Prévia do material em texto
EMBRIOLOGIA: Ciência da área de morfologia Conceito: formação de órgãos e sistemas a partir de uma célula indiferenciada • O que é uma célula indiferenciada? Na genética, essas células são capazes de expressar os genes de quase todos os tecidos TOTIPOTENTE: ex: o zigoto é uma célula indiferenciada, que sofre algumas diferenciações e ainda permanece totipotente, ate que sofre novas diferenciações ate se tornar pluripotente. PLURIPOTENTE: Permite a diferenciação em alguns tecidos, porem não são todos. • O zigoto até a fase de mórula, ele é totipotente. Saber como o embrião é formado nos permite interferir, por exemplo, com o intuito de preservar uma espécie, aumentar o número de descendentes com o intuito produtivo, ou então selecionar os animais isentos de algumas doenças genéticas, ou seja, a embriologia também é uma ferramenta da biotecnologia reprodutiva ▪ Inseminação artificial ▪ Transferência de embrião ▪ Fertilização ‘in vitro’ (FIV) ▪ Micro injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) ▪ Transgenia e Terapia transgênica • Diferença entre FIV e ICSI No fiv, são depositados cerca de 3 milhoes de espermatozoides para 1 ovocito; ele que ira fecundar o ovócito por si só No ICSI, o homem pega um espermatozoide e o coloca dentro do ovócito, isto é, injeta o espermatozoide dentro do ovócito. • Diferença entre transgenia e terapia transgênica Transgenia é quando troca o gene de uma planta para mudar uma característica dela Terapia genica mexe no gene para corrigir um defeito, ou seja, transfere o material genético com o propósito de prevenir ou curar uma enfermidade. Apenas é chamado de zigoto quando o núcleo do espermatozoide se funde ao núcleo do ovócito. MORULA: Células da mórula também são chamadas de blastômeros, são totipotentes, separando-se as células da mórula, cada blastômero da origem a indivíduos idênticos (CLONAGEM) = gêmeos univitelinos: as células da mórula se dividem formando dois indivíduos idênticos separados. Os blastômeros dão origem a placenta Na fase de blástula torna-se pluripotente, pode se diferenciar em células sanguíneas, células musculares, e alguns neurônios, mas NÃO dão origem a PLACENTA Os vírus são usados para injetar os genes dentro das células, o vírus por ser altamente mutagênico, pode acarretar problemas. Ex: Príon: doença da vaca louca; encefalopatia espongiforme; surgem dentro dos neurônios vacúolos, fica em formato de esponja, causada por uma proteína sintetizada chamada príon. Guardando sêmen e ovócito de aves e peixes primitivos para adquirir animais que suportem as modificações musculares que os sistemas acompanhem. Objetivos da embriologia Geral: Reconhecimento e compreensão básica acerca da origem embriológica dos tecidos que constituem o organismo animal Especifico: Evidenciar os processos gametogenicos e fecundativos Identificar as características morfológicas e funcionais das estruturas embriológicas Compreender a formação dos sistemas nervoso, endócrino, digestório, respiratório, urinário e cardiovascular. Gametogênese Formação e desenvolvimento das células germinativas especializadas Os gametas são células altamente especializadas que originam uma célula não especializada, conhecida como zigoto Gametas: Espermatozoide: masculino ovócito ou oócito: feminino Atuam na reprodução sexuada onde o gameta feminino e masculino se fundem A formação dos gametas ocorre nas gônadas: testículos e ovários As gônadas são consideradas glândulas exócrinas e endócrinas Endócrina pois produzem hormônios sexuais e os libera na corrente sanguínea. Exócrina pois produz espermatozoides e oócitos e liberam para o meio externo. Os hormônios produzidos pelas gônadas promovem o chamado dimorfismo sexual, que são características que fazem com que conseguimos distinguir masculino e feminino. Nos animais monogâmicos não existe dimorfismo sexual ESPERMATOGENESE: Acontece na sua maior parte nos testículos, mais especificamente no epitélio dos túbulos seminíferos. Para a espermatogênese acontecer no epitélio dos túbulos seminíferos encontra-se dois tipos de células: SERTOLI: promove sustentação e nutrição das células germinativas e podem estar envolvidas com o processo de regulação da espermatogênese Células germinativas: Espermatogonias Espermatocito primário Espermatocito secundário Espermátides As espermatogônias são formadas por células germinativas primordiais, elas migram do saco vitelino, com o ultrassom até a 4ª semana, é possível fazer a sexagem de acordo com o formato da migração (em vacas) RETILINEA: FEMEA AGLOMERADOS: MACHO Nas gônadas, antes do começo de diferenciação, as células são chamadas de gonocitos, que são células germinativas primordiais que se encontram nos testículos Estratificação do epitélio seminífero Avaliar as camadas do epitélio Espermatogonias: • Tipo A • Tipo B Os dois tipos são encontrados próximo a lâmina basal (1º estrato) Fazendo-se uma biopsia da estratificação do epitélio seminífero podemos identificar reprodutores (não é muito indicado) Animais subferteis, como hipoplasia testicular (alta umidade e alta temperatura pode causar a hipoplasia) O testículo fica pendulo (1ºC a menos que a temperatura corpórea), quando se faz a estratificação percebe-se a falta de estratos (camadas celulares) Espermatocitogênese • 2 tipos de espermatogonias: Tipo A e Tipo B Espermatogonias tipo B: São as que dão origem aos espermatozoides Dobram o DNA Espermatogonias tipo A: Só faz mitose Dão origem as espermatogonias do tipo A e do tipo B Por isso que as espermatogonias nunca acabam e produzem sêmen durante toda a vida, entretanto há uma perda de qualidade dos espermatozoides 1 espermatogônia do tipo B origina 4 espermatozoides ESPERMIOGENESE Quando a espermátide se transforma em espermatozoide Alteração morfológica: 1º Condensação da cromatina 2º Formação da cauda 3º Desenvolvimento de uma vesícula Espermiogênese é composta pela fase de Golgi, Capuchão, Acrosiomo e maturação. FASE DE GOLGI: Forma grânulos proacrossomaticos (pequenas vesículas) que se fundem (coalescência) e formam o granulo acrossômico. O granulo acrossômico adere ao envoltório nuclear Formação da cauda no polo oposto. FASE DE CAPUCHÃO Os grânulos vão se desenvolvendo e envolvem 2/3 do núcleo. Formando assim um saco membranoso de dupla parede Continua também o desenvolvimento do axonema: formação a partir da migração de centríolos através dos microtúbulos. FASE DE ACROSSOMO Modificações maiores no núcleo, acrossomo e cauda das espermátides O núcleo migra para a periferia da cefálica da célula As células de Sertoli contribuem para alteração do núcleo e definição do acrossomo Desenvolvimento da MANCHETE e do ANNULUS (separa a peça intermediária) Concentração de mitocôndria próximas ao axonema. FASE DE MATURAÇÃO Transformações finais Os espermatozoides já estão prontos para serem liberados no lumem dos túbulos seminíferos Núcleo fica homogêneo, todo preenchido Forma-se um corpo residual (GOTA CITOPLÁSMATICA) que deve ser eliminado, isso ocorre quando o espermatozoide passa pelo epidídimo. Se o sêmen ejaculado apresenta a gota, é indicado eliminar(descartar) o reprodutor se a gota apresentada estiver na posição proximal; já que isso irá acarretar em problemas na espermiogenese. Se a gota se encontra na posição distal pode ser que esse espermatozoide não teve o tempo necessário para maturar. As células de Sertoli ajudam a quebrar as pontes e a liberar o espermatozoide no lúmen ESPERMIAÇÃO: quando o espermatozoide solta do epitélio e vão para a luz do túbulo seminífero MATURAÇÃO: ocorre depois da espermatogênese, ou seja, depoisdo espermatozoide pronto Uma das questões da maturação é perder a gota citoplasmática A maturação ocorre ao longo da alça tubular, os estágios mais avançados são encontrados na RETE TESTIS OBS: Maduro é diferente de ser capaz de fertilizar: anatomia definida, mas ainda não é capaz de fertilizar e ficam estocados (faltam 5%) Se não acontecer a ejaculação alguns espermatozoides morrem e parte é eliminada na urina e não se sabe ao certo se o restante é reabsorvido. Em suínos vasectomizados tem alto índice de uma doença chamada GRANULOM ESPERMÁTICA, acumulo de espermatozoides no epidídimo. Os 5% que faltam na maturação está relacionado com a capacidade da cauda se movimentar IMOBILINA: enzima que evita o metabolismo desnecessário no epidimo(touro) Na fase de maturação ainda ocorrem modificações das organelas celulares, maior compactação da cromatina e migração da gota citoplasmática e maturação do acrossomo. Os túbulos epidimais são sinuosos, então o espermatozoide é deslocado pelas contrações na parede do ducto. OOCITOGÊNESE (Gametogênese feminina) Todas as oogonias durante a vida fetal são transformadas em ovócito primário A partir da puberdade ao redor do ovócito primário, a oogonia diferenciada vai se formando em uma vesícula, essa estrutura (vesícula+oogonia diferenciada=ovócito primário) chama-se FOLICULO PRIMORDIAL. Nos ovários das femeas mamíferas é composto por muitos folículos primordiais. A femea mamífera quando nasce não tem mais oogonia, porque esta já sofreu diferenciação durante o desenvolvimento fetal e se transformou em oocito primário e ficam estacionadas em PRÓFASE da primeira meiose ate a puberdade, em cães e ratos a fase estacionária é diferente. O crescimento desse ovócito é inicialmente independente da ação endócrina, é basicamente coordenado por atividade genica, ou seja, é independente das GONADOTROFINAS: hormônios produzidos no hipotálamo que vão agir nas gônadas. Até a puberdade todas os OÓCITOS PRIMÁRIOS ficam estacionados na fase PRÓFASE da primeira meiose Na puberdade iniciam-se os ciclos estrais, a cada ciclo um grupo retoma o seu desenvolvimento, sendo fundamental a ação dos hormônios (GONADOTROFINAS) Os folículos primordiais são encontrados na região cortical com exceção da égua que está na região central do ovário, por isso a égua para ovular precisa de uma FOSSA OVULATÓRIA FOLICULO PRIMORDIAL Ele é um ovócito Possui uma camada de células granulosa de aspecto pavimentoso e tecido conjuntivo separadas por lâmina basal O ovócito dentro do folículo esta na prófase da primeira meiose(FASE DIPLOTEINA) Durante a puberdade acontece a alteração do oócito, células foliculares(formato achatado e cubica), estroma adjacente Cada folículo tem um oócito Para identificar os folículos, deve-se observar: Tamanho, número de camadas de células da granulosa Desenvolvimento de camadas de células da teca Posição do oócito no cúmulos oóphorus Presença do antro CLASSIFICAÇÃO DO FOLICULO EM DESENVOLVIMENTO Folículo primordial→ Folículo Primário→ Folículo Secundário→ Folículo Maduro FOLICULO PRIMÁRIO Zona Pelúcida: membrana glicoproteica que envolve o oócito e separa-o das células foliculares, é uma barreira que o espermatozoide tem que atravessar, o próprio oócito secreta a zona pelúcida. O tecido conjuntivo origina as células da teca folicular Teca interna muito vascularizada, possui receptores para LH(Gonadotrofina) hormônio luteinizante e ele estimula a teca interna a secretar hormônio androgênio (Testosterona) Esteroide: produzidos a partir do cortisol que é formada a partir do colesterol Testosterona Progesterona Produzidos a partir do cortisol Estrógeno Teca interna secretam androstenediona que é transferida para as células granulosa e nesta origina a testosterona que é convertida em ESTRADIOL Estrógeno é importante na caracterização das femeas mamíferos e nos machos é a testosterona, o comportamento sexual é dependente desses hormônios. Teca externa: Não são células secretoras, contem principalmente células musculares e fibras de colágeno, importante na ovulação que ela se contrai e rompe o folículo. FOLICULO SECUNDÁRIO Folículo Antral: As secreções da granulosa vão preenchendo o folículo, sensível ao hormônio folículo estimulante FSH, o antro folicular cresce diretamente com a ação do FSH EGF: Fator de crescimento epidérmicos IGF I: Fator de crescimento semelhante à insulina I • OMI: • secretado pelas células da granulosa • Fator inibidor da maturação do oócito • Inibe a finalização da meiose Formação da estrutura: CUMULO OÓFORO • Formado a partir da célula da granulosa • Originam a COROA RADIATA após a ovulação (oocitação) • Projeta-se para o antro COROA RADIATA: Formada por camadas de células da granulosa aderidas ao redor da zona pelúcida A coroa radiata é a primeira barreira para o espermatozoide (há uma seleção), e a segunda barreira é a zona pelúcida Em fertilização ‘in vitro’ retira-se a coroa radiata deixando exposta a zona pelúcida. FOLICULO MADURO (Folículo= de Graaf) Pré-ovulatório ou folículo antral O antro continua crescendo, portanto, a granulosa vai ficando mais fina, favorecendo a ovulação (rompimento deste folículo), o ovócito é lançado na tuba uterina, já o folículo não. Cúmulos apresenta uma única camada de células. Maior desenvolvimento das camadas tecais Celulas da teca externa (células musculares) se contraem Conclusão da primeira meiose: Ação do pico de L Formação do oócito secundário e do primeiro corpúsculo polar (forma esse corpúsculo polar por causa do cromossomo X inativo) Depois da ovulação o folículo é transformado em CORPO LÚTEO, mas essa transformação começa antes da ovulação, as células da granulosa estão sendo transformadas em células luteínas através da ação do hormônio LH Granulosa→ Grandes células luteínas Teca interna → Pequenas células luteínas Abrir uma chave e colocar: pela ação do hormônio luteinizante (LH) FASE FOLICULAR: Fase ovariana no qual o ovário tem folículo e esse domina a parte endócrina FASE ESTROGENICA Produção de estrógeno, célula da granulosa FASE LÚTEA: O ovário tem corpo lúteo e este agora domina a parte endócrina. FASE PROGESTERÔNICA Estrógeno estimula a contração de musculo liso, já a progesterona bloqueia a contração do musculo liso, portanto, pelo toque o veterinário é capaz de estimular em qual fase o animal se encontra ATRESIA FOLICULAR Dependendo da espécie vários folículos vão crescendo, mas não vão ovular, somente o melhor ovula e os demais entram em atresia folicular Vários FOLICULOS PRIMARIOS degeneram Devido as mudanças morfológicas, bioquímicas e histológicas. É uma forma de SELEÇÃO, vários folículos crescem, mas apenas o melhor ovula. E o melhor é aquele que melhor responde ao hormônio, ou seja, aquele que possui mais receptores dos hormônios, 1º FSH e depois o LH Pode ocorrer em qualquer estágio de desenvolvimento CARACTERISTICAS DOS FOLICULOS ATRÉSICOS Material amorfo: não enxerga as camadas das células Invasão de macrófagos Presença de ovócitos e células da granulosa degenerados FATORES QUE INFLUENCIAM A ATRESIA FOLICULAR Idade, estágio do ciclo reprodutivo Gestação, lactação, nutrição Equilíbrio, entre estrógenos e andrógenos Fatores genéticos Isquemia (se o animal é cardiopata) OVULAÇÃO Definição: Liberação do ovócito de dentro do folículo PRINCIPAIS PROCESSOS ENVOLVIDOS NA MATURAÇÃO DO ÓVULO Maturação citoplasmática e nuclear do oócito. Separação das células dos cúmulos do restante das células da granulosa Afinamento e ruptura da parede folicular externa Aumento da pressão intrafolicular que auxilia no processo de ruptura do ESTIGMA (parte que irá romper) ALTERAÇÕES CELULARES Aumento da vascularização na superfície folicular, exceto no ponto de ruptura e isso também favorece, pois nesse ponto ocorreisquemia (falta O2 nesse tecido) Dissociação das células dos cúmulos; liberação do oócito das camadas das células da granulosa, formação da coroa radiata. Reinicio da 2º meiose (3 horas após o pico de LH) – que só irá se concluir com a fertilização. 1º meiose: ocorre na fase de folículo de Graaf. Formação de uma massa viscosa de glicoproteínas, essa massa gelatinosa facilita a captação deste pela tuba uterina (fimbrias) COLAGENASE: enzima secretada pelas células da granulosa que degrada o colágeno e começa a corroer a parede, facilitando o rompimento do folículo. CORPO LÚTEO Luteogênese: Transformação do folículo em corpo lúteo O que é corpo lúteo? É uma glândula temporária, formada a partir das células da teca interna da granulosa, existem dois tipos de corpo lúteo: Cíclico: Não gesta e dá o cio, não há fertilização Gestacional: Houve fertilização e permanece até o final da gestação. • CICLOS REPRODUTIVOS INTRODUÇÃO Nos ciclos reprodutivos, os sistemas endócrino e nervoso atuam em conjunto nos processos de: • Formação e maturação dos gametas • Fertilização • Estabelecimento e manutenção da gestação As femeas que possuem ciclos reprodutivos, já os machos devem estar sempre pontos para a reprodução. O que caracteriza os ciclos são os hormônios na formação de gametas: Testosterona: produzido pelas gônadas, mais especificamente nas células de Leydig Hormonio esteroidal→ Colesterol→ Cortisol Para ocorrer a fertilização, a tuba uterina precisa estar preparada, quem faz isso é o sistema endócrino, as condições de pH, proteínas e secreções para receber o zigoto. O espermatozoide, já formado, ainda precisa passar pelo processo de capacitação(adquirir a capacidade de fecundar) e isso ocorre durante o seu transito pelo sistema reprodutor feminino O sistema endócrino começa a atuar na PUBERDADE, consequentemente os ciclos também se iniciarão nesta fase. Que fator determina a PUBERDADE? Idade, nutrição, peso corporal, raça, doenças, presença do macho, estação do ano, entre outros fatores que em algumas espécies são fatores que determinam o período púbere. Sendo a nutrição um dos mais importantes, a exemplo disso, em sistema de produção de leite a parte mais cara do processo é a fase de novilha, porque é preciso investir na nutrição da novilha para não a comprometer no processo de reprodução e esse investimento é feito em uma fase em que a novilha ainda não esta produzindo leite, ou seja, ainda não dára o retorno financeiro ao produtor de leite neste momento. PERIODO PUBERE DOS ANIMAIS DOMESTICOS • BOVINO: 8-18 meses • EQUINO:10-24 meses • SUINO: 6-9 meses • OVINO:6-16 meses • CAPRINO:4-8 meses • CANINO: 6-20 meses • FELINO: 5-12 meses Com relação ao tamanho, peso corporal, cães menores entram na puberdade mais tarde que cães maiores. Um outro fator importante para o estimulo do inicio da PUBERDADE em animais de rebanho, como o porco, caprinos e bovinos é um fator social estimulante, como a presença do macho, isso interfere na maturação sexual. Com relação a estação do ano, algumas espécies estimulam o período ovariano (atividade endócrina) de acordo com o FOTO PERIODO, ou seja, de acordo com o tempo de luminosidade durante os dias (horas de claridade) Verão (maior luminosidade e maior número de horas) Inverno (menor número de horas e luminosidade) A exemplo disso temos os equinos que ciclam (estimulam a atividade endócrina) em FOTO PERIODO LONGO Caprinos: FOTO PERIODO CURTO Em locais próximos a linha do equador onde essas diferenças entre dia e noite não ocorrem, faz parte do manejo de cabras, colocá-las em galpões escuros simulando a noite para estimular o ciclo. Búfalo: foto período curto (mesmo princípio das cabras) Cio do Potro: Sete dias depois de parir a égua apresenta o cio do potro, cio mais fértil, maior probabilidade de ela ficar gestante, portanto, para criadores de cavalos essa fase é de extrema importância. Com o intervalo de idade mínima e máxima para entrar na puberdade é muito grande, esse fator acaba que não é tão determinante ou importante É importante o médico veterinário estar atento ao dia que o animal ovula dentro do ciclo, por exemplo, somente a vaca ovula 12 horas após o estro (cio); as outras espécies ovulam dentro do período de estro, nessa fase o hormônio preponderante é o ESTRÓGENO. COMO O MEDICO VETERINÁRIO IDENTIFICAR O ESTRO? Estro é a fase em que o hormônio preponderante é o ESTROGENO Com base no tempo de viabilidade do espermatozoide dentro do sistema reprodutor feminino, o tempo de estro, o momento em que a femea ovula e a viabilidade desse ovócito, criou se uma tabela para bovinos, sistema de inseminação artificial ou monta controlada. 3 fatores: • Tempo de viabilidade do ovócito (72h) • Tempo de estro (depende da espécie) • Tempo de viabilidade do espermatozoide (48h) Inseminação artificial: deposita o espermatozoide artificialmente com o intermédio do homem. Monta controlada: permite que o macho cubra a femea, mas para isso acontecer, já que macho e femea, não ficam juntos o tempo inteiro é preciso que o veterinário identifique o momento da ovulação e do estro para poupar o reprodutor Monta natural: o macho fica o tempo todo junto com a femea Existe uma tabela que preconiza a hora que deverá ser feita a inseminação a partir da hora que se identifica o estro. Em vacas leiteiras: cio de manhã: insemina na tarde do mesmo dia Cio a tarde: insemina na manhã do dia seguinte Essa tabela não funciona para gado de corte pois estes são um pouco mais estressados ao manejo, nestes faz-se estação de monta e a inseminação sempre é feita na parte da tarde. QUAIS SÃO OS SINAIS QUE A VACA APRESENTA QUANDO ESTÁ NO CIO? Na fase estrogênica, o comportamento característico tem o intuito de atrair o macho, fica mugindo, cauda reerguida, vulva inchada, permite que o macho fique subindo nela, e é só nessa fase que ela permite que o macho suba nela. RUFIÃO: Macho reprodutor ou fêmea masculinizada, que não consegue copular, ele mostra qual vaca está no cio AÇÃO ENDÓCRINA NOS CICLOS REPRODUTIVOS Os hormônios que vão atuar no ciclo a partir da puberdade vem do HIPOTALAMO que produz um NEUROPEPTIDEO (GnRH), dos lobos posterior e anterior da HIPÓFISE, GONADAS, UTERO e PLACENTA De acordo com sua composição química esses hormônios podem ser divididos em 4 grupos: • HORMONIOS PROTEICOS: Produzidos pela hipófise FSH e LH: são proteicos e isso significa que não atravessam a membrana, logo precisam de receptores nas membranas LH: promove a formação de corpo luteo, essencial para ovulação; • HORMONIOS ESTERÓIDES Derivados do Colesterol Dão origem ao Cortisol ANDROGENOS: testosterona PROGESTÁGENOS: progesterona ESTRADIOL: estrógeno • ÁCIDOS GRAXOS: Prostaglandinas PFGzalfa e PGE Derivados do ácido araquidônico • AMINAS Derivados da tirosina e triptofano Melatonina está relacionado com