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DISCIPLINA: CIRURGIA ORAL Elaine Cireia – 5º Semestre Professores: Marcelo Cavalli e Luiz Felipe Palma OPORTUNIDADE CIRÚRGICA: Define o momento cujas condições de saúde geral do paciente permitem que seu organismo tenha a capacidade de suportar e superar a agressão cirúrgica. Caracteriza origina (DOR) - Alguns casos podemos pedir – hemograma (focar índice glicêmico – Hemoglobina (anemia) - Podemos pedir para diabéticos controlados através do exame (destro) medir e avaliar mudança. - No exame de glicemia até 99 está Ok, no máximo 126 de hemoglobina, acima disso pode ser pré-diabético. Verificar: - Pressão Arterial – 120X80 Normal - Frequência cardíaca – 60 -100 BPM - Leucocitose - Coagulograma – TP TS INR < OU = 1,0 (PACIENTE QUE NÃO USA COAGULANTE) Pacientes que já usam coagulantes (para afinar o sangue) suspender a medicação 2 ou 3 dias antes da cirurgia, no caso de um paciente cardiopata, é necessário a autorização do médico para a suspensão do medicamento. Bisfosfonato: (Base de medicação) Para pacientes com osteoporose (enfraquecimento dos ossos, deficiência de cálcio) - Objetivo de regular absorção e reabsorção óssea, essa medicação pode ter efeito nos ossos e diminuição do fluxo de sangue na boca, levando a Osteonecrose dos maxilares por medicação Avaliação Pré-Operatória: - Anamnese - Exame físico - Exame complementar - Diagnóstico Final - Oportunidade Cirúrgica - Terapia Cirúrgica ou – Terapia Conservadora Planejamento cirúrgico: dá-se início através do diagnóstico definitivo e finaliza-se com a alta do paciente. Padrão Cirúrgico: Padrão 1: Ato operatório pode ser realizado com recursos disponíveis no consultório, paciente NORMORREATIVO Padrão 2: Ato operatório pode ser realizado com recursos disponíveis no consultório, Não Normorreativo Padrão 3: Ato operatório demanda de recursos disponíveis em ambiente hospitalar, NORMORREATIVO Padrão 4: Ato operatório demanda de recursos disponíveis em ambiente hospitalar, paciente NÃO Normorreativo Necessidades Básicas para o Ato cirúrgico: - Visibilidade (acesso e iluminação adequados e campo cirúrgico livre de fluídos) - Auxílio - Manejo adequado dos tecidos Assepsia e Antissepsia: Principais fontes de contaminação durante o ato operatório Antissepsia do paciente (extra e intra-oral com clorexidina à 2% e à 0,12%, respectivamente) PRINCIPIOS GERAIS: NECESSIDADE CIRÚRGICA: Indicação de intervenção cirúrgica * Oportunidade Cirúrgica * Avaliação local * Avaliação Sistêmica * Terapêutica Radical (necessidade) - Adequação do Paciente á terapêutica - Adequação terapêutica ao paciente - Técnica cirúrgica – Atraumática MANOBRAS CIRÚRGICAS FUNDAMENTAIS: - DIÉRESE: INCISÃO A INTEGRIDADE TECIDUAL - EXÉRESE: RETIRAR PORÇÃO OU O TODO DE UM ORGÃO (DENTE) - SÍNTESE: SUTURA - HEMOSTASIA: INTERRUPÇÃO DA PERDA DE SANGUE Todo ato operatório constitui-se da soma ou mesmo da combinação de procedimentos simples, cada um deles executando com técnica e com instrumental apropriados. Esses procedimentos são chamados de Manobras Cirúrgicas Fundamentais e são agrupados em manobras de diérese, de exérese, de síntese, de hemostasia e de orientação à reparação tecidual. MANOBRAS DIÉRESE: Visam romper (incisão) ou interromper (divulsão) a integridade tecidual. Representam os meios pelos quais o cirurgião pode penetrar através dos tecidos e atingir a área anatômica de interesse cirúrgico. Deve ser sempre iniciar perpendicular ao tecido a ser estendida a 45º e o término novamente em 90º. INCISÃO: a ruptura tecidual deve ser planejada de forma que possibilite o desdobramento correto das etapas subsequentes do ato operatório, que não interfira sobre a evolução da reparação tecidual e que respeite as estruturas anatômicas nobre situadas regionalmente. INSTRUMENTAL: Como todas as demais manobras cirúrgicas fundamentais, são efetuadas pelo uso de instrumentos cirúrgicos, chamados principais, cuja ação pode ser facilitada pelo uso dos instrumentos acessórios. O bisturi e as tesouras são os instrumentos principais para as incisões. Os bisturis podem se únicos, de lâminas removíveis e, ainda, integralmente descartáveis. As lâminas apresentam formas e tamanhos diferentes, sendo de maior uso em Odontologia as lâminas retas de nº 10, 11, 12 e 15 que se adaptam corretamente nos cabos de nº 3 O bisturi, para uso intrabucal, deve ser empunhado em ¨forma de caneta¨ mantendo os dedos mínimo e anelar apoiados em estrutura rígida. Para inserir ou remover do cabo as lâminas intercambiáveis, é conveniente fazer uso de instrumento acessório como, um porta-agulhas. Tesouras: existem vários tipos de tesouras. Quanto às características de sus extremidade ativa elas podem ser rombas e agudas, curvas e retas e tamanhos variáveis. Para usos intrabucal, dá-se preferência às tesouras rombas, retas ou cursas, devido ao fato de serem menos contundentes que as de ponta fina e que tenham um comprimento de 18cm, o suficiente para atingir a todas as estruturas, sem dificultar o seu manuseio. Quando em função, deve ser empunhada aplicando-se os dedos polegar e anelar nas argolas, apoiando-se o dedo indicador na interseção das lâminas que terá como função orientar e criar o triplo apoio. Quando não atuante, pode permanecer mantida apoiada sobre