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Júlia Costa Tsukamoto
Esquistossomose e 
Schistossoma Mansoni 
INTRODUÇÃO 
 Os seres vivos foram agrupados em seis reinos, e 
divididos em dois grandes impérios, sendo: 
 • Procariontes: reino Bacteria (não possui núcleo 
diferenciado, e o DNA está imerso no citoplasma) 
 • Eucariontes: reino Protozoa, Animalia, Fungi, 
Plantae e Chromista. (Possuem organelas membranas e o 
DNA está contido nos cromossomos) 
Protozoários (parasitas unicelulares) 
 • São flagelados e possuem uma membrana 
ondulante; 
 • As amebas são protozoários que se movem 
através de pseudópodes (projeções da membrana 
plasmática). Ex.: Entamoeba 
 •  Os esporozoários apresentam reprodução 
assexuada e sexuada. 
 • Os ciliados são protozoários dotados de cílios 
 • Exemplos: Giardia lamblia e amebas 
 
Protozoários (parasitar pluricelulares). 
- Helmintos (vermes): 
 • Nematelmintos: 
 São cilíndricos. Ex.: Ascaris lumbricoides, 
Ancylostoma. Suas características são dadas por: 
 - Fusiformes 
 - Boca e ânus 
 - Dióicos 
 - Parasitas intestinais 
 - Formas: ovo, larva, vermes adultos 
 
 • Platelmintos 
 a) Trematódos: São vermes achatados e em 
forma de folha. Ex.: Schistosoma mansoni, Taenia solium, 
Taenia Saginata. Suas características são dadas por: 
 - Vermes achatados 
 - Fusiformes 
 - Dióicos 
 - Parasita heteroxeno (dependem de pelo 
menos dois hospedeiros para completar a sua 
reprodução) 
 - Formas: ovo, larva, vermes adultos, ovo, larva 
(miracídio, esporocisto, cercária, esquistossômulo) e 
verme adulto. 
 b) Cestódos: São planos. Ex: Taenia solium 
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Júlia Costa Tsukamoto
 
ESQUISTOSSOMOSE 
 A esquistossomose é uma doença causada por 
vermes da família Trematoda, caracterizado pelo 
Schistosoma mansoni. A doença é conhecida também 
como “barriga da água” ou “xistose”. 
 Desenvolveu-se no Brasil quando houve grande 
migração de indivíduos advindos da África, na qual 
trouxeram enorme quantidade de moluscos de água, 
que é o principal hospedeiro intermediário da doença. 
 Os principais sinais e sintomas da doença são: 
febre, dor de barriga, dor de cabeça, fraqueza, falta de 
apetite, dor muscular, tosse, diarréia, desinteria, 
aumento do volume abdominal e urina com sangue. 
MORFOLOGIA 
 A morfologia do S. mansoni, é caracterizada por 
serem dióicos (sexos separados), é um parasita 
heteroxeno (depende de mais de um hospedeiro para 
realizar o seu ciclo reprodutivo – hospedeiro definitivo: 
homem/ hospede i ro in te r med iá r io : mo lusco 
Biomphalaria spa de água doce–.), são vermes adultos 
que vivem nas veias do mesentério. 
 A sua fase é dada por: ovo > miracídio > 
esporocisto I e II > larva cercária > esquistossômuglo > 
vermes adultos. É mais fácil estudarmos as fases que ele 
pode se encontrar decorrente do seu ciclo evolutivo, 
sendo: adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, 
esporocisto e cercária. 
 
➡ Macho 
 O macho mede cerca de 1cm, tem o corpo 
alongado e recoberto por projeções (tubérculos). O seu 
corpo é dividido em duas porções: anterior – 
encontramos a ventosa oral e ventral–, e posterior – 
presença do canal ginecóforo, onde transporta a fêmea 
e fecunda – . 
➡ Fêmea 
 A fêmea mede cerca de 1,5cm, tem a cor mais 
escura devido a presença de sangue semidigerido. Na 
porção anterior apresenta a vulva, útero e o ovário, já na 
porção posterior é preenchida pelas vitaminas e ceco. 