o ciclo da égua e da cabra GLÂNDULAS ENDÓCRINAS Gônada (célula de Leydig) produz Testosterona, é chamada de intersticial pois fica entre os túbulos seminíferos Folículo produz estrógeno Corpo lúteo produz PROGESTERONA e um pouco de ESTRÓGENO O corpo lúteo produz progesterona e um pouco de estrógeno porque nem todas as células do folículo se transformaram em corpo lúteo (células luteinicas) Glândula Pineal – Melatonina relacionada com o foto período AÇÃO ENDÓCRINA NA FEMEA FASE FOLICULAR Na fase folicular o nível de estrógeno estará alto porque antes teve ação do FSH promovendo o desenvolvimento dos folículos até a fase em que há secreção de estrógeno pelas células da granulosa e da teca interna O estrógeno é secretado na corrente sanguínea e é metabolizado no fígado AÇÃO ENDOCRINA NO MACHO As células de Leydig ficam entre os túbulos seminíferosO FSH e o LH se ligam a receptores porque são hormônios proteicos Quando o FSH se liga, estimula a produção de receptores para LH FSH e LH são secretados juntos e tanto na femea quando no macho o primeiro que atua é o FSH porque ainda não existem receptores para LH nas células alvo: células de leydig e células foliculares Quando o LH se liga, ele estimula a ativação enzimática que converge estrógeno em testosterona A testosterona vai para o túbulo seminífero e vai estimular a gametogênese Portanto, o FSH e o LH estão relacionados com a liberação de testosterona, o FSH indiretamente e o LH diretamente Existem também receptores para FSH nas células de Sertoli(dentro do túbulo semifero) Quando o FSH se liga as células e Sertoli eles induzem elas a produzir ABP(proteína de ligação de andrógeno), sem a ABP a testosterona não terá efeito na espermatogênese RETROALIMENTAÇÃO NEGATIVA (alça curta) Excesso de FSH e LH bloqueia a produção de GnRH Devido a retroalimentação negativa de alça longa, as femeas gestantes não ciclam, pois o excesso de progesterona inibe FSH O hipotálamo também produz: • GnRHs • ACTH: hormônio adreno córtico trófico, age no córtex da glândula adrenal e produz glicocorticoides • PIF: fator inibidor da prolactina, principal fonte de ocitocina e vasopressina. ADH:horm antidiurético Relação da ocitocina com a luteólise: a ocitocina livre nas glândulas endometriais estimula essas glândulas a secretar PGFzalfa ESTRÓGENO estimula a produção de receptores para ocitona O GnRH age na hipófise anterior (sistema porta-hipotalâmico-hipofisário) A secreção de GnRH é estimulada por fatores visuais, auditivos, olfatórios e táteis do ambiente FATORES PARTICIPANTES DO CICLO ESTRAL Adeno-hipófise (hipófise anterior), possui 5 tipos de células e secretam 6 hormônios: Células Hormônios Somatótrofos GH (horm do crescimento) Corticotróficos ACTH Mamótrofos PROLACTINA Tireótrofos TSH Gonadótrofos FSH e LH O FSH e o LH são hormônios glicoproteicos, são gonadotrofinas, a secreção é regulada por GnRH e por esteroides O excesso de estrógenos inibe a secreção de FSH e estimula a secreção de LH na fase pré- ovulatória PROLACTINA (hormônio polipeptídio) Secreção regulada pelo PIF: fator inibidor da prolactina Inicia e mantem a lactação Atividade luteotrófica Quando o animal está amamentando, o nível de PIF abaixa, e bloqueia também o GnRH, por isso femeas de alta produção de leite tem dificuldades de dar cio FSH: Estimula o crescimento e maturação folicular: produção estrogênica (quando associada ao LH) Promove a espermatogênese até espermatocito secundário. LH Atua na ovulação Estimula as células intersticiais (produção de testosterona no macho) Quais são os hormônios esteroides que participam do ciclo? • Estradiol(estrógeno) • Progesterona • Testosterona Produzidos primariamente nos ovários e testículos OBS: Adrenal e placenta também secretam certa quantidade • Esteroides ovarianos: Estradiol e progesterona • Esteroides testiculares: Testosterona As femeas mamíferas também secretam testosterona, na mulher ela é importante para o orgasmo. Estrógeno Estradiol: é o estrógeno primário Produzido pelo ovário: • Células da teca interna • Células da granulosa Transporte plasmático ligado a albumina, o que faz perdurar na corrente sanguínea, quando ligado a albumina retarda a ação enzimática que metaboliza o estradiol AÇÃO DO ESTRÓGENO Induz comportamento do estro (SNC), ação sinérgica com a progesterona Aumenta a frequência e amplitude das contrações uterinas (muco produzido no útero), importante observar a característica desse muco antes de realizar a inseminação ele deve estar na consistência de uma clara de ovo e cristalino Favorece a ação da ocitocina que por sua vez estimula a produção da prostaglandina O estrógeno cria receptores para ocitocina Anabolizante (estimula a secreção de GH) Retroalimentação sobre o Hipotalamo(interfere na secreção de FSH e LH) Retroalimentação positiva: sobre o centro pré-ovulatório Retroalimentação negatica: sobre o centro tônico do hipotálamo Desenvolvimento físico das características sexuais secundarias femininas Desenvolvimento dos ductos das glândulas mamarias O estrógeno faz vasodilatação, logo, a vulva fica mais irrigada de sangue e vermelha PROGESTAGENO PROGESTERONA: A progesterona possui meia vida plasmática maior que a do estrógeno, ou seja, dura mais tempo no sangue Secretada durante um tempo maior que o estrógeno e durante a fase gestacional o hormônio que estará em pico é a progesterona Secretada pelas células luteinicas, placenta e adrenal A progesterona também é transportada pela albumina AÇÃO DA PROGESTERONA A progesterona prepara o endométrio (importante que o endométrio esteja mais espesso para que o embrião consiga se implantar); aumenta o tamanho das células Deixa o útero da femea desprotegido, susceptível a infeções, já que a progesterona inibe a diapedese dos leucócitos para o endométrio uterino, ela faz isso para evitar que o sistema imune da mãe ataque o embrião Aumenta a secreção das glândulas e inibe a mobilidade uterina Inibe as contrações uterinas, se tiver um embrião o útero não pode contrair, nessa fase, no momento do exame de toque o útero se encontra quiescente: sem contrações: aplicação pratica: identificar a fase que o animal se encontra: • Útero contraído: Fase estrogênica • Útero quiescente: Fase progesterônica Desenvolvimento do tecido secretor das glândulas mamarias (aumenta as células secretoras) Inibe o estro e o pico pré-ovulatório, realiza o feedback negativo na hipófise inibindo a secreção de FSH ANDRÓGENO TESTOSTERONA Produzidos pelas células de Leydig e a adrenal também produz pequena quantidade 98% transportada pela globulina (transportadora de andrógenos) Nas células alvo é convertida em DIDROTESTOSTERONA Age em receptores nucleares, a testosterona atravessa a membrana plasmática e vai atuar diretamente na síntese proteica do núcleo AÇÃO DA TESTOSTERONA Estimula o estágio final da espermatogênese Prolonga a vida útil do esperma no epidídimo; estimula as secreções no epidídimo Crescimento, desenvolvimento e atividade secretora das glândulas sexuais acessórias no macho Características sexuais secundarias do macho Comportamento sexual do macho Os machos são mais agressivos por causa da testosterona FASES DO CICLO ESTRAL: • Proestro • Estro • Metaestro • Diestro • Anestro: Algumas espécies tem anestro outras ficam no diestro PROESTRO Como próprio nome sugere: antes do estro Estrógeno, hormônio que está em maior concentração, devido ao crescimento folicular, e devido a essa alta de estrógeno, a femea apresentara muitas características semelhante a fase do estro, com exceção de uma, nessa fase ela não permite a monta. Portanto, o fato dela deixar ou não ser montada que indicara se ela está na fase de estro ou proestro. ESTRO Aceitação do macho Ocorre a ovulação, com exceção da vaca que ovula no final do estro Aumenta a produção de estrógeno METAESTRO Após o estro Não permite mais que o macho faça a monta Diminuição do nível de estrógeno Formação do corpo lúteo, células da granulosa e teca interna são transformadas em células luteinicas. PROGESTERONA: principal hormônio produzido, e este bloqueia todos os comportamentos característicos do estro. DIESTRO Maturidade funcional do corpo lúteo Aumento da secreção da Progesterona pelos ovários (PICO) Se não ocorrer a gestação o corpo lúteo morre e reinicia o ciclo (na vaca, porca, égua- no período de verão. Na cabra – no período de inverno) ANESTRO Alguns animais podem entrar no anestro, ou seja, não tem manifestações de cio Fase prolongada ou descansosexual Pode ser também porque ficou gestante, nesta condição o embrião impede a secreção de prostaglandina Atividade cíclica do ovário é interrompida em algumas espécies, na vaca não, o ovário continua funcionando, mas o folículo não desenvolve O anestro também pode ser desencadeado por fatores patológicos (ex: desnutrição) Em questão de produção, quando o animal pariu e entrou em anestro, o produtor terá prejuízos com relação a produção, para evitar isso deve-se investir na nutrição desses animais. • A vaca dois meses depois que pari, ela entra em balança energética negativa devido a demanda energética para a amamentação, isso é importante para animais de alta produção, se no momento do parto o animal se encontra magro, as chances deste entrar em anestro são muito grandes e para reverter esse quadro, o investimento em alimentação deverá ser muito alto podendo haver prejuízos para este produtor • Uma outra condição patológica de anestro é infecção uterina, pois o útero com infecção não produz prostaglandina, ocorrendo assim o corpo lúteo persistente(ocorre muito em cadelas) Tipos de ciclos estrais: • Policíclicos não estacionais • Suínos e bovinos • Atividade cíclica por todo ano • Interrompida apenas por gestação, lactação e fatores patológicos Policíclicos estacionais Atividade cíclica é afetada pela luminosidade Égua e gata=dias longos; cabra e ovelha= dias curtos Participação da PINEAL secretando melatonina, e esta influencia a liberação de GnRH, a melatonina é produzida a partir do triptofano (gordura), convertido em seretonina A elevação da melatonina induz o ciclo nas ovelhas e inibe em éguas(secreção aumenta em dias curtos) MONOCÍCLICA Longos períodos separados por um estro (ex: cadela) Pode apresentar ate 3 estros por ano FERTILIZAÇÃO, CLIVAGEM E IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO • FERTILIZAÇÃO Reprodução sexuada Copula ou monta e local de ejaculação Fusão de gametas (haploides) Vai entrar o ovócito na metáfase da 2º meiose na maioria das espécies (exceção ratas e cadelas) O encontro espermatozoide e ovócito ocorre na ampola do oviduto, a tuba uterina é subdividida em 3: • Infundíbulo • Ampola • Ístimo Para o espermatozoide conseguir realizar a fertilização ele devera passar por um processo de capacitação espermática Existem barreiras seletivas que o espermatozoide terá que ultrapassar E o espermatozoide que irá determinar o sexo, já que existem dois tipos de espermatozoides, sendo X e Y, e o oviduto sempre é X, por isso que o espermatozoide que fica responsável pela determinação do sexo Cópula e local de ejaculação • Onde é depositado o sêmen