a palma da mão por pressão do dedo anelar que passa por uma as argolas. Os instrumentos acessórios para a DIÉRESE são as pinças de dissecção que podem ser lisas ou denteadas (dente de rato) em sua extremidade ativa, e ainda de tamanhos variados. Para uso em cirurgia bucal recomenda-se a pinça com 15cm. Com as pinças apreendemos o expomos uma porção de tecido facilitando, assim a atuação tanto do bisturi quanto da tesoura. Na pele não se deve fazer uso de pinça dentada devido ao fato de se poder originar a formação de cicatriz antiestética. QUALIDADES DAS INCISÕES: 1 - Únicas (RESPEITO À INTEGRIDADE TECIDUAL) 2 - Proporcionar acesso adequado (ADEQUADA VISUALIZAÇÃO DO CAMPO OPERATÓRIO) 3 – Extensível (VERSATILIDADE NA AMPLITUDE) 4 - Manter Irrigação de retalho (IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA DO RETALHO) 5 – Apoio do traçado em tecido ósseo sadio 1 - RESPEITO À INTEGRIDADE TECIDUAL: Nas incisões, o respeito a esta qualidade significa efetuar o traçado incisional em uma linha única, obtendo-se bordas regulares. As incisões que podem ser praticadas sem retirar a lâmina do bisturi dos tecidos facilitam a observância desse quesito, bem como o uso de lâminas finas e bem afiadas. As porções inicial e terminal do traçado incisional devem ser perpendiculares aos tecidos circunvizinhos. O resguardo dos detalhes dessa qualidade impede que pequenas porções de tecido sem vascularização, resultantes de um traçado não nítido, necrosem e, interfiram sobre a reparação tecidual. 2 - Proporcionar acesso adequado – ADEQUADA VISUALIZAÇÃO DO CAMPO OPERATÓRIO: o traçado incisional deve possibilitar a obtenção de um retalho que, quando divulsionado, permita expor amplamente o campo operatório. Pequenas incisões são aparentemente menos traumáticas, porém, considerando o ato operatório como um todo, a exposição como um todo, a exposição ampla dos tecidos subjacentes permite que manobras fundamentais de maior agressividade sejam efetuadas com trauma menor. 3 – Extensível (VERSATILIDADE NA AMPLITUDE): a extensão das lesões patológicas intra-ósseas, bem como o real posicionamento de dentes não irrompidos são aferidos por tomadas radiográficas que podem se apresentar distorcidas, interferindo no planejamento do ato operatório, também quanto às incisões. A qualidade de versatilidade na amplitude significa que, em situações semelhantes às descritas, o traçado incisional pode ser ampliado sem comprometer a evolução pós-operatória da ferida cirúrgica. 4 - Manter Irrigação de retalho (IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA DO RETALHO): sendo o retalho uma porção de tecido delimitada por traçados incisionais, é evidente que a sua nutrição é imprescindível de sermantida, através da conservação da microcirculação regional. A observância desta qualidade está fundamentada nos conhecimentos da anatomia topográfica regional e do detalhe de técnica cirúrgica pelo qual a base do retalho, ou seja, a parte que permanece em continuidade tecidual deve ser maior, ou no mínimo igual, que a sua porção terminal. 5 – Apoio do traçado em tecido ósseo sadio: a amplitude do retalho deve ser suficiente para que ao término do ato operatório a reposição tecidual posa ser efetuada, deixando o traçado incisional apoiado em tecido ósseo sadio. Dessa forma, aumentamos a imobilidade desejada nos tecidos, favorecendo a estabilização do coágulo sede do tecido de granulação sore o qual vai ocorrer a síntese do colágeno, a formação de matriz óssea e osteogênese. TIPOS DE INCISÃO: É conveniente que a seleção do traçado incisional seja, feita de uma forma criteriosa optando-se, inicialmente, por incisões mais vantajosas no favorecimento à reparação da ferida cirúrgica e, entre elas, a que melhor se adapte às peculiaridades do caso clínico com o qual nos defrontamos. Tipos de Incisões Intra-orais: - Linear (reta) / Envelope (contorna) - Semi-lunar (cistos pequenos) - Triangular (Incisão tipo Neumann) - Trapezoidal (Neumann modificado) REQUISITOS BÁSICOS DE UMA INCISÃO: - Traço único em 45 (Distal para Mesial; Apical para Cervical) - Apoio em tecido ósseo sadio INCISÃO ENVELOPE: incisão a nível de papila interdentária sem relaxamento Indicação: tecido ósseo alveolar sem necessidade de campo cirúrgico amplo Contra-Indicação: pacientes com prótese fixa Vantagens: possibilita ampliação para ambos os lados, menos sangramento e facilidade de reposicionamento. Desvantagens: reduzido acesso de visualização, pode ocorrer dilaceração DIVULSÃO: Para atingir planos anatômicos mais profundamente situados, fazemos uso de manobras de divulsão, ou seja, da interrupção da continuidade dos tecidos a partir do traçado incisional. A divulsão deve ser praticada observando-se planos anatômicos naturais, separando-se os tecidos por meio de instrumentos especiais, como as tesouras rombas, as ruginas, as espátulas de Freer e os destaca-periósteo. Em cirurgia bucal a divulsão é a manobra cirúrgica mais frequentemente usada, sendo que a SINDESMOTOMIA, um dos passos da técnica exodôntica, é uma manobra de divulsão (rompimento) da gengiva inserida e dos ligamentos alvéolo dentários em contiguidade com o colo do dente, rompe os ligamentos, deslocamento muco periostal (descolar em volta do dente) SINDESMOTOMIA: é a divulsão (rompimento) da gengiva inserida. É o "descolamento" das fibras que rodeiam o elemento dental antes de uma cirurgia de remoção do mesmo. Os Instrumentais utilizados são o Sindesmotomo ou Descolador de Molt. A Relevância para a Exodontia, é que alem de diminuir a resistência a extração dentaria, a sindesmotomia melhora a acomodação do fórceps e os movimentos para extração. INCISÃO SEMI-LUNAR: deve ser realizada em gengiva inserida e não em mucosa alveolar; 4mm de distância da mucosa queratinizada, a base deve ter no mínimo 5mm para facilitar o suprimento sanguíneo e prevenir a necrose. Indicação: lesões altas (apicectomia), curetagens periapicais em dentes com raízes longas, apenas um elemento dental; Desvantagens: limitação na ampliação, maior sangramento, reduzido acesso e visualização Contra-Indicação: áreas de frênulos, dentes com raízes curtas e coroas protéticas cimentadas. INCISÃO TRIANGULAR: linear alta a nível de gengiva inserida preservando de 2 a 3mm da mucosa queratinizada. Associada à relaxante. Indicação: abordagens periapicais, em dentes com raízes longas podendo ser utilizada quando houver envolvimento de mais um dente. Contra-indicação: áreas de frênulo. INCISÃO TRAPEZOIDAL – WASMUND: Incisão linear alta em nível de gengiva inserida ou mucosa alveolar livre com duas relaxantes oblíquas. Indicação: abordagens periapicais em dentes com raízes longas Oschsenbeín: semelhante a Wasmund, porém a incisão linear é substituída por ondular que acompanha a anatomia do colo do dente. Indicação: raizaes longas, dentes retidos. MANOBRAS DE EXÉRESE: retiramos porção ou o todo de um tecido ou órgão. - Osteotomia: dissecção cirúrgica de osso (corte do osso) - Curetagem: manobra que visa remover resíduos, patológicos ou não. - Avulsão: retirada total ou parcial de um órgão. - Ostectomia: remoção do tecido ósseo OSTEOTOMIA OU REMOÇÃO DE TECIDO ÓSSEO: É amplamente usada em cirurgias buco-dento-alveolares. A osteotomia pode representar a forma pela qual podemos atingir a porção medular do tecido ósseo maxilomandibular onde efetuaremos o ato operatório em si (dentes não irrompidos, cirurgia do periápice, cistos, tumores odontogênicos). Pode ainda ser a razão principal do ato operatório, como ocorre nas alveolectomias, nas reduções da tuberosidade, no torus da mandíbula e do maxilar e nas cirurgias cosméticas de algumas entidades patológicas. A osteotomia promove uma intensa resposta inflamatória em decorrência de ser uma manobra desencadeante de acentuado traumatismo. É conveniente lembrar da relação direta entre trauma e edema, sendo, contudo, errado considerar que é sempre preferível praticar osteotomias discretas, a exemplo do que ocorre na exodontia de dentes não irrompidos, onde a osteotomia significa redução da resistência óssea à remoção do dente, acarretando, ao ato operatório em si, um trauma final menor. A osteotomia também apresenta detalhes, técnicas e qualidades que devem ser observadas: - Osteotomia em linha única não deixando nas bordas sem estículas ósseas que podem se desagregar e atuar como corpo estranho, exacerbando a inflamação e promovendo o retardamento da reparação tecidual. - Uso de instrumentos cortantes que permitem não esmagar o trabeculado ósseo, onde pode passar um canal nutritivo que, pela sua obstrução, leva à necrose de uma porção de tecido. - Os instrumentos rotatórios, pelo atrito como tecido ósseo, desenvolvem hipertermia passível de provocar lesão no tecido ósseo remanescente que evolui para necrose, comprometendo intensamente o resultado terapêutico do ato operatório. Osteotomia com instrumentos rotatórios deve ser usada com resfriamento contínuo feito com soro fisiológico. - Deve permitir uma adequada visualização e um perfeito acesso às estruturas intra-óssseas, facilitando a exérese da área patológica, de dentes não irrompidos. - Os Instrumentos para Osteotomia: cinzéis, pinças especiais chamadas de osteótimo e pinça goiva, por limas para osso e por instrumentos rotatórios. CURETAGEM: É a manobra cirúrgica pela qual removemos formações estranhas, patológicas ou não, presentes no campo operatório ou ainda decorrentes do desdobramento do ato cirúrgico. É efetuada pelo uso das curetas. As curetas têm a forma de uma colher com bordas cortantes e efetuam seu trabalho por ação mecânica de raspagem. Muitos procedimentos cirúrgicos odontológicos têm como objetivo a curetagem de estruturas patológicas situadas no interior do tecido ósseo, como ocorre nas lesões periapicais, nos processos císticos em alguns tipos de neoplasias benignas capsuladas. AVULSÃO: É a retirada total ou parcial de um órgão fazendo uso de força mecânica. As exodontias representam tipicamente a manobra de avulsão. A avulsão dentária é praticada pelo uso de instrumentos, de uso peculiar em Odontologia, os fórceps e os elevadores são os mais utilizados. MANOBRA DE SÍNTESE: (fechamento, sutura, mantém os tecidos estabilizados para regeneração tecidual) As manobras de síntese ou de sutura visa, manter reposicionadas as estruturas anatômicas que foram rompidas ou interrompidas durante o desenvolvimento do ato operatório. São de fundamental importância à evolução da ferida cirúrgica, principalmente por favorecer a imobilização dos tecidos por reduzirem os espaços anatômicos e por criarem