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FAVENI 
FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
FRANCISCA RONICLEIDE DE OLIVEIRA GOMES 
 
 
 
 
 
UMA VISÃO GERAL DA PSICOLOGIA HOSPITALAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOSSORÓ 
2013
 
 
 
 
FAVENI 
FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
 
 
 
 
FRANCISCA RONICLEIDE DE OLIVEIRA GOMES 
 
 
 
 
 
 UMA VISÃO GERAL DA PSICOLOGIA HOSPITALAR 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de 
curso apresentado como 
requisito parcial à obtenção 
do título especialista em Pós-
Graduação Psicologia 
Hospitalar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MOSSORÓ 
 2013 
 
 
 
 
UMA VISÃO GERAL DA PSICOLOGIA HOSPITALAR 
 
Autor1, Francisca Ronicleide de Oliveira Gomes 
 
 
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o 
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja 
parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e 
corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de 
investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. 
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e 
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou 
violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de 
Serviços). 
 
RESUMO - O presente artigo tem como finalidade abordar sobre o tema Uma visão geral da 
psicologia hospitalar. Assim conduziu-se com ênfase nos conceitos e objetivos do tema. Como 
também, destacou-se à importância da inclusão do psicólogo hospitalar, suas atuações, práticas, 
métodos neste contexto hospitalar o qual o profissional se sobressai devido a suas crescentes 
demandas. Com esses enfoques, procurou-se colaborar com a propagação dos conhecimentos 
sobre como a psicologia hospitalar e o psicólogo hospitalar conseguem ajudar e acompanhar 
esses pacientes a enfrentar de forma mais estável o seu quadro de adoecimento até configurar 
uma melhora na qualidade de vida. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Psicologia hospitalar, psicólogo hospitalar, profissional. 
 
 
 
1 E-mail do autor rony92010@hotmail.com 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
A Psicologia Hospitalar motiva interesse de investigação devido possível 
realidade na prática de sua particularidade. Esse trabalho procura apontar visões 
gerais sobre temáticas primordiais para a compreensão de algumas circunstâncias 
relativas à necessidade de vínculo com o contexto hospitalar. 
Partindo da pesquisa bibliográfica para a composição do presente trabalho 
possibilitou estudar sobre a realidade tanto da prática quanto das suas origens. 
Propondo a compreensão e identificação dos aspectos específicos e éticos do 
psicólogo hospitalar. 
Provavelmente a pesquisa bibliográfica apresentada abrirá um novo 
horizonte para a propagação de experiências em que prioriza evitar o cuidado com 
a alienação sobre o tema. Além disso, favorece reflexões a respeito do 
desenvolvimento dos objetivos de enfrentamento das adversidades apresentadas 
no decorrer do trabalho hospitalar. 
É possível que a pesquisa bibliográfica apresentada não esclareça todas as 
dúvidas, mas o tema “Uma visão geral da psicologia hospitalar” despertará várias 
lacunas para que seja discutido sem malevolência. 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
Neste artigo é necessário entender o conceito de psicologia hospitalar como 
bastante amplo no sentido de que ela é tida como um campo de compreensão e 
tratamento de aspectos psicológicos relacionados aos adoecimentos. Esses 
adoecimentos se dão no momento em que o indivíduo dotado de subjetividade se 
depara com a doença de natureza patológica causado por aspectos psicológicos 
que podem vir a ser presente no paciente, na equipe de profissionais ou na 
família. 
 
 
 
