqua 
• Hilo pulmonar direito e suas estruturas 
• Seg. broncopulmonar apical do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar posterior do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar anterior do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar lateral do lobo médio do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar medial do lobo médio do pulmão direito 
PULMÂO ESQUERDO 
• Lobo superior 
• Fissura oblíqua 
• Hilo pulmonar esquerdo e suas estruturas 
• Seg. broncopulmonar apicoposterior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar anterior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar triangular superior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar triangular inferior do lobo superior do pulmão esquerdo 
 
“... broncoscopia...” 
 Brônquios 
 
BRÔNQUIOS DIREITOS 
Brônquio principal direito 
• Brônquio lobar superior direito 
➢ Brônquio segmentar apical direito 
➢ Brônquio segmentar anterior direito 
➢ Brônquio segmentar posterior direito 
• Brônquio lobar médio 
➢ Brônquio segmentar lateral direito 
➢ Brônquio segmentar medial direito 
• Brônquio lobar inferior 
➢ Brônquio segmentar basilar medial direito 
➢ Brônquio segmentar basilar lateral direito 
➢ Brônquio segmentar basilar anterior direito 
➢ Brônquio segmentar basilar posterior direito 
➢ Brônquio segmentar superior direito 
• Parte intermédia do brônquio principal direito 
BRÔNQUIOS ESQUERDOS 
Brônquio principal esquerdo 
• Brônquio lobar superior esquerdo 
➢ Brônquio segmentar apicoposterior 
➢ Brônquio segmentar anterior 
➢ Brônquio segmentar triangular ou lingular 
➢ Brônquio segmentar triangular ou lingular superior 
➢ Brônquio segmentar triangular ou lingular inferior 
• Brônquio lobar inferior esquerdo 
➢ Brônquio segmentar basilar anteromedial esquerdo 
➢ Brônquio segmentar basilar lateral esquerdo 
➢ Brônquio segmentar basilar posterior esquerdo 
➢ Brônquio segmentar superior esquerdo 
Lâmina de brônquios e bronquíolos -> Corte transversal do pulmão mostrando uma 
região onde aparecem brônquios e bronquíolos. 
8) Mulher, 65 anos, sabidamente diabé<ca e cardiopata, foi levada à emergência por 
familiares apresentando tosse produ<va, febre e confusão mental há 4 dias, após estar 
gripada há 1 mês. Ao exame a paciente apresentou dispneia, PA 160 x 90 mmhg, FC 99 
bpm, murmúrio vesicular diminuído em base do pulmão esquerdo. Foi realizado 
hemograma que apesentou 18.000 leucócitos e radiografia, que apresentou condensação 
pulmonar bilateral e pequeno derrame pleural à esquerda. A paciente foi internada para 
hidratação, controle da glicemia, an<bio<coterapia venosa, no quarto dia após o inicio do 
tratamento a paciente permanecia com leucocitose e febre, quando foi solicitado uma TC, 
que evidenciou a presença de liquido obliterado nos recessos pulmonares à esquerda. 
Uma toracocentese de alivio e diagnós<ca foi realizada, com saída de liquido francamente 
purulento, a analise laboratorial confirmou o diagnós<co de infecção por Streptococcus 
pneumoniae. 
Síntese: diabéPca e cardiopata, emergência com tosse produPva febre e confusão 
mental após gripe de 1 mês. Dispneia, murmúrio vesicular diminuído em base de 
pulmão esquerdo. Hemograma com leucocitose. Radiografia com condensação 
pulmonar bilateral e derrame pleural à esquerda. No monitoramento após apresentou 
líquido obliterado nos recessos pulmonares à esquerda, realizada toracocentese que 
apresentou líquido purulento e infecção que indicou pneumonia. 
“... base pulmonar esquerda...” 
 LOBO INFERIOR DO PULMÃO ESQUERDO 
• Lobo inferior do pulmão esquerdo 
• Fissura oblíqua 
• Incisura cardíaca 
• Impressão cardíaca 
• Língula 
• Seg. broncopulmonar superior do lobo inferior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar basilar anteromedial do lobo inferior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar basilar lateral do lobo inferior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar basilar posterior do lobo inferior do pulmão esquerdo 
“...derrame pleural...” 
PLEURA 
• Lâmina parietal 
• Lâmina visceral 
• Cavidade pleural 
“... pneumonia...” 
 BRÔNQUIOS 
- Tosse produ<va: com produção de muco, podendo ser consequência de doenças 
infecciosas agudas e crônicas das vias respiratórias inferiores sendo elas a traqueia, os 
brônquios, bronquiolos e os alvéolos pulmonares ou uma evolução da tosse seca, quando 
a inflamação das vias aéreas respiratórias superiores implica na produção de muco que 
vai do nariz para a faringe, local que se acumula . 
 
