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Fanuc Série oi -- TC MANUAL DE OPERAÇÃO B---64114PO/01 m-1 MEDIDAS DE SEGURANÇA Esta seção descreve as medidas de segurança relativas à utilização de unidades CNC. É essencial que estas medidas de precaução sejam observadas pelo usuário, para garantir uma operação segura dasmáquinas equipadas com uma unidade CNC (todas as descrições incluídas nesta seção assumem esta configuração). Ter em atenção que algumas das precauções se referem apenas a funções específicas, podendo não ser aplicáveis a certas unidades CNC. Os usuários devem também observar asmedidas de segurança relativas àmáquina, descritas no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Antes de tentar operar a máquina ou criar um programa para controlar a operação da mesma, o operador terá de familiarizar--se por completo com o conteúdo do presente manual e do manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta. Conteúdo 1. DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA m--2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. AVISOS E CUIDADOS GERAIS m--3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO m--5. . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO m--7. . . . . . . . . . . . . . . . 5. AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA m--9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01 m-2 1 DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA O presente manual inclui medidas de segurança destinadas a proteger o usuário e a evitar danos na máquina. As medidas de precaução são classificadas como Aviso e Cuidado em função do seu grau de segurança. Como Nota são classificadas as informações suplementares. Leia atentamente os Avisos, Cuidados e Notas, antes de tentar colocar a máquina em funcionamento. AVISO Aplica--se quando há perigo de ferimentos para o usuário e/ou de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja observado. CUIDADO Aplica--se quando há perigo de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja observado. NOTA A Nota serve para indicar informações suplementares, não se tratando, porém, de Avisos nem de Cuidados. ` Ler atentamente o presente manual e guardá--lo em um lugar seguro. B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA m-3 2 AVISOS E CUIDADOS GERAIS AVISO 1. Nunca proceder à usinagem de uma peça, sem verificar primeiro o funcionamento da máquina. Antes de iniciar um ciclo de produção, verificar se a máquina está trabalhando corretamente, executando um teste de funcionamento, por exemplo, com a função de bloco único, override da velocidade de avanço ou bloqueio damáquina, ou operando amáquina sem qualquer ferramenta ou peça montada. Não se controlando o funcionamento correto da máquina, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 2. Antes de colocar a máquina em funcionamento, verificar cuidadosamente os dados introduzidos. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 3. Verificar se a velocidade de avanço especificada é adequada à operação pretendida. Geralmente, cada máquina possui uma velocidade de avanço máxima permitida. A velocidade de avanço apropriada varia em função da operação desejada. A velocidade de avanço máxima permitida é indicada nomanual fornecido com amáquina. Se amáquina não for operada com avelocidade correta, amesmapoderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 4. Ao usar uma função de compensação da ferramenta, verificar cuidadosamente a direção e a quantia da compensação. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar umadanificação dapeçae/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 5. Os parâmetros do CNC e do PMC são definidos pelo fabricante, não sendo, normalmente, necessário alterá--los. Sendo, contudo, inevitável alterar algum dos parâmetros, é imprescindível compreender inteiramente a sua função antes de se proceder a qualqueralteração. Se algum dos parâmetros for definido incorretamente, amáquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário. 6. Imediatamente após a ligação damáquina, não acionar nenhuma das teclas do painelMDI, antes que a indicação da posição ou a tela de alarme apareça na unidade CNC. Algumas das teclas do painel MDI destinam--se à manutenção ou a outras operações especiais. Pressionando--se alguma dessas teclas, a unidade CNC poderá ser colocada fora de seu estado normal. Se a máquina for operada nesse estado, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista. 7. Os manuais de operação e de programação fornecidos com a unidade CNC incluem uma descrição geral das funções da máquina, bem como de algumas funções opcionais. Ter em atenção que as funções opcionais variam em função do modelo da máquina, de forma que algumas das funções descritas nos manuais poderão não estar disponíveis em determinados modelos. Em caso de dúvida, consultar a descrição da máquina. MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01 m-4 AVISO 8. Algumas das funções podem ter sido implementadas a pedido do fabricante da máquina--ferramenta. Ao usar estas funções, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta a fim de obter informações mais detalhadas sobre a sua utilização e as eventuais medidas de precaução. NOTA Os programas, parâmetros e variáveis das macros são armazenados na memória não volátil da unidade CNC, ficando guardados mesmo quando a máquina é desligada. Contudo, esses dados poderão ser apagados inadvertidamente, ou poderá ser necessário apagar todos os dados damemória não volátil para proceder à recuperação de um erro. Como medida de precaução e para assegurar uma rápida recuperação dos dados apagados, é recomendável fazer uma cópia de segurança de todos os dados vitais, guardando--a em lugar seguro. B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA m-5 3 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO Esta seção descreve as principais medidas de segurança relacionadas com a programação. Antes de proceder à programação, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos. AVISO 1. Definição de um sistema de coordenadas Se um sistema de coordenadas for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, visto que o programa edita um comando que, de outro modo, seria válido. Essa operação inesperada poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 2. Posicionamento por interpolação não linear Ao executar um posicionamento por meio da interpolação não linear (posicionamento através de um movimento não linear entre os pontos inicial e final), é necessário verificar cuidadosamente o caminho da ferramenta, antes de se proceder à programação. O posicionamento implica um deslocamento rápido. Uma colisão da ferramenta com a peça poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 3. Funções com um eixo de rotação Ao programar uma interpolação de coordenada polar ou um controle de direção normal (perpendicular), prestar especial atenção à velocidade do eixo de rotação. Uma programação incorreta pode fazer com que a velocidade do eixo de rotação se torne excessivamente elevada. Se a peça não estiver bem segura, a placa de fixação poderá soltá--la devido à força centrífuga resultante do excesso de velocidade. Um acidente deste tipo poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentosao usuário. 4. Conversão polegadas/unidades métricas A alternância entre entradas em polegadas e em unidades métricas não converte as unidades de medição dos dados, tais como a correção da origem da peça, os parâmetros e a posição atual. Por isso, antes de ligar a máquina, verificar as unidades de medição que estão sendo usadas. Se amáquina for ligada comdados incorretamente especificados, isso poderádanificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário. 5. Controle da velocidade de corte constante Quando um eixo sujeito a um controle de velocidade de corte constante se aproxima do ponto de origem do sistema de coordenadas da peça, a velocidade do fuso pode tornar--se excessivamente elevada. Por isso, é necessário especificar a velocidademáximapermitida. Uma especificação incorreta da velocidade máxima permitida poderá causar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01 m-6 AVISO 6. Controle de curso Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Ter em atenção que quando o controle de curso se encontra desativado, não é acionado nenhum alarmemesmo que o limite de curso seja excedido, podendo isso provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 7. Modo absoluto/incremental Se um programa criado com valores absolutos for processado no modo incremental ou vice--versa, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada. 8. Seleção de plano Se for especificado um plano incorreto para a interpolação circular, interpolação helicoidal ou ciclo fixo, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada. Para obter informações mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções. 9. Salto do limite de torque Quando se pretende executar um salto do limite de torque, é necessário especificar primeiro um valor para o limite de torque. Especificando--se um salto do limite de torque sem que o limite de torque tenha sido primeiro definido, o respectivo comando demovimento será executado sem salto. 10.Função de compensação Se um comando baseado no sistema de coordenadas da máquina ou um comando de retorno ao ponto de referência for executado no modo de compensação, a função de compensação é temporariamente cancelada, provocando um comportamento imprevisto da máquina. Por isso, cancelar sempre o modo de compensação antes de executar qualquer dos comandos acima mencionados. B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA m-7 4 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO Esta seção descreve as medidas de segurança referentes ao manuseamento de máquinas--ferramentas. Antes de colocar a máquina em funcionamento, ler atentamente o manual de operação e omanual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos. AVISO 1. Operação manual Ao operar a máquina manualmente, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar se o eixo de deslocamento, a direção e a velocidade de avanço foram especificados corretamente. Uma operação incorreta da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 2. Retorno manual ao ponto de referência Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Se a máquina for operada sem que seja primeiro executado o retorno manual ao ponto de referência, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Uma operação imprevista da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 3. Avanço por manivela No processo de avanço por manivela, ter em atenção que a ferramenta e a mesa se movimentam rapidamente quando a manivela é girada com um grande fator de escala, como p. ex. 100, Um manuseamento descuidado damanivela poderá provocar uma danificação da ferramenta e/ou da máquina, ou causar ferimentos ao usuário. 4. Override desativado Se o override for desativado (de acordo com a especificação de uma variável de macro) durante a abertura de rosca, o rosqueamento rígido com macho ou outro tipo de rosqueamento com macho, a velocidade passa a ser imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador. 5. Pré--seleção do ponto de origem Por princípio, nunca executar uma pré--seleção do ponto de origem sempre que a máquina esteja sendo operada sob o controle de um programa. Caso contrário, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01 m-8 AVISO 6. Deslocamento do sistema de coordenadas da peça Qualquer intervenção manual, bloqueio da máquina ou espelhamento, pode provocar um deslocamento do sistema de coordenadas da peça. Antes de pôr a máquina a trabalhar sob o controle de um programa, verificar cuidadosamente o sistema de coordenadas. Se a máquina for operada sob o controle de um programa, sem que sejam definidas tolerâncias para um eventual deslocamento do sistema de coordenadas da peça, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador. 7. Painel de operação por software e chaves de menu Usando--se o painel de operação por software e as chaves de menu em combinação com o painel MDI, é possível definir operações não suportadas pelo painel de operação damáquina, tais como mudança de modo, alteração dos valores de override e comandos de avanço em modo jog. Ter, contudo, em atenção que se as teclas do painel MDI forem acionadas inadvertidamente, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário. 8. Intervenção manual Procedendo--se a uma intervenção manual durante a operação programada da máquina, o caminho da ferramenta poderá alterar--se quando se reiniciar a máquina. Por isso, antes de reiniciar a máquina, após uma intervenção manual, controlar sempre a configuração das chaves absoluto manual, dos parâmetros e do modo de comando absoluto/incremental. 9. Bloqueio de avanço, override e bloco único O bloqueio de avanço, override da velocidade de avanço e funções bloco a bloco podem ser desativados usando a variável do sistema de macros de usuário #3004. Tenha cuidado ao trabalhar com a máquina neste caso. 10.Funcionamento em vazio Normalmente, o funcionamento em vazio serve para controlar o funcionamento da máquina. Durante o funcionamento em vazio, a máquina funciona à velocidade de funcionamento em vazio, a qual difere da velocidade de avanço programada correspondente. Ter em atenção que a velocidade de funcionamento em vazio poderá ser, ocasionalmente, superior à velocidade de avanço programada. 11.Compensação do raio da ponta da ferramenta no modo MDI Prestar especial atenção aos caminhos das ferramentas especificados por meio de um comando no modo MDI, uma vez que a compensação do raio da ponta da ferramenta não é aqui aplicada. Depois de introduzir no MDI um comando para a interrupção da operação automática no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta, prestar particular atenção ao caminho da ferramenta ao ser retomada, subseqüentemente, a operação automática. Para obter informações mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções. 12.Edição de programas Se a máquina for parada para a edição do programa de usinagem (modificação, introdução ou exclusão), a máquina poderá comportar--se de forma imprevista se a usinagemfor retomada sob o controle desse programa. Por princípio, nunca modificar, introduzir ou apagar comandos do programa de usinagem durante a sua execução. B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA m-9 5 AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA AVISO 1. Substituição das baterias de manutenção da memória Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC) ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com amáquina ligada e o armário de distribuição aberto, omesmo só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso. NOTA OCNC está equipado com baterias a fim de preservar o conteúdo de suamemória, uma vez que tem de guardar dados, tais como programas, correções e parâmetros, mesmo que a tensão de rede esteja desligada. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, o conteúdo da memória do CNC ficará perdido. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a seção de manutenção deste manual. MEDIDAS DE SEGURANÇA B--64114PO/01 m-10 AVISO 2. Substituição das baterias dos codificadores de pulsos absolutos Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC) ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com amáquina ligada e o armário de distribuição aberto, omesmo só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso. NOTA Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados com baterias a fim de preservarem a sua posição absoluta. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, os dados relativos à posição absoluta, guardados pelo codificador, ficarão perdidos. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar o manual de manutenção do MOTOR SERVO FANUC da série αi. B--64114PO/01 MEDIDAS DE SEGURANÇA m-11 AVISO 3. Substituição de fusíveis Em determinadas unidades, o processo de substituição dos fusíveis é descrito no manual de operação e no manual de programação, no capítulo ”Manutenção Diária”. No entanto, antes de se proceder à substituição de um fusível queimado, é necessário localizar e eliminar a respectiva causa. Por esse motivo, este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção. Ao substituir os fusíveis com o armário de distribuição aberto, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso. B--64114PO/01 Índice i-1 MEDIDAS DE SEGURANÇA m--1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I. ASPECTOS GERAIS 1. ASPECTOS GERAIS 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA--FERRAMENTA CNC 6. . . . . . . . . . . . . . 1.2 NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . II. PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS 11. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CON--TORNOS DA PEÇA -- INTERPOLAÇÃO 12. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 AVANÇO -- FUNÇÃO DE AVANÇO 14. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA 15. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.1 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina) 15. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.2 Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC 16. . . . 1.3.3 Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta -- Comandos Absolutos/Incrementais 19. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 VELOCIDADE DE CORTE -- FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 21. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5 SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM -- FUNÇÃO DA FERRAMENTA 22. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.6 COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA -- FUNÇÃO MISCELÂNEA 22. . . . . . . . . . . . . . 1.7 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 23. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.8 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 26. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.9 FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA -- CURSO 27. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. EIXOS CONTROLÁVEIS 28. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1 EIXOS CONTROLÁVEIS 29. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 NOMES DOS EIXOS 29. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3 SISTEMA INCREMENTAL 30. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.4 CURSO MÁXIMO 31. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) 32. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 37. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.1 POSICIONAMENTO (G00) 38. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01) 40. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03) 41. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03) 45. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.5 INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1) 46. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6 INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1) 50. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.7 ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32) 54. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8 ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34) 58. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.9 ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA 59. . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01Índice i-2 4.10 ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA 60. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.11 FUNÇÃO DE SALTO (G31) 62. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.12 SALTO MULTI--ETAPAS 64. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.13 SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99) 65. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. FUNÇÕES DE AVANÇO 67. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1 ASPECTOS GERAIS 68. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 DESLOCAMENTO RÁPIDO 69. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3 AVANÇO DE CORTE 70. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.4 PAUSA (G04) 72. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. PONTO DE REFERÊNCIA 73. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.1 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA 74. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7. SISTEMA DE COORDENADAS 77. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.1 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA 78. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA 79. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2.1 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça 79. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2.2 Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça 81. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2.3 Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça 82. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1) 84. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2.5 Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça 86. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.3 SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS 87. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.4 SELEÇÃO DE PLANO 89. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS 90. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) 91. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/MILÍMETROS (G20, G21) 92. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS 93. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO 94. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 95. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO 96. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS) 96. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) 97. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) 101. . . . 9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.1 Orientação do Fuso 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.2 Posicionamento do Fuso 104. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.3 Cancelamento do Posicionamento do Fuso 106. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 107. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.1 SELEÇÃO DA FERRAMENTA 108. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.2 GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS 109. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.2.1 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta 109. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.2.2 Contagem da Vida Útil da Ferramenta 112. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01 Índice i-3 10.2.3 Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem 113. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.FUNÇÃO AUXILIAR 114. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M) 115. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2 VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO 116. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.3 FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B) 117. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 118. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.1 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA 120. . . . . . . 12.2 CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA 123. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.3 SUBPROGRAMA (M98, M99) 129. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 132. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) 133. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.1.1 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90) 133. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.1.2 Ciclo de Abertura de Rosca (G92) 135. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.1.3 Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94) 138. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.1.4 Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94) 141. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70--G76) 143. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.1 Remoção de Material por Torneamento (G71) 143. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.2 Remoção de Material por Faceamento (G72) 147. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.3 Repetição de Padrões (G73) 148. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.4 Ciclo de Acabamento (G70) 149. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.5 Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74) 152. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.6 Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/Interior (G75) 153. . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.7 Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76) 154. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.2.8 Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70--G76) 158. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80--G89) 159. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.1 Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87) 163. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.2 Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88) 166. . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.3 Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89) 168. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.4 Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80) 169. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.3.5 Medidas de Precaução 170. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) 171. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.4.1 Ciclo de Retificação Transversal (G71) 171. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.4.2 Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72) 172. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.4.3 Ciclo de Retificação por Oscilação (G73) 173. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.4.4 Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas 174. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.5 CHANFRAGEM E CANTO R 175. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO--REVÓLVER (G68, G69) 178. . . . . . . 13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO 179. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO 184. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.8.1 Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido Lateral com Macho (G88) 185. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.8.2 Cancelamento do rosqueamento rígido com macho (G80) 187. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 188. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA 189. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1.1 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta 189. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1.2 Código T para a Correção da Ferramenta 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1.3 Seleção da Ferramenta 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01Índice i-4 14.1.4 Número de Correção 190. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1.5 Correção 191. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.1.6 Comandos G53, G28 e G30 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta 194. . . . . . . . . . . . 14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 197. . . . . . . . . . 14.2.1 Ponta Imaginária da Ferramenta 197. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.2.2 Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta 199. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.2.3 Número de Correção e Valor de Correção 200. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.2.4 Posição de Trabalho e Comando de Movimento 202. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.2.5 Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 207. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 210. . . . . . . . . . 14.3.1 Aspectos gerais 210. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.2 Movimento da Ferramenta Aquando da Partida 212. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.3 Movimento da Ferramenta no Modo de Correção 214. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.4 Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção 227. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.5 Verificação de Interferências 230. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.6 Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 235. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.7 Correção na Chanfragem e Arcos de Canto 236. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.8 Comando de Entrada Através do Painel MDI 238. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.9 Precauções Gerais Para as Operações de Correção 239. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.3.10 Comandos G53, G28 e G30 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta 240. . . . . . . . . . 14.4 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) 249. . . 14.4.1 Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta 249. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.4.2 Alteração do Valor de Correção da Ferramenta 250. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.5 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) 251. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.MACROS DE USUÁRIO 254. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.1 VARIÁVEIS 255. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.2 VARIÁVEIS DO SISTEMA 259. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.3 OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA 266. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.4 MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC 271. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.5 DESVIO E REPETIÇÃO 272. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.5.1 Desvio Incondicional (Instrução GOTO) 272. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.5.2 Desvio Condicional (Instrução IF) 273. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.5.3 Repetição (Instrução WHILE) 274. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6 CHAMADA DE MACRO 277. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.1 Chamada Simples (G65) 278. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.2 Chamada Modal (G66) 282.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.3 Chamada de Macro Através de um Código G 284. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.4 Chamada de Macro Através de um Código M 285. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.5 Chamada de Subprogramas Através de um Código M 286. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.6 Chamada de Subprogramas Através de um Código T 287. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.6.7 Programa Exemplificativo 288. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.7 PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES 290. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.8 REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO 292. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.9 LIMITAÇÕES 293. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.10 COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS 294. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.11 MACRO DE USUÁRIO DO TIPO INTERRUPÇÃO 298. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.11.1 Método de Especificação 299. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15.11.2 Pormenores das Funções 300. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16.ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10) 307. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01 Índice i-5 17.OPERAÇÃO DE MEMÓRIA UTILIZANDO O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 10/11 310. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.1 ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES ESPECIFICÁVEL PARA O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 10/11 311. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.2 ABERTURA DE ROSCAS DE PASSO CONSTANTE 312. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.3 CHAMADA DO SUBPROGRAMA 313. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.4 CICLO FIXO 314. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.5 REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO 315. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17.6 FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO 317. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE 321. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18.1 CONTROLE AVANÇADO POR ANTECIPAÇÃO (G08) 322. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS 327. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.1 TORNEAMENTO POLIGONAL 328. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.2 ROLL--OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO 333. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.3 CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO 334. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.4 CONTROLE EM TANDEM 336. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19.5 CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR ARBITRÁRIO 337. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO 339. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.1 VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO 340. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.2 VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO 344. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.3 CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO 348. . . . . . III. OPERAÇÃO 1. ASPECTOS GERAIS 353. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1 OPERAÇÃO MANUAL 354. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 MOVIMENTO DA FERRAMENTAPOR PROGRAMAÇÃO--OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 356. . . . 1.3 OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 357. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 TESTAR UM PROGRAMA 359. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.1 Teste durante o Funcionamento da Máquina 359. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2 Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento 360. . . 1.5 EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS 361. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.6 VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS 362. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7 VISUALIZAÇÃO 365. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7.1 Visualização do Programa 365. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7.2 Indicação da Posição Atual 366. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7.3 Tela de Alarmes 366. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7.4 Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução 367. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7.5 Visualização de Gráficos (Ver Seção III--12) 367. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.8 SAÍDA DE DADOS 368. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS 369. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1 UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO 370. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01Índice i-6 2.1.1 Unidade LCD/MDI de 7.2”, monocromática/8.4”, a cores (tipo horizontal) 371. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.2 Unidade LCD/MDI de 7.2”, monocromática/8.4”, a cores (tipo vertical) 372. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.3 Localização das teclas no MDI (unidade LCD/MDI de tipo horizontal) 373. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.4 Localização das teclas no MDI (unidade LCD/MDI do tipo vertical) 374. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 EXPLICAÇÃO DOTECLADO 375. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3 TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS 377. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.1 Operações Gerais de Tela 377. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.2 Teclas de Função 378. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.3 Soft Keys 379. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.4 Entrada por Teclas e Buffer deEntrada 395. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.5 Mensagens de Aviso 396. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.4 DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S 397. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.4.1 Arquivo Handy FANUC 399. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.5 LIGAR/DESLIGAR 400. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.5.1 Ligar o Equipamento 400. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.5.2 Tela Visualizada ao Energizar 401. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.5.3 Desenergização 402. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. OPERAÇÃO MANUAL 403. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.1 RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA 404. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2 AVANÇO EM MODO JOG 406. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3 AVANÇO INCREMENTAL 408. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4 AVANÇO POR MANIVELA 409. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.5 ABSOLUTO MANUAL ON E OFF 412. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA 417. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.1 OPERAÇÃO DE MEMÓRIA 418. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 OPERAÇÃO MDI 421. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.3 OPERAÇÃO DNC 424. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 REINÍCIO DO PROGRAMA 426. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.5 FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO 434. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6 FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198) 439. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.7 INTERRUPÇÃO POR MANIVELA 441. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8 ESPELHAMENTO 444. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.9 INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO 446. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10 OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA 448. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.1 Especificação 448. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.2 Operações 449. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.2.1 Operação DNC 449. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.2.2 Chamada de Subprograma (M198) 450. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.3 Limitação e Notas 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.4 Parâmetro 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.10.5 Procedimento para Fixar o Cartão de Memória 451. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. OPERAÇÃO DE TESTE 453. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.1 BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR 454. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO 456. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3 OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO 457. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01 Índice i-7 5.4 FUNCIONAMENTO EM VAZIO 458. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.5 BLOCO ÚNICO 459. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA 462. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.1 PARADA DE EMERGÊNCIA 463. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.2 ULTRAPASSAGEM DE CURSO 464. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.3 CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO 465. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.4 BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL 469. . . . . . . 6.5 CONTROLE DE FIM DE CURSO ANTES DE EXECUTAR UM MOVIMENTO 476. . . . . . . . . . . . . 7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO 479. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.1 TELA DE ALARMES 480. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.2 VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES 482. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.3 VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO--DIAGNÓSTICO 483. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS 486. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.1 ARQUIVOS 487. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.2 PESQUISA DE ARQUIVOS 489. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.3 APAGAMENTO DE ARQUIVOS 491. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.4 ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS 492. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.4.1 Entrada de um Programa 492. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.4.2 Saída de um Programa 495. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.5 ENTRADA E SAÍDA DOS DADOS DE CORREÇÃO 497. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.5.1 Entrada de Dados de Correção 497. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.5.2 Saída de Dados de Correção 498. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.6 ENTRADA E SAÍDA DE PARÂMETROS E DE DADOS DE COMPENSAÇÃO DE ERRO DO PASSO 499. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.6.1 Entrada de Parâmetros 499. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.6.2 Saída de Parâmetros 500. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.6.3 Entrada de Dados de Compensação de Erro de Passo 501. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.6.4 Saída dos Dados de Compensação de Erro de Passo 502. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.7 ENTRADA/SAÍDA DE VARIÁVEIS COMUNS DE MACRO DE USUÁRIO 503. . . . . . . . . . . . . . . . 8.7.1 Entrada de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 503. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.7.2 Saída de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 504. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.8 VISUALIZAÇÃO DO DIRETÓRIO DO DISQUETE 505. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.8.1 Visualização do Diretório 506. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.8.2 Leitura de Arquivos 509. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.8.3 Saída de Programas 510. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.8.4 Apagar Arquivos 511. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.9 TRANSMISSÃO DE UMA LISTA DE PROGRAMAS PARA UM DETERMINADO GRUPO 513. . 8.10 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS NA TELA TUDO E/S 514. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.1 Definição de parâmetros de entrada/saída 515. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.2 Entrada e saída de programas 516. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.3 Entrada e saída de parâmetros 520. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.4 Entrada e Saída de Dados de Correção 522. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.5 Saída de variáveis comuns de macros de usuário 524. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.10.6 Entrada e saída de arquivos em disquetes 525. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8.11 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS ATRAVÉS DE UM CARTÃO DE MEMÓRIA 530. . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01Índice i-8 9. EDIÇÃO DE PROGRAMAS 542. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1 INSERIR, ALTERAR E APAGAR UMA PALAVRA 543. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1.1 Pesquisa de Palavras 544. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1.2 Salto para o Início do Programa 546. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1.3 Inserção de Palavras 547. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1.4 Alteração de Palavras 548. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.1.5 Apagar Palavras 549. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.2 APAGAR BLOCOS 550. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.2.1 Apagar um Bloco 550. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.2.2 Apagar Vários Blocos 551. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.3 PESQUISA DO NÚMERO DO PROGRAMA 552. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.4 PESQUISA DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA 553. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5 APAGAR PROGRAMAS 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.1 Apagar Um Programa 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.2 Apagar Todos os Programas 555. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.5.3 Apagar Mais de Um Programa Especificando uma Faixa 556. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6 FUNÇÃO AMPLIADA DE EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS 557. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.1 Copiar um Programa Inteiro 558. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.2 Copiar Parte de um Programa 559. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.3 Mover Parte de um Programa 560. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.4 Intercalar um Programa 561. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.5 Explicações Suplementares para as Operações de Copiar, Mover e Intercalar 562. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.6.6 Substituição de Palavras e de Endereços 564. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.7 EDIÇÃO DE MACROS DE USUÁRIO 566. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.8 EDIÇÃO SIMULTÂNEA 567. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9.9 FUNÇÃO DE SENHA 568. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.CRIAÇÃO DE PROGRAMAS 570. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.1 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS USANDO O PAINEL MDI 571. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.2 INSERÇÃO AUTOMÁTICA DE NÚMEROS DE SEQÜÊNCIA 572. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10.3 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS NO MODO APRENDER (REPRODUÇÃO) 574. . . . . . . . . . . . . . . . . 10.4 PROGRAMAÇÃO VERBAL COM FUNÇÃO GRÁFICA 577. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS 581. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 590. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.1 Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas da Peça 590. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.2 Tela da Posição no Sistema de Coordenadas Relativas 591. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.3 Indicação da Posição Global 593. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça 594. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.5 Tela da Velocidade de Avanço Real 595. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.1.6 Visualização do Tempo de Trabalho e da Contagem das Peças 597. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11.1.7 Visualização do Monitor de Operação 598. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO MEMÓRIA OU MODO MDI) 600. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2.1 Tela do Conteúdo do Programa 600. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2.2 Tela do Bloco Atual 601. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2.3 Tela do Bloco Seguinte 602. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2.4 Tela de Verificação do Programa 603. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.2.5 Tela do Programa para a Operação MDI 604. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01 Índice i-9 11.3 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO EDIÇÃO) 605. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.3.1 Tela da Memória Usada e Lista de Programas 605. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.3.2 Visualização de uma Lista de Programas para um Determinado Grupo 608. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 611. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.1 Especificação e Visualização do Valor de Correção da Ferramenta 612. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.2 Entrada Direta do Valor de Correção da Ferramenta 615. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.3 Entrada Direta da Correção da Ferramenta em B 617. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.4 Entrada do Valor de Correção em o Contador 619. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.5 Definição da Quantidade de Deslocação do Sistema de Coordenadas da Peça 620. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.6 Correção do Eixo Y 622. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.7 Visualização e Entrada de Dados de Definição 625. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.8 Comparação e Parada do Número de Seqüência 627. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.9 Visualização e Definição do Tempo de Trabalho, Contagem de Peças e Duração 629. . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.10 Visualização e Definição do Valor de Correção do Ponto de Origem da Peça 631. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.11 Entrada Direta dos Valores Medidos de Correção do Ponto de Origem da Peça 632. . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.12 Visualização e Definição de Variáveis Comuns de Macro de Usuário 634. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.13 Visualização dos Dados Padrão e do Menu Padrão 635. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.14 Visualização e Definição do Painel de Operação por Software 637. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.4.15 Visualização e Definição dos Dados de Gestão da Vida Útil das Ferramentas 639. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.5 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 642. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.5.1 Visualizar e Especificar Parâmetros 643. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.5.2 Visualização e Definição dos Dados de Compensação de Erro do Passo 645. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.6 VISUALIZAÇÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA, DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA E DO ESTADO E MENSAGENS DE AVISO PARA OPERAÇÃO DE ESPECIFICAÇÃO DOS DADOS OU ENTRADA/SAÍDA 648. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.6.1 Visualização do Número do Programa e do Número de Seqüência 648. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.6.2 Visualização do Estado e Avisos para a Especificação de Dados ou a Operação de Entrada/Saída 649. . . . 11.7 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 651. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.7.1 Tela do Histórico de Mensagens Externas do Operador 651. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.8 APAGAR A TELA 653. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.8.1 Desativar a Visualização da Tela CRT 653. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11.8.2 Ativação Automática do Protetor de Tela 654. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.FUNÇÃO GRÁFICA 655. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.1 VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS 656. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12.2 GRÁFICO DINÂMICO 661. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13.FUNÇÃO DE AJUDA 662. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14.HARDCOPY DA TELA 667. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . IV. MANUAL GUIDE 0i 1. MANUAL GUIDE 0i 673. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1 APRESENTAÇÃO GERAL 674. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 INTRODUÇÃO 675. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 OPERAÇÕES DE CRIAÇÃO DE UM PROGRAMAS 676. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01Índice i-10 1.3.1 Partida 676. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.2 Partida 677. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.3 Criação de um Novo Programa de Peças 678. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.4 Assistência no processo 680. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.5 Assistência código G 682. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3.6 Assistência código M 685. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 USINAGEM DE CICLO FIXO 687. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.1 Operação 688. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2 Dados para Cada Ciclo Fixo 690. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.1 Bloco do tipo de usinagem de perfuração com torno mecânico 690. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.2 Bloco do tipo de usinagem de remoção de material por torneamento 691. . . . . . . . . . .. . . . . . . . . 1.4.2.3 Bloco do tipo de usinagem de acabamento por torneamento 691. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.4 Bloco de figura de remoção de material por torneamento e acabamento 692. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.5 Bloco do tipo de usinagem de desbaste de ranhura no torneamento 693. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.6 Bloco do tipo de usinagem de acabamento de ranhuras no torneamento 693. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.7 Bloco de figura de ranhurar no torneamento 694. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.8 Bloco do tipo de usinagem de abertura de rosca 695. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4.2.9 Bloco de figura de abertura de rosca 696. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5 PROGRAMAÇÃO DE PERFIS 697. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1 Operações da Programação de Perfis 698. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1.1 Chamada da Tela de Programação de Perfis 698. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1.2 Seleção do Método de Edição do Programa de Perfis 699. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1.3 Entrada no Programa de Perfis 700. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1.4 Verificação das Figuras de Perfis 704. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.1.5 Conversão para Programa NC 705. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.2 Detalhes dos Dados da Figura de Perfil 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.2.1 Arco 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.2.2 Canto R 707. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.2.3 Chanfragem 708. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.2.4 Selecione Ponto de Cruzamento da Figura 708. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3 Detalhes do Cálculo de contorno 709. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.1 Linha 709. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.2 Arco 712. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.3 Linha tangencial a dois arcos 716. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.4 Arco em Contato com Linhas e Arcos em Cruzamento 717. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.5 Arco em Contato com Linhas e Arcos Não em Cruzamento 718. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.3.6 Arco em Contato com 2 arcos Não em Cruzamento 719. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.4 Detalhes do Cálculo Auxiliar 720. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.4.1 Aspectos gerais 720. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.4.2 Ponto inicial 721. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.4.3 Linha 726. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.4.4 Arco 728. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.5 Outros 730. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.5.1 Cálculo de dados de entrada 730. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.5.2 Prestar atenção às notas no programa de perfis 731. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5.5.3 Prestar atenção às notas no executor de macros 731. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.6 PARÂMETRO 732. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.7 ALARMES 739. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B--64114PO/01 Índice i-11 V. MANUTENÇÃO 1. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA 743. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1 BATERIA PARA BACKUP DA MEMÓRIA (3 VDC) 744. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INDEPENDENTES (6 VDC) 748. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INTEGRADOS NO MOTOR (6 VDC) 749. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ANEXOS A. LISTA DOS CÓDIGOS DA FITA 753. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B. LISTA DE FUNÇÕES E FORMATO DE FITA 756. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . C. FAIXAS DO VALOR DE COMANDO 761. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . D. NOMOGRAMAS 764. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . D.1 COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO 765. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . D.2 CÁLCULO SIMPLES DO COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO 767. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . D.3 CAMINHO DA FERRAMENTA NOS CANTOS 769. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . D.4 ERRO DE DIREÇÃO DO RAIO NO CORTE CIRCULAR 772. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E. ESTADO DURANTE A ENERGIZAÇÃO, A ANULAÇÃO E O RESET 773. . . . . . . . . F. TABELA DE CORRESPONDÊNCIA CARACTERE--CÓDIGO 775. . . . . . . . . . . . . . . . G. LISTA DE ALARMES 776. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I. ASPECTOS GERAIS ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 3 1 ASPECTOS GERAIS Este manual engloba os seguintes capítulos: I. ASPECTOS GERAIS Descreve a organização dos capítulos, mencionando os modelos aplicáveis, os manuais com eles relacionados, bem como notas para a leitura deste manual. II. PROGRAMAÇÃO Descreve todas as funções: o formato utilizado para a programação de funções na linguagem NC, caraterísticas e restrições. III. OPERAÇÃO Descreve a operaçãomanual e automática da máquina, procedimentos para a entrada e saída de dados, bem como para a edição deprogramas. IV. MANUAL GUIDE 0i Descreve o MANUAL GUIDE 0i. V. MANUTENÇÃO Descreve os procedimentos para a substituição de baterias. ANEXO Apresenta uma lista de códigos de fitas perfuradas, de faixas de dados válidas e de códigos de erro. Algumas das funções descritas neste manual poderão não ser aplicáveis a certos produtos. Para obter informações mais detalhadas, consultar omanual DESCRIÇÕES (B--64112EN). Os parâmetros não são descritos detalhadamente neste manual. Para informações mais detalhadas sobre os parâmetros mencionados no presente manual, consultar o manual de parametrização (B--64120EN). O presente manual descreve todas as funções opcionais. As opções integradas em seu sistema podem ser consultadas no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Osmodelos abrangidos por este manual e as respectivas abreviaturas são: Nome do produto Abreviaturas FANUC Série 0i--TC 0i--TC Série 0i Acerca deste manual ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 4 Este manual utiliza os seguintes símbolos: Indica uma combinação de eixos, tal como X__ Y__ Z (usada na PROGRAMAÇÃO). Indica o fim de um bloco. Corresponde, de fato, ao código ISO LF ou ao código EIA CR. A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com a série 0i--C e 0iMate--C. Este manual é indicado por um asterisco (*). Nome do manual Número de especificação DESCRIPTIONS B--64112EN CONNECTION MANUAL (HARDWARE) B--64113EN CONNECTION MANUAL (FUNCTION) B--64113EN--1 MANUAL DE OPERAÇÃO da série 0i--TC B--64114PO * Series 0i--MC OPERATOR’S MANUAL B--64124EN Series 0i Mate--TC OPERATOR’S MANUAL B--64134EN Series 0i Mate--MC OPERATOR’S MANUAL B--64144EN MAINTENANCE MANUAL B--64115EN PARAMETER MANUAL B--64120EN MANUAL DE PROGRAMAÇÃO Macro Compiler/Macro Executor PROGRAMMING MANUAL B--61803E--1 FANUC MACRO COMPILER (For Personal Computer) PROGRAMMING MANUAL B--66102E PMC PMC Ladder Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E PMC C Language PROGRAMMING MANUAL B--61863E--1 Rede Profibus--DP Board OPERATOR’S MANUAL B--62924EN Ethernet Board/DATA SERVER Board OPERATOR’S MANUAL B--63354EN FAST Ethernet Board/FAST DATA SERVER OPERATOR’S MANUAL B--63644EN DeviceNet Board OPERATOR’S MANUAL B--63404EN CNC ABERTO FANUC OPEN CNC OPERATOR’S MANUAL (Basic Operation Package (For Windows 95/NT)) B--62994EN FANUC OPEN CNC OPERATOR’S MANUAL (Operation Management Package) B--63214EN Símbolos especiais D PI _ D ; Manuais afins da série 0i--C/0i Mate--C ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 5 A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com os motores servo da série αis/αi/βis. Nome do manual Número de es- pecificação FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi series DESCRIPTIONS B--65262EN FANUC AC SERVO MOTOR βis series DESCRIPTIONS B--65302EN FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi/βis series PARAMETER MANUAL B--65270EN FANUC AC SPINDLE MOTOR αi series DESCRIPTIONS B--65272EN FANUC AC SPINDLE MOTOR βi series DESCRIPTIONS B--65312EN FANUC AC SPINDLE MOTOR αi/βi series PARAMETER MANUAL B--65280EN FANUC SERVO AMPLIFIER αi series DESCRIPTIONS B--65282EN FANUC SERVO AMPLIFIER βi series DESCRIPTIONS B--65322EN FANUC AC SERVO MOTOR αis/αi series FANUC AC SPINDLE MOTOR αi series FANUC SERVO AMPLIFIER αi series MAINTENANCE MANUAL B--65285EN FANUC AC SERVO MOTOR βi series FANUC AC SPINDLE MOTOR βi series FANUC SERVO AMPLIFIER βi series MAINTENANCE MANUAL B--65325EN Manuais afins de motores servo da série αis/αi/βis ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 6 Para usinar uma peça com uma máquina--ferramenta CNC, preparar primeiro o programa e operar, em seguida, a máquina por meio do programa. 1) Primeiro, o programa para operar a máquina--ferramenta CNC é preparado a partir do desenho da peça a trabalhar. A forma de preparar o programa é descrita no capítulo II, PROGRAMAÇÃO. 2) Em seguida, o programa terá de ser lido para o sistema CNC. Depois, montar as peças e ferramentas na máquina e operar as ferramentas de acordo com o programa. Por fim, executar a usinagem propriamente dita. A forma de operar o sistema CNC é descrita no capítulo III, OPERAÇÃO. Desenho da peça Progra- mação da peça CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO CAPÍTULO III, OPERAÇÃO CNC CNC Antes de proceder à programação propriamente dita, fazer o plano de usinagem para trabalhar a peça. Plano de usinagem 1. Determinação da faixa de usinagem de peças 2. Método de montagem das peças na máquina--ferramenta 3. Seqüência de usinagem em cada fase de corte 4. Ferramentas de corte e condições de corte Decida o método de corte em cada fase de corte. F d 1 2 3 Fase de corte Processo de corte Corte da superfície final Corte do diâmetro ex- terno Ranhurar 1. Método de corte : Grosseiro Semi Acabamento 2. Ferramentas de corte 3. Condições de corte : Velocidade de avanço Profundidade de corte 4. Caminho da ferramenta 1.1 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA-- FERRAMENTA CNC ASPECTOS GERAISB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 7 Peça Corte do diâmetro externo Corte da superfície finalRanhurar Preparar, para cada fase de corte, o programa do caminho da ferramenta e das condições de corte, de acordo com o contorno da peça. ASPECTOS GERAIS1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 8 CUIDADO 1 O funcionamento de uma máquina--ferramenta com controle CNC depende não só do próprio sistema CNC, mas da combinação da máquina--ferramenta com seu armário de distribuição magnético, o sistema servo, o CNC, o painel de operação, etc. Seria demasiado complexo descrever aqui o funcionamento, a programação e a operação referentes a todas as combinações possíveis. Este manual descreve--as, em geral, do ponto de vista do sistema CNC. Assim, para obter informações mais detalhadas sobre uma determinada máquina--ferramenta CNC, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta, o qual deveria ter prioridade em relação a este manual. 2 Os tópicos de leitura situam--se na margem esquerda para facilitar ao leitor um acesso rápido às informações necessárias. Para localizar a informação necessária, o leitor poderá economizar tempo procurando--a através destes tópicos. 3 O presente manual descreve o maior número possível de variações para a aplicação do equipamento. É impossível, porém, descrever todas as funções, opções e comandos que não deveriam ser combinados. Em caso de dúvida, é preferível não efetuar combinações de operações que não se encontrem aqui descritas. CUIDADO Os programas de usinagem, parâmetros, variáveis, etc., encontram--se armazenadosnamemória interna não volátil da unidadeCNC.Normalmente, o conteúdo destamemória não se perde ao ligar ou desligar a tensão da máquina. Contudo, poderá ser necessário apagar dados importantes, armazenados na memória não volátil, devido auma operação incorreta ouno decurso de umaeliminação de erros. A fim de possibilitar uma rápida recuperação de dados nestes casos, é recomendável fazer previamente uma cópia de segurança destes dados. 1.2 NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL 1.3 NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS II. PROGRAMAÇÃO PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 11 1 ASPECTOS GERAIS PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 12 A ferramenta movimenta--se ao longo de linhas retas e de arcos correspondentes aos contornos da peça (ver II--4). Programa G01 Z...; Ferramenta Z X Peça Fig. 1.1 (a) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta paralela ao eixo Z Programa G01 X ... Z... ;Ferramenta Z X Peça Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha cônica Programa G02X ... Z ... R ... ; ou G03X ... Z ... R ... ; Z X Ferramenta Peça Fig. 1.1 (c) Movimento da ferramenta ao longo de um arco 1.1 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CON-- TORNOS DA PEÇA -- INTERPOLAÇÃO Explicações D Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta D Movimento da ferramenta ao longo de um arco PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 13 O termo ’interpolação’ refere--se à operação, através da qual a ferramenta se move ao longo de uma linha reta ou de um arco, pela forma acima descrita. Os símbolos dos comandos programados G01, G02, ... chamam--se função preparatória e especificam o tipo de interpolação executada na unidade de controle. (a) Movimento ao longo de uma linha reta G01 Z__; X----Z--------; (b) Movimento ao longo de um arco G03X----Z----; Unidade de controle Eixo X Eixo Y Movimentoda ferra- menta Interpolação a) Movimento ao longo de uma linha reta b) Movimento ao longo de um arco Fig. 1.1 (d) Função de interpolação NOTA Algumas máquinas movimentam as peças (fuso) em vez das ferramentas, mas neste manual parte--se do princípio de que as ferramentas são movimentadas em direção às peças. As roscas podem ser cortadasmovendo--se a ferramenta em sincronização com a rotação do fuso. Especifique, em um programa, a função de abertura de rosca através de G32. Programa G32Z----F----; Z F X Ferramenta Peça Fig. 1.1 (e) Abertura de rosca reta D Abertura de rosca PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 14 Programa G32X----Z----F----; Z F X Ferramenta Peça Fig. 1.1 (f) Abertura de rosca cônica Omovimento da ferramenta a uma velocidade definida para cortar a peça, é designado como avanço. Ferramenta Peça Placa de fixação Fig. 1.2 Função de avanço As velocidades de avanço podem ser especificadas por meio de valores numéricos correspondentes. Por exemplo, o seguinte comando pode ser usado para fazer a ferramenta avançar 2 mm, enquanto a peça dá uma volta: F2.0 À função de especificar a velocidade de avanço, dá--se o nome de função de avanço (ver II--5). 1.2 AVANÇO -- FUNÇÃO DE AVANÇO PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 15 A máquina--ferramenta CNC possui uma posição fixa. Normalmente, a substituição da ferramenta e a programação do ponto zero absoluto, posteriormente descritas, são executadas nesta posição. Esta posição é designada como ponto de referência. Ponto de referência Unidade porta--ferramenta Placa de fixação Fig. 1.3.1 Ponto de referência A ferramenta pode ser deslocada para o ponto de referência de duas formas: 1. Retorno manual ao ponto de referência (ver III--3.1) O retorno ao ponto de referência é executadomanualmente, pormeio de um botão. 2. Retorno automático ao ponto de referência (ver II--6) Geralmente, se executa, primeiro, o retorno manual ao ponto de referência, logo após a energização. Quando se pretende deslocar a ferramenta para o ponto de referência, a fim de proceder a uma substituição posterior da ferramenta, utiliza--se a função de retorno automático ao ponto de referência. 