 
A psicologia hospitalar tem como material de estudo a parte psíquica, 
contudo, não deixa de se questionar sobre qual a importância que as reações 
orgânicas apresentam no paciente. Já que essa psicologia abre espaço para tratar 
não somente das doenças psicossomáticas os quais se baseiam do psiquismo. 
Mas sim, cuida dos aspectos psicológicos de qualquer e toda doença que 
apresente na subjetividade do paciente e que favoreça o trabalho do psicólogo no 
âmbito hospitalar. 
Desse modo, 
A psicologia hospitalar não trata apenas das doenças com causas 
psíquicas, classicamente denominadas "psicossomáticas", mas sim dos 
aspectos psicológicos de toda e qualquer doença", uma vez que é factível 
que "toda doença encontra-se repleta de subjetividade, e por isso pode 
se beneficiar do trabalho da psicologia hospitalar. (Simonetti, 2004, p. 
15). 
Assim podemos nomear como aspectos psicológicos as manifestações da 
subjetividade do indivíduo perante doenças como desejo, sentimentos, fala, 
comportamentos e os pensamentos, lembranças e as fantasias, os conflitos, os 
sonhos, as crenças, o estilo de adoecer e o estilo de vida. Os aspectos citados 
podem aceleram e modificar o adoecimento do processo patológico, agravando 
mais ainda o quadro psicológico do paciente. Desencadeando fatores psicológicos 
agravantes na medida que o indivíduo ao vivenciar uma situação de adoecimento 
a qual não sabe diferenciar conscientemente ou não, se o início foi ocasionado por 
fator psicológico ou patológico. 
Os aspectos psicológicos em volta do adoecimento é o foco da psicologia 
hospitalar. Os quais não se encontram apenas soltos, e sim, incorporados nos 
indivíduos como: pacientes, familiares e equipe de profissionais. Ressalta também 
a importância de trabalhar não somente a dor paciente, mas a angústia explícita 
da família e a angústia normalmente ocultada pelos profissionais. Visto que, essa 
psicologia é considerada como de ligação por ter a função de facilitar o 
relacionamento entre ambos no decorrer do tratamento, considerando cada um 
individualmente. 
 
 
 
 
A psicologia hospitalar está fascinada em dar voz a subjetividade do 
paciente e por isso ser seu objetivo é oferecido pelo psicólogo hospitalar ao seu 
paciente adoecido a oportunidade de falar do que quiser, como: falar de si mesmo, 
da sua vida, da sua doença, do seu medo da morte, do que está pensando, do 
que teme, do que deseja, do que sente. Reconduzindo-o ao seu real lugar de 
paciente e sugerindo ajudá-lo a entender o que representa esse processo de 
adoecimento. Sem garantir qual será seu destino final, pois esse processo 
dependerá das variáveis como o inconsciente, o biológico e o circunstancial. 
Assim, o psicólogo hospitalar colabora desse processo com um ouvinte 
participativo e privilegiado e não apenas como um conselheiro ou perceptor. 
No âmbito desse novo modelo de paradigma epistemológico, a psicologia 
hospitalar vem progredindo e buscando a compreensão do qual é a vasta visão do 
ser humano, priorizando-o e associando-o dentre as diversas formas de 
conhecimento onde em vez de existir doenças, existem doentes. Assim podemos 
afirmar que a psicologia hospitalar alivia quase sempre, se possível sempre cura e 
consola sempre mediante o tratamento dos pacientes. Segundo Simonetti (2004), 
a transformação de escutar em vez de consolar encontra especialmente na 
filosofia da psicologia hospitalar, sendo essa definida como filosofia da escuta e 
não filosofia da cura. 
2.1 Uma breve apresentação da psicologia hospitalar 
Conforme Angerami-Camon (2009), os pontos de vistas da psicologia 
hospitalar são conceituados como merecedora de seu mérito, devido ter uma 
trajetória única de realizações e conquistas, que levou ao reconhecimento vindo 
não somente de outas profissões, mas principalmente a aceitação da comunidade 
cientifica. Contribuindo assim, para a prática humanitária dos profissionais de 
saúde no decorrerdo ambiente hospitalar, determinando entre elas uma das 
mudanças na postura médica em relação a patologia X aspectos emocionais 
considerados no resumo do paciente. 
 
