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Glicólise ↪ A glicose é o principal substrato oxidável usado como fonte de energia do metabolismo de plantas, animais e microrganismos. Por essa molécula ser facilmente armazenada em forma de polímeros, como amido e glicogênio, a glicose pode ser contida em grandes quantidades sem que isso afete a osmolaridade citosólica do organismo. Ao ser oxidada, apresenta uma variação de energia livre padrão de -2.840 kJ/mol. Quando o organismo necessita de energia, a glicose é liberada desses polímeros para ser usada na produção de ATP de forma aeróbica ou anaeróbica. ↪ Todas as células oxidam glicose a piruvato para obter ATP. a degradação da glicose em células anaeróbicas param ao ser formado o piruvato. Fato que ocorre através da via glicolítica, que ocorre no citosol, após um conjunto de 10 reações. Este modo permite que apenas 10% da energia total da glicose seja utilizado para a formação de ATP, fazendo com que o restante de energia permaneça armazenado, liberando aproximadamente 200kJ/mol. Dessa forma, as células anaeróbicas são capazes de suprir a necessidade de energia em sua totalidade. Nas células aeróbica ocorre a oxidação total do piruvato, havendo uma grande produção de ATP. ↪ A oxidação completa da glicose, leva a produção de CO2. Essa parte aeróbica ocorre no interior da mitocôndria , onde o piruvato passa pela descarboxilação sendo transformado em um composto com 2 carbonos. ↪ A glicose é levada para o citosol da célula a partir de transportadores Glut. Fosforilação: transferência de um grupo fosfato do ATP para um reagente, ou do reagente para o ADP. Quinase. Deslocamento de fosforila: realocação do grupo fosfato na molécula. Mutase. ↪ No processo da glicólise uma molécula de glicose é degradada a partir de 10 reações catalisadas por enzimas para que possam ser formadas 2 moléculas de piruvato (composto de 3 átomos de C). Parte da energia livre da glicose é conservada em forma de ATP e NADH. ↪ Eduard Buchner descobriu a fermentação, em 1897, a partir da conservação de extratos de células de levedura, sem o uso de anti-sépticos. Ao usarem a sacarose, foi obtido uma fermentação com rápida produção de álcool. Dessa forma, mostrando que é possível a conversão de açúcar em álcool, marco inicial para o entendimento da via glicolítica. ↪ A cisão do açúcar em CO2 e álcool não é mais o efeito de um “princípio vital”, mas sim a quebra do açúcar da cana pela invertase. A história desse problema é instrutiva, pois serve de alerta quanto a considerar problemas como além do nosso alcance porque ainda não tiveram uma solução. ↪ Fermentação é o processo de glicólise (anaeróbico), onde a energia é conservada em ATP. As enzimas glicolíticas dos vertebrados são bastante parecidas, de forma que os processos de reação ocorrem de maneira sequenciada. ↪ TIPOS DE REAÇÃO: GLICÓLISE ↪ Entrada da glicose na célula: em seu ponto isoelétrico, a molécula de glicose passa pela membrana da célula e, assim que está na parte interior ela é fosforilada pela hexocinase, fazendo com que ela adquira uma carga negativa, não deixando mais que a glicose saia do meio intracelular, além de fazer com que a concentração de glicose dentro da célula seja baixa, facilitando a entrada de mais glicose pelo gradiente. ↪ A glicose-6-fosfato é importante para o direcionamento da glicose para outras vias (glicogênio, síntese de outros carboidratos, via de pentoses) REAÇÃO 2: Isomerização (conversão) da glicose-6P (aldose) a frutose-6P (cetose) a partir da enzima fosfohexose isomerase com o uso do co-fator Mg2+. reação reversível. ΔG próximo de zero. REAÇÃO 3: Fosforilação da frutose-6P a frutose1,6- bifosfato, com reação de acoplamento de ATP em ADP (gasto de 1 ATP). Adição de um fosfato no carbono 1. Reação espontânea catalisada pela enzima fosfofrutocinase (PFK1). ΔG grande e negativo. Enzima alostéria regulada (pelo atp), apresentando atividade na presença de baixa carga energética (atp) e diminuída na presença de alta carga energética. reação de investimento. REAÇÃO 4: Quebra da frutose1,6-bifosfato em duas trioses, diidroxiacetona fosfato e gliceraldeído-3-fosfato. enzima