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DISCIPLINA: TANATOLOGIA PROFº : DANIEL LEANDRO A. SILVA ACADÊMICO(A): LAURA MIRANDA NOGUEIRA - 201803140631 � 01. Descreva as principais consequências psíquicas desencadeadas pelo reconhecimento, que só os humanos possuem, de sua condição de mortalidade. � 02. Faça um exercício de reflexão crítica sobre o comportamento atual, da sociedade ocidental, com relação às situações de perdas e luto. � 03. Estudo de caso: Imagine uma situação em que na sua enfermaria está internada uma mulher de 65 anos, em fase terminal, decorrente de um câncer de mama que progrediu com metástases para ossos e pulmão. Ela passa a maior parte do tempo sedada, em função da dor. Quando desperta, revela o desejo de ver seus netos. A paciente é avó de duas crianças, uma menina de três anos e um menino de oito, filhos de seu único filho. O marido e o filho da paciente, em dúvida com relação à viabilidade e a necessidade de levar as crianças até o hospital, se dirigem a você para solicitar uma orientação. O filho, embora desejoso de levar as crianças até o hospital, mostra-se preocupado em causar um mal- estar familiar, visto que sua esposa é contrária à ideia, pois acha que as crianças, muito novas, não estão conscientes do que está acontecendo e, ao verem a avó, podem vir a desenvolver alguma espécie de trauma. Diante da situação apresentada, reflita e escolha a opção que você considerar a mais prudente, justificando a sua resposta. a) Você considera que toda criança deve ter o direito de se despedir de um familiar. Além disso, no seu entendimento, o desejo da paciente, em fase final da vida, deve ser atendido o quanto antes. Por isso, você aciona o Serviço Social e solicita orientações quanto à melhor forma de proceder. b) Você teme causar traumas nas crianças. Acredita que é melhor que elas preservem a imagem que tinham da avó, quando esta levava uma vida saudável e ativa com as crianças. Orienta a família a esperar uma possível melhora do quadro e, quem sabe, quando a avó retornar para casa, as crianças se sentirão mais à vontade para visitá-la. c) Você pensa que o melhor, para todos, é que a vontade da paciente seja satisfeita. Para isso, você marca uma reunião familiar, a ser realizada junto com outros membros da equipe, e tenta identificar os motivos que estão levando a nora da paciente a pensar que não há necessidade de promover a visita das crianças. RESPOSTAS QUESTÃO 1. R: • 1. Do nosso próprio corpo, que adoece e perece; • 2. Do mundo externo, por meio das forças da natureza; e • 3. Dos nossos relacionamentos com as pessoas. QUESTÃO 2. R: Atualmente, em nossa sociedade, o luto nem sempre é aceito e sofre, assim como a morte, tentativas de exclusão. Na cultura contemporânea ocidental, em que é mandatório ser feliz, não há espaço para a tristeza, o sofrimento e o choro, fazendo essas manifestações não serem bem vindas, ao menos não de forma explícita ou dramática. Essa realidade se constitui como um problema para o luto e para os enlutados que se veem reprimidos na expressão de sua dor. Poder expressar o seu pesar, tendo como suporte o núcleo social e familiar, oferece ao sujeito a possibilidade de sentir-se amparado diante da perda (FRANCO, 2010; CASELATTO, 2015). O modo como a morte é conduzida socialmente como evento que deve ser evitado e afastado, tem consequências sobre a forma como o luto poderá ocorrer. A morte está diariamente presente em nossas vidas, seja por meio de conhecidos, entes queridos ou notícias e, mesmo assim, esse assunto ainda é tabu. Fato é que, mesmo sendo inevitável, queremos adiar os sentimentos causados pela perda de alguém. Considerado um assunto desagradável e adiável, a morte não faz parte até mesmo de conversas importantes sobre o futuro, que poderiam facilitar processos no momento em que ela ocorrer. Sem a devida compreensão, o luto se torna um momento de grandes dificuldades para todos os envolvidos. O tabu acerca da morte é uma característica comum na maioria das sociedades ocidentais. O tabu está no desconhecimento acerca do que esperar. E mesmo as coisas que são possíveis de imaginar, como o luto, são evitadas de modo a não antecipar uma dor. Ainda que compreensível, o tabu impede o que muitos filósofos apontam como uma vida plena. É importante colocar a morte em pauta para que se identifiquem maneiras mais reconfortantes de saber lidar. É uma experiência muito individual, baseada em crenças, valores, relações interpessoais e tolerância. A aceitação da morte é o primeiro passo para uma relação mais saudável com o tema. Saber que vamos, inevitavelmente, enfrentar ou vê-la acontecer. Entender que é um processo natural ao qual todos estarão sujeitos em algum momento da vida. QUESTÃO 3. Letra A. Ao contrário do que muitas famílias praticam, não se deve ocultar a morte das crianças. Preservar a criança, embora seja um gesto afetuoso, poderá gerar uma maior ansiedade sobre o assunto no momento em que ele surgir. As crianças são capazes de perceber alterações em sua rotina familiar ou vida, então dada a morte de alguém querido ou animal de estimação, certamente a falta será sentida. A decisão por incluir as crianças nos rituais que sucedem a morte cabe a cada família, o fato é que não se deve esconder essa condição da criança. Por isso a ajuda do Serviço Social quanto a melhor forma de como proceder é de extrema importância.