➡ Ovo 
 O ovo mede cerca de 150 micrômetros, formato 
oval, e apresenta uma espícula voltada para traz. A 
característica mais importante do ovo, é a presença do 
miracídio quando o ovo está maduro – visível pela 
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transparência da casca –. O ovo maduro é a forma que 
encontramos nas fezes. É uma forma de resistência. 
➡ Miracídio 
 O miracídio apresenta forma cilíndrica, células 
epidérmicas onde se encontra os cílios, que permitem 
que haja a movimentação aquática. As células flama 
fazem parte do aparelho excretor. Há a presença dos 
esporocistos que darão continuidade ao ciclo no 
caramujo, que se encontram na parte anterior do corpo 
da larva, penetrando no caramujo por movimentos 
giratórios e enzimas líticas. 
➡ Cercária 
 A cercária possui uma cauda bifurcada, duas 
ventosas – para a penetração na pele –, é a forma 
infectante. A ventosa é o principal meio da cercária se 
fixar na pele do hospedeiro. Quando a cercária penetra, 
ela automaticamente perde a sua cauda, pois só 
necessita dela para movimentar-se no meio líquido. 
➡ Esquistossômulo 
 O esquistossômulo é a larva que penetra no 
organismo do homem. É a forma ativa, realiza 
reprodução sexuada, e se alimentam de hemácias no 
fígado. 
BIOLOGIA 
➡ Habitát 
 Os vermes adultos vivem no sistema porta. 
Quando os esquistossômulos chegam ao fígado, eles 
ganham uma biomassa exponencial, que após atingirem 
a maturidade sexual, migram para as veias mesentéricas. 
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➡ Ciclo biológico 
A transmissão só Schistosoma mansoni, se dá pelo 
contato das fezes contaminadas por ovos do parasita nos 
lagos e córregos. Os ovos nos rios, se transformam no 
miracídio, que é uma larva ciliada e consegue 
mov imentar- se a té o ca ramujo –hospedei ro 
intermediário–. Dentro do caramujo, ela se transforma 
em esporocisto I, e posteriormente em esporocisto II. 
Após a transformação dos esporocistos, há a formação 
da cercária que sai do caramujo e penetra na pele do 
homem –hospedeiro definitivo–, provocando coceira. 
Quando a cercária entra no organismo, ela se transforma 
em esquistossômulos e chega até o pulmão, que 
posteriormente migra pelos capilares para a circulação 
sistêmica que leva até a veia porta, que se transformam 
em vermes adultos e se reproduzem. Após a sua 
reprodução, os vermes se deslocam até os vasos 
mesentéricos, que é o local onde copulam e botam 
ovos. Esses ovos migram através do intestino, e são 
eliminados através das fezes ou urina. 
*OBS: O ovo que não é eliminado nas fezes/urina, fica 
nos tecidos e estimulam um processo inflamatório que é 
uma complicação da doença. 
*OBS: Quando a cercária adentra a pele, inicia um 
processo de dermatite cercaria. 
*OBS: Os sintomas da diarreia sanguinolenta, febre, 
náuseas, vômitos, hepatOesplenomegalia, manifestação 
pulmonares começam a aparecer na 5ª semana. 
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PATOGÊNESE E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 Os fatores que mais estimulam na evolução da 
doença, é a relação parasito-hospedeiro. Os fatores que 
mais influenciam são a cepa do parasito, carga 
parasitária, idade, estado nutricional e resposta 
imunitária da pessoa infectada. 
FASE AGUDA (inicial) 
- Assintomática ou sintomática 
- Manifestações cutâneas 
 A dermatite cercariana ocorre quando as 
cercarias penetram na pele do homem, e é caracterizada 
pelos sintomas de sensação de comichão. Ou seja, é um 
processo imunoinflamatório, pois apresenta eosinofilia e 
anticorpos do tipo IgE. Além do exantema, prurido, 
processo inflamatória e hipersensibilidade do tipo I. 
- Manifestações clínicas gerais 
 No pulmão e fígado, há a obstrução vascular por 
morte de esquistossômulos, necrose, desintegração do 
parasito. No intestino, abdome distendido e doloroso, 
formação de imunocomplexos (artralgia, febre) 
 Apresenta febre de Katayama, caracterizada por 
febre, cefaleia, anorexia, dor abdominal e disenteria, 
vômitos e tosse seca. 