condições para a estabilização do coágulo.Nesta manobra, podemos considerar: Qualidade da Sutura; Instrumental; Tipos de Sutura; Finalidades da Sutura; Técnicas de Sutura. MANOBRA DE HEMOSTASIA: Interrupção da perda de sangue. Todo procedimento cirúrgico produz a ruptura da integridade dos vãos sanguíneos com o consequente extravasamento do sangue para fora do leito vascular, fato denominado de hemorragia. Todo ser vivo apresenta condições para a hemostasia fisiológica ou auto-hemostasia que, representa o conjunto de mecanismos que o organismo dispõe para manter o sangue fluido no interior dos vasos, impedindo tanto as tromboses quanto as hemorragias. Manobras cirúrgicas de hemostasia, são procedimentos que visam obter a hemostasia através do uso de instrumentos e de manobras cirúrgicas, podendo ser temporária ou definitiva. A hemostasia temporária representa um primeiro tempo para uma hemostasia definitiva, sendo usada durante o desencadeamento de um quadro hemorrágico com vistas à redução da perda sanguínea total e para possibilitar visualização do campo cirúrgico da fonte de hemorragia. TAMPONAMENTO: É feita pela compressão dos tecidos fazendo uso de compressa de gaze, que reduz a luz do vaso e possibilita, quando não existe uma patologia hemorrágica no paciente, que se desencadeia o todo o mecanismo fisiológico da auto-hemostasia. A compressão da gaze feita manualmente ou com o uso de instrumento cirúrgico deve perdurar pelo tempo mínimo do valor da coagulação sanguínea normal, até 10 minutos. PINÇAMENTO: pinças hemostáticas - É a ligadura dos vasos sanguíneos, fontes do quadro hemorrágico. Uma vez que o vaso é apreendido, a ligadura é praticada com o uso de fios de sutra, preferencialmente os reabsorvíveis, que são apostos por dupla passagem (nó duplo), seguido de nó simples. ELETROCIRURGIA: É mais adequada para uso da eletrocirurgia em cirurgia buco-dento-alveolares são as hiperplasias traumáticas. A eletrocirurgia faz uso de corrente elétrica de alta frequência para incisar, coagular, fazer fulguração e para dissecar os tecidos. CICATRIZAÇÃO: PRIMEIRA INTENÇÃO: Margens as quais não houve perda de tecido e são reposicionadas e estabilizadas. SEGUNDA INTENÇÃO: Espaço entre as margens devido à perda tecidual, impedindo aproximação das margens (alveolar pós extração) TERCEIRA INTENÇÃO: Cicatrização de feridas após o uso de enxertos PRINCÍPIOS PARA O USO DE FÓRCEPS: expansão do osso alveolar – em parte cervical Tração: movimento pendular vestíbulo-lingual; Intrusão: movimento de cunha para expandir o osso alveolar; Forceps pode aplicar 5 movimentos principais para luxar os dentes e expandir o alvéolo ósseo, são: 1. Pressão Apical: O alvéolo dentário é expandido pela inserção da ponta ativa para dentro do espaço do ligamento periodontal (o centro de rotação do dente é deslocado apicalmente) 2. Pressão Vestibular: Expansão da cortical vestibular, particularmente na crista óssea do alvéolo (embora a pressão vestibular gera forças de expansão na crista do alvéolo, é importante lembrar que também gera pressão lingual no ápice). Portanto, força excessiva pode fraturar o osso vestibular ou causar uma fratura no terço apical da raiz. 3. Pressão Lingual/Palatina: é similar ao conceito da Pressão Vestibular, mas objetiva expandir a crista óssea lingual e, ao mesmo tempo, evitar pressão excessiva no osso apical vestibular. 4. Pressão Rotacional: gira o dente, o que causa certa expansão interna do alvéolo dentário. Dentes com raízes únicas, cônicas (como os incisivos maxilares e os pré-molares mandibulares) e com raízes que não sejam curvas são mais passíveis de serem luxadas por essa técnica. Dentes que tenham raízes que não sejam cônicas ou que tenham múltiplas raízes, especialmente se essas raízes foram curvas, possuem mais chance de fraturar com esse tipo de pressão. 5. Força de Tração: são uteis para remover o dente do alvéolo uma vez que tenha sido obtido uma adequada expansão óssea. Força de tração devem ser limitadas à parte final do processo de extração e deve ser delicada. Se for necessária uma força excessiva, outras manobras devem ser refeitas para o melhorar a remoção da raiz OBS.: - A maioria dos dentes é removida por meio de uma combinação de forças vestibular e lingual (palatina); - Dentes maxilares são em geral removidos por forças vestibulares intensas e forças palatinas menos vigorosas. - Mandíbulas: Os incisivos, caninos e pré-molares são removidos, principalmente, como resultado de força vestibular intensa e pressões linguais menos vigorosas. - Molares da mandíbula tem o osso vestibular mais espesso e, geralmente necessitam de uma pressão lingual mais forte que os outros dentes da boca. PRINCÍPIOS MECÂNICOS: O elevador dental é um instrumento usando para levantar um dente ou raiz de seu alvéolo, força de deslocamento. Indicação: dentes não rompidos, dentes muito cariados, inclinados, raiz residual/fratura Empenhadura: Posição digito palmar e o dedo indicador deve repousar sobre a haste. Mecanismo físico de Ação: (USANDO OS ELEVADORES) - Alavanca: força exercida em sentido vertical, são usadas, primariamente como elevadores, é um mecanismo para transmitir uma força modesta. - Cunha: Útil de várias formas diferentes para a extração de dentes, ela pode ser usada