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Fanuc Série oi -- TC
MANUAL DE OPERAÇÃO
B---64114PO/01
m-1
MEDIDAS DE SEGURANÇA
Esta seção descreve as medidas de segurança relativas à utilização de unidades CNC. É essencial que estas
medidas de precaução sejam observadas pelo usuário, para garantir uma operação segura dasmáquinas equipadas
com uma unidade CNC (todas as descrições incluídas nesta seção assumem esta configuração). Ter em atenção
que algumas das precauções se referem apenas a funções específicas, podendo não ser aplicáveis a certas unidades
CNC.
Os usuários devem também observar asmedidas de segurança relativas àmáquina, descritas no manual fornecido
pelo fabricante da máquina--ferramenta. Antes de tentar operar a máquina ou criar um programa para controlar
a operação da mesma, o operador terá de familiarizar--se por completo com o conteúdo do presente manual e do
manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta.
Conteúdo
1. DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA m--2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. AVISOS E CUIDADOS GERAIS m--3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO m--5. . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO m--7. . . . . . . . . . . . . . . .
5. AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA m--9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01
m-2
1 DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA
O presente manual inclui medidas de segurança destinadas a proteger o usuário e a evitar danos na
máquina. As medidas de precaução são classificadas como Aviso e Cuidado em função do seu grau
de segurança. Como Nota são classificadas as informações suplementares. Leia atentamente os
Avisos, Cuidados e Notas, antes de tentar colocar a máquina em funcionamento.
AVISO
Aplica--se quando há perigo de ferimentos para o usuário e/ou de danificação do equipamento, caso
o procedimento prescrito não seja observado.
CUIDADO
Aplica--se quando há perigo de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja
observado.
NOTA
A Nota serve para indicar informações suplementares, não se tratando, porém, de Avisos nem de
Cuidados.
` Ler atentamente o presente manual e guardá--lo em um lugar seguro.
B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA
m-3
2 AVISOS E CUIDADOS GERAIS
AVISO
1. Nunca proceder à usinagem de uma peça, sem verificar primeiro o funcionamento da máquina.
Antes de iniciar um ciclo de produção, verificar se a máquina está trabalhando corretamente,
executando um teste de funcionamento, por exemplo, com a função de bloco único, override da
velocidade de avanço ou bloqueio damáquina, ou operando amáquina sem qualquer ferramenta
ou peça montada. Não se controlando o funcionamento correto da máquina, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
2. Antes de colocar a máquina em funcionamento, verificar cuidadosamente os dados
introduzidos.
Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
3. Verificar se a velocidade de avanço especificada é adequada à operação pretendida. Geralmente,
cada máquina possui uma velocidade de avanço máxima permitida. A velocidade de avanço
apropriada varia em função da operação desejada. A velocidade de avanço máxima permitida
é indicada nomanual fornecido com amáquina. Se amáquina não for operada com avelocidade
correta, amesmapoderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma
danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
4. Ao usar uma função de compensação da ferramenta, verificar cuidadosamente a direção e a
quantia da compensação.
Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou
da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.
5. Os parâmetros do CNC e do PMC são definidos pelo fabricante, não sendo, normalmente,
necessário alterá--los. Sendo, contudo, inevitável alterar algum dos parâmetros, é
imprescindível compreender inteiramente a sua função antes de se proceder a qualqueralteração.
Se algum dos parâmetros for definido incorretamente, amáquina poderá comportar--se de forma
imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina,
ou ferimentos ao usuário.
6. Imediatamente após a ligação damáquina, não acionar nenhuma das teclas do painelMDI, antes
que a indicação da posição ou a tela de alarme apareça na unidade CNC.
Algumas das teclas do painel MDI destinam--se à manutenção ou a outras operações especiais.
Pressionando--se alguma dessas teclas, a unidade CNC poderá ser colocada fora de seu estado
normal. Se a máquina for operada nesse estado, a mesma poderá comportar--se de forma
imprevista.
7. Os manuais de operação e de programação fornecidos com a unidade CNC incluem uma
descrição geral das funções da máquina, bem como de algumas funções opcionais. Ter em
atenção que as funções opcionais variam em função do modelo da máquina, de forma que
algumas das funções descritas nos manuais poderão não estar disponíveis em determinados
modelos. Em caso de dúvida, consultar a descrição da máquina.
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01
m-4
AVISO
8. Algumas das funções podem ter sido implementadas a pedido do fabricante da
máquina--ferramenta. Ao usar estas funções, consultar o manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta a fim de obter informações mais detalhadas sobre a sua utilização e as
eventuais medidas de precaução.
NOTA
Os programas, parâmetros e variáveis das macros são armazenados na memória não volátil da
unidade CNC, ficando guardados mesmo quando a máquina é desligada. Contudo, esses dados
poderão ser apagados inadvertidamente, ou poderá ser necessário apagar todos os dados damemória
não volátil para proceder à recuperação de um erro.
Como medida de precaução e para assegurar uma rápida recuperação dos dados apagados, é
recomendável fazer uma cópia de segurança de todos os dados vitais, guardando--a em lugar seguro.
B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA
m-5
3 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO
Esta seção descreve as principais medidas de segurança relacionadas com a programação. Antes de
proceder à programação, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação
fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.
AVISO
1. Definição de um sistema de coordenadas
Se um sistema de coordenadas for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de
forma imprevista, visto que o programa edita um comando que, de outro modo, seria válido.
Essa operação inesperada poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar
ferimentos ao usuário.
2. Posicionamento por interpolação não linear
Ao executar um posicionamento por meio da interpolação não linear (posicionamento através
de um movimento não linear entre os pontos inicial e final), é necessário verificar
cuidadosamente o caminho da ferramenta, antes de se proceder à programação.
O posicionamento implica um deslocamento rápido. Uma colisão da ferramenta com a peça
poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.
3. Funções com um eixo de rotação
Ao programar uma interpolação de coordenada polar ou um controle de direção normal
(perpendicular), prestar especial atenção à velocidade do eixo de rotação. Uma programação
incorreta pode fazer com que a velocidade do eixo de rotação se torne excessivamente elevada.
Se a peça não estiver bem segura, a placa de fixação poderá soltá--la devido à força centrífuga
resultante do excesso de velocidade.
Um acidente deste tipo poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar
ferimentosao usuário.
4. Conversão polegadas/unidades métricas
A alternância entre entradas em polegadas e em unidades métricas não converte as unidades de
medição dos dados, tais como a correção da origem da peça, os parâmetros e a posição atual.
Por isso, antes de ligar a máquina, verificar as unidades de medição que estão sendo usadas. Se
amáquina for ligada comdados incorretamente especificados, isso poderádanificar a ferramenta,
a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.
5. Controle da velocidade de corte constante
Quando um eixo sujeito a um controle de velocidade de corte constante se aproxima do ponto
de origem do sistema de coordenadas da peça, a velocidade do fuso pode tornar--se
excessivamente elevada. Por isso, é necessário especificar a velocidademáximapermitida. Uma
especificação incorreta da velocidade máxima permitida poderá causar uma danificação da
ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01
m-6
AVISO
6. Controle de curso
Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de
necessidade. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno
manual ao ponto de referência. Ter em atenção que quando o controle de curso se encontra
desativado, não é acionado nenhum alarmemesmo que o limite de curso seja excedido, podendo
isso provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar
ferimentos ao usuário.
7. Modo absoluto/incremental
Se um programa criado com valores absolutos for processado no modo incremental ou
vice--versa, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada.
8. Seleção de plano
Se for especificado um plano incorreto para a interpolação circular, interpolação helicoidal ou
ciclo fixo, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada. Para obter informações mais
detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções.
9. Salto do limite de torque
Quando se pretende executar um salto do limite de torque, é necessário especificar primeiro um
valor para o limite de torque. Especificando--se um salto do limite de torque sem que o limite
de torque tenha sido primeiro definido, o respectivo comando demovimento será executado sem
salto.
10.Função de compensação
Se um comando baseado no sistema de coordenadas da máquina ou um comando de retorno ao
ponto de referência for executado no modo de compensação, a função de compensação é
temporariamente cancelada, provocando um comportamento imprevisto da máquina.
Por isso, cancelar sempre o modo de compensação antes de executar qualquer dos comandos
acima mencionados.
B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA
m-7
4 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO
Esta seção descreve as medidas de segurança referentes ao manuseamento de
máquinas--ferramentas. Antes de colocar a máquina em funcionamento, ler atentamente o manual
de operação e omanual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com
seus conteúdos.
AVISO
1. Operação manual
Ao operar a máquina manualmente, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar
se o eixo de deslocamento, a direção e a velocidade de avanço foram especificados corretamente.
Uma operação incorreta da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria
máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
2. Retorno manual ao ponto de referência
Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de
necessidade. Se a máquina for operada sem que seja primeiro executado o retorno manual ao
ponto de referência, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista. Não é possível
proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência.
Uma operação imprevista da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da
própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
3. Avanço por manivela
No processo de avanço por manivela, ter em atenção que a ferramenta e a mesa se movimentam
rapidamente quando a manivela é girada com um grande fator de escala, como p. ex. 100, Um
manuseamento descuidado damanivela poderá provocar uma danificação da ferramenta e/ou da
máquina, ou causar ferimentos ao usuário.
4. Override desativado
Se o override for desativado (de acordo com a especificação de uma variável de macro) durante
a abertura de rosca, o rosqueamento rígido com macho ou outro tipo de rosqueamento com
macho, a velocidade passa a ser imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta,
da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.
5. Pré--seleção do ponto de origem
Por princípio, nunca executar uma pré--seleção do ponto de origem sempre que a máquina esteja
sendo operada sob o controle de um programa. Caso contrário, a máquina poderá comportar--se
de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou
da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01
m-8
AVISO
6. Deslocamento do sistema de coordenadas da peça
Qualquer intervenção manual, bloqueio da máquina ou espelhamento, pode provocar um
deslocamento do sistema de coordenadas da peça. Antes de pôr a máquina a trabalhar sob o
controle de um programa, verificar cuidadosamente o sistema de coordenadas.
Se a máquina for operada sob o controle de um programa, sem que sejam definidas tolerâncias
para um eventual deslocamento do sistema de coordenadas da peça, a máquina poderá
comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria
máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.
7. Painel de operação por software e chaves de menu
Usando--se o painel de operação por software e as chaves de menu em combinação com o painel
MDI, é possível definir operações não suportadas pelo painel de operação damáquina, tais como
mudança de modo, alteração dos valores de override e comandos de avanço em modo jog.
Ter, contudo, em atenção que se as teclas do painel MDI forem acionadas inadvertidamente, a
máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da
ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.
8. Intervenção manual
Procedendo--se a uma intervenção manual durante a operação programada da máquina, o
caminho da ferramenta poderá alterar--se quando se reiniciar a máquina. Por isso, antes de
reiniciar a máquina, após uma intervenção manual, controlar sempre a configuração das chaves
absoluto manual, dos parâmetros e do modo de comando absoluto/incremental.
9. Bloqueio de avanço, override e bloco único
O bloqueio de avanço, override da velocidade de avanço e funções bloco a bloco podem ser
desativados usando a variável do sistema de macros de usuário #3004. Tenha cuidado ao
trabalhar com a máquina neste caso.
10.Funcionamento em vazio
Normalmente, o funcionamento em vazio serve para controlar o funcionamento da máquina.
Durante o funcionamento em vazio, a máquina funciona à velocidade de funcionamento em
vazio, a qual difere da velocidade de avanço programada correspondente. Ter em atenção que
a velocidade de funcionamento em vazio poderá ser, ocasionalmente, superior à velocidade de
avanço programada.
11.Compensação do raio da ponta da ferramenta no modo MDI
Prestar especial atenção aos caminhos das ferramentas especificados por meio de um comando
no modo MDI, uma vez que a compensação do raio da ponta da ferramenta não é aqui aplicada.
Depois de introduzir no MDI um comando para a interrupção da operação automática no modo
de compensação do raio da ponta da ferramenta, prestar particular atenção ao caminho da
ferramenta ao ser retomada, subseqüentemente, a operação automática. Para obter informações
mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções.
12.Edição de programas
Se a máquina for parada para a edição do programa de usinagem (modificação, introdução ou
exclusão), a máquina poderá comportar--se de forma imprevista se a usinagemfor retomada sob
o controle desse programa. Por princípio, nunca modificar, introduzir ou apagar comandos do
programa de usinagem durante a sua execução.
B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA
m-9
5 AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA
AVISO
1. Substituição das baterias de manutenção da memória
Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC)
ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com
amáquina ligada e o armário de distribuição aberto, omesmo só poderá ser executado por pessoal
especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção.
Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com
e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.
NOTA
OCNC está equipado com baterias a fim de preservar o conteúdo de suamemória, uma vez que tem
de guardar dados, tais como programas, correções e parâmetros, mesmo que a tensão de rede esteja
desligada.
Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no
painel de operação da máquina ou na tela.
Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, o
conteúdo da memória do CNC ficará perdido.
Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a
seção de manutenção deste manual.
MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01
m-10
AVISO
2. Substituição das baterias dos codificadores de pulsos absolutos
Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC)
ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com
amáquina ligada e o armário de distribuição aberto, omesmo só poderá ser executado por pessoal
especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção.
Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com
e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.
NOTA
Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados com baterias a fim de preservarem a sua
posição absoluta.
Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no
painel de operação da máquina ou na tela.
Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, os dados
relativos à posição absoluta, guardados pelo codificador, ficarão perdidos.
Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar o
manual de manutenção do MOTOR SERVO FANUC da série αi.
B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA
m-11
AVISO
3. Substituição de fusíveis
Em determinadas unidades, o processo de substituição dos fusíveis é descrito no manual de
operação e no manual de programação, no capítulo ”Manutenção Diária”.
No entanto, antes de se proceder à substituição de um fusível queimado, é necessário localizar
e eliminar a respectiva causa.
Por esse motivo, este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa
comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção.
Ao substituir os fusíveis com o armário de distribuição aberto, ter cuidado para não tocar nos
circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante).
Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque
elétrico extremamente perigoso.
B--64114PO/01 Índice
i-1
MEDIDAS DE SEGURANÇA m--1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
I. ASPECTOS GERAIS
1. ASPECTOS GERAIS 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA--FERRAMENTA CNC 6. . . . . . . . . . . . . .
1.2 NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
II. PROGRAMAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS 11. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CON--TORNOS
DA PEÇA -- INTERPOLAÇÃO 12. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 AVANÇO -- FUNÇÃO DE AVANÇO 14. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA 15. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.1 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina) 15. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.2 Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC 16. . . .
1.3.3 Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta -- Comandos
Absolutos/Incrementais 19. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 VELOCIDADE DE CORTE -- FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 21. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5 SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE
USINAGEM -- FUNÇÃO DA FERRAMENTA 22. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.6 COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA -- FUNÇÃO MISCELÂNEA 22. . . . . . . . . . . . . .
1.7 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 23. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.8 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 26. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.9 FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA -- CURSO 27. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. EIXOS CONTROLÁVEIS 28. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1 EIXOS CONTROLÁVEIS 29. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 NOMES DOS EIXOS 29. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3 SISTEMA INCREMENTAL 30. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4 CURSO MÁXIMO 31. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) 32. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 37. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 POSICIONAMENTO (G00) 38. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01) 40. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03) 41. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03) 45. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1) 46. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1) 50. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32) 54. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34) 58. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA 59. . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01Índice
i-2
4.10 ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA 60. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 FUNÇÃO DE SALTO (G31) 62. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.12 SALTO MULTI--ETAPAS 64. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.13 SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99) 65. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. FUNÇÕES DE AVANÇO 67. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.1 ASPECTOS GERAIS 68. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2 DESLOCAMENTO RÁPIDO 69. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.3 AVANÇO DE CORTE 70. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.4 PAUSA (G04) 72. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. PONTO DE REFERÊNCIA 73. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA 74. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7. SISTEMA DE COORDENADAS 77. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA 78. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA 79. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.1 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça 79. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.2 Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça 81. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.3 Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça 82. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1) 84. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2.5 Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça 86. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.3 SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS 87. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.4 SELEÇÃO DE PLANO 89. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS 90. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) 91. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/MILÍMETROS (G20, G21) 92. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS 93. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO 94. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 95. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO 96. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO
(COMANDO S DE 5 DÍGITOS) 96. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) 97. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) 101. . . .
9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.1 Orientação do Fuso 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.2 Posicionamento do Fuso 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.3 Cancelamento do Posicionamento do Fuso 106. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 107. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.1 SELEÇÃO DA FERRAMENTA 108. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2 GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS 109. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2.1 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta 109. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2.2 Contagem da Vida Útil da Ferramenta 112. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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10.2.3 Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem 113. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.FUNÇÃO AUXILIAR 114. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M) 115. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2 VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO 116. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.3 FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B) 117. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 118. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.1 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA 120. . . . . . .
12.2 CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA 123. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.3 SUBPROGRAMA (M98, M99) 129. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 132. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) 133. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1.1 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90) 133. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1.2 Ciclo de Abertura de Rosca (G92) 135. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1.3 Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94) 138. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.1.4 Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94) 141. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70--G76) 143. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.1 Remoção de Material por Torneamento (G71) 143. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.2 Remoção de Material por Faceamento (G72) 147. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.3 Repetição de Padrões (G73) 148. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.4 Ciclo de Acabamento (G70) 149. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.5 Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74) 152. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.6 Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/Interior (G75) 153. . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.7 Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76) 154. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.2.8 Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70--G76) 158. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80--G89) 159. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3.1 Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87) 163. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3.2 Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88) 166. . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3.3 Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89) 168. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3.4 Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80) 169. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.3.5 Medidas de Precaução 170. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) 171. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4.1 Ciclo de Retificação Transversal (G71) 171. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4.2 Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72) 172. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4.3 Ciclo de Retificação por Oscilação (G73) 173. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.4.4 Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas 174. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.5 CHANFRAGEM E CANTO R 175. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO--REVÓLVER (G68, G69) 178. . . . . . .
13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO 179. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO 184. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.8.1 Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento
Rígido Lateral com Macho (G88) 185. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.8.2 Cancelamento do rosqueamento rígido com macho (G80) 187. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 188. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA 189. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.1 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta 189. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.2 Código T para a Correção da Ferramenta 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.3 Seleção da Ferramenta 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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14.1.4 Número de Correção 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.5 Correção 191. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.1.6 Comandos G53, G28 e G30 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta 194. . . . . . . . . . . .
14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 197. . . . . . . . . .
14.2.1 Ponta Imaginária da Ferramenta 197. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.2.2 Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta 199. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.2.3 Número de Correção e Valor de Correção 200. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.2.4 Posição de Trabalho e Comando de Movimento 202. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.2.5 Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 207. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 210. . . . . . . . . .
14.3.1 Aspectos gerais 210. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.2 Movimento da Ferramenta Aquando da Partida 212. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.3 Movimento da Ferramenta no Modo de Correção 214. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.4 Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção 227. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.5 Verificação de Interferências 230. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.6 Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 235. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.7 Correção na Chanfragem e Arcos de Canto 236. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.8 Comando de Entrada Através do Painel MDI 238. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.9 Precauções Gerais Para as Operações de Correção 239. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.3.10 Comandos G53, G28 e G30 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 240. . . . . . . . . .
14.4 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES
DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) 249. . .
14.4.1 Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta 249. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.4.2 Alteração do Valor de Correção da Ferramenta 250. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.5 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) 251. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.MACROS DE USUÁRIO 254. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.1 VARIÁVEIS 255. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.2 VARIÁVEIS DO SISTEMA 259. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.3 OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA 266. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.4 MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC 271. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.5 DESVIO E REPETIÇÃO 272. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.5.1 Desvio Incondicional (Instrução GOTO) 272. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.5.2 Desvio Condicional (Instrução IF) 273. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.5.3 Repetição (Instrução WHILE) 274. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6 CHAMADA DE MACRO 277. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.1 Chamada Simples (G65) 278. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.2 Chamada Modal (G66) 282.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.3 Chamada de Macro Através de um Código G 284. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.4 Chamada de Macro Através de um Código M 285. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.5 Chamada de Subprogramas Através de um Código M 286. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.6 Chamada de Subprogramas Através de um Código T 287. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.6.7 Programa Exemplificativo 288. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.7 PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES 290. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.8 REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO 292. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.9 LIMITAÇÕES 293. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.10 COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS 294. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.11 MACRO DE USUÁRIO DO TIPO INTERRUPÇÃO 298. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.11.1 Método de Especificação 299. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
15.11.2 Pormenores das Funções 300. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
16.ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10) 307. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01 Índice
i-5
17.OPERAÇÃO DE MEMÓRIA UTILIZANDO O FORMATO DE FITA
DA SÉRIE 10/11 310. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.1 ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES ESPECIFICÁVEL PARA O FORMATO DE FITA
DA SÉRIE 10/11 311. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.2 ABERTURA DE ROSCAS DE PASSO CONSTANTE 312. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.3 CHAMADA DO SUBPROGRAMA 313. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.4 CICLO FIXO 314. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.5 REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO 315. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17.6 FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO 317. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
18.FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE 321. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
18.1 CONTROLE AVANÇADO POR ANTECIPAÇÃO (G08) 322. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS 327. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.1 TORNEAMENTO POLIGONAL 328. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.2 ROLL--OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO 333. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.3 CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO 334. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.4 CONTROLE EM TANDEM 336. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19.5 CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO
ANGULAR ARBITRÁRIO 337. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
20.FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO 339. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
20.1 VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO 340. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
20.2 VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO 344. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
20.3 CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO 348. . . . . .
III. OPERAÇÃO
1. ASPECTOS GERAIS 353. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 OPERAÇÃO MANUAL 354. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 MOVIMENTO DA FERRAMENTAPOR PROGRAMAÇÃO--OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 356. . . .
1.3 OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 357. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 TESTAR UM PROGRAMA 359. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.1 Teste durante o Funcionamento da Máquina 359. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2 Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento 360. . .
1.5 EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS 361. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.6 VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS 362. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7 VISUALIZAÇÃO 365. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.1 Visualização do Programa 365. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.2 Indicação da Posição Atual 366. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.3 Tela de Alarmes 366. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.4 Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução 367. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7.5 Visualização de Gráficos (Ver Seção III--12) 367. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.8 SAÍDA DE DADOS 368. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS 369. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1 UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO 370. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01Índice
i-6
2.1.1 Unidade LCD/MDI de 7.2”, monocromática/8.4”, a cores (tipo horizontal) 371. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.2 Unidade LCD/MDI de 7.2”, monocromática/8.4”, a cores (tipo vertical) 372. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.3 Localização das teclas no MDI (unidade LCD/MDI de tipo horizontal) 373. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.4 Localização das teclas no MDI (unidade LCD/MDI do tipo vertical) 374. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 EXPLICAÇÃO DOTECLADO 375. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3 TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS 377. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.1 Operações Gerais de Tela 377. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.2 Teclas de Função 378. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.3 Soft Keys 379. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.4 Entrada por Teclas e Buffer deEntrada 395. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.5 Mensagens de Aviso 396. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4 DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S 397. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.4.1 Arquivo Handy FANUC 399. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5 LIGAR/DESLIGAR 400. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5.1 Ligar o Equipamento 400. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5.2 Tela Visualizada ao Energizar 401. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.5.3 Desenergização 402. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. OPERAÇÃO MANUAL 403. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1 RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA 404. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 AVANÇO EM MODO JOG 406. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 AVANÇO INCREMENTAL 408. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.4 AVANÇO POR MANIVELA 409. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.5 ABSOLUTO MANUAL ON E OFF 412. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 417. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.1 OPERAÇÃO DE MEMÓRIA 418. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 OPERAÇÃO MDI 421. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 OPERAÇÃO DNC 424. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 REINÍCIO DO PROGRAMA 426. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5 FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO 434. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198) 439. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 INTERRUPÇÃO POR MANIVELA 441. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 ESPELHAMENTO 444. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO 446. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA 448. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.1 Especificação 448. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.2 Operações 449. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.2.1 Operação DNC 449. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.2.2 Chamada de Subprograma (M198) 450. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.3 Limitação e Notas 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.4 Parâmetro 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10.5 Procedimento para Fixar o Cartão de Memória 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. OPERAÇÃO DE TESTE 453. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.1 BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR 454. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.2 OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO 456. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.3 OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO 457. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01 Índice
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5.4 FUNCIONAMENTO EM VAZIO 458. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.5 BLOCO ÚNICO 459. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA 462. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.1 PARADA DE EMERGÊNCIA 463. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2 ULTRAPASSAGEM DE CURSO 464. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.3 CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO 465. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.4 BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL 469. . . . . . .
6.5 CONTROLE DE FIM DE CURSO ANTES DE EXECUTAR UM MOVIMENTO 476. . . . . . . . . . . . .
7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO 479. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 TELA DE ALARMES 480. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.2 VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES 482. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.3 VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO--DIAGNÓSTICO 483. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS 486. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.1 ARQUIVOS 487. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.2 PESQUISA DE ARQUIVOS 489. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.3 APAGAMENTO DE ARQUIVOS 491. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4 ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS 492. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4.1 Entrada de um Programa 492. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.4.2 Saída de um Programa 495. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.5 ENTRADA E SAÍDA DOS DADOS DE CORREÇÃO 497. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.5.1 Entrada de Dados de Correção 497. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.5.2 Saída de Dados de Correção 498. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6 ENTRADA E SAÍDA DE PARÂMETROS E DE DADOS DE COMPENSAÇÃO
DE ERRO DO PASSO 499. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6.1 Entrada de Parâmetros 499. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6.2 Saída de Parâmetros 500. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6.3 Entrada de Dados de Compensação de Erro de Passo 501. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.6.4 Saída dos Dados de Compensação de Erro de Passo 502. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.7 ENTRADA/SAÍDA DE VARIÁVEIS COMUNS DE MACRO DE USUÁRIO 503. . . . . . . . . . . . . . . .
8.7.1 Entrada de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 503. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.7.2 Saída de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 504. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8 VISUALIZAÇÃO DO DIRETÓRIO DO DISQUETE 505. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8.1 Visualização do Diretório 506. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8.2 Leitura de Arquivos 509. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8.3 Saída de Programas 510. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.8.4 Apagar Arquivos 511. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.9 TRANSMISSÃO DE UMA LISTA DE PROGRAMAS PARA UM DETERMINADO GRUPO 513. .
8.10 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS NA TELA TUDO E/S 514. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.1 Definição de parâmetros de entrada/saída 515. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.2 Entrada e saída de programas 516. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.3 Entrada e saída de parâmetros 520. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.4 Entrada e Saída de Dados de Correção 522. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.5 Saída de variáveis comuns de macros de usuário 524. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.10.6 Entrada e saída de arquivos em disquetes 525. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8.11 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS ATRAVÉS DE UM CARTÃO DE MEMÓRIA 530. . . . . . . . . . . . . .
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9. EDIÇÃO DE PROGRAMAS 542. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1 INSERIR, ALTERAR E APAGAR UMA PALAVRA 543. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.1 Pesquisa de Palavras 544. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.2 Salto para o Início do Programa 546. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.3 Inserção de Palavras 547. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.4 Alteração de Palavras 548. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.1.5 Apagar Palavras 549. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2 APAGAR BLOCOS 550. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2.1 Apagar um Bloco 550. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.2.2 Apagar Vários Blocos 551. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.3 PESQUISA DO NÚMERO DO PROGRAMA 552. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.4 PESQUISA DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA 553. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5 APAGAR PROGRAMAS 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.1 Apagar Um Programa 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.2 Apagar Todos os Programas 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.5.3 Apagar Mais de Um Programa Especificando uma Faixa 556. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6 FUNÇÃO AMPLIADA DE EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS 557. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.1 Copiar um Programa Inteiro 558. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.2 Copiar Parte de um Programa 559. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.3 Mover Parte de um Programa 560. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.4 Intercalar um Programa 561. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.5 Explicações Suplementares para as Operações de Copiar, Mover e Intercalar 562. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.6.6 Substituição de Palavras e de Endereços 564. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.7 EDIÇÃO DE MACROS DE USUÁRIO 566. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.8 EDIÇÃO SIMULTÂNEA 567. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
9.9 FUNÇÃO DE SENHA 568. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.CRIAÇÃO DE PROGRAMAS 570. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.1 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS USANDO O PAINEL MDI 571. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.2 INSERÇÃO AUTOMÁTICA DE NÚMEROS DE SEQÜÊNCIA 572. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10.3 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS NO MODO APRENDER (REPRODUÇÃO) 574. . . . . . . . . . . . . . . . .
10.4 PROGRAMAÇÃO VERBAL COM FUNÇÃO GRÁFICA 577. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS 581. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 590. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.1 Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas da Peça 590. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.2 Tela da Posição no Sistema de Coordenadas Relativas 591. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.3 Indicação da Posição Global 593. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça 594. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.5 Tela da Velocidade de Avanço Real 595. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.1.6 Visualização do Tempo de Trabalho e da Contagem das Peças 597. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11.1.7 Visualização do Monitor de Operação 598. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
(NO MODO MEMÓRIA OU MODO MDI) 600. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.1 Tela do Conteúdo do Programa 600. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.2 Tela do Bloco Atual 601. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.3 Tela do Bloco Seguinte 602. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.4 Tela de Verificação do Programa 603. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.2.5 Tela do Programa para a Operação MDI 604. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01 Índice
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11.3 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO
(NO MODO EDIÇÃO) 605. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.3.1 Tela da Memória Usada e Lista de Programas 605. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.3.2 Visualização de uma Lista de Programas para um Determinado Grupo 608. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 611. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.1 Especificação e Visualização do Valor de Correção da Ferramenta 612. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.2 Entrada Direta do Valor de Correção da Ferramenta 615. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.3 Entrada Direta da Correção da Ferramenta em B 617. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.4 Entrada do Valor de Correção em o Contador 619. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.5 Definição da Quantidade de Deslocação do Sistema de Coordenadas da Peça 620. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.6 Correção do Eixo Y 622. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.7 Visualização e Entrada de Dados de Definição 625. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.8 Comparação e Parada do Número de Seqüência 627. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.9 Visualização e Definição do Tempo de Trabalho, Contagem de Peças e Duração 629. . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.10 Visualização e Definição do Valor de Correção do Ponto de Origem da Peça 631. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.11 Entrada Direta dos Valores Medidos de Correção do Ponto de Origem da Peça 632. . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.12 Visualização e Definição de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 634. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.13 Visualização dos Dados Padrão e do Menu Padrão 635. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.14 Visualização e Definição do Painel de Operação por Software 637. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.4.15 Visualização e Definição dos Dados de Gestão da Vida Útil das Ferramentas 639. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.5 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 642. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.5.1 Visualizar e Especificar Parâmetros 643. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.5.2 Visualização e Definição dos Dados de Compensação de Erro do Passo 645. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.6 VISUALIZAÇÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA, DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA E DO
ESTADO E MENSAGENS DE AVISO PARA OPERAÇÃO DE ESPECIFICAÇÃO DOS
DADOS OU ENTRADA/SAÍDA 648. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.6.1 Visualização do Número do Programa e do Número de Seqüência 648. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.6.2 Visualização do Estado e Avisos para a Especificação de Dados ou a Operação de Entrada/Saída 649. . . .
11.7 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 651. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.7.1 Tela do Histórico de Mensagens Externas do Operador 651. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.8 APAGAR A TELA 653. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.8.1 Desativar a Visualização da Tela CRT 653. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
11.8.2 Ativação Automática do Protetor de Tela 654. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.FUNÇÃO GRÁFICA 655. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.1 VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS 656. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
12.2 GRÁFICO DINÂMICO 661. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
13.FUNÇÃO DE AJUDA 662. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
14.HARDCOPY DA TELA 667. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
IV. MANUAL GUIDE 0i
1. MANUAL GUIDE 0i 673. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 APRESENTAÇÃO GERAL 674. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 INTRODUÇÃO 675. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 OPERAÇÕES DE CRIAÇÃO DE UM PROGRAMAS 676. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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1.3.1 Partida 676. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.2 Partida 677. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.3 Criação de um Novo Programa de Peças 678. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.4 Assistência no processo 680. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.5 Assistência código G 682. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3.6 Assistência código M 685. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 USINAGEM DE CICLO FIXO 687. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.1 Operação 688. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2 Dados para Cada Ciclo Fixo 690. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.1 Bloco do tipo de usinagem de perfuração com torno mecânico 690. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.2 Bloco do tipo de usinagem de remoção de material por torneamento 691. . . . . . . . . . .. . . . . . . . .
1.4.2.3 Bloco do tipo de usinagem de acabamento por torneamento 691. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.4 Bloco de figura de remoção de material por torneamento e acabamento 692. . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.5 Bloco do tipo de usinagem de desbaste de ranhura no torneamento 693. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.6 Bloco do tipo de usinagem de acabamento de ranhuras no torneamento 693. . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.7 Bloco de figura de ranhurar no torneamento 694. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.8 Bloco do tipo de usinagem de abertura de rosca 695. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4.2.9 Bloco de figura de abertura de rosca 696. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5 PROGRAMAÇÃO DE PERFIS 697. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1 Operações da Programação de Perfis 698. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1.1 Chamada da Tela de Programação de Perfis 698. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1.2 Seleção do Método de Edição do Programa de Perfis 699. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1.3 Entrada no Programa de Perfis 700. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1.4 Verificação das Figuras de Perfis 704. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.1.5 Conversão para Programa NC 705. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.2 Detalhes dos Dados da Figura de Perfil 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.2.1 Arco 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.2.2 Canto R 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.2.3 Chanfragem 708. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.2.4 Selecione Ponto de Cruzamento da Figura 708. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3 Detalhes do Cálculo de contorno 709. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.1 Linha 709. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.2 Arco 712. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.3 Linha tangencial a dois arcos 716. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.4 Arco em Contato com Linhas e Arcos em Cruzamento 717. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.5 Arco em Contato com Linhas e Arcos Não em Cruzamento 718. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.3.6 Arco em Contato com 2 arcos Não em Cruzamento 719. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.4 Detalhes do Cálculo Auxiliar 720. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.4.1 Aspectos gerais 720. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.4.2 Ponto inicial 721. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.4.3 Linha 726. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.4.4 Arco 728. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.5 Outros 730. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.5.1 Cálculo de dados de entrada 730. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.5.2 Prestar atenção às notas no programa de perfis 731. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.5.5.3 Prestar atenção às notas no executor de macros 731. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.6 PARÂMETRO 732. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.7 ALARMES 739. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B--64114PO/01 Índice
i-11
V. MANUTENÇÃO
1. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA 743. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.1 BATERIA PARA BACKUP DA MEMÓRIA (3 VDC) 744. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INDEPENDENTES
(6 VDC) 748. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INTEGRADOS
NO MOTOR (6 VDC) 749. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ANEXOS
A. LISTA DOS CÓDIGOS DA FITA 753. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B. LISTA DE FUNÇÕES E FORMATO DE FITA 756. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
C. FAIXAS DO VALOR DE COMANDO 761. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D. NOMOGRAMAS 764. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D.1 COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO 765. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D.2 CÁLCULO SIMPLES DO COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO 767. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D.3 CAMINHO DA FERRAMENTA NOS CANTOS 769. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
D.4 ERRO DE DIREÇÃO DO RAIO NO CORTE CIRCULAR 772. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
E. ESTADO DURANTE A ENERGIZAÇÃO, A ANULAÇÃO E O RESET 773. . . . . . . . .
F. TABELA DE CORRESPONDÊNCIA CARACTERE--CÓDIGO 775. . . . . . . . . . . . . . . .
G. LISTA DE ALARMES 776. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
I. ASPECTOS GERAIS
ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
3
1 ASPECTOS GERAIS
Este manual engloba os seguintes capítulos:
I. ASPECTOS GERAIS
Descreve a organização dos capítulos, mencionando os modelos
aplicáveis, os manuais com eles relacionados, bem como notas para
a leitura deste manual.
II. PROGRAMAÇÃO
Descreve todas as funções: o formato utilizado para a programação de
funções na linguagem NC, caraterísticas e restrições.
III. OPERAÇÃO
Descreve a operaçãomanual e automática da máquina, procedimentos
para a entrada e saída de dados, bem como para a edição deprogramas.
IV. MANUAL GUIDE 0i
Descreve o MANUAL GUIDE 0i.
V. MANUTENÇÃO
Descreve os procedimentos para a substituição de baterias.
ANEXO
Apresenta uma lista de códigos de fitas perfuradas, de faixas de dados
válidas e de códigos de erro.
Algumas das funções descritas neste manual poderão não ser aplicáveis
a certos produtos. Para obter informações mais detalhadas, consultar omanual DESCRIÇÕES (B--64112EN).
Os parâmetros não são descritos detalhadamente neste manual. Para
informações mais detalhadas sobre os parâmetros mencionados no
presente manual, consultar o manual de parametrização (B--64120EN).
O presente manual descreve todas as funções opcionais. As opções
integradas em seu sistema podem ser consultadas no manual fornecido
pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Osmodelos abrangidos por este manual e as respectivas abreviaturas são:
Nome do produto Abreviaturas
FANUC Série 0i--TC 0i--TC Série 0i
Acerca deste manual
ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
4
Este manual utiliza os seguintes símbolos:
Indica uma combinação de eixos, tal como X__ Y__ Z (usada na
PROGRAMAÇÃO).
Indica o fim de um bloco. Corresponde, de fato, ao código ISO LF ou ao
código EIA CR.
A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com a
série 0i--C e 0iMate--C. Este manual é indicado por um asterisco (*).
Nome do manual
Número de
especificação
DESCRIPTIONS B--64112EN
CONNECTION MANUAL (HARDWARE) B--64113EN
CONNECTION MANUAL (FUNCTION) B--64113EN--1
MANUAL DE OPERAÇÃO da série 0i--TC B--64114PO *
Series 0i--MC OPERATOR’S MANUAL B--64124EN
Series 0i Mate--TC OPERATOR’S MANUAL B--64134EN
Series 0i Mate--MC OPERATOR’S MANUAL B--64144EN
MAINTENANCE MANUAL B--64115EN
PARAMETER MANUAL B--64120EN
MANUAL DE PROGRAMAÇÃO
Macro Compiler/Macro Executor
PROGRAMMING MANUAL
B--61803E--1
FANUC MACRO COMPILER (For Personal Computer)
PROGRAMMING MANUAL
B--66102E
PMC
PMC Ladder Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E
PMC C Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E--1
Rede
Profibus--DP Board OPERATOR’S MANUAL B--62924EN
Ethernet Board/DATA SERVER Board
OPERATOR’S MANUAL
B--63354EN
FAST Ethernet Board/FAST DATA SERVER
OPERATOR’S MANUAL
B--63644EN
DeviceNet Board OPERATOR’S MANUAL B--63404EN
CNC ABERTO
FANUC OPEN CNC OPERATOR’S MANUAL
(Basic Operation Package (For Windows 95/NT))
B--62994EN
FANUC OPEN CNC OPERATOR’S MANUAL
(Operation Management Package)
B--63214EN
Símbolos especiais
D PI _
D ;
Manuais afins da série
0i--C/0i Mate--C
ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
5
A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com os
motores servo da série αis/αi/βis.
Nome do manual
Número de es-
pecificação
FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi series
DESCRIPTIONS
B--65262EN
FANUC AC SERVO MOTOR βis series DESCRIPTIONS B--65302EN
FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi/βis series
PARAMETER MANUAL
B--65270EN
FANUC AC SPINDLE MOTOR αi series DESCRIPTIONS B--65272EN
FANUC AC SPINDLE MOTOR βi series DESCRIPTIONS B--65312EN
FANUC AC SPINDLE MOTOR αi/βi series
PARAMETER MANUAL
B--65280EN
FANUC SERVO AMPLIFIER αi series DESCRIPTIONS B--65282EN
FANUC SERVO AMPLIFIER βi series DESCRIPTIONS B--65322EN
FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi series
FANUC AC SPINDLE MOTOR αi series
FANUC SERVO AMPLIFIER αi series
MAINTENANCE MANUAL
B--65285EN
FANUC AC SERVO MOTOR βi series
FANUC AC SPINDLE MOTOR βi series
FANUC SERVO AMPLIFIER βi series
MAINTENANCE MANUAL
B--65325EN
Manuais afins de
motores servo da série
αis/αi/βis
ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
6
Para usinar uma peça com uma máquina--ferramenta CNC, preparar
primeiro o programa e operar, em seguida, a máquina por meio do
programa.
1) Primeiro, o programa para operar a máquina--ferramenta CNC é
preparado a partir do desenho da peça a trabalhar.
A forma de preparar o programa é descrita no capítulo II,
PROGRAMAÇÃO.
2) Em seguida, o programa terá de ser lido para o sistema CNC. Depois,
montar as peças e ferramentas na máquina e operar as ferramentas de
acordo com o programa. Por fim, executar a usinagem propriamente
dita.
A forma de operar o sistema CNC é descrita no capítulo III,
OPERAÇÃO.
Desenho
da peça
Progra-
mação
da peça
CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO CAPÍTULO III, OPERAÇÃO
CNC CNC
Antes de proceder à programação propriamente dita, fazer o plano de
usinagem para trabalhar a peça.
Plano de usinagem
1. Determinação da faixa de usinagem de peças
2. Método de montagem das peças na máquina--ferramenta
3. Seqüência de usinagem em cada fase de corte
4. Ferramentas de corte e condições de corte
Decida o método de corte em cada fase de corte.
F d
1 2 3
Fase de corte
Processo de corte
Corte da
superfície final
Corte do
diâmetro ex-
terno
Ranhurar
1. Método de corte
: Grosseiro
Semi
Acabamento
2. Ferramentas de corte
3. Condições de corte
: Velocidade de avanço
Profundidade de corte
4. Caminho da ferramenta
1.1
PROCESSO GERAL
DE OPERAÇÃO
DA MÁQUINA--
FERRAMENTA CNC
ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
7
Peça
Corte do
diâmetro
externo
Corte da
superfície
finalRanhurar
Preparar, para cada fase de corte, o programa do caminho da ferramenta
e das condições de corte, de acordo com o contorno da peça.
ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
8
CUIDADO
1 O funcionamento de uma máquina--ferramenta com
controle CNC depende não só do próprio sistema CNC,
mas da combinação da máquina--ferramenta com seu
armário de distribuição magnético, o sistema servo, o CNC,
o painel de operação, etc. Seria demasiado complexo
descrever aqui o funcionamento, a programação e a
operação referentes a todas as combinações possíveis.
Este manual descreve--as, em geral, do ponto de vista do
sistema CNC. Assim, para obter informações mais
detalhadas sobre uma determinada máquina--ferramenta
CNC, consultar o manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta, o qual deveria ter prioridade em
relação a este manual.
2 Os tópicos de leitura situam--se na margem esquerda para
facilitar ao leitor um acesso rápido às informações
necessárias. Para localizar a informação necessária, o
leitor poderá economizar tempo procurando--a através
destes tópicos.
3 O presente manual descreve o maior número possível de
variações para a aplicação do equipamento. É impossível,
porém, descrever todas as funções, opções e comandos
que não deveriam ser combinados.
Em caso de dúvida, é preferível não efetuar combinações
de operações que não se encontrem aqui descritas.
CUIDADO
Os programas de usinagem, parâmetros, variáveis, etc.,
encontram--se armazenadosnamemória interna não volátil
da unidadeCNC.Normalmente, o conteúdo destamemória
não se perde ao ligar ou desligar a tensão da máquina.
Contudo, poderá ser necessário apagar dados
importantes, armazenados na memória não volátil, devido
auma operação incorreta ouno decurso de umaeliminação
de erros. A fim de possibilitar uma rápida recuperação de
dados nestes casos, é recomendável fazer previamente
uma cópia de segurança destes dados.
1.2
NOTAS SOBRE A
LEITURA DESTE
MANUAL
1.3
NOTAS SOBRE
VÁRIOS TIPOS DE
DADOS
II. PROGRAMAÇÃO
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
11
1 ASPECTOS GERAIS
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
12
A ferramenta movimenta--se ao longo de linhas retas e de arcos
correspondentes aos contornos da peça (ver II--4).