1.3 DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA 1.3.1 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina) Explicações PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 16 CNC X Z X Z X Z Desenho da peça Programa Sistema de coordenadas Comando Peça Máquina--ferramenta Fig. 1.3.2 (a) Sistema de coordenadas Os dois sistemas de coordenadas seguintes são especificados em locais diferentes: (Ver II--7) 1. Sistema de coordenadas do desenho da peça O sistema de coordenadas é escrito no desenho da peça. Comodados do programa, são utilizados os valores de coordenadas deste sistema. 2. Sistema de coordenadas especificado pelo CNC O sistema de coordenadas é preparado na máquina--ferramenta que está sendo usada. Para tal, é programada a distância entre a posição atual da ferramenta e o ponto zero do sistema de coordenadas a ser definido. 230 300 Ponto zero do programa X Distância até o ponto zero do sis- tema de coordenadas a ser definido Posição atual da ferramenta Z Fig. 1.3.2 (b) Sistema de coordenadas especificado pelo CNC 1.3.2 Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC Explicações D Sistema de coordenadas PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 17 A ferramenta movimenta--se dentro do sistema de coordenadas especificado pelo CNC, de acordo com o programa de comando elaborado com base no sistema de coordenadas do desenho da peça, e corta a peça com o contorno especificado no desenho. Portanto, para que o contorno da peça definido no desenho possa ser corretamente cortado, os dois sistemas de coordenadas têm de ser definidos na mesma posição. Para definir dois sistemas de coordenadas na mesma posição, usa--se, normalmente, o seguinte método: 1. Se o ponto zero da coordenada for definido na parte frontal da placa de fixação X Z 40 150 40 60 Peça Fig. 1.3.2 (c) Coordenadas e dimensões do desenho da peça X Z Peça Fig. 1.3.2 (d) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificadopelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça) D Métodos para definir os dois sistemas de coordenadas na mesma posição PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 18 2. Se o ponto zero da coordenada for definido na face final da peça. X Z60 30 30 80 100 Peça Fig. 1.3.2 (e) Coordenadas e dimensões do desenho da peça X ZPeça Fig. 1.3.2 (f) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 19 Os métodos de comando para o deslocamento da ferramenta podem ser indicados através de uma especificação absoluta ou incremental (ver II--8.1). A ferramenta desloca--se para um ponto situado à “distância programada em relação ao ponto zero do sistema de coordenadas”, isto é, para a posição correspondente aos valores das coordenadas. Ferramenta Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B Coordenadas do ponto B G90X30.0Z70.0; φ30 A B Z X 70 110 Peça Fig. 1.3.3 (a) Comando absoluto 1.3.3 Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta -- Comandos Absolutos/ Incrementais Explicações D Comando absoluto PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 20 Especificação da distância entre a posição anterior da ferramenta e a próxima posição da ferramenta. Distância e direção para o movimento ao longo de cada eixo Ferramenta Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B φ30 A B X 40 φ60 U--30.0W--40.0 Z Fig. 1.3.3 (b) Comando incremental As dimensões do eixo X podem ser definidas pormeio do diâmetro ou do raio. A programação do diâmetro e a programação do raio são aplicadas independentemente em cada máquina. 1. Programação do diâmetro Para a programação do diâmetro, use o valor do diâmetro indicado no desenho, para especificar o valor do eixo X. Valores das coordenadas dos pontos A e B A (30.0, 80.0), B (40.0, 60.0) Z X 60 80 φ30 A B φ40 Peça Fig. 1.3.3 (c) Programação do diâmetro D Comando incremental D Programação do diâmetro / Programação do raio PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 21 2. Programação do raio Para a programação do raio, use a distância em relação ao centro da peça, isto é, o valor do raio, para especificar o valor do eixo X. Valores das coordenadas dos pontos A e B A (15.0, 80.0), B (20.0, 60.0) Z X 60 80 A B 20 15 Peça Fig. 1.3.3 (d) Programação do raio A velocidade da ferramenta em relação à peça que está sendo cortada, chama--se velocidade de corte. Nas máquinas com controle CNC, a velocidade de corte pode ser especificada através da velocidade do fuso, em rpm. Ferramenta V: Velocidade de corte φD N rpmPeça v m/min Fig. 1.4 Velocidade de corte <Quando se pretende usinar uma peça de 200 mm de diâmetro, a uma velocidade de corte de 300 m/min. > Avelocidadedo fuso é de, aproximadamente, 478 rpm eobtém--se a partir de N=1000v/πD. Sendo assim, é necessário o seguinte comando: S478 ; Os comandos relacionados com a velocidade do fuso são designados como função da velocidade do fuso (ver II--9). A velocidade de corte v (m/min) também pode ser especificada diretamente por meio do valor da velocidade. Mesmo que o diâmetro da peça se altere, o CNC adapta a velocidade do fuso de forma que a velocidade de corte permaneça constante. A esta função dá--se o nome de função de controle da velocidade de corte constante (ver II--9.3). 1.4 VELOCIDADE DE CORTE -- FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO Exemplos PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 22 Para perfurar, abrir roscas, mandrilar, fresar ou executar outras operações afins, é necessário selecionar uma ferramenta adequada. A seleção da respectiva ferramenta efetua--se atribuindo um número a cada ferramenta e indicando no programa o número desejado. Número daferramenta 01 06 02 05 0403 Unidade porta--ferramenta Fig. 1.5 Ferramentas usadas nas diversas fases de usinagem <Quando o nº 01 é atribuído a uma ferramenta de desbastar> Quando a ferramenta é armazenada na posição 01 da unidade porta--ferramenta, amesma poderá ser selecionada especificandoT0101. A este processo dá--se o nome de função da ferramenta (ver II--10). Quando se inicia o processo de usinagem, é necessário girar o fuso e introduzir líquido refrigerante. Para tal, há que controlar as operações de ativação/desativação domotor do fuso e daválvula do líquido refrigerante (ver II--11). Peça Abrir/fechar placa de fixação Líquido refriger- ante ON/OFF Rotação do fuso em sentido horário Fig. 1.6 Comando para operações de máquina A função destinada às operações de ativação/desativação de diversos componentes da máquina, chama--se função miscelânea. Geralmente, esta função é especificada por meio de um código M. Por exemplo, se for especificado o código M03, o fuso roda no sentido dos ponteiros do relógio, à velocidade previamente definida. 1.5 SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM -- FUNÇÃO DA FERRAMENTA Exemplos 1.6 COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA -- FUNÇÃO MISCELÂNEA PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 23 A um grupo de comandos introduzidos no CNC para a operação da máquina dá--se o nome de programa. O deslocamento da ferramenta ao longo deuma linha reta ou deumarco, ou a ativação/desativação domotor do fuso, são executados por meio dos comandos especificados. Os comandos são introduzidos no programa na seqüência dos movimentos efetivos da ferramenta. Bloco ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Programa Seqüência de movimentos da ferramenta Bloco Bloco Bloco Bloco Fig. 1.7 (a) Configuração do programa A um grupo de comandos introduzidos para cada um dos passos da seqüência dá--se o nome de bloco. O programa consiste, portanto, em um grupo de blocos para uma série de ciclos de usinagem. Ao número atribuído a cada bloco chama--se número da seqüência e ao número atribuído a cada programa chama--se número do programa (ver II--12). 1.7 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 24 O bloco e o programa possuem a seguinte configuração: N fffff G ff Xff.f Zfff.f Mff Sff Tff ; 1 bloco Número da seqüência Função pre- paratória Palavra de dimensão Função mis- celânea Função do fuso Funçã o da ferra- menta Fim do bloco Fig. 1.7 (b) Configuração do bloco Cada bloco começa com um número de seqüência que o identifica e termina com um código de fim de bloco. Este manual indica o código de fim de bloco por ; (LF no código ISO e CR no código EIA). O conteúdo da palavra de dimensão depende da função preparatória. Nestemanual, a seção dapalavra de dimensão poderá ser representada por IP_. ; Offff; ⋅ ⋅ ⋅ M30 ; Número do programa Bloco Bloco Bloco Fim do programa ⋅ ⋅ ⋅ Fig. 1.7 (c) Configuração do programa Normalmente, o número do programaé especificado após o código de fim de bloco (;), no início do programa, e o código de fim do programa (M02 ou M30) é especificado no final do programa. Explicações D Bloco D Programa PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 25 Quando surge o mesmo padrão de usinagem em várias partes de um programa, é criado um programa para esse padrão, ao qual se dá o nome de subprograma. Por outro lado, ao programa inicial dá--se o nome de programa principal. Os comandos do subprograma são executados sempre que surge um comando de execução do subprograma, durante a execução do programa principal. Depois de terminada a execução do subprograma, a seqüência regressa ao programa principal. Programa principal M98P1001 ⋅ ⋅ M98P1002 M98P1001 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Subprograma #1 Subprograma #2 O1001 M99 Programa para o furo #1 Programa para o furo #2 O1002 M99 D Programa principal e subprograma PROGRAMAÇÃO1. ASPECTOS GERAIS B--64114PO/01 26 Normalmente, são necessárias várias ferramentas para a usinagem deuma peça. Uma vez que essas ferramentas possuem comprimentos diferentes, seria muito trabalhoso alterar o programa de acordo com cada uma delas. Por isso, deve medir--se previamente o comprimento de cada uma das ferramentas necessárias. Estabelecendo--se a diferença entre o comprimento da ferramenta padrão e o comprimento de cada ferramenta no CNC (exibição de dados e definição : ver III--11), a usinagem pode ser realizada sem alterar o programa, mesmo quando a ferramenta é trocada. A esta função dá--se o nome de compensação do comprimento da ferramenta. Ferra- menta padrão Peça Ferra- menta para corte grosseiro Ferra- menta de acaba- mento Ferra- menta para ran- hurar Ferra- menta para aber- tura de Fig. 1.8 Correção da ferramenta 1.8 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO Explicações D Usinagem com o fim da ferramenta de corte -- Função de compensação do comprimento da ferramenta PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 1. ASPECTOS GERAIS 27 As extremidades de cada eixo da máquina estão equipadas com chaves de fim de curso a fim de se evitar que as ferramentas se desloquem para lá das extremidades. A faixa dentro da qual se movimentam as ferramentas tem o nome de curso. Além dos limitadores de curso, é possível usar também os dados em memória para definir uma área para a qual as ferramentas não possam ser deslocadas. Motor Chave fim de curso Mesa Ponto zero da máquina Distâncias a especificar As ferramentas não podem entrar nesta área. Esta área é definida por meio de uma memorização de dados ou de um programa. Além dos cursos definidos com as chaves fim de curso, o operador também pode definir uma área em que as ferramentas não podem entrar, servindo--se de um programa ou de uma memorização de dados. A esta função dá--se o nome de controle de curso. (Ver III--6.3) 1.9 FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA -- CURSO PROGRAMAÇÃO2. EIXOS CONTROLÁVEIS B--64114PO/01 28 2 EIXOS CONTROLÁVEIS PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 2. EIXOS CONTROLÁVEIS 29 Item 0i--TC Número de eixos básicos controlados 2 eixos Ampliação de eixos controláveis (total) 4 eixos, no máx. (incluídos no Cs) Número de eixos básicos simultaneamente controláveis 2 eixos Ampliação dos eixos simultaneamente controláveis (total) 4 eixos, no máx. NOTA O número de eixos simultaneamente controláveis para a operação manual (avanço em modo jog, avanço incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos (1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 possui o valor 0 e 3 quando possui o valor 1). Os nomes dos dois eixos básicos são sempre X e Z. Os nomes de eixos adicionais podem ser opcionalmente selecionados abaixo usando o parâmetro n.º 1020, D Sistema A de códigos G: Y, A, B e C D Sistema de códigos G B/C: Y, U, V, W, A, B e C Cada nome do eixo é determinado de acordo com o parâmetro n.º 1020, Se o parâmetro especificar 0 ou qualquer outra coisa além das nove letras, o nome do eixo assume um valor por omissão igual a um número entre 1 e 4. Quando é usado um nome de eixo por omissão (1 a 4), o sistema não consegue operar no modo MEM ou MDI. Se o parâmetro especificar um nome de eixo várias vezes, só fica operacional o primeiro eixo ao qual esse nome é atribuído. NOTA 1 Quando se usa o sistema A de códigos G, as letras U, V e W não podem ser usadas como nomes de eixos (havendo, portanto, um número máximo de seis eixos controláveis), porque estas letras são usadas como comandos incrementais para X, Y e Z. Para poder usar as letras U, V e W como nomes de eixos, é necessário usar o sistema B ou C de códigos G. Da mesma forma, a letra H é usada como comando incremental para C, não sendo, portanto, permitido aplicar os comandos incrementais, se a letra A ou B for usada como nome de um eixo. 2 Em G76 (abertura de rosca múltipla), o endereço A de um bloco especifica o ângulo da ponta da ferramenta e não um comando para o eixo A. Usando--seCouA comonome deumeixo, essas letrasnão poderão ser usadascomo comandodo ângulo de uma linha reta para a chanfragem ou a programação direta da dimensão do desenho. Portanto, deveria usadar--se“,C” e “,A” de acordo com o bit 4 (CCR) do parâmetro nº 3405. 2.1 EIXOS CONTROLÁVEIS 2.2 NOMES DOS EIXOS Limitações D Nome de eixo por omissão D Atribuição dupla de um nome de eixo PROGRAMAÇÃO2. EIXOS CONTROLÁVEIS B--64114PO/01 30 O sistema incremental é constituído pelo menor incremento de entrada (para a entrada) e pelo menor incremento de comando (para a saída). O menor incremento de entrada é o incremento mais pequeno para a programação da distância percorrida. O menor incremento de comando é o incremento mais pequeno para o deslocamento da ferramenta na máquina. Ambos os incrementos são representados em mm, polegadas ou graus. No sistema incremental faz--se a distinção entre IS--B e IS--C (tabelas 2.3(a) e 2.3(b)). Defina o bit 1 (ISC) do parâmetro n.º 1004 para selecionar qual o sistema incremental deve ser usado. A definição do bit 1 (ISC) do parâmetro n.º 1004 é aplicada a todos os eixos. Por exemplo, quando é selecionado IS--C, o sistema incremental para todos os eixos é IS--C. Tabela 2.3 (a): Sistema incremental IS--B Menor incremento de entrada Menor incremento de com- ando Máquina com sis Entrada em mm 0.001 mm (diâmetro) 0.0005 mm com sis- tema em mm 0.001 mm (raio) 0.001 mm tema métrico 0.001 graus 0.001 graus entrada em 0.0001 pol. (diâmetro) 0.0005 mm em polega- 0.0001 pol. (raio) 0.001 mm polega- das 0.001 graus 0.001 graus Máquina com sis Entrada em mm 0.001 mm (diâmetro) 0.00005 pol. com sis- tema em mm 0.001 mm (raio) 0.0001 pol. tema inglês 0.001 graus 0.001 graus entrada em 0.0001 pol. (diâmetro) 0.00005 pol. em polega- 0.0001 pol. (raio) 0.0001 pol. polega- das 0.001 graus 0.001 graus Tabela 2.3 (b): Sistema incremental IS--C Menor incremento de entrada Menor incremento de com- ando Máquina com sis Entrada em mm 0.0001 mm (diâmetro) 0.00005 mm com sis- tema em mm 0.0001 mm (raio) 0.0001 mm tema métrico 0.0001 graus 0.0001 graus entrada em 0.00001 pol. (diâmetro) 0.00005 mm em polega- 0.00001 pol. (raio) 0.0001 mm polega- das 0.0001 graus 0.0001 graus Máquina com sis Entrada em mm 0.0001 mm (diâmetro) 0.000005 pol. com sis- tema em mm 0.0001 mm (raio) 0.00001 poleg. tema inglês 0.0001 graus 0.0001 graus entrada em 0.00001 pol. (diâmetro) 0.000005 pol. em polega- 0.00001 pol. (raio) 0.00001 poleg. polega- das 0.0001 graus 0.0001 graus 2.3 SISTEMA INCREMENTAL PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 2. EIXOS CONTROLÁVEIS 31 Se o menor incremento de comando é medido em milímetros ou em polegadas, depende da máquina. O incremento deve ser selecionado previamente, de acordo com a especificação do parâmetro INM (nº 1001#0). É possível usar um código G (G20 ou G21) ou especificar um parâmetro para comutar entre a entrada em milímetros e a entrada em polegadas do menor incremento de comando. Um eixo do sistema métrico não pode ser usado juntamente com um do sistema inglês ou vice--versa. Alémdisso, certas características, tais como a interpolação circular e a compensação do raio da ponta da ferramenta, não podem ser usadas para ambos os eixos em unidades diferentes. Para obter informações sobre a unidade a ser selecionada, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina. O curso máximo controlado por esse CNC é mostrado na tabela abaixo: Curso máximo = Menor incremento de comando99999999 Tabela 2.4: Cursos máximos Sistema incremental Cursos máximos IS B Máquina com sistema métrico 99999.999 mm 99999.999 graus IS--B Máquina com sistema inglês 9999.9999 polegadas 99999.999 graus IS C Máquina com sistema métrico 9999.9999 mm 9999.9999 graus IS--C Máquina com sistema inglês 999.99999 polegadas 9999.9999 graus NOTA 1 As unidades da tabela representam um valor do diâmetro para a programação do diâmetro e um valor do raio para a programação do raio. 2 Não é possível especificar um comando que exceda o curso máximo. 