para expandir, dividir e deslocar partes da substância onde ela é usada (2 corpos não ocupam no mesmo lugar no espaço) - Roda e Eixo: Mais intimamente identificada com a alavanca triangular ou o tipo bandeira; quando uma raiz de um dente multirradicular é deixada no alvéolo, a bandeirinha é posicionada no alvéolo e é girada. O cabo funciona como exio e a ponta da alavanca triangular atua como uma roda e eleva a raiz para fora do alvéolo, serve para luxar um dente, ou para dentes não rompidos, raiz residual. LIBERAÇÃO DE TECIDOS MOLES ADERIDOS À PORÇÃO CERVICAL DO DENTE: - Descoladores de Molt (auxiliares) - Lâmina de Bisturi REGULARIZAÇÃO ÓSSEA: - Limas para osso - Alveolotomo TIPOS DE EXODONTIA: Simples: Via Alveolar: fundamenta-se na dilatação do alvéolo com força controlada (elementos que suportam a força do fórceps) Via NÃO Alveolar: haverá remoção da tábua óssea para extração do elemento (pouco remanescente coronária, indicação de elevador) - Técnica 3: retalho mucoperiostal (osteotomia, odontosecção, extratores) Complexa: Odontossecção: tanto por via alveolar quanto por via não alveolar Vantagens: não lesa o elemento vizinho, reduz o tempo operatório Osteotomia: dentes irrompidos, impactados, mal posicionados, hipercementose. PASSOS CIRÚRGICOS: - Anestesia - Descolar tecidos moles aderidos a porção cervical (Diérese) (Descolador de Molt ou bisturi) - Luxação - Adaptação/Fórceps - Luxação - Extração (Exérese) - Regulação óssea (se necessário) - Curetagem - Irrigação com soro fisiológico - Formação de coagulo - Sutura (Síntese) - Compressão com gaze umedecida com soro fisiológico (Hemostasia) CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIO: - Lavagem: irrigação com soro estéril - Curetagem: remoção de resíduos e estimulo do sangramento para reparação tecidual - Limagem: qualquer espícula óssea – alisar com lima ou cortar com alveolotomo - Sutura: hemostasia e estabilização do coágulo - Tamponamento: gaze ACIDENTES E COMPLICAÇÕES EM EXODONTIA: Pacientes normorreativos (saudável) É importante lembrar que a integridade do paciente é o mais importante. ACIDENTE CIRÚRGICO: É a quebra do planejamento do ato operatório que ocorre durante seu desdobramento. Ocorre sempre de forma surpreendente e pode muitas vezes ser evitado. PRINCIPAIS CAUSAS DOS ACIDENTES CIRÚRGICOS: - Exames complementares (Radiografias insuficientes ou, ainda, distorcidas) - Técnica cirúrgica (seleção da técnica cirúrgica mais compatível) - Planejamento cirúrgico pouco abrangente - Desconhecimento da anatomia local - Pouca habilidade/ experiência - Usoinadequado do instrumental cirúrgico - Uso de instrumental cirúrgico inadequado DAS COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS: - Inobservância da oportunidade ao ato cirúrgico - Exacerbação da intensidade da resposta inflamatória - Infecção da ferida cirúrgica - Formação de hematoma - Hemorragia mediata - Trismo mandibular - Alveolite POSSIBILIDADES DE OCORRÊNCIA: Os acidentes que têm maiores possibilidades de ocorrer durante as exodontias são: - Fratura do dente a ser avulsionado - Fratura óssea (do rebordo alveolar; da tuberosidade; da mandíbula) - Hemorragia - Lesão de outros dentes: (luxação de dentes vizinhos; avulsão de dentes vizinhos ou em posição antagônica; fratura dos dentes vizinhos ou em posição antagônica) - Lesão de troncos nervosos - Lesão de tecidos moles - Invasão em estruturas anatômicas circunvizinhas (seios maxilares; fossas nasais; espaço anatômico esfenopalatino; espaço anatômico submandibular) - Luxação da ATM - Aspiração ou deglutição de corpo estranho - Fraturas de instrumental. - Fratura do Dente: Causa: força excessiva ou inadequada Fatores presentes nos dentes: - Cárie, restaurações, prótese - Alteração da composição as estruturas dentarias - Dilaceração radicular, hipercementose, anquilose - Fratura Óssea (do rebordo alveolar; da tuberosidade; da mandíbula) Causa: força excessiva ou inadequada Precauções: osteotomia e odontossecção em dentes com dilaceração radicular, hipercementose e anquilose. Condutas: - Fragmentos pequenos ou unidos ao dente, remoção ou aplainamento ósseo. - Fragmento maior: reincorporação (ausência de infecção, avaliar o tipo de fratura e retalho), contenção rígica do dente ou “coronectomia” e seguindo ato cirúrgico. EM MANDÍBULA: - Rara - Dentes não irrompidos Causa: Excesso de força aplicada nos elevadores - Paciente idoso ou com metabolismo ósseo alterado Precaução: Odontossecção, osteotomia cuidadosa e conservadora -Hemorragia Intensa: hemostasia imediata Conduta: Encaminhamento imediato a um serviço de CTBMF - Sangramento Excessivo: - O paciente percebe rapidamente a condição e o profissional não deve deixar transparecer preocupação ou insegurança. Precauções: Cirurgia atraumática, incisões precisas e bom manejo do tecido mole. Condutas: Rápidas e eficientes, sendo: - Compressa com gaze - Pinçamento; Ligadura; Eletrocauterização - Anestésico + Vaso constritor - Agentes Hemostáticos OBS.: Não liberar o paciente, até que a condição seja totalmente resolvida. - Lesões em outros dentes: Causa: geralmente por despreparo do cirurgião - Luxação de Dentes Vizinhos: Conduta: acompanhamento clínico e radiográfico, avaliar necessidade de contenção semirrígida e prognóstico. - Avulsão de dentes