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09/09/2021 Clínica médica – Prática Farmacologia DPOC Natalia Lisboa 
Farmacologia da DPOC 
Para pensarmos em um tratamento farmacológico para a DPOC é necessário fazer uma classificação desse 
paciente usando instrumentos criados para avaliar a gravidade da doença 
 
ESCALA DE VARIAÇÃO DA DISPNEIA NO PACIENTE COM DPOC 
Grau 0 de mMRC: só falta ar quando faz exercício físico intenso 
Grau 1 de mMRC: falta ar para andar rápido em terreno plano, ou andar devagar em uma subida 
Grau 2 de mMRC: não consegue manter o ritmo caminhando no plano se comparado com pessoas da 
mesma idade; ou tem que parar para respirar quando está andando em seu próprio ritmo no plano. 
Grau 3 de mMRC: para e respira depois de andar cerca de 100 metros ou depois de poucos minutos no 
terreno plano 
Grau 5 de mMRC: tem dificuldade para se vestir e tirar roupas; tomar banho. 
 
A partir disso é possível seguir um fluxograma para o diagnóstico e estadiamento 
 
Tratamento 
O tratamento tem como objetivo reduzir os sintomas e reduzir um risco futuro. Sempre importante lembrar que 
o paciente deve ser orientado em relação à MEV. 
09/09/2021 Clínica médica – Prática Farmacologia DPOC Natalia Lisboa 
Após classificar o paciente em grupos A, B, C ou D, devemos seguir o esquema abaixo para saber qual o 
tratamento mais adequado para ele. 
 
• Broncodilatadores: 
✓ β2 agonistas de curta duração: salbutamol, fenoterol. São usados nos resgates. 
✓ β2 agonistas de longa duração: salmeterol, formoterol. São usados no tratamento de 
manutenção. 
✓ β2 agonistas de ultra-longa duração: vilanterol, indacaterol, olodaterol 
• Anticolinérgicos: 
✓ Curta duração: ipatropio 
✓ Longa duração: tiotropio, glicopirronium, umeclidinium 
• Metilxantinas: teogilina, bamifilina. O uso atualmente é desestimulado por ter baixo poder 
broncodilatador e alto índice de efeitos colaterais. 
• Corticoides inalatórios: 
✓ 8-12h: Budesonida, fluticasona 
✓ 24h: mometasona, furoato de fluticasona 
✓ A evidência atual sugere possibilidade de desescalonamento após melhora sintomática. 
✓ Em risco aumentado de pneumonia com o tratamento contínuo deve-se avaliar o risco benefício. 
✓ Nunca em monoterapia no DPOC 
• Corticoides sistêmicos: Prednisolona, hidrocortisona, metilprednisolona. Somente indicados no 
tratamento da exacerbação aguda, por 5-7 dias 
• Inibidores de PDE4: Roflumilaste. É um anti-inflamatório de segunda linha com pouco impacto na 
qualidade de vida e/ou sintomas, mas reduz exacerbações e melhora a função pulmonar. 
• Macrolídeos: azitromicina, eritromicina. É opção par pacientes mais graves já em tratamento otimizado; 
reduz exacerbações, mas pode induzir resistência bacteriana. 
• Mucolíticos e antioxidantes: NAC e carbocisteina. Reduzem risco de exacerbação em pacientes que 
não estão em uso de CI 
• Estatinas: sinvastatina, atorvastatina. Não há evidência para indicação de uso, porém estudos em 
pacientes que usam tais medicações por outros motivos sugerem efeito benéfico. 
09/09/2021 Clínica médica – Prática Farmacologia DPOC Natalia Lisboa 
Acompanhamento 
 
Indicações para uso de ICS

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