”...dispneia, PA 160x90 mmhg, FC 99 bpm...” 
- Pode-se concluir que tais sintomas são oriundos de algumas patologias que a paciente 
apresenta, entre elas a cardiopa<a. 
-Experiência subje<va de desconforto respiratório. Essa sensação pode se manifestar de 
diferentes formas, como “sufocamento”, “sensação de aperto torácico”, “falta de ar”, 
entre outras. 
”... murmúrio vesicular diminuído em base do pulmão esquerdo” 
- Murmúrio vesicular – representa o movimento do ar nos bronquíolos e alvéolos. São 
ouvidos em todos os campos pulmonares e são sons suaves e graves na inspiração longa e 
na expiração curta. 
- Murmúrio vesicular diminuido: presença de ar (pneumotórax), líquido (hidrotórax) ou 
sólido (espessamento pleural) na cavidade pleural, enfisema pulmonar, dor torácica que 
diminua movimento do tórax, obstrução de vias aéreas superiores (edema de glote, 
obstrução da traquéia) e oclusão parcial ou total dos brônquios e bronquíolos. 
”...condensação pulmonar bilateral e pequeno derrame pleural à esquerda”. 
 -Condensação pulmonar: é um sinal de doenças respiratórias caracterizada por 
subs<tuição do ar alveolar por líquido prejudicial (como transudato, exsudato ou tecido 
conjun<vo), lesionando a área. 
- Derrame pleural: a pleura é uma membrana delicada que recobre o pulmão pelo lado 
de fora (pleura visceral) e a superHcie interna da parede torácica (pleura parietal). Entre as 
duas pleuras, existe uma camada muito fina de líquido, que facilita o deslizamento suave 
dos pulmões dentro da caixa torácica quando eles se enchem e esvaziam de ar. 
O derrame pleural, ou água na pleura, é caracterizado pelo acúmulo excessivo de líquido 
no espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal. O derrame pleural não deve ser 
confundido com a chamada “água no pulmão” (edema pulmonar), condição caracterizada 
pelo acúmulo de líquido dentro do pulmão, e não no espaço entre as pleuras. 
 
“...que evidenciou a presença de liquido obliterado nos recessos pulmonares à esquerda”. 
Derrame pleural 
”... uma toracocentese de alívio e diagnós<ca” 
* Diagnós<ca: coleta de pequena quan<dade de líquido pleural para análise. 
* Alívio: re<rada de grande volume de líquido pleural para alívio de sintomas relacionados 
a um derrame pleural volumoso. 
A toracocentese consiste na punção com agulha fina do espaço pleural, por via 
transparietal 
9) Homem de 70 anos, tabagista de longa data, foi subme<do a inves<gação por suspeita 
de câncer de pulmão e por apresentar pneumonias de repe<ção. Durante exame Hsico, 
observaram-se sibilos fixos em hemitórax esquerdo. Foi realizado TC, que demonstrou 
área hipertensaem região de brônquio principal esquerdo, além de diversas nodulações 
em lóbulos pulmonares. Foi indicada broncoscopia que revelou lesão endobrônquica de 
aproximadamente 2 cm, sendo re<rada amostra para avaliação histopalógica. 
Síntese: suspeita de câncer de pulmão por apresentar pneumonias de repePção. 
Apresentou sibilos fixos em hemitórax esquerdo. Área de brônquio principal esquerdo 
hipertensa. Nodulação em lóbulos pulmonares. Broncoscopia com rePrada de lesão 
endobrônquica com aproximadamente 2cm. 
“...brônquio principal esquerdo” 
 BRONQUIOS 
BRONQUIOS ESQUERDOS 
Brônquio principal esquerdo 
• Brônquio lobar superior esquerdo -> LOBO SUPERIOR 
➢ Brônquio segmentar apicoposterior 
➢ Brônquio segmentar anterior 
➢ Brônquio segmentar triangular superior 
➢ Brônquio segmentar triangular inferior 
• Brônquio lobar inferior esquerdo -> LOBO INFERIOR 
➢ Brônquio segmentar basilar anteromedial esquerdo 
➢ Brônquio segmentar basilar lateral esquerdo 
➢ Brônquio segmentar basilar posterior esquerdo 
➢ Brônquio segmentar superior esquerdo 
 
Lâmina de brônquios e bronquíolos -> 
Corte transversal do pulmão mostrando 
uma região onde aparecem brônquios e 
bronquíolos. 
10) Mulher 34 anos, deu entrada em ambulatório de emergência referindo quadro de 
adinamia intensa há 5 semanas associada a tosse produ<va com hemoptoicos, febre 
diária, sudorese importante e emagrecimento. Ao exame: paciente desidratada, 
hipocorada, febril ao toque, dispneica e apresentando lesões orais comparveis com 
candidíase oral, PA 100 x 60 mmhg, FC 11 bpm. Radiografia de tórax evidencia infiltrado 
pulmonar em região de ácinos pulmonares e cavitação em lobo superior do pulmão 
direito. A paciente é internada em caráter de urgência e em resposta ao exame de escarro 
foi iden<ficado posi<vo para tuberculose. A paciente autorizou teste rápido para HIV, que 
foi prontamente posi<vo. Paciente foi colocada em isolamento respiratório e iniciou-se o 
tratamento. 
Síntese: entrada em PS com grande fraqueza muscular (adinamia), associada à tosse 
produPva com presença de sangue (hemoptoico) febre, sudorese, emagrecimento. 
Radiografia evidencia infiltrados pulmonares em ácinos pulmonares e cavitação em lobo 
superior do pulmão direito (tuberculose) Teste rápido para HIV: posiPvo. 
“... ácinos pulmonares...” 
Parte respiratória + pleura 
• Bronquíolo respiratório 
• Sáculos alveolares e ductos alveolares 
• Alvéolos 
• Lâmina parietal da pleura 
• Lâmina visceral da pleura 
• Cavidade pleural 
“... cavitação em lobo superior do pulmão direito...” 
• Lobo superior 
• Seg. broncopulmonar apical do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar posterior do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar anterior do lobo superior do pulmão direito 
... quadro de adinamia intensa há 5 semanas associada a tosse produtiva com 
hemoptóicos, febre diária, sudorese importante e emagrecimento... 
adinamia: falta de forças Hsicas que normalmente acompanha certas doenças graves. 
tosse produPva de hemoptóicos: tosse com hemoptóicos é quando há sangue que vem 
dos brônquios, pulmões e traqueia 
 
 
 
 
Histologia 
 
Traqueia 400x mostrando a camada mucosa 
 
Corte transversal da traqueia 40x 
 
 
 
 
 