FASE CRÔNICA 
- Forma clínica intestinal 
- Forma clínica hepática: fibrose periportal sem 
esplenomegalia 
- Forma clínica hepatoesplênica: fibrose periportal com 
esplenomegalia 
- Vasculopulmonar, glomerulopatia, neurológica. 
*OBS: 1. A fibrose é uma resposta do tecido conjuntivo 
fibroso perante alguma lesão. Ela obstrui a veia porta, 
dificultando a passagem do sangue, o que faz com que 
aumente a pressão do sistema porta. 
2. A hepatomegalia ocorre devido a congestão e edema 
no fígado, em conjunto com a hiperplasia das células de 
Kpuffer. 
3. A esplenomegaliaocorre devido a congestão e 
edema no baço, em conjunto com a hiperplasia de 
linfócitos B 
4. Intestino há congestão e edema no estômago 
5. Há a formação de uma circulação colateral, ficando 
assim evidente a varizes esofágica, na tentativa de 
compensar a dificuldade de passagem do sangue do 
sistema portal. 
6. A ascite é um acúmulo de líquido na cavidade 
peritoneal, devido a tentativa de conter a pressão arterial 
elevada realizando assim a vasodilatação, ativando os 
vasoconstritoes e eliminando o hormônio antidiurético, 
realizando a retenção de sódio e água. 
DIAGNÓSTICO 
 O diagnóstico do Schistosoma mansoni pode ser 
realizado através de: 
• Exame parasitológico 
 Exame de fezes: kato-katz lutz, verifica se há a 
presença de ovos e larvas de helmintos nas fezes 
humanas, com o uso de técnicas de coloração. Faz-se a 
sedimentação espontânea e centrifugação. 
 É necessário colher 3 amostras em dias 
alternados, ou de 2/2 dias, ou 3 amostras em 10 dias. 
 Biópsia retal e biópsia hepática 
• Exame imunológico 
 ELISA, hemaglutinação e imunofluorescência 
TRATAMENTO 
 Praziquantel: aumentando o influxo de cálcio e 
afetando a contração muscular. Lembrando que não cura 
a doença, mas evita a sua progressão. 
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Amebíase e Giardíase 
AMEBÍASE 
 As amebas são ameboides e usam pseudópodos 
(projeções da membrana) para se movimentar. A 
amebíase é causada pelo agente etiológico Entamoeba 
histololytica. 
 É um protozoário intestinal, que causa cólicas, 
desinterias, febre, diarréias. É disseminada pela ingestão 
de alimentos crus ou mal lavados com água 
contaminada, e a sua transmissão é fecal-oral. 
 Localiza-se na mucosa do intestino grosso, 
podendo migrar para o fígado, pulmões e cérebro. 
MORFOLOGIA 
 A morfologia da Entamoeba histolystica é dada 
em duas fases: trofozoíto ou forma vegetativa e cisto ou 
forma de resistência. 
➡ Trofozoíto 
 O trofozoíto normalmente tem só um núcleo 
bem nítido. Apresenta-se ativo, alongado, emissão 
contínuas de pseudópodes, emite movimentos parecido 
com deslizamento de lesmas. Na parte central do seu 
núcleo, apresenta cariossoma, é pequeno e periferia, 
semelhante a cromatina. 
 Há ausência de mitocôndria, aparelho de Golgi, 
retículo endoplasmático, controlos e microtúbulos. É a 
forma ativa da doença, possui reprodução por fissão 
binária, e é responsável pelas manifestações clínicas da 
doença. 
➡ Cisto 
 São corpúsculos esféricos, com núcleos variando 
de 1 a 4, membrana revestida por cromatina, cariossoma 
pequeno. O cisto é a forma de resistência ao meio 
ambiente, e também a forma infectante. A doença só 
se caracteriza quando há a ingestão de cistos maduros. 
PATOGENIA E VIRULÊNCIA 
 O fator de virulência da E. Histolytica são os 
pseudópodes, e se alimentam de bactérias restos 
alimentares e eritrócitos – em casos de desinteria –. 