Inseminação natural: • Quando o próprio animal deposita o sêmen no órgão reprodutor feminino Inseminação artificial • Quando o sêmen é depositado no órgão reprodutor feminino por intermédio do homem DURAÇÃO DA CÓPULA: Menos de 1 minuto em ruminantes Alguns minutos em cavalos De 5 a 30 minutos em cães Um dos principais problemas da reprodução controlada em bovinos é identificar o momento da copula, é importante saber porque a vaca tem que estar no cio Muitos cachaços morrem de infarto durante a copula, isso está relacionado com o tipo de seleção que ele sofre, ocorreu melhoramento genético para a produção de carne, mas o sistema vascular não acompanhou esse desenvolvimento de massa O cão também demora na copula, porque o cão para conseguir ejacular tem de ‘ingatar’, ele insufla o bulbo (3x o seu diâmetro) e prende o pênis dentro da vagina da cadela e ainda precisa fazer o giro (ficar de costas para a cadela), isso tudo para o osso peniano conferir a glande um formato de calha e o cão ejacula por gotejamento LOCAL DE EJACULAÇÃO Porção cranial da vagina: bovinos, ovinos, coelhos, cães, gatos e primatas Interior da cérvix (colo uterino): porcos, equinos e camelídeos Intra uterino: via processo uretral (equino) VOLUME DO EJACULADO Alguns animais tem o movimento retrogrado da ejaculação, a ejaculação acontece devido a contração das ampolas da uretra e alguns animais apresentam um distúrbio, não conseguem contrair as ampolas, então parte do volume do ejaculado fica retido no canal uretral e então acontecem as perdas por movimento retrogrado Essas perdas variam em função do volume, local de inseminação e consistência do ejaculado • Ruminantes (3 a 4 ml): com grande concentração espermática (80 a 1,2 bilhões/ml) (Quanto menor volume, mais concentrado) • Suínos (200 a 400 ml): baixa concentração (10 a 20 milhões/ml) (maior volume, menos concentração). Para o suíno, o volume de sêmen é importante O objetivo da inseminação é otimizar o uso dos espermatozoides, é possível diluir a quantidade de espermatozoide, entretanto o volume naão pode ser diminuído O sêmen é uma solução porque possui espermatozoides e liquido seminal O sêmen dos suínos possui diferentes frações: • 1º fração: pouco espermatozoide e rico em secreções glandulares • 2º fração: rica em espermatozoides e secreção bulbo uretral (forma coágulos) O aspecto gelatinoso do sêmen em espécies como suíno, equino e humano é importante pois o espermatozoide fica preso nesses grúmulos gelatinosos pois pH vaginal dessas espécies é extremamente acido a alcalino, se o espermatozoide tivesse contato direto com as secreções do canal vaginal eles iriam morrer, portanto o grúmulo gelatinoso imobiliza e protege os espermatozoides No liquido seminal tem bicarbonato ou dependendo da espécie tem caráter acido que neutraliza o pH da vagina, e no liquido seminal existem enzimas que vão quebrando a consistência gelatinosa, essas enzimas por sua vez são ativadas pelo pH vaginal As secreções do bulbo uretral que dão essa característica gelatinosa ao liquido seminal de suínos, equinos, humanos, portanto, quando ele passa pelo canal uretral ele assume a consistência gelatinosa GARANHÃO: (60 a 100 ml): concentração de 10 milhões a 1,5 bilhões/ml), ejacula em jatos com maior concentração espermática no primeiro jato e altamente viscoso no ultimo jato CÃO: ejacula em 3 frações, a 1º e 3º oriundas apenas da próstata (única glândula acessoria nesta espécie), não possui bulbo uretral então o sêmen é liquido. A segunda fração é rica em espermatozoide (60 milhos a 5,4 bilhoes/ml) com um volume variando entre 1 a 4ml, o volume varia também de acordo com o tamanho das espécies de 2 a 80 ml GATO (0,2 a 0,3 ml): concentração de 1 a 3 milhões/ml. TRANSPORTE DO ESPERMATOZOIDE NO GENITAL FEMININO A vagina e o útero estão na fase endócrina no momento da inseminação (FASE DO ESTROGÊNIO-durante o estro), a única que ovula depois do estro é a vaca, o hormônio é estrógeno O transporte do espermatozoide é promovido pelo tônus e motilidade da túnica muscular do sistema genital Apresenta fase rápida e sustentada • FASE RAPIDA: Espermatozoides presos no oviduto poucos minutos após a cópula Não aptos para fertilizar (% de fertilização baixa) FASE SUSTENTADA: A partir de reservatórios (junção útero-tubária e cérvix) Liberado aos poucos dos reservatórios, permite que espermatozoide tenha pouco tempo para se capacitar BARREIRA SELETIVA Pregas e muco viscosos da vagina e cérvix O espermatozoide apto a fertilizar tem que ter movimento retilíneo progressivo, se tiver outro movimento que não seja esse, o espermatozoide ficara agarrado nas barreiras seletivas. CAPACITAÇÃO ESPERMÁTICA A capacitação espermática acontece durante a passagem pelo trato reprodutivo feminino (útero e tuba uterina) O local varia segundo onde foi depositado o sêmen, capacitação a partir do istimo do oviduto ou da cérvix Istimo é a conexão da tuba uterina com o útero. A capacitação é assincrônica: isso significa que nem todos os espermatozoides são capacitados ao mesmo tempo, isso é importante porque mantem a capacidade fertilizante da inseminação por um período maior de tempo ALTERAÇÕES QUE OCORREM DURANTEO PROCESO DE CAPACITAÇÃO Alterações da membrana plasmática do espermatozoide é removido da membrana da cabeça do espermatozoide a cobertura glicoproteica e das proteínas oriundas do plasma seminal da superfície Acoplamento de fatores da cascata transdutora de sinal Quando o espermatozoide entra em contato com um oócito sadio, acontece na membrana do oócito a reação izona, na membrana do oócito existem milhares de regiões onde poderiam acontecer a fertilização, essas regiões são chamadas de TRÍADES, ZP1, ZP2 E ZP3 O espermatozoide atravessa a primeira barreira CORONA RADIATA e depois chega na ZONA PELUCIDA, na superfície desta ele terá que se encaixar em uma tríade, todas as outras imediatamente são desnaturados, e quem causa isso são substancias da membrana do espermatozoide, para impedir poliespermia (quando mais um espermatozoide fecunda um mesmo oócito), caso isso acontecesse formaria um individuo com 69 cromossomos. EX: na espécie humana Existem dois tipos de gêneros Univitelinos: 1 espermatozoide e 1 oócito na fase de mórula eles se separam e formam clones, ou seja, idênticos Bivitelinos: A femea ovulou 2 oócitos, fertilizados por 2 espermatozóides, formam indivíduos diferentes assim como o sexo A reação acrossomal quando ligado as glicoproteínas da zona pelúcida faz com que a vesícula fique cheia de enzimas, essas estão inativas e são ativadas a partir do contato do espermatozoide do útero com a tuba uterina E uma dessas enzimas ativam os canais de cálcio da membrana do espermatozoide e esse cálcio entra e ativa as enzimas do acrossomo O cálcio também é importante na ativação da motilidade do flagelo (atividade mitocondrial) O cálcio também permite ao espermatozoide a capacidade de fundir com a membrana do oócito. Esse cálcio vem das secreções uterinas e tubárias OBS: O aumento do nível de cálcio e no pH favorecem estes eventos A ativação das enzimas ocorre a partir da entrada de cálcio no espermatozoide, a medida eu este vai percorrendo a tuba uterina ele vai abrindo os canais de cálcio A capacitação espermática também inclui alterações nas propriedades biofísicas da membrana pela remoção do colesterol presente na membrana do espermatozoide O HDL presente no fluido do oviduto pode acelerar o efluxo do colesterol HDL: lipoproteína de alta densidade, devido a isso, ele não é absorvido e por isso ajuda a remover os outros tipos de colesterol LDL e VLDL na corrente sanguínea e no espermatozoide LDL: baixa densidade VLDL: baixíssima densidade Ambos são absorvidos, se infiltram, por isso são ruins As enzimas do acrossomo so podem ser ativadas quando o espermatozoide em está em conexão com o oócito, por isso essa ativação só acontece quando o espermatozoide se liga a ZP1, ZP2 e ZP3 Como resultado da ativação das enzimas do acrossomo, a própria membrana do espermatozoide será digerida, ou seja, as enzimas do acrossomo digerem a membrana do espermatozoide. Esse processo de ativação do acrossomo acontece em etapas: 1º- É ativada a enzima hialuronidase, há interferência na membrana do espermatozoide, ela serve para atravessa a corona radiata Depois, quando há o contato do espermatozoide com a ZP1, ZP2 e ZP3 as outras enzimas são ativadas, principalmente a esterase e a neuroamilidase As esterases quebram ésteres de ácidos graxos e ai começa a decompor a membrana Essas enzimas quebram a membrana do espermatozoide com a ajuda da acrosina que quebra a zona pelúcida e promove a fusão das duas membranas (a do espermatozoide com a membrana do oócito), com essa fusão o material nuclear do espermatozoide vai ser inoculado no oócito formando o pró-nucleo masculino e pró-nucleo feminino HIALURONIDASE: quebra a corona radiata ACROSINA: quebra a zona pelúcida As demais enzimas: quebram a membrana do espermatozoide e promovem a fusão com a membrana do oócito O oócito ficará com dois matérias nucleares: Pró-nucleo masculino Pró-nucleo feminino Quando entra o pró-nucleo masculino, termina a segunda meiose do oócito e agora eles podem se fundir e passara a ser chamado de ZIGOTO LONGEVIDADE DOS GAMETAS: Relacionada com a duração do estro Bovinos: espermatozoides (30 a 48 h), oócito (20 a 24 h) Equinos: espermatozoides (72 a 120 h); oócito (6 a 8 h) Ovinos: espermatozoides (30 a 48 h), oócito (16 a 24 h) Suínos: espermatozoides (34 a 72 h), oócito (8 a 10 h) A longevidade dos gametas serve de respaldo na aplicabilidade da tabela de Trenenbberg para a inseminação artificial de bovinos Fatores que interferem na quantidade de espermatozoides que chegam no oviduto Junção úterotubária nos suínos – segura muitos espermatozoides Movimentação da vagina e da cérvix em ruminantes, isso favorece a chegada dos espermatozoides OBS: esses fatores impedem a poliespermia, mas um dos fatores determinantes para ocorrer a poliespermia é a idade do oócito, porque não tem o fechamento das demais zonas de fertilização. Encontro do espermatozoide com o oócito Eventos principais: Migração espermática entre as células do cúmulos(berreira seletiva) Fixação através da zona pelúcida Fusão do espermatozoide com a membrana do oócito OBS: Em coelhos, substancias liberadas pelas células do cúmulos podem estimular a motilidade espermática EXPLIQUE A FUNÇÃO DAS ZONAS DE FERTILIZAÇÃO Adesão dos espermatozoides indução da reação acrossomal e penetração da zona pelúcida Liberação das enzimas hidrolíticas Inibir a poliespermia Fusão das membranas do espermatozoide e do ovócito Engofamento do espermatozoide (em algumas espécies a cauda também penetra) Algumas proteínas que participam Desintegrina 1 ou ADAM 1 Fetilina B ou ADAM 2 Ciristestina ou ADAM 3 Fazem parte também do acrossomo Ativação ovocitária Bloqueio da poliespermia: depois que a primeira zona de fertilização interagiu com o espermatozoide, as demais zonas são bloqueadas, ZP1, ZP2 e ZP3 são proteínas de membrana, e para elas não funcionares mais (serem bloqueadas) elas são eliminadas através