Lâmina do pulmão 
Após o bronquíolo terminal têm o bronquíolo respiratório, ao con<nuar a “tubulação” 
tanto de um lado quanto do outro temos alvéolos, o que corresponde a um ducto 
alveolar, e esse ducto alveolar ( reves<do por epitélio simples cúbico, nas extremidades 
pode-se observar epitélio simples pavimentoso) vai chegar a uma região final onde 
teremos um aglomerado de alvéolos, o que vai corresponder a um saco alveolar, que são 
espaços nos quais se abrem diversos alveolos e é responsável pela estrutura esponjosa do 
parênquima pulmonar, cada dobrinha é um alvéolo, e cada risquinho da dobrinha é um 
septo interalveolar. 
Um bronquíolo terminal suprindo de ar toda essa área a gente chama de ácino pulmonar, 
mas aí você lembra que tem muitos brônquios, e um grupamento de bronquíolos 
suprindo a área vai formar o lóbulo pulmonar. 
Os bronquíolos terminais são reves<dos internamente por epitélio colunar cúbico com 
células ciliadas e não ciliadas. Possui células da Clara, que são ciliadaa e com superHcie 
apical em forma de abóbada e saliente em relação as outras células do epitélio. Possui em 
sua região apical grânulos secretores. 
 
 
- Cada bronquíolo terminal subdivide-se em dois ou mais bronquíolos respiratórios. 
 Imagem de um bronquíolo respiratório 
 
 
A superHcie interna dos bronquíolos respiratórios é reves<da por epitélio simples que 
varia de colunar a cubóide, podendo ser ciliado no início 
 
 
 
 
Brônquios 
- Nos ramos maiores a mucosa é reves<da por epitélio respiratório, já nos ramos menores 
o epitélio é cilíndrico simples ciliado 
 
Bronquíolos 
- Bronquíolo terminal: o úl<mo da via de condução aérea, originando os 
bronquíolos respiratórios 
- Bronquíolos respiratórios e ductos e sacos alveolares formam os 
ácinos 
- Os ácinos juntamente com os bronquíolos terminais formam os 
lóbulos pulmonares. 
- Ausência de car<lagem e glândulas 
 
- Células caliciformes ausentes ou em pequena quan<dade 
 
- Seu epitélio é cilíndrico simples ciliado nas porções iniciais e na porção final é cúbico 
simples inicialmente ciliado e finalmente sem cílios 
Alvéolos 
- Trocas gasosas 
- Septo alveolar: 
 
● Pneumócitos <po I: reves<mento de grande extensão da membrana 
alvéolo-capilar; unidos por zônulas de oclusão– impedir a passagem de água extravasada 
dos capilares para o interior dos alvéolos 
 
● Pneumócitos <po II : une-se por desmossomos e junções oclusivas : produção de 
surfactante 
 
- Poros de Kohn: oriHcios nos septos que permitem a ven<lação contralateral (delimitados 
por pneumócitos <po I, sem capilares entre eles) 
 
- Quando há perda de pneumócitos <po I (dano alveolar difuso), há hiperplasia de 
pneumócitos <po II para repô-los. 
 
- Membrana alvéolo-capilar: fusão da membrana basal do alvéolo (pneumócito <po I) e da 
membrana basal do capilar (célula endotelial) trocas gasosas 
 
 
 
 
 
 
...Radiografia de tórax evidenciou infiltrado pulmonar em região de ácinos 
pulmonares... 
- O infiltrado pulmonar ocorre quando uma substância mais densa que o ar (por exemplo, 
pus, edema, sangue, surfactante, proteínas ou células) permanece no parênquima 
pulmonar. O ácino pulmonar é cons<tuído de: Bronquíolos respiratórios (RB); Ductos 
alveolares (AD); Sacos alveolares (AS); Alvéolos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
... e cavitação em lobo superior do pulmão direito… 
 
A lesão pulmonar cavitária é uma área pulmonar preenchida por ar no centro de um 
nódulo ou área consolidada, iden<ficada habitualmente pela radiografia de tórax ou 
tomografia computadorizada. Vários agentes infecciosos e não infecciosos têm sido 
implicados como seus possíveis precipitantes. Neoplasias e Infecção são as duas causas 
mais comuns nos adultos. Também é um achado comum em pacientes HIV posi<vo 
 
 
 
 
 
...a paciente é internada em caráter de urgência e em resposta ao exame de escarro foi 
idenPficado posiPvo para tuberculose… 
 
 
11) Homem de 40 anos, procurou ambulatório de clinica médica referindo quadro de 
dispneia importante aos esforços associados a tosse seca. Nega febre ou emagrecimento 
assim como tabagismo, relata trabalhar com jateamento de areia e inalar muita poeira no 
trabalho a aproximadamente 12 anos. Ao exame: paciente eupneico, afebril, hidratado, 
corado, acianó<co. Foi solicitada radiografia de tórax que demonstrou infiltrado 
inters<cial micronodular bilateral, predominante em lobos superiores, aumento de 
imagens hilares, sugerindo linfonodos calcificados. A TC evidenciou micronódulos, com 
distribuição difusa (lobulares e subpleurais), espessamento inters<cial e áreas pulmonares 
enfisematosas, alterações comparveis com o diagnós<co de silicose. 
Síntese: dispneia importante a esforços com tosse seca. Trabalha commuita poeira há 
12 anos. Radiografia com infiltrado intersPcial micronodular bilateral (sugestão de 
linfonodos calcificados) prevalentes em lobo superior dos pulmões, aumento de 
imagens hílares. Sugestão de silicose. 
“... lobo superior dos pulmões...” 
 PULMÃO DIREITO 
• Lobo superior 
• Fissura horizontal 
• Fissura oblíqua 
• Seg. broncopulmonar apical do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar posterior do lobo superior do pulmão direito 
• Seg. broncopulmonar anterior do lobo superior do pulmão direito 
PULMÃO ESQUERDO 
• Lobo superior 
• Fissura oblíqua 
• Hilo pulmonar esquerdo e suas estruturas 
• Seg. broncopulmonar apicoposterior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar anterior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar triangular superior do lobo superior do pulmão esquerdo 
• Seg. broncopulmonar triangular inferior do lobo superior do pulmão esquerdo 
“...imagens hílares...” 
 HILO DO PULMÃO DIREITO 
• Brônquio lobar superior direito 
• Artéria pulmonar direita 
• Veias pulmonares direitas 
• Linfonodos broncopulmonares “hílares” 
• Artérias bronquiais 
• Veias bronquiais 
HILO DO PULMÃO ESQUERDO 
• Artéria pulmonar esquerda 
• Brônquio lobar superior esquerdo, 
• Brônquio lobar inferior esquerdo 
• Veias pulmonares esquerdas 
• Linfonodos broncopulmonares “hílares” 
•”quadro de dispneia importante aos esforços associados a tosse seca” 
•”infiltrado inters<cial micronodular bilateral, predominantemente nos lobos superiores” 
•”infiltrado inters<cial micronodular bilateral, predominantemente nos lobos superiores” 
 
