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Maria Eduarda Nóbrega 
FMP – 2º Período 2021.2 
1 
 
 
 
 
 
 
 
A degradação na glicose na respiração aeróbica ocorre em três etapas: Glicólise, ciclo de Krebs (ou ciclo do ácido 
cítrico ou tricarboxílico) e fosforilação oxidativa (cadeia respiratória). No ciclo de Krebs, os grupos acetil entram no 
ciclo do ácido cítrico, que os oxida enzimaticamente a CO2; a energia liberada é conservada nos transportadores de 
elétrons reduzidos NADH e FADH2 
Via anfibólica – usam energia, mas também são capazes de sintetizar novas moléculas. 
O Ciclo de Krebs consiste em uma sequência de reações na mitocôndria que oxida a porção acetil do acetilCoA a CO2 
e reduz coenzimas, gerando potencial redutor que será utilizado na próxima etapa da fosforilação oxidativa para a 
formação de ATP. 
 
Resumo: O ciclo começa com a reação entre a porção acetil da acetil CoA e o oxalacetato (ácido dicarboxílico de 4 
carbonos), formando o citrato (6 carbonos). Nas reações subsequentes, são liberadas 2 moléculas de CO2, e o 
oxalacetato é, por fim, regenerado. 
O excesso de acetil co-a é utilizado para a formação de ácidos graxos. 
 
O ATP atua como um regulador da velocidade do ciclo de Krebs. 
 
 
O piruvato, derivado da glicose e de outros açúcares pela glicólise, é oxidado 
a acetil-CoA e CO2 pelo complexo da piruvato-desidrogenase para poder 
entrar no ciclo de Krebs. Este processo ocorre através de uma reação de 
descarboxilação oxidativa, uma reação irreversível no qual o grupo carboxila 
é removido do piruvato na forma de uma molécula de CO2, e os dois 
carbonos remanescentes são convertidos ao grupo acetil da acetil-CoA. 
O processo é mediado pela redução do NAD+, se transformando em NADH. 
A reação ocorre nas seguintes etapas: 
1. Se a célula possui oxigênio o suficiente, o piruvato é transportado para a 
mitocôndria. 
2. Piruvato reage com a coenzima A para produzir acetil-CoA, através da 
redução do NAD+, o qual é convertido em NADH. Gerando como subproduto 
CO2. 
OBS: O ciclo de Krebs é uma via anfibólica, ou seja, ela consome energia, mas também é capaz de sintetizar novas 
moléculas de ATP. Não só degrada moléculas, porém as sintetiza novamente também. 
OBS: Como o oxacetato é regenerado no fim do ciclo, considera-se que ele tem um papel catalítico. 
Piruvato em Acetil-CoA 
Maria Eduarda Nóbrega 
FMP - 2º Período 2021.2 
Ciclo de Krebs 
Maria Eduarda Nóbrega 
FMP – 2º Período 2021.2 
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3. A acetil-CoA tem duas partes: uma unidade acetila de 2 carbonos, derivada do piruvato, e a coenzima A. 
4. A coenzima A é sintetizada a partir da vitamina ácido pantotênico. Coenzimas, como as enzimas, não sofrem 
modificações durante reações e podem ser reutilizadas. 
5. A unidade aceti de 2 carbonos entra no ciclo ao se combinar com a molécula de oxaloacetato de 4 carbonos. 
 
 
 
1. Para iniciar o ciclo, a acetil-CoA doa seu grupo acetil ao composto de quatro carbonos oxaloacetato, formando o 
composto de seis carbonos citrato (etapa catalisada pela citratosintase) em uma reação irreversível. (Intermediário: 
Citroil-CoA) 
2. O Citrato sofre isomerização para isocitrato (6 carbonos) pela enzima Aconitase hidratase. Reação reversível 
(Intermediário: cis-aconitato) 
 
3. O isocitrato sofre reações de desidrogenação e descarboxilação catalisada pela isocitratodesidrogenase, formando, 
α-cetoglutarato. Nesta desidrogenação há perda de CO2 para produzir o composto de 5 carbonos a-cetoglutarato 
(também chamado de oxoglutarato). (Intermediário: Oxalossuccinato). 
4. O α-cetoglutarato sofre descarboxilação oxidativa (perde uma segunda molécula de CO2) pelo complexo da enzima 
α-ceto-glutaratodesidrogenase – através do uso de NAD+, FAD e CoA – e resulta na formação de succinil-CoA (4 
carbonos). Oxidação do a-cetoglutarato a SUCCINIL-CoA e CO2 pela ação do complexo enzimático a-cetoglutarato 
desidrogenase. Ocorre liberação de NADH. 
 