 
 
 
Essa psicologia hospitalar compreende a importância de estabelecer uma 
compreensão sobre os aspectos de restauração como: fantasias, medos e 
angústias, vivenciados pelos pacientes. E diante disso, vemos que a atuação do 
psicólogo hospitalar é uma tarefa real e possível para se fazer presente no 
momento de perceber a importância do ser humano não somente na hora da sua 
escuta, mas também no momento de sua dor. 
O objetivo principal da psicologia hospitalar junta ao hospital é de que o 
psicólogo trabalhe acolhendo os pacientes de todas as faixas etárias, tal como os 
seus familiares que se encontram em sofrimento psíquico devido suas patologias, 
tratamentos e internações. Esse reconhecimento pelo profissional se dar mediante 
a realidade diferenciada dos consultórios, por estar disponível a seguir um 
conjunto de valores, regras, dinâmicas, rotinas e acontecimentos muitas vezes 
inesperados. Como a atuação em diversos grupos com diferentes profissionais de 
várias áreas distintas, dialogando sobre contextos a respeito do tratamento do 
paciente. 
2.2 A Importância do psicólogo hospitalar no contexto saúde 
Segundo a Resolução CFP nº 013/2007, enfatiza a Psicologia Hospitalar 
como sendo uma especialidade na qual o psicólogo atua em pesquisa e nos 
centros de ensino, tal como em prestações de serviços de atenção secundaria e 
terciaria e nas organizações de saúde. Nas instituições, podemos citar não 
somente como única tarefa desse profissional, o acompanhamento e a avaliação 
das alterações dos pacientes que estão em tratamento médico, como também, 
priorizar a recuperação e a promoção da saúde. 
A formação do psicólogo hospitalar possibilita no auxílio e orientação das 
demandas que podem vir a surgir no setting, facilitando o uso de diferentes 
intervenções como: avaliação psicodiagnóstico e diagnóstica, interconsultoria, 
consultoria, realização de grupos de psicoprofilaxia, grupo de psicoterapêuticos e 
menos que importante o atendimento psicoterapêutico nas unidades de internação 
hospitalar e em ambulatórios. 
 
 
 
 
Hoje podemos ver que a história da psicologia hospital é riquíssima pelo 
seu trabalho desenvolvidos por profissionais dedicados e capacitados que 
optaram por uma apaixonante especialidade na área da saúde. Profissionais os 
quais se dedicam especialmente a acolher e compreender os cuidados 
necessários para a melhoria do paciente que sofre com problema psíquico. A 
atuação do psicólogo hospitalar atualmente tem sido reconhecida e dada a 
importância da mesma junto a equipe multidisciplinar. Desenvolvendo um trabalho 
mais humanizado, que busca a evolução do acompanhamento da qualidade de 
vida dos pacientes e das famílias. 
Neste sentido, a Resolução CFP nº 013/2007 evidencia e aponta as 
responsabilidades do Psicólogo (a) especialista em Psicologia Hospitalar nas suas 
demais áreas de atuação. Esse profissional além de dar assistência, poderá 
trabalhar com pesquisa e ensino em instituições hospitalares. Atuará prestando 
serviço no nível secundário e terciário da atenção à saúde, em centro de estudo e 
pesquisa e instituições de ensino superior, objetivando aperfeiçoar ou especializar 
profissionais na área de seu conhecimento ou aprimorando a formação dos 
demais profissionais da saúde no nível médio e superior, como também a inclusão 
pós-graduação lato e stricto sensu. 
A Resolução CFP nº 013/2007 ressalta que as exigências e dificuldades da 
prática do psicólogo hospitalar são muito desafiadoras, ou seja, o atendimento a 
pacientes e familiares são de extrema importância, os membros que compõem a 
equipe multiprofissional requerem um olhar cuidadoso e todo esse processo é 
apenas para visar o bem-estar emocional e físico de todos. O psicólogo hospitalar 
promoverá intervenções direcionadas ao paciente, médico, família relacionado ao 
processo de hospitalização, adoecimento e emoção que surgem neste processo. 
Além disso, o atendimento pode ser dirigido ao paciente em acompanhamento. 
Dimenstein (2000) declara que na maioria das vezes a atuação do 
psicólogo hospitalar traz consigo problemas vivenciados na clínica. Essas 
dificuldades podem gerar despreparo nas atividades que devem ser exercidas na 
assistência à saúde no contexto hospitalar. Visto que a necessidades de saberes 
devem ser prioridade para desenvolver uma oferta mais complexa no cuidado ao 
 