Programa
G01 Z...;
Ferramenta
Z
X
Peça
Fig. 1.1 (a) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta paralela ao
eixo Z
Programa
G01 X ... Z... ;Ferramenta
Z
X
Peça
Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha cônica
Programa
G02X ... Z ... R ... ;
ou
G03X ... Z ... R ... ;
Z
X Ferramenta
Peça
Fig. 1.1 (c) Movimento da ferramenta ao longo de um arco
1.1
MOVIMENTO DA
FERRAMENTA AO
LONGO DOS CON--
TORNOS DA PEÇA --
INTERPOLAÇÃO
Explicações
D Movimento da
ferramenta ao longo de
uma linha reta
D Movimento da
ferramenta ao longo de
um arco
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
13
O termo ’interpolação’ refere--se à operação, através da qual a ferramenta
se move ao longo de uma linha reta ou de um arco, pela forma acima
descrita.
Os símbolos dos comandos programados G01, G02, ... chamam--se
função preparatória e especificam o tipo de interpolação executada na
unidade de controle.
(a) Movimento ao longo de uma linha reta
G01 Z__;
X----Z--------;
(b) Movimento ao longo de
um arco
G03X----Z----;
Unidade de controle
Eixo X
Eixo Y
Movimentoda ferra-
menta
Interpolação
a) Movimento ao
longo de uma
linha reta
b) Movimento ao
longo de um
arco
Fig. 1.1 (d) Função de interpolação
NOTA
Algumas máquinas movimentam as peças (fuso) em vez
das ferramentas, mas neste manual parte--se do princípio
de que as ferramentas são movimentadas em direção às
peças.
As roscas podem ser cortadasmovendo--se a ferramenta em sincronização
com a rotação do fuso. Especifique, em um programa, a função de
abertura de rosca através de G32.
Programa
G32Z----F----;
Z
F
X
Ferramenta
Peça
Fig. 1.1 (e) Abertura de rosca reta
D Abertura de rosca
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
14
Programa
G32X----Z----F----;
Z
F
X
Ferramenta
Peça
Fig. 1.1 (f) Abertura de rosca cônica
Omovimento da ferramenta a uma velocidade definida para cortar a peça,
é designado como avanço.
Ferramenta
Peça
Placa de fixação
Fig. 1.2 Função de avanço
As velocidades de avanço podem ser especificadas por meio de valores
numéricos correspondentes.
Por exemplo, o seguinte comando pode ser usado para fazer a ferramenta
avançar 2 mm, enquanto a peça dá uma volta:
F2.0
À função de especificar a velocidade de avanço, dá--se o nome de função
de avanço (ver II--5).
1.2
AVANÇO --
FUNÇÃO DE AVANÇO
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
15
A máquina--ferramenta CNC possui uma posição fixa. Normalmente, a
substituição da ferramenta e a programação do ponto zero absoluto,
posteriormente descritas, são executadas nesta posição. Esta posição é
designada como ponto de referência.
Ponto de
referência
Unidade porta--ferramenta
Placa de fixação
Fig. 1.3.1 Ponto de referência
A ferramenta pode ser deslocada para o ponto de referência de duas
formas:
1. Retorno manual ao ponto de referência (ver III--3.1)
O retorno ao ponto de referência é executadomanualmente, pormeio
de um botão.
2. Retorno automático ao ponto de referência (ver II--6)
Geralmente, se executa, primeiro, o retorno manual ao ponto de
referência, logo após a energização. Quando se pretende deslocar a
ferramenta para o ponto de referência, a fim de proceder a uma
substituição posterior da ferramenta, utiliza--se a função de retorno
automático ao ponto de referência.
1.3
DESENHO DA PEÇA
E MOVIMENTO DA
FERRAMENTA
1.3.1
Ponto de Referência
(Posição Específica da
Máquina)
Explicações
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
16
CNC
X
Z
X
Z
X
Z
Desenho da peça
Programa
Sistema de coordenadas
Comando
Peça
Máquina--ferramenta
Fig. 1.3.2 (a) Sistema de coordenadas
Os dois sistemas de coordenadas seguintes são especificados em locais
diferentes:
(Ver II--7)
1. Sistema de coordenadas do desenho da peça
O sistema de coordenadas é escrito no desenho da peça. Comodados
do programa, são utilizados os valores de coordenadas deste sistema.
2. Sistema de coordenadas especificado pelo CNC
O sistema de coordenadas é preparado na máquina--ferramenta que
está sendo usada. Para tal, é programada a distância entre a posição
atual da ferramenta e o ponto zero do sistema de coordenadas a ser
definido.
230
300
Ponto zero
do programa
X
Distância até o ponto zero do sis-
tema de coordenadas a ser definido
Posição atual da ferramenta
Z
Fig. 1.3.2 (b) Sistema de coordenadas especificado pelo CNC
1.3.2
Sistema de
Coordenadas do
Desenho da Peça e
Sistema de
Coordenadas
Especificado pelo CNC
Explicações
D Sistema de coordenadas
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
17
A ferramenta movimenta--se dentro do sistema de coordenadas
especificado pelo CNC, de acordo com o programa de comando
elaborado com base no sistema de coordenadas do desenho da peça, e
corta a peça com o contorno especificado no desenho.
Portanto, para que o contorno da peça definido no desenho possa ser
corretamente cortado, os dois sistemas de coordenadas têm de ser
definidos na mesma posição.
Para definir dois sistemas de coordenadas na mesma posição, usa--se,
normalmente, o seguinte método:
1. Se o ponto zero da coordenada for definido na parte frontal da placa de
fixação
X
Z
40
150
40
60
Peça
Fig. 1.3.2 (c) Coordenadas e dimensões do desenho da peça
X
Z
Peça
Fig. 1.3.2 (d) Sistema de coordenadas do torno mecânico,
especificadopelo CNC (de forma a coincidir com o sistema
de coordenadas do desenho da peça)
D Métodos para definir os
dois sistemas de
coordenadas na mesma
posição
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
18
2. Se o ponto zero da coordenada for definido na face final da peça.
X
Z60 30
30
80
100
Peça
Fig. 1.3.2 (e) Coordenadas e dimensões do desenho da peça
X
ZPeça
Fig. 1.3.2 (f) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado
pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de
coordenadas do desenho da peça)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
19
Os métodos de comando para o deslocamento da ferramenta podem ser
indicados através de uma especificação absoluta ou incremental (ver
II--8.1).
A ferramenta desloca--se para um ponto situado à “distância programada
em relação ao ponto zero do sistema de coordenadas”, isto é, para a
posição correspondente aos valores das coordenadas.
Ferramenta
Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B
Coordenadas do ponto B
G90X30.0Z70.0;
φ30
A
B
Z
X
70
110
Peça
Fig. 1.3.3 (a) Comando absoluto
1.3.3
Como Indicar
Dimensões de
Comando para
Movimentar a
Ferramenta --
Comandos Absolutos/
Incrementais
Explicações
D Comando absoluto
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
20
Especificação da distância entre a posição anterior da ferramenta e a
próxima posição da ferramenta.
Distância e direção para o
movimento ao longo de cada eixo
Ferramenta
Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B
φ30
A
B
X
40
φ60
U--30.0W--40.0
Z
Fig. 1.3.3 (b) Comando incremental
As dimensões do eixo X podem ser definidas pormeio do diâmetro ou do
raio. A programação do diâmetro e a programação do raio são aplicadas
independentemente em cada máquina.
1. Programação do diâmetro
Para a programação do diâmetro, use o valor do diâmetro indicado no
desenho, para especificar o valor do eixo X.
Valores das coordenadas dos pontos A e B
A (30.0, 80.0), B (40.0, 60.0)
Z
X
60
80
φ30
A
B
φ40
Peça
Fig. 1.3.3 (c) Programação do diâmetro
D Comando incremental
D Programação do
diâmetro /
Programação do raio
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
21
2. Programação do raio
Para a programação do raio, use a distância em relação ao centro da
peça, isto é, o valor do raio, para especificar o valor do eixo X.
Valores das coordenadas dos pontos A e B
A (15.0, 80.0), B (20.0, 60.0)
Z
X
60
80
A
B
20
15
Peça
Fig. 1.3.3 (d) Programação do raio
A velocidade da ferramenta em relação à peça que está sendo cortada,
chama--se velocidade de corte.
Nas máquinas com controle CNC, a velocidade de corte pode ser
especificada através da velocidade do fuso, em rpm.
Ferramenta
V: Velocidade de corte
φD N rpmPeça
v m/min
Fig. 1.4 Velocidade de corte
<Quando se pretende usinar uma peça de 200 mm de diâmetro,
a uma velocidade de corte de 300 m/min. >
Avelocidadedo fuso é de, aproximadamente, 478 rpm eobtém--se a partir
de
N=1000v/πD. Sendo assim, é necessário o seguinte comando:
S478 ;
Os comandos relacionados com a velocidade do fuso são designados
como função da velocidade do fuso (ver II--9).
A velocidade de corte v (m/min) também pode ser especificada
diretamente por meio do valor da velocidade. Mesmo que o diâmetro da
peça se altere, o CNC adapta a velocidade do fuso de forma que a
velocidade de corte permaneça constante.
A esta função dá--se o nome de função de controle da velocidade de corte
constante (ver II--9.3).
1.4
VELOCIDADE DE
CORTE -- FUNÇÃO
DA VELOCIDADE DO
FUSO
Exemplos
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
22
Para perfurar, abrir roscas, mandrilar, fresar ou executar outras operações
afins, é necessário selecionar uma ferramenta adequada. A seleção da
respectiva ferramenta efetua--se atribuindo um número a cada ferramenta
e indicando no programa o número desejado.
Número daferramenta
01 06
02 05
0403
Unidade porta--ferramenta
Fig. 1.5 Ferramentas usadas nas diversas fases de usinagem
<Quando o nº 01 é atribuído a uma ferramenta de desbastar>
Quando a ferramenta é armazenada na posição 01 da unidade
porta--ferramenta, amesma poderá ser selecionada especificandoT0101.
A este processo dá--se o nome de função da ferramenta (ver II--10).
Quando se inicia o processo de usinagem, é necessário girar o fuso e
introduzir líquido refrigerante. Para tal, há que controlar as operações de
ativação/desativação domotor do fuso e daválvula do líquido refrigerante
(ver II--11).
Peça
Abrir/fechar placa
de fixação
Líquido refriger-
ante ON/OFF
Rotação do fuso
em sentido horário
Fig. 1.6 Comando para operações de máquina
A função destinada às operações de ativação/desativação de diversos
componentes da máquina, chama--se função miscelânea. Geralmente,
esta função é especificada por meio de um código M.
Por exemplo, se for especificado o código M03, o fuso roda no sentido
dos ponteiros do relógio, à velocidade previamente definida.
1.5
SELEÇÃO DA
FERRAMENTA PARA
AS DIVERSAS FASES
DE USINAGEM --
FUNÇÃO DA
FERRAMENTA
Exemplos
1.6
COMANDO PARA
OPERAÇÕES DE
MÁQUINA -- FUNÇÃO
MISCELÂNEA
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
23
A um grupo de comandos introduzidos no CNC para a operação da
máquina dá--se o nome de programa. O deslocamento da ferramenta ao
longo deuma linha reta ou deumarco, ou a ativação/desativação domotor
do fuso, são executados por meio dos comandos especificados.
Os comandos são introduzidos no programa na seqüência dos
movimentos efetivos da ferramenta.
Bloco
⋅
⋅
⋅
⋅
Programa
Seqüência de movimentos
da ferramenta
Bloco
Bloco
Bloco
Bloco
Fig. 1.7 (a) Configuração do programa
A um grupo de comandos introduzidos para cada um dos passos da
seqüência dá--se o nome de bloco. O programa consiste, portanto, em um
grupo de blocos para uma série de ciclos de usinagem. Ao número
atribuído a cada bloco chama--se número da seqüência e ao número
atribuído a cada programa chama--se número do programa (ver II--12).
1.7
CONFIGURAÇÃO DO
PROGRAMA
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
24
O bloco e o programa possuem a seguinte configuração:
N fffff G ff Xff.f Zfff.f Mff Sff Tff ;
1 bloco
Número
da
seqüência
Função pre-
paratória
Palavra de
dimensão
Função
mis-
celânea
Função
do fuso
Funçã
o da
ferra-
menta
Fim do
bloco
Fig. 1.7 (b) Configuração do bloco
Cada bloco começa com um número de seqüência que o identifica e
termina com um código de fim de bloco.
Este manual indica o código de fim de bloco por ; (LF no código ISO e
CR no código EIA).
O conteúdo da palavra de dimensão depende da função preparatória.
Nestemanual, a seção dapalavra de dimensão poderá ser representada por
IP_.
;
Offff;
⋅
⋅
⋅
M30 ;
Número do programa
Bloco
Bloco
Bloco
Fim do programa
⋅
⋅
⋅
Fig. 1.7 (c) Configuração do programa
Normalmente, o número do programaé especificado após o código de fim
de bloco (;), no início do programa, e o código de fim do programa (M02
ou M30) é especificado no final do programa.
Explicações
D Bloco
D Programa
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
25
Quando surge o mesmo padrão de usinagem em várias partes de um
programa, é criado um programa para esse padrão, ao qual se dá o nome
de subprograma. Por outro lado, ao programa inicial dá--se o nome de
programa principal. Os comandos do subprograma são executados
sempre que surge um comando de execução do subprograma, durante a
execução do programa principal. Depois de terminada a execução do
subprograma, a seqüência regressa ao programa principal.
Programa principal
M98P1001
⋅
⋅
M98P1002
M98P1001
⋅
⋅
⋅
⋅
⋅
⋅
⋅
⋅
⋅
Subprograma #1
Subprograma #2
O1001
M99
Programa
para
o furo #1
Programa
para
o furo #2
O1002
M99
D Programa principal e
subprograma
PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01
26
Normalmente, são necessárias várias ferramentas para a usinagem deuma
peça. Uma vez que essas ferramentas possuem comprimentos diferentes,
seria muito trabalhoso alterar o programa de acordo com cada uma delas.
Por isso, deve medir--se previamente o comprimento de cada uma das
ferramentas necessárias. Estabelecendo--se a diferença entre o
comprimento da ferramenta padrão e o comprimento de cada ferramenta
no CNC (exibição de dados e definição : ver III--11), a usinagem pode ser
realizada sem alterar o programa, mesmo quando a ferramenta é trocada.
A esta função dá--se o nome de compensação do comprimento da
ferramenta.
Ferra-
menta
padrão
Peça
Ferra-
menta
para corte
grosseiro
Ferra-
menta
de acaba-
mento
Ferra-
menta
para ran-
hurar
Ferra-
menta
para aber-
tura de
Fig. 1.8 Correção da ferramenta
1.8
FUNÇÃO DE
COMPENSAÇÃO
Explicações
D Usinagem com o fim da
ferramenta de corte --
Função de compensação
do comprimento da
ferramenta
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS
27
As extremidades de cada eixo da máquina estão equipadas com chaves de
fim de curso a fim de se evitar que as ferramentas se desloquem para lá
das extremidades. A faixa dentro da qual se movimentam as ferramentas
tem o nome de curso. Além dos limitadores de curso, é possível usar
também os dados em memória para definir uma área para a qual as
ferramentas não possam ser deslocadas.
Motor
Chave fim de curso
Mesa
Ponto zero da máquina
Distâncias a especificar
As ferramentas não podem entrar nesta área. Esta área é definida por
meio de uma memorização de dados ou de um programa.
Além dos cursos definidos com as chaves fim de curso, o operador
também pode definir uma área em que as ferramentas não podem entrar,
servindo--se de um programa ou de uma memorização de dados. A esta
função dá--se o nome de controle de curso. (Ver III--6.3)
1.9
FAIXA DE
MOVIMENTO DA
FERRAMENTA --
CURSO
PROGRAMAÇÃO2. EIXOS CONTROLÁVEIS B--64114PO/01
28
2 EIXOS CONTROLÁVEIS
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 2. EIXOS CONTROLÁVEIS
29
Item 0i--TC
Número de eixos básicos controlados 2 eixos
Ampliação de eixos controláveis (total) 4 eixos, no máx. (incluídos no Cs)
Número de eixos básicos
simultaneamente controláveis
2 eixos
Ampliação dos eixos simultaneamente
controláveis (total)
4 eixos, no máx.
NOTA
O número de eixos simultaneamente controláveis para a
operação manual (avanço em modo jog, avanço
incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos
(1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 possui o valor
0 e 3 quando possui o valor 1).
Os nomes dos dois eixos básicos são sempre X e Z. Os nomes de eixos
adicionais podem ser opcionalmente selecionados abaixo usando o
parâmetro n.º 1020,
D Sistema A de códigos G: Y, A, B e C
D Sistema de códigos G B/C: Y, U, V, W, A, B e C
Cada nome do eixo é determinado de acordo com o parâmetro n.º 1020,
Se o parâmetro especificar 0 ou qualquer outra coisa além das nove letras,
o nome do eixo assume um valor por omissão igual a um número entre
1 e 4.
Quando é usado um nome de eixo por omissão (1 a 4), o sistema não
consegue operar no modo MEM ou MDI.
Se o parâmetro especificar um nome de eixo várias vezes, só fica
operacional o primeiro eixo ao qual esse nome é atribuído.
NOTA
1 Quando se usa o sistema A de códigos G, as letras U, V e
W não podem ser usadas como nomes de eixos (havendo,
portanto, um número máximo de seis eixos controláveis),
porque estas letras são usadas como comandos
incrementais para X, Y e Z. Para poder usar as letras U, V
e W como nomes de eixos, é necessário usar o sistema B
ou C de códigos G. Da mesma forma, a letra H é usada
como comando incremental para C, não sendo, portanto,
permitido aplicar os comandos incrementais, se a letra A ou
B for usada como nome de um eixo.
2 Em G76 (abertura de rosca múltipla), o endereço A de um
bloco especifica o ângulo da ponta da ferramenta e não um
comando para o eixo A.
Usando--seCouA comonome deumeixo, essas letrasnão
poderão ser usadascomo comandodo ângulo de uma linha
reta para a chanfragem ou a programação direta da
dimensão do desenho. Portanto, deveria usadar--se“,C” e
“,A” de acordo com o bit 4 (CCR) do parâmetro nº 3405.
2.1
EIXOS
CONTROLÁVEIS
2.2
NOMES DOS EIXOS
Limitações
D Nome de eixo por
omissão
D Atribuição dupla de um
nome de eixo
PROGRAMAÇÃO2. EIXOS CONTROLÁVEIS B--64114PO/01
30
O sistema incremental é constituído pelo menor incremento de entrada
(para a entrada) e pelo menor incremento de comando (para a saída). O
menor incremento de entrada é o incremento mais pequeno para a
programação da distância percorrida. O menor incremento de comando
é o incremento mais pequeno para o deslocamento da ferramenta na
máquina. Ambos os incrementos são representados em mm, polegadas
ou graus.
No sistema incremental faz--se a distinção entre IS--B e IS--C (tabelas
2.3(a) e 2.3(b)). Defina o bit 1 (ISC) do parâmetro n.º 1004 para
selecionar qual o sistema incremental deve ser usado. A definição do bit
1 (ISC) do parâmetro n.º 1004 é aplicada a todos os eixos. Por exemplo,
quando é selecionado IS--C, o sistema incremental para todos os eixos é
IS--C.
Tabela 2.3 (a): Sistema incremental IS--B
Menor incremento de
entrada
Menor incremento de com-
ando
Máquina
com sis
Entrada
em mm
0.001 mm (diâmetro) 0.0005 mm
com sis-
tema
em mm
0.001 mm (raio) 0.001 mm
tema
métrico 0.001 graus 0.001 graus
entrada
em
0.0001 pol. (diâmetro) 0.0005 mm
em
polega-
0.0001 pol. (raio) 0.001 mm
polega-
das 0.001 graus 0.001 graus
Máquina
com sis
Entrada
em mm
0.001 mm (diâmetro) 0.00005 pol.
com sis-
tema
em mm
0.001 mm (raio) 0.0001 pol.
tema
inglês 0.001 graus 0.001 graus
entrada
em
0.0001 pol. (diâmetro) 0.00005 pol.
em
polega-
0.0001 pol. (raio) 0.0001 pol.
polega-
das 0.001 graus 0.001 graus
Tabela 2.3 (b): Sistema incremental IS--C
Menor incremento de
entrada
Menor incremento de com-
ando
Máquina
com sis
Entrada
em mm
0.0001 mm (diâmetro) 0.00005 mm
com sis-
tema
em mm
0.0001 mm (raio) 0.0001 mm
tema
métrico 0.0001 graus 0.0001 graus
entrada
em
0.00001 pol. (diâmetro) 0.00005 mm
em
polega-
0.00001 pol. (raio) 0.0001 mm
polega-
das 0.0001 graus 0.0001 graus
Máquina
com sis
Entrada
em mm
0.0001 mm (diâmetro) 0.000005 pol.
com sis-
tema
em mm
0.0001 mm (raio) 0.00001 poleg.
tema
inglês 0.0001 graus 0.0001 graus
entrada
em
0.00001 pol. (diâmetro) 0.000005 pol.
em
polega-
0.00001 pol. (raio) 0.00001 poleg.
polega-
das 0.0001 graus 0.0001 graus
2.3
SISTEMA
INCREMENTAL
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 2. EIXOS CONTROLÁVEIS
31
Se o menor incremento de comando é medido em milímetros ou em
polegadas, depende da máquina. O incremento deve ser selecionado
previamente, de acordo com a especificação do parâmetro INM (nº
1001#0). É possível usar um código G (G20 ou G21) ou especificar um
parâmetro para comutar entre a entrada em milímetros e a entrada em
polegadas do menor incremento de comando.
Um eixo do sistema métrico não pode ser usado juntamente com um do
sistema inglês ou vice--versa. Alémdisso, certas características, tais como
a interpolação circular e a compensação do raio da ponta da ferramenta,
não podem ser usadas para ambos os eixos em unidades diferentes. Para
obter informações sobre a unidade a ser selecionada, consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina.
O curso máximo controlado por esse CNC é mostrado na tabela abaixo:
Curso máximo = Menor incremento de comando99999999
Tabela 2.4: Cursos máximos
Sistema incremental Cursos máximos
IS B
Máquina com
sistema métrico
99999.999 mm
99999.999 graus
IS--B
Máquina com
sistema inglês
9999.9999 polegadas
99999.999 graus
IS C
Máquina com
sistema métrico
9999.9999 mm
9999.9999 graus
IS--C
Máquina com
sistema inglês
999.99999 polegadas
9999.9999 graus
NOTA
1 As unidades da tabela representam um valor do diâmetro
para a programação do diâmetro e um valor do raio para a
programação do raio.
2 Não é possível especificar um comando que exceda o
curso máximo.
3 O curso efetivo depende da máquina--ferramenta.
2.4
CURSO MÁXIMO
PROGRAMAÇÃO
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G) B--64114PO/01
32
3 FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)
O número que se segue ao endereço G especifica o significado do
comando para o respectivo bloco.
Os códigos G podem subdividir--se em dois tipos.
Tipo Significado
Código G de ação
simples
O código G só é eficaz no bloco em que foi especifi-
cado.
Código G modal O código G é eficaz até que seja especificado outro
código G do mesmo grupo.
(Exemplo)
G01 e G00 são códigos G modais.
G01X_;
Z_ ;
X_ ;
G00Z_;
G01 é eficaz dentro desta faixa
Existem três sistemas de códigos G: A,B e C (tabela 3). Selecione um
sistema de códigos G usando os bits 6 (GSB) e 7 (GSC) do parâmetro
3401. De um modo geral, este manual descreve o uso do sistema A de
códigos G, excepto quando o item descrito só pode usar o sistema B ou
C de códigos G. Em esses casos, se descreve o uso do sistema B ou C de
códigos G.
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G)
33
1. Se o CNC entrar no estado de anulação (ver bit 6 (CLR) do parâmetro
3402) quando a máquina é ligada ou for reinicializado, os códigos G
modais alteram--se da seguinte forma:
(1)Os códigos G assinalados com na Tabela 3, são ativados.
(2)Se o sistema for anulado devido à energização ou a um reset, G20
ou G21 -- conforme o especificado -- permanece eficaz.
(3)Através do bit 7 do parâmetro nº 3402, pode especificar--se se
deverá ser selecionado G22 ou G23, após a energização. A
reposição doCNCno estado de anulação não afeta a seleção deG22
ou G23.
(4)Através do bit 0 (G01) do parâmetro 3402, determina--se se é
ativado o código G00 ou G01.
(5)Quando se usa o sistema B ou C de códigos G, é possível
determinar através do bit 3 (G91) do parâmetro 3402se seráativado
o código G90 ou G91.
2. Os códigos G do grupo 00, excepto G10 e G11, são códigos G de ação
simples.
3. Se for especificado um códigoG não incluído na lista de códigos G ou
sem opção correspondente, é ativado um alarme P/S (nº 010).
4. É possível especificar no mesmo bloco vários códigos G, desde que
pertençam a grupos diferentes.
Se forem especificados no mesmo bloco vários códigos G
pertencentes ao mesmo grupo, só é válido o último código G
especificado.
5. Se um códigoG do grupo 01 for especificado em um ciclo fixo, o ciclo
fixo será cancelado, tal como acontece quando se especifica um
comando G80, Os códigos G do grupo 01 não são afetados pelos
códigos G especificados para um ciclo fixo.
6. Quando se usa o sistema A de códigos G, a programação absoluta ou
incremental não é especificada comumcódigoG(G90/G91),mascom
uma palavra de endereço (X/U, Z/W, C/H, Y/V) (ver II--8.1). Quando
se usa o sistemaA de códigos G para um ciclo de perfuração, no ponto
de retorno só está disponível o nível inicial.
7. Os códigos G são apresentados de acordo com o número do grupo.
Explicações
PROGRAMAÇÃO
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G) B--64114PO/01
34
Tabela 3: Lista de códigos G (1/3)
Código G
Grupo Função
A B C
Grupo Função
G00 G00 G00 Posicionamento (deslocamento rápido)
G01 G01 G01
01
Interpolação linear (avanço de corte)
G02 G02 G02
01
Interpolação circular em SH ou interpolação helicoidal em SH
G03 G03 G03 Interpolação circular em SAH ou interpolação helicoidal em SAH
G04 G04 G04 Pausa
G07.1
(G107)
G07.1
(G107)
G07.1
(G107)
00
Interpolação cilíndrica
G08 G08 G08
00
Controle avançado por antecipação
G10 G10 G10 Entrada de dados programável
G11 G11 G11 Cancelamento da entrada de dados programáveis
G12.1
(G112)
G12.1
(G112)
G12.1
(G112) 21
Modo de interpolação de coordenadas polares
G13.1
(G113)
G13.1
(G113)
G13.1
(G113)
Modo de cancelamento da interpolação de coordenadas polares
G17 G17 G17 Seleção de plano XpYp
G18 G18 G18 16 Seleção de plano ZpXp
G19 G19 G19 Seleção de plano YpZp
G20 G20 G70
06
Entrada em polegadas
G21 G21 G71
06
Entrada em mm
G22 G22 G22
09
Função de controle do curso armazenado ON
G23 G23 G23
09
Função de controle do curso armazenado OFF
G25 G25 G25
08
Supervisão da oscilação da velocidade do fuso OFF
G26 G26 G26
08
Supervisão da oscilação da velocidade do fuso ONG27 G27 G27 Controle do retorno ao ponto de referência
G28 G28 G28
00
Retorno ao ponto de referência
G30 G30 G30
00
Retorno ao 2º, 3º e 4º ponto de referência
G31 G31 G31 Função de salto
G32 G33 G33
01
Abertura de rosca
G34 G34 G34
01
Abertura de rosca com passo variável
G36 G36 G36
00
Compensação automática da ferramenta -- X
G37 G37 G37
00
Compensação automática da ferramenta -- Z
G40 G40 G40 Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta
G41 G41 G41 07 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à esquerda
G42 G42 G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à direita
G50 G92 G92
00
Definição do sistema de coordenadas ou especificação da veloci-
dade máx. do fuso
G50,3 G92.1 G92.1
00
Predefinição do sistema de coordenadas da peça
G50,2
(G250)
G50,2
(G250)
G50,2
(G250)
20
Cancelamento da rotação poligonal
G51.2
(G251)
G51.2
(G251)
G51.2
(G251)
20
Rotação poligonal
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G)
35
Tabela 3: Lista de códigos G (2/3)
Código G
Grupo Função
A B C
Grupo Função
G52 G52 G52
00
Especificação do sistema de coordenadas locais
G53 G53 G53
00
Definição do sistema de coordenadas da máquina
G54 G54 G54 Seleção do sistema de coordenadas 1 da peça
G55 G55 G55 Seleção do sistema de coordenadas 2 da peça
G56 G56 G56
14
Seleção do sistema de coordenadas 3 da peça
G57 G57 G57
14
Seleção do sistema de coordenadas 4 da peça
G58 G58 G58 Seleção do sistema de coordenadas 5 da peça
G59 G59 G59 Seleção do sistema de coordenadas 6 da peça
G65 G65 G65 00 Chamada de macro
G66 G66 G66
12
Chamada modal de macros
G67 G67 G67
12
Cancelamento da chamada modal de macros
G68 G68 G68
04
Espelhamento para cabeçotes duplos de torno--revólver ON
G69 G69 G69
04
Espelhamento para cabeçotes duplos de torno--revólver OFF
G70 G70 G72 Ciclo de acabamento
G71 G71 G73
00
Remoção de material por rotação
G72 G72 G74
00
Remoção de material por faceamento
G73 G73 G75 Repetição de padrões
G74 G74 G76 Perfuração profunda da superfície final
G75 G75 G77 Perfuração do diâmetro exterior/interior
G76 G76 G78 Ciclo para rosca múltipla
G71 G71 G72 Ciclo de retificação transversal (para a retificadora)
G72 G72 G73
01
Ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante
(para a retificadora)
G73 G73 G74 Ciclo de retificação por oscilação (para a retificadora)
G74 G74 G75
Ciclo direto de retificação por oscilação e dimensão constante
(para a retificadora)
G80 G80 G80 Ciclo fixo para cancelar perfuração
G83 G83 G83 Ciclo para perfuração de superfície plana
G84 G84 G84
10
Ciclo para rosqueamento de superfície plana
G86 G86 G86
10
Ciclo para mandrilagem de superfície plana
G87 G87 G87 Ciclo para perfuração lateral
G88 G88 G88 Ciclo de rosqueamento rígido lateral
G89 G89 G89 Ciclo para mandrilagem lateral
G90 G77 G20 Ciclo de corte do diâmetro exterior/interior
G92 G78 G21 01 Ciclo de abertura de rosca
G94 G79 G24 Ciclo de rotação da superfície final
G96 G96 G96
02
Controle da velocidade de corte constante
G97 G97 G97
02
Cancelamento do controle da velocidade de corte constante
PROGRAMAÇÃO
3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA
(FUNÇÃO G) B--64114PO/01
36
Tabela 3: Lista de códigos G (3/3)
Código G
Grupo Função
A B C
Grupo Função
G98 G94 G94
05
Avanço por minuto
G99 G95 G95
05
Avanço por rotação
− G90 G90
03
Programação absoluta
− G91 G91
03
Programação incremental
− G98 G98
11
Retorno ao nível inicial
− G99 G99
11
Retorno ao nível do ponto R
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
37
4 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
38
O comando G00 movimenta uma ferramenta a uma velocidade de
deslocamento rápido para a posição do sistema de coordenadas da peça,
especificada por meio de um comando absoluto ou incremental.
No comando absoluto, é programado o valor das coordenadas do ponto
final.
No comando incremental, é programada a distância a ser percorrida pela
ferramenta.
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição
final; para um comando incremental, a distância a ser
percorrida pela ferramenta.
G00IP_;
Cada um dos seguintes caminhos da ferramenta pode ser selecionado de
acordo com o bit 1 (LRP) do parâmetro nº 1401.
D Posicionamento por interpolação não linear
A ferramenta é posicionada individualmente, à velocidade de
deslocamento rápido de cada eixo. O caminho da ferramenta é
normalmente retilíneo.
D Posicionamento por interpolação linear
O caminho da ferramenta é igual ao da interpolação linear (G01). A
ferramenta é posicionada no mais curto período de tempo possível, a
uma velocidade correspondente à velocidade de deslocamento rápido
de cada eixo. O caminho da ferramenta não é, contudo, o mesmo da
interpolação linear (G01).
Posição final
Posicionamento por interpolação não linear
Posição inicial
Posicionamento por interpolação linear
A velocidade de deslocamento rápido programada através do comando
G00 édefinida individualmente para cada eixo no parâmetro nº 1420, pelo
fabricante da máquina--ferramenta. No modo de posicionamento ativado
pelo comando G00, a ferramenta é acelerada para uma velocidade
predefinida, no início de um bloco, e é desacelerada no fim do bloco. O
bloco seguinte é executado, depois de confirmada a posição correta.
“Posição correta” significa que o motor de avanço se encontra dentro da
faixa especificada.
Esta faixa é determinada pelo fabricante da máquina--ferramenta através
da especificação do parâmetro nº 1826.
4.1
POSICIONAMENTO
(G00)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
39
< Programação do raio >
G00X40.0Z56.0 ; (comando absoluto)
ou
G00U--60.0W--30,5;(comando incremental)
Z
56.0
30,5
30.0
φ40.0
X
A velocidade de deslocamento rápido não pode ser especificada no
endereço F.
Mesmo que o posicionamento por interpolação linear se encontre
especificado, o posicionamento por interpolação não linear é executado
nos casos seguidamente indicados. Por isso, preste atenção para que a
ferramenta não colida com a peça.
D G28 especifica um posicionamento entre a posição de referência e a
posição intermediária.
D G53
Exemplos
Restrições
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
40
As ferramentas podem ser deslocadas ao longo de uma linha.
F_: Velocidade de avanço da ferramenta (velocidade de avanço)
IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas do ponto
final; para um comando incremental, a distância a ser
percorrida pela ferramenta.
G01 IP_F_;
As ferramentas deslocam--se ao longo de uma linha para a posição
especificada, à velocidade de avanço definida em F.
A velocidade de avanço definida em F é eficaz até que seja especificado
um novo valor. Não é necessário especificá--la individualmente para cada
bloco.
A velocidade de avanço programada por meio do código F é medida ao
longo do caminho da ferramenta. Se o código F não for programado,
parte--se do princípio que a velocidade de avanço é igual a zero.
No modo de avanço por minuto com controle simultâneo de 2 eixos, a
velocidade de avanço para omovimento ao longo de cada eixo é calculada
da seguinte forma:
Ff ;G01ααββ
Fα= α
L
× f
F�=
�
L
× f
Velocidade de avanço da direção α do eixo :
L= α2+ �2
Velocidade de avanço da direção β do eixo :
< Programação do diâmetro >
G01X40.0Z20,1F20 ; (comando absoluto)
ou
G01U20.0W--25.9F20 ; (comando incremental)
20,1
46.0
X
φ40.0
Z
φ20.0Ponto final
Ponto inicial
4.2
INTERPOLAÇÃO
LINEAR (G01)
Formato
Explicações
Exemplos
D Interpolação linear
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
41
O comando abaixomovimenta a ferramenta ao longo de um arco circular.
G17
G03
Arco no plano XpYp
Arco no plano ZpXp
G18
Arco no plano YpZp
Xp_Yp_
G02
G03
G02
G03
G02
G19
Xp_Zp_
Yp_ Zp_
I_ J_
R_
F_
I_K_
R_ F_
J_ K_ F_
R_
Tabela 4.3: Descrição do formato do comando
Comando Descrição
G17 Especificação de um arco no plano XpYp
G18 Especificação de um arco no plano ZpXp
G19 Especificação de um arco no plano YpZp
G02 Interpolaçãocircular no sentido horário (SH)
G03 Interpolação circular no sentido anti--horário (SAH)
Xp_ Valores de comando do eixo X ou de seu eixo paralelo
(especificado através do parâmetro nº 1022)
Yp_ Valores de comando do eixo Y ou de seu eixo paralelo
(especificado através do parâmetro nº 1022)
Zp_ Valores de comando do eixo Z ou de seu eixo paralelo
(especificado através do parâmetro nº 1022)
I_ Distância do eixo Xp entre o ponto inicial e o centro de um arco
com sinal, valor do raio
J_ Distância do eixo Yp entre o ponto inicial e o centro de um arco
com sinal, valor do raio
k_ Distância do eixo Zp entre o ponto inicial e o centro de um arco
com sinal, valor do raio
R_ Raio do arco sem sinal (sempre com o valor do raio)
F_ Velocidade de avanço ao longo do arco
4.3
INTERPOLAÇÃO
CIRCULAR
(G02, G03)
Formato
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
42
NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.
O“sentido horário”(G02) e o “sentido anti--horário”(G03) no planoXpYp
(plano ZpXp ou YpZp) são definidos quando o plano XpYp é visto da
direção positiva para a negativa do eixo Zp (eixo Yp ou eixo Xp,
respectivamente), no sistema de coordenadas cartesianas. Ver figura
abaixo.
Yp
G02
G03
G17 G18 G19
G02
G03
G02
G03
Yp
Xp Zp
ZpXp
O ponto final de um arco é especificado por meio do endereço Xp, Yp ou
Zp, e é expresso como valor absoluto ou incremental, de acordo comG90
ou G91. Para o valor incremental, é especificada a distância entre o ponto
inicial do arco e o ponto final.
O centro do arco é especificado pelos endereços I, J e K para os eixos Xp,
Yp e Zp, respectivamente. O valor numérico que se segue a I, J ou K é,
contudo, uma componente vetorial, na qual o centro do arco é visto em
relação ao ponto inicial, sendo sempre especificado como valor
incremental, independentemente de G90 e G91, como se mostra abaixo.
I, J e K têm de ser dotados de um sinal de acordo com a direção.
Ponto final (x,y)
Centro
Ponto
inicial
Ponto final (z,x) Ponto final (y,z)
Ponto
inicial
Ponto
inicial
Centro Centro
i
x
y x
Z
k
Z
y
j
j i k
I0, J0 e K0 podem ser omitidos.
Se a diferença entre o raio do ponto inicial e o do ponto final exceder
o valor do parâmetro (nº 3410), é ativado um alarme P/S (nº 020).
Se Xp, Yp e Zp forem omitidos (o ponto final é igual ao ponto inicial) e
o centro for especificado com I, J e K, será especificado um arco de 360°
(círculo).
Explicações
D Direção da interpolação
circular
D Distância percorrida em
um arco
D Distância do ponto
inicial
ao centro do arco
D Programação de um
círculo inteiro
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
43
A distância entre um arco e o centro do círculo que contém esse arco pode
ser especificada, utilizando--se o raio R do círculo, em vez de I, J e K.
Neste caso, se considera que um arco é inferior a 180° e que o outro é
superior a 180°. Não é possível especificar um arco com um ângulo de
setor igual ou superior a 180°. Se Xp, Yp e Zp forem omitidos,
colocando--se o ponto final na mesma posição do ponto inicial e
selecionando--se R, programa--se um arco de 0°
G02R ; (a ferramenta de corte não se desloca.)
r = 50mm
Ponto final
Ponto inicial
r = 50mm
X
Z
Para o arco (1) (menor do que 180°)
G02 W60.0 U10.0 R50.0 F300.0 ;
Para o arco (2) (maior do que 180°)
Um arco com um ângulo de setor de 180°ou
maior não pode ser especificado dentro de
um bloco único.
(2)
(1)
Na interpolação circular, a velocidade de avanço é igual à velocidade
especificada por meio do código F e a velocidade de avanço ao longo do
arco (a velocidade de avanço tangencial do arco) é controlada de forma
a corresponder à velocidade de avanço especificada.
A diferença entre a velocidade de avanço nominal e a velocidade de
avanço real da ferramenta é de ±2% ou inferior. Porém, esta velocidade
de avanço é medida ao longo do arco, depois de aplicada a compensação
do raio da ponta da ferramenta.
Se os endereços I, J, K e R forem especificados simultaneamente, o arco
definido pormeio do endereçoR temprioridade e osoutros são ignorados.
Se um eixo for programado fora do plano especificado, é emitido um
alarme.
Por exemplo, se o plano ZX for especificado no código G do tipo B ou
C, a especificação do eixo X ou do eixo U (paralelo ao eixo X) ativa o
alarme P/S nº 028.
Se a diferença do raio entre os pontos inicial e final do arco exceder o valor
especificado no parâmetro nº 3410, é ativado o alarme P/S nº 020,
Se o ponto final não ficar situado no arco, a ferramenta desloca--se em
linha reta ao longo de um dos eixos, depois de ter alcançado o ponto final.
D Raio do arco
D Velocidade de avanço
Restrições
D Especificação
simultânea de R, I, J e K
D Especificação de um
eixo fora do plano
especificado
D Diferença do raio entre o
os pontos inicial e final
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
44
Se um arco com um ângulo central de aproximadamente 180 graus for
especificado com R, o cálculo das coordenadas centrais poderá produzir
um erro. Nesse caso, especifique o centro do arco com I, J e K.
X
Z K
X
K
Z
Z
R
G02X_Z_I_K_F_; G03X_Z_I_K_F_; G02X_Z_R_F_;
Eixo X
Ponto final
Eixo X Eixo X
Ponto final
Centro do arco
Centro do arco
Ponto inicial
Ponto inicial
(Programação
do diâmetro)
(Programação
do diâmetro)
(Programação
do diâmetro)
(Programação absoluta) (Programação absoluta) (Programação absoluta)
Eixo Z Eixo Z Eixo Z
X
Ponto final
Ponto inicial
(Programação do diâmetro)
G02X50.0Z30.0I25.0F0,3;
G02U20.0W--020.0I25.0F0,3ou
G02X50.0Z30.0R25.0F0,3 ou
G02U20.0W--20.0R25.F0,3;
Z
φ50.0
X
10.0
15.0
30.0
50.0
R25.0
D Especificação de um
semicírculo com R
Exemplos
D Comando para a
interpolação circular X, Z
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
45
A interpolação helicoidal para um movimento executado em espiral é
ativada através da especificação de, no máximo, mais dois eixos que se
movimentam em sincronia com a interpolação circular, por meio de
comandos circulares.
G03
Em sincronia com o arco do plano XpYp
Em sincronia com o arco do plano ZpXp
G18
Em sincronia com o arco do plano YpZp
Xp_Yp_
G02
G03
G02
G03
G02G19
Xp_Zp_
Yp_ Zp_
I_ J_
R_
I_ K_
R_
J_ K_
R_
G17
α_(β_)F_;
α, β: Qualquer eixo em que não se encontre aplicada a inter
polação circular.
Podem ser especificados, no máximo, mais dois eixos.
α_(β_)F_;
α_(β_)F_;
Este método de comando permite acrescentar simplesmente ou
posteriormente um eixo do comando de movimento não pertencente aos
eixos de interpolação circular. A velocidade de avanço ao longo de um
arco circular é especificada por meio de um comando F. Sendo assim, a
velocidade de avanço do eixo linear é a seguinte:
F×
Comprimento do eixo linear
Comprimento do arco circular
Determine a velocidade de avanço de forma que a velocidade de avanço
do eixo linear não exceda nenhum dos valores limite. Para tal, poderá
utilizar o bit 0 (HFC) do parâmetro nº 1404.
Z
Caminho da
ferramenta
A velocidade de avanço ao longo da circunferência de dois eixos interpo-
lados circularmente corresponde à velocidade de avanço especificada.
YX
D Acompensação do raio da ponta da ferramenta só é aplicada a um arco
circular.
D A correção da ferramenta e a compensação do comprimento da
ferramenta não podem ser usadas nos blocos em que se encontre
programada uma interpolação helicoidal.
4.4
INTERPOLAÇÃO
HELICOIDAL
(G02, G03)
Formato
Explicações
Limitações
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
46
A interpolação de coordenadas polares é uma função que executa o
controle de contornos pormeio da conversão deumcomando programado
no sistema de coordenadas cartesianas, no movimento de um eixo linear
(movimento de uma ferramenta) e no movimento de um eixo de rotação
(rotação de uma peça). Este método é apropriado para o corte de
superfícies frontais e para a retificação de árvores de cames num torno
mecânico.
G12.1 ; Inicia o modo de interpolação de coordenadas po-
lares (ativa a interpolaçãode coordenadas polares)
Cancela o modo de interpolação de coordenadas
polares (para que a interpolação de coordenadas
polares não seja executada)
G13.1 ;
Especifique uma interpolação linear ou circular, servindo--se
das coordenadas de um sistema de coordenadas cartesianas
composto de um eixo linear e de um eixo de rotação (eixo
virtual).