aldolase. Apresenta ΔG grande e negativo, apesar disso, é uma reação reversível devido à rápida remoção dos produtos pelas reações subsequentes. REAÇÃO 5: Conversão de diidroxiacetona-fosfato em Isomerização: converte uma cetose (CO) em uma aldose (CHO) ou ao contrário. Isomerase. Desidratação: retirada de água. Desidrase. Clivagem de adol: quebra de ligação C-C. Adolase. ↪ Converte glicose e outras hexoses (açucares) em dois piruvatos, sendo a glicose a mais usada de maneira preferencial. É a via mais conservada nos sistemas biológicos. TODAS as células realizam glicólise. é anaeróbico, mas também ocorre em aerobiose. É a única fonte de ATP para algumas células do cérebro, olhos e hemácias. ↪Produto final da glicólise: 2 piruvatos, 2 ATPs e 2 NADH ↪ o destino do piruvato depende do tipo de célula e condições. pode ser fermentado (alcoólica ou lática) ou completamente oxidado (na presenta de O2 em células aeróbicas) através do ciclo de krebs. ↪ a via glicolítica ocorre em 10 reações, sendo as 5 primeiras a fase preparatória (quebra da hexose em 2 trioses) e as 5 últimas, a fase de pagamento. FASE PREPARATÓRIA REAÇÃO 1: Fosforilação da glicose. A glicose é fosforilada no grupo hidroxil ligado ao C6, com o auxílio da energia livre fornecida pela hidrolise de ATP a partir de uma reação de acoplamento. A enzima Hexocinase catalisa esta reação. Mg2+ como co-fator para o funcionamento da enzima. ΔG grande e negativo, ou seja, é exergônico (entropia positiva), processo ESPONTÂNEO. irreversível em condições celulares. Há o consumo de ATP para liberar energia posteriormente. ↪nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+/NADH) : aceptor de elétrons que é coenzima da maioria das oxidações biológicas. Proveniente da vitamina B3: niacina é usado sem ser consumido, já que é reduzido e reoxidado, por isso a quantidade de vitamina para repor é pequena REAÇÃO 7: Ocorre a síntese da primeira molécula de ATP pela da fosforilação de uma molécula de ADP. Síntese de ATP a partir de um fosfato de alta energia, o 1,3- bifosfoglicerato. Fosforilação a nível de substrato (síntese de ATP na via glicolítica). Há a hidrólise do intermediário com o ADP, a partir da enzima fosfoglicerato quinase, com o co-fator Mg2+, formando 3-fosfoglicerato e liberando ATP. REAÇÃO 8: Transferência do fosfato do C3 para o C2. transformando o 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato. A reação ocorre com a ação da enzima fosfoglicerato mutase e o auxílio do co-fator Mg2+. É uma reação reversível. REAÇÃO 9: Há um rearranjo a molécula a partir a desidratação feita pela enzima enolase. Produção do segundo fosfato de alta energia. a enolase apenas faz com que a molécula possa liberar mais energia em sua hidrólise. transforma 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato. REAÇÃO 10: Produção da segunda molécula de ATP. fosfoenolpiruvato é hidrolisado pela enzima piruvato quinase, com o auxílio de dois co-fatores Mg2+ e K+, fosforilando o ADP. Produto final: piruvato e ATP. ΔG grande e negativo (espontânea). Reação irreversível a nível celular. Outra fosforilação a nível do substrato para a produção de ATP. A enzima da reação é regulada pelo ATP. gliceraldeído-3-fosfato pela enzima triose fosfato isomerase. ↪ Resumo: 2 ATPs foram hidrolisados ára fosforilar a molécula de glicose. os produtos da primeira etapa são duas moléculas de giceraldeído-3P (1 açúcar fosforilado de 3 carbonos). FASE DE PAGAMENTO ↪ A próxima reação é iniciada por duas moléculas de gliceraldeído-3P ↪ Fase em que é produzido a energia que é conservado em forma de ATP ↪ Serão produzidos 4 ATPs. Saldo líquido de 2 ATPs (para compensar o 2 gastos nas reações 1 e 3), 2 NADH e 2 piruvatos. ↪ envolve a formação de intermediários de energia alta: 1,3-bifosfoglicerato e fosfoenolpituvato. A hidrolise deles fornerem a energia liberada ↪ As reações ocorrem em cada gliceraldeído-3P REAÇÃO 6: Oxidação do gliceraldeído-3Pe redução do NAD+. fosforilação do gliceraldeído-3P (adição de fosfato inorgânico), com uma reação de acoplamento de redução de NAD+, a partir da ação de uma enzima giceraldeído-3P-desidrogenase. Assim, dando