•” micronódulos, com distribuição difusa (lobulares e subpleurais), espessamento 
inters<cial e áreas pulmonares enfisematosas, alterações comparveis com o diagnós<co 
de silicose. ” 
• Pleura visceral (membrana que envolve o pulmão) não vai fechar o hilo 
• Pleura parietal é o final (quando chega no hilo) que volta ligado no tórax 
• Cavidade pleural é a “curva” das duas pleuras 
• Ligamento pulmonar- ponto em que as duas pleuras se encontram contornando o hilo 
Obs: a parietal vai estar presa no diafragma, quando inspira o diafragma contrai puxando 
a pleura parietal, aumenta o espaço da cavidade pleural fazendo com que a pressão fique 
nega<va em relação a pressão alveolar e atmosférica, isso vai favorecer a entrada do ar na 
inspiração 
Pulmão -> porção respiratória. Pulmão -> brônquios e bronquíolos 
12) Um paciente do sexo masculino, 48 anos, branco, comparece ao consultório médico 
com queixas de um caroço no pescoço observado há quatro semanas, indolor, associado a 
sudorese noturna, episódios de febre e perda de peso (20 kg em 6 semanas). Ao realizar 
exame, verificam-sesinais vitais normais. Há linfadenopa<a indolor na cadeia cervical 
anterior. Os exames iniciais evidenciam hemoglobina de 9,5 g/dL, leucócitos de 16.000/ L, 
plaquetas de 214.000/ L, albumina de 3 g/dL. Por meio da tomografia de 
pescoço,confirma- selinfadenopa<a na cadeia cervical anterior. A par<r da tomografia de 
tórax, observa-se linfadenopa<amedias<nal, enquanto, na tomografia abdomino- pélvica, 
evidencia-se hepatoesplenomegalia. Submete-se,então, o paciente à biopsia excisional de 
linfonodos da cadeia cervical anterior. 
``linfadenopaPa na cadeia cervical anterior`` 
 