3 O curso efetivo depende da máquina--ferramenta. 2.4 CURSO MÁXIMO PROGRAMAÇÃO 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) B--64114PO/01 32 3 FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) O número que se segue ao endereço G especifica o significado do comando para o respectivo bloco. Os códigos G podem subdividir--se em dois tipos. Tipo Significado Código G de ação simples O código G só é eficaz no bloco em que foi especifi- cado. Código G modal O código G é eficaz até que seja especificado outro código G do mesmo grupo. (Exemplo) G01 e G00 são códigos G modais. G01X_; Z_ ; X_ ; G00Z_; G01 é eficaz dentro desta faixa Existem três sistemas de códigos G: A,B e C (tabela 3). Selecione um sistema de códigos G usando os bits 6 (GSB) e 7 (GSC) do parâmetro 3401. De um modo geral, este manual descreve o uso do sistema A de códigos G, excepto quando o item descrito só pode usar o sistema B ou C de códigos G. Em esses casos, se descreve o uso do sistema B ou C de códigos G. PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) 33 1. Se o CNC entrar no estado de anulação (ver bit 6 (CLR) do parâmetro 3402) quando a máquina é ligada ou for reinicializado, os códigos G modais alteram--se da seguinte forma: (1)Os códigos G assinalados com na Tabela 3, são ativados. (2)Se o sistema for anulado devido à energização ou a um reset, G20 ou G21 -- conforme o especificado -- permanece eficaz. (3)Através do bit 7 do parâmetro nº 3402, pode especificar--se se deverá ser selecionado G22 ou G23, após a energização. A reposição doCNCno estado de anulação não afeta a seleção deG22 ou G23. (4)Através do bit 0 (G01) do parâmetro 3402, determina--se se é ativado o código G00 ou G01. (5)Quando se usa o sistema B ou C de códigos G, é possível determinar através do bit 3 (G91) do parâmetro 3402se seráativado o código G90 ou G91. 2. Os códigos G do grupo 00, excepto G10 e G11, são códigos G de ação simples. 3. Se for especificado um códigoG não incluído na lista de códigos G ou sem opção correspondente, é ativado um alarme P/S (nº 010). 4. É possível especificar no mesmo bloco vários códigos G, desde que pertençam a grupos diferentes. Se forem especificados no mesmo bloco vários códigos G pertencentes ao mesmo grupo, só é válido o último código G especificado. 5. Se um códigoG do grupo 01 for especificado em um ciclo fixo, o ciclo fixo será cancelado, tal como acontece quando se especifica um comando G80, Os códigos G do grupo 01 não são afetados pelos códigos G especificados para um ciclo fixo. 6. Quando se usa o sistema A de códigos G, a programação absoluta ou incremental não é especificada comumcódigoG(G90/G91),mascom uma palavra de endereço (X/U, Z/W, C/H, Y/V) (ver II--8.1). Quando se usa o sistemaA de códigos G para um ciclo de perfuração, no ponto de retorno só está disponível o nível inicial. 7. Os códigos G são apresentados de acordo com o número do grupo. Explicações PROGRAMAÇÃO 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) B--64114PO/01 34 Tabela 3: Lista de códigos G (1/3) Código G Grupo Função A B C Grupo Função G00 G00 G00 Posicionamento (deslocamento rápido) G01 G01 G01 01 Interpolação linear (avanço de corte) G02 G02 G02 01 Interpolação circular em SH ou interpolação helicoidal em SH G03 G03 G03 Interpolação circular em SAH ou interpolação helicoidal em SAH G04 G04 G04 Pausa G07.1 (G107) G07.1 (G107) G07.1 (G107) 00 Interpolação cilíndrica G08 G08 G08 00 Controle avançado por antecipação G10 G10 G10 Entrada de dados programável G11 G11 G11 Cancelamento da entrada de dados programáveis G12.1 (G112) G12.1 (G112) G12.1 (G112) 21 Modo de interpolação de coordenadas polares G13.1 (G113) G13.1 (G113) G13.1 (G113) Modo de cancelamento da interpolação de coordenadas polares G17 G17 G17 Seleção de plano XpYp G18 G18 G18 16 Seleção de plano ZpXp G19 G19 G19 Seleção de plano YpZp G20 G20 G70 06 Entrada em polegadas G21 G21 G71 06 Entrada em mm G22 G22 G22 09 Função de controle do curso armazenado ON G23 G23 G23 09 Função de controle do curso armazenado OFF G25 G25 G25 08 Supervisão da oscilação da velocidade do fuso OFF G26 G26 G26 08 Supervisão da oscilação da velocidade do fuso ONG27 G27 G27 Controle do retorno ao ponto de referência G28 G28 G28 00 Retorno ao ponto de referência G30 G30 G30 00 Retorno ao 2º, 3º e 4º ponto de referência G31 G31 G31 Função de salto G32 G33 G33 01 Abertura de rosca G34 G34 G34 01 Abertura de rosca com passo variável G36 G36 G36 00 Compensação automática da ferramenta -- X G37 G37 G37 00 Compensação automática da ferramenta -- Z G40 G40 G40 Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta G41 G41 G41 07 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à esquerda G42 G42 G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta, à direita G50 G92 G92 00 Definição do sistema de coordenadas ou especificação da veloci- dade máx. do fuso G50,3 G92.1 G92.1 00 Predefinição do sistema de coordenadas da peça G50,2 (G250) G50,2 (G250) G50,2 (G250) 20 Cancelamento da rotação poligonal G51.2 (G251) G51.2 (G251) G51.2 (G251) 20 Rotação poligonal PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) 35 Tabela 3: Lista de códigos G (2/3) Código G Grupo Função A B C Grupo Função G52 G52 G52 00 Especificação do sistema de coordenadas locais G53 G53 G53 00 Definição do sistema de coordenadas da máquina G54 G54 G54 Seleção do sistema de coordenadas 1 da peça G55 G55 G55 Seleção do sistema de coordenadas 2 da peça G56 G56 G56 14 Seleção do sistema de coordenadas 3 da peça G57 G57 G57 14 Seleção do sistema de coordenadas 4 da peça G58 G58 G58 Seleção do sistema de coordenadas 5 da peça G59 G59 G59 Seleção do sistema de coordenadas 6 da peça G65 G65 G65 00 Chamada de macro G66 G66 G66 12 Chamada modal de macros G67 G67 G67 12 Cancelamento da chamada modal de macros G68 G68 G68 04 Espelhamento para cabeçotes duplos de torno--revólver ON G69 G69 G69 04 Espelhamento para cabeçotes duplos de torno--revólver OFF G70 G70 G72 Ciclo de acabamento G71 G71 G73 00 Remoção de material por rotação G72 G72 G74 00 Remoção de material por faceamento G73 G73 G75 Repetição de padrões G74 G74 G76 Perfuração profunda da superfície final G75 G75 G77 Perfuração do diâmetro exterior/interior G76 G76 G78 Ciclo para rosca múltipla G71 G71 G72 Ciclo de retificação transversal (para a retificadora) G72 G72 G73 01 Ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante (para a retificadora) G73 G73 G74 Ciclo de retificação por oscilação (para a retificadora) G74 G74 G75 Ciclo direto de retificação por oscilação e dimensão constante (para a retificadora) G80 G80 G80 Ciclo fixo para cancelar perfuração G83 G83 G83 Ciclo para perfuração de superfície plana G84 G84 G84 10 Ciclo para rosqueamento de superfície plana G86 G86 G86 10 Ciclo para mandrilagem de superfície plana G87 G87 G87 Ciclo para perfuração lateral G88 G88 G88 Ciclo de rosqueamento rígido lateral G89 G89 G89 Ciclo para mandrilagem lateral G90 G77 G20 Ciclo de corte do diâmetro exterior/interior G92 G78 G21 01 Ciclo de abertura de rosca G94 G79 G24 Ciclo de rotação da superfície final G96 G96 G96 02 Controle da velocidade de corte constante G97 G97 G97 02 Cancelamento do controle da velocidade de corte constante PROGRAMAÇÃO 3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G) B--64114PO/01 36 Tabela 3: Lista de códigos G (3/3) Código G Grupo Função A B C Grupo Função G98 G94 G94 05 Avanço por minuto G99 G95 G95 05 Avanço por rotação − G90 G90 03 Programação absoluta − G91 G91 03 Programação incremental − G98 G98 11 Retorno ao nível inicial − G99 G99 11 Retorno ao nível do ponto R PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 37 4 FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 38 O comando G00 movimenta uma ferramenta a uma velocidade de deslocamento rápido para a posição do sistema de coordenadas da peça, especificada por meio de um comando absoluto ou incremental. No comando absoluto, é programado o valor das coordenadas do ponto final. No comando incremental, é programada a distância a ser percorrida pela ferramenta. IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas da posição final; para um comando incremental, a distância a ser percorrida pela ferramenta. G00IP_; Cada um dos seguintes caminhos da ferramenta pode ser selecionado de acordo com o bit 1 (LRP) do parâmetro nº 1401. D Posicionamento por interpolação não linear A ferramenta é posicionada individualmente, à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo. O caminho da ferramenta é normalmente retilíneo. D Posicionamento por interpolação linear O caminho da ferramenta é igual ao da interpolação linear (G01). A ferramenta é posicionada no mais curto período de tempo possível, a uma velocidade correspondente à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo. O caminho da ferramenta não é, contudo, o mesmo da interpolação linear (G01). Posição final Posicionamento por interpolação não linear Posição inicial Posicionamento por interpolação linear A velocidade de deslocamento rápido programada através do comando G00 édefinida individualmente para cada eixo no parâmetro nº 1420, pelo fabricante da máquina--ferramenta. No modo de posicionamento ativado pelo comando G00, a ferramenta é acelerada para uma velocidade predefinida, no início de um bloco, e é desacelerada no fim do bloco. O bloco seguinte é executado, depois de confirmada a posição correta. “Posição correta” significa que o motor de avanço se encontra dentro da faixa especificada. Esta faixa é determinada pelo fabricante da máquina--ferramenta através da especificação do parâmetro nº 1826. 4.1 POSICIONAMENTO (G00) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 39 < Programação do raio > G00X40.0Z56.0 ; (comando absoluto) ou G00U--60.0W--30,5;(comando incremental) Z 56.0 30,5 30.0 φ40.0 X A velocidade de deslocamento rápido não pode ser especificada no endereço F. Mesmo que o posicionamento por interpolação linear se encontre especificado, o posicionamento por interpolação não linear é executado nos casos seguidamente indicados. Por isso, preste atenção para que a ferramenta não colida com a peça. D G28 especifica um posicionamento entre a posição de referência e a posição intermediária. D G53 Exemplos Restrições PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 40 As ferramentas podem ser deslocadas ao longo de uma linha. F_: Velocidade de avanço da ferramenta (velocidade de avanço) IP_: Para um comando absoluto, as coordenadas do ponto final; para um comando incremental, a distância a ser percorrida pela ferramenta. G01 IP_F_; As ferramentas deslocam--se ao longo de uma linha para a posição especificada, à velocidade de avanço definida em F. A velocidade de avanço definida em F é eficaz até que seja especificado um novo valor. Não é necessário especificá--la individualmente para cada bloco. A velocidade de avanço programada por meio do código F é medida ao longo do caminho da ferramenta. Se o código F não for programado, parte--se do princípio que a velocidade de avanço é igual a zero. No modo de avanço por minuto com controle simultâneo de 2 eixos, a velocidade de avanço para omovimento ao longo de cada eixo é calculada da seguinte forma: Ff ;G01ααββ Fα= α L × f F�= � L × f Velocidade de avanço da direção α do eixo : L= α2+ �2 Velocidade de avanço da direção β do eixo : < Programação do diâmetro > G01X40.0Z20,1F20 ; (comando absoluto) ou G01U20.0W--25.9F20 ; (comando incremental) 20,1 46.0 X φ40.0 Z φ20.0Ponto final Ponto inicial 4.2 INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01) Formato Explicações Exemplos D Interpolação linear PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 41 O comando abaixomovimenta a ferramenta ao longo de um arco circular. G17 G03 Arco no plano XpYp Arco no plano ZpXp G18 Arco no plano YpZp Xp_Yp_ G02 G03 G02 G03 G02 G19 Xp_Zp_ Yp_ Zp_ I_ J_ R_ F_ I_K_ R_ F_ J_ K_ F_ R_ Tabela 4.3: Descrição do formato do comando Comando Descrição G17 Especificação de um arco no plano XpYp G18 Especificação de um arco no plano ZpXp G19 Especificação de um arco no plano YpZp G02 Interpolaçãocircular no sentido horário (SH) G03 Interpolação circular no sentido anti--horário (SAH) Xp_ Valores de comando do eixo X ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) Yp_ Valores de comando do eixo Y ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) Zp_ Valores de comando do eixo Z ou de seu eixo paralelo (especificado através do parâmetro nº 1022) I_ Distância do eixo Xp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio J_ Distância do eixo Yp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio k_ Distância do eixo Zp entre o ponto inicial e o centro de um arco com sinal, valor do raio R_ Raio do arco sem sinal (sempre com o valor do raio) F_ Velocidade de avanço ao longo do arco 4.3 INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03) Formato PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 42 NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C. O“sentido horário”(G02) e o “sentido anti--horário”(G03) no planoXpYp (plano ZpXp ou YpZp) são definidos quando o plano XpYp é visto da direção positiva para a negativa do eixo Zp (eixo Yp ou eixo Xp, respectivamente), no sistema de coordenadas cartesianas. Ver figura abaixo. Yp G02 G03 G17 G18 G19 G02 G03 G02 G03 Yp Xp Zp ZpXp O ponto final de um arco é especificado por meio do endereço Xp, Yp ou Zp, e é expresso como valor absoluto ou incremental, de acordo comG90 ou G91. Para o valor incremental, é especificada a distância entre o ponto inicial do arco e o ponto final. O centro do arco é especificado pelos endereços I, J e K para os eixos Xp, Yp e Zp, respectivamente. O valor numérico que se segue a I, J ou K é, contudo, uma componente vetorial, na qual o centro do arco é visto em relação ao ponto inicial, sendo sempre especificado como valor incremental, independentemente de G90 e G91, como se mostra abaixo. I, J e K têm de ser dotados de um sinal de acordo com a direção. Ponto final (x,y) Centro Ponto inicial Ponto final (z,x) Ponto final (y,z) Ponto inicial Ponto inicial Centro Centro i x y x Z k Z y j j i k I0, J0 e K0 podem ser omitidos. Se a diferença entre o raio do ponto inicial e o do ponto final exceder o valor do parâmetro (nº 3410), é ativado um alarme P/S (nº 020). Se Xp, Yp e Zp forem omitidos (o ponto final é igual ao ponto inicial) e o centro for especificado com I, J e K, será especificado um arco de 360° (círculo). Explicações D Direção da interpolação circular D Distância percorrida em um arco D Distância do ponto inicial ao centro do arco D Programação de um círculo inteiro PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 43 A distância entre um arco e o centro do círculo que contém esse arco pode ser especificada, utilizando--se o raio R do círculo, em vez de I, J e K. Neste caso, se considera que um arco é inferior a 180° e que o outro é superior a 180°. Não é possível especificar um arco com um ângulo de setor igual ou superior a 180°. Se Xp, Yp e Zp forem omitidos, colocando--se o ponto final na mesma posição do ponto inicial e selecionando--se R, programa--se um arco de 0° G02R ; (a ferramenta de corte não se desloca.) r = 50mm Ponto final Ponto inicial r = 50mm X Z Para o arco (1) (menor do que 180°) G02 W60.0 U10.0 R50.0 F300.0 ; Para o arco (2) (maior do que 180°) Um arco com um ângulo de setor de 180°ou maior não pode ser especificado dentro de um bloco único. (2) (1) Na interpolação circular, a velocidade de avanço é igual à velocidade especificada por meio do código F e a velocidade de avanço ao longo do arco (a velocidade de avanço tangencial do arco) é controlada de forma a corresponder à velocidade de avanço especificada. A diferença entre a velocidade de avanço nominal e a velocidade de avanço real da ferramenta é de ±2% ou inferior. Porém, esta velocidade de avanço é medida ao longo do arco, depois de aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta. Se os endereços I, J, K e R forem especificados simultaneamente, o arco definido pormeio do endereçoR temprioridade e osoutros são ignorados. Se um eixo for programado fora do plano especificado, é emitido um alarme. Por exemplo, se o plano ZX for especificado no código G do tipo B ou C, a especificação do eixo X ou do eixo U (paralelo ao eixo X) ativa o alarme P/S nº 028. Se a diferença do raio entre os pontos inicial e final do arco exceder o valor especificado no parâmetro nº 3410, é ativado o alarme P/S nº 020, Se o ponto final não ficar situado no arco, a ferramenta desloca--se em linha reta ao longo de um dos eixos, depois de ter alcançado o ponto final. D Raio do arco D Velocidade de avanço Restrições D Especificação simultânea de R, I, J e K D Especificação de um eixo fora do plano especificado D Diferença do raio entre o os pontos inicial e final PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 44 Se um arco com um ângulo central de aproximadamente 180 graus for especificado com R, o cálculo das coordenadas centrais poderá produzir um erro. Nesse caso, especifique o centro do arco com I, J e K. X Z K X K Z Z R G02X_Z_I_K_F_; G03X_Z_I_K_F_; G02X_Z_R_F_; Eixo X Ponto final Eixo X Eixo X Ponto final Centro do arco Centro do arco Ponto inicial Ponto inicial (Programação do diâmetro) (Programação do diâmetro) (Programação do diâmetro) (Programação absoluta) (Programação absoluta) (Programação absoluta) Eixo Z Eixo Z Eixo Z X Ponto final Ponto inicial (Programação do diâmetro) G02X50.0Z30.0I25.0F0,3; G02U20.0W--020.0I25.0F0,3ou G02X50.0Z30.0R25.0F0,3 ou G02U20.0W--20.0R25.F0,3; Z φ50.0 X 10.0 15.0 30.0 50.0 R25.0 D Especificação de um semicírculo com R Exemplos D Comando para a interpolação circular X, Z PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 45 A interpolação helicoidal para um movimento executado em espiral é ativada através da especificação de, no máximo, mais dois eixos que se movimentam em sincronia com a interpolação circular, por meio de comandos circulares. G03 Em sincronia com o arco do plano XpYp Em sincronia com o arco do plano ZpXp G18 Em sincronia com o arco do plano YpZp Xp_Yp_ G02 G03 G02 G03 G02G19 Xp_Zp_ Yp_ Zp_ I_ J_ R_ I_ K_ R_ J_ K_ R_ G17 α_(β_)F_; α, β: Qualquer eixo em que não se encontre aplicada a inter polação circular. Podem ser especificados, no máximo, mais dois eixos. α_(β_)F_; α_(β_)F_; Este método de comando permite acrescentar simplesmente ou posteriormente um eixo do comando de movimento não pertencente aos eixos de interpolação circular. A velocidade de avanço ao longo de um arco circular é especificada por meio de um comando F. Sendo assim, a velocidade de avanço do eixo linear é a seguinte: F× Comprimento do eixo linear Comprimento do arco circular Determine a velocidade de avanço de forma que a velocidade de avanço do eixo linear não exceda nenhum dos valores limite. Para tal, poderá utilizar o bit 0 (HFC) do parâmetro nº 1404. Z Caminho da ferramenta A velocidade de avanço ao longo da circunferência de dois eixos interpo- lados circularmente corresponde à velocidade de avanço especificada. YX D Acompensação do raio da ponta da ferramenta só é aplicada a um arco circular. D A correção da ferramenta e a compensação do comprimento da ferramenta não podem ser usadas nos blocos em que se encontre programada uma interpolação helicoidal. 