de exocitose. Retomada da meiose: entrou o material nuclear do espermatozoide, formou o pró-nucleo masculino, concluo então a segunda meiose (forma o 2º corpúsculo polar) Formação do prónucleo feminino A fusão dos núcleos forma o zigoto e esse processo se chama cariogamia OBS: todos esses processos são gerenciados pela membrana nuclear espermática e tem a participação do aumento de cálcio citosólico Agora que houve a fertilização, o zigoto começa a sofrer diferenciações, e as primeiras que ocorrem estão relacionadas ao gênero Determinação sexual gonadal A primeira definição sexual é a cromossômica Oócito X + espermatozoide X = fêmea Oócito X + espermatozoide Y = macho Em função da definição cromossômica temos a segunda definição sexual que é gonadal e é influenciada pela cromossômica Como? No zigoto XY vai haver estimulo para o desenvolvimento dos testículos Existe no cromossomo Y uma região chamada FTD (fatores testiculares determinantes), um lóci (região onde existem genes que interagem para determinar algumas características) Especificamente nesse lóci existe um gene chamado SRV (braço auto do Y): é um dos principais genes que determina o desenvolvimento dos testículos, ele induz a formação da célula de sertoli na estrutura gonádica primitiva, e essas células induzem a formação das células de Leydig (cascata) As células de leydig produzem testosterona e as células de sertoli produzem a proteína ligante de andrógeno Existem outros genes, como por exemplo, o SOX-9 que é um gene autossômico(não é gene sexual) e este produz uma substancia que interage com o SRY e agente na transcrição do AMH (hormônio antimulleriano) expresso nas células de Sertoli. O SRV estimula a diferenciação das células de Sertoli: consequentemente a células de sertoli produzem substancias que induzem a formação de células de Leydig. As células de Sertoli também respondem a proteína SOX-9 e como consequenciaproduz hormônio chamado Hormonio Anti Mujeriano O hormônio antimulleriano no feto XY impede o desenvolvimento dos ductos paramesonéfricos ou de Muller, estes ducto paramesonéfricos dariam origem a segmentos do útero e da tuba uterina. O feto XY precisa desenvolver a parte masculina e esta vem dos ductos mesonefricos ou também chamados ductos de Wolff. Os fetos XX e XY possuem os mesmos ductos, os mesonéfricos e os ductos paramesonéfricos. No XY o mesonéfrico desenvolve e o paramesonéfrico não; já no feto XX o paramenéfrico desenvolve e o mesonéfrico não. Ductos mesonéfricos ou de Wolff : XY Diferencia em epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal Ação da testosterona Ductos paramesonéfricos ou de Muller: XX Origina tuba uterina e útero Bloqueados pela ação do AMH (hormônio antimulleriano) O desenvolvimento das gônadas masculinas é dependente de hormônio, diferente do desenvolvimento das gônadas femininas que não é dependente. Se não tiver testosterona não há desenvolvimento do mesonefrico, já o feto XX não pode ter ação de hormônios, já que quando há ação do AMH este bloqueia o desenvolvimento do paramesonéfrico. GENE DAX-1 Presente no cromossomo X Origina uma proteína receptora Ação anti-testiculo Antagonista ao SRY Não permite ao feto XX desenvolver características masculinas Também atua no desenvolvimento da pituitária, hipotálamo, adrenal e na secreção de hormônios por elas O feto masculino XY tem cromossomo X, então ele tem DAX-1, mas a quantidade produzida é baixa, portanto não interfere no SRY, já o feminino XX tem o dobro de DAX-1 INTERSEXO: Não possuem as características sexuais secundarias definidas, um exemplo disso na med. vet. é o Freemartinismo FREMATIRNISMO: Cromossomicamente é femea, mas quando foi gerada tinha um irmão gêmeo macho (gestação bivitelina) – XX – XY, mas para acontecer da femea ser freemarte, algumas condições devem ocorrer: 1º condição: gestação gemelar bivitelina com sexos opostos 2º condição: que haja anastomose (dois vasos se comunicam e trocam substancias) entre os vasos coriônicos ou umbilicais das placentas 3º condição: que essa anastomose ocorra por volta dos 30 a 40 dias de gestação Características da femea freemarte Vagina subdesenvolvida com agenesia da cérvix Super desenvolvimento do clitóris Canal vaginal sem comunicação com a cérvix (fundo cego) Agenesia tubária O que ocorre é que nessa anastomose há a troca de substancias, a testosterona e o AMH, produzidos pelo feto masculino foi para a corrente sanguínea do feto feminino, e no macho que recebe o DAX-1 da femea fica subfertil (mas nem todos os machos), essa femea freemarte é um excelente rufião. MITOSES DO ZIGOTO Há a formação do zigoto e este sofrera diferenciações e mitoses Inicialmente ele da origem a 2 blastômeros (células totipotentes que dão origem a qualquer célula, inclusive a placenta) Separando os blastômeros dá origem aos clones, porque as células do blastômero são totipotentes. Nem todos os blastômeros entram em mitose ao mesmo tempo, as mitoses começam na tuba uterina, na maioria das espécies o embrião chega ao útero na fase de mórula (+ de 48 blastômeros) ou na fase de Blastócito inicial OBS: o embrião suíno é mais lento nas divisões, chega no útero com 4 células Ainda possui zona pelúcida e esta só sai quando ocorre a eclosão do embrião, apesar do espermatozoide ter rompido a zona pelúcida para fertilizar o oócito A mórula começa a se diferenciar em BLASTÓCITOS Os blastômeros da região mais externa vão se diferenciar em Trofoderma, as células blastonicas se transformam em trofoblastica e o conjunto dessas células Trofoderma As células ficam mais compactadas: em suínos ocorre com 8 células e em bovinos com 16 a 32 células A mórula passa a ser chamada de blastócito ou blástula, a transformação final ocorre no lúmen do útero, a mórula se encontra bem compactada e forma dentro desse embrião uma cavidade chamada blastocele CARACTERISTICAS DA BLASTULA/BLASTOCITO Tanto o zigoto, quanto mórula, quanto blastócito são embriões, o 1º é o embrião na fase de zigoto, o 2º embrião na fase de mórula e o 3º na fase de blastócito, as características do blastócito, são: 1º - Surgimento da trofoderma (origem à placenta) 2º- Surgimento do blastocele (cavidade) 3º- Surgimento do embrioblasto (origem a todos os tecidos do feto) O embrião tem que eclodir para implantar no útero; a eclosão acontece porque o embrião está expandindo, há a participação da PGE e enzimas proteolíticas endometriais (plasmina e tripsina) Um dos problemas de se congelar o embrião Importante para a biotecnologia Mais filhos com potencial melhorador, animais em extinção. Uma desvantagem é que depois de descongelado e implantando, a taxa de gestação é baixa, um dos motivos é que a zona pelúcida não rompe e ele não consegue eclodir, ela não rompe porque o metabolismo do embrião está baixo e este não produz PGE e também porque a zona pelúcida se encontra muito rígida devido ao processo de congelamento. Clivagem embrionária Formação da blástula O embrioblasto é uma massa de celulas Essa massa de células assumira o formato de disco, o disco embrionário, o que contribui com a formação desse disco é o desenvolvimento de uma segunda cavidade que comprime o embrioblasto, cavidade amniótica O embrioblasto então agora está separando as duas cavidades: • Assoalho da cavidade amniótica: epiblasto • Teto do blastocele: hipoblasto O embrião fica achatado, recebendo o nome de disco embrionário TROFODERMA: camada mais externa que dá origem a placenta, as células que compõe o trofoderma são chamadas de células trofoblásticas O embrião começa a assumir agora um formato alongado de ovoide Durante a eclosão já começa a formar a cavidade amniótica A blastocele passa a ser chamada de saco vitelino O hipoblasto desencadeia o desenvolvimento do tecido epitelial interno do saco vitelino E o epiblasto está relacionado com a formação das células parenquimatosa do embrião. O epitélio da origem ao mesoderma. Basicamente nos temos dois tipos de células: Células mesenquimais ou parenquimatosas formadas por uma estrutura chamada mesoderma Células epiteliais formadas tanto pelo epiblasto quando pelo hipoblasto As células epiblasticas dão origem ao mesoderma e este dá origem a células paraquimentosas ou mesenquimais CEL epiblasticas → mesoderma→ Cél parenquimatosas/mesenquimais O epiblasto se diferencia em ectoderma e mesoderma O hipoblasto só dá origem ao endoderma Importância do histotrofo(histiotrofo) Vulgarmente chamado de leite uterino São secreções do endométrio uterino que possui nutrientes que quando o embrião chega ao útero ele utiliza desses nutrientes Entretanto alguns embriões não precisam ou precisam pouco do histiotrofo, alguns embriões tem muita reserva de nutrientes que é o caso do suíno e equino, portanto são pouco dependentes dos nutrientes liberados pelo endométrio uterino Já os ruminantes em geral e carnívoros não tem reserva, portanto precisam mais do histotrofo CLONAGEM 10% dos gêmeos nascidos na medicina veterinária são monozigóticos Durante a implantação, é o momento que mais ocorre que embrioblasto origine dois canais primitivos E alguns mecanismos artificiais para a clonagem: Separando os blastômeros, porque estas são células totipotentes Transplante nuclear (no caso da ovelha dolly) Quando o embrião cega ao útero ele desencadeia uma serie de mecanismos importantes para a manutenção da gestação, esse conjunto de mecanismos chama-se reconhecimento materno da gestação MIGRAÇÃO TRANSUTERINA: Um dos mecanismos usados por algumas espécies O embrião antes da implantação, muito importante em éguas e porcas, migra entre um corno ao outro e essa migração bloqueia a secreção de prostaglandina, ou seja, bloqueia os mecanismos luteoliticos No suíno é muito importante que se tenha no mínimo dois embriõesem cada corno, ou seja, quatro embriões, pois um embrião só não consegue bloquear a secreção de prostaglandina Nessa migração transuterina o embrião secreto prostaglandina E, promove a contração do corno uterino e essa contração permite a migração IMPLANTAÇÃO É importante diminuir o glicocálix da superfície das células uterinas pois eles impedem a implantação O glicocálix presente na membrana das células do endométrio é estimulado pela proteína transmembrana anti-adesão (MUC-1) Quem estimula a produção da MUC-1 é a progesterona, ocorre então a diminuição de receptores para a progesterona nas células endometriais, diminuindo assim a formação da proteína MUC-1 A forma como o embrião irá implantar varia de espécie para espécie INVASINA (roedores e primatas) inclusive humanos O embrião secreta enzimas que digerem o endométrio OBS: o endométrio pode ser dividido em camadas, as células superficiais são chamadas de decíduas É interessante notar que nos roedores, primatas e até em humanos, o embrião secreta enzimas que vão erodir a decídua e essas células liberam então os nutrientes que serão usados pelo embrião SUPERFICIAL (na maioria dos animais domésticos: equinos, suínos, carnívoros e bovinos, a implantação é do tipo artificial) Não há erosão do endométrio O que acontece é uma justaposição e adesão das células endometriais com o