Pode usar--se G112 e G113 em vez de G12.1 e G13.1,
respectivamente.
G12.1 inicia o modo de interpolação de coordenadas polares e seleciona
um plano para a execução da interpolação de coordenadas polares (fig.
4.5). A interpolação de coordenadas polares é executada neste plano.
Eixo de rotação (eixo virtual)
(unidade:mm ou polegadas)
Eixo linear
(unidade: mm ou
polegadas)
Fig 4.5 Plano de interpolação de coordenadas polares.
Ponto de origem do sistema de coordenadas da peça
Quando se liga a máquina ou se reinicializa o sistema, a interpolação de
coordenadas polares é cancelada (G13.1).
Os eixos linear e de rotação, para a interpolação de coordenadas polares,
têm de ser previamente definidos por meio dos parâmetros (nº 5460 e
5461).
CUIDADO
O plano utilizado antes de se especificar G12.1 (plano
selecionado por meio de G17, G18 ou G19) é cancelado e
só volta a ser retomado quando G13.1 (cancelamento da
interpolação de coordenadas polares) for especificado.
Quando é feito o reset do sistema, a interpolação de
coordenadas polares é cancelada e passa a ser utilizado o
plano especificado por meio de G17, G18 ou G19.
4.5
INTERPOLAÇÃO DE
COORDENADAS
POLARES
(G12.1, G13.1)
Formato
D Especifique G12.1 e G13.1
em blocos separados.
Explicações
D Plano de interpolação
de coordenadas polares
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
47
No modo de interpolação de coordenadas polares, os comandos do
programa são especificados com coordenadas cartesianas no plano de
interpolação de coordenadas polares. O endereço do eixo de rotação é
usado como endereço para o segundo eixo (eixo virtual) do plano. Se
deverá ser especificado um diâmetro ou um raio para o primeiro eixo do
plano, depende exclusivamente do eixo de rotação.
O eixo virtual encontra--se na coordenada 0, imediatamente após a
especificação de G12.1. A interpolação polar é iniciada, assumindo um
ângulo de 0 para a posição da ferramenta se G12.1 se encontrar
especificado.
Servindo--se de F, especifique a velocidade de avanço como uma
velocidade (velocidade relativa entre a peça e a ferramenta) tangencial em
relação ao plano de interpolação de coordenadas polares (sistema de
coordenadas cartesianas).
G01 Interpolação linear. . . . . . . . . . . .
G02, G03 Interpolação circular. . . . . . . . .
G04 Pausa. . . . . . . . . . . . . .
G40, G41, G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta. . . .
(A interpolação de coordenadas polares é aplicada ao
caminho da ferramenta após a compensação da
ferramenta de corte.)
G65, G66, G67 Comando de macro de usuário. . . .
G98, G99 Avanço por minuto, avanço por rotação. . . . . . . . .
Os endereços para a especificação do raio de um arco para a interpolação
circular (G02 ou G03) no plano de interpolação de coordenadas polares,
dependem do primeiro eixo do plano (eixo linear).
D I e J no plano Xp--Yp, se o eixo linear for o eixoX ou um eixo paralelo
ao eixo X.
D J eK no planoYp--Zp, se o eixo linear for o eixoY ou um eixo paralelo
ao eixo Y.
D Ke I no plano Zp--Xp, se o eixo linear for o eixo Z ou um eixo paralelo
ao eixo Z.
O raio de um arco também pode ser especificado com um comando R.
NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.
A ferramenta movimenta--se normalmente ao longo desses eixos,
independentemente da interpolação de coordenadas polares.
São apresentadas as coordenadas atuais. A restante distância a percorrer
em um bloco é, porém, apresentada com base nas coordenadas do plano
de interpolação de coordenadas polares (coordenadas cartesianas).
D Distância percorrida e
velocidade de avanço
para a interpolação de
coordenadas polares
A unidade para as
coordenadas do eixo
hipotético é igual à
unidade do eixo linear
(mm/polegadas)
A unidade para a
velocidade de avanço é
mm/min ou
polegadas/min
D Códigos G que podem
ser especificados no
modo de interpolação de
coordenadas polares
D Interpolação circular no
plano de coordenadas
polares
D Movimento ao longo de
eixos que não estão no
plano de interpolação de
coordenadas polares
D Indicação da posição
atual no modo de
interpolação de
coordenadas polares
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
48
Antes da especificação de G12.1, é necessário definir um sistema de
coordenadas da peça, no qual o sistema de coordenadas tenha origem no
centro do eixo de rotação. Nomodo G12.1, o sistema de coordenadas não
pode ser alterado (G92, G52, G53, reposição das coordenadas relativas,
G54 através de G59, etc.).
Omodo de interpolação de coordenadas polares não pode ser ativado nem
desativado (G12.1 ou G13.1) no modo de compensação do raio da ponta
da ferramenta (G41 ouG42). G12.1 ou G13.1 têm de ser especificados no
modo de cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta
(G40).
O programa não pode ser reinicializado nos blocos que se encontrem no
modo G12.1.
A interpolação de coordenadas polares converte o movimento da
ferramenta, definido para uma figura programada em um sistema de
coordenadas cartesianas, nomovimento que a ferramenta deverá executar
no eixo de rotação (eixo C) e no eixo linear (eixo X). À medida que a
ferramenta se aproxima do centro da peça, a componente da velocidade
de avanço do eixo C aumenta, podendo exceder a velocidade máxima de
avanço de corte definida para o eixo C (no parâmetro (nº 1422)). Nesse
caso, é ativado um alarme (ver figura abaixo). Para evitar que a
componente do eixo C exceda a velocidade máxima de avanço de corte
definida para esse eixo, reduza a velocidade de avanço especificada
através do endereço F ou crie um programa que impeça que a ferramenta
(centro da ferramenta, quando se encontra aplicada a compensação do raio
da ponta da ferramenta) se aproxime do centro da peça.
AVISO
Considere as linhas L1, L2 e L3. ∆X é a distância percorrida pela
ferramenta por unidade de tempo, a uma velocidade de avanço
definida com o endereço F no sistema de coordenadas
cartesianas. À medida que a ferramenta se desloca de L1 para
L2 e para L3, o ângulo em que a ferramenta se desloca por
unidade de tempo -- correspondente a ∆X no sistema de
coordenadas cartesianas -- aumenta de θ1 paraθ 2 para θ3.
Por outras palavras, a componente da velocidade de avanço do
eixo C aumenta à medida que a ferramenta se aproxima do
centro da peça. A componente C da velocidade de avanço
poderá exceder a velocidade máxima de avanço de corte
definida para o eixo C, dado que o movimento da ferramenta no
sistema de coordenadas cartesianas foi convertido no
movimento da ferramenta para o eixo C e o eixo X.
L :Distância (em mm) entre o centro da ferramenta e o centro da peça, quando o centro da
ferramenta se encontra tão próximo quanto possível do centro da peça
R :Velocidade máxima de avanço de corte (graus/min) do eixo C
Assim, a velocidade a ser especificada com o endereço F, na interpolação de coordenadas
polares, pode ser calculada por meio da fórmula abaixo. Especifique a velocidade permitida
com base na fórmula. A fórmula fornece um valor teórico; na prática poderá ser necessário
utilizar um valor ligeiramente inferior ao valor teórico, devido a um eventual erro de cálculo.
L
1
L
2
L
3
θ3
θ2
θ1
X∆
F < L × R
× 18
0
π
(mm/min)
Aprogramação do raio é aplicada ao eixo de rotação (eixo C), mesmo que
a programação do diâmetro seja utilizada no eixo linear (eixo X).
Restrições
D Sistema de coordenadas
para a interpolação de
coordenadas polares
D Comando de compensação
do raio da ponta da
ferramenta
D Reinício do programa
D Velocidade de avanço de
corte para o eixo de
rotação
D Programação do
diâmetro e do raio
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
49
Exemplo de um programa para a interpolaçãode coordenadas polares,
baseado no eixo X (eixo linear) e no eixo C (eixo de rotação)
C’ (eixo hipotético)
Eixo C Caminho da ferramenta após a
compensação do raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
N204
N205
N206
N203
N202 N201
N208
N207
Eixo X
Eixo Z
N200
Ferra--
menta
O0001;
N010 T0101
N0100 G00 X120.0 C0 Z _ ; Posicionamento na posição inicial
N0200 G12.1 ; Início da interpolação de coordenadas polares
N0201 G42 G01 X40.0 F _ ;
N0202 C10.0 ;
N0203 G03 X20.0 C20.0 R10.0 ;
N0204 G01 X--40.0 ; Programa geométrico
N0205 C--10.0 ; (programa baseado nas coordenadas
N0206 G03 X--20.0 C--20.0 I10.0 J0 ; plano X--C’)
N0207 G01 X40.0 ;
N0208 C0 ;
N0209 G40 X120.0 ;
N0210 G13.1; Cancelamento da interpolação de coordenadas plares
N0300 Z __ ;
N0400 X __C __ ;
N0900M30 ;
Eixo X com programação do diâmetro, eixo C com programação do raio.
Exemplos
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
50
A distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de
um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de
um eixo linear ao longo da superfície externa, de maneira a que a
interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após
ter sido executada a interpolação, essa distância é reconvertida na
distância percorrida no eixo de rotação.
A função de interpolação cilíndrica permite desenvolver o lado de um
cilindro na programação, facilitando, assim, a criação de programas
destinados, por exemplo, à usinagem cilíndrica de cames.
G07.1 IP r ; Inicia o modo de interpolação cilíndrica
(ativa a interpolação cilíndrica).
G07.1 IP 0 ; O modo de interpolação cilíndrica é cancelado.
:
:
:
IP : Endereço para o eixo de rotação
r : Raio do cilindro
Especifique G07.1 IP r ; e G07.1 IP 0; em blocos separados.
É possível utilizar G107 em vez de G07.1.
Utilize o parâmetro nº 1002 para especificar se o eixo de rotação é o eixo
X, Y ou Z, ou um eixo paralelo a um desses eixos. Especifique o código
G para selecionar um plano para o qual o eixo de rotação corresponda ao
eixo linear definido.
Por exemplo, se o eixo de rotação for umeixo paralelo ao eixoX, G17 terá
de especificar um plano Xp--Yp que é um plano definido pelo eixo de
rotação e pelo eixo Y ou por um eixo paralelo ao eixo Y.
Só é possível definir um eixo de rotação para a interpolação cilíndrica.
NOTA
Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.
A velocidade de avanço especificada no modo de interpolação cilíndrica
corresponde à velocidade válida na superfície cilíndrica desenvolvida.
4.6
INTERPOLAÇÃO
CILÍNDRICA
(G07.1)
Formato
Explicações
D Seleção de plano
(G17, G18, G19)
D Velocidade de avanço
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
51
No modo de interpolação cilíndrica, a interpolação circular pode ser
executada com o eixo de rotação e com um outro eixo linear. O raio R é
utilizado nos comandos da mesma forma descrita na seção 4.4.
O raio não é expresso em graus mas em milímetros (para a entrada em
mm) ou em polegadas (para a entrada em polegadas).
< Exemplo: Interpolação circular entre o eixo Z e o eixo C >
Para o eixo C do parâmetro nº 1022, deve especificar--se 5 (eixo
paralelo ao eixo X). Neste caso, o comando para a interpolação
circular é:
G18 Z__C__;
G02 (G03) Z__C__R__;
Para o eixo C do parâmetro nº 1022
também pode introduzir--se 6 (eixo paralelo ao eixo Y). Neste caso,
porém, o comando para a interpolação circular é:
G19 C__Z__;
G02 (G03) Z__C__R__;
Para executar a compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de
interpolação cilíndrica, cancele qualquer compensação do raio da ponta
da ferramenta que se encontre em curso, antes de iniciar o modo de
interpolação cilíndrica. Em seguida, inicie e cancele a compensação do
raio da ponta da ferramenta dentro do modo de interpolação cilíndrica.
No modo de interpolação cilíndrica, a distância percorrida em um eixo de
rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente,
uma só vez, em uma distância de um eixo linear na superfície externa, de
maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com
outro eixo. Após a interpolação, essa distância é reconvertida em um
ângulo. Para a conversão, a distância percorrida é arredondada para o
menor incremento de entrada.
Conseqüentemente, se um cilindro possuir um raio pequeno, a distância
real percorrida pode divergir da distância especificada. Este erro não é,
contudo, acumulativo.
Se no modo de interpolação cilíndrica for executada uma operação
manual com ”absoluto manual” ativado, poderá ocorrer um erro pela
razão acima descrita.
Valor es-
pecificado
Distância real
percorrida 2×2πR
MOVIMENTO/ROT ×
MOVIMENTO/ROT
MOVIMENTO
ROT
: Distância percorrida por cada rotação do eixo de rotação
(valor especificado no parâmetro nº 1260)
R :
: Arredondado para o menor incremento de entrada
Raio da peça
= ×
2×2πR
No modo de interpolação cilíndrica, o raio do arco não pode ser
especificado com o endereço de palavra I, J ou K.
Se o modo de interpolação cilíndrica for iniciado quando já se encontra
aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta, a interpolação
circular não é executada corretamente nomodode interpolação cilíndrica.
D Interpolação circular
(G02, G03)
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta
D Precisão da interpolação
cilíndrica
Restrições
D Especificação do raio do
arco no modo de
interpolação cilíndrica
D Interpolação circular e
compensação do raio da
ponta da ferramenta
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
52
Nomodo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar operações
de posicionamento (incluindo as operações que produzem os ciclos de
deslocamento rápido, tais como G28, G80 através de G89). Antes de se
poder especificar o posicionamento, é necessário cancelar o modo de
interpolação cilíndrica. A interpolação cilíndrica (G07.1) não pode ser
executada no modo de posicionamento (G00).
No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar um
sistema de coordenadas G50 da peça.
No modo de interpolação cilíndrica, não é possível fazer o reset do modo
de interpolação cilíndrica. É necessário cancelar primeiro o modo de
interpolação cilíndrica, antes de se proceder ao seu reset.
Os ciclos fixos de perfuração, G81 a G89, não podem ser especificados
durante o modo de interpolação cilíndrica.
O espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver (G68 e G69) não
pode ser especificado durante o modo de interpolação cilíndrica.
D Posicionamento
D Definição de um sistema
de coordenadas
D Especificação do modo
de interpolação
cilíndrica
D Ciclo fixo para perfurar
durante o modo de
interpolação cilíndrica
D Espelhamento para
cabeçote duplo de
torno--revólver
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
53
Exemplo de um Programa de Interpolação
Cilíndrica
O0001 (INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA );
N01 G00 Z100.0 C0 ;
N02 G01 G18 W0 H0 ;
N03 G07.1 H57299 ;
N04 G01 G42 Z120.0 D01 F250 ;
N05 C30.0 ;
N06 G03 Z90.0 C60.0 R30.0 ;
N07 G01 Z70.0 ;
N08 G02 Z60.0 C70.0 R10.0 ;
N09 G01 C150.0 ;
N10 G02 Z70.0 C190.0 R75.0 ;
N11 G01 Z110.0 C230.0 ;
N12 G03 Z120.0 C270.0 R75.0 ;
N13 G01 C360.0 ;
N14 G40 Z100.0 ;
N15 G07.1 C0 ;
N16 M30 ;
C
RZ
C
2301901500
mm
Z
Graus
110
90
70
120
30 60 70 270
N0
5
N06
N07
N08 N09 N10
N11
N12 N13
360
60
Exemplos
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
54
Utilizando--se o comando G32, é possível cortar roscas cônicas e em
espiral, bem como roscas de passo reto.
A velocidade do fuso é lida pelo codificador de posição do fuso em tempo
real e convertida na velocidade de avanço de corte (no modo de avanço
por minuto), à qual a ferramenta será, então, movimentada.
Fig. 4.7 (a) Rosca reta
L
Fig. 4.7 (b) Rosca cônica Fig. 4.7 (c) Rosca em espiral
L
L
X
Eixo X
Z α
Ponto inicial
L
0
G32IP_F_;
IP_: Ponto final
F_: Passo do eixo longo
(sempre em programação do
raio)
Fig. 4.7 (d) Exemplo da abertura de rosca
Ponto final
Eixo Z
δ2
δ1
Em geral,a abertura da rosca é repetida ao longo do mesmo caminho da
ferramenta, desde o corte grosseiro até o corte de acabamento de um
parafuso. Umavez que a abertura de rosca é iniciada quando o codificador
de posição instalado no fuso transmite um sinal para 1 volta, o processo
de abertura de rosca é iniciado em um ponto fixo e o caminho da
ferramenta na peça não é alterado durante as repetidas aberturas de rosca.
Ter em atenção que a velocidade do fuso tem de permanecer constante
desde o corte grosseiro até o corte de acabamento. Não sendo assim, o
passo da rosca é incorreto.
4.7
ROSCA DE PASSO
CONSTANTE (G32)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
55
X
LX
α
LZ
Z
passo α≦45° é LZ
passo α≧45° é LX
Rosca cônica
Fig. 4.7 (e) LZ e LX de uma rosca cônica
Geralmente, o atraso do sistema servo, etc., provoca passos de rosca
ligeiramente incorretos nos pontos inicial e final de umaabertura de rosca.
Para compensar esta situação, o comprimento da abertura de rosca deveria
ser especificado com um valor um pouco maior do que o necessário.
A Tabela 4.7 apresenta as faixas permitidas para a especificação do passo
de rosca.
Tabela 4.7: Faixas de dimensões permitidas para os passos de rosca
Menor incremento de comando
Entrada em de 0.0001 a 500.0000 mm
mm
Entrada em de 0.000001 a 9.999999 polegadas
polegadas
p g
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
56
Eixo Z
Eixo X
30 mm
70
Na programação, são usados os valores seguintes :
Passo de rosca :4mm
δ1=3mm
δ2=1.5mm
Profundidade de corte :1mm (corte duplo)
(Entrada em milímetros, programação do diâmetro)
G00 U--62.0 ;
G32 W--74.5 F4.0 ;
G00 U62.0 ;
W74.5 ;
U--64.0 ;
(No segundo corte, cortar mais 1 mm)
G32 W--74.5 ;
G00 U64.0 ;
W74.5 ;
1. Abertura de rosca reta
Eixo Z
Eixo X
δ2 δ1
40
Na programação, são usados os valores seguintes :
Passo de rosca : 3.5mm na direção do eixo Z
δ1=2mm
δ2=1mm
Profundidade de corte na direção do eixo X é 1mm
(corte duplo)
(Entrada em milímetros, programação do diâmetro)
G00 X 12.0 Z72.0 ;
G32 X 41.0 Z29.0 F3.5 ;
G00 X 50.0 ;
Z 72.0 ;
X 10.0 ;
(No segundo corte, cortar mais 1 mm)
G32 X 39.0 Z29.0 ;
G00 X 50.0 ;
Z 72.0 ;30
0
φ50
φ43
φ14
2. Abertura de rosca cônica
δ2
δ1
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
57
AVISO
1 A correção da velocidade de avanço encontra--se ativa (fixada a 100%) durante a abertura de
rosca.
2 Émuito perigoso parar o avanço da ferramenta de abertura de rosca sem parar primeiro o fuso,
pois isso iria aumentar subitamente a profundidade do corte. Portanto, a função de bloqueio
de avanço não é eficaz durante a abertura de rosca. Se o botão de bloqueio de avanço for
pressionado durante a abertura de rosca, a ferramenta pára após a execução de um bloco em
que não se encontre especificada a abertura de rosca, tal como se tivesse sido premido obotão
BLOCO ÚNICO. A lâmpada de bloqueio de avanço (lâmpada SPL) acende, porém, se o botão
de BLOQUEIO DE AVANÇO for acionado no painel de comando da máquina. Assim que a
ferramenta pára, a lâmpada se apaga (estado de parada de bloco único).
3 Se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO continuar premido ou for novamente premido no
primeiro bloco que não inclui a abertura de rosca, imediatamente após o bloco de abertura de
rosca, a ferramenta pára no bloco que não inclui a abertura de rosca.
4 Se a abertura de rosca for executada no estado de bloco único, a ferramenta pára após a
execução do primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca.
5 Quando o modo é alterado de operação automática para operação manual durante a abertura
de rosca, a ferramenta pára no primeiro bloco não especificando a abertura de rosca como
quando o botão de bloqueio de avanço é carregado conforme mencionado na nota 3.
No entanto, quando o modo é alterado de um modo de operação automática para outro, a
ferramenta pára depois da execução do bloco não especificando a abertura de rosca como
para o modo de bloco único da nota 4.
6 Se o bloco anterior for umbloco de abertura de rosca, o corte será imediatamente iniciado, sem
esperar pela deteção do sinal de 1 rotação,mesmo que o bloco atual seja umbloco de abertura
de rosca.
G32Z _ F_ ;
Z _; (O sinal de 1 rotação não é detetado antes deste bloco.)
G32 ; (Considerado como um bloco de abertura de rosca.)
Z_ F_ ;(O sinal de 1 rotação também não é detetado.)
7 Se o controle da velocidade de corte constante estiver ativo durante a abertura de rosca em
espiral ou de rosca cônica, e a velocidade do fuso for alterada, o passo de rosca poderá não
ser cortado corretamente. Por isso, não use o controle da velocidade de corte constante
durante a abertura de rosca. Use, em vez disso, G97.
8 Oblocode deslocamento precedente aobloco deabertura de rosca nãopode incluir comandos
de chanfragem nem de canto R.
9 Um bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos de chanfragem nem de canto R.
10A função de override da velocidade do fuso está desativada durante a abertura de rosca. A
velocidade do fuso está fixada para 100%.
11 A função de retração do ciclo de abertura de rosca não é eficaz para G32.
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
58
A especificação de um aumento ou diminuição do passo de rosca por cada
rotação da hélice, permite a execução da abertura de rosca com passo
variável.
Fig. 4.8 Hélice de passo variável
G34 IP_F_K_;
IP : Ponto final
F : Passo de rosca no sentido do eixo longitudinal, no ponto inicial
K : Incremento e decremento do passo por rotação do fuso
Todos os endereços, exceto K, são iguais aos da abertura de rosca
reta/cônica com G32.
A Tabela 4.8 apresenta a faixa de valores que podem ser especificados
como K.
Tabela 4.8: Faixa de valores permitidos para K
Entrada em mm De0.0001 a500.0000 mm/rot.
Entrada em polega-
das
De0.000001 a 9.999999 pol/rot.
O alarme P/S (nº 14) é acionado, por exemplo, quando K tem um valor
que excede o que é apresentado na Tabela 4.8, o valor máximo do passo
é ultrapassado como resultado do aumento ou diminuição por K ou o
passo possui um valor negativo.
AVISO
A “Retração do Ciclo de Abertura de Rosca” não é eficaz
para G34.
Passo de rosca no ponto inicial: 8,0 mm
Aumento do passo de rosca: 0,3 mm/rotação
G34 Z--72.0 F8.0 K0,3 ;
4.8
ABERTURA DE
ROSCA DE PASSO
VARIÁVEL (G34)
Formato
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
59
Na função de rosqueamento contínuo, os pulsos fracionários emitidos
para a transição entre blocos de movimento, sobrepõem--se com o
próximo movimento para o processamento e saída de pulsos
(sobreposição de blocos).
Assim, as seções de usinagem descontínuas, devido à interrupção do
movimento durante os blocos de usinagem contínua, são eliminadas,
permitindo umcomando contínuo do bloco que contém as instruções para
a abertura de rosca.
Dado que o sistema é controlado de forma a impedir, tanto quanto
possível, que o sincronismo com o fuso seja perturbado durante a
transição entre blocos, se torna possível executar operações especiais de
abertura de rosca, nas quais o passo de roscae ocontorno sealteram ameio
caminho.
G32
G32
G32
Fig. 4.9 Abertura de rosca contínua
Mesmo que seja repetida a mesma seção para a abertura de rosca,
enquanto a profundidade de corte é alterada, este sistema permite uma
usinagem correta sem prejudicar a rosca.
NOTA
1 A sobreposição de blocos tambémé eficaz para o comando
G01, produzindo uma superfície com um acabamento
excelente.
2 A sobreposição de blocos não é eficaz em blocos
extremamente pequenos.
4.9
ABERTURA DE
ROSCA CONTÍNUA
Explicações
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
60
Através do endereço Q é possível especificar um ângulo entre o sinal de
1 rotação do fuso e o início da abertura de rosca, e deslocar o ângulo de
início da abertura de rosca. Torna--se, assim, possível produzir facilmente
hélices de rosca múltipla.
Hélices de rosca múltipla.
IP_: Ponto final
F_: Passo na direção longitudinal
Q_ : Ângulo inicial da abertura de rosca
(Roscade passo constante)
G32 IP_ F_ Q_ ;
G32 IP_ Q_ ;
G32: Abertura de rosca de passo constante
G34: Abertura de rosca de passo variável
G76: Ciclo de abertura de rosca múltipla
G92: Ciclo de abertura de rosca
Oângulo inicial não éumvalor de ação contínua (modal), tendo, portanto,
de ser especificado sempre que é usado. Se não for especificado nenhum
valor, o programa assume o valor 0,
O incremento do ângulo inicial (Q) é de 0.001 graus. Ter em atenção, que
não é possível especificar um ponto decimal.
Exemplo:
Para um ângulo de deslocamento de 180 graus, especifique Q180000,
Não é possível especificar Q180.000, visto que este valor contém um
ponto decimal.
O ângulo inicial (Q) pode ser especificado entre 0 e 360000 (em unidades
de 0.001 graus). Se for especificado um valor superior a 360000 (360
graus), o mesmo será arredondado para 360000 (360 graus).
Use sempre o formato de fita FS15 para o comando de abertura de rosca
múltipla G76.
4.10
ABERTURA DE
ROSCA MÚLTIPLA
Formato
Explicações
D Comandos permitidos para
a abertura de rosca
Limitações
D Ângulo inicial
D Incremento do ângulo
inicial
D Faixa permitida para o
ângulo inicial
D Abertura de rosca
múltipla (G76)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
61
Programa para hélices de rosca dupla
(com ângulos iniciais de 0 e 180 graus)
G00 X40.0 ;
G32 W--38.0 F4.0 Q0 ;
G00 X72.0 ;
W38.0 ;
X40.0 ;
G32 W--38.0 F4.0 Q180000
;
G00 X72.0 ;
W38.0 ;
Exemplos
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
62
A interpolação linear pode ser programada através da especificação deum
movimento axial a seguir ao comando G31, tal como G01. Se for
introduzido um sinal de salto externo durante a execução deste comando,
a execução do comando é interrompida e o bloco seguinte executado.
A função de salto é usadaquando o fimda usinagemnão está programado,
mas é especificado por meio de um sinal da máquina, por exemplo,
durante a retificação. Esta função também pode ser usada para medir as
dimensões de uma peça.
Paramais informações sobre a utilização desta função, consulte omanual
publicado pelo fabricante da máquina--ferramenta.
G31 IP_ ;
G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em
que foi especificado)
Quando o sinal de salto está ativo, os valores das coordenadas podem ser
utilizados em uma macro de usuário, dado que se encontram
memorizados nas variáveis #5061 a #5068 do sistema de macros de
usuário, da seguinte forma:
#5061 Valor da coordenada do eixo X
#5062 Valor da coordenada do eixo Z
#5063 Valor da coordenada do 3º eixo
#5064 Valor da coordenada do 4º eixo
AVISO
Para aumentar a precisão da posição da ferramenta
quando é introduzido o sinal de salto, o override da
velocidade de avanço, o funcionamento em vazio e a
aceleração/desaceleração automática são desativados
para a função de salto se a velocidade de avanço for
especificada como um valor de avanço por minuto. Para
ativar estas funções, defina o bit 7 (SKF) do parâmetro n.º
6200 para 1. Se a velocidade de avanço for especificada
como um valor de avanço por rotação, override da
velocidade de avanço, funcionamento em vazio e
aceleração/desaceleração automática são ativadas para a
função de salto, independentemente da definição do bit
SKF.
NOTA
1 Se o comando G31 for emitido enquanto a compensação do raio
da ponta da ferramenta estiver ativa, é ativado o alarme P/S nº
035. Cancele a compensaçãoda ferramenta comocomandoG40,
antes de especificar o comando G31.
2 No salto rápido, se G31 for executado no modo de avanço por
rotação, é ativado um alarme P/S (nº 211).
4.11
FUNÇÃO DE SALTO
(G31)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
63
G31 W100.0 F100;
U50.0;
U50.0
50.0
100.0
O sinal de salto é introduzido aqui
Movimento efetivo
Movimento sem sinal de salto
W100
X
Z
Fig. 4.11 (a) O bloco seguinte é um comando incremental
G31 Z200.00 F100;
X100.0; X100.0
X200.0
O sinal de salto é introduzido aqui
Movimento efetivo
Movimento sem sinal de salto
Fig. 4.11 (b) O bloco seguinte é um comando absoluto para 1 eixo
(300,100)
100 200 300
10
0
G31 G90X200.0 F100;
X300.0 Z100.0;
Movimento efetivo
Movimento sem sinal de
salto
O sinal de salto é introduzido aqui
X
Z
Fig 4.11 (c) O bloco seguinte é um comando absoluto para 2 eixos
Exemplos
D O bloco a seguir a G31 é
um comando incremental
D O bloco a seguir a G31 é
um comando absoluto para
1 eixo
D O bloco a seguir a G31 é
um comando absoluto para
2 eixos
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
64
Num bloco especificando P1 a P4 após G31, a função de salto
multi--etapas armazena coordenadas emumavariável demacro deusuário
quando um sinal de salto (4 pontos ou 8 pontos; 8 pontos quando um sinal
de salto rápido é usado) é ligado.
Podem utilizar--se os parâmetros nº 6202 a nº 6205 para selecionar um
sinal de salto de 4 ou de8 pontos (se for utilizado um sinal de salto rápido).
Um sinal de salto pode ser definido de forma a corresponder a vários Pn
ou Qn (n=1,2,3,4), bem como para corresponder a um Pn ou Qn na base
de um para um.
É possível servir--se de um sinal de salto emitido pelo equipamento, tal
como um instrumento de medição de dimensões fixas, para saltar os
programas que estão sendo executados.
Na retificação de perfis, por exemplo, é possível executar
automaticamente uma série de operações, desde a usinagem grosseira até
à retificação fina, aplicando--se um sinal de salto sempre que as operações
de usinagem grosseira, usinagem semi--fina, usinagem fina ou de
retificação fina sejam terminadas.
Comando de movimento
G31 IP __ F __ P __ ;
G04 X (U, P)__ (Q__) ;
Pausa
IP_ : Ponto final
F_ : Velocidade de avanço
P_ : P1--P4
X(U, P)_ : Tempo de pausa
Q_ : Q1 -- Q4
O saltomulti--etapas é programado através da especificação de P1, P2, P3
ou P4 em um bloco G31. A seleção (de P1, P2, P3 ou P4) é explicada no
manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Especificando--se Q1, Q2, Q3 ou Q4 em G04 (comando de pausa), é
possível ignorar a pausa, tal como acontece quando se especifica G31.
Pode ocorrer um salto, mesmo queQ não seja especificado. A seleção (de
Q1, Q2, Q3 ou Q4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
Os parâmetros nº 6202 a 6205 podem ser utilizados para definir se será
aplicado um sinal de salto de 4 ou de 8 pontos (se for utilizado um sinal
de salto rápido). A especificação não está limitada à correspondência de
um a um. É possível especificar que um sinal de salto corresponda a dois
ou mais Pn ou Qn (n=1, 2, 3, 4). Os bits 0 (DS1) a 7 (DS8) do parâmetro
nº 6206 também podem ser utilizados para especificar uma pausa.
CUIDADO
A pausa não é ignorada se não for especificado Qn e
definidos os parâmetros DS1--DS8 (nº 6206#0--#7).
4.12
SALTO
MULTI--ETAPAS
Formato
Explicações
D Correspondência dos
sinais de salto
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO
65
Com o torque domotor limitado (por exemplo, por umcomando de limite
de torque emitido através da janela doPMC), é possível produzir omesmo
tipo de avanço de corte como com G01 (interpolação linear), através de
um comando de movimento a seguir a G31 P99 (ou G31 P98).
O salto é efetuado quando é emitido um sinal que indica que o limite do
torque foi alcançado (devido à pressão aplicada ou por qualquer outro
motivo).
Paramais informações sobre a utilização desta função, consulte omanual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi
especificado)
G31 P99 IP_ F_ ;
G31 P98 IP_ F_ ;
Se o limite de torque do motor for alcançado ou for recebido um sinal de
SALTO durante a execução de G31 P99, o comando de movimento atual
é cancelado e o bloco seguinte executado.
Se o limite de torque do motor for alcançado durante a execução de G31
P98, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte
executado. O sinal de SALTO <X0004#7/Unidade porta--ferramenta 2
X0013#7> não exerce qualquer influência sobre G31 P98.
A introdução de um sinalde SALTO durante a execução de G31 P98 não
provoca um salto.
Se não for especificado um limite de torque antes da execução de G31
P99/98, o comando de movimento continua; não ocorre um salto mesmo
se for atingido um limite de torque.
Quando G31 P99/98 é especificado, as variáveis de macros de usuário
contêm as coordenadas existentes no final do salto. (Ver seção 4.9.)
Se um sinal de SALTO der origem a um salto com G31 P99, as variáveis
do sistema de macros de usuário contêm as coordenadas baseadas no
sistema de coordenadas da máquina, depois de finalizado, mas não as
coordenadas existentes no momento em que o sinal de SALTO foi
introduzido.
Apenas um eixo pode ser controlada em cada bloco com G31 P98/99.
Se dois ou mais eixos forem especificados para serem controlados em
esses blocos ou se não ocorrer um comando de eixo, o alarme P/S nº 015
é gerado.
Se o sinal que indica o alcance do limite de torque for introduzido durante
a execução de G31 P99/98 e a quantidade de erros do servo for superior
a 32767, é ativado o alarme P/S nº 244.
Com G31 P99, um sinal de SALTO pode originar um salto, mas não um
salto rápido.
4.13
SALTO DO LIMITE DE
TORQUE (G31 P99)
Formato
Explicações
D G31 P99
D G31 P98
D Comando de limite de
torque
D Variável do sistema de
macros de usuário
Limitações
D Comando de eixos
D Erro do servo
D Salto rápido
PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01
66
G31 P99/98 não pode ser aplicado aos eixos submetidos a uma
sincronização simplificada, nem aos eixos X ou Z, se os mesmos se
encontrarem sob um controle de eixo angular.
É necessário definir o bit 7 (SKF) do parâmetro nº 6200 para desativar as
funções de funcionamento em vazio, override e aceleração ou
desaceleração automática, nos comandos de salto G31.
G31 P99/98 não pode ser usado em blocos consecutivos.
AVISO
Especifique sempre o limite de torque antes do comando
G31 P99/98, caso contrário G31 P99/98 permitirá a
execução de comandos de movimento, sem originar um
salto.
NOTA
Se G31 for ativado durante a compensação do raio da
ponta da ferramenta, é ativado o alarme P/S nº 035.
Portanto, antes de ativar G31, execute G40 para cancelar
a compensação do raio da ponta da ferramenta.
O0001;
:
:
Mjj ;
:
:
G31 P99 X200, F100 ;
:
G01 X100, F500 ;
:
:
MDD ;
:
:
M30 ;
:
%
O limite de torque é especificado atra-
vés da janela do PMC.
Comando de salto do limite de torque
Comando de movimento ao qual é
aplicado o limite de torque
Limite de torque cancelado pelo PMC
D Sincronização
simplificada e controle
de eixo angular
D Controle da velocidade
D Comandos consecutivos
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO
67
5 FUNÇÕES DE AVANÇO
PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01
68
As funções de avanço controlam a velocidade de avanço da ferramenta.
Estão disponíveis as duas funções de avanço seguintes:
1. Deslocamento rápido
Quando se especifica o comando de posicionamento (G00), a
ferramenta se move à velocidade de deslocamento rápido programada
no CNC (parâmetro nº 1420).
2. Avanço de corte
A ferramenta se move à velocidade de avanço de corte programada.
O override pode ser aplicado à velocidade de deslocamento rápido ou à
velocidade de avanço de corte, pressionando--se o respectivo botão no
painel de operação da máquina.
Para evitar um choque mecânico, a aceleração/desaceleração é aplicada
automaticamente no momento em que a ferramenta inicia e termina o seu
movimento (Fig. 5.1 (a)).
FR
Velocidade de deslo-
camento rápido
Tempo
TR TR
FR:Velocidade de des-
locamento rápido
: Constante de
tempo de aceler-
ação/desaceler-
ação para a velo-
cidade de deslo-
camento rápido
0
Tempo
Velocidade de avanço
FCFC
0
TC TC
TR
TC
: Velocidade de avanço
: Constante de
tempo de aceleração/
desaceleração para a
velocidade de avanço
de corte
Fig. 5.1 (a) Aceleração/desaceleração automática (exemplo)
5.1
ASPECTOS GERAIS
D Funções de avanço
D Override
D Aceleração/
Desaceleração
automática
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO
69
Se a direção do movimento for alterada entre os blocos programados,
durante o avanço de corte, poderá obter--se um caminho de canto
arredondado (Fig. 5.1 (b)).
0
Caminho programado
Caminho real da ferramenta
X
Z
Fig. 5.1 (b) Exemplo do caminho da ferramenta entre dois blocos
Na interpolação circular ocorre um desvio radial (Fig. 5.1 (c)).
0
r
∆r:Erro
Caminho programado
Caminho real da ferramenta
X
Z
Fig. 5.1 (c) Exemplo do desvio radial na interpolação circular
Ocaminho de canto arredondado ilustrado naFig. 5.1 (b) e o desvio radial
ilustrado na Fig. 5.1 (c), dependem da velocidade de avanço. Portanto, é
necessário controlar a velocidade de avanço para que a ferramenta se
movimente da forma programada.
G00 IP_ ;
G00: Código G (grupo 01) para o posicionamento (deslocamento rápido)
IP_; Palavra de dimensão para o ponto final
Ocomando de posicionamento (G00) posiciona a ferramenta pormeio do
deslocamento rápido. No deslocamento rápido, o bloco seguinte é
executado depois da velocidade de avanço especificada passar para 0 e do
motor servo alcançar uma determinada faixa definida pelo fabricante da
máquina--ferramenta (controle da posição).
A velocidade de deslocamento rápido é definida para cada eixo por meio
do parâmetro nº 1420, não sendo, assim, necessário programar uma
velocidade de avanço rápido.
Os seguintes overrides podem ser aplicados à velocidade de
deslocamento rápido, pressionando--se o respectivo botão no painel de
operação da máquina: F0, 25, 50, 100%
F0: Permite que uma velocidade de avanço fixa seja definida para cada
eixo pelo parâmetro nº 1421.
Para informações mais detalhadas, consulte o manual aplicável do
fabricante da máquina--ferramenta.
D Caminho da ferramenta
em avanço de corte
5.2
DESLOCAMENTO
RÁPIDO
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01
70
A velocidade de avanço da interpolação linear (G01), interpolação
circular (G02, G03), etc., é programada com números após o código F.
No avanço de corte, o bloco seguinte é executado de forma a minimizar
a alteração da velocidade de avanço em relação ao bloco precedente.
Estão disponíveis dois modos de especificação:
1. Avanço por minuto (G98)
Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por minuto.
2. Avanço por rotação (G99)
Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por rotação do
fuso.
Avanço por minuto
G98 ; Código G (grupo 05) para o avanço por minuto
F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/min ou polegadas/min)
Avanço por rotação
G99 ; Código G (grupo 05) para o avanço por rotação
F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/rotação ou
polegadas/rotação)
O avanço de corte é controlado de forma que a velocidade de avanço
tangencial corresponda sempre à velocidade de avanço especificada.
X
Ponto final
Ponto
inicial
X
FF
Centro Ponto final
Ponto
inicial
Interpolação linear Interpolação circular
Z Z
Fig. 5.3 (a) Velocidade de avanço tangencial (F)
Após a especificação de G98 (no modo de avanço por minuto), o valor de
avanço da ferramenta por minuto deve ser definido diretamente,
especificando um número depois de F. G98 é um código modal. Depois
de selecionado, G98 é válido até que seja especificado G99 (avanço por
rotação). Quando se liga a máquina, fica ativo o modo de avanço por
rotação.
É possível aplicar ao avanço por minuto uma correção de 0% a 254% (em
passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da
máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual
correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
5.3
AVANÇO DE CORTE
Formato
Explicações
D Controle da constante da
velocidade tangencial
D Avanço por minuto (G98)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO
71
Quantidade de avanço por minuto
(mm/min ou pol/min)
F
Fig. 5.3 (b) Avanço por minuto
AVISO
Não é possível aplicar umoverride a alguns dos comandos,
como p. ex. à abertura de rosca.
Após a especificação de G99 (no modo de avanço por rotação), o valor
de avanço daferramenta por rotação do fuso deve ser definido
diretamente, especificando um número depois de F. G99 é um código
modal. Depois de selecionado,G99 éválido até que seja especificadoG98
(avanço por minuto).
É possível aplicar ao avanço por rotação uma correção de 0% a 254% (em
passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da
máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual
correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Se o bit 0 (NPC) do parâmetro nº 1402 for definido com 1, é possível
especificar os comandos de avanço por rotação, mesmo que não seja
usado um codificador de posição. (O CNC converte os comandos de
avanço por rotação em comandos de avanço por minuto.)
Quantidade de avanço por rotação do
fuso
(mm/rot ou pol/rot)
F
Fig. 5.3 (c) Avanço por rotação
CUIDADO
1 Se o fuso trabalhar a uma velocidade baixa, poderão
verificar--se flutuações na velocidade de avanço. Quanto
menor for o número de rotações do fuso, tanto mais
freqüentemente ocorrerão flutuações na velocidade de
avanço.
2 Não é possível aplicar umoverride a alguns dos comandos,
como p. ex. à abertura de rosca.
Pode definir--se um limite superior comum na velocidade de avanço de
corte ao longo de cada eixo com o parâmetro nº 1422. Se uma velocidade
real de avanço de corte (com um override aplicado) exceder um limite
superior especificado, ela é fixada para o limite superior.
D Avanço por rotação
(G99)
D Fixação da velocidade
de avanço de corte
PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01
72
NOTA
O limite superior é especificado em mm/min ou em
polegadas/min. O cálculo do CNC poderá implicar um erro
da velocidade de avanço de +2% em relação ao valor
especificado. Esse erro não é válido, contudo, para a
aceleração/desaceleração.Mais precisamente, esse erro é
provocado pela medição do tempo de que a ferramenta
necessita para se deslocar 500 mm ou mais, durante o
estado estável:
A faixa de velocidades de avanço especificáveis pode ser consultada no
Anexo C.
Pausa G04 X_ ; ou G04 U_ ; ou G04 P_ ;
X_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais)
U_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais)
P_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais)
Quando se especifica uma pausa, a execução do bloco seguinte é adiada
pelo tempo especificado.
O bit 1 (DWL) do parâmetro nº 3405 pode definir uma pausa para cada
rotação no modo de avanço por rotação (G99).
Tabela 5.4 (a):
Faixa de valores de comando do tempo de pausa
(comando X ou U)
Sistema incremental
Faixa de valores de com-
ando
Unidade do
tempo de pausa
IS--B de 0.001 a 99999.999
s ou rot
IS--C de 0.0001 a 9999.9999
s ou rot.
Tabela 5.4 (b):
Faixa de valores de comando do tempo de pausa
(comando P)
Sistema incremental Faixa de valores de com-
ando
Unidade do
tempo de pausa
IS--B de 1 a 99999999 0.001 s ou rot.
IS--C de 1 a 99999999 0.0001 s ou rot.
D Referência
5.4
PAUSA (G04)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 6. PONTO DE REFERÊNCIA
73
6 PONTO DE REFERÊNCIA
Qualquermáquina--ferramentaCNCpossui umaposição especial naqual,
normalmente, a ferramenta é substituída ou o sistema de coordenadas
definido, como se descreve mais tarde. Essa posição é designada como
ponto de referência.
PROGRAMAÇÃO6. PONTO DE REFERÊNCIA B--64114PO/01
74
O ponto de referência é uma posição fixa na máquina--ferramenta, para a
qual a ferramenta pode ser facilmente deslocada por meio da função de
retorno ao ponto de referência.