4.4 INTERPOLAÇÃO HELICOIDAL (G02, G03) Formato Explicações Limitações PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 46 A interpolação de coordenadas polares é uma função que executa o controle de contornos pormeio da conversão deumcomando programado no sistema de coordenadas cartesianas, no movimento de um eixo linear (movimento de uma ferramenta) e no movimento de um eixo de rotação (rotação de uma peça). Este método é apropriado para o corte de superfícies frontais e para a retificação de árvores de cames num torno mecânico. G12.1 ; Inicia o modo de interpolação de coordenadas po- lares (ativa a interpolaçãode coordenadas polares) Cancela o modo de interpolação de coordenadas polares (para que a interpolação de coordenadas polares não seja executada) G13.1 ; Especifique uma interpolação linear ou circular, servindo--se das coordenadas de um sistema de coordenadas cartesianas composto de um eixo linear e de um eixo de rotação (eixo virtual). Pode usar--se G112 e G113 em vez de G12.1 e G13.1, respectivamente. G12.1 inicia o modo de interpolação de coordenadas polares e seleciona um plano para a execução da interpolação de coordenadas polares (fig. 4.5). A interpolação de coordenadas polares é executada neste plano. Eixo de rotação (eixo virtual) (unidade:mm ou polegadas) Eixo linear (unidade: mm ou polegadas) Fig 4.5 Plano de interpolação de coordenadas polares. Ponto de origem do sistema de coordenadas da peça Quando se liga a máquina ou se reinicializa o sistema, a interpolação de coordenadas polares é cancelada (G13.1). Os eixos linear e de rotação, para a interpolação de coordenadas polares, têm de ser previamente definidos por meio dos parâmetros (nº 5460 e 5461). CUIDADO O plano utilizado antes de se especificar G12.1 (plano selecionado por meio de G17, G18 ou G19) é cancelado e só volta a ser retomado quando G13.1 (cancelamento da interpolação de coordenadas polares) for especificado. Quando é feito o reset do sistema, a interpolação de coordenadas polares é cancelada e passa a ser utilizado o plano especificado por meio de G17, G18 ou G19. 4.5 INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1) Formato D Especifique G12.1 e G13.1 em blocos separados. Explicações D Plano de interpolação de coordenadas polares PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 47 No modo de interpolação de coordenadas polares, os comandos do programa são especificados com coordenadas cartesianas no plano de interpolação de coordenadas polares. O endereço do eixo de rotação é usado como endereço para o segundo eixo (eixo virtual) do plano. Se deverá ser especificado um diâmetro ou um raio para o primeiro eixo do plano, depende exclusivamente do eixo de rotação. O eixo virtual encontra--se na coordenada 0, imediatamente após a especificação de G12.1. A interpolação polar é iniciada, assumindo um ângulo de 0 para a posição da ferramenta se G12.1 se encontrar especificado. Servindo--se de F, especifique a velocidade de avanço como uma velocidade (velocidade relativa entre a peça e a ferramenta) tangencial em relação ao plano de interpolação de coordenadas polares (sistema de coordenadas cartesianas). G01 Interpolação linear. . . . . . . . . . . . G02, G03 Interpolação circular. . . . . . . . . G04 Pausa. . . . . . . . . . . . . . G40, G41, G42 Compensação do raio da ponta da ferramenta. . . . (A interpolação de coordenadas polares é aplicada ao caminho da ferramenta após a compensação da ferramenta de corte.) G65, G66, G67 Comando de macro de usuário. . . . G98, G99 Avanço por minuto, avanço por rotação. . . . . . . . . Os endereços para a especificação do raio de um arco para a interpolação circular (G02 ou G03) no plano de interpolação de coordenadas polares, dependem do primeiro eixo do plano (eixo linear). D I e J no plano Xp--Yp, se o eixo linear for o eixoX ou um eixo paralelo ao eixo X. D J eK no planoYp--Zp, se o eixo linear for o eixoY ou um eixo paralelo ao eixo Y. D Ke I no plano Zp--Xp, se o eixo linear for o eixo Z ou um eixo paralelo ao eixo Z. O raio de um arco também pode ser especificado com um comando R. NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C. A ferramenta movimenta--se normalmente ao longo desses eixos, independentemente da interpolação de coordenadas polares. São apresentadas as coordenadas atuais. A restante distância a percorrer em um bloco é, porém, apresentada com base nas coordenadas do plano de interpolação de coordenadas polares (coordenadas cartesianas). D Distância percorrida e velocidade de avanço para a interpolação de coordenadas polares A unidade para as coordenadas do eixo hipotético é igual à unidade do eixo linear (mm/polegadas) A unidade para a velocidade de avanço é mm/min ou polegadas/min D Códigos G que podem ser especificados no modo de interpolação de coordenadas polares D Interpolação circular no plano de coordenadas polares D Movimento ao longo de eixos que não estão no plano de interpolação de coordenadas polares D Indicação da posição atual no modo de interpolação de coordenadas polares PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 48 Antes da especificação de G12.1, é necessário definir um sistema de coordenadas da peça, no qual o sistema de coordenadas tenha origem no centro do eixo de rotação. Nomodo G12.1, o sistema de coordenadas não pode ser alterado (G92, G52, G53, reposição das coordenadas relativas, G54 através de G59, etc.). Omodo de interpolação de coordenadas polares não pode ser ativado nem desativado (G12.1 ou G13.1) no modo de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41 ouG42). G12.1 ou G13.1 têm de ser especificados no modo de cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta (G40). O programa não pode ser reinicializado nos blocos que se encontrem no modo G12.1. A interpolação de coordenadas polares converte o movimento da ferramenta, definido para uma figura programada em um sistema de coordenadas cartesianas, nomovimento que a ferramenta deverá executar no eixo de rotação (eixo C) e no eixo linear (eixo X). À medida que a ferramenta se aproxima do centro da peça, a componente da velocidade de avanço do eixo C aumenta, podendo exceder a velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo C (no parâmetro (nº 1422)). Nesse caso, é ativado um alarme (ver figura abaixo). Para evitar que a componente do eixo C exceda a velocidade máxima de avanço de corte definida para esse eixo, reduza a velocidade de avanço especificada através do endereço F ou crie um programa que impeça que a ferramenta (centro da ferramenta, quando se encontra aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta) se aproxime do centro da peça. AVISO Considere as linhas L1, L2 e L3. ∆X é a distância percorrida pela ferramenta por unidade de tempo, a uma velocidade de avanço definida com o endereço F no sistema de coordenadas cartesianas. À medida que a ferramenta se desloca de L1 para L2 e para L3, o ângulo em que a ferramenta se desloca por unidade de tempo -- correspondente a ∆X no sistema de coordenadas cartesianas -- aumenta de θ1 paraθ 2 para θ3. Por outras palavras, a componente da velocidade de avanço do eixo C aumenta à medida que a ferramenta se aproxima do centro da peça. A componente C da velocidade de avanço poderá exceder a velocidade máxima de avanço de corte definida para o eixo C, dado que o movimento da ferramenta no sistema de coordenadas cartesianas foi convertido no movimento da ferramenta para o eixo C e o eixo X. L :Distância (em mm) entre o centro da ferramenta e o centro da peça, quando o centro da ferramenta se encontra tão próximo quanto possível do centro da peça R :Velocidade máxima de avanço de corte (graus/min) do eixo C Assim, a velocidade a ser especificada com o endereço F, na interpolação de coordenadas polares, pode ser calculada por meio da fórmula abaixo. Especifique a velocidade permitida com base na fórmula. A fórmula fornece um valor teórico; na prática poderá ser necessário utilizar um valor ligeiramente inferior ao valor teórico, devido a um eventual erro de cálculo. L 1 L 2 L 3 θ3 θ2 θ1 X∆ F < L × R × 18 0 π (mm/min) Aprogramação do raio é aplicada ao eixo de rotação (eixo C), mesmo que a programação do diâmetro seja utilizada no eixo linear (eixo X). Restrições D Sistema de coordenadas para a interpolação de coordenadas polares D Comando de compensação do raio da ponta da ferramenta D Reinício do programa D Velocidade de avanço de corte para o eixo de rotação D Programação do diâmetro e do raio PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 49 Exemplo de um programa para a interpolaçãode coordenadas polares, baseado no eixo X (eixo linear) e no eixo C (eixo de rotação) C’ (eixo hipotético) Eixo C Caminho da ferramenta após a compensação do raio da ponta da ferramenta Caminho programado N204 N205 N206 N203 N202 N201 N208 N207 Eixo X Eixo Z N200 Ferra-- menta O0001; N010 T0101 N0100 G00 X120.0 C0 Z _ ; Posicionamento na posição inicial N0200 G12.1 ; Início da interpolação de coordenadas polares N0201 G42 G01 X40.0 F _ ; N0202 C10.0 ; N0203 G03 X20.0 C20.0 R10.0 ; N0204 G01 X--40.0 ; Programa geométrico N0205 C--10.0 ; (programa baseado nas coordenadas N0206 G03 X--20.0 C--20.0 I10.0 J0 ; plano X--C’) N0207 G01 X40.0 ; N0208 C0 ; N0209 G40 X120.0 ; N0210 G13.1; Cancelamento da interpolação de coordenadas plares N0300 Z __ ; N0400 X __C __ ; N0900M30 ; Eixo X com programação do diâmetro, eixo C com programação do raio. Exemplos PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 50 A distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de um eixo linear ao longo da superfície externa, de maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após ter sido executada a interpolação, essa distância é reconvertida na distância percorrida no eixo de rotação. A função de interpolação cilíndrica permite desenvolver o lado de um cilindro na programação, facilitando, assim, a criação de programas destinados, por exemplo, à usinagem cilíndrica de cames. G07.1 IP r ; Inicia o modo de interpolação cilíndrica (ativa a interpolação cilíndrica). G07.1 IP 0 ; O modo de interpolação cilíndrica é cancelado. : : : IP : Endereço para o eixo de rotação r : Raio do cilindro Especifique G07.1 IP r ; e G07.1 IP 0; em blocos separados. É possível utilizar G107 em vez de G07.1. Utilize o parâmetro nº 1002 para especificar se o eixo de rotação é o eixo X, Y ou Z, ou um eixo paralelo a um desses eixos. Especifique o código G para selecionar um plano para o qual o eixo de rotação corresponda ao eixo linear definido. Por exemplo, se o eixo de rotação for umeixo paralelo ao eixoX, G17 terá de especificar um plano Xp--Yp que é um plano definido pelo eixo de rotação e pelo eixo Y ou por um eixo paralelo ao eixo Y. Só é possível definir um eixo de rotação para a interpolação cilíndrica. NOTA Os eixos U, V e W (paralelos ao eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C. A velocidade de avanço especificada no modo de interpolação cilíndrica corresponde à velocidade válida na superfície cilíndrica desenvolvida. 4.6 INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1) Formato Explicações D Seleção de plano (G17, G18, G19) D Velocidade de avanço PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 51 No modo de interpolação cilíndrica, a interpolação circular pode ser executada com o eixo de rotação e com um outro eixo linear. O raio R é utilizado nos comandos da mesma forma descrita na seção 4.4. O raio não é expresso em graus mas em milímetros (para a entrada em mm) ou em polegadas (para a entrada em polegadas). < Exemplo: Interpolação circular entre o eixo Z e o eixo C > Para o eixo C do parâmetro nº 1022, deve especificar--se 5 (eixo paralelo ao eixo X). Neste caso, o comando para a interpolação circular é: G18 Z__C__; G02 (G03) Z__C__R__; Para o eixo C do parâmetro nº 1022 também pode introduzir--se 6 (eixo paralelo ao eixo Y). Neste caso, porém, o comando para a interpolação circular é: G19 C__Z__; G02 (G03) Z__C__R__; Para executar a compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de interpolação cilíndrica, cancele qualquer compensação do raio da ponta da ferramenta que se encontre em curso, antes de iniciar o modo de interpolação cilíndrica. Em seguida, inicie e cancele a compensação do raio da ponta da ferramenta dentro do modo de interpolação cilíndrica. No modo de interpolação cilíndrica, a distância percorrida em um eixo de rotação, programada por meio de um ângulo, é convertida internamente, uma só vez, em uma distância de um eixo linear na superfície externa, de maneira a que a interpolação linear ou circular possa ser executada com outro eixo. Após a interpolação, essa distância é reconvertida em um ângulo. Para a conversão, a distância percorrida é arredondada para o menor incremento de entrada. Conseqüentemente, se um cilindro possuir um raio pequeno, a distância real percorrida pode divergir da distância especificada. Este erro não é, contudo, acumulativo. Se no modo de interpolação cilíndrica for executada uma operação manual com ”absoluto manual” ativado, poderá ocorrer um erro pela razão acima descrita. Valor es- pecificado Distância real percorrida 2×2πR MOVIMENTO/ROT × MOVIMENTO/ROT MOVIMENTO ROT : Distância percorrida por cada rotação do eixo de rotação (valor especificado no parâmetro nº 1260) R : : Arredondado para o menor incremento de entrada Raio da peça = × 2×2πR No modo de interpolação cilíndrica, o raio do arco não pode ser especificado com o endereço de palavra I, J ou K. Se o modo de interpolação cilíndrica for iniciado quando já se encontra aplicada a compensação do raio da ponta da ferramenta, a interpolação circular não é executada corretamente nomodode interpolação cilíndrica. D Interpolação circular (G02, G03) D Compensação do raio da ponta da ferramenta D Precisão da interpolação cilíndrica Restrições D Especificação do raio do arco no modo de interpolação cilíndrica D Interpolação circular e compensação do raio da ponta da ferramenta PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 52 Nomodo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar operações de posicionamento (incluindo as operações que produzem os ciclos de deslocamento rápido, tais como G28, G80 através de G89). Antes de se poder especificar o posicionamento, é necessário cancelar o modo de interpolação cilíndrica. A interpolação cilíndrica (G07.1) não pode ser executada no modo de posicionamento (G00). No modo de interpolação cilíndrica, não é possível especificar um sistema de coordenadas G50 da peça. No modo de interpolação cilíndrica, não é possível fazer o reset do modo de interpolação cilíndrica. É necessário cancelar primeiro o modo de interpolação cilíndrica, antes de se proceder ao seu reset. Os ciclos fixos de perfuração, G81 a G89, não podem ser especificados durante o modo de interpolação cilíndrica. O espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver (G68 e G69) não pode ser especificado durante o modo de interpolação cilíndrica. D Posicionamento D Definição de um sistema de coordenadas D Especificação do modo de interpolação cilíndrica D Ciclo fixo para perfurar durante o modo de interpolação cilíndrica D Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 53 Exemplo de um Programa de Interpolação Cilíndrica O0001 (INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA ); N01 G00 Z100.0 C0 ; N02 G01 G18 W0 H0 ; N03 G07.1 H57299 ; N04 G01 G42 Z120.0 D01 F250 ; N05 C30.0 ; N06 G03 Z90.0 C60.0 R30.0 ; N07 G01 Z70.0 ; N08 G02 Z60.0 C70.0 R10.0 ; N09 G01 C150.0 ; N10 G02 Z70.0 C190.0 R75.0 ; N11 G01 Z110.0 C230.0 ; N12 G03 Z120.0 C270.0 R75.0 ; N13 G01 C360.0 ; N14 G40 Z100.0 ; N15 G07.1 C0 ; N16 M30 ; C RZ C 2301901500 mm Z Graus 110 90 70 120 30 60 70 270 N0 5 N06 N07 N08 N09 N10 N11 N12 N13 360 60 Exemplos PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 54 Utilizando--se o comando G32, é possível cortar roscas cônicas e em espiral, bem como roscas de passo reto. A velocidade do fuso é lida pelo codificador de posição do fuso em tempo real e convertida na velocidade de avanço de corte (no modo de avanço por minuto), à qual a ferramenta será, então, movimentada. Fig. 4.7 (a) Rosca reta L Fig. 4.7 (b) Rosca cônica Fig. 4.7 (c) Rosca em espiral L L X Eixo X Z α Ponto inicial L 0 G32IP_F_; IP_: Ponto final F_: Passo do eixo longo (sempre em programação do raio) Fig. 4.7 (d) Exemplo da abertura de rosca Ponto final Eixo Z δ2 δ1 Em geral,a abertura da rosca é repetida ao longo do mesmo caminho da ferramenta, desde o corte grosseiro até o corte de acabamento de um parafuso. Umavez que a abertura de rosca é iniciada quando o codificador de posição instalado no fuso transmite um sinal para 1 volta, o processo de abertura de rosca é iniciado em um ponto fixo e o caminho da ferramenta na peça não é alterado durante as repetidas aberturas de rosca. Ter em atenção que a velocidade do fuso tem de permanecer constante desde o corte grosseiro até o corte de acabamento. Não sendo assim, o passo da rosca é incorreto. 