trofoblasto, através de interdigitações de células endometriais com os microvilos trofoblásticos, exceto nas áreas de nutrição (aureolas), por onde os nutrientes passam Area caruncular do endométrio dos ruminantes, onde acontece a conexão do endométrio com as células trofoblásticas Nos suínos essa conexão é difusa e nos carnívoros é um cinturão RECONHECIMENTO MATERNO DA GESTAÇÃO O embrião agora libera sinais, substancias, interferon TAU, IFN-J em bovinos e ovinos, diminui o numero de receptores para ocitona e com isso bloqueiam os mecanismos luteoliticos RELAÇÃO DA OCITONA E MECANISMOS LUTEOLITICOS A ocitocina quando se liga a receptores estimula a secreção de PGFzalfa pelas células endometriais (e a PGFZalfa é luteolitica) se não tem receptor para ocitocina não tem secreção de prostaglandina O estrógeno estimula a formação de receptores para ocitocina Nos suínos a produção de estrógeno estimula a liberação de proteínas endometriais, a PGFzalfa é liberada para o lúmen uterino e não para a corrente sanguínea, não chegando assim ao corpo luteo impedindo assim a luteolise Todos esses mecanismos são desencadeados pelo embrião. Existe também uma proteína chamada EDPAF, observada principalmente em roedores (fator ativador de plaquetas derivadas do embrião), essa proteína também tem ação anti-luteolitica (o ser humano também libera essa proteína) e ela favorece o desenvolvimento do corpo lúteo, portanto mais uma proteína importante no reconhecimento materno da gestação O embrião já foi zigoto (fusão dos dois núcleos): mórula (até 8 blastômeros) → Blástula (na fase de blástula começa o mecanismo de implantação pois precisa de células trofoblásticas que secretam as enzimas da implantação) Depois da implantação o embrião é chamado de Gástrula GÁSTRULA: Epiblasto origina as camadas germinativas Formação da cavidade amniótica (começa a se formar na fase de blástula e conclui na gástrula) Neurulação: é a última fase do embrião depois disso passa a ser feto Formação do tubo neural Neurulação primária e secundaria A primeira característica que identifica o embrião na fase de gástrula e o desenvolvimento da linha primitiva é formado no polo caudal e consiste no acumulo de células epiblásticas, portanto em relação as cavidades ela se forma no assoalho da cavidade amniótica Espessamento das células epiblásticas, surge 10º ao 11º dia de gestação (suínos) e a 14º 15º dia em bovinos Já começa a transição do epitélio-mesenquimal Mesenquimal→ mesoderma→ epiblasto Formação do mesentoderma: originam o mesoderma e endoderma. A linha primitiva esta relaciona com a formação da coluna vertebral Na formação do endoderma se desenvolve a partir do hipoblasto, forma o revestimento superior do saco vitelino primitivo e origina o intestino primitivo Formação do mesoderma intraembrionário (abaixo do epiblasto) entre o epiblasto e o hipoblasto Formação do mesoderma extraembrionário (abaixo da trofoderma), este mesoderma extraembrionário irá se dividir, formando o: • Mesoderma somático • Mesoderma parietal O mesoderma intraembrionário também ira se dividir • Mesoderma visceral • Mesoderma esplâncnico Mesoderma somático ou parietal Divisão do mesoderma extraembrionário Associado ao epiblasto e ao trofoderma Origina as regiões parietais do peritônio e pleura; O mesoderma somático e trofoderma originam o cório, parte externa da placenta embrionária Mesoderma visceral ou esplâncnico Divisão do mesoderma intraembrionário Associado ao endoderma e hipoblasto Origina regiões viscerais do peritônio e pleura O mesoderma intraembrionário pode ser dividido em 3 regiões: • Mesoderma intraembrionária paraxial • Mesoderma intraembrionário intermediária • Mesoderma intraembrionário lateral A divisão do mesoderma intraembrionário se dá na região mesoderma intraembrionária lateral, para cima visceral, e para baixo esplâncnico O mesoderma extraembrionário se divide em: • Somático • Parietal Formação do celoma Cavidade entre o mesoderma somático e visceral Celoma extraembrionária (exoceloma) Celoma intraembrionário (origina as cavidades do corpo, peritônio, tórax e cavidade pélvica) ALONGAMENTO DO DISCO EMBRIONÁRIO Linha primitiva situa-se mais posteriormente Formação da notocorda, originada por células dos epiblastos que migram pelo nó primitivo formando o eixo anteroposterior A formação do endoderma é uma característica da gastrulação pois o endoderma se origina de células hipoblasticas, sua importância esta relacionada com a origem do revestimento do intestino Formação do mesoderma intraembrionário e extraembrionário são características da gastrulação, o intraembrionário é formado a partir de células do epiblasto e o extraembrionário é formado pelas células do mesoderma intraembrionária que migraram. Formação da cavidade celoma é característica da gastrulação, uma cavidade que comunica o mesoderma intraembrionário visceral com o mesoderma extraembrionário somático O processo da notocorda forma-se no mesoderma, a linha primitiva forma no epiblasto e dá origem ao ectorderma, este forma-se na região caudal e a notocorda forma-se na região central do disco embrionário A linha primitiva possui 3 partes: • No meio dela um sulco: o sulco primitivo • Na extremidade dela possui uma dilatação: nó primitivo • No meio dessa dilatação há um orifício pequeno: fosseta primitiva Portanto, o processo da notocorda forma-se no mesoderma, originada por células do epiblasto que migraram do nó primitivo a partir da formação dessas estruturas, notocorda e linha primitiva, o embrião então passa a ter o eixo anteroposterior. Desenvolvimento do ectoderma superficial Formada por células epiblasticas que revestirão toda a cavidade amniótica ECTODERMA: revestimento de estruturas externas do ectoderma de superfície Placódio ótico: forma vesícula ótica (forma o ouvido interno) Placódio cristalino: cristalino do olho Epiderme e glândulas associadas Revestimento nasal e oral (epitélio das cavidades): o epitélio que forma a cavidade oral também origina o esmalte dos dentes, parte da pituitária e hipófise anterior Porção caudal do canal anal O mesoderma intraembrionário (dividido em 3 regiões) • Paraxial • Intermediária • lateral Mesoderma paraxial: Também chamado de somitômero Dão origens aos somitos cuja a importância é: • OS somitos da cabeça desenvolvem tecido conjuntivo, osso e cartilagens • Os somitos do corpo formam: o Derme e musculo esquelético: regiãodermomiótoma o Vértebras: região esclerómotoma o Músculos das costas e membros: região miótoma Os somitos também são usados para identificar a idade do embrião Mesoderma lateral: Dividido pelo celoma intraembrionário Forma a SOMATOPLEURA: associação do mesoderma somático com o mesoderma da superfície Forma a ESPLANCNOPLEURA: associação do mesoderma visceral com o endoderma Mesoderma intermediário Sua importância está em dar origem aos nefrotomos, região cranial, cervical e torácica Origina também o cordão nefrogênico na região caudal, formam os rins temporários (mesonéfrons) e participa também do desenvolvimento inicial das gônadas Dobramento do embrião Sentido anteroposterior e laterolateral Um tubo fechado (órgãos tubulares primitivos) reveste outro tubo Formação das paredes ventrais e laterais do corpo. Somato pleura Desenvolvimento dos sistemas cardiocirculatório, respiratório e digestório Desenvolvimento do sistema cardiovascular e do sangue A estrutura que dá origem ao coração chama-se tubo cardíaco, melhor dizendo tubo cardíaco endocárdio, como o próprio nome sugere: irá formar a parte interna do coração, o endocárdio O coração é formado por 3 segmentos o Endocárdio o Miocárdio o Pericárdio O tubo cardíaco endocárdio é um tubo simples formado pela fusão de dois tubos, funde-se com porções ventral da aorta e posteriormente e continuo com o sistema venoso (as veias cavas) O coração começa a ter atividade no suíno(22 dias de gestação); cães e bovinos (23 dias) e equinos (24 dias) Para um tubo originar um órgão de 4 câmaras ocorrem diversas diferenciações Começa então com a segmentação do tubo cardíaco, onde o tubo é separado em regiões, esse processo se da através de dilatações e constrições Tem-se a distinção do seio venoso, apresenta um marcapasso que determina o batimento cardíaco, que é onde esta chegando no tubo cardíaco Depois do seio venoso tem o átrio primitivo e ventrículo primitivo, o ventrículo possui segmentos dentro dele que originará o ventrículo esquerdo Tem o bulbo arterioso que fica perto do ventrículo primitivo, o bulo arterioso vai se diltando e dará origem ao ventrículo direito Na saída temos o tronco arterioso que se divide em artéria aorta e tronco pulmonar Apresenta um forame interventricular primário entre o ventrículo e o bulbo arterioso, ou seja, durante o desenvolvimento da segmentação desse tubo há a comunicação do ventrículo esquerdo com o ventrículo direito, com o desenvolvimento do coração esse forame irá se fechar São 3 patologias que tem a mesma característica clinica o Persistência do forame interventricular o Persistência do forame oval o Persistência da comunicação aórtico pulmonar E essas 3 alterações na formação do coração são responsáveis pelo mesmo sintoma clinico, pois em todas elas há a mistura do sangue arterial com o venoso, acarretando em baixa quantidade de oxigênio no sangue circulante (arterial), por isso esse individuo apresenta uma coloração azulada (cianótica) Portanto, a primeira etapa no desenvolvimento do coração é a fusão dos tubos endocárdios formando o tubo cardíaco endocárdio A segunda etapa é a segmentação, através de diltações e constrições, apresentando assim 5 regiões, onde chegam as veias: seio venoso, átrio primitivo, ventrículo primitivo, bulbo arterioso e tronco arterioso Formação das câmaras cardíacas Incorporação do seio venoso ao átrio, o seio venoso começa a fazer parte do átrio primitivo Abertura de veias dentro do seio venoso Veias vitelinas (onfalomesentéricas), origem: saco vitelino Veia umbilical, conexão com a placenta Veia cardinal, drena o corpo do feto Portanto, esses três tipos de veias estão entrando agora no seio venoso que faz parte do átrio primitivo Formando os cornos direito e esquerdo Direito: desenvolve as veias cavas caudal e cranial Esquerdo: desenvolve o seio coronário: e parte do seio coronário desenvolve as veas pulmonares no lado esquerdo Agora é preciso separar o átrio do ventrículo, primeiro separa o canal entre o átrio e ventrículo: divisão do canal atrioventricular QUAL A ESTRUTURA RESPONSAVEL PELO INICIO DA DIVISÃO ENTRE OS ATRIOS E VENTRICULOS? Coxins endocárdicos O coxin encocardco começa a se formar dividindo o canal direito e esquerdo no espaço entre o átrio primitivo e o ventrículo primitivo e fundem-se para formar o septo intermediário, septo que divide o canal atrioventricular em direito e esquerdo Depois ocorre a divisão do átrio: forma-se um septo primário que projeta-se dorsalmente dividindo os átrios, o ostio primário mantem temporariamente a comunicação entre os dois átrios, coberto pela formação do septo secundário, formação do forame oval QUAL ESTRUTURA É RESPONSAVEL PELA DIVISÃO