MECANISMO DE INVASÃO 
1. Adesão as células do epitélio intestinal 
2. Processo de destruição tecidual – amebapóro, ação 
de enzimas e formação de úlcera 
3. Dispersão – o trofozoíta cai na corrente sanguínea 
até o sistema portal 
4. Formação de abcessos, necrose, até o sistema 
portal, podendo levar o paciente a óbito. 
SINAIS E SINTOMAS 
 Os sinais e sintomas da amebíase confere-se em: 
• Febre prolongada 
• Diarréia posteriormente desinteria 
• Dor abdominal 
• Anemia 
• Flatulência 
• Apendicite 
• Perfuração intestinal 
• Fezes com pus e sangue 
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CICLO BIOLÓGICO 
 É monoxênico, ou seja, depende apenas de um 
hospedeiro para realizar a transmissão. No ciclo, 
encontramos uma série de estágios: trofozoito, pré-cisto, 
cisto e metacisto. 
 O ciclo se inicia com a ingestão dos cistos 
maduros, junto da água e alimentos contaminados. 
Quando os cistos vão para o intestino delgado, eles 
realizam o procedimento de “desencistamento”, na qual 
a ameba é liberada. Depois de ser liberada, as formas 
vegetativas – trofozoítos –, se multiplicam na mucosa do 
intestino grosso, lesam vasos sanguíneos intestinais, e 
começam a se alimentar de hemácias. 
 Como ficam alojadas no intestino, os cistos 
maduros são liberados nas fezes humanas, na qual pode 
contaminar a água dos poços artesianos, que atingem 
alimentos de consumo pelo homem, realizando todo o 
ciclo biológico novamente. 
TRANSMISSÃO 
 Ocorre pela ingestão de cistos mauros em 
alimentos sólidos ou líquidos. A falta de saneamento 
básico na região, pode ser um grande foco para 
amebíase. 
DIAGNÓSTICO 
 O diagnóstico da amebíase é dada pelo exame 
de fezes, na qual encontramos os parasitos. Pode ser 
realizado com soros e exsudatos também. 
 Além disso, pode-se analisar o abcesso 
hepático, realizando raio C, cintilografia, ultrassonografia 
e tomografia computadorizada, podendo analisar-se o 
tamanho, localização e a evolução do abcesso. 
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GIARDIA 
 O gênero Giardia inclui protozoários flagelados 
parasitos do intestino delgado de mamíferos, aves, 
répteis e anfíbios. As principais causas da giardíase são 
diarreia infecciosa, principalmente em crianças. 
 A transmissão se dá por meio do contato oral-
fecal, e o habitat do parasito é o intestino delgado. 
MORFOLOGIA 
 É um organismo básico que possui algumas 
características das células eucariontes, como a presença 
de núcleos delimitados, com retículo endoplasmatico, 
citoesqueleto complexo e composto por microtúbulos, 
além da presença de estruturas semelhantes aos 
vacúolos lisossômicos. E há a ausência de mitocôndria, 
peroxissomos e complexo de Golgi. 
 Assim como a Entameba, ela possui duas formas 
evolutivas: o trofozoíto e o cisto. 
 O trofozoíto é encontrado no intestino delgado, 
onde é responsável pelos sinais de manifestação de 
infecção (forma ativa). Possui formato de pera, com 
quatro pares de flagelos, possui simetria bilateral. 
 O cisto é responsável pela transmissão do 
parasito, apresenta uma parede glicoproteína – quitina –, 
que torna os cistos resistentes a temperatura e umidade, 
além de produtos químicos. 
SINAIS E SINTOMAS 
 A giardíase possui sinais e sintomas como a 
diarréia com fezes oleosas e mal cheirosas, devido a 
Giardia alterar as microvilosidades do intestino, devido a 
um processo inflamatório. Além da perda de peso. 