5. A succinil-CoA é convertida em succinato pela enzima succinatotiocinase ou Succinil-CoA sintetase em uma reação 
reversível. É a única reação de fosforilação. 
6. O succinato forma fumarato, através de uma reação de oxidação catalisada pela succinato-desidrogenase na 
presença de FAD que é convertido a FADH2. 
7. O fumarato dá origem ao malato, reação reversível de hidratação catalisada pela enzima fumarase hidratase 
(fumarase). 
8. O malato é oxidado a oxalocetato pela malato-desidrogenase, ligada à redução de NAD+. Efetivada pela ação da 
enzima L-malato desidrogenase na presença de NAD+ produzindo NADH + H+. O equilíbrio desta reação favorece a 
formação de malato, porém a utilização do oxalacetato para recomeçar o ciclo ou gliconeogênese ou formar aspartato. 
OBS: O NADH formado nessa reação doa um íon hidreto (H2) para a fosforilação oxidativa (complexo I), que 
transferirá os dois elétrons ao oxigênio. 
Etapas do Ciclo de Krebs 
Aplicação Clínica: O veneno fluoracetato é uma substância tóxica encontrada em algumas plantas e substâncias 
químicas industriais, e o seu consumo pode ser fatal. Alguns agentes fluorados usados em antineoplásicos e 
pesticidas são metabolizados a fluoracetato. A fluoracetil-CoA se condensa com o oxalacetato e forma o 
fluorocitrato, que inibe a aconitase, levando ao acúmulo de citrato e o bloqueio do ciclo. 
Aplicação Clínica: O arsenito inibe a reação, causando acúmulo do substrato, o α-cetoglutarato. A presença de 
amônia em altas concentrações inibe a α-ceto 
Maria Eduarda Nóbrega 
FMP – 2º Período 2021.2 
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Equivalentes redutores: são conectados com a fosforilação oxidativa para produzir ATP. 
Em cada rodada do ciclo entra um grupo acetil (dois carbonos) na forma de acetil-CoA, e são removidas duas moléculas 
de CO2; uma molécula de oxaloacetato é utilizada para a formação do citrato e uma molécula de oxaloacetato é 
regenerada. 
 
SALDO ENERGÉTICO 
Três moléculas de NADH – (2,5 ATP) - Uma molécula de FADH2 – (1,5 ATP) - Uma molécula de ATP ou GTP Esses 
equivalentes redutores são transferidos para a cadeia respiratória. FORMAM-SE 10 MOLÉCULAS DE ATP A CADA VOLTA 
DO CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO 
 
VITAMINAS ENVOLVIDAS COM O CICLO DE KREBS 
- Riboflavina, que forma flavina adenina dinucleotídeo (FAD) 
OBS: Como resultados das oxidações catalisadas pelas desidrogenases do ciclo de Krebs, são produzidas três 
moléculas de NADH e uma de FADH2 para cada molpecula de acetil CoA catabolizada em uma volta do ciclo. 
Esse equivalentes redutores são transferidos para a cadeia respiratória, onde a reoxidação de cada NADH resulta 
na formação de cerca de 2,5 ATP, e a reoxidação do FADH2 é forma cerca de 1,5 moléculas de ATP. Além disso, 1 
moécula de ATP (ou GTP) é formada na fosforilação da etapa 5. 
Maria Eduarda Nóbrega 
FMP – 2º Período 2021.2 
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- Niacina, na fora de nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+) 
- tiamina (vitamina B1), como tiamina-difosfato, a coenzima da descarboxilação na reação da α-cetoglutarato-
desidrogenase. Também é presenta na enzima piruvato-desidrogenase. 
- Ácido Pantotênico (na CoA), como parte da coenzima A, o cofator esterificado para “ativar” resíduos de ácidos 
carbocílicos: acetil CoA e succinil-CoA. 
 
Estimulação do ciclo: 
- Suprimento reduzido de energia (AMP, NAD+ e CoA-SH) 
Inibição do ciclo: 
- Produção suficiente de energia (ATP, acetil-CoA, NADH e ácidos graxos) 
Regulação do Ciclo do ácido cítrico: 
-Regulação das enzimas do ciclo: 
 Piruvato-desidrogenase 
 Citrato-sintase 
 Isocitrato-desidrogensase 
 a-cetoglutarato-desidrogenase 
 
 
O ciclo do ácido cítrico, além de gerar potencial redutor que será utilizado na fosforilação oxidativa, também uma 
importante via para a interconversação de metabólitos, fornecendo os substratos para a síntese de aminoácidos para 
transaminação, bem como para a gliconeogênese e para a síntese de ácidos graxos. Em virtude de sua função em 
processos tanto oxidativos quanto de síntese o ciclo é anfibólico. 
 
Intermediários do ciclo comquatro e cinco carbonos servem como precursores para uma ampla variedade de 
produtos. Para repor os intermediários removidos com este propósito, as células utilizam reações anapleróticas (de 
reposição). 
 
Aplicação Clínica: Uma deficiência de tiamina acarreta na incapacidade de oxidar o piruvato normalmente. Isso é 
especialmente importante para o cérebro, que costuma obter toda sua energia por meio da oxidação aeróbia da 
glicose, em uma via que necessariamente inclui a oxidação do piruvato. 
O beri-béri, doença resultante da deficiência de tiamina, caracteriza-se pela perda da função neural. Essa doença 
ocorre principalmente em populações cuja dieta consiste basicamente em arroz branco (polido), que carece da 
casca onde a maioria da tiamina do arroz é encontrada. 
Síndrome de Wernicke-Korsakoff: Pessoas que consomem habitualmente grandes quantidades de álcool 
também podem desenvolver deficiência de tiamina, pois a maior parte da dieta ingerida consiste nas “calorias 
vazias”, sem vitaminas, das bebidas destiladas. Um nível de piruvato sanguíneo elevado frequentemente é um 
indicativo de defeitos na oxidação do piruvato devido a uma destas causas. A síndrome de Wernicke Korsakoff 
causa problemas de memória assim como dificuldade com a motricidade voluntária. 
Papel do Ciclo de Krebs 
OBS: O ciclo é formado por reações anapleuróticas, ou seja, conforme os intermediários do ciclo de Krebs são 
removidos para servirem como precursores na biossíntese, eles são respostas, havendo um equilíbrio dinâmico. 
Maria Eduarda Nóbrega 
FMP – 2º Período 2021.2 
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BIBLIOGRAFIA: 
MORAN; HORTON; SCRIMGEOUR; PERRY. Bioquímica. 5ª. edição. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 
2013 
LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 
Capitulo 14:Glicólise, Gliconeogenese e a Via das Pentoses-Fosfato.

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