DOS ÁTRIOS NA FORMAÇÃO DO COROÇÃO? Septo primário e coxin endocárdio A PERSISTENCIA DO FORAME OVAL INDICA FALHA NA FORMAÇÃO DE QUAIS ESTRUTURAS? Septo primário e coxin endocárdico O septo interventricular separa o ventrículo primitivo (futuro ventrículo esquerdo) e o bulbo arterioso (futuro ventrículo direito), forma temporariamente forame interventricular Na divisão do tronco arterioso, os coxins na parede do bulbo arterioso e no tronco arterioso, vão fundir os coxins formando os coxins conetroncais originando o septo aóticopulmonar Portanto esse tubo cardíaco que possuía 5 regiões: seio venoso, átrio primitivo, ventrículo primitivo, bulbo cardíaco e tronco arterioso passou a possuir câmaras: 2 átrios e 2 ventrículos e possui a saída das veias cardinais, veias vitelinas e veias umbilicais e há também a saída para o que serão as artérias aorta e pulmonar DESENVOLVIMENTO DAS VALVULAS A grande importancia das válvulas na formação do coração é garantir fluxo unidirecional do sangue Antes de formar as válvulas o fluxo do sangue no coração do feto é bidirecional (fluxo refluxo) Tem-se as válvulas atrioventriculares: originam-se da extremidade direita e esquerda dos canais atrioventriculares Desenvolvimento do miocárdio abaixo do septo intermediário (começam a migrar dos somitos células mioblasticas), essas células mioblásticas começam a se desenvolver ao redor da estrutura endocárdica e elas estimulam o desenvolvimento do miocárdio, começam a forcar o endocárdio e isso estimula a formação das válvulas Formação: 2 válvulas do lado esquerdo e 3 no lado direito Tem ainda as válvulas semilunares presentes nas saídas das artérias: artéria pulmonar e aorticopulmonar, portanto o aumento do volume na saída do tronco arterioso, logo depois que formou o septo a um espessamento da parede e então forma-se as válvulas quase que concomitante com a separação aórtico-pulmonar Portanto, as válvula se formam a partir do espessamento da parede do tronco aórtico pulmonar As válvulas estão presas as cordas tendineas que se conectam aos músculos papilares, e a importância dessas estruturas é impedir que a válvula prolapse para o átrio Então, agora esse coração tem o endocárdio dividindo em câmaras átrios e ventriculares, entrada de sangue venoso, esse coração já está sendo colonizado por fora pelas células musculares que migraram dos somitos mioblastos e já tem válvulas, falta agora a formação do sistema de condução O coração possui atividade própria, ou seja, gera o seu próprio pulso (as células são alto excitáveis) O sistema de condução são células miocardias diferenciadas (vieram dos somitos), primeiro formam o nó atrioventricular, depois formam os fascículos atrioventriculares (distribui o impulso nas paredes ventriculares pelas fibras de purkinge) As células miocárdicas que migraram dos somitos deram origem as células autoexcitaveis que formam 1º o nó atrioventricular, esse nó despolariza e manda o impulso para os atrios contraírem através dos fascículos atrioventriculares, depois distribui impulso para os ventrículos através das fibrasde purkinge e essas começam a se formar a partir das células miocárdicas. MIOBLASTOS→ Somitos, forma-se também o nó sinoatrial, na região da abertura da veia cava caudal. DESENVOLVIMENTO DO CORAÇÃO Formação do tubo cardíaco endocárdico (fusão dos tubos endocárdicos) Segmentação do tubo cardíaco endocárdio: dilatações e constrições Seio venoso: marca passo Atrio primitivo Ventriculo primitivo- ventrículo esquerdo Bulbo arterioso- ventrículo direito Tronco arterioso- artéria aorta e tronco pulmonar Formação das câmaras cardíacas Incorporação do seio venoso ao átrio Veias umbilicais: conexão com a placenta Veias vitelinas: saco vitelino Veias cardinais: drena o corpo do feto Formação dos cornos direito e esquerdo Corno direito: veias cavas caudal e cranial Corno esquerdo: seio coronário + veias pulmonares esquerdas Divisão do canal atrioventricular Coxins endocárdicos Divisão do átrio Septo primário (fusão dos coxins endocárdicos) Formação do forame oval Divisão do ventrículo Formação do septo interventricular (separa o ventrículo primitivo do bulbo arterioso) Desenvolvimento das válvulas Garantem o fluxo unidirecional do sangue Válvulas atrioventriculares Desenvolvimento do miocárdio Células mioblásticas migram dos somitos para o tubo endocárdico Valvulas semilunares Presentes nas saídas das artérias Formação do sistema de condução Formação do nó atrioventricular Formação dos fascículos atrioventriculares Formação do nó sinoatrial Todas essas estruturas citadas acima são formadas por células mioblásticas que vem dos somitos Patologias: Alterações na formação do coração, que causam a mistura do sangue rico em oxigênio com o sague rico em gas carbônico, causando uma baixa na concentração de oxigênio no sangue Persistência do forame interventricular (Vent esquerdo → Vent direito) Persistência do forame oval (átrio direito → átrio esquerdo) Persistência da comunicação aórtico pulmonar (artéria aorta → artéria pulmonar) Desenvolvimento do sistema respiratório Forma-se a partir de uma porção do sistema digestório O intestino primitivo possui 3 segmentos: Intestino superior Intestino médio Intestino posterior Na porção anterior ao intestino faríngeo forma-se o divertículo tranqueosofágico O desenvolvimento da laringe se dá a partir da porção cranial do intestino anterior, desenvolve o sulco laringotraqueal, antes de formar o divertículo forma-se na parede o sulco Vai separando o esôfago da laringe e da traqueia O sulco laringo traqual forma uma separação entre a laringe e a traqueia, e nesse sulco uma parte dele é chamado de sulco traqueosofagial Forma-se também o septo traqueoesofagial que separa a traqueia e o esôfago A origem das estruturas da epiglote se dá a partir da Tumefação epiglotal (tumefação=dilatação), que se origina na eminencia hipobraquial (3º e 4º faríngeos) Tumefação aritenoides: formam-se perto do 6º arco faringe e através de células mesenquimais forma as cartilagens epiglote e aritenoide. O arco faríngeo onde se dá a origem da eminencia hipobraquial, sua forma lembra as brânquias dos peixes, por isso afirma-se que os seres vivos na sua formação têm fase semelhantes a peixes, aves e mamíferos. Portanto, próximo ao septo tem-se uma tumefação eu originará a epiglote (cuja função é separar o que segue para o esôfago e o que segue para a traqueia) As células que dão origem a tranqueia são as células mesenquimais as crista neural que migram para esse divertículo e formarão os anéis traqueais (cartilagem) e o epitélio é endodérmico classificado como pseudoestratificado ciliado originado a partir do endoderma. A formação dos pulmões pode ser dividida em períodos Período embrionário: bifurcação da traqueia, origina brotos pulmonares: forma o brônquio principal que origina o broto do brônquio lobar (responsável por dividir o pulmão em lobos) Período pseudoglandular: os brônquios lobar agora se ramificam formando os brônquios segmentares (+de 20 segmentações) Revestimento dos túbulos por epitélio endodermal. Bronquíolos segmentares formam os bronquíolos terminais. Período canalicular: o bronquíolo terminal origina túbulos no interior dos lóbulos pulmonares → originam os bronquíolos respiratórios Cada bronquíolo origina 3 ou mais canalículos (apresentam nas extremidades sáculos terminais→ alvéolos primitivos) Período sacular: os sáculos terminais vão se bifurcando formando sacos secos Período alveolar: formação das estruturas respiratórias (que possibilitam a respiração) Formação dos alvéolos: Pneumacito tipo I Pneumacito tipo II: secretam substrato surfactante e dão origem á célula do tipo I Após o nascimento ocorre o amadurecimento dos alvéolos e eliminação do liquido presente no sistema respiratório e ocorre a entrada de ar pós nascimento, resultando no crescimento longitudinal dos bronquíolos respiratórios e sáculos alveolares e o liquido remanescente é absorvida pelo sistema sanguíneo e linfático DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Desenvolvimento da laringe A partir do intestino primitivo (porção cranial do intestino anterior) Sulco laringotraqueal (separa a laringe da traquéia) Sulco traqueoesofagial (separa a traqueia do esôfago) Septo traqueoesofagial → divertículo respiratório Origem das estruturas epiglóticas: Tumefação epiglotal Tumefação aritenoide (células mesenquimais) Desenvolvimento da traqueia Células mesenquimais da crista neural originam os anéis traqueais (migram para o divertículo) Epitélio endodérmico: pseudoestratificado ciliado Desenvolvimento dos brônquios e pulmões A – Período embrionário Bifurcação da traqueia Origina o broto do brônquio lobar B- Período pseudoglandular Bronquio lobar → brônquio segmentar Brônquio segmentar → bronquíolos terminais Epitélio endodermal reveste os túbulos C- Periodo canalicular Bronquíolos terminais → bronquíolos respiratórios Bronquíolo respiratório: possuem sáculos terminais D- Período sacular Sáculos terminais → sacos cegos E- Período alveolar Sacos cegos → alvéolos Formação dos pneumóditos tipo I e tipo II: secretam substancia surfactante e dão origem a pneumatócitos do tipo I Alterações pós-natal Amadurecimento dos alvéolos Eliminação do liquido presente no sistema respiratório. Sistema sanguíneo e linfático drena o restante do liquido amniótico. DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DIGESTÓRIO Intestino anterior: esôfago, estomago, divertículo respiratório, esboço hepático (fígado) Intestino médio: conduto onfalomesentérico (tem contato com o cordão umbilical) Intestino posterior: membrana cloacal, incialmente todo feto mamífero tem cloaca → estrutura presente nas aves por onde ocorre a eliminação digestória e urinária ESÔFAGO: Formado a partir do intestino anterior Estende-se da faringe em desenvolvimento A medida que o tórax vai se alongando o esôfago também se alonga ESTÔMAGO Formado a partir do intestino anterior (dilatação fusiforme na parte mais caudal) Estomago simples (monogástrico) Estomago lobado (ruminantes) O estomago vai apresentando curvaturas, curvatura convexa dorsal e outra concava ventral, formação do cárdia, corpo, piloro e mesogástrico Nos ruminantes, a mesma estrutura que dá origem ao omaso e abomaso promove a formação do fígado e pâncreas Fígado e pâncreas Brotos endodermais dorsal e ventral DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA UROGENITAL: pronefro, mesonefro e metanefro PRONEFRO: Estrutura intermediária 7 a 8 pares de túbulos pronéfricos (7º a 14º somito) Comunicação com o ducto pronéfrico Formados a partir do mesoderma Sem atividade excretora MESONEFRO Estrutura intermediária 70 a 80 pares de túbulos pronéfricos (9º a 26º somito) → usado como referencia de idade Possui função excretora (funcionam em vertebrados inferiores) Em mamíferos o Mesonefro contribui na formação do cordão nefrogênico,crescem em direção a cloaca e dão origem ao ducto mesonéfrico (ducto de wolff) eu contribuem na formação do sistema digestório masculino Contribui na formação do corpúsculo renal→ capsula e glomérulo Os túbulos se degeneram