``Os exames iniciais evidenciam`` 
- A hemoglobina esta baixa referente ao valor normal (valor normal = 12,5 - 15,7), 
leucócito está alto referente ao valor normal (valor normal = a baixo de 10.000), valores 
das plaquetas normais (maior 150.000), albumina a baixo dos valores normais (3,5-4,7 g/
dL) 
``tomografia de tórax, observa-se linfadenopaPamediasPnal, enquanto, na tomografia 
abdomino- pélvica, evidencia-se hepatoesplenomegalia`` 
- Hepatoesplenomegalia – baço e Hgado aumentados 
Lâminas de baço 
- linfadenopa<amedias<nal - Linfadenopa<as são as lesões mais comuns no medias<no 
médio, incluindo linfoma, sarcoidose e tumor de pulmão metastá<co. As massas do 
medias<no incluem tumores, bolsas cheias de líquido (cistos) e outras anormalidades nos 
órgãos do medias<no. Tais órgãos são o coração, o <mo, alguns linfonodos e partes da 
traqueia, esôfago, aorta, glândula <reoide e glândula para<reoide. 
13) Paciente com história de febre vesper<na diária (não aferida), astenia, hiporexia e 
sudorese há ± 3 meses. Associado, apresentou aumento do volume abdominal, pequenos 
nódulos no pescoço e episódios de epistaxe (“sangue vivo”). Como permanecia até 4 dias 
sem evacuar em casa e apresentou 2 episódios de dispnéia em repouso, procurou por 
atendimento médico em sua cidade de origem, sendo tratado com sulfato ferroso e 
Bactrin®. Como, em 3 meses, não apresentou melhora do quadro febril e aumento 
abdominal, e ainda iniciou quadro de edema em ambos os pés e tosse seca, procurou 
pelo HRG por conta própria. Antecedentes 
Epilepsia (fez uso de fenobarbital até os 10 anos de idade, tendo interrompido por 
orientação médica). 
Nega outras doenças, alergias e uso de medicações atuais. 
EXAME FÍSICO 
REG, orientado, hipocorado (+/+4), eupnéico, febril ao toque, acianó<co, emagrecido. 
Peso: 29 kg, PA: 110 x 70 mmHg 
Linfonodos: Linfoadenopa<a cervical bilateral (± 1 cm, simétricos, indolores, móveis, 
fibroelás<cos, sem sinais flogís<cos). 
ACV: RCR em 2T, bulhas hiperfoné<cas, sopro sistólico (3+/+6). FC: 98 bpm AR: MV+ 
bilateralmente, s/ RA. 
ABD: Distendido, hiper<mpânico, Hgado à ± 5 cm do RCD e do apêndice xifóide, Traube 
ocupado (ponta de baço palpável?). 
Ext: Bem perfundidas, sem edema nos pés. 
Aumento do volume abdominal – hepatoesplenomegalia 
Hepatoesplenomegalia – aumento do Hgado e do baço 
• Baço - Componentes do baço 
O baço é um órgão alongado com formato geral triangular. 
Possui em uma das suas faces um hilo por onde entram e saem os vasos sanguíneos que 
irrigam o órgão. 
O baço é reves<do por uma cápsula de tecido conjun<vo denso. 
• Passe o cursor ou clique sobre a imagem para obter uma visão inicial de um corte de 
baço – na figura estão representados alguns dos seus componentes: folículos 
linfoides e trabéculas de tecido conjun<vo (em vermelho). 
O baço possui muitos folículos linfoides, porém diferente dos linfonodos em que os 
nódulos se acumulam na zona cor<cal da periferia do órgão, no baço estes nódulos 
estão espalhados por todo o órgão. 
Observe também que o tecido conjun<vo da cápsula se prolonga para o interior do 
órgão (como nos linfonodos), originando trabéculas de tecido conjun<vo. 
• A cápsula, as trabéculas e uma extensa rede de fibras re<culares do tecido conjun<vo 
compõem o estroma do órgão, um “esqueleto” que mantém a estrutura do baço, pois a 
grande maioria de suas células são isoladas e migratórias. 
O parênquima do órgão é o seu tecido funcional. Como todo órgão linfoide, no baço 
predominam os linfócitos. O parênquima do órgão é dividido em duas categorias: polpa 
branca e polpa vermelha, denominações que derivam do aspecto macroscópico de um 
corte do órgão a fresco. 
• Polpa vermelha: sinusóides repletos de sangue: hemácias textura pulposa, cor vermelha 
atribuida às remove hemácias envelhecidas e microorganismos da circulação 
• Polpa branca: Regiões ricas em linfócitos áreas circulares esbranquiçadas de textura 
firme no corte corado essas áreas são azuis, basoHlicas Local de proliferação e 
diferenciação de linfócitos B. 
Tosse seca + dispneia -> brônquios + bronquíolos 
Histologia dos Brônquios : - Mucosa: Epitélio pseudoestra<ficado cilíndrico ciliado à 
cilíndrico simples com células caliciformes. 
Lâmina própria de tecido conjun<vo frouxo rico em fibras elás<cas. 
- Camada de tecido muscular liso: feixes musculares dispostos em espiral. 
- Camada de tecido conjun<vo contendo glândulas seromucosas que abrem seus ductos 
na luz brônquica. 
- Placas de car<lagem hialina aparecem como ilhas entre o tecido conjun<vo. 
Advenrcia: tecido conjun<vo 
 
Histologia dos Bronquíolos: - Mucosa: inicia com epitélio cilíndrico simplesciliado com 
algumas células caliciformes e passa a cúbico simples intermitentemente ciliado apoiado 
em lâmina própria de tecido conjun<vo frouxo. 
- Camada de tecido muscular liso muito desenvolvida e disposta helicordal. 
Bronquíolos respiratórios 
Reves<do por epitélio cúbico situado sobre tecido conjun<vo fibroelás<co e músculo liso. 
Este segmento caracteriza-se por apresentar alvéolos em suas paredes. 
Ductos alveolares. 
Bioquímica 
Sulfato Ferroso e Bactrin – O sulfato ferroso é um medicamento des<nado ao tratamento 
da anemia por deficiência de ferro que decorre de privação alimentar, perdas crônicas ou 
interferência na absorção de ferro em crianças com mais de 7 anos, jovens e adultos. 
Terapêu<ca da anemia da gravidez. A possível suspeita de anemia pode ter ligação com o 
quadro de edema em ambos os pés. 
Bactrin - Bactrim® é indicado para o tratamento de infecções causadas por 
microrganismos sensíveis à associação dos medicamentos trimetoprima e sulfametoxazol, 
como certas infecções respiratórias, gastrintes<nais, renais e do trato urinário, genitais 
(homens e mulheres), infecções da pele, entre outros <pos de infecções. O uso dessa 
medicação faz ligação com a ausência de melhora do quadro febril e possivelmente com a 
tosse seca. 
Uso de Fenobarbital - O Fenobarbital é um barbitúrico com propriedades 
an<convulsivantes, devido à sua capacidade de elevar o limiar de convulsão. Este é um 
medicamento que age no sistema nervoso central, u<lizado para prevenir o aparecimento 
de convulsões em indivíduos com epilepsia ou crises convulsivas de outras origens. 
 
