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Aristóteles “A inteligência é a insolência educada” Discípulo de Platão e preceptor de Alexander, o grande, Aristóteles foi um filósofo do século V a.C. Ao contrário de seu mestre, ele não desprezada o conhecimento sensível. A concepção de Aristóteles de conhecimento envolvia a classificação das coisas segunda a espécie, o gênero e outras características, bem como a identificação das causas de sua existência e suas transformações. Tipos de conhecimento O método de pesquisa de Aristóteles envolvia uma classificação rigorosa do objetos de estudo e das ciências responsáveis por eles, das quais classificou três tipos → Produtivas – representadas pelas artes e pelas técnicas. → Práticas – representadas pela Ética e pela Política, às quais interessavam as condutas do ser humano como indivíduo, cidadão. → Teoréticas – representadas pela Matemática, pela Física e pela Filosofia, saberes teóricos ligados à reflexão. Abstração Aristóteles dedicou-se a investigar os processos e objetivos do conhecimento sensível, os quais chamou de formas sensíveis. Para ele, cada um dos cinco sentidos poderiam captar formas próprias, por isso eram chamados de sentidos próprios. Além deles, esse filósofo apontava a existência de um sentido comum, capaz de captar formas sensíveis comuns, como a quietude, o movimento ou a grandeza. Sendo assim, ele considerava as sensações como marcas deixadas nos sentidos próprios e no sentido comum. Delas seriam derivadas → a fantasia – capacidade de construir imagens das formas sensíveis → a memória – capacidade de construir imagens das formas sensíveis → a experiência – resultado da acumulação de imagens sensíveis na imagem Também considerava a experiência a base para chegar a uma nova etapa – o conhecimento inteligível. Nessa etapa, o intelecto poderia apreender as formas inteligíveis presentes nos diferentes objetos particulares. O pensamento era entendido justamente como a capacidade de apreender as formas inteligíveis. Por isso era chamado de intelecto potencial e, quando realizava tal apreensão, ele se tornava intelecto atual. Metafísica Aristóteles acusa Platão de um dualismo equivocado. Para ele, não precisamos das distinção entre conhecimento sensível e conhecimento inteligível, tudo o que existe é a substância – o ser, aquilo que existe. Nesse sentido, não temos duas realidades, temos apenas a substância, que por meio da abstração, pode-se dividir em duas partes, a matéria (a composição de cada indivíduo) e a forma (aquilo que estrutura a matéria do indivíduo) + conceitos → Para Aristóteles, Deus não é o criador, mas o motor do universo → Ato – forma atual de algo, é o estado presente → Potência – tudo o que o ato pode se tornar → Identidade – uma proposição é sempre ela mesmas → Não contradição – uma proposição somente pode ser falsa ou falsa e não ambas → Terceiro excluído – não existe uma terceira hipótese, apenas verdadeiro ou falso. Além disso, sugere quatro causas para a existência das coisas → Causa material – indica do que é feita a coisa → Causa formal – indica qual a causa das coisas → Causa eficiente – indica o que dá origem a coisa → Causa final – indica qual a função da coisa Política Ao contrário de Platão, que era um crítico do sistema político democrático ateniense, Aristóteles reafirmou e defendeu a democracia como a forma mais justa de se governar. Ética Segundo Aristóteles a ética deveria ser guiada pela prudência e pela moderação. A justa medida seria o meio termo entre 2 estremos morais que eram considerados viciosos – o excesso e a falta, o que levaria a virtude. Empirismo Primeiro pensador a teorizar a importância do conhecimento prático para o entendimento da verdade e do mundo. O conhecimento da verdade deveria passar por dois campos de nosso saber – o intelecto puro e os sentidos do corpo. A nossa capacidade sensorial que que é possibilitada pelos órgãos dos sentidos é a responsável pelo aprendizado primário e mais básico de nosso intelecto Teoria das virtudes – Ética a Nicômaco A teoria aristotélica acerca da ética começa com a antropologia. Para ele o ser humano é monista, uma só coisa, mas que por sua vez pode ser dividido, por abstração, em espírito (mente) e corpo. Segundo ele o ser humano apresenta duas características, ele é um animal político e racional. São animais como qualquer outro, mas que nasceram para viver em sociedade, para viver na polis, e marcado pela racionalidade, ser capaz de pensar e falar. Em sua obra Ética a Nicômaco ele propõe que a finalidade para todas as ações é a felicidade (Eudaimonia), o bem supremo da vida humana. Portanto, só atingindo a excelência em nossas ações encontraríamos a felicidade. Virtudes morais – adquiridas pelo hábito – coragem, temperança, magnificência, amabilidade, equanimidade, placidez, pudor, justiça e veracidade. Virtudes intelectuais/dianoéticas – aquelas aprendidas pelo estudo – sabedoria, intelecto, prudência, conhecimento e arte.