vizinhos: Conduta: recolocação imediata dentro do alvéolo e contenção semirrígida. - Fratura do dente vizinho ou antagônico: Conduta: Natureza conservadora - Lesões de Estruturas Nervosas: - Anestesia, hipoestesia (diminuição de sensibilidade), hiperestesia (excesso de sensibilidade), disestesias (alteração dos sentidos), alodinia (confunde pressão com dor). - Nervos alveolar inferior, mentual e lingual - Lesão por manipulação ou secção parcial provavelmente transitórias - Lesão por secção completa: provavelmente permanente. Conduta: Avaliar... - Corticoides? Antidepressivos? Antiepiléticos? - Vitaminas B1 e B2 - Laser de Baixa Potência - Microneurocirurgia - Lesões de Tecidos Moles: Causa: uso inadequado dos instrumentos, movimentos bruscos, acesso insuficiente - Corte, esgarçamento, abrasão, queimadura, etc. Conduta: controle do sangramento, manobra de síntese e cuidados pós-operatórios - Invasão de Estrutura Anatômicas Acidentes: (Relativamente frequentes) - Seio Maxilar: Causa: pouca experiencia e habilidade, falta de planejamento, paredes ósseas frágeis e delgadas, intimo relacionamento anatômico (pneumatização) Conduta: MANOBRA VALSALVA (amplamente difundida, é realizada ao se exalar (emitir ou lançar fora de si.) forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado, forçando o ar em direção ao ouvido médio se a tuba auditiva estiver aberta) - Pequenas comunicações (coagulo estável + sutura + cuidados pós-operatório) - Maiores Comunicações (corpo adiposo da bochecha, retalhos avançados) - Fragmento empurrado para dentro do Seio Maxilar: - Pequenos fragmentos e ausência de infecção - Breve irrigação pelo alvéolo e aspiração - Não remover - Remoção em segundo tempo cirúrgico - Remoção imediata - Fragmentos grandes e presentes de infeção: - Remoção em segundo tempo cirúrgico - Remoção imediata - Fossa Infratemporal: Localização frequente: Lateralmente lâmina lateral do processo pterigoide e interior ao músculo pterigoide lateral - Plexo venoso pterigoide: intenso sangramento Conduta: controle de sangramento - Breve tentativa de remoção - Remoção em 2º tempo cirúrgico - Não remover (avaliar) - Espaço Anatômico Submandibular: Conduta: controle de sangramento - Breve tentativa de remoção (pressão digital na mucosa do assoalho bucal) - Remoção em sendo tempo - Luxação da ATM: Causa: Traumatismo cirúrgico da longa duração que causa danos aos ligamentos articulares, cabeça da mandíbula. Prevenção: Calço de borracha interposto entre os dentes Conduta: com os polegares apoiados nos molares inferiores, aplicar força que empurra a mandíbula para baixo e para trás. - Repouso funcional - Suporte pós-operatório COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS: Quebra do planejamento do atoe operatório que ocorre já no pós-operatório. RESPOSTA INFLAMATÓRIA PRIMARIA EXACERBADA: Dor: - Normal (pico em 12hr e então diminui) - Intensidade varia de acordo com o traumatismo e o paciente - Conduta: Medicamento (Ibuprofeno e Dipirona) Edema: - Incomum em exodontia simples - Intensidade de acordo com traumatismo e paciente - Pico de 24-48hr. de diminuição a partir do 3º dia - Aumento após terceiro dia – INECÇÃO. Forma Exacerbada: - Cria pressão, favorecendo a deiscência da sutura - Meio de cultura para microorganismo - Limitação funcional da região Conduta: - Medicamentosa: Metronidazol - Compressa no 1º dia: Frio (20/20 min. em 12/12hr) - Compressa após 72 horas: Calor (20/20 min.) EXTRAVASAMENTO SANGUINEO DA I. VASCULAR Hemorragia mediata: - Baixa intensidade, longa duração. - Fatores locais (traumatismo mastigatório, esgarçamento tecidual) - Aumento significativo de pressão arterial e bochechos podem descolar o coágulo. Conduta: Pressão local com gaze Equimose: (manchas vermelhas/arrocheadas) - Derrame de sangue submucoso e subcultâneo - De 2 – 4 dias - Involução Espontânea (7 a 10 dias – etapas com alteração da colocação) Conduta: cura acelerada, calor úmido após 72hr. ALVEOLITES: Natureza inflamatória nas porções mais superficiais do alvéolo (38 a 72 horas). Sintomatologia: Dor, halitose, periodontite cervical, febre, mal-estar. Clinicamente: Mucosa edemaciada e alvéolo com tecido ósseo exposto ou com coágulo desorganizado. Fatores Etiológicos: Incertos Causas possíveis: Cirurgia Contaminada, traumatismo exacerbado, desrespeito aos cuidados pós operatório, incorreto manobra de curetagem Alveolite por Corpo Estranho: Conduta: - Anestesia - Acesso ao local do alvéolo e curetagem minuciosa - Obtenção e estabilidade de um novo coágulo - Medicação de suporte/antissépticos Alveolite Seca: Conduta: - Irrigação, sem traumatismo mecânico - Secagem no alvéolo com uso de gaze - Aposição intra-alveolar de um tampão com medicamento (eugenol) – com troca diária - Medicação de suporte/Antissépticos Recorrência da Inflamação da Ferida cirúrgica: Por Infecção: - Feridas cirúrgica intrabucais sempre se contaminam, podendo desenvolver infecção de acordo com fatores com a queda de resistência do organismo ou aumento da virulência do microorganismo. Conduta: antibióticos Por Reação do Corpo Estranho: Conduta: Remoção do fator causal IMPANTE DENTÁRIO:O que são implantes? São cilindros metálicos (titânio), instalados nos ossos maxilares com a finalidade de substituir raízes de dentes ausentes. Além