14) Iden<ficação: feminina, 72 anos, branca, aposentada, natural de Alagoas e procedente 
de São Paulo – SP 
• Queixa Principal: Perda de peso 
• A paciente procurou o hospital em agosto- 2007 com queixa de emagrecimento de 
aproximadamente 13kg em 3 meses, associado a inapetência e fraqueza muscular dos 
membros superiores e inferiores. Relatava ainda dispnéia aos moderados esforços de 
caráter progressiva há 3 meses. Negava: tosse, febre e dor torácica. 
• Antecedentes pessoais: Nefrolirase; Infecção do trato urinário de repe<ção; HAS. 
Negava: diabetes mellitus e passado pulmonar 
• Hábitos: Tabagista 60 maços/ano. 
• Medicações em uso: alfa me<ldopa 
• Exame Físico: BEG, corada, eupneica, afebril, orientada; ACV: RCR-2T com sopro sistólico 
no FM (++/4+), FC- 63 bpm, PA – 130x80mmHG, sem turgência jugular; AP: MV+ 
bilateral sem RA, FR-13irpm; SpO2 = 96% com FiO2= 0,21 
• Exames laboratoriais: Ht:42% e Hb:14,5mg/dl, L:9900( N:78%, L:19%), PLT-165.000/
mm3 U-49mg/dL, Cr- 0,8mg/dL, K-5,1mEq/L, Na-139mEq/L, CPK:2291 U/L, DHL:1329 U/
L, FR1/640, An< RNP, An< SM, An<-Ro e An<-La - nega<vos, TSH eT4L: normais 
• Imagens 
• Broncoscopia agosto-2007: dentro da normalidade. 
• Biópsia transbrônquica: parênquima pulmonar com discreto infiltrado linfomononuclear 
de parede. 
• Biópsia transtorácica guiada por ultrassom: Infiltrado inflamatório inespecífico; ausência 
de células neoplásicas. 
• Ultrassom Endoscópico realizado no HC- FMUSP: Massa hipoecóica, homogênea, não 
vascularizada ao doppler, regular, medindo 34x24mm, localizada na região subcarinal. 
Realizado ecopunção com biópsia por agulha fina: quadro citológico de neoplasia 
maligna pouco diferenciada. 
• Realizado estudo imuno-histoquímico: CD45-nega<vo, Citoquera<na 20- nega<va, 
Citoquera<na 7-posi<va, Cromogranina-nega<va, Prot P63-nega<va, Proteína S100-
nega<va, TTF1-posi<vo, Vimen<na-posi<va, Surfactanteposi<vo.Æ Perfil 
imunocitoquímco comparvel com adenocarcinoma metastá<co de sí<o primário 
pulmonar 
• Evolução: A paciente evoluiu com piora da fraqueza muscular de predomínio proximal. 
(Força Muscular grau III em membros). Realizou eletroneuromiografia que foi 
comparvel com padrão de 
Nefrolirase: pedra nos rins 
HAS: hipertensão arterial sistêmica 
Alfa me<ldopa: an<-hipertensivo 
ACV: aparelho cardio vascular 
RCR-2T: reanimação cardiorrespiratória em dois tempos. Paciente nega: DM e problemas 
pulmonares pretéritos Faz Uso de an<-hipertensivo: Alfa Me<ldopa 
• Infiltrado linfomononuclear de parede: a doença surge quando um linfócito (célula de 
defesa do corpo), mais frequentemente um do <po B, se transforma em uma célula 
maligna, capaz de mul<plicar-se descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna 
começa a produzir, nos linfonodos, cópias idên<cas, também chamadas de clones. Com 
o passar do tempo, essas células malignas podem se disseminar para tecidos próximos, 
e, se não tratadas, podem a<ngir outras partes do corpo. A doença origina-se com 
maior frequência na região do pescoço e na região do tórax denominada medias<no. 
Brônquio: nos ramos maiores a mucosa é reves<da por tecido epitelial colunar simples 
ciliado com células caliciformes e nos ramos menores por epitélio cúbico simples ciliado. 
Externamente à mucosa é formado por uma camada músculo liso em forma de espiral. 
Em torno da camada muscular há glândulas seromucosas, cujos ducto se abrem no lúmen 
brônquico. Externamente à camada muscular estão situadas as peças car<laginosas dos 
brônquios: 
15) Um paciente do sexo masculino, 40 anos, tabagista desde os 20 anos, fumante de 
cerca de um maço por dia, relata três tenta<vas prévias para parar de fumar sozinho sem 
sucesso. Afirma ter voltado a fumar devido aos sintomas apresentados na úl<ma tenta<va 
de cessação, como irritabilidade, ansiedade, agressividade e impaciência. No momento, 
refere muita mo<vação para cessar o hábito, visto que seu irmão faleceu recentemente 
de câncer de pulmão. Relata que fuma o primeiro cigarro imediatamente após acordar e 
que, com frequência, acorda no meio da noite para fumar. O paciente diz que fuma mais 
pela manhã, o primeiro cigarro do dia causa muita sa<sfação, tem dificuldade de ficar sem 
fumar em lugares proibidos e fuma mesmo doente. O exame Hsico é normal, exceto pelo 
cheiro de cigarro e pela coloração amarelada da unha do dedo indicador da mão direita. 
Considerando o alto grau de dependência, o consumo de mais de 10 cigarros/dia e os 
sintomas significa<vos de abs<nência em tenta<vas prévias, indicou-se para o paciente a 
realização de tratamento medicamentoso para minimização dos sintomas de abs<nência 
e terapia cogni<vo-comportamental para a cessação tabágica. 
Comportamento rebelde do adolescente, necessidade de afirmação de maturidade, 
desafio as autoridades, imitação de ídolos, pressão de amigos ou familiares fumantes, 
associação do tabagismo com pessoas bem resolvidas do ponto de vista profissional 
financeiro e sexual personalidade (busca de desafios) e caracterís<cas do 
desenvolvimento neuropsicológico. 
Gené<ca do tabagismo: herança mul<fatorial, fatores gené<cos podem ser agrupados a 
dois <pos: 
• Genes que interferem na neurobiologia dos transmissores como dopamina, seratonina e 
noradrenalina: 
Noradrenalina: hormônio/neurotransmissor associado com o sistema nervoso simpá<co. 
Monoaminoxidase (MAO-A E MAO-B). As monoaminoxidases são responsáveis por 
degradar a noradrenalina, no tabagismo ocorre o aumento da produção das 
monoaxidases e inibição da noradrenalina. 
Dopamina: neurotransmissor do prazer, receptor DRD2, SLC6A3 (transporte de dopamina 
na fenda sináp<ca). No tabagismo há polimorfismos que aumentam esse 
neurotransmissor. 
Serotonina: neurotransmissor responsável por modular o humor (sen<mento de bem 
estar) ,SERT e 5HT2A (genes dos receptores da serotonina). Está associada com a 
dependência/ vício no tabagismo, pois a mesma aumenta e leva a sensação de bem estar 
(a maioria das pessoas fumam pois estão nervosas ou ansiosas). Genes que influenciam a 
resposta à nico<na, interferindo nos receptores ou no metabolismo da nico<na. 
• Genes que influenciam a resposta à nico<na, interferindo nos receptores ou no 
metabolismo da nico<na: 
CYP2A6 (gene envolvidos no metabolismo da nico<na).Transformam a nico<na em 
co<nina. As pessoas não acumula nico<na no corpo devido à degradação feita por essa 
enzima. Polimorfismosque aumentam essa enzima- pessoas fumam mais (maior vício). 
Polimorfismos que diminuem essa enzima- pessoas fumam menos (menor vício). 
O fumante sofre o processo de metaplasia, que consiste na transformação do epitelio 
respiratório em epitélio pavimentose simples. Isso faz com que não ocorra mais a 
produção de muco pela célula caliciforme e propiciará o desenvolvimento de infecções. 
No cigarro há substâncias que inibem a Alfa 1 An<-Tripsina, essa enzima é responsável por 
inibir a elastase responsavel por degradar a elas<na. Se o indivíduo é fumante ele vai 
inibir essa enzima que irá destruir o parênquima pulmonar, o alveolo, podendo 
desenvolver para o enfisema pulmonar. 
Pessoas que manipulam o cigarro podem absorver substâncias pela mão como a nico<na 
e os dedos ficam com a coloração amarelada. 
Histologia do pulmão: 
Anatomia do pulmão: 
 
