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Biologia Celular e Molecular Biomembranas Mosaico fluído formado por uma bicamada lipídica entremeada por proteínas que é encontrada em membranas citoplasmáticas, o que diferencia as membranas em si é sua composição proteica e lipídica que é determinada a partir da função da célula. Lipídios Bicamada lipídica Tipos principais de lipídios: fosfolipídios – molecular anfipática (parte polar e apolar) Lipossomos – estruturas esféricas desenvolvidas artificialmente pela indústria farmacêutica para guardar os fármacos em seu interior para que o lipossomo proteja o fármaco para que ele não seja perdido no processo digestório rapidamente e não sejam necessárias altas doses de drogas para atingir os efeitos desejados, os lipossomos retém o fármaco e libera no intestino. Colesterol – Indispensável na composição de membranas, e é a molécula que garante a fluidez e a resistência das membranas. Assimetria da membrana – a composição quanto de lipídios quanto de proteínas em ambos os lados da membrana não deve ser idêntica. Fluidez da bicamada fosfolipídica – há uma movimentação dos diferentes componentes na bicamada lipídica essa característica é fornecida pela composição lipídica. Movimentos dos fosfolipídios: difusão lateral, flexão, rotação e flip-flop (raramente ocorre). Quando se juntam todos esses movimentos é observada a fluidez Proteínas – diferentes formas de associação com a bicamada lipídica. Há a presença de proteínas intrínsecas (que permeiam a membrana por inteiro) e extrínsecas (proteínas associadas aos lipídios de forma periférica). Dalton Arandas – medicina Uninassau Tipos de proteínas: Carboidratos – na membrana plasmática há o glicocálix que protege a superfície celular e é responsável pelo reconhecimento célula-célula (lectinas) e na adesão. (respostas inflamtórias, reconhecimento entre os gametas). Os carboidratos podem estar associados a proteína ou à bicamada fosfolipídica. Distrofia muscular de Duchenne – patologia associada a alterações nas membranas. A evolução motora da doença é a fraqueza muscular progressiva, irreversível, devido à perda da musculatura estriada esquelética. A distrofina (proteína) ela se liga a membrana e ao filamento de actina, que promove a contração muscular, e por um erro genético algumas pessoas tem a proteína ausente ou alterada que perde a função então quando há contração do músculo não tem encurtamento da celular perdendo-se assim o tônus muscular. É uma doença genética recessiva associada ao gene X em que o gene é letal para mulheres. Especializações de membrana Microvilosidades – fixa, tem maleabilidade, aumenta a área de contato e assim a capacidade absortiva e é encontrada no intestino delgado e rins nos tubúlos renais. Estereocílios – muito presente no epidídimo os estereocílios aumentam a superfície de contato e auxiliam a movimentação dos espermatozoides, mas sua função primordial é participar da nutrição desses gametas na passagem pelo epidídimo. Cílios – não são móveis e são encontrados na traqueia, trato respiratório e tuba uterina e pode auxiliar no aquecimento do ar, manutenção da temperatura, umidade e na expectoração do muco. Mulheres podem ter problemas quando tem deficiência de cílios na tuba uterina que dificulta a migração do óocito para o útero desenvolvendo uma gravidez na tuba uterina que necessita de intervenção cirúrgica, de forma a tornar a mulher histero. Junções celulares – acontecem com a finalidade de fazer a adesão célula-célula e célula-tecido via lâmina basal. Junção de oclusão – há proteínas integrais ligadoras do tipo ocludinas e claudinas e proteínas citoplasmáticas que dão estabilidade a ligação que são ZO-1, ZO-2, ZO-3. A zona de oclusão limita a difusão de pequenas moléculas e íons e promovem a manutenção da polaridade da célula e são encontradas mais frequentemente na parte apical das células. Algumas substâncias atuam na permeabilidade da junção de oclusão, principalmente cosméticos. Junção aderente – moléculas de adesão celular (CAM), principais famílias de proteínas: as caderinas, imunoglobulinas, integrinas e as selectinas. Caderinas e integrinas são rastreadas em situações tumorais, porque essas proteínas dão o fortalecimento da ligação célula-célula e quando há mutações nos genes que codificam essas proteínas enfraquecem as ligações célula-célula facilitando a metástase que é o desprendimento do tumor para outras áreas do corpo. Desmossomos – estão abaixo das zonas de adesão e são compostos por: demogleína e desmocolina (que são do tipo caderinas) e na placa interna placoglobina e desmoplaquina. Nas placas internas estão presos filamentos intermediários, que são resistentes, promovendo uma forte estabilidade na ligação que confere uma forte estruturação ao tecido. Junção comunicante – composto por conexinas na região basal é a junção resultante da interação entre dois conéxons. Hemidesmossomos – composto por integrinas e forma a placa dos hemidesmossomos formada por proteínas BP230 (que vem do pênfigo bolhoso que é a doença originada a partir da mutação nos genes do colágeno que participa da ligação das células na lâmina basal, e essa mutação no gene faz com que não haja força suficiente para manter o epitélio preso ao tecido conjuntivo que forma bolhas).