METANEFRO: Estrutura definitiva Embrião (26º ao 28º somito) Estrutura de origem: broto uretérico e blastema metanéfrico, essas duas estruturas formam o metanefro Formação de néfron funcionais Participação das células mesodérmicas (células epiteliais, mesenquimais, endoteliais) O metanefro já apresenta o formato de rim, dentro dessa estrutura forma o NEFRON, como já tem o corpúsculo e o sistema de túbulos de origem mesonefro e metanefro respectivamente, portanto já pode ter nefrons funcionais DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA Parte materna (endométrio) e parte fetal (cório) Embriotrofo: nutrição da placenta vem por: Sangue da mãe: hematrofos Secreção do endométrio: histotrofos No caso de uma placenta chamada de embriotrofo tem-se a nutrição vindo pelo sangue da mãe hematrofos e um pouco recebe da secreção do endométrio histotrofos Existem diferentes maneiras de classificar a placenta: Classificação segundo a natureza dos tecidos extraembrionários Basicamente são duas estruturas extraembrionárias que podem formar a placenta: saco vitelino e alantoide Coriovitelina: Carnívoros e equinos Fusão: saco vitelino com o cório Começam com a fusão no saco vitelino e no final chega ao alantoide Alantoide é uma projeção do saco vitelino Corioalantoide: Suínos e ruminantes Fusão: alantoide com o cório A fusão começa pelo alantoide ALANTÓIDE: projeção do saco vitelino → condição primária Funcionam em todas as espécies A partir do alantoide que se dá a formação dos vasos coriônicos O alantoide é a parte funcional, portanto isso é uma forma de classificação segundo a natureza dos tecidos e no final todas passam a ser corioalantoide Classificação segundo estrutura coroalantóide e sua interação com o endométrio. LOGO: tipos diferentes de interação= diferentes tipos de placenta CORIODRONDOSO: Equino, suínos e ruminantes Corioalantoide interage com o endométrio Participa da formação da placenta DIFUSO: região de troca não visível (ex: equinos e suínos) PREGUEADA: pregas e rugas presentes (ex: suíno) VILOSA: microcotilédones em criptas do endométrio (ex: equino) COTILEDONÁRIA MULTIPLA: Vilos coriônicos, carúnculas. Em ruminantes existe o corio liso entre os cotilédones ZONÁRIA/LAMELAR: cório frondoso em faixa ao redor do embrião (carnívoro) A placenta corioalantóide coriofrondoso difuso não evidencia as regiões onde acontecem as trocas entre o corio e o endométrio A placenta corioalantoide coriofrondoso cotiledonária múltipla, as trocas é feita pelo placentoma→ interação entre o cório e o endométrio CÓRIO LISO: Corio não interage com o endométrio Corioalantóide não se envolve na formação da placenta A nutrição se faz de forma diretamente pelo cordão umbilical Os marsupiais são corioalantóide corpo liso PLACENTOMO: cório + endométrio Cotilédone + carúncula = Placentoma O placentomo faz uma interação entre o cório e o endométrio, só nessa estrutura eu ocorrem as trocas entre mãe e feto Classificação segundo o numero de camadas teciduais entre a circulação fetal e materna (numero máximo: 6: 3 fetais e 3 maternas) FETAL: Epitélio do cório Tecido mesenquimal Endotélio do capilar MATERNA: Epitélio da mucosa uterina Tecido conjuntivo Endotélio dos capilares Sempre 3 camadas e não muda, da mãe muda o numero de camadas 1- EPITÉLIOCORIAL (6 barreiras) Suínos, equinos e ruminantes 6 camadas ultrapassadas Sem perda de tecidos maternos na placentação Anticorpos maternos não passam para o feto (colostro) Devido ao grande numero de camadas, os anticorpos da mãe não chegam ao feto, portanto nessas espécies, suíno, equino e ruminantes é fundamental que o recém-nascido mame o colostro e o intestino desses animais ate 48 horas após o nascimento permite a passagem das imunoglobulinas. 2- ENDOTÉLIOCORIAL (4 barreiras) Carnívoros Sem epitélio endometrial, nem tecido conjuntivo Contato direto: trofoblasto + endotélio vascular materno Ocorre a passagem de anticorpos Decíduas: a placenta encosta em alguns endométrios, as células nessas regiões são maiores, ricas em glicogênio e ácido graxo, o embrião quando começa a implantar ele corrói essas células e esses nutrientes são utilizados pelo embrião. Os carnívoros não precisam de colostro pois a interação placenta endométrio permite a passagem das imunoglobulinas, pois possui menos camadas Saiu do vaso do feto, passou pelo tecido mesenquimal, epitélio coriônico e entra direto no vaso sanguíneo da mão 3- HEMOCORIAL (3 barreiras somente) Roedores e primatas Sangue da mãe → jorrado no espaço→ passa direto pelas camadas do feto Sangue rompe o vaso e enche a cavidade TROFOBLASTOS → contato direto com o sangue O sangue rompe a parede do vaso e enche uma cavidade e os nutrientes contidos no sangue se difundem passando pelo epitélio do cório→ tecido mesenquimal → endotélio do vaso do feto. Puerpério: pós-parto (processo fisiológico) PARTO: expulsão do feto e da placenta. O parto normal só acaba quando a placenta é expulsa, se houver retenção de placenta o parto normal não foi completo ALTERAÇÕES DO PRÉ-PARTO Relaxamento do ligamento pélvico (importante para dar passagem ao feto) Alongamento/edema vulva Enchimento dos quartos mamários (secreção nos orifícios dos tetos), essa secreção viscosa veda o ducto papilar evitando que o leite seja contaminado Preparo do ninho (carnívoros) Isolamento do rebanho, a fim de proteger a recém-nascido Inicio do trabalho de parto. Contrações uterinas: desencadeadas pelo feto Ruptura da membrana amniótica Interações dos fatores endócrinos/neuronais/mecânicos O trabalho de parto começa com as contrações uterinas e essas contrações são responsáveis pelo rompimento da membrana aminio-corionica O inicio das contrações é desencadeada pelo feto O aumento do metabolismo gerado pela placenta induz a produção de PGE2 que ativa a o eixo hipotalâmico – hipófise – adrenal O STRESS do feto é desencadeado pelo cortisol (prod de PGE2) Baixa de oxigênio (interação placenta endométrio está calcificando) Falta de espaço Baixa concentração de PGE: dilatação cervical + contração miométrica O corpo lúteo já esta destruído, a baixa quantidade de progesterona causa diltação cervical e contração miométrica O aumento da concentração de estrógeno é responsável por contrair a musculatura do útero, OBS: o cortisol converge progesterona em estrógeno O cortisol ativa a 172alfa hidrolase que converge progesterona em estrógeno ESTÁGIOS DO TRABALHO DE PARTO Dilatação da cérvix Expulsão do feto Expulsão das membranas fetais Alterações causadas pelo cortisol no pós-parto: ocorre a maturação pulmonar (surfactante); produção de glicose/ reservas de glicogênio e glicogênese, aumenta a taxa metabólica causada pelo aumento da triiodotironina e catecolaminas COMPÊTENCIAS IMUNOLÓGICAS Imunidade passiva transuterina: Ratos, coelhos e humanos Placenta hemocorial Conseguem passar imunoglobulinas porque a placenta é hemocorial IMUNIDADE PASSIVA PELA AMAMENTAÇÃO Impermeabilidade da placenta epitéliocorial Colostro (imunoglobulina) Intestino permeável até 36 h puerperais. Se passar desse prazo o colostro não tem mais efeito pois o intestino não permitirá a absorção do mesmo Puerpério (pós-parto) Parto → reabilitação reprodutiva (1º estro) Involução uterina: restauração do útero (tamanho/função) Pós-parto consiste na fase que começa com o parto ate a 1º cobertura fértil(ou seja, quando a femea aceita o macho) No pós-parto é importante amamentar pois produz ocitocinas que auxiliam na involução do útero promovendo a contração. Alterações causadas pelo cortisol no pós-parto Maturaçãopulmonar Produção de glicose Aumento do metabolismo Eliminação do lóquio (1º semana pós-parto): é importante eliminar secreções de liquido amniótico + resto de placenta para evitar infecções uterinas Alterações cardiovascular no pós-parto Fechamento do ducto arterioso e do forame oval Se a femea amamenta muito, há um aumento da prolactina e a mesma retarda o ressurgimento dos ciclos. Ressurgimento dos ciclos estrais: Fatores nutricionais Amamentação Balanço energético negativo: por mais que o animal coma ele não consegue suprir sua demanda energética então irá emegrecer – animais de alta produção, portanto é importante que ela tenha reserva nutricional no momento do parto TERATOLOGIA: má formação fetal Período critico de suscetibilidade (mais susceptível á alterações em sua formação)→ inicio da organogênese Órgãos de alta complexidade: período pode ser prolongado A má formação é extremamente comum na medicina veterinária devido a endogamia- cruzamento entre animais com parentesco próximo Tanto a falta quanto o excesso da vitamina A podem comprometer a formação do feto Uso de TALIDOMIDA por gestante (para enjoos) pode causar a má formação, como casos em que as crianças nasceram com a falta de algum membro Causas de má formação: 1- Alterações no genótipo: importante fazer o cariótipo de reprodutores e pesquisar indivíduos que possuem genes específicos Numero anormal de cromossomos (poliploidia/aneuploidia) Alteração na estrutura do cromossomo (estrutura): causado por deleção, translocações...CRIOTIPAGEM ajuda a identificar as alterações numéricas e estruturais 2- Causadas por técnicas de reproduções assistida: escolhe indivíduos com um único propósito (produção) e acaba negligenciando outros aspectos por exemplo a imunidade, massificação de técnicas sem uma análise crítica e sem uma perspectiva a longo prazo. 3- Fatores ambientais Mecanicos: Pressão intrauterina anormal Físicos: Radiações ionizantes – interfere no DNA Químicos: Substancia com potencial atotóxico, drogas terapêuticas, acido retinóico (crista neural), plantas toxicas. 4- Agentes infecciosos Maioria relacionada as infecções virais A zona pelúcida serve como barreira de agentes infecciosos tanto que a comercialização de embriões é feita com a zona pelúcida, mas depois da eclosão ele perde essa proteção Existe também a proteção da placenta, mas alguns vírus são capazes de transpor essa barreira. CLASSIFICAÇÃO DA MÁ FORMAÇÃO 1- Agenesia ou aplasia Falta total ou parcial do desenvolvimento de um órgão EX: agenesia renal 2- Hipoplasia e hiperplasia: Hipoplasia: menos quantidade de células; hiperplasia: maior quantidade de células Ocasionando o desenvolvimento anormal do órgão, maior ou menor 3- Falha na fusão ou fechamento Espinha bífida (fusão incompleta do tubo neural), o tubo fica exposto Palatosquise: fenda no palato 4- Ausência da morte celular normal As células tem que sofrer um apoptose controlada Sindactilia (membrana notatória), entre os dedos 5-Disturbios na reabsorção tecidual Falha na reabsorção da membrana cloacal, depois que se desenvolve o sistema urinário e digestório, essa membrana tem que desaparecer Atresia anal em leitões (sem anus) 6- Falha na migração Pode ocorrer no nível celular ou no posicionamento dos órgãos Falha na migração das células da crista neural (alterações no timo, medula da adrenal) Alterações na posição do órgão (rins ectópico, ectopia cardis (coração fora da cavidade torácica), criptorquidismo (descida do testículo) 7-Duplicações e reversão da assimetria Separação incompleta dos gêneros