CICLO BIOLÓGICO 
 O ciclo biológico da Giardia, é muito parecido 
com o da amebíase. Primeiramente, há o consumo pelo 
homem de alimentos ou água contaminada por cistos 
maduros de Giardia, ao ingerir esses cistos, eles sofrem 
o processo de “descistamento" no intestino delgado, 
liberando os trofozoítos dos cistos. Os trofozoítos 
liberados, realizam a reprodução assexuada e 
extracelular na mucosa do intestino delgado. Alguns 
desses trofozoítos podem voltar a origem de cistos, e 
outros são liberados no ambiente 
TRANSMISSÃO 
 Os cistos são as formas infectantes para os 
homens, e a transmissão ocorre via fecal-oral. A infecção 
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pela Giardia acontece a partir de ingestão de alimentos 
ou agua contaminadas. Além da transmissão hídrica, a 
transmissão direta de pessoa para pessoa por mãos 
contaminadas, é comum em locais de aglomerações. 
PATOGENIA 
 A patogenia da Giardia, condiz com a aderência 
da mesma nas microvilosidades intestinais, nas quais 
modificam essa estrutura por um processo inflamatório, 
além da liberação de toxinas, causando a diarréia. E 
devido a essa alteração nas microvilosidades, a absorção 
de nutrientes/gordura/vitaminas também fica ineficiente, 
o que faz com que o homem perca peso, e é mais grave 
principalmente em crianças. 
FATORES DE VIRULÊNCIA 
• Discos suctórios 
• Flagelos 
• Cisteína protease 
• Variação antagônica 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
‣ Quais as formas de transmissão da Giardia lamblia 
e Entamoeba histolytica ? 
 As formas de transmissão desses dois 
protozoários em questão, é pela água ou alimentos 
contaminadospor cistos maduros do protozoário. 
‣ Qual morfologia é considerada a forma ativa 
(forma de reprodução) nos protozoários Giardia 
lamblia e Entamoeba histolytica e qual é a forma 
infectante? 
 A morfologia considerada forma ativa da Giardia 
e da Entamoeba é a forma trofozoíta. Na qual, 
manifesta-se os sinais clínicos da doença. Já a forma 
infectante, é a ingestão dos cistos maduros. 
‣ Como é o ciclo biológico da Giardia e Entamoeba 
e a classificação desses parasitos? 
 O ciclo biológico dessas doenças é muito 
parecido, pois primeiramente há a contaminação pelos 
cistos maduros através da água ou alimento. Assim que 
ingeridos, os cistos maduros vão para o intestino 
delgado, na qual sofrem a ação de “descistamento”, 
que liberam os trofozoítos, que é a forma ativa da 
doença, e começa a a aparecer os sinais clínicos. 
 No caso da amebíase, os trofozoítos causam 
uma reação de destruição das células intestinais, 
causando úlceras e abcessos no fígado. Já os trofozoítos 
da giárdia, se instalam nas microvilosidades do intestino, 
causando diminuição da absorção de nutrientes e 
vitaminas do homem devido ao processo inflamatório, 
causando diarréia. 
 Alguns dos trofozoítos podem voltar a sua 
origem de cisto, e são eliminados em conjunto com as 
fezes humanas, possivelmente contaminando outras 
águas e alimentos, completando assim o ciclo vicioso da 
doença. 
‣ Distinguir as fases do ciclo de vida do parasita que 
ocasiona a doença esquistossomose 
 O schistosoma mansoni possui algumas fases, 
sendo elas: 
1. Ovo – possui espícula, e contém o miracídio que irá 
adentrar os caramujos. 
2. Miracídio – primeiro estágio de vida livre, revestido 
por cílios, e possuem células terminativas que irão 
produzir os esporocistos nos molúscos 
3. Esporocisto – São células germinativas que irão dar 
origem a cercária. 
4. Cercária – é uma larva com corpo e causa, que com 
o auxilio das suas ventosas, o animal consegue entrar 
na pele do homem, devido a presença de espinhos. 
5. Esquistossômulo – é vermi forme, possu i 
microvilosidades para a absorção de nutrientes, 
membrana resistente 
6. Vermes adultos – vivem na luz dos vasos 
sanguínrod, aloja-se no sistema porta, e realizam a 
copulação nas vias mesentéricos. 
‣ Determinar as medidas profiláticas para evitar a 
disseminação da doença (esquistossomose); 
Tratamento dos casos positivos, investigação 
epidemilógica, educação em saúde, mobilização 
comunitária, medidas de saneamento ambiental e 
saneamento básico, pesquisa e controle de caramujos 
(hospedeiros intermediários).
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