Oponto de referência é utilizado, por exemplo, como umaposição naqual
as ferramentas são substituídas automaticamente. É possível especificar
um total de quatro pontos de referência, definindo--se coordenadas no
sistema de coordenadas da máquina, através dos parâmetros (nº 1240 a
1243).
Ponto de referência
Ponto zero da máquina
3º ponto de referência
2º ponto de referência
4º ponto de
referência
Fig. 6.1 (a) Ponto zero da máquina e pontos de referência
Y
X
6.1
RETORNO AO
PONTO DE
REFERÊNCIA
D Ponto de referência
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 6. PONTO DE REFERÊNCIA
75
As ferramentas são deslocadas automaticamente para o ponto de
referência passando por uma posição intermediária ao longo de um eixo
especificado Quando o retorno ao ponto de referência está concluído,
acende--se a lâmpada que indica que o retorno foi concluído.
X
Z
Posição intermediária
Ponto de referência
Fig. 6.1 (b) Retorno ao ponto de referência
A função de controle do retorno ao ponto de referência (G27) verifica se
a ferramenta regressou corretamente ao ponto de referência, como
especificado no programa. Se a ferramenta tiver regressado corretamente
ao ponto de referência ao longo do eixo especificado, acende--se a
lâmpada do respectivo eixo.
G28 _ ;
G30 P2 _ ;
Retorno ao ponto de referência
Retorno ao 3º ponto de re-
ferência
Retorno ao 4º ponto de re-
ferência
Retorno ao 2º ponto de re-
ferência
IP_: Comando que especifica a posição intermediária
(comando absoluto/incremental)
G30 P3 _ ;
G30 P4 _ ;
(P2 pode
ser omitido.)
IP
IP
IP
IP
IPG27 _ ;
IP_: Comando que especifica o ponto de referência
(comando absoluto/incremental)
D Retorno ao ponto de
referência
D Controle do retorno ao
ponto de referência
Formato
D Retorno ao ponto de
referência
D Controle do retorno ao
ponto de referência
PROGRAMAÇÃO6. PONTO DE REFERÊNCIA B--64114PO/01
76
O deslocamento para a posição intermediária ou para os pontos de
referência é executado à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo.
Por isso, a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da
ferramenta deveriam ser canceladas antes da execução deste comando,
por motivos de segurança.
Em sistemas sem um detetor de posição absoluta, só é possível utilizar as
funções de retorno ao segundo, terceiro e quarto ponto de referência
depois de se efetuar o retorno ao ponto de referência (G28) ou o retorno
manual ao ponto de referência (ver III--3.1). Normalmente, o comando
G30 só é utilizado se a posição do dispositivo automático de substituição
da ferramenta (ATC) diferir do ponto de referência.
O comando G27 posiciona a ferramenta à velocidade de deslocamento
rápido. Quando a ferramenta alcança o ponto de referência, a lâmpada de
retorno ao ponto de referência acende--se.
No entanto, se a posição alcançada pela ferramenta não corresponder ao
ponto de referência, é ativado um alarme (nº 092).
A lâmpada que indica a conclusão do retorno não se acende se o bloqueio
da máquina estiver ligado, mesmo que a ferramenta tenha regressado
automaticamente ao ponto de referência. Neste caso, não é efetuado o
controle de retorno da ferramenta ao ponto de referência, mesmo que seja
especificado um comando G27.
Se o comando G28 for especificado sem que o retorno manual ao ponto
de referência tenha sido executado após a energização, o movimento a
partir do ponto intermediário é igual ao do retorno manual ao ponto de
referência.
Neste caso, a ferramenta desloca--se na direção especificada no parâmetro
ZMIx (bit 5 do parâmetro nº 1006) para o retorno ao ponto de referência.
A posição intermediária tem, portanto, de ser especificada de forma a
possibilitar o retorno ao ponto de referência.
No modo de correção, a posição a ser alcançada pela ferramenta com o
comando G27 é obtida adicionando o valor de correção à posição
especificada. Assim, se a posição definida através da adição do valor de
correção não corresponder ao ponto de referência, a lâmpada não se
acende mas é ativado um alarme. Normalmente, as correções têm de ser
canceladas antes de se ativar o comando G27.
Se o sistema damáquina--ferramenta for um sistema inglês em que foram
feitas entradas emmilímetros, a lâmpadade retorno aoponto de referência
poderá acender--se mesmo que a posição programada tenha sido
deslocada do ponto de referência pelo menor incremento de entrada. Isso
deve--se ao fato do menor incremento de entrada da máquina ser inferior
ao seu menor incremento de comando.
Ver III--3.1.
Explicações
D Retorno ao ponto de
referência (G28)
D Retorno ao 2º,3º e 4º
ponto de referência
(G30)
D Controle do retorno ao
ponto de referência
(G27)
Restrições
D Bloqueio da máquina
ligado
D Primeiro retorno ao
ponto de referência após
a energização (sem um
detetor de posição
absoluta)
D Controle do retorno ao
ponto de referência no
modo de correção
D Lâmpada acesa quando
a posição programada
não corresponde ao
ponto de referência
Referência
D Retorno manual ao
ponto de referência
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
77
7 SISTEMA DE COORDENADAS
A ferramenta pode ser deslocada para a posição pretendida, introduzindo
essa posição no CNC. Essa posição da ferramenta é representada em um
sistema de coordenadas. As coordenadas são especificadas por meio dos
eixos do programa.
Se forem utilizados os dois eixos do programa, isto é, os eixos X e Z, as
coordenadas são especificadas da seguinte forma:
X_Z_
A este comando dá--se o nome de palavra de dimensão.
X
α
β
Z
Ponto zero
Fig. 7 Posição da ferramenta especificada por XαZβ
As coordenadas são especificadas em um dos três sistemas de
coordenadas seguintes:
(1) Sistema de coordenadas da máquina
(2) Sistema de coordenadas da peça
(3) Sistema de coordenadas locais
O número de eixos do sistema de coordenadas varia de máquina para
máquina. Por isso, as palavras de dimensão são representadas, neste
manual, por IP_.
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
78
O ponto específico de uma máquina, que funciona como referência da
mesma, é designado como ponto zero da máquina. O ponto zero de cada
máquina é programado pelo respectivo fabricante da
máquina--ferramenta.
Aum sistemade coordenadas, cujo ponto deorigemcoincide comoponto
zero da máquina, dá--se o nome de sistema de coordenadas da máquina.
O sistema de coordenadas da máquina é determinado quando se executa
o retorno manual ao ponto de referência, após a energização (ver III--3.1).
Uma vez determinado, o sistema de coordenadas da máquina não é
alterado até que a máquina seja desligada.
G53 IP _ ;
IP _ ; Palavra de dimensão absoluta
Quando uma posição é especificada como um conjunto de coordenadas
da máquina, a ferramenta desloca--se para essa posição por meio do
deslocamento rápido. G53, usado para selecionar o sistema de
coordenadas da máquina, é um código G de ação simples. Todos os
comandos baseados no sistema de coordenadas da máquina selecionado
só são, por isso, eficazes no bloco que contém G53. O comando G53 tem
de ser especificado através de valores absolutos. Sendo especificados
valores incrementais, o comando G53 é ignorado. Se pretender deslocar
a ferramenta para uma posição específica da máquina, como p. ex. a
posição de substituição da ferramenta, programe omovimento no sistema
de coordenadas da máquina ativado com G53.
Sempre que especificar o comando G53, cancele a compensação do raio
da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta.
Uma vez que o sistema de coordenadas da máquina tem de ser definido
antes de se especificar o comandoG53, é necessário executar, pelomenos,
um retorno manual ou automático ao ponto de referência através do
comando G28, imediatamente após a energização. Não será necessário
fazê--lo, caso se encontre instalado um detetor de posição absoluta.
Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência após a
energização, o sistema de coordenadas da máquina é definido de forma
que o ponto de referência corresponda aos valores de coordenadas (α, β),
especificados por meio do parâmetro nº 1240,
β
Ponto zero
α
Sistema de coordenadas da máquina
Ponto de referência
7.1
SISTEMA DE
COORDENADAS DA
MÁQUINA
Formato
Explicações
D Seleção do sistema de
coordenadas da
máquina (G53)
Restrições
D Cancelamento da função
de compensação
D Especificação de G53
imediatamente após a
energização
Referência
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
79
O sistema de coordenadas utilizado para a usinagem de uma peça é
designado como sistema de coordenadas da peça. O sistema de
coordenadas da peça tem de ser previamente definido através do NC
(definição de um sistema de coordenadas da peça).
O sistema de coordenadas da peça é definido pelo programa de usinagem
utilizado (seleção de um sistema de coordenadas da peça).
É possível alterar um sistema de coordenadas da peça já definido,
deslocando o seu ponto de origem (alteração do sistema de
coordenadas da peça).
O sistema de coordenadas da peça pode ser definido por meio de três
métodos:
(1)Com G50
O sistema de coordenadas da peça é definido, especificando um valor
após G50, no programa.
(2)Definição automática
Se o bit 0 do parâmetro nº 1201 for previamente ativado, o sistema de
coordenadas da peça é definido automaticamente quando o retorno
manual ao ponto de referência é executado (ver Parte III--3.1).
(3) Introdução através do painel MDI Realize definições para definir
previamente seis sistemas de coordenadas da peça através do painel
MDI (ver Parte III--11.4.10). Depois, use comandos do programaG54
a G59 para selecionar qual o sistema de coordenadas da peça que deve
ser usado.
Sendo utilizado um comando absoluto, o sistema de coordenadas da
peça terá de ser especificado de uma das formas acima descritas.
G50 IP_
O sistema de coordenadas da peça é definido de forma que um
determinado ponto da ferramenta, como p. ex. a ponta da ferramenta,
fique situado nas coordenadas especificadas. Se IP for um valor de
comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido
de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da
adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição
anterior da ferramenta. Se o sistema de coordenadas for definido pormeio
de G50, durante a correção, será definido um sistema de coordenadas, no
qual a posição anterior à correção corresponda à posição especificada em
G50.
7.2
SISTEMA DE
COORDENADAS DA
PEÇA
7.2.1
Definição do Sistema
de Coordenadas da
Peça
Formato
D Definição do sistema de
coordenadas da peça com
G50
Explicações
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
80
Definição do sistema de coordenadas através de
G50X128.7Z375.1; comando (designação do diâmetro)
Definição do sistema de coordenadas através de
G50X1200.0Z700.0; comando (designação do diâmetro)
Ponto básicoExemplo 1 Exemplo 2
Z
X
375.1
φ128.7
Z
X
700.0
φ1200.0
Ponto zero
Ponto inicial
Ponto inicial
(ponto padrão)
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
81
Estão à disposição os sistemas de coordenadas da peça abaixo descritos.
(Para informações detalhadas sobre os métodos de definição, ver
subseção II--7.2.1.)
(1)G50 ou definição automática do sistema de coordenadas da peça
Uma vez selecionado um sistema de coordenadas da peça, os
comandos absolutos trabalhamcomo sistema de coordenadas da peça.
(2)Seleção de um dos seis sistemas de coordenadas da peça definidos
com o painel MDI
Especificando um código G de G54 a G59, é possível selecionar um
dos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça.
G54 Sistema 1 de coordenadas da peça
G55 Sistema 2 de coordenadas da peça
G56 Sistema 3 de coordenadas da peça
G57 Sistema 4 de coordenadas da peça
G58 Sistema 5 de coordenadas da peça
G59 Sistema 6 de coordenadas da peça
Os sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça são definidos depois do
retorno ao ponto de referência, após a energização. Quando se procede
à energização, é selecionado o sistema de coordenadas G54.
Se o bit 2 (G50) do parâmetro nº 1202 for definido com 1, a execução
do comando G50 faz com que seja ativado o alarme P/S nº 10. Isto
destina--se a evitar que o usuário confunda sistemas de coordenadas.
X
100.0
40.0
Neste exemplo, o posicionamento refere--
se às posições (X=100.0, Z=40.0) do sis-
tema 2 de coordenadas da peça.
G55 G00 X100.0 Z40.0 ;
Sistema 2 de coordenadas da peça (G55)
Z
Fig. 7.2.2
7.2.2
Seleção de um Sistema
de Coordenadas da
Peça
Exemplos
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
82
É possível alterar os seis sistemas de coordenadas da peça especificados
comG54 aG59, alterando--se um valor externode correção do ponto zero
da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça.
Existem três métodos para alterar o valor externo de correção do ponto
zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça.
(1) Introdução por meio do painel MDI (ver III--11.4.10)
(2)Programação por meio de G10 ou G50
(3)Através da função de entrada de dados externos
O valor externo de correção do ponto de origem da peça pode ser
alterado enviando um sinal ao CNC. Para mais informações, consulte
o manual correspondente publicado pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
ZOFS2 ZOFS3
ZOFS4
ZOFS5
ZOFS1
ZOFS6
EXOFS : Valor externo de correção do ponto zero da peça
ZOFS1 a ZOFS6 : Valor de correção do ponto zero da peça
EXOFS
Sistema 1
de coordenadas
da peça (G54)
Sistema 2
de coordenadas
da peça (G55)
Sistema 3
de coordenadas
da peça (G56)
Sistema 4
de coordenadas
da peça (G57)
Sistema 5
de coordenadas
da peça (G58)
Sistema 6
de coordenadas
da peça (G59)
Ponto zero
Fig. 7.2.3 Alteração do valor externo de correção do ponto zero da peça ou do valor regularde correção do ponto
zero da peça
G10 L2 Pp IP _;
p=0 : Valor externo de correção do ponto zero da peça
p=1 a 6 : O valor de correção do ponto zero da peça corres-
ponde aos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça
IP : Para um comando absoluto (G90), a correção do ponto
zero da peça em cada eixo.
Para um comando incremental (G91), o valor a ser adicio-
nado à correção do ponto zero da peça em cada eixo (a
soma corresponde à nova correção).
G50 IP _;
7.2.3
Alteração do Sistema
de Coordenadas da
Peça
Formato
D Alteração por meio de G10
D Alteração por meio de G50
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
83
Com o comando G10, é possível alterar individualmente cada um dos
sistemas de coordenadas da peça.
Especificando--se G50IP_;, o sistema de coordenadas da peça
(selecionado com um código de G54 a G59) é deslocado para um novo
sistema de coordenadas da peça de forma que a posição atual da
ferramenta corresponda às coordenadas especificadas (IP_).
Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de
trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta
corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às
coordenadas da posição anterior da ferramenta. (Deslocamento do
sistema de coordenadas)
Em seguida, o valor de deslocamento do sistema de coordenadas é
adicionado a todos os valores de correção do ponto zero da peça. Isso
significa que todos os sistemas de coordenadas da peça são submetidos
a um deslocamento igual.
X X′
A
160 100
100
100
200
Se G50X100Z100; for programado quando a
ferramenta se encontra posicionada em (200,
160), no modo G54, será criado o sistema 1 de
coordenadas da peça (X’ -- Z’) deslocado em
função do vetor A.
60
Sistema de coordenadas da peça G54
Posição da ferramenta
Novo sistema de coordenadas da peça
Sistema original de coordenadas da peça
Z’
Z
X’ -- Z’ Novo sistema de coordenadas da peça
X -- Z Sistema original de coordenadas da peça
A : Valor de correção criado por G50
B : Valor de correção do ponto zero da peça em G54
C : Valor de correção do ponto zero da peça em G55
<G54 sistema de coordenadas da peça >
<G55 sistema de coordenadas da
peça >
Suponha que foi especificado um
sistema de coordenadas da peça
G54. Será possível, então, definir, por
meio do seguinte comando, um
sistema de coordenadas da peça G55
com o círculo preto da ferramenta
(figura à esquerda) em (600.0,
12000.0), desde que a relação
relativa entre os sistemas de
coordenadas da peça G54 e G55
tenha sido corretamente definida:
G50X600.0Z1200.0; Suponha
também que os paletes são
carregados em duas posições
diferentes. Se a relação relativa entre
os sistemas de coordenadas dos
paletes, nas duas posições, tiver sido
corretamente definida, tratando os
sistemas de coordenadas como
sistema de coordenadas da peça G54
e sistema de coordenadas da peça
G55, o deslocamento do sistema de
coordenadas em um dos paletes, com
G50, provoca o mesmo deslocamento
do sistema de coordenadas no outro
palete. Isso significa que as peças
dos dois paletes podem ser usinadas
com o mesmo programa, especifi--
cando apenas G54 ou G55.
Z
Z
X’
600.0
Z’
Z’
X
X
A
B
C
A
X’
1200.0
1200.0
600.0
Explicações
D Alteração por meio de
G10
D Alteração por meio de
G50
Exemplos
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
84
A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça serve para
definir previamente um sistema de coordenadas da peça deslocado por
intervenção manual para o sistema de coordenadas da peça previamente
deslocado. O último sistema é deslocado do ponto zero da máquina por
um valor de correção do ponto zero da peça.
A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça pode ser
utilizada de duas maneiras. Um dos métodos serve--se de um comando
programado (G92.1). O outro se serve das operações MDI nas telas de
visualização da posição absoluta, de visualização da posição relativa e de
visualização da posição global (III -- 11.1.4).
G92.1 IP 0 ;
IP 0 ; Especifica os endereços dos eixos sujeitos à oper-
ação de predefinição do sistema de coordenadas da
peça. Os eixos que não forem especificados não se
encontram sujeitos à operação de predefinição.
(G50,3 P0 ; para o sistema A de códigos G)
Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência no estado
de reset, o sistema de coordenadas da peça é deslocado do ponto zero do
sistema de coordenadas da máquina em função do valor de correção do
ponto zero da peça. Suponha que o retorno manual ao ponto de referência
é executado quando o sistema de coordenadas da peça é selecionado com
G54. Neste caso, um sistema de coordenadas da peça é automaticamente
definido, tendo seu ponto zero deslocado do ponto zero da máquina pelo
valor de correção do ponto zero da peça G54; a distância do ponto zero
do sistema de coordenadas da peça ao ponto de referência representa a
posição atual no sistema de coordenadas da peça.
Sistemade coordenadas da peçaG54
Ponto de referência
Retorno manual ao ponto de referência
Ponto de referência
Valor G54 de correção
do ponto zero da peça
Se estiver instalado um detetor de posição absoluta, o ponto zero do
sistema de coordenadas da peça definido automaticamente após a
energização encontra--se deslocado do ponto zero da máquina em função
do valor de correção do ponto zero da peça em G54. A posição da
máquina, no momento da energização, é lida pelo detetor de posição
absoluta e a posição atual, no sistema de coordenadas da peça, é definida
subtraindo da posição da máquina o valor de correção do ponto zero da
peça emG54. O sistema de coordenadas da peça definido por meio destas
operações é deslocado do sistema de coordenadas damáquina através dos
comandos e operações apresentados na página seguinte.
(a) Intervenção manual executada com o sinal absoluto manual desligado
(b)Comando de deslocamento executado no estado de bloqueio da
máquina
(c)Movimento com interrupção por manivela
(d)Operação com a função de espelhamento
(e) Definição do sistema de coordenadas locais com G52 ou
deslocamento do sistema de coordenadas da peça com G92
7.2.4
Predefinição do
Sistema de
Coordenadas da Peça
(G92.1)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
85
No caso (a), o sistema de coordenadas da peça é deslocado em função da
distância percorrida durante a intervenção manual.
Po
Pn
WZn
WZo
Sistema de coordenadas
da peça G54, antes da
intervenção manual
Valor de correção
do ponto zero
da peça
Sistema de coordenadas da
peça G54, após a intervenção manual
Distância percorrida
durante a intervenção
manual
Ponto zero da máquina
Na operação acima, um sistema de coordenadas da peça já deslocado,
pode ser predefinido através de um código G ou da operação MDI, como
um sistema de coordenadas da peça deslocado do ponto zero da máquina
em função do valor de correção do ponto zerodapeça.Obtém--se omesmo
resultado quando o retornomanual ao ponto de referência é executadoem
um sistema de coordenadas da peça que já foi deslocado. Neste exemplo,
a especificação de um código G ou a operação MDI faz com que o ponto
zero WZn do sistema de coordenadas da peça retorne ao ponto zero
original WZo, servindo a distância entre WZo e Pn para representar a
posição atual no sistema de coordenadas da peça.
O bit 3 (PPD) do parâmetro nº 3104 especifica se deverão ser predefinidas
coordenadas relativas (RELATIVA), assim como coordenadas absolutas.
Para usar a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça,
cancele os modos de compensação: Compensação do raio da ponta da
ferramenta, compensação do comprimento da ferramenta e correção da
ferramenta Se a função for executada sem cancelar primeiro estes modos,
os vetores de compensação são cancelados temporariamente.
A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça não é
executada durante o reinicio do programa.
Restrições
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta,
compensação do
comprimento da
ferramenta, correção da
ferramenta
D Reinício do programa
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
86
Se o sistema de coordenadas atualmente definido através do comando
G50 ou da definição automática do sistema divergir do sistema de
trabalho programado, o sistema de coordenadas definido poderá ser
deslocado (ver III--3.1).
Introduza a quantidade de deslocamento desejada na memória de
deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho.
Z
X
Z
x X--Z: Sistema de coordenadas usado no programa
x--z : Sistema de coordenadas atualmente definido, com um
valor de deslocamento igual a 0
(sistema de coordenadas a ser deslocado)
O
O’
Introduza na memória de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho
a quantidade de deslocamento de O’ para O.
Deslo--
camento
Fig. 7.2.5 Deslocamento do sistema de coordenadas da peça
Ver seção 11.4.5 da Parte III para obter informações sobre como
especificar a distância de deslocamento do sistema de coordenadas de
trabalho.
7.2.5
Deslocamento do
Sistema de
Coordenadas da Peça
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
87
Quando se cria um programa em um sistema de coordenadas da peça,
podedefinir--se um sistemaderivado de coordenadas da peça para facilitar
a programação. A esse sistema de coordenadas derivado dá--se o nome de
sistema de coordenadas locais.
G52 IP_ ; Definição do sistema de coordenadas locais
G52 IP 0 ; Cancelamento do sistema de coordenadas locais
IP_ : Ponto de origem do sistema de coordenadas locais
......
Especificando--seG52IP_;, é possível definir um sistema de coordenadas
locais em todos os sistemas de coordenadas da peça (G54 aG59). Oponto
de origem de cada um dos sistemas de coordenadas locais é definido na
posição especificada por IP_ no sistema de coordenadas da peça.
Uma vez definido o sistema de coordenadas local, as suas coordenadas
são usadas em um comando de deslocamento do eixo. O sistema de
coordenadas locais pode ser alterado, especificando--se o comando G52
com o ponto zero de um novo sistema de coordenadas locais no sistema
de coordenadas da peça.
Para cancelar o sistema de coordenadas local e especificar o valor de
coordenadas no sistema de coordenadas da peça, é necessário fazer
coincidir o ponto zero do sistema de coordenadas local com o do sistema
de coordenadas da peça.
IP_
IP_
(G59 : Sistema de coordenadas da peça 6)
(G54 : Coordenada da peça
nadas da peça)
G55 G56 G57
G58
Ponto de referência
Origem do sistema de coordenadas da máquina
(Sistema de coordenadas da máquina)
(Sistema de coordenadas locais)
(Sistema de coordenadas locais)
Fig. 7.3 Definição do sistema de coordenadas local
7.3
SISTEMA DE
COORDENADAS
LOCAIS
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01
88
AVISO
1 A definição do sistema de coordenadas locais não altera os
sistemas de coordenadas da peça nem da máquina.
2 Quando se utiliza G50 para definir um sistema de
coordenadas de trabalho, o sistema de coordenadas locais
não será alterado se as coordenadas não forem
especificadas para todos os eixos do sistema de
coordenadas locais.
Se as coordenadas forem especificadas para qualquer um
dos eixos do sistema de coordenadas local, o mesmo será
cancelado.
3 G52 cancela temporariamente a correção para a
compensação do raio da ponta da ferramenta.
4 Os comandos de deslocamento ativados imediatamente
após o bloco G52 têm de ser comandos absolutos.
5 O cancelamento do sistema de coordenadas locais em
caso de reset depende dos parâmetros especificados. O
sistema de coordenadas locais é cancelado em caso de
reset, se o bit 6 (CLR) do parâmetro nº 3402 ou o bit 3 (RLC)
do parâmetro nº 1202 possuir o valor 1.
6 Se o retornomanual ao ponto de referência cancela ounão,
o sistema de coordenadas locais, isso depende da
definição de ZCL (bit 2 do parâmetro nº 1201).
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS
89
A seleção dos planos para a interpolação circular, compensação do raio
da ponta da ferramenta, rotação do sistema de coordenadas e perfuração
é feita por meio do código G.
A tabela seguinte apresenta uma lista de códigos G e dos planos
correspondentes.
Tabela 7.4: Códigos G e planos correspondentes
Código
G
Plano sele-
cionado
Xp Yp Zp
G17 Plano Xp Yp
Ei X Ei Y Ei Z
G18 Plano Zp Xp
Eixo X ou um
eixo paralelo
Eixo Y ou um
eixo paralelo
Eixo Z ou um
eixo paralelo
G19 Plano Yp Zp
eixo paralelo eixo paralelo eixo paralelo
Xp, Yp, Zp são determinados pelo endereço do eixo existente no bloco em
que se encontra programado G17, G18 ou G19.
Seno blocoG17,G18 ouG19 for omitido o endereço deumeixo, parte--se
do princípio de que são omitidos os endereços dos três eixos básicos.
O parâmetro nº 1022 serve para especificar se os diversos eixos são eixos
básicos (eixo X, eixo Y ou eixo Z) ou eixos paralelos aos eixos básicos.
O plano não é alterado nos blocos em que não se encontre programado
G17, G18 ou G19.
Quando se procede à energização, é selecionado G18 (plano ZX).
A instrução de movimento é irrelevante para a seleção de planos.
NOTA
1 Os eixos U, V e W (paralelos a um eixo básico) podem ser
usados com os códigos G do tipo B e C.
2 As funções de programação direta da dimensão do
desenho, chanfragem, canto R, repetição de ciclo fixo e
ciclo fixo simples só são ativadas no plano ZX.
Se estas funções forem especificadas para outros planos,
será ativado o alarme P/S nº 212.
Seleção de plano quando o eixo X é paralelo ao eixo U.
G17X_Y_; Plano XY
G17U_Y_; Plano UY
G18X_Z_; Plano ZX
X_Y_; O plano não foi alterado (plano ZX)
G17 ; Plano XY
G18 ; Plano ZX
G17 U_ ; Plano UY
G18Y_ ; Plano ZX, o eixoY se movimenta independentemente
do plano.
7.4
SELEÇÃO DE PLANO
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS B--64114PO/01
90
8 DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS
Este capítulo contém os seguintes tópicos:
8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91)
8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21)
8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS
91
Existem duas formas de comandar o deslocamento da ferramenta; o
comando absoluto e o comando incremental. No comando absoluto, é
programado o valor das coordenadas da posição final. No comando
incremental, é programada a distância a percorrer da posição
propriamente dita. Os
comandos absoluto e incremental são programados, respectivamente, por
meio de G90 e G91.
A programação absoluta ou incremental são utilizadas em função do
comando usado. Ver as tabelas seguintes.
Sistema do código G A B ou C
Método de comando Palavra de endereço G90, G91
Comando absoluto Comando incremental
Comando de movi-
mento do eixo X
Comando de movi-
mento do eixo Z
Comando de movi-
mento do eixo Y
Comando de movi-
mento do eixo C
X
Z
Y
C
U
W
V
H
Comando absoluto
Comando incremental
G90 IP_ ;
G91 IP_ ;
D Sistema B ou C do
código G
Sistema A do código G Sistema B ou C do
código G
Comando absoluto X400.0Z50.0 ; G90 X400.0 Z50.0 ;
Comando incremental U200.0 W--400.0 ; G91 X200.0 Z--400.0 ;
φ400
Φ200
50
450
P
(200, 450)
Q
(400, 50)
Z
X
NOTA
1 Os comandos absolutos e incrementais podem ser usados
simultaneamente no mesmo bloco.
No exemplo acima, pode especificar--se o seguinte
comando:
X400.0 W--400.0 ;
2 Se X e U ou W e Z forem usados no mesmo bloco, só é
eficaz o que for especificado por último.
3 Quando se encontra selecionado o sistema A do código G,
os comandos incrementais não podem ser usados se os
nomes dos eixos forem A e B.
8.1
PROGRAMAÇÃO
ABSOLUTA E
INCREMENTAL
(G90, G91)
Formato
D Sistema A do código G
Exemplos
D Movimento da ferramenta
do ponto P para o ponto Q
(programação do diâmetro
para o eixo X)
PROGRAMAÇÃO
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS B--64114PO/01
92
Com o código G correspondente, pode selecionar--se uma entrada em
polegadas ou em milímetros.
G20 ;
G21 ;
Entrada em polegadas
Entrada em mm
Este código G tem de ser especificado em um bloco separado, antes da
definição do sistema de coordenadas no início do programa. Depois de
especificado o respectivo código G para a conversão polegadas/
milímetros, a unidade da entrada de dados é comutada para o menor
incremento de entrada em milímetros ou de entrada em polegadas do
sistema incremental IS--B ou IS--C (seção II--2.3). A unidade de entrada
de dados para os graus não é alterada. Os sistemas unitários dos seguintes
valores são alterados após a conversão polegadas/milímetros:
-- Velocidade de avanço comandada por um código F
-- Comando de posicionamento
-- Valor de correção do ponto zero de trabalho
-- Valor de compensação da ferramenta
-- Unidade de escalonamento para o gerador de pulsos manual
-- Curso em avanço incremental
-- Alguns parâmetros
Quando a tensão de serviço é ligada, o códigoG é igual ao que havia antes
de a desligar.
AVISO
1 G20 e G21 não podem ser comutados durante a execução do
programa.
2 Quandose comutadaentradaempolegadas (G20) para aentrada
em milímetros (G21) e vice--versa, é necessário proceder a um
reset do valor de compensação da ferramenta de acordo com o
menor incremento de entrada. No entanto, se o bit 0 (OIM) do
parâmetro 5006 possuir o valor 1, os valores de compensação da
ferramenta são convertidos automaticamente, não sendo
necessário proceder a um reset.
CUIDADO
O movimento a partir do ponto intermediário é o mesmo do
retorno manual ao ponto de referência. A direção em que a
ferramenta se move a partir do ponto intermediário é igual à do
retorno ao ponto de referência, como especificado através do bit
5 (ZMI) do parâmetro nº 1006.
NOTA
1 Se o sistema do menor incremento de entrada não for igual ao do
menor incremento de comando, o erro máximo corresponde a
metade do menor incremento de comando. Este erro não é
acumulativo.
2 A comutação entre a entrada em polegadas e a entrada em
milímetros também pode ser efetuada por meio da especificação
de dados (III--11.4.7).
8.2
CONVERSÃO POLE--
GADAS/MILÍMETROS
(G20, G21)
Formato
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS
93
Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. As
casas decimais podem ser utilizadas para introduzir uma distância, um
tempo ou uma velocidade, podendo ser especificadas com os seguintes
endereços:
X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, I, J, K, R e F.
Há dois tipos de notação decimal: A notação tipo calculadora e a notação
padrão.
Quando se utiliza a notação decimal tipo calculadora, parte--se do
princípio que os valores sem casas decimais são especificados em
milímetros. Sendo utilizada a notação decimal padrão, parte--se do
princípio que esses valores são especificados emmenores incrementos de
entrada. Selecione a notação tipo calculadora ou anotação decimal padrão
através do bit DPI (bit 0 do parâmetro 3401). Dentro de um programa, os
valores podem ser especificados com e sem ponto decimal.
Comando do pro-
grama
Programação de
casas decimais
tipo calculadora de
bolso
Programação de casas de-
cimais tipo padrão
X1000
Valor de comando sem
casas decimais
1000mm
Unidade : mm
1mm
Unidade : menor incremento
de entrada (0.001 mm)
X1000.0
Valor de comando com
casas decimais
1000mm
Unidade : mm
1000mm
Unidade : mm
AVISO
O código G tem de ser especificado no mesmo bloco, antes de introduzir um valor. A posição
do ponto decimal poderá depender do comando.
Exemplos:
G20; Entrada em polegadas
X1.0 G04; X1.0 é considerado como sendo uma distância e processado como X10000,
Este comando é equivalente a G04 X10000, A ferramenta faz uma pausa de 10
segundos.
G04 X1.0; Equivalente a G04 X1000, A ferramenta faz uma pausa de um segundo.
NOTA
1 As frações inferiores ao menor incremento de entrada são truncadas.
Exemplos:
X1.23456; Arredondado para X1.234 se o menor incremento de entrada for de 0.001 mm.
Processado como X1.2345, se o menor incremento de entrada for de 0.0001
polegadas.
2 Se forem especificados mais de oito dígitos, é acionado um alarme. Quando se introduz um
valor com casas decimais, o número de dígitos é também verificado em função do menor
incremento de entrada, após a conversão para um valor inteiro.
Exemplos:
X1.23456789;O alarme P/S 003 é acionado por terem sido especificados mais de oito dígitos.
X123456.7; Se o menor incremento de entrada for 0.001 mm, o valor é convertido para o
número inteiro 123456700. Devido ao facto de o número inteiro ter mais de oito
dígitos, é acionado um alarme P/S 003.
8.3
PROGRAMAÇÃO DE
NÚMEROS DECIMAIS
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
8. DIMENSÃO E VALOR
DAS COORDENADAS B--64114PO/01
94
Dado que, na programação do controle de um torno mecânico CNC, a
seção transversal da peça é normalmente circular, as suas dimensões
podem ser especificadas de duas maneiras:
Diâmetro e raio Quando é especificado o diâmetro, chama--se
programação do diâmetro; quando é especificado o raio, chama--se
programação do raio.
Eixo Z
A
B
D1
Eixo X
D2
R1
R2
D1, D2 : Programação do diâmetro
R1, R2 : Programação do raio
A programação do raio ou do diâmetro pode ser especificada através do
parâmetro DIA (nº 1006#3). Para a programação do diâmetro, tenha em
atenção as condições apresentadas na Tabela 8.4.
Tabela 8.4: Notas sobre a especificação do valor do diâmetro
Item Notas
Comando do eixo X Especificado com o valor do diâmetro
Comando incremental Especificado com o valor do diâmetro
Na figura acima, especifica D2 menos D1
para o caminho da ferramenta de B para A.
Definição do sistema de coorde-
nadas (G50)
Especifica um valor de coordenada com
um valor de diâmetro
Componente do valor de correção
da ferramenta
O valor do diâmetro ou do raio é determi-
nado por um parâmetro (nº 5004#1)
Parâmetros do ciclo fixo, como p.
ex. a profundidade de corte ao
longo do eixo X. (R)
Especifica o valor do raio
Designação do raio na interpo-
lação circular (R, I, K, etc.)
Especifica o valor do raio
Velocidade de avanço ao longo do
eixo
Especifica alteração do raio/rev. ou alter-
ação do raio/min.
Indicação da posição do eixo Indicada como valor do diâmetro
8.4
PROGRAMAÇÃO DO
DIÂMETRO E DO
RAIO
Explicações
D Notas sobre a
programação do
diâmetro/programação
do raio para os
diferentes comandos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
95
9 FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
A velocidade do fuso pode ser controlada especificando um valor após o
endereço S.
Além disso, o fuso pode ser girado em função de um ângulo especificado.
Este capítulo contém os seguintes tópicos.
9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM
CÓDIGO
9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE
DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS)
9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE
(G96, G97)
9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA
VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26)
9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
96
Quando se especifica um valor a seguir ao endereço S, são enviados para
a máquina sinais de código e de strobe. Na máquina, os sinais são
utilizados para controlar a velocidade dofuso. Um bloco só pode incluir
um código S. Consulte o manual correspondente fornecido pelo
fabricante da máquina--ferramenta, para obter informações mais
detalhadas, tal como o número de dígitos de um código S ou a ordem de
execução quando se encontram no mesmo bloco um comando de
movimento e um comando com código S.
A velocidade do fuso pode ser especificada diretamente através do
endereço S seguido de um valor de cinco dígitos (rpm). A unidade para
a especificação davelocidade do fuso podevariar em função do fabricante
da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o
manual correspondente fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
9.1
ESPECIFICAÇÃO DA
VELOCIDADE DO
FUSO COM UM
CÓDIGO
9.2
ESPECIFICAÇÃO
DIRETA DO VALOR
DA VELOCIDADE DO
FUSO (COMANDO S
DE 5 DÍGITOS)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
97
A velocidade de corte (velocidade relativa entre a ferramenta e a peça) é
especificada a seguir a S. A velocidade do fuso é controlada de forma que
a velocidade de corte permaneça constante, independentemente da
posição da ferramenta.
G96 Sfffff ;
↑ Velocidade de corte (m/min ou pés/min)
Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de
acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta.
G97 Sfffff ;
↑ Velocidade do fuso (rpm)
Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de
acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta.
G50 S_ ; A velocidade máxima do fuso (rpm) é indicada a seguir a S.
9.3
CONTROLE DA
VELOCIDADE DE
CORTE CONSTANTE
(G96, G97)
Formato
D Comando de controle da
velocidade de corte
constante
D Comando de
cancelamento do
controle da velocidade
de corte constante
D Fixação da velocidade
máxima do fuso
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
98
G96 (comando de controle da velocidade de corte constante) é um código
Gmodal. Depois de especificado um comandoG96, o programa entra no
modo de controle da velocidade de corte constante (modo G96) e os
valores S especificados são adotados como velocidade de corte. O
comando G96 tem de especificar o eixo ao longo do qual é aplicado o
controle da velocidade de corte constante. Um comando G97 cancela o
modo G96. Quando é aplicado um controle da velocidade de corte
constante, uma velocidade do fuso superior ao valor especificado em
G50S_; (velocidade máxima do fuso) é fixada na velocidade máxima do
fuso. No momento da energização, a velocidade máxima do fuso não se
encontra ainda especificada e a velocidade não é limitada. No modoG96,
os comandos S (velocidade de corte) são adotados como S = 0 (a
velocidade de corte é igual 0) até que surja no programaM03 (rotação do
fuso na direção positiva) ou M04 (rotação do fuso na direção negativa).
Fig. 9.3 (a) Relação entre o raio da peça, a velocidade do fuso
e a velocidade de corte
A velocidade do fuso (rpm) é quase
igual à velocidade de corte (m/min) a
aprox. 160 mm (raio).
Velocidade do fuso (rpm)
Para que o controle da velocidade de corte constante possa ser executado,
é necessário definir o sistema de coordenadas de trabalho de forma que
o eixo Z (eixo a que será aplicado o controle da velocidade de corte
constante) obtenha o valor zero.
X
Z
0
Fig. 9.3 (b) Exemplo de um sistema de coordenadas
da peça para o controle da velocidade de corte constante
Explicações
D Comando de controle da
velocidade de corte
constante (G96)
D Definição do sistema de
coordenadas da peça
para o controle da
velocidade de corte
constante
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
99
Modo G96 Modo G97
Especificação da velocidade de corte
em m/min (ou pés/min)
Comando G97
Memorização da velocidade de corte
em m/min (ou pés/min)
Comando
para
a velocidade
do fuso
Especificado
A velocidade do
fuso especificada
(rpm) é aplicada
Não especificado
A velocidade de corte (m/min ou
pés/min) é convertida na veloci-
dade do fuso (rpm)
Outros comandos que não G96
Comando G96
A velocidade
de corte espe-
cificada é apli-
cada
Comando
para a veloci--
dade de
corte
A velocidade de corte memorizada
(m/min ou pés/min) é aplicada. Se não
tiver sido memorizada uma velocidade
de corte, é adotado o valor 0,
Especificado
Não especificado
O controle da velocidade de corte constante também é eficaz durante a
abertura de rosca. Por isso, é recomendável desativar o controle da
velocidade de corte constante com o comando G97, antes de se iniciar a
abertura de rosca em espiral e a abertura de rosca cônica, visto que
qualquer atraso na resposta do sistema servo resultante da alteração da
velocidade do fuso poderá não ser considerado.
D Velocidade de corte
especificada no modo
G96
Restrições
D Controle da velocidade
de corte constante para
abertura de rosca
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
100
Em um bloco de deslocamento rápido especificado através de G00, o
controle da velocidade de corte constante não é efetuado calculando--se
a velocidade de corte para uma alteração transitória da posição da
ferramenta, mas calculando--se a velocidade de corte com base naposição
da ferramenta no ponto final do bloco de deslocamento rápido, sob a
condição de não ser executada qualquer usinagem durante o
deslocamento rápido.
300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500
1050
1475
200
375
500
600
300
400
700
675
Caminho programado
Caminho da ferramenta
após a correção
X
Z
1
2
3
4
N16
N16
N15
N15
N14
N14
N11
N11
Valor do raio
100
φ600
N8 G00 X1000.0Z1400.0 ;
N9 T33 ;
N11 X400.0 Z1050.0 ;
N12 G50S3000 ; (designação da velocidade máxima do fuso)
N13 G96S200 ; (velocidade de corte 200m/min)
N14 G01 Z 700.0F1000 ;
N15 X600.0 Z400.0 ;
N16 Z … ;
O CNC calcula a velocidade do fuso que é proporcional à velocidade de
corte especificada na posição do valor de coordenadaprogramado no eixo
X. Esse valor não corresponde ao valor calculado de acordo com a
coordenada do eixo X após a correção, quando a correção é válida. No
ponto final N15 do exemplo acima, a velocidade a 600 dia. (que não
corresponde ao centro do cabeçote de torno revólver, mas sim à ponta da
ferramenta) é de 200 m/min. Se o valor da coordenada do eixo X for
negativo, o CNC usa o valor absoluto.
D Controle da velocidade
de corte constante para
o deslocamento rápido
(G00)
Exemplo
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
101
Com esta função é acionado um alarme de sobreaquecimento (nº 704)
sempre que a velocidade do fuso divirja da velocidade especificada
devido às condições de usinagem.
Esta função é útil, por exemplo, para evitar o emperramento da bucha de
guia.
G26 ativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso.
G25 desativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso.
G26 Pp Qq Rr ;
G25 ;
Supervisão da oscilação do fuso ON
Supervisão da oscilação do fuso OFF
p : Tempo (em ms) entre a emissão de um novo comando de rotação do
fuso (comando S) e o início da supervisão da velocidade do fuso para
verificar se é tão elevada que possa dar origem a um
sobreaquecimento.
Quando se atinge uma velocidade especificada dentro do período de
tempo P, a velocidade do fuso é verificada nessa altura.
q : Tolerância (%) da velocidade nominal do fuso
q= 1− velocidade do fuso efetiva
velocidade do fuso especificada
× 100
Se a velocidade do fuso especificada se encontrar dentro desta faixa,
se considera que foi alcançado o valor nominal. Em seguida, é
controlada a velocidade efetiva do fuso.
r : Oscilação da velocidade do fuso (%) à qual a velocidade real do fuso
é tão elevada que poderá dar origem a um sobreaquecimento.
r= 1− velocidade que pode causar
sobreaquecimento velocidade do fuso especificada
× 100
A função de supervisão da oscilação da velocidade do fuso é ativada por
G26 e desativada por G25.
Mesmo que G25 tenha sido especificado, p, q e r não são anulados.
9.4
FUNÇÃO DE
SUPERVISÃO DA
OSCILAÇÃO DA
VELOCIDADE DO
FUSO
(G25, G26)
Formato
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
102
A oscilação da velocidadedo fuso é detetada da seguinte forma:
1. Quando é ativado um alarme depois de alcançada a velocidade do fuso
especificada
Velocidade do fuso
Supervisão Supervisão
Sem
controle
r
r
q
q d
d
Especificação de
outra velocidade
Início do controle ALARME
Tempo
Velocidade
especificada
Velocidade
efetiva
2. Quando é ativado um alarme antes de alcançada a velocidade do fuso
especificada
r
r
d
d
Super
visão
p
Sem controleSupervisão
q
q
Velocidade do fuso
Especificação de
outra velocidade
Início do controle ALARME
Tempo
Velocidade
especificada
Velocidade
efetiva
Velocidade especificada:
(Velocidade especificada através do endereço S e de um valor de
cinco dígitos)×
(Correção do fuso)
Velocidade real : Velocidade detetada com um codificador de posição
p : Tempo decorrido entre a alteração da velocidade especificada e o
início do controle.
q : (Tolerância porcentual para iniciar a supervisão)×(Velocidade
nominal)
r : (Oscilação porcentual detetada como condição de alarme)×
(Velocidade especificada)
d : Oscilação detetada como alarme (especificada no parâmetro 4913)
O alarme é acionado se a diferença entre a velocidade especificada e a
velocidade efetiva for superior a r e d.