de resolver efetivamente a questão estética, o implante funciona como dentes naturais, tanto na visibilidade como no aspecto mastigatório. Por que realizar esse tratamento? Para quem usa pontes móveis parciais, o implante pode ser usado para fazer uma prótese fixa. O implante pode ser utilizado ainda para pacientes que usam dentaduras. Nesse caso, o objetivo é melhorar a estabilidade da prótese. Após a colocação dos implantes, a pessoa pode levar uma vida normal como as que têm dentes naturais. Fora isso, é necessário manter uma boa higienização para não desenvolver doenças ao redor dos implantes. Não existe limite de idade: a partir da puberdade, qualquer pessoa pode receber implantes. Como será feito o tratamento? O protocolo de um sistema de implante envolve duas etapas distintas: A primeira é a cirúrgica, onde é colocado o implante no osso. A segunda é a etapa protética, momento em que é confeccionada uma prótese sobre o implante dentário. Etapa cirúrgica: consiste na instalação dos implantes nos ossos maxilares. É indolor tanto no ato cirúrgico como no pós-operatório. Durante um período necessário de espera (6 meses), teremos a osteointegração (conexão rígida entre o tecido ósseo íntegro vivo e a superfície do implante), onde os implantes permanecem sepultos (dentro do osso) protegidos de cargas ou movimentações. Etapa protética: consiste na elaboração da prótese sobre os implantes. A fixação desta prótese a implantes é feita por meio de parafusos, permitindo assim sua retirada para manutenção, a qual é feita pelo dentista. Este parafuso fica no interior do dente e é recoberto por resina da cor do dente. Osteointegração ou osseointegração é a união estável e funcional entre o osso e uma superfície de titânio. Este fenômeno ocorre após a inserção de peça em titânio dentro do osso e a migração das células ósseas para a superfície deste metal. Existem implantes diferentes, com roscas de formatos diferentes que são específicos para cada região/osso da maxila ou mandíbula. É importante considerar que menor quantidade de rosca no implante, mais agressivo e maior retenção ele possui. Todo Implante precisa ter estabilidade Primaria (estabilidade mínima – pouco apertada) Quanto mais firme melhor, porém não exagerar, por este motivo, é necessário conhecer o tipo de osso que será implantado: DIFERENTES TIPOS DE OSSO: TIPO 1 – Osso compacto/Denso (menos vascularizado) – Osso anterior da mandíbula TIPO 2 – Osso menos compacto – Osso posterior da mandíbula TIPO 3 – Osso da maxila (não inclui o tuber) TIPO 4 – Osso do Tuber da maxila (mais vascularizado) CONEXÕES PROTÉTICAS DOS IMPLANTES: EM RELAÇÃO À MACROGEOMETRIA, PODEMOS ENCONTRAR IMPLANTES DENTÁRIOS: - Cônicos - Cilíndricos - Híbridos CONDIÇÕES RELACIONADA Á FALHA DE UM IMPLANTE DENTAL: - Dor - Mobilidade - Exsudato - Áreas radiolúcidas ao seu redor PRINCIPAIS TÉCNICAS DE MOLDAGEM (Transferência) DE IMPLANTE DENTARIO: Os materiais de moldagem em Implantodontia devem obedecer alguns critérios, como: estabilidade dimensional, fácil manipulação, não tóxico, hidrofílico, resistência ao rasgamento, recuperação elástica, precisão e tempo de presa adequado. Não existe, entretanto, um material de moldagem que satisfaça idealmente todos os critérios, mas os materiais que mais se aproximam e são mais indicados para moldagem em Implantodontia são as siliconas de adição e poliéster. PLANEJAMENTO EM IMPLANTODONTIA Tipos de Prótese sobre Implante: Fixo unitário (único dente) Fixo múltiplo (vários dentes – coroas unidas) Ex.: 3 dentes para 2 implantes (coroas unidas) ou 2 dentes e 2 implantes (coroas unidas) OVERDENTURE (totalmente desdentado) É como dentadura – sobre dentadura, só que tem implantes para estabilizar (é possível retirar para higienizar) Pintos implantados na região. A prótese continua com movimentos. PROTOCOLO BRANEMARK Prótese fixa que a mucosa não participa, dentadura retida por implante, feita por uma banda metálica e a prótese (dentadura) vai nesta barra metálica, com 4 ou 5 implantes na área inferior e 5 ou 6 na área superior. FATOR CHAVE PARA O SUCESSO DA REABILITAÇÃO: - Elaboração: exame clínico, modelo de estudo, encerramento diagnóstico, exames complementares (radiografias e tomografia) - Conceitos protéticos devem estar presentes em todas as etapas do tratamento com implantes dentais antevendo os resultados finais. PLANEJAMENTO REVERSO Modelos de Estudo e Encerramento Diagnóstico (modelo em cera) Observar: eixo do futuro dente, relação com os antagonistas, espaços disponíveis para a coroa, relacionamento com os tecidos moles, oclusão, morfologia dental. GUIA RADIOGRAFICO/ TOMOGRAFIA: - Avaliar a disponibilidade óssea na posição protética idealizado. - Marcadores radiopacos (artefatos metálicos, guta-percha, lâmina de chumbo, dentes de sulfato de bário, resina acrílica incolor) – usar para“vestir” e fazer a radiografia para ver a posição das coroas e a parte óssea da região. Tomografia: Permite ver em 3 dimensões (largura, altura e profundidade) A Tomografia de Feixe Cônico Odontológica é a mais indicada para avaliar em caso de cirurgia, pois é precisa e exata. GUIA CIRÚRGICO: - Necessidade de transferir a posição planejada dos futuros implantes; - Avaliação Radiográfico/Tomografia também necessário; - Material: resina acrílica incolor ou acetado - Duplicação de encerramento ou de uma prótese adequada pré-existente; - Prototipagem (recurso tecnológico capaz de produzir réplicas fiéis de um determinado objeto ou estrutura); GUIA GERADO POR CAD-CAM 1. Dados tomográficos do paciente 2. Dados tomográficos da prótese diagnóstico 3. Planejamento dos implantes 4. Desenho vertical de um guia cirúrgico (envio para a empresa que produz a guia) GUIA MULTIFUNCIONAL (feita de Resina – cópia do modelo de cera) - Carga imediata (protocolo) - Posicionamento das Perfurações - Dimensão Vertical e Oclusal - Moldagem de transferência dos intermediários protéticos. CIRÚRGIA DE SEGUNDO ESTÁGIO – REABERTURA 1º Estágio: Instalou o implante (instalado parafuso de cobertura) 2º Estágio: Abrir (tirar o parafuso e instalar o cicatrizador de 2mm a 8 mm) (Implante não tem ligamento periodontal, poucas fibras conjuntivas). - Precedia por avaliação clínica e radiográfica - Clinicamente: ausência de dor, exsudado, mobilidade e inflamação - Radiograficamente: Ausência de áreas radiolucidas ou perda óssea acentuada - Visualização: estimativa da localização dos implantes Usar: - Guia cirúrgico - Instrumento pontiagudo - Por transparência nos tecidos - Radiografia - Busca cirúrgica Instalação de Intermediário e Provisório: Manipulação dos tecidos moles - Corrigir uma deficiência de tecido mole, volume, contorno, papila, ausência de mucosa queratinizada. -Incisões e Retalhos - Enxertos gengivais livre ou enxerto de tecido conjuntivo subeptelial (no enxerto de gengiva livre, é necessário tirar tecido do palato duro para transplantar na gengiva). - Enxergo de tecido conjuntivo (também retira do palato, retirando apenas tecido conjuntivo) PRÓTESE SOBRE IMPLANTE Como transferir com precisão o posicionamento do implante para o modelo? Análogos (réplicas): pré-fabricados e possuem as mesmas características dos implantes (conexão protética, plataforma) Transferentes: - Moldeira aberta (quadrados) - Técnica Direta: uso de moldeira perfurada para acesso aos transferentes fixados - Moldeira fechada (redonda) PRÓTESE ÚNITARIA PARAFUSADA: - Componente de moldagem - Intermediário (a prótese é encaixada no intermediário) - Implante PRÓTESE MULTI PARAFUSADAS: PRÓTESE CIMENTADAS: Obrigatoriamente um intermediário, a prótese será cimentada no munhão, o cimento vai entre a coroae implante (intermediário). Esteticamente o implante cimentado fica mais bonito, porém a parafusada é melhor para retirar quando necessário. SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA INTRA HOSPITALAR PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA EXTRA HOSPITALAR SOCORRISTAS LEIGOS E TREINADOS EM COMPRESSÃO TORÁCICAS E VENTILAÇÕES PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: - Cessação Abrupta das funções cárdias, respiratória e cerebral - Responsividade (comportamento responsivo), respiração e pulso - Morbimortalidade elevado TESTAR RESPONSIVIDADE – Não responde – Teste respiração – RESPIRA – PCR excluído! TESTAR RESPONSIVIDADE – Não responde – Teste respiração – NÃO RESPIRA – Testar Pulso – PARADA RESPIRATÓRIA Causas: 6H: - Hipovolemia (pouco sangue) - Hipóxia (falta de OX) - Hipocalemia (pouco potássio) - Hipercalemia (muito potássio) - Hipertermia (elevação de temperatura) - Hipoglicemia (baixa concentração de glicose) - H+ (Acidose) (excesso de ácido no sangue) 5T: - Troboebolimo Pulmonar (obstrução das artérias dos pulmões por coágulos) - Tamponamento Cardíaco (acúmulo de líquido no pericárdio) - Tóxicos - Tensão no tórax (pneumotórax) - Trauma Origem/ Idade: - Adultos – Cardíaco (súbita) – causa cardíaca - Crianças – respiratória ou choque (primeiro a parada respiratória que leva a parada cardíaca) Ritmos Cardíacos: - Assistolia (incapacidade de o coração realizar uma sístole completa) (não chocáveis) - Atividade elétrica sem pulso (não chocáveis) - Fibrilação ventricular (chocáveis) - Taquicardia ventricular sem pulso (chocáveis) Cadeia de Sobrevivência (Adulto): 1º Reconhecer a PCR e acionar o sistema de resposta 2º RCP precoce de alta qualidade 3º Rápida desfibrilação 4º Suporte Avançado (SUS) 5º Cuidados Pós – RCP - Compressões Torácicas (C) - Via Aérea (A) - Respiração (B) - Desfibrilação Segurança do local e avaliação: - Certifique-se de que o local é seguro – você não quer ser mais uma vítima. - Avaliar se a vítima responde, respira normalmente e tem pulso carotídeo (até 10 seg.) Iniciar RCP: 30:2 – 30 compressões e 2 respirações Compressões de 100 a 120/minutos de 5 a 6 cm, retorno total do tórax Ventilações de 1 segundo Compressão Técnica: - Posicione ao lado da vítima - Vítima com o rosto para cima, deitado sobre uma superfície plana e firme - Coloque o calcanhar de uma mão no centro do tórax da vítima - Iniciar a compressões Abrir vias Aéreas: - Coloque uma mão sobre a testa da vítima e empurra com a palma para inclinar a cabeça - Ventilação – respiração boca a boca, podendo usar a barreira (máscara) ou insuflador manual Em crianças: - Prevenção da PCR - PCR precoce de alta qualidade 30:2 – 30 compressões e 2 respirações Compressões de 100 a 120/minutos de 5 a 6 cm, (1/3 de profundidade) retorno total do tórax Ventilações de 15:2 (ventilação são muito importante) Obs.: trocar de função a cada 2 min. Socorristas.