16) F.O.S, sexo masculino, 18 anos, caucasiano, solteiro, estudante, procedente e 
residente de Sobral – CE, com histórico de tosse crônica e produ<va, além de infecções 
pulmonares recorrentes por Pseudomonas aeruginosa e Burkholderia cepacia desde os 4 
anos de idade, procurou ambulatório de clínica medica com queixa de dor abdominal em 
quadrante superior direito iniciada há 24 horas, sendo direcionado à internação e à 
realização de exames. A dor em questão foi referida como de início súbito, em pontada, 
irradiando para o dorso, atribuído nível 8 na escala EVA, posição genupeitoral como fator 
de melhora e sem fatores piora. Como sintomas associados foram relatadas náuseas, 
vômito, e esteatorreia, além de agravamento dos episódios de tosse. Nega doenças dos 
pais, entretanto afirma que seu irmão nascido há 3 meses obteve complicações ao nascer, 
incluindo relatos de “suor bastante salgado”. Ao exame Hsico, o paciente encontrava-se 
em estado geral regular, orientado em tempo e espaço, lúcido, febril (38,5 °C), anictérico e 
acianó<co, desidratado, taquidispineico (FR = 25 IRPM), taquicárdico (FC = 120 bpm), e 
normotenso (110 x 70 mmHg). Aparelho respiratório com ausculta de estertores grossos 
disseminados nos dois hemitórax e diminuição da expansibilidade. O exame do abdome 
revelou dor à palpação superficial. Foram solicitados exames laboratoriais, radiografia de 
tórax e o teste do suor. Os exames laboratoriais revelavam: leucócitos 16.800 mm3, TGO 
260 UI/L, Glicemia 220 mg/dL e LDH 370 mg/dL, dosagem sérica de amilase (500 UI/L) e 
lipase (450 UI/L), confirmando o diagnós<co de pancrea<te aguda do paciente. Sobre a 
radiografia foi encontrada bronquiectasia dos pulmões direito e esquerdo. A iontoforese 
pela pilocarpina (teste do suor) revelou 62 mEq/L, direcionando o diagnós<co para fibrose 
cís<ca. Após a análise de tais resultados, foi realizado o sequenciamento completo do 
gene CFTR, evidenciando a mutação indica<va da doença gené<ca fibrose cís<ca. 
- Histórico de tosse crônica (com muita secrecao) (bronquiectasia) 
- Infecções pulmonares (bacterias entram no corpo do paciente com fibrose cisi<ca) 
- Queixa de dor abdominal em quadrante superior direito (posição genupeitoral: pesssoa 
em formato de piramide: alivia a pressao e a dispneia: decubito preferencial) 
-> Os órgãos desse quadrante aumenta de tamanho e interferem no diafragma e por 
consequência do sistema respiratório, levando a dificuldade respiratória 
• Fígado: produz a bílis, que ajuda no processo diges<vo, par<cularmente na quebra das 
gorduras. Nos pacientes com FC a bílis pode se tornar excessivamente espessa e viscosa, 
e ocasionar inflamação e escarificação do Hgado 
- Irmão nascido há 3 meses obteve complicações ao nascer, incluindo relatos de “suor 
bastante salgado” (glândula sudorípara: alteração do suor: não consegue absorver cloreto 
ou sódio: suor tem aumento desses dois íons: diagnos<car a doença: dosagem de cloreto 
e de sódio no suor da pessoa que tem fibrose cís<ca: exame: iontoforese de pilocarpina) 
- Pancrea<te aguda do paciente 
• Inflamação do pâncreas que normalmente dura poucos dias e as causas mais comuns de 
pancrea<te aguda são traumas (lesão) no abdômen 
• 90% dos pacientes apresentam associação de náuseas e vômitos, que podem persis<r 
por algumas horas e até mesmo dispnéia (relacionada a inflamação do diafragma 
relacionada à própria pancrea<te) 
- Ausculta de estertores grossos disseminados nos dois hemitórax e diminuição da 
expansibilidade (ausculta pulmonar para descubrir se o problema é no brônquio ou 
bronquíolo): 
• Estertores grossos são ruídos anormais que podem ser ouvidos tanto no início da 
inspiração quanto na expiração com o estetoscópio durante uma auscultação pulmonar. 
• Decorrem da passagem do ar por brônquios e bronquíolos cheios de secreções. 
• Podem indicar um processo inflamatório ou infeccioso dos brônquios como uma 
broncopneumonia, uma bronquite ou uma bronquiectasia 
- Bronquiectasia dos pulmões direito e esquerdo (condição em que as vias aéreas dos 
pulmões são danificadas, dificultando a secreção de muco. Pode resultar de uma infecção 
ou condição médica, como pneumonia ou fibrose cís<ca. O muco acumula-se e gera 
bactérias, causando infecções frequentes. Os sintomas incluem uma tosse diária que 
ocorre ao longo de meses ou anos e produção diária de grandes quan<dades de catarro) 
-Pulmão: 
Problema na secreção respiratória: o sistema respiratório produz muco a par<r das células 
caliciformes o tempo inteiro (papel de defesa) 
Como que a pessoa tem fibrose cís<ca com doença pulmonar: junta três coisas: o muco 
muito espesso é diHcil de ser eliminado (muco acumula: local de proliferação de bactérias 
e microorganismos: lesão no parênquima pulmonar) + inflamação (sistema imunológico 
vem combater e causa mais danos ao pulmão: destruição tecidual) + fibrose (subs<tuição 
de tecido pulmonar elás<co por um mais resistente que é o colágeno: altera a função 
respiratória: dificuldade respiratória: excesso de fibrose que ocorre no pulmão) 
Pseudomona aeruginosa: principal agente responsável por essas infecções no paciente 
com fibrose (exame de escarro) 
- Fibrose cís<ca (FC) é uma doença autossômica recessiva (hereditária) que se caracteriza 
por níveis elevados de cloreto no suor, aumento da viscosidade do muco (que afeta os 
pulmões e, nos casos mais graves, além dos pulmões afeta o trato diges<vo e o pâncreas), 
bronquiectasia difusa e deficiência pancreá<ca exócrina. O gene CFTR é um canal de 
cloreto (controla o cloro e sódio) 
OBS: em síntese, fibrose acomete: glândula sudorípara, aparelho genital, intes<no, 
pâncreas, bile (Hgado e vesícula) e pulmão 
-Estruturas: 
Figado 
Músculo diafragma base do pulmão direito brônquio direito brônquios 
OBS: "vomito": esofago faringe orofaringe 
 