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
103
NOTA
1 Quando é acionado um alarme durante a operação
automática, ocorre uma parada de bloco a bloco. O alarme
de sobreaquecimento do fuso é indicado na tela CRT e é
emitido o sinal de alarme “SPAL” (com o valor 1 em caso de
presença de um alarme). Este sinal é anulado durante o
reset.
2 Mesmo que se execute um reset após o acionamento do
alarme, o alarme voltará a ser acionado se a causa não tiver
sido eliminada.
3 A supervisão não é efetuada durante o estado de parada
do fuso (*SSTP = 0).
4 Através do parâmetro (nº 4913), é possível definir uma faixa
de oscilação permitida da velocidade, de forma a suprimir
o acionamento de um alarme. No entanto, será acionado
um alarme um segundo mais tarde, se a velocidade real
detetada for igual a 0 rpm.
5 Os valores de p, q e r especificados no bloco G26 são
definidos nos seguintes parâmetros. Se a especificação de
p, q ou r for omitida, é chamado o valor definido no
parâmetro correspondente.
p : Parâmetro nº 4914
q : Parâmetro nº 4911
r : Parâmetro nº 4912
6 O bit 0 (FLR) do parâmetro nº 4900 pode ser usado para
especificar 0,1% como as unidades dos valores q e r
especificados.
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
104
Durante a rotação, o fuso conetado ao motor do fuso é girado a uma
determinada velocidade para girar, por sua vez, a peça montada no fuso.
A função de posicionamento do fuso gira o fuso conetado ao respectivo
motor para um determinado ângulo, a fim de posicionar a peça montada
no fuso em um determinado ângulo. O fuso é posicionado no eixo C.
A função de posicionamento do fuso involve as três operações que se
seguem:
1. Cancelamento do modo de rotação do fuso e ativação do modo de
posicionamento do fuso (orientação do fuso)
2. Posicionamento do fuso no modo de posicionamento do fuso
3. Cancelamento do modo de posicionamento do fuso e ativação do
modo de rotação do fuso
Quando o posicionamento do fuso é executado pela primeira vez depois
domotor do fuso ter sido usado para umaoperação normal do fuso ouapós
uma interrupção do posicionamento do fuso, é necessário proceder à
orientação do fuso.
A função de orientação permite parar o fuso em uma posição
pré--determinada.
Aorientação édirecionadapelo códigoMdefinido no parâmetro nº 4960.
A direção da orientação pode ser definida com um parâmetro. Para um
fuso analógico, o sentido da orientação é especificado em ZMIx (bit 5 do
parâmetro 1006).
No caso do fuso serial, é definido em RETRN (bit 5 do parâmetro 4005).
O fuso pode ser posicionado com um ângulo arbitrário ou com um ângulo
semi--fixo.
O endereçoM é seguido deum número de 2 dígitos. O valor especificável
pode ser um de seis valores entre Mα e M(α+5). O valor α tem de ser
previamente especificado no parâmetro nº 4962. Os ângulos de
posicionamento correspondentes aos valores entre Mα e M(α+5) são
apresentados na lista abaixo. O valor β tem de ser previamente
especificado no parâmetro nº 4963.
Código M Ângulo de posiciona-
mento
(Ex.)β=30°
Mα β 30°
M(α+1) 2β 60°
M(α+2) 3β 90°
M(α+3) 4β 120°
M(α+4) 5β 150°
M(α+5) 6β 180°
Especifique o comando com valores incrementais. O sentido de rotação
é especificado no parâmetro IDM (bit 1 do parâmetro 4950).
9.5
FUNÇÃO DE
POSICIONAMENTO
DO FUSO
9.5.1
Orientação do Fuso
9.5.2
Posicionamento do
Fuso
D Posicionamento com um
ângulo semi--fixo
especificado através de
um código M
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO
105
Especifique a posição através do endereço C ou H seguido de um valor
numérico (ou de valores numéricos) assinalado(s). Os endereços C e H
têm de ser especificados no modo G00,
(Exemplo) C--1000
H4500
O ponto final tem de ser especificado com uma distância em relação ao
ponto de referência do programa (nomodo absoluto), através do endereço
C. Como alternativa, o ponto final também pode ser especificado com
uma distância entre o ponto inicial e o ponto final (no modo incremental),
através do endereço H.
Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais.
O valor tem de ser especificado em graus.
(Exemplo) C35.0=C35 graus
A posição para a qual o fuso é orientado é adotada como ponto de
referência do programa. O ponto de referência do programa pode ser
alterado por meio da definição de um sistema de coordenadas (G50) ou
da definição automática de um sistema de coordenadas.
Ponto de referência do
programa
A
B
180°
90°
Código G do tipo A Código G do tipo B e C
Formato do comando Endereç
o usado
Comando
A--B na
figura acima
Endereç
o usado
e código
G
Comando
A--B na
figura acima
Comando
absoluto
Especifique
o ponto final
com uma
distância do
ponto de re-
ferência do
programa.
C C180.0 ; G90,C G90C180.0;
Comando
incremental
Especifique
uma
distância do
ponto inicial
ao ponto fi-
nal.
H H90.0 ; G91,C G90C90.0 ;
D Posicionamento com um
ângulo especificado
através do endereço C
ou H
D Ponto de referência do
programa
D Velocidade de avanço
para o posicionamento
PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01
106
A velocidade de avanço durante p posicionamento é igual à velocidade de
deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420. A
aceleração/desaceleração linear é executada.
Àvelocidade especificada pode ser aplicada uma correção de 100%, 50%,
25% e F0 (parâmetro nº 1421).
A ferramenta desloca--se à velocidade de deslocamento rápido
especificada no parâmetro nº 1420, até que seja alcançada umavelocidade
suficiente para a orientação. Depois de alcançada esta velocidade, a
orientação é executada à velocidade especificada no parâmetro nº 1425.
Para se comutar do modo de posicionamento do fuso para a rotação
normal do fuso, é necessário especificar o código M definido no
parâmetro nº 4961.
AVISO
1 As funções de bloqueio de avanço, funcionamento em
vazio, bloqueio da máquina e bloqueio da função auxiliar
não podem ser executadas durante o posicionamento do
fuso.
2 O parâmetro nº 4962 tem de ser definido, mesmo que não
seja executado um posicionamento com um ângulo
semi--fixo especificado em um código M. Se o parâmetro
não for definido, os códigos M entre M00 e M05 não
funcionam corretamente.
NOTA
1 Especifique o posicionamento do fuso em um bloco
separado. Não é possível especificar no mesmo bloco
comandos de movimento para o eixo X ou Z.
2 Se durante o posicionamento do fuso for acionada uma
parada de emergência, o posicionamento do fuso é
interrompido. Para retomar o posicionamento, comece
com o passo de orientação.
3 A função de controle do contorno para o eixo Cs do fuso
serial e a função de posicionamento do fuso não podemser
usadas simultaneamente. Estando ativadas ambas as
funções, a função de posicionamento do fuso tem
prioridade.
4 Oeixo para oposicionamento do fuso é indicado empulsos,
no sistemade coordenadas da máquina.
D Velocidade de avanço
durante o
posicionamento
D Velocidade durante a
orientação
9.5.3
Cancelamento do
Posicionamento do
Fuso
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)
107
10 FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)
Estão disponíveis duas funções da ferramenta. Uma é a função de seleção
da ferramenta e a outra é a função de gestão da vida útil das ferramentas.
PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01
108
Especificando--se um valor numérico de 2 dígitos/4 dígitos a seguir ao
endereço T, são transmitidos para a máquina--ferramenta um sinal de
código e um sinal de strobe. Estes sinais são usados, principalmente, para
selecionar ferramentas na máquina.
Só pode ser programado um código T por cada bloco. Consulte o manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta para obter informações
mais detalhadas sobre o número de dígitos programáveis com o endereço
T e sobre a correspondência entre os códigos T e as operações damáquina.
Quando um comando de movimento e um código T se encontram
especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma
destas formas:
1. Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da
função T.
2. Execução dos comandos da função T imediatamente após terminada
a execução do comando de movimento.
A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do
fabricante da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas,
consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
T ffffff ff
T fffffff
Número de correção da ferramenta
Seleção da ferramenta
1. O último dígito do código T designa o número de correção.
2. Os dois últimos dígitos do código T designam o número de
correção.
Número de correção da ferramenta
Seleção da ferramenta
f
O valor a seguir ao código T indica a ferramenta desejada. Uma parte dos
valores também é usada como número de correção, indicando a
quantidade de compensação para a correção da ferramenta.
Consulte omanual fornecido pelo fabricante damáquina--ferramenta para
obter informações sobre a correspondência entre o código T, a ferramenta
e a quantidade de dígitos para especificar a seleção da ferramenta.
Exemplo(T2+2)
N1G00X1000Z1400
N2T0313; (Seleção da ferramenta nº. 3 e valor de correção nº13)
N3X400Z1050;
Algumas máquinas utilizam valores de 1 dígito para especificar a seleção
da ferramenta.
10.1
SELEÇÃO DA
FERRAMENTA
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)
109
As ferramentas são classificadas em diversos grupos. A vida útil da
ferramenta (tempo ou freqüência de uso) é especificada para cada um dos
grupos. Sempre que uma ferramenta é usada, o tempo de utilização da
ferramenta é acumulado. Quando a vida útil da ferramenta é esgotada, é
utilizada a ferramenta seguinte, previamente determinada no mesmo
grupo. A esta função dá--se o nome de função de gestão da vida útil das
ferramentas.
No controle de 2 caminhos, a gestão da vida útil das ferramentas é
efetuada separadamente para cada unidade porta--ferramenta. Do mesmo
modo, os dados de gestão da vida útil das ferramentas também são
definidos individualmente para cada unidade porta--ferramenta.
As ferramentas usadas seqüencialmente em cada grupo e suas vidas úteis
são registradas no CNC com o formato de programa apresentado na
Tabela 10.2.1 (a).
O_ _ _ _ ; Número do programa
G10L3; Início da especificação dos dados de vida útil
da ferramenta
P_ _ _ L_ _ _ _ ; P___ : Número do grupo (de 1 a 128)
L___ : Vida útil da ferramenta (de 1 a 9999)
T_ _ _ _ ; (1) T:____ Número da ferramenta
T_ _ _ _ ; (2)
As ferramentas são selecionadas de
(n) (1) a (2) a ... a (n).
P_ _ _ L_ _ _ _ ;
T_ _ _ _ ; Dados para o próximo grupo
T_ _ _ _ ;
G11; Fim da especificação dos dados de
vida útil da ferramenta
M02(M30); Fim do programa
Tabela 10.2.1 (a): Formato do programa de gestão da vida útil
Formato de fita Significado
Para obter informações sobre o método de registro dos dados de vida útil
da ferramenta no CNC, consulte a subseção III--11.4.14.
10.2
GESTÃO DA VIDA
ÚTIL DAS
FERRAMENTAS
10.2.1
Programa dos Dados
de Vida Útil da
Ferramenta
Formato
PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01
110
A vida útil da ferramenta é especificada ou em função do tempo de uso
(em minutos) ou em função da freqüência de uso, dependendo da
especificação do parâmetro nº 6800#2 (LTM).
Para a vida útil da ferramenta, podem ser especificados, nomáximo, 4300
minutos como tempo de uso e 9999 vezes como freqüência de uso.
O número de grupos a serem registrados e o número de ferramentas
registradas emcadagrupo podem ser combinadosde três formas. Umadas
três combinações é definida através do parâmetro nº 6800#0,#1(GS1 e
GS2).
Tabela 10.2.1 (b): Número máximo de grupos e de ferramentas
registrável
GS2
(nº 6800#1)
GS1
(nº 6800#0)
Número máximo de grupos e de
ferramentas sem função opcional para 128
pares de ferramentas
( ) ( )
Número do grupo Número da ferramenta
0 0 16 16
0 1 32 8
1 0 64 4
1 1 16 16
Em todos os casos acimamencionados, o númeromáximo de ferramentas
registráveis é de 512 ou 256, dependendo, respectivamente, de a opção
para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta ser ou não usada.
Se a opção não for usada, defina os parâmetros da seguinte forma: Para
até 16 grupos, com até 16 ferramentas em cada grupo, definir GS1 = 0 e
GS2 = 0. Para até 32 grupos, comaté 8 ferramentas em cada grupo, definir
GS1 = 0 e GS2 = 1. Para alterar a combinação, alterar o parâmetro e, de
seguida, o programadedefinição é executado comacombinação dogrupo
da ferramenta antiga definido no NC. Sempre que o parâmetro for
alterado, o programa de definição de grupos terá de ser novamente
executado.
Omesmonúmero de ferramenta pode surgir no programadedados devida
útil da ferramenta em qualquer posição e um número de vezes qualquer.
O código T para o registro de ferramentas é composto, normalmente, de
um número máximo de quatro dígitos. Sendo usada a opção para 128
grupos de controle da vida útil da ferramenta, o código poderá possuir,
porém, um número máximo de seis dígitos.
T ff
Número de correção da ferramenta
Seleção da ferramenta
ff
Se usar a função de controle da vida útil da ferramenta, não use os
parâmetros de correção da posição da ferramenta, isto é, LD1 e LGN (bits
0 e 1 do parâmetro nº 5002).
Explicações
D Especificação em função
do tempo ou da
freqüência de uso da
ferramenta
D Número máximo de
grupos e de ferramentas
D Registro de ferramentas
com o código T
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)
111
O0001 ;
G10L3;
P001L0150 ;
T0011 ;
T0132 ;
T0068 ;
P002L1400 ;
T0061;
T0241 ;
T0134;
T0074;
P003L0700 ;
T0012;
T0202 ;
G11;
M02 ;
Dados do grupo 1
Dados do grupo 2
Dados do grupo 3
Os números de grupo especificados em P não têm de ser
necessariamente consecutivos, não tendo também de ser atribuídos a
todos os grupos. Para usar dois ou mais números de correção para a
mesma ferramenta, no mesmo processo, proceda da seguinte forma:
P004L0500;
T0101 ;
T0105;
T0108;
T0206;
T0203;
T0202 ;
T0209;
T0304;
T0309;
P005L1200;
T0405;
As ferramentas do grupo 4 são usa-
das de (1) a (2) a (3).
Cada ferramenta é usada 500 vezes
(ou 500 minutos).
Se este grupo for especificado três
vezes em um processo, os números
de correção são selecionados pela
seguinte ordem:
Tools (1): 01→05→08
Tools (2): 06→03→02→09
Tools (3): 04→09
Formato de fita Significado
(3)
(1)
(2)
Exemplo
Explicações
PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01
112
Entre T∆∆99 (∆∆ = número do grupo da ferramenta ) e T∆∆88, em um
programa de usinagem, o tempo durante o qual a ferramenta é usada no
modo de corte é contado em intervalos de 4 segundos. O tempo decorrido
durante a parada de bloco único, bloqueio de avanço, deslocamento
rápido, pausa e espera FIN é ignorado.
É possível especificar um total de 4300 minutos para a vida útil de uma
ferramenta.
A contagem é iniciada em cada um dos processos acionados peloinício
do ciclo de um programa de usinagem e terminada quando o reset do NC
é ativado pelo comando M02 ou M03. Os contadores dos grupos de
ferramentas usados em um processo avançam 1 unidade. Mesmo que o
mesmo grupo seja especificado mais de uma vez em um processo, o
contador só avança 1 unidade. É possível especificar um total de 9999
vezes para a vida útil de uma ferramenta.
A contagem da vida útil da ferramenta é efetuada individualmente para
cada grupo. O conteúdo dos contadores da vida útil não é apagado quando
o CNC é desligado.
Se a vida útil for especificada segundo a freqüência de uso, aplique um
sinal de reset externo (ERS) ao CNC quando for executado o comando
M02 ou M30.
10.2.2
Contagem da Vida Útil
da Ferramenta
Explicação
D Especificação da vida
útil da ferramenta
segundo o tempo de uso
(em minutos)
D Especificação da vida
útil da ferramenta em
função da freqüência de
uso
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)
113
Nos programas de usinagem, os códigos T são usados para especificar os
grupos das ferramentas da seguinte forma:
Formato de fita Significado
Tnn99; Finaliza o uso da ferramenta atual e começa a usar a
o grupo ∆∆. ”99” serve para distinguir esta
especificação das especificações normais.
Tnn88; Cancela a correção da ferramenta do grupo em causa
”88” serve para distinguir esta especificação das
especificações normais.
M02(M300); Finaliza o programa de usinagem.
Formato de fita Significado
T0199; Finaliza o uso da ferramenta anterior e começa a
usar a ferramenta do grupo 01.
T0188; Cancela a correção da ferramenta do grupo 01.
T0508; Termina a utilização da ferramenta do grupo 01. Sele
ciona o nº de ferramenta 05 e o nº de correção 08.
T0500; Cancela a correção da ferramenta número 05.
T0299; Finaliza o uso da ferramenta número 05 e começa
a usar a ferramenta do grupo 02.
T0199; Finaliza o uso da ferramenta do grupo 02 e começa
a usar a ferramenta do grupo 01. Se for especificado
mais do que um número de correção para a ferramenta,
será selecionado o segundo número de correção. Caso
contrário, será usado o número de correção anterior.
10.2.3
Especificação do
Grupo da Ferramenta
no Programa de
Usinagem
Explicações
PROGRAMAÇÃO11. FUNÇÃO AUXILIAR B--64114PO/01
114
11 FUNÇÃO AUXILIAR
Há dois tipos de funções auxiliares; a função miscelânea (códigoM) para
a especificação do início de funcionamento do fuso, parada do fuso, fim
do programa, etc., e a função auxiliar secundária (código B).
Quando um comando demovimento e a função miscelânea se encontram
especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma
destas formas:
i) Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos de
função miscelânea.
ii) Execução dos comandos de função miscelânea após terminada a
execução do comando de movimento.
A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do
fabricante da máquina--ferramenta. Para mais informações, consulte o
manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIARB--64114PO/01
115
Quando o endereço M é especificado seguido de um número, são
transmitidos para amáquina um sinal de código e um sinal de strobe. Este
sinais são usados para ligar e desligar a máquina. Em geral, só é válido
ucódigos M M por cada bloco, sendo, contudo, possível especificar um
total de três códigosMnomesmobloco (embora não seja possível fazê--lo
em algumas máquinas). A correspondência entre os códigos M e as
funções depende do fabricante da máquina--ferramenta.
Todos os códigosM são processados namáquina, exceto os códigosM98,
M99, M198, os códigos M para a chamada de um subprograma
(parâmetros nº 6071 a 6079) e os códigos M que se destinam à chamada
demacros de usuário (parâmetros nº 6080 a 6089). Consulte o respectivo
manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
Os códigos M apresentados em seguida têm significados especiais.
Indica o fim do programa principal.
A operação automática é interrompida e é executado um reset no CNC.
Isso varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Após a
execução de um bloco que especifica o fim do programa, a unidade de
controle volta ao início do programa. O bit 5 do parâmetro nº 3404 (M02)
ou o bit 4 do parâmetro nº 3404 (M03) pode ser utilizado para impedir que
M02 ou M03 ative o regresso da unidade de controle ao início do
programa.
A operação automática é interrompida após a execução de um bloco que
inclua M00. Quando o programa é interrompido, todas as informações
modais permanecem inalteradas. A operação automática pode ser
reiniciada, ativando a operação cíclica. Isso varia conforme o fabricante
da máquina--ferramenta.
Tal como acontece comM00, a operação automática é interrompida após
a execução de um bloco que inclua M01. Este código só produz efeito se
tiver sido pressionado o botão de parada opcional no painel de operação
da máquina.
Este código serve para chamar um subprograma. Os sinais de código e de
strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte
a seção II--13.3, ”Subprograma”.
Este código indica o fim de um subprograma.
Através da execução deM99, a unidade de controle regressa ao programa
principal. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para
informações mais detalhadas, consulte a seção II--13.3, ”Subprograma”.
Este código serve para chamar um subprogramade umarquivo, na função
de entrada/saída externa. Para informações mais detalhadas, consulte a
descrição da função de chamada de subprograma (III--4.5).
NOTA
O bloco imediatamente a seguir a um bloco que contenha
M00, M01, M02 ou M03 não é memorizado no buffer
intermediário. Através dos parâmetros (nº 3411 a 3420), é
possível especificar, do mesmo modo, mais dez códigos M
que impedem que o bloco subseqüente seja lido 3411 a
3421). Para informações mais detalhadas sobre estes
códigos M, consulte o manual de instruções fornecido pelo
fabricante da máquina--ferramenta.
11.1
FUNÇÃO AUXILIAR
(FUNÇÃO M)
Explicações
D M02,M03
(Fim do programa)
D M00
(Parada do programa)
D M01
(Parada opcional)
D M98
(Chamada de
subprograma)
D M99
(Fim do subprograma)
D M198
(Chamada de um
subprograma)
PROGRAMAÇÃO11. FUNÇÃO AUXILIAR B--64114PO/01
116
Até agora só têm sido referidos blocos que contêm apenas ucódigosMM.
Podem ser especificados até três códigos M em um único bloco único
quando o bit 7 (M3B) do parâmetro n.º 3404 for definido para 1.
Até três códigos M especificados em um bloco são simultaneamente
enviados para a máquina. Isso significa que, em comparação com o
método convencional de um único comando M por cada bloco, se pode
obter uma usinagem com um tempo de ciclo mais curto.
O CNC permite programar um total de três códigos M no mesmo bloco.
Contudo, há alguns códigos M que não podem ser especificados
simultaneamente, devido a restrições de ordem mecânica. Para
informações mais detalhadas sobre as restrições de ordem mecânica
inerentes à especificação simultânea de vários códigos M no mesmo
bloco, consulte o manual fornecido pelo respectivo fabricante da
máquina--ferramenta.
M00,M01,M02,M30,M98,M99 ouM198 não podem ser especificados
juntamente com outro código M.
Alguns códigos M que não M00, M01, M02, M30, M98, M99 e
M198 não podem ser especificados junto com outros códigosM; cada um
desses códigos M tem de ser especificado em um bloco único.
Estes códigos M incluem os que levam o CNC a executar operações
internas, além de transmitir os próprios códigos M para a máquina. Mais
precisamente, trata--se de códigos M para chamar os números de
programa 9001 a 9009 e de códigos M para desativar a leitura prévia
(memorização temporária) dos blocos subseqüentes. Portanto, só podem
ser especificados simultaneamente no mesmo bloco os códigos M que
levem o CNC unicamente a transmitir os próprios códigos M para a
máquina (sem executar operações internas).
Um comando M
por cada bloco
Vários comandos M
no mesmo bloco
M40 ;
M50 ;
M60 ;
G28G91X0Z0 ;
:
:
:
M40M50M60 ;
G28G91X0Z0 ;
:
:
:
:
:
11.2
VÁRIOS COMANDOS
M NO MESMO
BLOCOExplicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIARB--64114PO/01
117
A indexação da mesa é executada através do endereço B e de um número
subseqüente de 8 dígitos. A relação entre os códigos B e a indexação
correspondente varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta.
Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da
máquina--ferramenta.
De 0 a 99999999
1. É possível utilizar números decimais para a entrada.
Comando Valor de saída
B10. 10000
B10 10
2. Através do parâmetro DPI (nº 3401#0), é possível alterar o fator de
escalonamento de B (1000 ou 1), se o ponto decimal for
omitido.
Comando Valor de saída
DPI igual a 1: B1 1000
DPI igual a 0: B1 1
3. Através do parâmetro AUX (nº 3405#0), é possível alterar o fator de
escalonamento de B (1000 ou 10000) se o ponto decimal for omitido
no sistema de entrada em polegadas, sendo DPI=1.
Comando Valor de saída
AUX igual a 1:B1 10000
AUX igual a 0:B1 1000
Quando são utilizadas estas funções, é desativado o endereço B que
especifica o movimento do eixo.
11.3
FUNÇÕES
AUXILIARES
SECUNDÁRIAS
(CÓDIGOS B)
Explicações
D Faixa de valores de
comando
D Método de comando
Restrições
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
118
12 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
Há dois tipos de programa: o programa principal e o subprograma.
Normalmente, o CNC trabalha de acordo com o programa principal.
Contudo, se o programa principal incluir um comando de chamada de um
subprograma, o controle passa para o subprograma. Quando aparece no
subprograma um comando que especifica o regresso ao programa
principal, o controle passa novamente para o programa principal.
Seguir as instruções do
subprograma
Programa principal Subprograma
Instrução 1
Instrução 2
Instrução n
Instrução 1′
Instrução 2′
Instrução n+1
Regresso ao programa
principal
Fig. 12 (a) Programa principal e subprograma
A memória CNC pode armazenar um total de 200 programas principais
e subprogramas. Dos programas principais memorizados, pode
selecionar--se um para operar a máquina. Para obter informações sobre os
métodos de registro e seleção de programas, consulte as o capítulo III--9
e III--10.
Aspectos gerais
D Programa principal e
subprograma
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
119
Um programa é constituído pelas seguintes componentes:
Tabela 12: Componentes de um programa
Componentes Descrições
Início da fita Símbolo que indica o início de um arquivo do pro-
grama
Seção inicial Utilizada para o título de um arquivo do programa,
etc.
Início do programa Símbolo que indica o início de um programa
Seção de programa Comandos para a usinagem
Seção de comentários Comentários ou instruções para o operador
Fim da fita Símbolo que indica o fim de um arquivo do pro-
grama
Início da fita % TÍTULO
;
O0001 ;
M30 ;
%
(COMENTÁRIO)
Seção de programa
Seção inicial
Início do programa
Seção de comentários
Fim da fita
Fig. 12 (b) Configuração do programa
Uma seção de programa é composta de vários blocos, começando com o
número do programa e terminando com um código de fim do programa.
Seção de programa Configuração da
seção de programa
Número do programa O0001 ;
Bloco 1 N1 G91 G00 X120.0 Y80.0 ;
Bloco 2 N2 G43 Z--32.0 H01 ;
: :
Bloco n Nn Z0 ;
Fim do programa M30 ;
Um bloco contém informações necessárias para a usinagem, tais como
comandos de movimento ou comandos de ativação/desativação do
líquido refrigerante. Especificando--se um valor após uma barra (/), no
início de um bloco, é possível desativar a execução de alguns blocos (ver
“Salto opcional de bloco” na seção II--12.2).
D Componentes do
programa
D Configuração da seção
de programa
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
120
Aqui são descritas as outras componentes do programa que não as seções
de programa. Para informações sobre as seções de programa, consulte a
seção II--12.2.
Fig. 12.1 Configuração do programa
A expressão ’início da fita’ indica o início de um arquivo que contém
programas CNC.
Esta indicação torna--se desnecessária, se os programas forem lidos
através do SISTEMA P ou de PCs normais. A indicação não aparece na
tela do programa. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é
automaticamente editada no início do arquivo.
Tabela 12.1 (a): Código de início da fita
Nome Códig
o ISO
Códig
o EIA
Notação neste manual
Início da fita % ER %
A seção inicial é constituída pelos dados introduzidos no arquivo antes
dos programas.
Quando a usinagem é iniciada, encontra--se, normalmente, ativo o estado
de ignorar rótulo identificativo que é ativado através da ligação da
máquina ou do reset do sistema. No estado de ignorar rótulo
identificativo, são ignoradas todas as informações até que seja lido o
código de fim de bloco. Quando um arquivo é lido para a unidade CNC
por meio de um dispositivo de E/S, a função de ignorar rótulo
identificativo permite que as seções iniciais sejam ignoradas.
Geralmente, as informações contidas nas seções iniciais são, p. ex., os
cabeçalhos dos arquivos. Quando a seção inicial é ignorada, o controle de
paridade não é realizado. Sendo assim, a seção inicial pode conter
qualquer código exceto o código EOB.
O código de início do programa tem de ser introduzido imediatamente
após a seção inicial, isto é, imediatamente antes da seção de programa.
Este código indica o início de um programa e é sempre necessário para
desativar a função de ignorar rótulo identificattivo.
No SISTEMA P ou em PCs normais, este código pode ser introduzido
pressionando a tecla de return.
Tabela 12.1 (b): Código de início do programa
Nome Códig
o ISO
Códig
o EIA
Notação neste manual
Início do programa LF CR ;
12.1
OUTRAS
COMPONENTES DO
PROGRAMA ALÉM
DAS SEÇÕES DE
PROGRAMA
Explicações
D Início da fita
D Seção inicial
D Início do programa
% TÍTULO;
O0001 ;
M30 ;
%
(COMENTÁRIO)
Início da fita
Seção de programa
Seção inicial
Início do programa
Seção de comentários
Fim da fita
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
121
NOTA
Se um arquivo contiver vários programas, o código EOB
para a operação de ignorar o rótulo identificativo não pode
surgir antes do segundo número do programa ou do
número do programa subseqüente. No entanto, se o
programa precedente terminar com %, a expressão ”início
do programa” é necessária no início do programa.
Todas as informações contidas entre os códigos de controle--out e de
controle--in são consideradas como sendo comentários e ignoradas pelo
CNC.Ousuário pode introduzir aqui cabeçalhos, comentários, instruções
para o operador, etc. A seção de comentários não possui um comprimento
limitado.
Tabela 12.1 (c): Códigos de controle--in e de controle--out
Nome Códi
go
ISO
Códig
o
EIA
Notação neste
manual
Significado
Controle--
out
( 2--4--5 ( Início da seção de com-
entários
Controle--in ) 2--4--7 ) Fim da seção de com-
entários
Quando um programa é lido para operações de memória, as eventuais
seções de comentários não são ignoradas, mas lidas também para a
memória. Tenha, contudo, em atenção que os códigos que não se
encontram incluídos na tabela de códigos do anexo F são ignorados, não
sendo, portanto, lidos para a memória. Se o programa que se encontra
nesta memória for editado em um dispositivo de entrada/saída externo
(ver seção III--8), todos os comentários são igualmente editados.
Se o programa for apresentado na tela, suas seções de comentários são
também apresentadas. Os códigos que tiverem sido ignorados durante a
leitura para a memória não são, porém, editados nem apresentados.
Durante as operações de memória ou as operações DNC, são ignoradas
todas as seções de comentários.
A função de controle TV pode ser utilizada para seções de comentários,
definindo--se o parâmetro CTV (bit 1 do parâmetro nº 0100) de forma
correspondente.
CUIDADO
Se nomeio de uma seçãode programaaparecer uma longa
seção de comentários, o movimento ao longo de um eixo
poderá ser suspendido por um período de tempo mais
prolongado, devido a essa seção de comentários.
Conseqüentemente, as seçõesde comentários devem ser
sempre introduzidas em pontos que permitam a ocorrência
de uma suspensão do movimento ou que não impliquem
movimentos.
NOTA
1 Se for lido um código de controle--in sem um código de
controle--out correspondente, o primeiro é ignorado.
2 O código EOB não pode ser utilizado em comentários.
D Seção de comentários
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
122
O código de fim da fita tem de ser introduzido no final do arquivo de
programas NC.
Se os programas forem introduzidos pormeio do sistema deprogramação
automática, não é necessário introduzir esta indicação. A indicação não
aparece na tela de exibição CRT. No entanto, se o arquivo for editado, a
indicação é automaticamente editada no fim do arquivo.
Quando se tenta executar% semqueM02ouM03 se encontremdispostos
no final do programa, é acionado um alarme P/S (nº 5010).
Tabela 12.1 (d): Código de fim da fita
Nome Código
ISO
Código
EIA
Notação neste
manual
Fim da fita % ER %
D Fim da fita
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
123
Aqui são descritos os elementos de uma seção de programa. Para
informações sobre as outras componentes do programa, consulte a seção
II--12.1.
%
(COMENTÁRIO)
% TÍTULO
;
O0001 ;
N1 … ;
M30 ;
Seção de programa
Número do programa
Número de seqüência
Fim do programa
Fig. 12.2 (a) Configuração do programa
A cada programa registrado inicialmente na memória é atribuído um
número de programa constituído pelo endereço O seguido de um número
de quatro dígitos, para o identificar.
No entanto, se for utilizada a opção para números de programa de 8
dígitos, especifique oito dígitos para o número do programa (ver seção
II.12.4).
No código ISO, podem ser usados os dois pontos ( : ) em vez de O.
Se não for especificado nenhum número de programa no início do
programa, o número de seqüência (N....) que se encontra no início do
mesmo é adotado como número do programa. Se forem utilizados
números de seqüência de quatro dígitos, os quatro dígitosmais baixos são
registrados como número do programa. Se os quatro dígitos mais baixos
forem todos 0, é registrado como número do programa o número de
programa imediatamente anterior acrescentado de 1. Tenha, contudo, em
atenção que N0 não pode ser utilizado em números de programa.
Caso não haja nenhum número de programa nem de seqüência no início
do programa, o número do programa terá de ser especificado através do
painelMDI, nomomento emqueo programaé arquivadonamemória (ver
seção 8.4 ou 10.1 na Parte III.).
NOTA
Os números de programa entre 8000 e 9999 poderão ser
reservados pelo fabricante da máquina--ferramenta, não
podendo, portanto, ser utilizados pelo usuário.
12.2
CONFIGURAÇÃO DA
SEÇÃO DE
PROGRAMA
D Número do programa
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
124
Um programa é composto de vários comandos. A uma unidade de
comando dá--se o nome de bloco. Um bloco é separado de outro pormeio
de um código EOB (código de fim do bloco).
Tabela 12.2 (a): Código EOB
Nome Código
ISO
Código
EIA
Notação neste
manual
Fim do bloco (EOB) LF CR ;
No cabeçalho de um bloco pode introduzir--se um número de seqüência
constituído por um endereço N seguido de um número de, no máximo,
cinco dígitos (de 1 a 99999). Os números de seqüência podem ser
especificados pela ordem desejada, sendo possível saltar quaisquer
números. Os números de seqüência podem ser atribuídos a todos os
blocos do programa ou apenas aos blocos desejados. No entanto,
geralmente é conveniente atribuir os números de seqüência por ordem
crescente, em sintonia com os passos de usinagem (por exemplo, quando
é necessário substituir uma ferramenta por outra e a usinagem passa para
uma nova superfície com indexação da mesa).
N300 X200.0 Z300.0 ; O número de seqüência está sublinhado.
Fig. 12.2 (b) Número de seqüência e bloco (exemplo)
NOTA
Não é possível utilizar N0 por motivos de compatibilidade
do arquivo com outros sistemas CNC.
0 não pode ser utilizado como número de programa, não
podendo, portanto, ser incluído em um número de
seqüência que deva ser registrado como número de
programa.
Os blocos de uma fita de entrada são submetidos a um controle de
paridade vertical. Se algum dos blocos possuir um número ímpar de
caracteres (começando no código imediatamente a seguir ao EOB e
terminando no EOB seguinte), é acionado um alarmeP/S (nº 002). Só não
são submetidas ao controleTV as áreas que são ignoradas devido à função
de ignorar rótulo identificativo. Através do bit 1 (CTV) do parâmetro nº
0100, pode especificar--se se os caracteres constituintes dos comentários,
escritos entre “(” e “)”, deverão ou não ser contados ao obter o número de
caracteres para o controle TV. A função de controle TV pode ser ativada
e desativada através da unidade MDI (ver subseção 11.4.7 na Parte III.).
D Número de seqüência e
bloco
D Controle TV (controle da
paridade vertical ao
longo da fita)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
125
Um bloco consiste em uma ou mais palavras. Uma palavra consiste em
um endereço seguido de um número de vários dígitos. (Um número pode
ser precedido de um sinal de mais (+) ou de menos (--).)
Palavra = Endereço + Número (exemplo : X--1000)
Para um endereço, é usada uma das letras (A a Z); um endereço define o
significado de um número que se segue a um endereço. A Tabela 12.2 (b)
apresenta os endereços mais freqüentes e seus significados.
O mesmo endereço poderá ter significados diferentes, dependendo da
especificação da função preparatória.
Tabela 12.2 (b): Funções e endereços principais
Função Endereço Significado
Número do programa O (1) Número do programa
Número da seqüência N Número da seqüência
Função preparatória G Especifica um modo de deslocamento
(linear, arco, etc.)
Palavra de dimensão X, Y, Z, U, V,
W, A, B, C
Comando de movimento do eixo de
coordenadas
I, J, K Coordenada do centro do arco
R Raio do arco
Função de avanço F Velocidade de avanço por minuto,
Velocidade de avanço por rotação
Função da velocidade
do fuso
S Velocidade do fuso
Função da ferramenta T Número da ferramenta
Função auxiliar M Controle ON/OFF da máquina--ferra-
menta
B Indexação da mesa, etc.
Pausa P, X, U Tempo de pausa
Designação do número
de um programa
P Número do subprograma
Número de
repetições
P Número de repetições do subprograma
Parâmetro P, Q Parâmetros do ciclo fixo
NOTA
No código ISO, podem também ser usados os dois pontos
( : ) como o endereço de um número do programa.
N_ G_ X_ Z_ F_ S_ T_ M_ ;
Número da
seqüência
Função
prepa-
ratória
Fig. 12.2 (c) 1 Bloco (exemplo)
Palavra de
dimensão
Função
de avanço
Função da
velocidade
do fuso
Função
da ferra-
menta
Função
mis-
celânea
D Configuração do bloco
(palavra e endereço)
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
126
Os endereços principais e as faixas dos valores especificados para os
endereços são apresentados abaixo. Tenha em atenção que estes números
representam valores limites no lado CNC, os quais são completamente
diferentes dos valores limites no lado da máquina--ferramenta. O CNC
permite, por exemplo, que a ferramenta se desloque, ao todo, 100 m
(entrada em milímetros) ao longo do eixo X.
Contudo, o curso real ao longo do eixo X poderá ser limitado a 2 m em
certas máquinas--ferramentas.
Do mesmo modo, o CNC poderá permitir uma velocidade máxima de
avanço de corte de 240 m/min, enquanto que a máquina--ferramenta não
permite mais de 3 m/min. Para desenvolver um programa, o usuário
deveria ler atentamente tanto os manuais da máquina--ferramenta como
o presente manual, para tomar conhecimento das restrições concernentes
à programação.
Tabela 12.2 (c): Endereços principais e faixas dos valores de
comando
Função En-
dereço
Entrada em mm Entrada em pole-
gadas
Número do programa O (1) 1--9999 1--9999
Número da seqüência N 1--99999 1--99999
Função preparatória G 0--99 0--99
Palavra
de di-
mensão
Sistema
incremental
IS--B
X, Y, Z,
U, V, W,
A, B, C,
I J K R
De --99999,999 a
+99999,999
De --9999.9999 a
+9999.9999Sistema
incremental
IS--C
I, J, K, R, De --9999.9999 a
+9999.9999
De --999.99999 a
+999.99999
Avanço
por
minuto
Sistema
incremental
IS--B
F de 1 a 240000
mm/min
de 0.01 a 9600.00
pol/min
Sistema
incremental
IS--C
de 1 a 100000
mm/min
De 0.01 a 4000.00
polegadas/min
Avanço por rotação F de 0.01 a 500.00
mm/rot.
de 0.0001 a 9.9999
pol/rot.
Função da velocidade
do fuso
S De 0 a 20000 De 0 a 20000
Função da ferramenta T De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
Função auxiliar M De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
B De 0 a 99999999 De 0 a 99999999
Pausa Sistema
incremental
IS--B
P, X, U De 0 a 99999.999 s De 0 a 99999.999 s
Sistema
incremental
IS--C
De 0 a 9999.9999 s De 0 a 9999.9999 s
Designação do
número do programa
P De 1 a 9999 De 1 a 9999
Número de repetições P De 1 a 999 De 1 a 999
D Endereços principais e
faixas dos valores de
comando
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
127
NOTA
No código ISO, os dois pontos (:) também podem ser
utilizados como endereço de um número de programa.
Se no cabeçalho de um bloco for especificada uma barra seguida de um
número (/n (n=1 a 9)) e a chave n (para o salto opcional de bloco) estiver
na posição ON, no painel de operação da máquina, a informação contida
no bloco em que foi especificado /n -- correspondente à chave número n
-- é ignorada nas operações de fita ou de memória.
Se a chave n, para o salto opcional de blocos, estiver na posição OFF, a
informação contida no bloco em que foi especificado /n é válida. Isso
significa que o operador poderá decidir se o bloco em que /n foi
especificado deverá ou não ser ignorado.
É possível omitir o número 1 para /1, a não ser que sejam utilizadas no
mesmo bloco duas ou mais chaves de salto opcional de bloco.
Exemplo)
(Errado) (Certo)
//3 G00X10.0; /1/3 G00X10.0;
Esta função é ignorada quando os programas são carregados namemória.
Os blocos com /n também são arquivados na memória,
independentemente da posição da chave de salto opcional de bloco.
Os programas arquivados na memória podem ser editados,
independentemente da posição das chaves de salto opcional de bloco.
A função de salto opcional de bloco também é eficaz durante a operação
de procura de números de seqüência.
Dependendo da máquina--ferramenta, poderá não ser possível utilizar
todas as chaves (de 1 a 9) de salto opcional de blocos. Consulte o manual
do fabricante da máquina--ferramenta para informações mais detalhadas
a este respeito.
AVISO
1 Posição da barra
A barra (/) tem de ser introduzida no início do bloco. Se a
barra for introduzida em outra posição, a informação
contida entre a barra e o código EOB é ignorada.
2 Desativação de uma chave de salto opcional de bloco
A operação de salto opcional de bloco é executada no
momento em que os blocos são lidos da memória ou da fita
para o buffer. Após a leitura dos blocos para o buffer, os
blocos já lidos não são ignorados, mesmo que alguma das
chaves se encontre na posição ON.
NOTA
Controle TV e TH
Quando uma chave de salto opcional de bloco se encontra
na posição ON, as seções ignoradas são submetidas aos
controles TH e TV, tal como acontece quando a chave se
encontra na posição OFF.
D Salto opcional de bloco
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
128
O fim deum programaé indicado, transmitindo umdos seguintes códigos
no final do programa:
Tabela 12.2 (d): Código de fim do programa
Código Significado
M02 Para o programa principal
M30
M99 Para o subprograma
Se um dos códigos de fim do programa for lido durante a execução do
programa, o CNC termina a execução do programa e passa para o estado
de reset. Se for lido o código de fim do subprograma, o controle regressa
ao programa em que foi chamado o subprograma.
AVISO
Um bloco contendo um código de salto opcional de bloco,
tal como /M02 ; , /M30 ; , ou /M99 ; não é tido em
consideração no fim de um programa, se a chave de salto
opcional de bloco no painel de operação da máquina
estiver definida para ativada.
(Ver item “Salto opcional de blocos”.)
D Fim do programa
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
129
Se um programa contiver uma seqüência fixa ou padrões freqüentemente
repetidos, essa seqüência ou padrão pode ser arquivado namemória como
subprograma, para simplificar o programa.
O subprograma pode ser chamado a partir do programa principal.
O subprograma chamado também pode, por sua vez, chamar outros
subprogramas.
O jjjj ;
M99 ;
Número do subprograma
(ou dois pontos (:), opcionalmente, no caso do
código ISO)
Fim do programa
Um subprograma
Como abaixo indicado, M99 não tem de formar um bloco separado.
Exemplo) X100.0 Y100.0 M99 ;
M98 P fff
Número do
subprograma
Número de vezes
que o subprograma
deverá ser chamado
repetidamente
Se não for indicado o número de repetições, o subprograma é chamado
apenas uma vez.
ffff ;
↑ ↑
Quando o programa principal chama um subprograma, esta operação é
considerada como chamada de subprogramas do nível um. Os
subprogramas podem ser incluídos, ao todo, em quatro níveis, como
seguidamente ilustrado.