 
 
 
paciente. Por isso o psicólogo hospitalar deve adotar uma postura ética regida 
pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo, onde os princípios não priorizam 
valores pessoais ou crenças, e sim, devem ser procedidos conforme os conceitos 
morais presente na sociedade o qual o profissional atuará. Assim a intervenção deve 
sempre ser direcionada ao bem-estar do paciente, evitando que o mesmo venha a ter 
algum prejuízo no seu tratamento. 
2.3 A atuação do Psicólogo Hospitalar como interconsultor 
De acordo com Schmitt e Gomes (2005) a interconsulta foi idealizada da 
área da interconsulta psiquiátrica e podendo se entender a outros profissionais de 
saúde, entre eles o psicólogo hospitalar. Os autores apontam três importantes 
áreas que são: a avaliação psicológica e familiar, avaliação de aspectos bioéticas 
e avaliação psiquiátrica clínica. 
Neste contexto da interconsulta, o psicólogo hospitalar desempenha um 
papel bastante complexo a ser realizado e envolve três níveis de atribuições: 
promoção de conhecimentos técnicos-teóricos, realização de pesquisas cientificas 
e assistência psicológicas a pacientes, familiares e a equipe de saúde. O 
psicólogo hospitalar é visto como a gente que faz consigo mudança preventivas e 
psicoterapêuticas para dentro do hospital. 
3 CONCLUSÃO 
O tema trabalhado neste artigo traz como destaque a psicologia hospitalar 
que desenvolve uma visão abrangente do ser humano e suas importantes 
contribuições nas diversificadas formas de conhecimento na área da saúde diante 
de paradigmas epistemológicos desconhecidos e desafiadores para a profissão de 
psicólogo hospitalar. Contudo o surgimento da psicologia hospitalar favorece no 
auxílio de introduzir a psicologia no setor de saúde. 
 
 
 
 
O psicólogo hospitalar compreende que através do estudo empírico pode 
descrever e estruturar possíveis intervenções complementando-as com diferentes 
teorias psicológicas e que podem ser aplicáveis na sua atuação dentro da 
psicologia hospitalar. Esses conjuntos de práticas podem ser voltada para a tríade: 
paciente, equipe médica e família. 
Portanto, o psicólogo hospitalar que atua no contexto hospitalar deverá ter a 
disponibilidade de compreender a integra do seu paciente, sua condição espiritual 
e política, seu estado biopsicossocial e seu diálogo entre mente e corpo. 
Objetivando assim, que seu paciente possa ter o privilégio de ser tratado em seu 
processo preventivo e no seu tratamento contínuo da doença a qual se está 
tratando. 
Enfim, o artigo ressalta que o psicólogo hospitalar pode ampliar seu serviço 
de interconsulta psicológica, garantindo aos seus pacientes o direito de um 
atendimento mais humanizado, visando seu bem-estar biopsicossocial. 
4 REFERÊNCIAS 
Angerami-Camon, V. A. (2009). Tendências em Psicologia Hospitalar. São Paulo: 
Cengage Learning. 
 
Conselho Federal de Psicologia (2007). Resolução nº 013/2007. Retirado de 
http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/Resolucao_CFP_nx_013-
2007.pdf 
 
DIMENSTEIN, M. A Cultura profissional do psicólogo e o ideário 
individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à 
saúde. Estudos de Psicologia, (2000). 
 
Resolução CFP 13/2007. Institui a Consolidação das Resoluções Relativas ao 
Título Profissional de Especialista em Psicologia e Dispõe SobreNormas e 
 
 
 
 
Procedimentos Para Seu Registro. P. 21-22. Disponível em: 
http://www.pol.org.br/legislacao/pdf/ resolucao2007_13.pdf. 
 
Schmitt, R.; Gomes, R.H. (2005). Aspectos da interconsulta psiquiátrica em 
hospital de trauma. Rev Psiquiatr RS, 27(1),71-81. 
 
Simonetti, A. (2004). Manual de Psicologia Hospitalar. São Paulo: Casa do 
Psicólogo. 
 
SIMONETTI, Alfredo. Manual de psicologia hospitalar – o mapa da doença. 
São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.15p.

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