17 ) Paciente masculino, 3 anos, com o diagnós<co de anemia falciforme desde os 6 
meses de vida começou a apresentar tosse seca e rinorreia hialina há dois dias. Evoluiu 
com febre (38,6oC), sem sudorese noturna ou calafrios, associada a dor de forte 
intensidade em membros inferiores (acompanhante relata que as queixas eram 
principalmente na região entre joelhos e tornozelos) sem edema ou sinais flogís<cos na 
região, além de mudança do padrão da tosse que se tornou produ<va com secreção 
esverdeada. Nega falta de ar, dor torácica ou abdominal. Faz uso de ácido fólico, 
hidroxiureia e penicilina V em casa. Procurou então atendimento médico em serviço de 
emergência pediátrica. 
• Dor forte: como o paciente é falcemico, as hemácias afetadas possuem afinidades entre 
elas devido a desoxigenação, es<mulando a polimerização. Com isso a agregaçãoo de 
hemácias é elevada e, por consequência, o processo inflamatório se torna recorrente, 
intensificando a formação de trombos que podem ocasionar trombose nos membros 
inferiores, desencadeando hipóxia ou isquemia dos locais afetados. Além do mais, devido 
às hemácias falcizadas terem tamanho e formato alterado, poderá ocasionar vaso oclusão 
de pequenos vasos, ocasionado, por exemplo, infarto ósseo. Devido a esses mo<vos o 
paciente pode estar sen<ndo doresnos membros inferiores, chamada de crise álgica. 
• Tosse com secreção esverdeada: M. Traqueal 
Na tosse, esse músculo irá contrair, diminuindo o diâmetro 
da traqueia e facilitando a saída do muco 
 
• O muco será produzido pelas células caliciformes e glândulas seromucosas . A coloração 
verde pode ser uma indicadora de infecção bacteriana. 
• Anemia falciforme : Bioquimicamente , é definida como uma hemoglobinopa<a 
hereditária monogênica onde uma cadeia anormal de hemoglobina é produzida (HbS) , 
devido a subs<tuição de um glutamato-valina na posição 6 da cadeia beta. 
Caracterizada pela hemólise acelerada e pela presença de hemácias em foice , que 
ocorre em baixas condições de oxigênio. 
 
• A hidroxiureia es<mula a formação de cadeia gama , e a HB F é formada de cadeia alfa e 
gama as outras são alfa e beta , e alfa e delta , e como vai produzir mais da cadeia gama 
do que as outras vai ter maior quan<dade de hemoglobina fetal e menos produção das 
outras que vão ser as falcêmicas . Então como a HB fetal tem maior capacidade de carga 
de oxigênio ela vai ser posi<va para os indivíduos com anemia falciforme, uma vez que 
eles possuem deficiência de oxigênio por conta da forma em foice das células 
(drepanócitos) , que dificulta a passagem do oxigênio nos vasos sanguíneos. 
 
• HU aumenta os níveis de HbF e traz beneHcios para os anêmicos falciformes, como o 
controle do pH que mantem a fluidez da membrana plasmá<ca adequada e impede a 
síntese de HbS o que faz com que, hematologicamente, ocorra a melhora da anemia e 
queda na contagem de re<culócitos, leucócitos e plaquetas. Clinicamente, diminui a 
frequência de crises álgicas, incluindo os episódios de síndrome torácica aguda, além de 
haver uma redução na necessidade de hemotransfusão.