O0001 ;
M98P1000 ;
M30 ;
Programa principal
O3000 ;
M99 ;
O1000 ;
M98P2000 ;
M99 ;
O2000 ;
M98P3000 ;
M99 ;
Subprograma
(Inclusão de nível um) (Inclusão de nível dois) (Inclusão de nível três)
Subprograma Subprograma
O4000 ;
M99 ;
(Inclusão de nível quatro)
Subprograma
M98P4000 ;
Um subprograma pode ser chamado repetidamente 9999 vezes, no
máximo, através de um único comando de chamada. Por uma questão de
compatibilidade com os sistemas de programação automática, pode
utilizar--se Nxxxx, no primeiro bloco, em vez de um número de
subprograma a seguir a O (ou :). O número de seqüência após N é
registrado como número do subprograma.
Consulte o capítulo 10, na Parte III, para obter informações mais
detalhadas sobre os métodos de registro de subprogramas.
12.3
SUBPROGRAMA
(M98, M99)
Formato
D Configuração de um
subprograma
D Chamada do
subprograma (M98)
Explicações
Item de referência
PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01
130
NOTA
1 Os sinais M98 e M99 não são transmitidos para a
máquina--ferramenta.
2 Não sendo possível encontrar o número do subprograma
especificado pelo endereço P, é acionado um alarme
(nº 078).
L M98 P51002 ;
L X1000.0 M98 P1200 ;
L Seqüência de execução de subprogramas chamados por um programa
principal
Um subprograma pode chamar outro subprograma, da mesma forma
que um programa principal chama um subprograma.
Este comando especifica “Chamar o subprograma (número 1002) cinco
vezes seguidas.” Um comando de chamada de subprograma (M98P_)
pode ser especificado no mesmo bloco que um comando de movi-
mento.
Neste exemplo, o subprograma (número 1200) é chamado após um
movimento do eixo X.
1 2 3
Programa principal
N0010 ;
N0020 ;
N0030 M98 P21010 ;
N0040 ;
N0050 M98 P1010 ;
N0060 ;
Subprograma
O1010 ;
N1020 ;
N1030 ;
N1040 ;
N1050 ;
N1060 M99 ;
Se P for utilizado para especificar um número de seqüência no final de um
subprograma, a unidade de controle não regressa ao bloco a seguir ao
bloco de chamada, mas ao bloco como número de seqüência especificado
em P. Tenha, contudo, em atenção que P é ignorado, sempre que o
programa principal não esteja operando no modo de operação de
memória.
Este método é muitomais demorado do que o método de regresso normal
ao programa principal.
Subprograma
O0010 … ;
N1020 … ;
N1030 … ;
N1040 … ;
N1050 … ;
N1060 M99 P0060 ;
Programa principal
N0010 … ;
N0020 … ;
N0030 M98 P1010 ;
N0040 … ;
N0050 … ;
N0060 … ;
Exemplos
Utilização especial
D Especificação do
número de seqüência
para o destino de retorno
ao programa principal
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA
131
SeM99 for executado no programaprincipal, o controle regressa ao início
do programa principal. Por exemplo, M99 pode ser executado colocando
/M99 ; num local adequado do programa principal e definindo a função
do salto opcional de bloco para desativada ao executar o programa
principal. Após a execução de M99, o controle regressa ao início doprograma principal e a execução é repetida desde o início do programa.
A execução é repetida enquanto a função de salto opcional de blocos
estiver desativada. Se a função do salto opcional de bloco estiver definida
para ativada, o bloco /M99 ; é ignorado ; a unidade de controle passa ao
bloco seguinte para continuar a execução.
Se /M99Pn ; for especificado, a unidade de controle não regressa ao início
do programa principal, mas ao número de seqüência n. Neste caso, o
regresso ao número de seqüência n dura mais tempo.
N0010 … ;
N0020 … ;
N0030 … ;
N0040 … ;
N0050 … ;
N0060 M99 P0030 ;
N0070 … ;
N0080 M02 ;
/ Salto opcional de
bloco
ON
Salto opcional de
bloco OFF
Um subprograma pode ser executado tal como um programa principal,
localizando--se o seu início através do MDI.
(Para mais informações sobre as operações de localização, consulte a
seção 9.3 na Parte III.)
Neste caso, se for executado um bloco que contenha M99, o controle
regressa ao início do subprograma para uma execução repetida. Se for
executado um bloco que contenha M99Pn, o controle regressa ao bloco
do subprograma com o número de seqüência n, para uma execução
repetida. Pra cancelar este programa, temdese colocarumblococontendo
/M02 ; ou /M30 ; em um local adequado, tendo de se definir a chave de
bloco opcional para desativada ; a chave tem primeiro de ser definida para
ativada.
N1010 … ;
N1020 … ;
N1030 … ;
N1040 M02 ;
N1050 M99 P1020 ;/
Salto opcional de
bloco ON
D Usando M99 no
programa principal
D Usando apenas um
subprograma
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
132
13 FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR APROGRAMAÇÃO
Este capítulo aborda os seguintes temas:
13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94)
13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70 -- G76)
13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80 -- G89)
13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO
(PARA A RETIFICADORA)
13.5 CHANFRAGEM E CANTO R
13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE
TORNO--REVÓLVER (G68, G69)
13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO
DESENHO
13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COMMACHO
NOTA
Os diagramas explanatórios incluídos neste capítulo
utilizam a programação do diâmetro no eixo X.
Na programação do raio, U/2 é substituído por U e X/2 por
X.
Aspectos gerais
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
133
Estão à disposição três ciclos fixos: o ciclo fixo para corte do diâmetro
exterior/interior (G90), o ciclo fixo de abertura de rosca (G92) e o ciclo
fixo de torneamento da superfície final (G94).
U/23(F)
G90X (U)__Z (W)__F__ ;
X/2
Eixo X
Eixo Z
2(F)
R……Deslocamento rápidose
F……Especificado com um código F
1(R)
4(R)
Z W
Fig. 13.1.1 (a) Ciclo de corte reto
Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos
endereços U eW depende da direção dos caminhos 1 e 2. No ciclo da Fig.
13.1.1(a), os sinais de U e W são negativos.
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo.
13.1
CICLO FIXO
(G90, G92, G94)
13.1.1
Ciclo de Corte do
Diâmetro
Exterior/Interior (G90)
D Ciclo de corte reto
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
134
G90X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ;
Eixo X
R2(F)
R…Deslocamento rápido
F…Especificado com um código F
3(F)
X/2
4(R)
Z
U/2 1(R)
W
Eixo Z
Fig. 13.1.1 (b) Ciclo de corte cônico
Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos
números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:
1. U < 0, W < 0, R < 0
X
2. U > 0, W < 0, R > 0
Z
U/2 3(F)
4(R)
1(R)
2(F)
W
X
Z
U/2 3(F)
4(R)
2(F)
W
1(R)
3. U < 0, W < 0, R > 0
em | R |≦ | |
X
Z
4. U > 0, W < 0, R<0
em | R |≦ | |
X
Z W
W
2(F)
2(F)
U/2U/2 3(F)3(F)
4(R)
4(R)
1(R)
1(R)
U
2
U
2
R
R
R
R
D Ciclo de corte cônico
D Sinais dos números
especificados no ciclo
de corte cônico
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
135
G92X(U)__ Z(W)__ F__ ; Passo (L) é especificado.
X/2
Eixo X
Eixo Z
R……Deslocamento
rápido
F…… Especificado
com um código F
Z
L
1(R)
2(F)
3(R)
4(R)
Aprox. 45°
(Na figura à esquerda, o ângulo
chanfrado é de 45 graus ou menor,
devido ao atraso do sistema servo.)
r
W
Pormenor da rosca chanfrada
Fig. 13.1.2 (a) Abertura de rosca reta
Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos
endereços U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2. Isto é, se a
direção do caminho 1 for a negativa ao longo do eixo X, o valor de U é
negativo.
As faixas admissíveis para os passos de rosca, limite da velocidade do
fuso, etc., são as mesmas de G32 (abertura de rosca). Neste ciclo de
abertura de rosca, é possível executar a chanfragem de rosca, que é
iniciada através de um sinal da máquina--ferramenta. O percurso de
chanfragem é especificado dentro de uma faixa de 0.1L a 12.7L, em
incrementos de 0.1L, através de um parâmetro (nº 5130). (Na expressão
acima, L representa o passo de rosca.)
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo.
13.1.2
Ciclo de Abertura de
Rosca (G92)
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
136
AVISO
As notas referentes à abertura de rosca emG32 são válidas
também para este tipo de abertura de rosca. No entanto,
uma parada pelo bloqueio de avanço é como se segue;
parada após o término do caminho 3 do ciclo de abertura
de rosca.
CUIDADO
A ferramenta é retraída durante a chanfragem e retorna ao
ponto inicial do eixo X e, em seguida, do eixo Z, assim que
o status do bloqueio de avanço seja ativado durante a
abertura de rosca (movimento 2).
Durante a retração, não é possível executar outro bloqueio
de avanço. A distância chanfrada é igual à existente no
ponto final.
Movimento durante o bloqueio de avanço
Ponto de parada
Ciclo normal
Deslocamento rápido
O bloqueio de avanço é ativado aqui.
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
137
Eixo X
(R) 0Deslocamento
rápido
(F) 0Especificado
com um código F
2(F)
4(R)
X/2
1(R)
Eixo Z
3(R)
r
L
Z
G92X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; Passo (L) é especificado.
W
U/2
R
Aprox. 45°
(Na figura à esquerda, o ângulo
chanfrado é de 45 graus ou menor,
devido ao atraso do sistema servo.)
Detalhe da rosca chanfrada
Fig. 13.1.2 (b) Ciclo de abertura de rosca cônica
D Ciclo de abertura de
rosca cônica
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
138
G94X(U)__ Z(W)__ F__ ;
Eixo X
0
4(R)
X/2
3(F)
Eixo Z
1(R)
2(F)
U/2
Z
W
(R)……Deslocamento rápido
(F)……Especificado com um código F
X/2
U/2
Z
Fig. 13.1.3 (a) Ciclo de corte frontal
Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos
endereços U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2. Isto é, se a
direção do caminho for a direção negativa do eixo Z, o valor de W é
negativo.
No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas
presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo.
13.1.3
Ciclo de Torneamento
da Superfície Final
(G94)
D Ciclo de corte frontal
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
139
Eixo X
(R) Deslocamento rápido
(F) Especificado através do
código F4(R)
X/2
3(F)
Eixo Z
1(R)
2(F)
U/2
Z
WR
Fig. 13.1.3 (b)
Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos
números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta:
1. U < 0, W < 0, R < 0 2. U > 0, W < 0, R < 0
3. U < 0, W < 0, R > 0
em  R  ≦  W 
4. U > 0, W < 0, R<0
em  R  ≦  W 
X
Z
U/2
3(F)
4(R)
1(R)
2(F)
WR
X
Z
W
U/2 4(R)2(F)
1(R)
3(F)
R
X
Z
W
U/2
1(R)
4(R)2(F)
3(F)
R
X
Z
U/2
3(F)
4(R)
1(R)
2(F)
W
R
D Ciclo de corte cônico
frontal
D Sinais dos números
especificados no ciclo
de corte cônico
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
140
NOTA
1 Uma vez que os dados de X (U), Z (W) e R são modais durante
o ciclo fixo, os valores previamente especificados para X (U), Z
(W) ou R permanecem válidos, desde que nãosejam novamente
programados. Assim, se a distância a percorrer no eixo Z não for
alterada, tal como no exemplo abaixo, o ciclo fixo pode ser
repetido, especificando apenas os comandos de movimento para
o eixo X.
Estes dados são, porém, apagados se for programado um código
G de ação simples, exceto G04 (pausa), ou um códigoG do grupo
01, exceto G90, G92 e G94.
O ciclo ilustrado na figura acima é executado pelo seguinte
programa:
N030 G90 U--8.0 W--66.0 F0.4 ;
N031 U--16.0 ;
N032 U--24.0 ;
N033 U--32.0 ;
2 Podem ser executadas as seguintes aplicações:
(1) Quando se especifica um comando EOB ou comandos sem
movimento no bloco que se segue ao que contém a
especificação deum ciclo fixo, se obtém a repetição domesmo
ciclo fixo.
(2) Quando se especifica a função M, S ou T durante o modo de
ciclo fixo, o ciclo fixo e a função M, S ou T podem ser
executados simultaneamente. Se isso for inconveniente,
cancele o ciclo fixo (especificandoG00ouG01) uma vez, como
nos programas exemplificativos apresentados abaixo, e
execute o comando M, S ou T. Após concluída a execução de
M, S ou T, comande novamente o ciclo fixo.
(Exemplo)
N003 T0101 ;
:
:
N010 G90 X20.0 Z10.0 F0.2 ;
N011 G00 T0202 ;
N012 G90 X20.5 Z10.0 ;
Eixo Z
16
128
4
0
66
Eixo X
Peça
(Exemplo)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
141
O ciclo fixo apropriado é selecionado de acordo com o contorno do
material e do produto.
Contorno do material
Contorno do produto
Contorno do material
Contorno do produto
13.1.4
Como Usar Ciclos
Fixos (G90, G92, G94)
D Ciclo de corte reto (G90)
D Ciclo de corte cônico
(G90)
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
142
Contorno do material
Contorno do produto
Contorno do material
Contorno do produto
D Ciclo de corte frontal
(G94)
D Ciclo de corte cônico
frontal (G94)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
143
Existem vários tipos de ciclos fixos predefinidos que facilitam a
programação. Os dados para o contorno da peça acabada descrevem, por
exemplo, o caminho da ferramenta para a usinagem grosseira. Além
disso, estão à disposição ciclos fixos para a abertura de rosca.
Há dois tipos de remoção de material por torneamento : tipo I e II.
Se umprogramaespecificar umcontorno de acabamentodeAparaA’para
B, como na figura abaixo, a área especificada é removida em função de
∆d (profundidade de corte), deixando uma tolerância de acabamento∆u/2
e ∆w.
B
(F)
(R)
e
A
C
∆d
A’
45,
(R)
(F)
∆u/2
∆w
N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
F____
S____
T____
N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅;
∆d : Profundidade de corte (designação do raio)
Designação semsinal. A direção de corte depende da direçãoAA’. Esta designação
émodal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor tambémpode
ser especificado através de um parâmetro (nº 5132) que, por sua vez, pode ser
alterado por meio de um comando do programa.
e : Quantidade de escape
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor tambémpodeser especificadoatravés deumparâmetro (nº 5133) que, por sua
vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de
acabamento.
nf : Número de seqüência do último bloco para o programado contorno de acabamento.
∆u : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do
diâmetro / raio).
∆w : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z.
f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos ns a nf do ciclo é ignorada, sendo
eficaz a função F, S ou T deste bloco G71.
G71 U (∆d) R (e) ;
G71 P (ns) Q (nf) U (∆u) W (∆w) F (f ) S (s ) T (t)
Comando do programa
(F) : Avanço de corte
(R) : Deslocamento rápido
O comando de movimento entre A e B é
especificado nos blocos situados entre os
números de seqüência ns e nf.
Fig. 13.2.1 (a) Caminho de corte na remoção de material por
torneamento (tipo I)
13.2
REPETIÇÃO DE
CICLO (G70--G76)
13.2.1
Remoção de Material
por Torneamento (G71)
D Tipo I
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
144
NOTA
1 Apesar de ∆d e ∆u serem especificados através do
endereço U, seu significado é determinado pela presença
dos endereços P e Q.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G71
com a especificação de P e Q.
As funções F, S e T especificadas no comando de
movimento entre os pontos A e B são ineficazes, sendo
apenas eficazes as funções especificadas no bloco G71 ou
no bloco precedente.
Se a opção de controle da velocidade de corte constante for
selecionada, o comando G96 ou G97 especificado no
comando de movimento entre os pontos A e B é ineficaz,
sendo eficaz o comando especificado no bloco G71 ou no
bloco precedente.
Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte.
Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente
ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes:
O caminho da ferramenta entre A e A’ é especificado no
bloco com o número de seqüência “ns” e que inclui G00 ou
G01. Neste bloco, não é possível especificar nenhum
comando de movimento no eixo Z. No caminho da
ferramenta entre A’ e B, o padrão tem de aumentar ou
diminur continuamente no eixo X e no eixo Z. Se o caminho
da ferramenta entre A e A’ for programado com G00/G01,
o corte ao longo de AA’ é executado no modo G00 ou G01,
respectivamente.
3 Não é possível chamar um subprograma a partir do bloco
situado entre os números de seqüência “ns” e “nf”.
B A
A’
U(+)…W(--)
A
A’
AA
A’A’
+X
+Z
U(+)…W(+)
U(--)…W(--)U(--)…W(+)
É possível execu-
tar tanto a interpo-
lação linear como
a circular
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
145
O tipo II difere do tipo I nos seguintes pontos: o perfil não tem de
apresentar um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo X e
pode ter, ao todo, 10 concavidades (bolsas).
Se forem especificadas 11 ou mais concavidade é ativado um alarme P/S
(nº 068).
12310 ......
Fig. 13.2.1 (b) Número de bolsas na remoção de material por
torneamento (tipo II)
Tenha em atenção que o perfil terá de apresentar, porém, um aumento ou
diminuição uniforme ao longo do eixo Z. O seguinte perfil não pode ser
usinado:
A alternância uniforme não
é observada ao longo do eixo Z
Fig. 13.2.1 (c) Contorno que não pode ser usinado na remoção de
material por torneamento (tipo II)
A primeira seção cortada não precisa ser vertical; é premitido qualquer
perfil se uma alternância uniforme for mostrada ao longo do eixo Z.
Fig. 13.2.1 (d) Contorno que pode ser usinado (alternância uniforme) na
remoção de material por torneamento (tipo II)
Após o torneamento, surge uma distância originada pelo corte ao longo
do perfil da peça.
D Tipo II
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
146
e (definido através de um parâmetro)
Fig. 13.2.1 (e) Chanfragem na remoção de material torneamento (tipo II)
A distância e (especificada em R) a ser originada após o corte, também
pode ser especificada através do parâmetro nº 5133.
Abaixo é mostrado um caminho de corte exemplificativo:
18
23
28
30
27
26
24
25
22
9
10
2
14
20
7
13
19
5 1
6
11
12
16
17
8
4
21
15
29
3
Fig. 13.2.1 (f) Caminho de corte na remoção de material por faceamento
A correção do raio da ponta da ferramenta não é adicionado às tolerâncias
de acabamento
∆u e ∆w. Na remoção de material por torneamento, a correção do raio da
ponta da ferramenta é igual a zero.
W=0 tem de ser especificado ; de contrário, a ponta da ferramenta pode
cortar em um lado da parede. No primeiro bloco de uma seção repetitiva,
é necessário especificar dois eixos: X (U) e Z (W). W0 também é
especificado quando não é executado qualquer movimento no eixo Z.
Quando é especificado apenas um eixo no primeiro bloco de uma seção
repetitiva
Tipo I
Quando são especificados dois eixos no primeiro bloco de uma seção
repetitiva
Tipo II
Quando o primeiro bloco não inclui qualquer movimento no eixo Ze se
pretende usar o tipo II, é necessário especificar W0.
(Exemplo)
TIPO I TIPO II
G71 V10.0 R5.0 ; G71 V10.0 R5.0 ;
G71 P100 Q200....; G71 P100 Q200........;
N100X (U)___; N100X (U)___ Z(W)___;
: :
: :
N200..............; N200.........................;
D Distinção entre o tipo I e
o tipo II
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
147
Tal como ilustrado na figura abaixo, este ciclo é semelhante a G71,
excetuando que o corte é feito paralelamente ao eixo X.
A’
∆u/2
∆d
B
(F)
(R)
e
45°
(R)
(F)
A
C
∆w
G72 W(∆d) R(e) ;
G72 P(ns) Q(nf) U(∆u) W(∆w) F(f) S(s) T(t) ;
Os significados de ∆d, e, ns, nf, ∆u,∆w, f, s e t são como em G71.
Caminho da ferramenta
Comando do programa
Fig. 13.2.2 (a) Caminho de corte na remoção de material por faceamento
Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos
de corte são executados paralelamente ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w
são os seguintes:
B
A A’
U(+)…W(--)…
A
A
A A’
+X
+Z
U(+)…W(+)…
U(--)…W(--)…U(--)…W(+)…
A’
A’
B
B B
É possível efetuar
tanto a
interpolação linear
como a circular
Fig. 13.2.2 (b)
Sinais dos números especificados com u e w na remoção de material por
faceamento
O caminho da ferramenta entre A e A’ é especificado no bloco com o
número de seqüência “ns” que inclui G00 ou G01. Neste bloco, não é
possível especificar nenhum comando de movimento no eixo X. No
caminho da ferramenta entreA’ eB, o padrão tem de aumentar ou diminur
continuamente no eixo X e no eixo Z.
Se o corte ao longo de AA’ deverá ser executado no modo G00 ou G01,
depende do comando programado entre A e A’, como descrito no ponto
13.2.1.
13.2.2
Remoção de Material
por Faceamento (G72)
D Sinais dos números
especificados
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
148
Esta função permite repetir um padrão de corte fixo, sendo o padrão
deslocado ponto por ponto. Neste ciclo de corte é possível usinar
eficientemente peças já usinadas grosseiramente, forjadas, fundidas, etc.
∆w
A’
∆u/2
∆i+∆u/2
B
(R)
A
D
∆k+∆w
C
∆w
∆u/2
∆i : Distância e direção da descarga na direção do eixo X (designação do raio).
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5135 que, por sua vez,
pode ser alterado por meio de um comando do programa.
∆k : Distância e direção da descarga na direção do eixo Z.
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este
valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5136 que, por sua vez,
pode ser alterado por meio de um comando do programa.
d : Divisor
Este valor é omesmoda contagem repetitiva para ocorte grosseiro. Estadesignação
é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode
ser especificado através do parâmetro nº 5137 que, por sua vez, pode ser alterado
por meio de um comando do programa.
ns : Númerodeseqüênciadoprimeiro blocopara oprogramadocontorno deacabamento.
nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de acabamento.
nu : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do
diâmetro/raio).
nw : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z.
f,s,t : Qualquer funçãoF,SouTcontida nos blocos situados entre os números deseqüência
“ns” e “nf” é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G73.
Padrão programado:
A→A’→B
G73 U (ni) W (nk) R (d) ;
G73 P (ns) Q (nf) U (nu) W (nw) F (f ) S (s ) T (t) ;
N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅
F____
S____
T____
N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅;
O comando de movimento entre A e B é
especificado nos blocos situados entre
os números de seqüência ns e nf.
Fig. 13.2.3 Caminho de corte na repetição de padrões
13.2.3
Repetição de Padrões
(G73)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
149
NOTA
1 Apesar dos valores ∆i e ∆k ou ∆u e ∆w serem especificados
através do endereço U e W, respectivamente, seu
significado é determinado pela presença dos endereçso P
e Q no bloco G73. Se P e Q não forem especificados no
mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆i e ∆k,
respectivamente. Se P e Q forem especificados no mesmo
bloco, os endereços U e W indicam ∆u e ∆w,
respectivamente.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G73
com a especificação de P e Q.
Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte.
Preste atenção aos sinais de ∆u, ∆w, ∆k e ∆i.
Depois de concluído o ciclo de usinagem, a ferramenta
regressa ao ponto A.
Depois do corte grosseiro com G71, G72 ou G73, o acabamento é
executado com o seguinte comando:
G70P (ns) Q (nf) ;
(ns) : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do
contorno de acabamento.
(nf) : Número de seqüência do último bloco para o pro
grama do contorno de acabamento.
NOTA
1 As funções F, S e T especificadas no bloco G71, G72, G73
não são eficazes, sendo eficazes apenas as que foram
especificadas emG70 entre os números de seqüência “ns”
e “nf”.
2 Quando o ciclo de usinagem é terminado com G70, a
ferramenta regressa ao ponto inicial e o bloco seguinte é
lido.
3 Não é possível chamar nenhum subprograma a partir dos
blocos situados entre “ns” e “nf”, de G70 a G73.
13.2.4
Ciclo de Acabamento
(G70)
Formato
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
150
φ80 φ40φ160
20 2
88
201040 1010
190
110
7
(Programação do diâmetro, entrada em milímetros)
N010 G50 X220.0 Z190.0 ;
N011 G00 X176.0 Z132.0 ;
N012 G72 W7.0 R1.0 ;
N013 G72 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S550 ;
N014 G00 Z58.0 S700 ;
N015 G01 X120.0 W12.0 F0.15 ;
N016 W10.0 ;
N017 X80.0 W10.0 ;
N018 W20.0 ;
N019 X36.0 W22.0 ;
N020 G70 P014 Q019 ;
Remoção de material por faceamento (G72)
Eixo X
Ponto inicial
Eixo Z
φ120
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
151
(Programação do diâmetro, entrada em milímetros)
N010 G50 X260.0 Z220.0 ;
N011 G00 X220.0 Z160.0 ;
N012 G73 U14.0 W14.0 R3 ;
N013 G73 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S0180 ;
N014 G00 X80.0 W--40.0 ;
N015 G01 W--20.0 F0.15 S0600 ;
N017 W--20.0 S0400 ;
N018 G02 X160.0 W--20.0 R20.0 ;
N019 G01 X180.0 W--10.0 S0280 ;
N020 G70 P014 Q019 ;
φ80φ180
220
B
2
130
16
16
110
14
2 14
0
20
φ120
Eixo X
Eixo Z
Repetição de padrões (G73)
φ160
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
152
O caminho de corte ilustrado na Fig. 13.2.5 é gerado pelo programa
seguinte. Neste ciclo é possível executar a quebra de aparas, como se
mostra abaixo. Se X (U) e P forem omitidos, as operações só poderão ser
executadas no eixo Z, usado para a perfuração.
e : Quantidade de retorno
Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro valor.
Este valor tambémpode ser especificado através do parâmetro nº 5139 que,
por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa.
X : Componente X do ponto B
U : Quantidade aumentada de A para B
Z : Componente Z do ponto C
W : Quantidade aumentada de A para C
∆i : Quantidade de movimento na direção X (sem sinal)
∆k : Profundidade de corte na direção Z (sem sinal)
∆d : Quantidade de descarga da ferramenta na base de corte. O sinal de ∆d é
sempre positivo (+). Contudo, se o endereço X (U) e ∆i forem omitidos, a
direção de descarga pode ser especificada com o sinal desejado.
f : Velocidade de avanço
U/2
W
Dd
∆i’
C
∆k’ ∆k ∆k ∆k ∆k
A
(R)(R)
(F)
(R)(R)(R)
(F)(F)(F)(F) ∆i
∆i
e
B
[0<∆k’≦∆k]
X
Z
(R)
[0<∆i’≦∆i]
G74R (e) ;
G74X(U)_ Z(W)_ P(ni) Q(nk) R(nd) F (f ) ;
Fig. 13.2.5 Caminho de corte no ciclo de perfuração profunda da
superfície final
NOTA
1 Apesar de e end serem especificados através do endereço
R, seu significado é determinado pela presença do
endereço X (U). Sendo especificado X(U), é utilizado nd.
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G74
com a especificação de X (U).
13.2.5
Ciclo de Perfuração
Profunda da Superfície
Final (G74)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR APROGRAMAÇÃO
153
O caminho de corte ilustrado na Fig. 13.2.6 é gerado pelo programa
seguinte. Ele é equivalente a G74, à exceção de X que é substituído por
Z. Este ciclo permite a execução de quebra de aparas, ranhurar no eixo
X e perfuração profunda no eixo X (neste caso, Z, W e Q são omitidos).
W
∆d
A
(R)
(F) ∆i
e
Z
∆k X
(F)
(F)
(R)
(F)
(R)
(R)
(F)
(R)
U/2
G75R (e) ;
G75X(U)_ Z(W)_ P(∆i) Q(∆k) R(∆d) F(f) ;
Fig. 13.2.6 Caminho de corte no ciclo de perfuração do diâmetro
exterior/interior
G74 e G75 são usados para ranhurar e perfurar, permitindo uma descarga
automática da ferramenta. Estão previstos quatro padrões simétricos,
respectivamente.
13.2.6
Ciclo de Perfuração do
Diâmetro
Exterior/Interior (G75)
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
154
Ociclo de abertura de rosca é programado através do comandoG76, como
ilustrado na Fig.13.2.7 (a).
W
C
(F)
(R) A
U/2
∆d
E
i
X
Z
r
D k
(R)
B
Fig. 13.2.7 (a) Caminho de corte no ciclo de corte para múltiplas roscas
13.2.7
Ciclo de Abertura de
Rosca Múltipla (G76)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
155
k
∆ d
∆pn
a
B
d
G76P (m) (r) (a) Q (∆d min) R(d);
G76X (u) _ Z(W) _ R(i) P(k) Q(∆d) F(L) ;
m ; Contagem repetitiva na fase de acabamento (de 1 a 99)
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado
outro valor. Este valor também pode ser especificado através do
parâmetro nº 5142 que, por sua vez, pode ser alterado pormeio de um
comando do programa.
r : Quantidade de chanfragem
Quando o passo de rosca é expresso por L, o valor de L pode ser
especificado de 0.0L a 9.9L, em incrementos de 0.1L (número de 2
dígitos, de 00 a 90).
Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro
valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro
nº 5130 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando
do programa.
a : Ângulo da ponta da ferramenta
É possível selecionar um de seis tipos de ângulos (80°, 60°, 55°, 30°,
29° e 05), especificando--o com um número de 2 dígitos.
Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro
valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro
nº 5143 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando
do programa.
(Exemplo)
Se m=2, r=1.2L, a=605, a especificação é feita da seguinte forma (L é o passo
de rosca):
P
m r a
02 12 60
∆dmin : Profundidade mínima de corte (especificada pelo valor do raio)
Se a profundidade de corte de uma operação cíclica (d -- ∆d --1) for
inferior a este valor limite, a profundidade de corte é fixada comeste
valor. Esta designação é modal e não se altera até que seja
designado outro valor. Este valor também pode ser especificado
através do parâmetro nº 5140 que, por sua vez, pode ser alterado
por meio de um comando do programa.
d : Tolerância de acabamento
Esta designação é modal e não se altera até que seja designado
outro valor. Este valor também pode ser especificado através do
parâmetro nº 5141 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de
um comando do programa.
i : Diferença do raio da rosca. Se i = 0, é possível executar uma
abertura normal de rosca reta.
k : Altura da rosca
Este valor é especificado pelo valor do raio.
nd : Profundidade de corte no 1º corte (valor do raio)
L : Passo de rosca (igual a G32).
Ponta da ferramenta
1º
2º
3º
Enésimo
m, r e a são especificados simultaneamente por meio do endereço P.
Fig. 13.2.7 (b) Detalhe do corte
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
156
Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca no ciclo
de abertura de rosca múltipla (G76), a ferramenta é retraída rapidamente,
tal como sucede na chanfragem executada no final do ciclo de abertura de
rosca. A ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo. Quando o início
do ciclo é acionado, o ciclo de abertura de rosca múltipla é reiniciado.
Ver notas do ponto 13.1.2.
NOTA
1 O significado dos dados especificados através do endereço P, Q R é determinado pela
presença de X (U) e X (W).
2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G76 com a especificação de X (U) e
Z (W). Com este ciclo é executado o corte de uma extremidade e a carga da ponta da
ferramenta é reduzida. Se o primeiro caminho possuir uma profundidade de corte nd e o
enésimo caminho ndn, a quantidade de corte por ciclo é mantida constante.
Estão previstos quatro padrões simétricos correspondentes ao sinal do respectivo endereço.
É possível executar a abertura de rosca interna. Na figura acima, a velocidadede avançoentre
C e D é especificada através do endereço F; no outro caminho ela corresponde à velocidade
de deslocamento rápido. O sinal das dimensões incrementais, na figura acima, é o seguinte:
U, W : Menos (determinado pela direção do caminho AC e CD da ferramenta.)
R : Menos (determinado pela direção do caminho AC da ferramenta.)
P : Mais (sempre)
Q : Mais (sempre)
3 As notas referentes à abertura de rosca com G32 e G92 também se aplicam aqui.
4 O comando de chanfragem também é eficaz no ciclo de abertura de rosca G92.
5 A ferramenta retorna ao ponto de início de ciclo (profundidade de corte ndn) assim que o
statuts de bloqueio de avanço for ativado durante a abertura de rosca. (ndn : profundidade de
corte no enésimo corte)
6 Se o ponto inicial do ciclo de abertura de rosca estiver perto de uma peça, a ferramenta pode
interferir coma peça durante o ciclo de retração por que se passa ao longo do percurso do ciclo
de retração descrito na nota 5. Por isso, o ponto inicial do ciclo de abertura de rosca tem de
estar afastado pelo menos o valor k (altura da rosca) do topo da rosca.
Ciclo normal
Ciclo de retração
topo da
rosca
fundo da
rosca
ponto inicial do ciclo
de abertura de rosca
ponto inicial do enésimo
ciclo
1.º ciclo
2.º ciclo
3.º ciclo
enésimo ciclo
ndn
ndn
k
D Retração do ciclo de
abertura de rosca
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
157
1.8
3.68
G76 P011060 Q100 R200 ;
G76 X60640 Z25000 P3680 Q1800 F6.0 ;
6
10525
ϕ60.64
1.8
Eixo X
0
ϕ68
Eixo Z
Repetição de ciclo (G76)
Especificando P2, a abertura irregular de rosca pode ser executada com
uma profundidade de corte constante.
Exemplo: G76 X60640 Z25000 K3680 D1800 F6.0 A60 P2;
Para a abertura irregular de rosca, use sempre o formato de fita FS15 (ver
Seção 17.5).
Se não for especificado um comando P que defina o método de corte ou
se for especificado um comando diferente de P2, será executado um corte
com uma ferramenta, com um valor constante.
Se a profundidade de corte for inferior a dmin (especificado através do
parâmetro nº 5140) em um dos ciclos, ela será fixada em ∆dmin.
α (tolerância de
acabamento)
a
Hn
H1
H2
H3
H4
H5
H7
H8
H9
2⋅D
(2⋅4) D/2 ( 4⋅ 6) D/2
K
2⋅D
2
Ponta da ferramenta
H6
Abertura irregular de rosca com profundidade de corte constante
4⋅D 6⋅D
Exemplos
D Abertura irregular de
rosca
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
158
1. Nos blocos com comandos para a repetição de ciclo, os endereços P,
Q, X, Z, U, W e R têm de ser especificados corretamente para cada
bloco.
2. No bloco especificado por meio do endereço P de G71, G72 ou G73,
é necessário programar o grupoG00 ouG01. Não o fazendo, é ativado
o alarme P/S nº 65.
3. No modo MDI, não é possível programar G70, G71, G72 nem G73.
Se algum deles for programado, é ativado o alarme P/S nº 67. G74,
G75 e G76 podem ser programados no modo MDI.
4. Nos blocos que contenhamG70, G71, G72 ouG73 e entre os números
de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível
programar M98 (chamada do subprograma) nem M99 (fim do
subprograma).
5. Nos blocos situados entre os números de seqüência especificados por
meio de P e Q, não é possível especificar os seguintes comandos:
⋅Código G de ação simples, exceto G04 (pausa)
⋅Código G do grupo 01, exceto G00, G01, G02 e G03
⋅Código G do grupo 06
⋅M98 / M99
6. Durante a execução da repetiçãode ciclo (G70AG76), é possível parar
o ciclo e executar umaoperaçãomanual. Contudo, antes de se reiniciar
a operação cíclica, a ferramenta deveria ser recolocada na posição em
que a operação cíclica foi interrompida.
Se a operação cíclica for reiniciada sem que a ferramenta seja
recolocada na posição da interrupção, o movimento da operação
manual é somado ao valor absoluto e o caminho da ferramenta é
deslocado no correspondente à quantidade demovimento da operação
manual.
7. Quando G70, G71, G72 ou G73 são programados, o número de
seqüência especificado por meio do endereço P e Q não pode ser
especificado mais de uma vez no mesmo programa.
8. Na repetição de ciclo, os blocos entre os números de seqüência
especificados por P e Q, não podem ser programados através das
funções de “programação direta das dimensões do desenho” ou de
“chanfragem e canto R”.
9. G74, G75 e G76 também não suportam a entrada de casas decimais
paraP eQ. Osmenores incrementos de entrada são as unidades usadas
para especificar a distância a percorrer e a profundidade de corte.
10.Quando #1 = 2500 é executado usando uma macro de usuário,
2500.000 é atribuído a #1. Nesse caso, P#1 é eqüivalente a P2500.
11.A compensação do raio da ponta da ferramenta não pode ser aplicada
a G71, G72, G73, G74, G75, G76 ou G78.
12.A repetição de ciclo não pode ser executada durante a operação DNC.
13.Amacro deusuário do tipo interrupção não pode ser executada durante
a repetição de ciclo.
14.A repetição de ciclo não pode ser executada durante o modo de
controle avançado por antecipação.
13.2.8
Notas Sobre a
Repetição de Ciclo
(G70--G76)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
159
Ociclo fixo deperfuração simplifica, normalmente, oprograma, dadoque
reúne em um só bloco com código G uma operação de usinagem
programada em vários blocos.
Tabela de ciclos fixos:
Tabela 13.3 (a): Ciclos fixos
Código
G
Eixo de
perfu-
ração
Operação de usinagem
de furos (sentido --)
Operação na
posição da base do
furo
Operação de retração
(sentido +)
Aplicações
G80 ____ _____ _____ ___ Cancelamento
G83 Eixo Z Avanço de corte / intermitente Pausa Deslocamento rápido
Ciclo de perfuração
frontal
G84 Eixo Z Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosquea-
mento frontal
G85 Eixo Z Avanço de corte _____ Avanço de corte Ciclo de mandrilagem
frontal
G87 Eixo X Avanço de corte / intermitente Pausa Deslocamento rápido
Ciclo de perfuração
lateral
G88 Eixo X Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosquea-
mento rígido lateral
G89 Eixo X Avanço de corte Pausa Avanço de corte Ciclo de mandrilagem
lateral
Em geral, o ciclo de perfuração é composto das seis seqüências de
operações seguintes:
Operação 1 Posicionamento do eixo X (Z) e do eixo C
Operação 2 Deslocamento rápido até o nível do ponto R
Operação 3 Usinagem de furos
Operação 4 Operação na base de um furo
Operação 5 Retração até o nível do ponto R
Operação 6 Deslocamento rápido até o ponto inicial
Operação 1
Operação 2
Operação 3
Operação 4
Operação 5
Operação 6
Deslocamento rápido
Avanço
Nível inicial
Nível do ponto R
Fig. 13.3 Seqüência de operações de um ciclo de perfuração
13.3
CICLO FIXO DE
PERFURAÇÃO
(G80--G89)
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
160
Um código G de perfuração especifica os eixos de posicionamento e um
eixo de perfuração, como ilustrado abaixo. Como eixos de
posicionamento são utilizados os eixos C e X ou Z. O eixo (X ou Z) que
não for utilizado como eixo de posicionamento, é usado como eixo de
perfuração.
Apesar de os ciclos fixos incluirem tanto ciclos de rosqueamento como
de mandrilagem e de perfuração, neste capítulo será utilizado apenas o
termo ”perfuração” para designar as operações executadas nos ciclos
fixos.
Tabela 13.3 (b): Eixo de posicionamento e eixo de perfuração
Código G Plano de posiciona-
mento
Eixo de perfuração
G83, G84, G85 Eixo X, eixo C Eixo Z
G87, G88, G89 Eixo Z, eixo C Eixo X
G83 e G87, G84 e G88 e G85 e G89 possuem, respectivamente, a mesma
função, exceto nos eixos especificados como eixos de posicionamento e
eixo de perfuração.
G83 a G85 / G87 a 89 são códigos Gmodais e permanecem ativos até que
sejam cancelados. Enquanto estiverem ativos, o estado atual é o modo de
perfuração.
Os dados de perfuração especificados no modo de perfuração, são
guardados até que sejam alterados ou cancelados.
Especifique todos os dados de perfuração necessários no início dos ciclos
fixos; quando os ciclos fixos estão sendo executados, deverá somente
especificar modificações dos dados.
Uma velocidade de avanço de corte com um código F é mantida mesmo
depois de o ciclo de perfuração ser cancelado.
Para os blocos que requeiram um código Q, tem de se especificar um
código Q para cada um dos blocos. Uma vez especificados, os códigos
M de fixação e anulação da fixação do eixo C funcionam emmodomodal
e são cancelados por G80.
Explicações
D Eixo de posicionamento
e eixo de perfuração
D Modo de perfuração
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
161
No sistema A de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao
nível inicial. No sistema B ou C de códigos G, a ferramenta regressa da
base de um furo ao nível inicial quando se especifica G98 e regressa da
base de um furo ao nível do ponto R quando se especifica G99.
A figura seguinte ilustra omovimento da ferramenta especificado através
de G98 ou G99. Geralmente, G99 é utilizado para a primeira operação
de perfuração e G98 para a última operação de perfuração.
O nível inicial não é alterado, mesmo que a perfuração seja executada no
modo G99.
G98 (Retorno ao nível inicial ) G99 (Retorno ao nível do ponto R
Nível inicial
Nível do ponto R
Se pretender repetir a perfuração para executar furos situados a intervalos
regulares, especifique o número de repetições em K_.
K só é eficaz no bloco em que for especificado.
Especifique a posição do primeiro furo no modo incremental.
Sendo especificada no modo absoluto, a perfuração é repetida na mesma
posição.
Número de repetições K Valor máximo de comando = 9999
Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4)
colocado em 0, a perfuração é executada uma vez.
Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4)
colocado em1, os dados deperfuração são armazenados,mas aperfuração
não é executada.
Quando se programa um código M especificado no parâmetro nº 5110
para fixar/soltar o eixo C, o CNC emite o código M para fixar o eixo C
depois de a ferramenta ter sido posicionada e antes de ser movimentada
em deslocamento rápido para o nível do ponto R. O CNC também emite
o códigoM para soltar o eixo C (código M para fixar o eixo C +1) depois
de a ferramenta ser retraída para o nível do ponto R. A ferramenta faz uma
pausa durante o tempo especificado no parâmetro nº 5111.
Para cancelar um ciclo fixo, utilize G80 ou um código G do grupo 01.
Códigos G do grupo 01
G00 : Posicionamento (deslocamento rápido)
G01 : Interpolação linear
G02 : Interpolação circular (SH)
G03 : Interpolação circular (SAH)
D Nível do ponto de
retorno G98/G99
D Número de repetições
D Código M para
fixar/soltar o eixo C
D Cancelar
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
162
Nas seções seguintes são descritos os diversos ciclos fixos. As figuras
inseridas nestas explicações incluem os seguintes símbolos:
Pausa especificada no programaP1
Posicionamento (deslocamento rápido G00)
Avanço de corte (interpolação linear G01)
Avanço manual
P1
Mα
Pausa especificada no parâmetro nº 5111
Emissão do código M para fixar o eixo C
(O valor de a é especificado com o parâmetro nº 5110.)
M (α+1) Emissão do código M para soltar o eixo C
CUIDADO
1 Nos ciclos fixos,
R_ (distância entre o nível inicial e o ponto R) é sempre
tratado como um raio.
Z_ ou X_ (distância entre o ponto R e a base do furo) são,
porém, tratados ou como um diâmetro ou como um raio,
dependendo da especificação.
2 No sistema Bou C de códigos G, G90 e G91 podem ser
usados para selecionar um comando incremental ou
absoluto para aespecificação dosdados deposição do furo
(X, C ou Z, C), da distância entre o ponto R e a base do furo
(Z ou X) e da distância entre o nível inicial e o nível do ponto
R (R).
D Símbolos usados nas
figuras
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
163
É usado o ciclo de perfuração profunda ou ciclo rápido de perfuração
profunda dependendo da definição em RTR, bit 2 do parâmetro n.º 5101.
Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, é
usado o ciclo de perfuração normal.
Este ciclo executa uma perfuração profunda a alta velocidade. A broca
repete o ciclo de perfuração intermitentemente até a base do furo, à
velocidade de avanço de corte e com uma retração correspondente à
distância de retração especificada. Durante a retração, a broca remove as
aparas do furo.
G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
Nível inicial
Ponto RPonto R
Ponto Z Ponto Z
q
q
q
d
q
q
q
Mα Mα
M (α+1)
M (α+1), P2
P2
P1 P1
d
d
d
Mα : Código M para fixar o eixo C
M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111
d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114
Ponto R
13.3.1
Ciclo de Perfuração
Frontal (G83) / Ciclo de
Perfuração Lateral
(G87)
D Ciclo rápido de
perfuração profunda
(G83, G87)
(parâmetro RTR
(nº 5101#2) =0)
Formato
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
164
G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
Nível inicial
Ponto RPonto R
Ponto Z Ponto Z
q
d
q
q
q
d
q
q
Mα
P1 P1
M (α+1),
P2
Mα
d d
M (α+1), P2
Ponto R
Mα : Código M para fixar o eixo C
M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111
d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114
M51 ; Modo de indexação do eixo C ON
M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 Q5000 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da
rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF
NOTA
Se não for programada a profundidade de corte por cada
avanço de corte (Q), será executada a perfuração normal.