origem à molécula 1,3-bifosfoglicerato. que é a primeira molécula de alta energia formada na glicólise. ΔG = 6,3kJ/mol Os elétrons da oxidação do gliceraldeído-3Psão transferidos para o NAD+, reduzindo-o a NADH. o NADH pode ser reoxidado pela cadeia transportadora de elétrons (fosforilação oxidativa - gera ATP). Essa reação é reversível. Assim, sempre que a célula já dispõe de uma concentração de ATP alta, a glicólise é inibida pela ação da fosfofrutoquinase (ao ser inibida aqui, há o acumulo de frutose-6-fosfato na célula e, dessa forma, como a reação 2 é reversível, há a isomerização da frutose-6- fosfato em glicose-6-fosfato e essa glicose forma glicogênio), ocorrendo a ou da piruvato quinase. Por outro lado, em baixas concentrações de ATP, a afinidade aparente da piruvato quinase pelo fosfoenolpiruvato aumenta, este comportamento capacita a enzima a transferir o grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP. ↪Resumo: inicia-se com duas moléculas de gliceraldeído-3P. no final: 2 moléculas de piruvato, 2 NADH e 4 moléculas de ATP, logo, o rendimento é de 2 ATP finais ao que 2 foram usado na primeira fase da glocólise. ↪Reação geral da glicólise: ↪ diferente tipos de açúcar podem entrar na via glicolítica, porém eles necessitam ser degradados em monossacarídeos para que possam de inserir nessa via, tenta diferentes pontos de entrada. São hidrolisados antes de serem absorvidos. ↪ Em condições aeróbicas, o piruvato segue em direção a mitocôndria, dando origem ao actetil-coa que é oxidado pelo ciclo de krebs, liberando NADH. Os elétrons carregados pelos NADH anteriormente gerados na glicolíse são levados para a mitocondria (reoxidação do NADH), a partir de transporte especializados, e são levados para a fosforilação oxidativa para que possam gerar ATP. (glicólise aeróbica - glicólise é o estágio inicial para a oxidação completa da glicose). ↪ Na falta da mitocôndria há a fermentação. Onde ocorre a reoxidação do NADH para que possa ser reutilizado na via glicolítica. Nessas condições anaeróbicas, o piruvato é reduzido pelo NADH formando lactato(fermentação lática) ou etanol e CO2(fermentação alcóolica alcoólica). ↪Algumas células são naturalmente anaeróbicas e sobrevivem apenas de fermentação, já que a produção de ATP é o suficiente. Outra necessitam do processo aeróbico para que possam manter sua vitalidade. ↪Na fermentação o NAD+ é regenerado, para que possa ser reutilizado na via. FERMENTAÇÃO LÁTICA ↪ O processo ocorre no músculo, nas hemácias e em outras células. O lactato ionizado acidifica o meio em que está inserido. Acontece a partir da ação da enzima lactato desidrogenase e o acoplamento da oxidação de NADH em NAD+, transformando piruvato em L-lactato. O NAD+ retorna à via glicolítica e há o acumulo de lactato no músculo. Dessa forma, há o transporte desse lactato para o fígado, onde ele via a glicose novamente. E um processo que produz baixa quantidade de ATP, mas é uma via rápida e que não necessite de oxigênio 1° reação: uso da enzima piruvato desidrogenase, com o auxílio de dois co-fatores: Mg2+ e TPP (tiamina pirofosfato - vinda da vitamina B1). há a descarboxilação do piruvato transformando em acetaldeído. 2° reação: redução do acetaldeído com o uso do elétron da oxidação do NADH em NAD+ (acoplamento), catalisado pela enzima álcool desidrogenase formando etanol. Uma molécula de glicose é oxidada a 2 moléculas de piruvato A energia liberada é mantida em 2 ATP e 2 NADH Todas as enzimas são citoplasmáticas Na fase 1, 2 ATPs são consumidos Na fase 2, há produção de 2 NADH e 4 ATPs (com carga líquida de 2 ATPs) Hexoquinase e fosfofrutiquinase e piruvato quinase são reguladas ↪ A fermentação lática é importante para a reoxidação do NAD para que possa dar seu retorno a via glicolítica. FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA ↪ Serve para a regeneração do NADH e ocorre em duas reções. ↪ RESUMO TOTAL: A velocidade dessa via é regulada de forma coordenada com outras vias de produção de ATP, garantindo níveis adequados de ATP para as células em qualquer condições metabólica O destino do piruvato depende do tipo da célula e as condições do meio.