(Ver a descrição do ciclo de perfuração.)
D Ciclo de perfuração
profunda
(G83, G87)
(parâmetro nº 5101#2 =1)
Formato
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
165
Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será
usado o ciclo de perfuração normal. A ferramenta é, depois, retraída da
base do furo em deslocamento rápido.
M (α+1), P2
G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99)
G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
Nível inicial
Nível do ponto R
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
Mα Mα
P1P1
M (α+1), P2
Ponto Z Ponto Z
Nível do ponto R
Mα : Código M para fixar o eixo C
M (α+1) : Código M para soltar o eixo C
P1 : Pausa especificada no programa
P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111
M51 ; Modo de indexação do eixo C ON
M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da
rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF
D Ciclo de perfuração
(G83 ou G87)
Formato
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
166
Este ciclo serve para executar o rosqueamento.
Neste ciclo de rosqueamento, o fuso é girado em sentido inverso quando
a base do furo é alcançada.
G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)
G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
Ponto R
Fuso SH
Nível inicial
Nível do
ponto R
Ponto R
Fuso SAHFuso SAH
Fuso SH
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
Mα
P1
Mα
M (α+1), P2
M (α+1), P2
P1
Ponto Z Ponto Z
O rosqueamento é executado através da rotação do fuso em sentido
horário. Quando a base do furo é alcançada, o fuso é girado no sentido
inverso para a retração. Esta operação produz roscas.
As correções da velocidade de avanço são ignoradas durante o
rosqueamento. Mesmo que o botão de bloqueio de avanço seja acionado,
a máquina não pára antes que a operação de retorno tenha sido concluída.
13.3.2
Ciclo de
Rosqueamento Frontal
(G84) / Ciclo de
Rosqueamento Lateral
(G88)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
167
NOTA
Através do bit 6 (M5T) do parâmetro nº 5101, pode
especificar--se se o comando de parada do fuso (M05)
deverá ser emitido antes do sentido de rotação do fuso ser
especificado com M03 ou M04. Para mais informações,
consulte o manual de operação fornecido pelo fabricante
da máquina--ferramenta.
M51 ; Modo de indexação do eixo C ON
M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da
rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
168
Este ciclo serve para mandrilar um furo.
G85 ou G89 (modo G98) G85 ou G89 (modo G99)
G85 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G89 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
Ponto R
Nível inicial
Nível do
ponto RPonto R
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
Mα
P1
Mβ, P2
Mα
P1
Mβ, P2
Ponto Z Ponto Z
Após o posicionamento, é executado um deslocamento rápido para o
ponto R.
A perfuração é executada do ponto R para o ponto Z.
Depois de alcançar o ponto Z, a ferramenta regressa ao ponto R a uma
velocidade de avanço correspondente ao dobro da velocidade de avanço
de corte.
M51 ; Modo de indexação do eixo C ON
M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da
rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF
13.3.3
Ciclo de Mandrilagem
Frontal (G85) / Ciclo de
Mandrilagem Lateral
(G89)
Formato
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
169
G80 cancela o ciclo fixo.
G80 ;
O ciclo fixo de perfuração é cancelado para se executar uma operação
normal.
O ponto R e o ponto Z são anulados. Todos os outros dados de perfuração
são também cancelados (anulados).
M51 ; Modo de indexação do eixo C ON
M3 S2000 ; Rotação da broca
G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C
G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ;Furo 1
C90.0 M31 ; Furo 2
C180.0 M31 ; Furo 3
C270.0 M31 ; Furo 4
G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da
rotação da broca
M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF
13.3.4
Cancelamento do Ciclo
Fixo de Perfuração
(G80)
Formato
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
170
O modo de perfuração e os dados de perfuração são salvos, mesmo que
o controlador seja parado devido a um reset ou a uma parada de
emergência no decurso do ciclo de perfuração; por isso, reinicie a
operação, tendo isto em mente.
Se o ciclo de perfuração for executado com bloco único, a operação pára
no ponto final das operações 1, 2, 6, na Fig. 13.3 (a).
Conseqüentemente, esta operação é iniciada 3 vezes para perfurar um
furo. A operação pára no ponto final das operações 1, 2, com a lâmpada
de bloqueio de avanço ON. A operação pára sob condições de bloqueio
de avanço no ponto final da operação 6, se a repetição for conservada; em
outros casos, a operação pára sob condições de parada.
Se o “Bloqueio de Avanço” for aplicado entre as operações 3 e 5 através
de G84/G88, a lâmpada de bloqueio de avanço acende--se imediatamente
se o bloqueio de avanço for novamente aplicado à operação 6.
Durante a operação com G84 e G88, o override da velocidade de avanço
é de 100%.
13.3.5
Medidas de Precaução
D Reset e parada de
emergência
D Bloco único
D Bloqueio de avanço
D Override
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
171
Estão à disposição quatro ciclos fixos de retificação: o ciclo de retificação
transversal (G71), o ciclo direto de retificação transversal e dimensões
fixas, o ciclo de retificação por oscilação e o ciclo direto de retificação por
oscilação e dimensões fixas.
Nas máquinas--ferramentas que permitam a execução de ciclos fixos de
retificação, não é possível utilizar a repetição de ciclo fixo de
torneamento.
(1) (I)
(2) (3) (K)
(4) (I)
(5)
(6) (K)
G71 A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;
A
B
U (pausa)
X
Z
A : Primeira profundidade de corte
B : Segunda profundidade de corte
W : Faixa de retificação
U : Tempo máximo de pausa: 99999.999 segundos
I : Velocidade de avanço de A e B
K : Velocidade de avanço de W
H : Valor para o número de repetições: De 1 a 9999
W
(Pausa)
Faixas de especificação e unidades para o ciclo fixo de retificação:
Comando de movimento, Faixa : ±8 dígitos
Unidades : 1 µm/0.0001 polegadas
Velocidade de avanço Faixa
Avanço por minuto: de 0.001 a 240000 mm/min
de 0.0001 a 9600 polegadas/min
(para 1 µm/0.0001 polegadas)
Avanço por rotação: de 0.00001 a 500 mm/rotação
de 0.00001 a 9 polegadas/rotação
A, B e W têm de ser especificados no modo incremental.
No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3, 4, 5 e 6 são executadas com
uma só operação de início de ciclo.
A=B=0 dá origem a uma retificação fina.
13.4
CICLO FIXO DE
RETIFICAÇÃO
(PARA A
RETIFICADORA)
13.4.1
Ciclo de Retificação
Transversal (G71)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
172
G72 P_ A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ;
P : Número do calibre (de 1 a 4)
A : Primeira profundidade de corte
B : Segunda profundidade de corte
W : Faixa de retificação
U : Tempo máximo de pausa: 99999.999 segundos
I : Velocidade de avanço de A e B
K : Velocidade de avanço de W
H : Valor para o número de repetições: de 1 a 9999
Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se
o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é
idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a
operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto
convencional.
As notas referidas para G71 são válidas também aqui, exceto no que
respeita à especificação do número do calibre.
1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao
longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois
de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z
em que o ciclo foi iniciado.
(Término) (Sinal de salto) (Sinal de salto)(Término)
2. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta está cortando
uma peça ao longo do eixo X, a ferramenta interrompe o corte
imediatamente e regressa à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado.
(Término)
(Sinal de salto)
(Sinal de salto)
(Término)
3. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos
parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente
interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que
o ciclo foi iniciado.
13.4.2
Ciclo Direto de
Retificação Transversal
e Dimensões Fixas
(G72)
Formato
Explicações
D Operação no momento
de entrada do sinal de
salto
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
173
(B)
(1)
(2) (K)
(3)
(4) (K)
X
Z
U (pausa)A U (pausa)
G73 A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;
A : Profundidade de corte
B : Profundidade de corte
W : Faixa de retificação
U : Tempo de pausa
K : Velocidade de avanço
H : Valor para o número de repetições: 1A9999
W
A, B e W têm de ser especificados no modo incremental.
No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas com uma
só operação de início de ciclo.
B só é válido no bloco para que for especificado. Aqui, B não está
relacionado com B do ciclo G71 ou G72.
13.4.3
Ciclo de Retificação
por Oscilação (G73)
Formato
Explicações
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
174
G74 P_ A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ;
P : Número do calibre (de 1 a 4)
A : Profundidade de corte
B : Profundidade de corte
W : Faixa de retificação
U : Tempo de pausa
K : Velocidade de avanço de W
H : Valor para o número de repetições: De 1 a 9999
Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se
o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é
idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a
operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto
convencional.
As notas referidas para G73 são válidas também para os outros itens.
1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao
longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois
de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z
em que o ciclo foi iniciado.
(Término)
Sinal de salto
(Término)
Sinal de salto
2. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos
parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente
interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que
o ciclo foi iniciado.
NOTA
1 Emumciclo fixo, os dadosA, B,W, I e K são valoresmodais
para G71 a G74. Os dados A, B, W, U, I e K são apagados
se for especificado qualquer código G de ação simples que
não G04, ou um código G do grupo 01 que não G71 a G74.
2 No modo de ciclo fixo não é possível especificar nenhum
código B.
13.4.4
Ciclo Direto de
Retificação por
Oscilação e Dimensões
Fixas
Formato
Explicações
D Operação no momento
de entrada do sinal de
salto
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
175
É possível inserir uma chanfragem ou um canto entre dois blocos que se
intersetem em um ângulo reto:
45°
45°
+x
--x
a
c
b
--i
c
Move--se como
a→d→c
(para o movimento --X,--i)
d
G01 Z(W) _ I (C) ±i ;
i
Formato Movimento da ferramenta
Especifica o movimento para
o ponto b com um comando ab-
soluto ou incremental (na figura à
direita).
Ponto inicial
Fig. 13.5 (a) Chanfragem (Z→X)
G01 X(U) _ K (C) ±k ;
cc b
k--k
--z +z
45°45° d
a
(--k para o movimento --Z)
Formato Movimento da ferramenta
Especifica o movimento para
o ponto b com um comando ab-
soluto ou incremental (na figura à
direita).
Ponto inicial
Move--se
como
a→d→c
Fig. 13.5 (b) Chanfragem (X→Z)
G01 Z(W) _ R ±r ; +x
--x
a
c
b
c
d
--r
r
Formato Movimento da ferramenta
Especifica o movimento para
o ponto b com um comando ab-
soluto ou incremental (na figura à
direita).
Ponto inicial
Move--se como
a→d→c
(para o movimento --X, --r)
Fig. 13.5 (c) Canto R (Z→X)
13.5
CHANFRAGEM E
CANTO R
D Chanfragem
Z → X
D Chanfragem X → Z
D Canto R
Z → X
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
176
G01 X(U) _ R ±r ;
--z +z
cc b
--r rd
a
Formato Movimento da ferramenta
Especifica o movimento para
o ponto b com um comando ab-
soluto ou incremental (na figura à
direita).
Ponto inicial
(--r para o movi-
mento
--x)
Move--se como
a→d→c
Fig. 13.5 (d) Canto R (X→Z)
O movimento para a chanfragem ou para o canto R tem de ser um
movimento único ao longo do eixo X ou Z, no modo G01. O bloco
seguinte tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z,
perpendicular ao bloco precedente.
I ou K e R especificam sempre um valor do raio.
Tenha em atenção que o ponto inicial, para um comando especificado no
bloco a seguir ao bloco de chanfragem ou de canto R, não é o ponto cmas
o ponto b, como ilustrado nas figuras 13.5 (a) a (d). Na programação
incremental, especifique a distância em relação ao ponto b.
270.0
530.0
N3
C3
N2
R6
N1
Z
φ860 φ268
N1Z270.0R6.0;
N2X860.0K--3.0;
N3Z0;
X
D Canto R
X → Z
Explicações
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
177
NOTA
1 Os comandos seguintes provocam um alarme.
1) Se I, K ou R for programado quando os eixos X e Z são
especificados através de G01.
(Alarme P/S nº 054);
2) Se a distância percorrida em X ou Z for inferior ao valor
da chanfragem e do canto R, no bloco em que foi
especificada a chanfragem e o canto R. (Alarme P/S nº
055);
3) Se o bloco a seguir ao bloco em que foi especificada a
chanfragem e o canto R não incluir o comando G01.
(Alarme P/S nº 051, 052)
4) Se forem especificados vários I, K eR emG01, é ativado
o alarme P/S nº 053.
2 Um bloco único pára no ponto c, nas Fig. 13.4 (a) e (d), e
não no ponto d.
3 A chanfragem e o canto R não podem ser aplicados a um
bloco de abertura de rosca.
4 C pode ser usado, em vez de I ou K, como endereço para
a chanfragem, em sistemas que não utilizemC como nome
de um eixo. Para utilizar C como endereço para a
chanfragem, defina o parâmetro CCR nº 3405#4 com 1.
5 Se C e R forem especificados em conjunto em um bloco
com G01, é válido o último endereço especificado.
6 Nem a chanfragem nem a usinagem do canto R podem ser
especificados na programação direta das dimensões do
desenho.
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
178
G68 : Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver em
G69 : Cancelamento do espelhamento
O espelhamento pode ser aplicado ao eixo X com um código G.
SeG68 for especificado, o sistemade coordenadas é deslocado para o lado
oposto da torre e o sinal do eixo X do comando programado é invertido
para a execução de um corte simétrico. Para usar esta função, defina a
distância entre os dois cabeçotes de torno--revólver no parâmetro
(nº 1290).
X
60
120
180
120φ
(2)
(1)
(3)
120
Z
80φ
40φ
X40.0 Z180.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (1)
G68 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da
distância de A a B (120mm) e ativar o espelhamento.
X80.0 Z120.0 T0202 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver B em (2)
G69 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da
distância de B a A e cancelar o espelhamento.
X120.0 Z60.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (3)
Valor de correção
da unidade porta--
ferramenta A
Valor de correção
da unidade porta--
ferramenta B
Unidade porta--ferramenta A
Unidade porta--ferramenta B
13.6
ESPELHAMENTO
PARA CABEÇOTE
DUPLO DE
TORNO--REVÓLVER
(G68, G69)
Formato
Explicações
Exemplos
D Programação para
cabeçote duplo de
torno--revólver
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
179
Os ângulos de linhas retas, valores de chanfragem, valores para o
arredondamento de cantos e outros valores dimensionais dos desenhos de
usinagem podem ser programados diretamente. Além disso, a
chanfragem e o arredondamento de cantos podem ser inseridos entre
linhas retas com um ângulo opcional.
Esta programação só é válida no modo de operação de memória.
(X1 , Z1)
(X2 , Z2)
A
X
Z
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A1
A2
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A1
A2 R
1
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A1
A2
C1
1
2
3
4
X2_ (Z2_), A_ ;
,A1_ ;
X3_ Z3_, A2_ ;
X2_ Z2_, R1_ ;
X3_ Z3_ ;
ou
,A1_, R1_ ;
X3_ Z3_, A2_ ;
X2_ Z2_, C1_ ;
X3_ Z3_ ;
ou
,A1_, C1_ ;
X3_ Z3_, A2_ ;
Tabela 13.7 Tabela de comandos
Comandos Movimento da ferramenta
13.7
PROGRAMAÇÃO
DIRETA DAS
DIMENSÕES DO
DESENHO
Formato
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
180
(X1 , Z1)
X
Z
A1
R
1
A2
(X3 , Z3)
(X4 , Z4)
R2
(X2 , Z2)
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A1
A2
C1
(X4 , Z4)
C2
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A2
(X4 , Z4)
C2
A1
R
1
(X1 , Z1)
(X3 , Z3)
(X2 , Z2)
X
Z
A1
A2
C1
(X4 , Z4)
R2
5
6
7
8
X2_ Z2_ , R1_ ;
X3_ Z3_ , R2_ ;
X4_ Z4_ ;
ou
,A1_, R1_ ;
X3_ Z3_, A2_, R2_ ;
X4_ Z4_ ;
X2_ Z2_ , C1_ ;
X3_ Z3_ , C2_ ;
X4_ Z4_ ;
ou
,A1_, C1_ ;
X3_ Z3_, A2_, C2_ ;
X4_ Z4_ ;
X2_ Z2_ , R1_ ;
X3_ Z3_ , C2_ ;
X4_ Z4_ ;
ou
,A1_, R1_ ;
X3_ Z3_, A2_, C2_ ;
X4_ Z4_ ;
X2_ Z2_ , C1_ ;
X3_ Z3_ , R2_ ;
X4_ Z4_ ;
ou
,A1_, C1_ ;
X3_ Z3_, A2_, R2_ ;
X4_ Z4_ ;
Comandos Movimento da ferramenta
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
181
Programa de usinagem ao longo da curva ilustrada na Fig. 13.7:
a1
a2,A (a1) , C (c1) ;
X (x3) Z (z3) , A (a2) , R (r2) ;
X (x4) Z (z4) ;
(x3, z3)
(x4, z4)
a3
c1
(x2, z2)
(x1, z1)
X (x2) Z (z2) , C (c1) ;
X (x3) Z (z3) , R (r2) ;
X (x4) Z (z4) ;
r2
+Z
+X
Ponto inicial
o
u
Fig. 13.7 Desenho de usinagem (exemplo)
Para programar uma linha reta, especifique um ou dois dos valores de X,
Z e A.
Especificando apenas um dos valores, a linha reta terá de ser definida
primeiro por um comando, no bloco seguinte.
Para programar o ângulo de uma linha reta ou o valor para a chanfragem
ou o canto R, introduza uma vírgula (,):
, A_
, C_
, R_
Definindo o parâmetro CCR nº. 3405#4 com 1, no sistema em que A e C
não são utilizados como nomes de eixos, os graus de uma linha reta ou o
valor para a chanfragem ou o canto
R podem ser programados sem vírgula (,):
A_
C_
R_
Explicações
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
182
NOTA
1 Os seguintes códigos G não podem ser aplicados a um
bloco que já inclua uma programação direta das dimensões
do desenho, nem entre blocos de programação direta das
dimensões do desenho, que definam contornos
seqüenciais.
1) Códigos G (exceto G04) do grupo 00.
2) G02, G03, G90, G92 e G94 do grupo 01.
2 O arredondamento de cantos não pode ser inserido em
blocos de abertura de rosca.
3 A chanfragem e o canto R com entrada direta das
dimensões do desenho não podem ser usados
simultaneamente com a chanfragem e o canto R.
4 Se o ponto final do bloco precedente for determinado no
bloco seguinte de acordo comoscomandos seqüenciais da
entrada direta das dimensões do desenho, a parada de
bloco único não é executada, mas o bloqueio de avanço é
executado no ponto final do bloco precedente.
5 A tolerância de ângulo para o cálculo do ponto de
interseção, no programa abaixo, é de +15.
(Dado que a distânciaa percorrer que deverá ser calculada
é demasiado grande.)
1) X_ ,A_ ; (Se, para a instrução deângulo, for especificado
um valor dentro da faixa de 0°±1°ou 180°±1°, é ativado
o alarme P/S nº 057.)
2) Z_ , A_ ; (Se, para a instrução deângulo, for especificado
um valor dentro da faixa de 90°±1°ou 270°±1° é ativado
o alarme P/S nº 057.)
6 Será ativado umalarme, se o ângulo formado pelas 2 linhas
for de +15, ao calcular o ponto de interseção.
7 A chanfragem ou o canto R são ignorados, se o ângulo
formado pelas 2 linhas for de +15.
8 No bloco a seguir ao bloco que inclui apenas uma instrução
de ângulo, é necessário especificar tanto um comando
dimensional (programação absoluta) como uma instrução
de ângulo.
(Exemplo)
N1 X_, A_, R_ ;
N2, A_ ;
N3 X_ Z_, A_ ;
(Além do comando dimensional, tem de se especificar a
instrução de ângulo no bloco nº 3.)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
183
(Especificação do diâmetro, entrada em mm)
N001 G50 X0.0 Z0.0 ;
N002 G01 X60.0, A90.0, C1.0 F80 ;
N003 Z--30.0, A180.0, R6.0 ;
N004 X100.0, A90.0 ;
N005 ,A170.0, R20.0 ;
N006 X300.0 Z--180.0, A112.0, R15.0 ;
N007 Z--230.0, A180.0 ;
:
:
22°
180
30
1×45°
10°
R20
R6
X
φ 100
φ 300
Z
φ 60
R15
Exemplos
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
184
Os ciclos de rosqueamento frontal (G84) e os ciclos de rosqueamento
lateral (G88) tanto podem ser executados nomodo convencional comono
modo de rosqueamento rígido.
No modo convencional, o fuso é girado ou parado em sincronia com o
movimento ao longo do eixo de rosqueamento, de acordo com as funções
miscelânea M03 (rotação do fuso em sentido horário), M04 (rotação do
fuso em sentido anti--horário) e M05 (parada do fuso).
No modo de rosqueamento rígido, o motor do fuso é controlado de forma
semelhante à de um motor de controle, através da aplicação da
compensação ao movimento ao longo do eixo de rosqueamento e ao
movimento do fuso.
No rosqueamento rígido com macho, cada rotação do fuso corresponde
a uma certa quantidade de avanço (passo) ao longo do eixo do fuso. O
mesmo se aplica à aceleração/desaceleração. Isso significa que o
rosqueamento rígido com macho não exige a utilização de machos
deslizantes, como acontece nomodoconvencional, possibilitando, assim,
um rosqueamento de alta velocidade e de alta precisão.
Se a função opcional de controle de fusos múltiplos estiver ativada, é
possível utilizar o segundo fuso para o rosqueamento rígido commacho.
13.8
ROSQUEAMENTO
RÍGIDO COM MACHO
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
185
O controle do motor do fuso de forma semelhante à de um motor servo,
no modo de rosqueamento rígido, possibilita um rosqueamento de alta
velocidade.
G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99)
G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
ou
G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ;
X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo
Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo
R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R
P_ : Tempo de pausa na base do furo
F_ : Velocidade de avanço de corte
K_ : Número de repetições (se necessário)
M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário)
P P
Nível do
ponto R
Ponto Z
Fuso SH
Ponto R Ponto R
Parada do fuso
Fuso SAH Fuso SAHParada do fusoParada do fuso
Ponto Z
Parada do fuso
Parada do fuso
Nível inicial
Operação 5
Operação 4
Operação 3
Operação 1
Operação 2
Operação 6
Parada
do fuso
Fuso SH
P P
Depois de concluído o posicionamento no eixo X (G84) ou no eixo Z
(G88), o fuso é movimentado para o ponto R à velocidade de
deslocamento rápido. O rosqueamento é executado do ponto R para o
ponto Z. Em seguida, o fuso pára e cumpre um tempo de pausa. Depois,
o fuso inicia a rotação no sentido oposto, é retraído para o ponto R, pára
de girar e se desloca para o nível inicial em deslocamento rápido.
Durante o rosqueamento, é adotada um override da velocidade de avanço
e um override do fuso de 100%. Para a retração (operação 5), é possível,
porém, aplicar um override fixo de até 2000%, definindo o parâmetro nº.
5211 (RGOVR), o bit 3 (OVU) do parâmetro nº 5201 e o bit 4 (DOV) do
parâmetro nº. 5200.
Omodo de rosqueamento rígido pode ser especificado através de um dos
seguintes métodos:
D Especificando M29S***** antes de um bloco de rosqueamento
D Especificando M29S***** em um bloco de rosqueamento
D Tratando G84 ou G88 como um código G para rosqueamento rígido
com macho (definindo o bit 0 (G84) do parâmetro nº 5200 com 1.)
13.8.1
Ciclo de Rosqueamento
Rígido Frontal com
Macho (G84) / Ciclo de
Rosqueamento Rígido
Lateral com Macho
(G88)
Formato
Explicações
D Modo de rosqueamento
rígido
PROGRAMAÇÃO
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01
186
No modo de avanço por minuto, o passo de rosca é igual à velocidade de
avanço dividida pela velocidadedo fuso. Nomodode avanço por rotação,
o passo de rosca é igual à velocidade de avanço.
Se for especificado um valor superior à velocidade máxima de rotação,
para a engrenagem que está sendo usada, é ativado o alarme P/S nº 200.
No caso de um fuso analógico, se um comando for especificado de forma
a serem gerados mais de 4095 pulsos durante 8 ms (unidade de deteção),
é ativado o alarme P/S nº 202. No caso de um fuso serial, se um comando
for especificado de forma a serem gerados mais de 32767 pulsos durante
8 ms (unidade de deteção), é ativado o alarme P/S nº 202.
<Example>
No caso de um motor integrado, equipado com um detetor com uma
resolução de 4095 pulsos por rotação, a velocidade máxima do fuso
durante o rosqueamento rígido com macho é a seguinte:
Para um fuso analógico
(4095×1000÷8×60)÷4095 = 7500 (rpm)
Para um fuso serial
(32767×1000÷8×60)÷4095 = 60012 (rpm) [Nota: Valor ideal]
O comando S, especificado no rosqueamento rígido com macho, é
apagado com o comando cancelar rosqueamento rígido com macho e a
condição é a mesma que se S0 fosse programado.
Se, para o avanço de corte, for especificado um valor que exceda o limite
superior, será ativado o alarme P/S nº 201.
Se for especificado um comando S ou um movimento do eixo entreM29
e M84, será ativado um alarme P/S nº 203. Se M29 for especificado
durante o ciclo de rosqueamento, será ativado o alarme P/S nº 204.
O código M usado para especificar o modo de rosqueamento rígido com
macho é normalmente definido no parâmetro nº 5210. No entanto, para
definir um valor superior a 255 use o parâmetro nº 5212.
O desvio de posição máximo durante o movimento ao longo do eixo de
rosqueamento em um modo de rosqueamento rígido com macho é
normalmente definido no parâmetro nº 5310. No entanto, use o parâmetro
nº 5314, para definir um valor superior a 32767, por exemplo, conforme
a resolução do detetor sendo usado.
O valor R tem de ser especificado em um bloco destinado à execução da
perfuração, pois se for especificado em blocos que não executem a
perfuração, não poderá ser arquivado como dado modal.
G00 a G03 (códigos G do grupo 01) não podem ser especificados em
blocos que incluam G84 ou G88. Se forem especificados, G84 ou G88
será cancelado.
No modo de ciclo fixo é ignorada qualquer correção da posição da
ferramenta.
D Passo de rosca
Limitações
D Comandos S
D Comandos F
D M29
D Código M para o
rosqueamento rígido
com macho
D Desvio máximo de
posição durante o
movimento ao longo do
eixo de rosqueamento
D R
D Cancelamento
D Correção da posição da
ferramenta
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01
13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A
PROGRAMAÇÃO
187
Entrada em
mm
Entrada em
polegadas
Comentário
G98 1 mm/min
0.01 polegadas/
min
Ponto decimal permitido
G99
0.01 mm/ro-
tação
0.0001 polega-
das/rotação
Ponto decimal permitido
Velocidade de avanço do eixo de rosqueamento: 1000 mm/min
Velocidade do fuso: 1000 rpm
Passo de rosca: 1.0 mm
<Programação para o avanço por minuto>
G98 ; Comando de avanço por minuto
G00 X100.0 ; Posicionamento
M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento
rígido
G84 Z--100.0 R--20.0 F1000 ; Rosqueamento rígido com macho
<Programação para o avançopor rotação>
G99 ; Comando de avanço por rotação
G00 X100.0 ; Posicionamento
M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento
rígido
G84 Z--100.0 R--20.0 F1.0 ; Rosqueamento rígido com macho
O ciclo de rosqueamento rígido com macho é cancelado.
Para mais informações sobre o cancelamento deste ciclo, consulte
II--13.3.4
NOTA
Quando o cancelamento do rosqueamento rígido com
macho é programado, o comando S usado para o
rosqueamento rígido com macho também é apagado. (É o
mesmo que se o S0 fosse programado.)
Por isso, o comando S, especificado para rosqueamento
rígido com macho, não pode ser usado em blocos depois
do cancelamento do rosqueamento rígido com macho. Por
favor, volte a especificar o comando S depois do
cancelamento do rosqueamento rígido com macho, se
necessário.
D Unidades para F
Exemplos
13.8.2
Cancelamento do
rosqueamento rígido
com macho (G80)
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
188
14 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
Este capítulo descreve as seguintes funções de compensação:
14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA
14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA
FERRAMENTA
14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA
FERRAMENTA
14.4 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA,
NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO
DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10)
14.5 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
189
A correção da ferramenta serve para compensar quaisquer diferenças
entre a ferramenta efetivamente usada e a ferramenta imaginária, utilizada
na programação (geralmente, a ferramenta padrão).
Quantidade de
correção no eixo
X
Ferramenta padrão
Ferramenta real
Quantidade de
correção no eixo Z
Fig. 14.1 Correção da ferramenta
Nesta unidade não existe um código G para especificar a correção da
ferramenta.
A correção da ferramenta é especificada pelo código T.
A correção da ferramenta compreende dois tipos de correção: A correção
da geometria da ferramenta, para compensar a forma ou a posição de
montagem da ferramenta, e a correção do desgaste da ferramenta, para
compensar o desgaste da ponta da ferramenta.
Valor de correção da
geometria no eixo X
Valor de correção
do desgaste do eixo
X
Ponto no programa
Ferramenta imaginária
Ferramenta real
Fig. 14.1.1 Correção da geometria da ferramenta e correção do des-
gaste da ferramenta
Valor de correção
do desgaste do eixo Z
Valor de correção da
geometria no eixo Z
14.1
CORREÇÃO DA
FERRAMENTA
14.1.1
Correção da Geometria
da Ferramenta e
Correção do Desgaste
da Ferramenta
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
190
Existem dois métodos para especificar um código T, tal como mostram
as Tabelas 14.1.2 (a) e 14.1.2 (b).
Tabela 14.1.2 (a)
Tipo de
código T
Significado do código
T
Definição de parâmetros para espe-
cificar o nº de correção
Comando
de 2 dígi-
tos
T ff
Desgaste da ferra-
menta e número de
correção da geome-
tria da ferramenta
Seleção da ferra-
menta
Quando LD1, o bit
0 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 1, o número de
correção do des-
gaste da ferra-
menta é especifi-
cado com o último
dígito de um
código T.
Quando LGN, o bit
1 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 0, o número de
correção da geo-
metria da ferra-
menta e o número
de correção do
desgaste da ferra-
menta especifica-
dos para uma de
Comando
de 4 dígi-
tos
T ffff
Desgaste da ferra-
menta e número de
correção da geome-
tria da ferramenta
Seleção da fer-
ramenta
Quando LD1, o bit
0 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 0, o número de
correção do des-
gaste da ferra-
menta é especifi-
cado com os dois
últimos dígitos de
um código T.
dos para uma de-
terminada ferra-
menta são idên-
ticos.
Tabela 14.1.2 (b)
Tipo de
código T
Significado do código
T
Definição de parâmetros para espe-
cificar o nº de correção
Comando
de 2 dígi-
tos
T ff
Número de
correção do da fer-
ramenta
Seleção da ferramenta
e número de correção
da geometria da ferra-
menta
Quando LD1, o bit
0 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 1, o número de
correção do des-
gaste da ferra-
menta é especifi-
cado com o último
dígito de um
código T.
Quando LGN, o bit
1 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 0, o número de
correção da geo-
metria da ferra-
menta e o número
de correção do
desgaste da ferra-
menta especifica-
dos para uma de
Comando
de 4 dígi-
tos
T ffff
Número de
correção do da
ferramenta
Seleção da ferramenta
e número de correção
da geometria da ferra-
menta
Quando LD1, o bit
0 do parâmetro nº
5002, é colocado
em 0, o número de
correção do des-
gaste da ferra-
menta é especifi-
cado com os dois
últimos dígitos de
um código T.
dos para uma de-
terminada ferra-
menta são idên-
ticos.
A seleção da ferramenta é feita através da especificação do código T
correspondente ao número da ferramenta. A relação entre o número de
seleção da ferramenta e a própria ferramenta é explicada no manual
fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta.
O número de correção tem dois significados. Especifica a distância de
correção correspondente ao número selecionado para dar início à função
de correção. Um número de correção da ferramenta igual a 0 ou 00 indica
que o valor de correção é 0 e a correção é cancelada.
14.1.2
Código T para a
Correção da
Ferramenta
Formato
D O menor dígito do
código T especifica a
geometria e o número de
correção do desgaste
D O menor dígito do
código T especifica o
número de correção do
desgaste e o número
com o maior dígito
especifica o número de
seleção da ferramenta e
o número de correção da
geometria
14.1.3
Seleção da Ferramenta
14.1.4
Número de Correção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
191
Existem dois tipos de correção: A correção do desgaste da ferramenta e
a correção da geometria da ferramenta.
O caminho da ferramenta é corrigido pelos valores de correção do
desgaste X, Y e Z, em relação ao caminho programado. A distância de
correção correspondente ao número especificado pelo código T é somada
ou subtraída à posição final de cada bloco programado.
Este bloco contém o comando
de correção com o código T
Caminho da ferramenta após a correção
Caminho programado
Compensação pelo corretor X, Z (vetor de correção)
Fig. 14.1.5 (a) Movimento de correção (1)
Na Fig. 14.1.5(a), o vetor com os corretores X, Y e Z chama--se vetor de
correção. A compensação é igual ao vetor de correção.
A correção é cancelada quando 0 ou 00 são selecionados como número
de correção do códigoT.Ovetor de correção passa a ser 0 no final dobloco
cancelado.
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Cria o vetor de correção correspondente
ao número de correção 02
N2 X200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0200 ;A especificação do número de correção
00 apaga o vetor de correção.
N1
N2
Caminho da ferramenta após a correção
Caminho programado
Fig. 14.1.5 (b) Movimento de correção (2)
Quando o parâmetro LVC (nº 5003#6) está colocado em 1, a correção é
cancelada:
1) Durante o tempo inicial após a energização.
2) Se for pressionada a tecla de reset na unidade MDI.
3) Se for enviado um sinal de reset da máquina para o CNC.
O parâmetro LVC (nº 5003#6) pode ser definido de forma que a correção
não seja cancelada quando se pressiona a tecla de reset ou quando é
emitido um sinal de reset.
14.1.5
Correção
Explicações
D Correção do desgaste da
ferramenta
D Vetor de correção
D Cancelamento da
correção
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
192
Quando é especificado apenas um código T em um bloco, a ferramenta
é deslocada pelo valor de correção do desgaste sem um comando de
movimento. O movimento é executado com uma velocidade de
deslocamento rápido no modo G00. Em outros modos é executar com a
velocidade de avanço.
Quando um código T com o número de correção 0 ou 00 é especificado
por si só, é executado um movimento para cancelar a correção.
AVISO
Quando G50 X_Z_T_ ; é especificado a ferramenta não se
desloca. É definido o sistema de coordenadas em que o
valor da coordenada relativa à posição da ferramenta é
(X,Z). A posição da ferramenta é obtida através da
subtração do valor dedo desgaste correspondente ao
número de correção especificado no código T.
Com a correção da geometria da ferramenta, o sistema de coordenadas de
trabalho é deslocado pelos valores de correção da geometriaX, Y e Z. Por
outras palavras, a quantidade de correção correspondente ao número
designado com o código é adicionada ou subtraída da posição atual.
Caminho programado após o deslocamento
do sistema de coordenadas de trabalho
Comando absoluto
Caminho da ferramenta
após a correção
Caminho programado antes
do deslocamento do sistema
de coordenadas de trabalho
Quantidade de correção através
da correção da geometria da fer-
ramenta no eixo X, Z (vetor de
correção)
Fig. 14.1.5 (c) Movimento de correção da geometria da ferramenta
NOTA
A ferramenta pode ser compensada tanto pela correção do
desgaste como pela especificação do parâmetro LGT
(nº 5002#4), a fim de adicionar ou subtrair o ponto final
programado de cada bloco.
A especificação do número de correção 0, 00 ou 0000 cancela a correção.
NOTA
Quando o número de correção da geometria da ferramenta
é especificado com um valor igual ao do número de
correção do desgaste da ferramenta (parâmetro nº 5002#1
(LGN) colocado em 0), a correção da geometria da
ferramenta não será cancelada por um código T
especificado que possua o número de correção 2. No
entanto, se o parâmetro nº 5002#5 (LGC) estiver ativado,
o número de correção 0 também poderá ser usado para
cancelar a correção da geometria da ferramenta.
Se o parâmetro TGC (nº 5003#7) estiver colocado em 1, a correção da
geometria da ferramenta também poderá ser cancelada por um reset.
D Apenas o código T
D Correção da geometria
da ferramenta
D Cancelamento da
correção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
193
1. Especificação do número de correção da geometria da ferramenta e do
número de correção do desgaste da ferramenta com os dois últimos
dígitos de um código T
(quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 0):
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ;Especifica o número de correção 02
N2 Z200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0200 ; Cancela a correção
Caminho pro-
gramado após
o desloca-
mento do sis-
tema de coor-
denadas de
trabalho
Comando absoluto Cancelamento
da correção
Cancelamento
da correção
Caminho da ferramenta após a correção
Correção
N1
N2
N3Caminho pro-
gramado após
o desloca-
mento do sis-
tema de coor-
denadas de
trabalho
Comando absoluto
2. Suponha que a correção da geometria não é cancelada com o nº de
correção 0
(quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 1),
N1 X50.0 Z100.0 T0202 ;Número de seleção da ferramenta (número
de correção da geometria da ferramenta 02 especificado)
N2 Z200.0 ;
N3 X100.0 Z250.0 T0000 ; Cancela a correção
N1
N2
N3
Cancelamento
da correção
Caminho da ferramenta após a correção
Correção
Caminho pro-
gramado após
o desloca-
mento do sis-
tema de coor-
denadas de
trabalho
Exemplos
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
194
Esta seção descreve as operações seguintes em que a correção da posição
da ferramenta é aplicada: comandos G53, G28 e G30, retorno manual ao
ponto de referência e cancelamento da correção da posição da ferramenta
com um comando T00.
A execução do retorno ao ponto de referência (G28) ou de um comando
G53, quando é aplicada a correção da posição da ferramenta, não cancela
o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, a indicação da
posição absoluta é a seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT)
do parâmetro nº 5002.
LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de
coordenadas.)
Compensação da
geometria da ferramenta
Compensação do desgaste da
ferramenta
Tela das
coordenadas
de posição
absoluta
Bloco para o retorno ao
ponto de referência ou o
comando G53
O deslocamento é considerado.São
mostradas as coordenadasdesloca-
das de acordo com a compensação
da geometria da ferramenta.
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
Bloco seguinte São mostradas as coordenadas
deslocadas de acordo com a com-
pensação da geometria da ferra-
menta.
O vetor é considerado.
LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.)
Compensação da
geometria da ferramenta
Compensação do desgaste da
ferramenta
Tela das
coordenadas
de posição
absoluta
Bloco para o retorno ao
ponto de referência ou o
comando G53
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado.
NOTA
O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada
a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).
14.1.6
Comandos G53, G28 e
G30 Quando é
Aplicada a Correção da
Posição da Ferramenta
Explicações
D Retorno ao ponto de
referência (G28) e
comando G53 quando é
aplicada a correção da
posição da ferramenta
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
195
Quando é aplicada a correção da ferramenta, a execução do retorno
manual ao ponto de referência não cancela o vetor de correção da posição
da ferramenta. Contudo, dependendo da definição do bit 4 (LGT) do
parâmetro nº 5002, a indicação da posição absoluta é a seguinte:
LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de
coordenadas.)
Compensação da
geometria da ferramenta
Compensação do desgaste da
ferramenta
Tela das coor-
denadas de po-
sição absoluta
Após o retorno manual ao
ponto de referência
O deslocamento é considerado.São
mostradas as coordenadasdesloca-
das de acordo com a compensação
da geometria da ferramenta.
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
Bloco seguinte São mostradas as coordenadas
deslocadas de acordo com a com-
pensação da geometria da ferra-
menta.
O vetor é considerado.
LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.)
Compensação da
geometria da ferramenta
Compensação do desgaste da
ferramenta
Tela das coor-
denadas de po-
sição absoluta
Após o retorno manual ao
ponto de referência
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
O vetor não é considerado. As coor-
denadas são mostradas como se a
correção tivesse sido temporaria-
mente cancelada.
Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado.
NOTA
O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada
a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta).
D Retorno manual ao
ponto de referência
quando é aplicada a
correção da ferramenta
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
196
Se a especificação apenas de T00, enquanto é aplicada a correção da
posição da ferramenta, cancela ou não a correção, depende das definições
dos seguintes parâmetros:
LGN = 0
LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5)
O número de correção da
geometria é:
0 : Igual ao número de correção
do desgaste
1: Igual ao número de seleção
da ferramenta
A compensação da geometria é
aplicada:
0 :Com base no deslocamento
do sistema de coordenadas
1: Com base no movimento da
ferramenta
A correção da geometria:
0 :Não é cancelada com T00
1: É cancelada com T00
Resultado
LGT=0 LGT=0 LGC=0
LGC=1
Não
cancelada
Cancelada
LWM (nº 5002#6)
A correção da posição da
ferramenta é aplicada:
0 :Através do código T
1: Através do movimento
ao longo do eixo
LGT=1 LWM=0
LWM=1
Cancelada
Não
cancelada
NOTA
1 Quando LGT=0, LWM não tem referência.
2 Quando LGT=1, LGC não tem referência, mesmo que
LGN = 0.
LGN = 1
LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5)
O número de correção da
geometria é:
0 : Igual aonúmero de correção
do desgaste
1: Igual ao número de seleção
da ferramenta
A compensação da geometria é
aplicada:
0 :Com base no deslocamento
do sistema de coordenadas
1: Com base no movimento
da ferramenta
A correção da geometria:
0 :Não é cancelada com T00
1: É cancelada com T00
Resultado
LGT=0 LGT=0 LGC não tem referência. Cancelado
LWM (nº 5002#6)
A correção da posição da
ferramenta é aplicada:
0 :Através do código T
1: Através do movimento
ao longo do eixo
LGT=1 LWM=0
LWM=1
Cancelada
Não
cancelada
NOTA
1 Quando LGT=0, LWM não tem referência.
2 Quando LGT=1, LGC não tem referência.
D Cancelamento da
correção da posição da
ferramenta com T00
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
197
É difícil efetuar a compensação necessária para fabricar peças exatas
quando se utiliza apenas a função de correção da ferramenta, em virtude
da curvatura da ponta da ferramenta no corte cônico ou no corte circular.
A função de compensação do raio da ponta da ferramenta compensa
automaticamente os erros atrás mencionados.
Peça
Profundi-
dade de
corte insufi-
ciente
Contorno processado sem compen-
sação do raio da ponta da ferramenta
Caminho da ferramenta
sem compensação
Caminho da ferramenta com
compensação
Ponta da
ferramenta
Fig. 14.2Caminho da ferramenta na compensação do raio da ponta
da ferramenta
R
A ponta da ferramenta na posição A da figura seguinte não existe, na
realidade.
A ponta imaginária da ferramenta é necessária, porque é geralmentemais
difícil definir o centro do raio da ponta da ferramenta real na posição
inicial do que a ponta imaginária da ferramenta (Nota).
Alémdisso, o raio da ponta da ferramentanão precisa ser consideradopara
efeitos de programação quando é utilizada a ponta imaginária da
ferramenta.
A relação entre as posições, quando a ferramenta é definida para a posição
inicial, é mostrada na figura seguinte.
A
Posição inicial
Posição inicial
Quando programada em função do
centro da ponta da ferramenta
Quando programada em função da
ponta imaginária da ferramenta
Fig. 14.2.1 (a) Centro do raio da ponta da ferramenta e ponta imaginária
da ferramenta
14.2
VISÃO GERAL DA
COMPENSAÇÃO DO
RAIO DA PONTA DA
FERRAMENTA
14.2.1
Ponta Imaginária da
Ferramenta
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
198
CUIDADO
Em uma máquina com pontos de referência, é possível colocar uma posição padrão, como
p. ex. o centro do cabeçote de torno--revólver, sobre a posição inicial. A distância entre esta
posição padrão e o centro do raio da ponta ou a ponta imaginária da ferramenta é definida
como o valor de correção da ferramenta. A definição da distância entre a posição padrão e
o centro do raio da ponta da ferramenta como valor de correção equivale a colocar o centro
do raio da ponta da ferramenta sobre a posição inicial, enquanto que a definição da distância
entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta equivale a colocar a ponta
imaginária da ferramenta sobre a posição padrão. Para definir o valor de correção, é
geralmente mais fácil medir a distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da
ferramenta, do que entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta.
OFX
(Correção da ferra-
menta no eixo X)
OFX
(Correção da ferra-
menta no eixo X)
OFZ
(Correção da ferra-
menta no eixo Z)
OFZ
(Correção da ferra-
menta no eixo Z)
Definição da distância entre a posição padrão
e o centro da ponta da ferramenta como valor
de correção da ferramenta
Definição da distância entre a posição padrão e o
centro da ponta imaginária da ferramenta como
valor de correção da ferramenta
A posição inicial é colocada sobre o centro da ponta
da ferramenta
A posição inicial é colocada sobre a ponta imaginária
da ferramenta
Fig. 14.2.1 (b)Valor de correção da ferramenta quando o centro do cabeçote de torno revólver é
colocado sobre a posição inicial
O caminho do centro da ponta da ferramenta
é o mesmo do caminho programado, a menos
que seja executada a compensação do raio da
ponta da ferramenta.
Se for utilizada a compensação do raio da
ponta da ferramenta, é executado um corte
preciso.
Caminho do centro da
ponta da ferramenta
Caminho programado
Partida Partida
Caminho programado
Fig. 14.2.1 (c) Caminho da ferramenta ao programar com base no centro da ponta da ferramenta
Caminho do centro da
ponta da ferramenta
Sem a compensação do raio da ponta da
ferramenta, o caminho da ponta da ferramenta
imaginária é igual ao caminho programado.
Com a compensação do raio da ponta da fer-
ramenta, é executado um corte preciso.
Caminho da
ponta
imaginária da
ferramenta
Caminho da
ponta
imaginária da
ferramentaPartida Partida
Caminho programado Caminho programado
Fig. 14.2.1 (d) Caminho da ferramenta ao programar com base na ponta imaginária da ferramenta
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
199
O sentido da ponta imaginária da ferramenta, visto a partir do centro da
ponta da ferramenta, é determinado pelo sentido da ferramenta durante o
corte, pelo que deve ser definido antecipadamente, tal como os valores de
correção.
O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser selecionado entre
as oito especificações mostradas abaixo, na Fig. 14.2.2, juntamente com
os respectivos códigos.
A Fig 14.2.2 ilustra a relação entre a ferramenta e a posição inicial. As
especificações seguintes aplicam--se em caso de seleção da opção de
correção da geometria da ferramenta e de correção do desgaste da
ferramenta.
X
Z
Ponta imaginária da ferramenta
número 1
Ponta imaginária da ferra-
menta número 2
Ponta imaginária da ferra-
menta número 3
Ponta imaginária da ferra-
menta número 4
Ponta imaginária da ferra-
menta número 5
Ponta imaginária da ferramenta
número 6
Ponta imaginária da ferra-
menta número 7
Ponta imaginária da ferra-
menta número 8
Fig. 14.2.2 Sentido da ponta imaginária da ferramenta
14.2.2
Sentido da Ponta
Imaginária da
Ferramenta
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
200
As pontas das ferramentas imaginárias com os números 0 a 9 são
utilizadas quando o centro da ponta da ferramenta coincide com a posição
inicial. Defina o número da ponta imaginária da ferramenta no endereço
OFT para cada número de correção.
O bit 7 (WNP) do parâmetro nº 5002 é usado para determinar se o sentido
da ponta virtual da ferramenta para a compensação do raio da ponta da
ferramenta, deverá ser determinado pelo número de correção da
geometria da ferramenta ou pelo número de correção do desgaste da
ferramenta.
Ponta imaginária da ferramenta número 0 a 9
Os sentidos 1 a 8 da ponta virtual da ferramenta só podem ser usados no
plano G18 (Z--X). Para a ponta virtual da ferramenta 0 ou 9, a
compensação é aplicada nos dois planos G17 e G19.
Valor de compensação do raio da ponta
da ferramenta
(valor do raio da ponta da ferramenta)
Tabela 14.2.3 (a) Correção da geometria da ferramenta
Número
de
correçã
o da
geome-
tria
OFGX
(Quanti-
dade de
correção
da geome-
tria no
eixo X)
OFGZ
(Quanti-
dade de
correção
da geome-
tria no
eixo Z)
OFGR
(Valor de
correção
da geome-
tria do raio
da ponta
da ferra-
menta)
OFT
(Sentido
da ponta
imaginária
da ferra-
menta)
OFGY
(Quanti-
dade de
correção
da geome-
tria no
eixo Y)
G01
G02
G03
G04
G05
:
10.040
20.060
0
:
:
:
50.020
30.030
0
:
:
:
0
0
0.20
:
:
:
1
2
6
:
:
:
70.020
90.030
0
:
:
:
Limitações
D Seleção de plano
14.2.3
Número de Correção e
Valor de Correção
Explicações
D Número de correção e
valor de correção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
201
Tabela 14.2.3 (b) Correção do desgaste da ferramenta
Número
de
correçã
o do
des-
gaste
OFGX
(Quanti-
dade de
correção
do des-
gaste no
eixo X)
OFGZ
(Quanti-
dade de
correção
do des-
gaste no
eixo Z)
OFGR
(Valor de
correção
do des-
gaste do
raio da
ponta da
ferra-
menta)
OFT
(Sentido
da ponta
imaginária
da ferra-
menta)
OFGY
(Quanti-
dade de
correção
do des-
gaste no
eixo Y)
W01
W02
W03
W04
W05
:
0.040
0.060
0
:
:
:
0.020
0.030
0
:
:
:
0
0
0.20
:
:
:
1
2
6
:
:
:
0.010
0.020
0
:
:
:O valor de compensação do raio da ponta da ferramenta durante a
execução é a soma da correção da geometria e da correção do desgaste.
OFR=OFGR+OFWR
O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser definido tanto para
a correção da geometria como para a correção do desgaste.
No entanto, só é válido o sentido indicado por último.
O número de correção é especificado com um código T igual ao que é
usado para a correção da ferramenta. Para mais pormenores, ver subseç.
II--14.1.2.
NOTA
Quando o número de correção da geometria é especificado
igual ao da seleção da ferramenta, através da definição do
parâmetro LGT (nº 5002#1), e é designado um código T,
cujos números de correção da geometria e de correção do
desgaste são diferentes, é válido o sentido da ponta
imaginária da ferramenta, especificado pelo número de
correção da geometria.
Exemplo) T0102
OFR=RFGR01+OFWR02
OFT=OFT01
No entanto, a direção especificada pelo número de
correção do desgaste é ativado dependendo da definição
do parâmetro WNP (Nº 5002#7).
A faixa do valor de correção é a seguinte:
Sistema incremental Sistema métrico Sistema inglês
IS--B de 0 a999.999 mm de 0 a99.9999 polega-
das
IS--C de 0 a999.9999 mm de 0 a 99.99999 pole-
gadas
O valor de correção correspondente ao número de correção 0 é sempre 0.
Nenhum valor de correção pode ser definido para o número de correção 0.
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta
D Sentido da ponta
imaginária da ferramenta
D Comando do valor de
correção
D Faixa de definição do
valor de correção
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
202
Na compensação do raio da ponta da ferramenta, é necessário especificar
a posição da peça em relação à ferramenta.
Código
G
Posição da peça Caminho da ferramenta
G40 (Cancelar) Movimento ao longo do caminho progra-
mado
G41 Lado direito Movimento à esquerda do caminho progra-
mado
G42 Lado esquerdo Movimento à direita do caminhoprogramado
A ferramenta é corrigida para o lado oposto ao da peça.
Peça
G41
G42 Eixo X
Eixo Z
G40
G40
A ponta imaginária da ferramenta
está no caminho programado.
Ponta imaginária da ferramenta
número 1 a 8
Ponta imaginária da
ferramenta número 0
14.2.4
Posição de Trabalho e
Comando de
Movimento
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
203
A posição da peça pode ser alterada através da definição do sistema de
coordenadas, como mostrado abaixo.
Peça
Eixo X
Eixo Z
G41 (a peça está no
lado esquerdo)
G42 (a peça está no
lado direito)Nota
Se o valor de compensação
do raio da ponta da ferra-
menta for negativo, a po-
sição da peça altera--se.
G40, G41 e G42 são modais.
Não especifique G41 enquanto estiver no modo G41. Caso contrário, a
compensação não funcionará devidamente.
Pela mesma razão, não especifique G42 durante o modo G42.
Os blocos dos modos G41 ou G42, em que não são especificados G41 ou
G42, são representados por (G41) ou (G42), respectivamente.
Quando a ferramenta se desloca, a ponta da ferramenta mantém contato
com a peça.
(G42)
(G42) (G42)
(G42)
(G42) (G42)
Diagrama
ampliado
D Movimento da
ferramenta quando a
peça não muda de
posição
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
204
A posição da peça em relação à ferramenta muda no canto do caminho
programado, como mostra a figura a seguir.
Posição
da peça
Posição
da peça
G42
G42G41
G41
A
A B C
B
C
Embora a peça não exista no lado direito do caminho programado no caso
acima, pressupõe--se a existência da peça no movimento de A para B. A
posição da peça não pode ser alterada no bloco subseqüente ao bloco de
partida. No exemplo acima, se o bloco que especifica o movimento de A
para B fosse o bloco de partida, o caminho da ferramenta não seria igual
ao que é mostrado.
O bloco em que o modo muda de G40 para G41 ou G42 é chamado bloco
de partida.
G40 _ ;
G41 _ ; (Bloco de partida)
No bloco de partida, a ferramenta executa movimentos de transição para
a correção.
No bloco a seguir ao bloco de partida, o centro da ponta da ferramenta é
colocado perpendicularmente ao caminho programado para esse bloco na
posição inicial.
G40
(G42)
G42 (Partida)
D Movimento da
ferramenta quando a
peça muda de posição
D Partida
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
205
O bloco em que o modo muda de G41 ou G42 para G40 é chamado bloco
de cancelamento da correção.
G41 _ ;
G40 _ ; (Bloco de cancelamento da correção)
O centro da ponta da ferramenta se movimenta para uma posição
perpendicular ao caminho programado no bloco anterior ao bloco de
cancelamento. Nobloco de cancelamento da correção (G40), a ferramenta
é colocada na posição final, como mostrado abaixo.
G40
(G42)
Posição final
Quando é especificado de novo no modo G41/G42, o centro da ponta da
ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado do
bloco anterior, na posição final do mesmo.
(G42) (G42)
(G42)
G42 W--500.0 U--500.0 ;
O posicionamento do centro da ponta da ferramenta não é executado no
bloco que primeiro especifica G41/G42.
Se desejar retrair a ferramenta no sentido especificado por X(U) e Z(W),
de formaa cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta no final
da usinagemdoprimeiro bloco representado na figura abaixo, especifique
o seguinte:
G40 X(U) _ Z(W) _ I _ K _ ;
sendo I e K a direção da figura vazia do bloco seguinte, tendo se ser
especificados no modo incremental.
G42
G40 U_ W_ I_ K_ ;
G40
I, K
U, W
Sentido de deslocação da ferramenta
D Cancelamento da
correção
D Especificação de
G41/G42 no modo
G41/G42
D Movimento da
ferramenta quando o
sentido de deslocação
da ferramenta no bloco
que inclui um comando
G40 é diferente do
sentido de deslocação
da peça
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
206
A posição da peça especificada através dos endereços I e K é a mesma do
bloco precedente.
G40 X_ Z_ I_ K_ ; Compensação do raio da ponta da ferramenta
G40 G02 X_ Z_ I_ K_ ; Interpolação circular
Se I e/ou K for especificado com G40 no modo de cancelamento, I e/ou
K será ignorado.
Os valores numéricos a seguir a I e K devem ser sempre especificados
como valores de um raio.
G40 G01 X_ Z_ ;
G40 G01 X_ Z_ I_ K_ ;Modo de cancelamento da correção
(I e k são ineficazes.)
120
200
30 150
0
φ60
φ300
Z
X
(1)
(2)
(3)
(Modo G40)
1.G42 G00 X60.0 ;
2.G01 X120.0 W--150.0 F10 ;
3.G40 G00 X300.0 W150.0 I40.0 K--30.0 ;
Exemplos
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
207
1.M05 ; Emissão do código M
2.S210 ; Emissão do código S
3.G04 X1000 ; Pausa
4.G01 U0 ; Distância de avanço igual a zero
5.G98 ; Somente código G
6.G10 P01 X10.0 Z20.0 R0.5 Q2 ; Alteração da correção
Se dois ou mais blocos, dos acima indicados, forem especificados
consecutivamente, o centro da ponta da ferramenta passa para uma
posição perpendicular ao caminho programado do bloco anterior, no final
do mesmo. No entanto, se o comando de movimento for o do ponto 4, o
movimento da ferramenta acima é obtido somente com um bloco.
N6 N7 N8
N9
(Modo G42)
N6 W1000.0 ;
N7 S21 ;
N8 M04 ;
U9 U--1000.0 W1000.0 ;
Caminho do centro da
ponta da ferramenta
Caminho programado
A compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 (ciclo de corte
do diâmetro exterior/interior) ou G94 (ciclo de torneamento da superfície
final) é a seguinte:
1. Movimento de acordo com os números da ponta imaginária da
ferramenta
Em todos os caminhos do ciclo, o caminho do centro da ponta da
ferramenta é, geralmente, paralelo ao caminho programado.
4, 8, 3
5, 0, 7
1, 6, 2
4
8
0
3
7
2
61
5
1, 4, 5 8, 0, 6
3, 7, 2
4, 8, 3
5, 0, 7
1, 6, 2
4
8
0
3
7
2
61
5
1, 4, 5 8, 0, 6
3, 7, 2
G90 G94Caminho do centro da
ponta da ferramenta
Caminho programado
Em todos
os casos
Caminho do centro da
ponta da ferramenta
Caminho programado
Em todo
o caso
14.2.5
Notas Sobre a
Compensação do Raio
da Ponta da Ferramenta
Explicações
D Movimento da
ferramenta quando dois
ou mais blocos sem um
comando de movimento
não devem ser
programados
consecutivamente
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta com
G90 ou G94PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
208
2. Sentido da correção
O sentido de correção indicado na figura abaixo é independente do
modo G41/G42.
G90 G94
Quando é especificado um dos ciclos seguintes, o ciclo é desviado por um
vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta. Duranteo ciclo, não
é executado qualquer cálculo de interseção.
G71 (Remoção de material por torneamento ou ciclo de retificação
transversal)
G72 (Remoção de material por faceamento ou ciclo direto de
retificação transversal e dimensão constante)
G73 (Repetição de padrões ou ciclo de retificação por oscilação)
G74 (Perfuração profunda da superfície final)
G75 (Perfuração do diâmetro exterior/interior)
G76 (Ciclo de rosca múltipla)
G78 (Ciclo de abertura de rosca)
O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.
(G42)
(G41)
Caminho programado
O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo.
(G42)
(G41)
Caminho programado
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta com
G71 a G76 ou G78
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta ao
executar a chanfragem
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta ao
inserir um arco do canto
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
209
Neste caso, não é executada a compensação do raio da ponta da
ferramenta.
D Compensação do raio da
ponta da ferramenta
quando o bloco é
especificado a partir do
painel MDI
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
210
Esta seção explica de forma pormenorizada o movimento da ferramenta
para a compensação do raio da ponta da ferramenta, descrita na seção
14.2. Esta seção é composta pelas seguintes subseções:
14.3.1 Aspectos gerais
14.3.2 Movimento da ferramenta aquando da partida
14.3.3 Movimento da ferramenta no modo de correção
14.3.4 Movimento da ferramenta aquando do cancelamento do
modo de correção
14.3.5 Verificação de interferências
14.3.6 Corte excessivo devido à compensação do raio da ponta da
ferramenta
14.3.7 Correção na chanfragem e arcos de canto
14.3.8 Comando de entrada através do painel MDI
14.3.9 Precauções gerais para as operações de correção
14.3.10Comandos G53, G28 e G30 no raio da ponta da ferramenta
Modo de compensação
O vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta é um vetor
bidimensional, igual ao valor de correção especificado no código T, e é
calculado no CNC. Sua dimensão se altera bloco a bloco, de acordo com
o movimento da ferramenta. Este vetor de correção (seguidamente
denominado, simplesmente, de vetor) é criado internamente pela unidade
de controle, como for necessário para uma correção adequada e para
calcular um caminho da ferramenta com uma correção exata (através do
raio da ponta da ferramenta) a partir do caminho programado. Este vetor
é apagado pelo reset. O vetor acompanha sempre a ferramenta à medida
que esta avança. Um conhecimento adequado sobre as funções do vetor,
é essencial para obter uma programação precisa. Leia a descrição
apresentada a seguir sobre como criar devidamente os vetores.
G40, G41 ou G42 é usado para apagar ou gerar vetores.
Estes códigos são usados em conjunto com G00, G01, G02, G03 ou G33
para especificar um modo de movimento da ferramenta (correção).
Código G Função Posição da peça
G40 Cancelamento da compensação do
raio da ponta da ferramenta
Nenhuma
G41 Correção esquerda ao longo do ca-
minho da ferramenta
Direita
G42 Correção direita ao longo do caminho
da ferramenta
Esquerda
G41 e G42 especificam um modo de correção, enquanto G40 especifica
o cancelamento da correção.
O sistema aciona o modo de cancelamento imediatamente após a
energização, quando é pressionado o botão deRESET noMDI ou quando
um programa é intencionalmente finalizado através da execução de M02
ou M30. (O sistema pode não acionar o modo de cancelamento,
dependendo damáquina--ferramenta.) Nomodo de cancelamento, o vetor
é colocado emzero e o caminho do centro da ponta da ferramenta coincide
com o caminho programado. O programa deve terminar no modo de
cancelamento. Se terminar no modo de correção, a ferramenta não pode
ser colocada no ponto final e pára em umaposição afastada do ponto final,
ao longo do comprimento do vetor.
14.3
PORMENORES DA
COMPENSAÇÃO DO
RAIO DA PONTA DA
FERRAMENTA
14.3.1
Aspectos gerais
D Vetor de correção do
centro do raio da ponta
da ferramenta
D G40, G41, G42
D Modo de cancelamento
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
211
Quando um bloco que satisfaz todas as condições seguintes é executado
no modo de cancelamento, o sistema aciona o modo de correção. O
controle durante esta operação é denominado partida.
D G41 ou G42 está incluído no bloco ou foi especificado para que o
sistema acione o modo de correção. O controle durante esta operação
é denominado partida.
D O número de correção para a compensação do raio da ponta da
ferramenta não é 00.
D O movimento de X ou Z é especificado no bloco e a distância a
percorrer não é igual a zero.
Na partida, não é permitido um comando circular (G02 ou G03).
Se este for especificado, é acionado o alarme P/S (PS34). Durante a
partida são lidos dois blocos. O primeiro bloco é executado e o segundo
bloco é inserido no buffer da compensação do raio da ponta da ferramenta.
No modo de bloco único, são lidos dois blocos e o primeiro deles é
executado, seguindo--se a parada da máquina.
Nas operações subseqüentes, é feita a leitura antecipada de dois blocos,
pelo que o CNC tem o bloco atualmente em execução e os dois blocos
seguintes.
Quando um ângulo de interseção criado por caminhos da ferramenta
especificados com comandos de movimento para dois blocos exceder
180°, é denominado “lado interno.” Quando um ângulo estiver entre 0°
e 180°, é denominado “lado externo.”
αPeça α
Caminho programado
Lado interno
180°≦α 0°≦α<180°
Lado externo
Peça
Caminho programado
Os símbolos seguintes são usados nas figuras subseqüentes:
-- S indica uma posição na qual um bloco único é executado uma só vez.
-- SS indica uma posição na qual um bloco único é executado duas vezes.
-- SSS indica uma posição na qual um bloco único é executado três vezes.
-- L indica que a ferramenta se move ao longo de uma linha reta.
-- C indica que a ferramenta se move ao longo de um arco.
-- r indica o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta.
-- Uma interseção é uma posição na qual os caminhos programados
de dois blocos se intersetam, depois de terem sido deslocados de acordo
com o valor r.
-- indica indica o centro do raio da ponta da ferramenta.
D Partida
D Lado interno e lado
externo
D Significado dos
símbolos
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
212
Quando se muda do modo de cancelamento da correção para o modo de
correção, a ferramenta se move como ilustrado abaixo (partida):
Linear→Linear
α
Caminho programado
LS
G42
r
L
Linear→Circular
α
S
G42 r
L
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
C
Peça
Posição inicial
Posição inicial Caminho programado
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
Peça
r
α
L
S
G42
L
α
S
C
G42
r
r
L
L L
r
L
Linear→Linear
Linear→Circular
Peça
Posição inicial
Posição inicial
Peça
Caminho programado
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Interseção
Interseção
14.3.2
Movimento da
Ferramenta Aquando
da Partida
Explicações
D Movimento da
ferramenta em torno de
um canto interno
(180°≦α)
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de canto de um
ângulo obtuso
(90°≦α<180°)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
213
G42
L
L L
L
S
r
r
G42
L
L
L
S
r
r
C
L
L
Linear→Linear
Linear→Circular
Peça
Peça
Posição inicial
Posição inicial
Caminho programado
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
α
α
r
G41
G41
L
L
S
Posição inicial
Caminho do centro
do raio da ponta da
ferramenta
Caminho programado
Inferior a 1 grau
Se o comando for especificado aquando dapartida, o vetor de correção
não será criado.
S
N9
N6
N7
N8
SS
G91 G40 … ;
:
N6 U100.0 W100.0 ;
N7 G41 U0 ;
N8 U--100.0 ;
N9 U--100.0 W100.0 ;
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferra-
menta
r
NOTA
Sobre a definição de blocos que não movimentam a
ferramenta, ver a subseção II--14.3.3.
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de um ângulo
agudo (α<90°)
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de um ângulo
agudo inferior a 1 grau,
linear→linear
(α<1°)
D Bloco sem comando de
movimento da
ferramenta aquando da
partida
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
214
No modo de correção, a ferramenta se move como abaixo ilustrado:
Caminho programado
α
L
L
α
C
S
L
S
C
LS
CSC
Linear→Circular
Linear→Linear
Caminho programado
Interseção
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Peça
Peça
Caminho do centro
do raio da ponta da
ferramenta
Interseção
Caminho programado
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Interseção
Circular→Linear
Circular→Circular
Peça
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Interseção
α
α
14.3.3
Movimento da
Ferramenta no Modo
de Correção
Explicações
D Movimento da
ferramenta em torno do
interior de um canto
(180°≦α)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
215
r
r
S
r
Interseção
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Interseção
O leitor pode também adotar omesmo procedimento no caso de arco para
linha reta, linha reta para arco e arco para arco.
D Movimento da
ferramenta em torno do
lado interno (α<1°) com
um vetor extremamente
longo, linear → linear
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
216
α
L
r
C
S
L
S
C
L
S
L
L
r
L
L
L
r
r
Linear→Linear
Linear→Circular
Caminho programado
Caminho do centro do raio da
ponta da ferramenta
Interseção
Peça
Circular→Linear
Circular→Circular
Interseção
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
Peça
Interseção
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
Peça
Peça
Caminho programado
Interseção
Caminho do centro do
raio da ponta da ferra-
menta
α
α
α
C
S
C
D Movimento da
ferramenta em torno do
canto externo de um
ângulo obtuso
(90°≦α<180°)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
217
α
L
L L
L
S r
r
L
L
S
r
r
C
L
L
L
L L
L
r
r
L
S
C
Linear→Linear
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Peça
Linear→Circular
Circular→Linear
Circular→Circular
Caminho programado
Peça
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
α
α
C
L
S
r
L
L
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
α
Peça
r
C
D Movimento da
ferramenta em torno do
canto externo de um
ângulo agudo
(α<90°)
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
218
Se o fim de uma linha conducente a um arco for programado, por engano,
como o fim desse arco, como mostra a figura abaixo, o sistema assume
que a compensação do raio da ponta da ferramenta foi executada combase
em um círculo imaginário que tem omesmo centro que o arco e ultrapassa
a posição final especificada. Combase nessa suposição, o sistema cria um
vetor e executa a compensação. O caminho do centro do raio da ponta da
ferramenta resultante é diferente daquele criado pela aplicação da
compensação do raio da ponta da ferramenta no caminho programado em
que a linha conducente ao arco é considerada como uma linha reta.
rr
Centro do arco
Círculo imaginário
Linha conducente ao arco Fim do arco
L
L
L
r C
S
Caminho programado
Caminho do cen-
tro do
raio da ponta da
ferramenta
Peça
A mesma descrição se aplica ao movimento da ferramenta entre dois
caminhos circulares.
D Exceções
S A posição final do arco
não está sobre o arco
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
219
Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta for
suficientemente pequeno, os dois caminhos circulares do centro do raio
da ponta da ferramenta feitos após a compensação cruzam--se em uma
posição (P). A interseção P pode não ocorrer se for especificado um valor
excessivamente grande para a compensação do raio da ponta da
ferramenta. Quando esta situação é prevista, um alarme P/S (nº 33) é
ativado no final do bloco anterior e a ferramenta pára. No exemplo
mostrado abaixo, os caminhos do centro do raio da ponta da ferramenta
ao longo dos arcos A eB cruzam--se em P quando é especificado umvalor
suficientemente pequeno para a compensação do raio da ponta da
ferramenta. Esta interseção não ocorre, se for especificado um valor
excessivamente grande.
Quando o valor de compensação
do raio da ponta da ferramenta é elevado
Arco BP
Quando o valor de compensação do
raio da ponta da ferramenta é baixo
O alarme (nº 033) é ativado e a ferra-
menta pára
Caminho programado
Centro do arco B Centro do arco A
Arco A
r r
Se o centro do arco for idêntico à posição inicial ou ao ponto final, o
alarme P/S (nº 038) é visualizado e a ferramenta pára na posição final do
bloco anterior.
N5 N6
N7
r
O alarme (nº 038) é ativado e a ferramenta
pára
(G41)
N5 G01 W100.0 ;
N6 G02 W100.0 I0 J0 ;
N7 G03 U--100.0 I--100.0 ;Caminho do cen-
tro do raio da
ponta da ferra-
menta
Caminho programado
S Não existe interseção
interna
S O centro do arco é
idêntico à posição inicial
ou à posição final
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
220
O sentido de correção é determinado pelos códigos G (G41 e G42) para
o raio da ponta da ferramenta e para o sinal do valor de compensação do
raio da ponta da ferramenta, da seguinte forma:
Sinal do valor de correção
Código G + --
G41 Correção do lado
esquerdo
Correção do lado
direito
G42 Correção do lado
direito
Correção do lado
esquerdo
O sentido da correção pode ser alteradonomodode correção. Se o sentido
da correção for alterado em um bloco, é gerado um vetor na interseção do
caminho do centro do raio da ponta da ferramenta desse bloco e no
caminho do centro do raio da ponta da ferramenta de um bloco anterior.
Não épossível, contudo, realizar a alteração no bloco departida e no bloco
que se lhe segue.
D Alteração do sentido de
correção no modo de
correção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
221
L
L
L
S
r r
G42
G41
G41
G42
r
r
S
C
r
r
LC
S
S
G41
G41
G42
G42
C
C
r
r
Linear→Linear
Linear→Circular
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Peça
Peça
Peça
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Circular→Linear
Circular→Circular
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
Peça
Peça
Peça
S Caminho do centro do
raio da ponta da
ferramenta com uma
interseção
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
222
Ao alterar o sentido de correção do bloco A para o bloco B com os
comandos G41 e G42, se não for necessária uma interseção com o
caminho da correção, o vetor normal do bloco B é criado no ponto inicial
do bloco B.
G41G42 (G42)
L
L
L
A B
r
r
S
G42
G41
L S
L
S
G41 G42
A
B
L
S
r
L L
G41
C
C
r
r r
(G42)
S
S
Centro
G42
Linear→Linear
Linear→Circular
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Peça
Peça
Caminho do cen-
tro do raio da
ponta da ferra-
menta
Caminho programado
Circular→Circular
Um arco cuja posição final
não está no arco
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferra-
menta
Centro
C
S Caminho do centro do
raio da ponta da
ferramenta sem uma
interseção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
223
Se o comando subseqüente for especificado nomodo de correção, omodo
de correção é temporariamente cancelado, sendo depois automaticamente
restaurado.O modo de correção pode ser cancelado e iniciado como
descrito nas subseções II--14.3.2 e --14.3.4.
Se G28 for especificado no modo de correção, o modo de correção é
cancelado em uma posição intermediária. Se o vetor ainda existir depois
do retorno da ferramenta ao ponto de referência, as componentes do vetor
são repostas a zero, relativamente a cada eixo ao longo do qual foi
executado o retorno ao ponto de referência.
(G42 G00)
S
S
S
S
G28
G00 r
r
Posição intermediária
Ponto de referência
O vetor de correção pode ser definido de modo a formar um ângulo reto
no sentido de deslocação do bloco anterior, independentemente de se
usinar o lado interno ou externo, através da programação separada do
código G de compensação do raio da ponta da ferramenta de corte (G41,
G42) nomodo de correção. Se o código for especificado em um comando
circular, não se obterá o movimento circular correto.
Caso se pretendaqueo sentido de correção seja alterado pelaprogramação
do código G de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41, G42),
consultar ”Alteração do sentido de correção no modo de correção” na
subseç. 14.3.3.
Linear→Linear
r
Um bloco especificado por
G42
Modo G42
r
C
Interseção
S
L
L
S
L
Circular→Linear
Um bloco especificado por
G42
Interseção
Caminho programado
Modo G42
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
D Cancelar
temporariamente a
compensação do raio da
ponta da ferramenta
S Especificação de G28
(retorno automático ao
ponto de referência) no
modo de correção
S Código G de
compensação do raio da
ponta da ferramenta no
modo de correção
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
224
Se se programar G50 durante o modo de correção, o vetor de correção é
cancelado temporariamente; depois disso, omodo de correção é retomado
automaticamente.
Neste caso, sem omovimento de cancelamento de correção, a ferramenta
move--se diretamente do ponto de interseção para o ponto programado,
onde o vetor de correção é cancelado. Quando o modo de correção é
restaurado, a ferramenta se move também diretamente para o ponto de
interseção.
S
L
L L
L
S
SN5 N6
N7
N8
Bloco G92
Caminho do centro
do raio da ponta
da ferramenta
Caminho programado
(G41)
N5 G91 G01 U700.0 W300.0 ;
N6 U600.0 W--300.0 ;
N7 G50 X200.0 Z100.0 ;
N8 G01 X800.0 Z400.0 ;
Ver as seções II--14.1 (G90, G92, G94) e II--14.2 (G70 a G76) sobre a
compensação do raio da ponta da ferramenta e respectivos ciclos fixos.
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
N5
N6 (G42)
N8
N9
r
r
S S
(G42)
N5 G01 U50.0 W--60.0 ;
N6 W--80.0 ;
N7 G90 U--60.0 W--80.0 R--30.0 ;
N8 G01 U120.0 W50.0 ;
N9 W50.0 ;
S
N7
D Comando para cancelar
temporariamente o vetor
de correção
D Definição do sistema de
coordenadas da peça
(G50)
D Ciclos fixos
(G90, G92, G94) e
repetição de ciclos
(G71 a G76)
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
225
Os blocos seguintes não produzem qualquer movimento da ferramenta.
Neles, a ferramenta não se moverá mesmo quando acionada a
compensação do raio da ponta da ferramenta.
1.M05 ; Emissão do código M
2.S21; Emissão do código S
3.G04 X10.0 ; Pausa
4.G10 P01 X10 Z20 R10.0 ; definição do valor de.
compensação do raio da ponta da ferramenta
5. (G17) Z200.0 ;Comando de movimento não incluído
no plano de correção
6.G98 ; Somente código G
7.X0 ;A distância a percorrer é zero.
Os coman-
dos 1 a 6
não
são de mo-
vimento.
Quando um bloco único semmovimento da ferramenta é especificado no
modo de correção, o vetor e o caminho do centro do raio da ponta da
ferramenta são iguais aos existentes quando o bloco não é programado.
Este bloco é executado no ponto de parada de bloco único.
L
N6
N7 N8
LSS
Caminho do centro do raio da
ponta da ferramenta
Caminho programado
O bloco N7 é executado aqui.
N6 U100.0 W100.0 ;
N7 G04 Z100.0 ;
N8 U100.0 ;
No entanto, quando a distância a percorrer é zero mesmo que o bloco seja
programado isoladamente, o movimento da ferramenta torna--se o mesmo de
quando é feita a programação de mais de um bloco sem movimento da
ferramenta. Esta situação será descrita mais adiante.
L
N6
N7 N8
L
SSS
Caminho programado
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
N6 G91 U100.0 W100.0 ;
N7 S21 ;
N8 G04 X10.0 ;
N9 W100.0 ;
Os blocos N7 e N8 são executados aqui.
D Bloco sem movimento
da ferramenta
S Bloco sem especificação
do movimento da
ferramenta no modo de
correção
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
226
Quando são gerados dois ou mais vetores no fim de um bloco, a
ferramenta se move linearmente de um vetor para outro. A este
movimento dá--se o nome de movimento de canto.
Se esses vetores forem quase coincidentes entre si, omovimento de canto
não é executado e o último vetor é ignorado.
r
nVx
nVY
Este vetor é ignorado, se
∆Vx≦limite ∆V e
∆VY≦limite ∆V
r
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Se ∆Vx≦ limi<e ∆V e ∆Vy≦ limi<e ∆, o último vetor é ignorado.
O limite ∆V é especificado previamente no parâmetro (nº 5010).
Caso esses vetores não coincidam, é gerado um movimento em torno do
canto. Este movimento pertence ao último bloco.
Este movimento pertence ao bloco N7 e, portanto,
a velocidade de avanço é igual à do bloco N7.
Se o bloco N7 estiver no modo G00, a ferramenta
é movida no modo G00; se estiver no modo G01,
G02 ou G03, a ferramenta é movida no modo G01.
S
N6 N7
Para a operação manual durante a compensação do raio da ponta da
ferramenta, consulte a seção III--3.5, “Absoluto manual ON e OFF”.
D Movimento de canto
D Interrupção da operação
manual
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
227
α
S
r
L
C
α
L S
G40
r
L
Peça
G40
L
Caminho programado
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Peça
Linear→Linear
Circular→Linear
r
α
L
S
G40
L
Interseção
α
S
C
r
r
L
L
G40
L
Linear→Linear
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Circular→Linear
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Interseção
14.3.4
Movimento da
Ferramenta Aquando
do Cancelamento do
Modo de Correção
Explicações
D Movimento da
ferramenta em torno de
um canto interno
(180°≦α)
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de um ângulo
obtuso
(90°≦α<180°)
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
228
α
G40
L
LL
Lr
r
L
L
S
r
r
C
L
L
L
α
S
S
Linear→Linear
Circular→Linear
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Peça
r
G40
G42
L
L
S
1°ou menor
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Quando um bloco sem movimento da ferramenta é programado
juntamente com um cancelamento da correção, é gerado um vetor cujo
comprimento é igual ao valor de correção, na direção normal
relativamente ao movimento da ferramenta do bloco anterior. O vetor é
cancelado no comando de deslocação seguinte.
L
N6
N7 N8
L
SS
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado
N6 G91 U100.0 W100.0 ;
N7 G40 ;
N8 U0 W100.0 ;
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de um ângulo
agudo
(α<90°)
D Movimento da
ferramenta em torno do
exterior de um ângulo
agudo inferior a 1 grau,
linear→linear (α<1°)
D Bloco sem movimento
da ferramenta
especificado juntamente
com o cancelamento da
correção
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
229
Se um bloco com G41 ou G42 preceder um bloco em que são
especificados G40 e I_, J_, K_, o sistema presume que o caminho foi
programado como decorrendo entre a posição final, determinada pelo
bloco anterior, e um vetor determinado por (I,J), (I,K) ou (J,K). O sentido
da compensação é igual ao do bloco anterior.
No bloco N1, o centro do raio da ponta da
ferramenta se movimenta para P.
No bloco N2, o centro do raio da ponta da
ferramenta se movimenta E.
E (a, b)
r
N1 (modo G42) ;
N2 G40Xa Yb I_ J_ ;
(I, J)
r
P
S
N2
N1
(G42)
Peça
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferra-
menta
(G40)
Neste caso, tenha em atenção que o CNC consegue uma interseção do
caminho da ferramenta, independentemente de a usinagem especificada
ser interna ou externa.
r
X
S
(G42)
E
G40
r
(I, J)
Caminho do
centro do
raio da ponta
da ferramenta
Caminho programado
Quando não se pode obter uma interseção, a ferramenta vai para a posição
normal, no final do bloco anterior.
E
(I, J)
r
S
G40
X
r
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Caminho programado(G42)
D Bloco com G40 e I_J_K_
S O bloco anterior contém
G41 ou G42
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
230
O corte excessivo executado pela ferramenta é chamado de interferência.
A função de verificação de interferências verifica com antecedência a
possibilidade de execução de um corte excessivo. Todavia, nem todas as
interferências podem ser verficadas por esta função. A verificação de
interferências é executada mesmo que não seja executado um corte
excessivo.
(1) O sentido do caminho do raio da ponta da ferramenta é diferente
daquele do caminho programado (de 90 a 270 graus entre esses
caminhos).
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta Caminho programado
Caminho programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
As direções destes
dois caminhos são
diferentes (180°).
As direções destes
dois caminhos são
diferentes (180°).
14.3.5
Verificação de
Interferências
Explicações
D Critérios para a deteção
de interferências
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
231
(2) Além da condição (1), o ângulo entre o ponto inicial e o ponto final
no caminho do centro do raio da ponta da ferramenta difere bastante
daquele entre o ponto inicial e o ponto final no caminho programado
na usinagem circular (mais de 180 graus).
Centro
N5
N6
N7
r1
r2Caminho do cen-
tro do raio da
ponta da ferra-
menta
Caminho
programado
(G41)
N5 G01 U200.0 W800.0 T1 ;
N6 G02 U--160.0 W320.0 I--800.0 K--200.0 T2 ;
N7 G01 U--500.0 W200.0 ;
(Valor de compensação da ferramenta
correspondente a T1 : r1 = 200.0)
(Valor de compensação da ferramenta
correspondente a T2 : r2 = 600.0)
Noexemplo acima, o arco do blocoN6 fica situado emumquadrante.Mas
após a compensação do raio da ponta da ferramenta, o arco é colocado nos
quatro quadrantes.
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
232
(1) Remoção do vetor que causa a interferência
Quando a compensação do raio da ponta da ferramenta é executada
no blocos A, B e C e são criados os vetores V1, V2, V3 e V4 entre os
blocos A a B, e os vetores V5, V6, V7 e V8 entre os blocos B e C, os
vetores mais próximos são verificados primeiro. Se ocorrer alguma
interferência, são ignorados. Mas se os vetores a ignorar devido à
interferência forem os últimos vetores do canto, não será possível
ignorá--los.
Verificação entre os vetores V4 e V5
Interferência: V4 e V5 são ignorados
Verificação entre V3 e V6
Interferência: V3 e V6 são ignorados
Verificação entre V2 e V7
Interferência: V2 e V7 são ignorados
Verificação entre V1 e V8
Interferência: V1 e V8 não podem ser ignorados
Se, durante a verificação, for detetado um vetor sem interferência, os
vetores subseqüentes não são verificados. Se o bloco B for um
movimento circular, será gerado um movimento linear em caso de
interferências nos vetores.
(Exemplo 1) A ferramenta move--se linearmente de V1 para V8
C
C
C
r r
R
V1
V2
V3
V4V5
V6
V7
V8
A
O1 O2
Caminho do
centro do raio
da ponta da
ferramenta
V4, V5 : Interferência
V3, V6 : Interferência
V2, V7 : Interferência
V1, V8 : Sem interferência
Caminho
programado
S
S
D Correção antecipada de
interferências
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
233
(Exemplo 2) A ferramenta move--se linearmente de V1, V2, V7 para V8
r
C
C
C
r
R
A
S
S
V4, V5 : Interferência
V3, V6 : Interferência
V2, V7 : Sem interferência
O1 O2
V1
V2
V8
V3V6
V5 V4
V7
Caminho programado
Caminho do centro
do raio da ponta da
ferramenta
(2) Se a interferência ocorrer após a correção (1), a ferramenta é parada
com um alarme.
Se a interferência ocorrer após a correção (1) ou se existir apenas um
par de vetores desde o início da verificação e os vetores interferirem,
o alarme P/S (nº 41) é mostrado e a ferramenta pára imediatamente
após a execução do bloco anterior. Se o bloco for executado pormeio
da operação bloco a bloco, a ferramenta pára no fim do bloco.
C
V6
A
B
V5 V2
V1
Ferra-
mentada
parada
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
Caminho programado
Após ignorar os vetores V2 e V5 devido a uma interferência, também
ocorre uma interferência entre os vetores V1 e V6. O alarme é
visualizado e a ferramenta pára.
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
234
(1)Depressãomenor do que o valor de compensação do raio da ponta
da ferramenta
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
A
B
C
Ferramentada
parada
Caminho programado
Não há qualquer interferência real, mas uma vez que o sentido
programado no bloco B é oposto ao do caminho após a compensação
do raio da ponta da ferramenta, a ferramenta pára e é mostrado um
alarme P/S (nº 041).
(2)Ranhuramais pequena do que o valor de compensação do raio da
ponta da ferramenta
A B C
Caminho
programado
Caminho do centro do
raio da ponta da ferramenta
Ferramentada parada
Tal como (1) , o sentido é inverso no bloco B.
D Quando se presume a
existência de
interferência, embora
esta não ocorra
PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO
235
Quando o raio de um canto émenor do que o raio da ferramenta, é ativado
um alarme e o CNC pára no início do bloco, porque a correção interna da
ferramenta de corte levaria à execução de um corte excessivo. Na
operação bloco a bloco, o corte excessivo é gerado devido à parada da
ferramenta após a execução do bloco.
Caminho programado
Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta
Peça
É acionado um alarme e a
operação é interrompida
É acionado um alarme e a op-
eração é interrompida aqui, na
operação bloco a bloco
Se o CNC não parar,
é executado
um corte excessivo
Será executado um corte excessivo, uma vez que a compensação do raio
da ponta da ferramenta força o caminho do centro da ferramenta a se
mover no sentido inverso ao programado.Nestecaso, éativado umalarme
e o CNC pára no início do bloco.
Caminho do centro do raio
da ponta da ferramenta
Caminho programado
Peça
É ativado um alarme e a op-
eração é interrompida
Corte excessivo se a operação não fosse interrompida
14.3.6
Corte Excessivo
Devido à Compen--
sação do Raio da
Ponta da Ferramenta
Explicações
D Usinagem de um canto
interno com um raio
inferior ao da ponta da
ferramenta
D Usinagem de uma
ranhura inferior ao raio
da ponta da ferramenta
PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01
236
Quando ausinagemdopasso é programadapormeio de usinagemcircular
no caso de um programa contendo um passomenor do que o raio da ponta
da ferramenta, o caminho do centro da ferramenta com a correção normal
torna--se inverso ao sentido programado. Neste caso, o primeiro vetor é
ignorado e a ferramenta se move linearmente à posição do segundo vetor.
A operação bloco a bloco é interrompida neste ponto. Se a usinagem não
estiver no modo de bloco único, a operação do ciclo continua. Se o passo
for linear, não será acionado nenhum alarme e o corte será feito
corretamente. No entanto, permanecerá um resto por cortar.
S
O primeiro vetor é ignorado
Caminho do centro do raio da
ponta da ferramenta
Caminho programado
Peça
Centro da usinagem
circular
Se o primeiro vetor não for ignorado, será executado um corte excessivo.
Contudo, a ferramenta move--se linearmente.
Movimento linear Posição de parada após a execução de um
único bloco
Na chanfragem ou arco do canto, a compensação do raio da ponta da
ferramenta só pode ser executada se existir uma interseção normal no
canto. No modo de cancelamento da correção, a compensação não

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