4.7 ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 55 X LX α LZ Z passo α≦45° é LZ passo α≧45° é LX Rosca cônica Fig. 4.7 (e) LZ e LX de uma rosca cônica Geralmente, o atraso do sistema servo, etc., provoca passos de rosca ligeiramente incorretos nos pontos inicial e final de umaabertura de rosca. Para compensar esta situação, o comprimento da abertura de rosca deveria ser especificado com um valor um pouco maior do que o necessário. A Tabela 4.7 apresenta as faixas permitidas para a especificação do passo de rosca. Tabela 4.7: Faixas de dimensões permitidas para os passos de rosca Menor incremento de comando Entrada em de 0.0001 a 500.0000 mm mm Entrada em de 0.000001 a 9.999999 polegadas polegadas p g PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 56 Eixo Z Eixo X 30 mm 70 Na programação, são usados os valores seguintes : Passo de rosca :4mm δ1=3mm δ2=1.5mm Profundidade de corte :1mm (corte duplo) (Entrada em milímetros, programação do diâmetro) G00 U--62.0 ; G32 W--74.5 F4.0 ; G00 U62.0 ; W74.5 ; U--64.0 ; (No segundo corte, cortar mais 1 mm) G32 W--74.5 ; G00 U64.0 ; W74.5 ; 1. Abertura de rosca reta Eixo Z Eixo X δ2 δ1 40 Na programação, são usados os valores seguintes : Passo de rosca : 3.5mm na direção do eixo Z δ1=2mm δ2=1mm Profundidade de corte na direção do eixo X é 1mm (corte duplo) (Entrada em milímetros, programação do diâmetro) G00 X 12.0 Z72.0 ; G32 X 41.0 Z29.0 F3.5 ; G00 X 50.0 ; Z 72.0 ; X 10.0 ; (No segundo corte, cortar mais 1 mm) G32 X 39.0 Z29.0 ; G00 X 50.0 ; Z 72.0 ;30 0 φ50 φ43 φ14 2. Abertura de rosca cônica δ2 δ1 Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 57 AVISO 1 A correção da velocidade de avanço encontra--se ativa (fixada a 100%) durante a abertura de rosca. 2 Émuito perigoso parar o avanço da ferramenta de abertura de rosca sem parar primeiro o fuso, pois isso iria aumentar subitamente a profundidade do corte. Portanto, a função de bloqueio de avanço não é eficaz durante a abertura de rosca. Se o botão de bloqueio de avanço for pressionado durante a abertura de rosca, a ferramenta pára após a execução de um bloco em que não se encontre especificada a abertura de rosca, tal como se tivesse sido premido obotão BLOCO ÚNICO. A lâmpada de bloqueio de avanço (lâmpada SPL) acende, porém, se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO for acionado no painel de comando da máquina. Assim que a ferramenta pára, a lâmpada se apaga (estado de parada de bloco único). 3 Se o botão de BLOQUEIO DE AVANÇO continuar premido ou for novamente premido no primeiro bloco que não inclui a abertura de rosca, imediatamente após o bloco de abertura de rosca, a ferramenta pára no bloco que não inclui a abertura de rosca. 4 Se a abertura de rosca for executada no estado de bloco único, a ferramenta pára após a execução do primeiro bloco que não inclua a abertura de rosca. 5 Quando o modo é alterado de operação automática para operação manual durante a abertura de rosca, a ferramenta pára no primeiro bloco não especificando a abertura de rosca como quando o botão de bloqueio de avanço é carregado conforme mencionado na nota 3. No entanto, quando o modo é alterado de um modo de operação automática para outro, a ferramenta pára depois da execução do bloco não especificando a abertura de rosca como para o modo de bloco único da nota 4. 6 Se o bloco anterior for umbloco de abertura de rosca, o corte será imediatamente iniciado, sem esperar pela deteção do sinal de 1 rotação,mesmo que o bloco atual seja umbloco de abertura de rosca. G32Z _ F_ ; Z _; (O sinal de 1 rotação não é detetado antes deste bloco.) G32 ; (Considerado como um bloco de abertura de rosca.) Z_ F_ ;(O sinal de 1 rotação também não é detetado.) 7 Se o controle da velocidade de corte constante estiver ativo durante a abertura de rosca em espiral ou de rosca cônica, e a velocidade do fuso for alterada, o passo de rosca poderá não ser cortado corretamente. Por isso, não use o controle da velocidade de corte constante durante a abertura de rosca. Use, em vez disso, G97. 8 Oblocode deslocamento precedente aobloco deabertura de rosca nãopode incluir comandos de chanfragem nem de canto R. 9 Um bloco de abertura de rosca não pode incluir comandos de chanfragem nem de canto R. 10A função de override da velocidade do fuso está desativada durante a abertura de rosca. A velocidade do fuso está fixada para 100%. 11 A função de retração do ciclo de abertura de rosca não é eficaz para G32. PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 58 A especificação de um aumento ou diminuição do passo de rosca por cada rotação da hélice, permite a execução da abertura de rosca com passo variável. Fig. 4.8 Hélice de passo variável G34 IP_F_K_; IP : Ponto final F : Passo de rosca no sentido do eixo longitudinal, no ponto inicial K : Incremento e decremento do passo por rotação do fuso Todos os endereços, exceto K, são iguais aos da abertura de rosca reta/cônica com G32. A Tabela 4.8 apresenta a faixa de valores que podem ser especificados como K. Tabela 4.8: Faixa de valores permitidos para K Entrada em mm De0.0001 a500.0000 mm/rot. Entrada em polega- das De0.000001 a 9.999999 pol/rot. O alarme P/S (nº 14) é acionado, por exemplo, quando K tem um valor que excede o que é apresentado na Tabela 4.8, o valor máximo do passo é ultrapassado como resultado do aumento ou diminuição por K ou o passo possui um valor negativo. AVISO A “Retração do Ciclo de Abertura de Rosca” não é eficaz para G34. Passo de rosca no ponto inicial: 8,0 mm Aumento do passo de rosca: 0,3 mm/rotação G34 Z--72.0 F8.0 K0,3 ; 4.8 ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34) Formato Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 59 Na função de rosqueamento contínuo, os pulsos fracionários emitidos para a transição entre blocos de movimento, sobrepõem--se com o próximo movimento para o processamento e saída de pulsos (sobreposição de blocos). Assim, as seções de usinagem descontínuas, devido à interrupção do movimento durante os blocos de usinagem contínua, são eliminadas, permitindo umcomando contínuo do bloco que contém as instruções para a abertura de rosca. Dado que o sistema é controlado de forma a impedir, tanto quanto possível, que o sincronismo com o fuso seja perturbado durante a transição entre blocos, se torna possível executar operações especiais de abertura de rosca, nas quais o passo de roscae ocontorno sealteram ameio caminho. G32 G32 G32 Fig. 4.9 Abertura de rosca contínua Mesmo que seja repetida a mesma seção para a abertura de rosca, enquanto a profundidade de corte é alterada, este sistema permite uma usinagem correta sem prejudicar a rosca. NOTA 1 A sobreposição de blocos tambémé eficaz para o comando G01, produzindo uma superfície com um acabamento excelente. 2 A sobreposição de blocos não é eficaz em blocos extremamente pequenos. 4.9 ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA Explicações PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 60 Através do endereço Q é possível especificar um ângulo entre o sinal de 1 rotação do fuso e o início da abertura de rosca, e deslocar o ângulo de início da abertura de rosca. Torna--se, assim, possível produzir facilmente hélices de rosca múltipla. Hélices de rosca múltipla. IP_: Ponto final F_: Passo na direção longitudinal Q_ : Ângulo inicial da abertura de rosca (Roscade passo constante) G32 IP_ F_ Q_ ; G32 IP_ Q_ ; G32: Abertura de rosca de passo constante G34: Abertura de rosca de passo variável G76: Ciclo de abertura de rosca múltipla G92: Ciclo de abertura de rosca Oângulo inicial não éumvalor de ação contínua (modal), tendo, portanto, de ser especificado sempre que é usado. Se não for especificado nenhum valor, o programa assume o valor 0, O incremento do ângulo inicial (Q) é de 0.001 graus. Ter em atenção, que não é possível especificar um ponto decimal. Exemplo: Para um ângulo de deslocamento de 180 graus, especifique Q180000, Não é possível especificar Q180.000, visto que este valor contém um ponto decimal. O ângulo inicial (Q) pode ser especificado entre 0 e 360000 (em unidades de 0.001 graus). Se for especificado um valor superior a 360000 (360 graus), o mesmo será arredondado para 360000 (360 graus). Use sempre o formato de fita FS15 para o comando de abertura de rosca múltipla G76. 4.10 ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA Formato Explicações D Comandos permitidos para a abertura de rosca Limitações D Ângulo inicial D Incremento do ângulo inicial D Faixa permitida para o ângulo inicial D Abertura de rosca múltipla (G76) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 61 Programa para hélices de rosca dupla (com ângulos iniciais de 0 e 180 graus) G00 X40.0 ; G32 W--38.0 F4.0 Q0 ; G00 X72.0 ; W38.0 ; X40.0 ; G32 W--38.0 F4.0 Q180000 ; G00 X72.0 ; W38.0 ; Exemplos PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 62 A interpolação linear pode ser programada através da especificação deum movimento axial a seguir ao comando G31, tal como G01. Se for introduzido um sinal de salto externo durante a execução deste comando, a execução do comando é interrompida e o bloco seguinte executado. A função de salto é usadaquando o fimda usinagemnão está programado, mas é especificado por meio de um sinal da máquina, por exemplo, durante a retificação. Esta função também pode ser usada para medir as dimensões de uma peça. Paramais informações sobre a utilização desta função, consulte omanual publicado pelo fabricante da máquina--ferramenta. G31 IP_ ; G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi especificado) Quando o sinal de salto está ativo, os valores das coordenadas podem ser utilizados em uma macro de usuário, dado que se encontram memorizados nas variáveis #5061 a #5068 do sistema de macros de usuário, da seguinte forma: #5061 Valor da coordenada do eixo X #5062 Valor da coordenada do eixo Z #5063 Valor da coordenada do 3º eixo #5064 Valor da coordenada do 4º eixo AVISO Para aumentar a precisão da posição da ferramenta quando é introduzido o sinal de salto, o override da velocidade de avanço, o funcionamento em vazio e a aceleração/desaceleração automática são desativados para a função de salto se a velocidade de avanço for especificada como um valor de avanço por minuto. Para ativar estas funções, defina o bit 7 (SKF) do parâmetro n.º 6200 para 1. Se a velocidade de avanço for especificada como um valor de avanço por rotação, override da velocidade de avanço, funcionamento em vazio e aceleração/desaceleração automática são ativadas para a função de salto, independentemente da definição do bit SKF. NOTA 1 Se o comando G31 for emitido enquanto a compensação do raio da ponta da ferramenta estiver ativa, é ativado o alarme P/S nº 035. Cancele a compensaçãoda ferramenta comocomandoG40, antes de especificar o comando G31. 2 No salto rápido, se G31 for executado no modo de avanço por rotação, é ativado um alarme P/S (nº 211). 4.11 FUNÇÃO DE SALTO (G31) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 63 G31 W100.0 F100; U50.0; U50.0 50.0 100.0 O sinal de salto é introduzido aqui Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto W100 X Z Fig. 4.11 (a) O bloco seguinte é um comando incremental G31 Z200.00 F100; X100.0; X100.0 X200.0 O sinal de salto é introduzido aqui Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto Fig. 4.11 (b) O bloco seguinte é um comando absoluto para 1 eixo (300,100) 100 200 300 10 0 G31 G90X200.0 F100; X300.0 Z100.0; Movimento efetivo Movimento sem sinal de salto O sinal de salto é introduzido aqui X Z Fig 4.11 (c) O bloco seguinte é um comando absoluto para 2 eixos Exemplos D O bloco a seguir a G31 é um comando incremental D O bloco a seguir a G31 é um comando absoluto para 1 eixo D O bloco a seguir a G31 é um comando absoluto para 2 eixos PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 64 Num bloco especificando P1 a P4 após G31, a função de salto multi--etapas armazena coordenadas emumavariável demacro deusuário quando um sinal de salto (4 pontos ou 8 pontos; 8 pontos quando um sinal de salto rápido é usado) é ligado. Podem utilizar--se os parâmetros nº 6202 a nº 6205 para selecionar um sinal de salto de 4 ou de8 pontos (se for utilizado um sinal de salto rápido). Um sinal de salto pode ser definido de forma a corresponder a vários Pn ou Qn (n=1,2,3,4), bem como para corresponder a um Pn ou Qn na base de um para um. É possível servir--se de um sinal de salto emitido pelo equipamento, tal como um instrumento de medição de dimensões fixas, para saltar os programas que estão sendo executados. Na retificação de perfis, por exemplo, é possível executar automaticamente uma série de operações, desde a usinagem grosseira até à retificação fina, aplicando--se um sinal de salto sempre que as operações de usinagem grosseira, usinagem semi--fina, usinagem fina ou de retificação fina sejam terminadas. Comando de movimento G31 IP __ F __ P __ ; G04 X (U, P)__ (Q__) ; Pausa IP_ : Ponto final F_ : Velocidade de avanço P_ : P1--P4 X(U, P)_ : Tempo de pausa Q_ : Q1 -- Q4 O saltomulti--etapas é programado através da especificação de P1, P2, P3 ou P4 em um bloco G31. A seleção (de P1, P2, P3 ou P4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Especificando--se Q1, Q2, Q3 ou Q4 em G04 (comando de pausa), é possível ignorar a pausa, tal como acontece quando se especifica G31. Pode ocorrer um salto, mesmo queQ não seja especificado. A seleção (de Q1, Q2, Q3 ou Q4) é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Os parâmetros nº 6202 a 6205 podem ser utilizados para definir se será aplicado um sinal de salto de 4 ou de 8 pontos (se for utilizado um sinal de salto rápido). A especificação não está limitada à correspondência de um a um. É possível especificar que um sinal de salto corresponda a dois ou mais Pn ou Qn (n=1, 2, 3, 4). Os bits 0 (DS1) a 7 (DS8) do parâmetro nº 6206 também podem ser utilizados para especificar uma pausa. CUIDADO A pausa não é ignorada se não for especificado Qn e definidos os parâmetros DS1--DS8 (nº 6206#0--#7). 4.12 SALTO MULTI--ETAPAS Formato Explicações D Correspondência dos sinais de salto PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 65 Com o torque domotor limitado (por exemplo, por umcomando de limite de torque emitido através da janela doPMC), é possível produzir omesmo tipo de avanço de corte como com G01 (interpolação linear), através de um comando de movimento a seguir a G31 P99 (ou G31 P98). O salto é efetuado quando é emitido um sinal que indica que o limite do torque foi alcançado (devido à pressão aplicada ou por qualquer outro motivo). Paramais informações sobre a utilização desta função, consulte omanual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. G31: Código G de ação simples (eficaz apenas no bloco em que foi especificado) G31 P99 IP_ F_ ; G31 P98 IP_ F_ ; Se o limite de torque do motor for alcançado ou for recebido um sinal de SALTO durante a execução de G31 P99, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte executado. Se o limite de torque do motor for alcançado durante a execução de G31 P98, o comando de movimento atual é cancelado e o bloco seguinte executado. O sinal de SALTO <X0004#7/Unidade porta--ferramenta 2 X0013#7> não exerce qualquer influência sobre G31 P98. A introdução de um sinalde SALTO durante a execução de G31 P98 não provoca um salto. Se não for especificado um limite de torque antes da execução de G31 P99/98, o comando de movimento continua; não ocorre um salto mesmo se for atingido um limite de torque. Quando G31 P99/98 é especificado, as variáveis de macros de usuário contêm as coordenadas existentes no final do salto. (Ver seção 4.9.) Se um sinal de SALTO der origem a um salto com G31 P99, as variáveis do sistema de macros de usuário contêm as coordenadas baseadas no sistema de coordenadas da máquina, depois de finalizado, mas não as coordenadas existentes no momento em que o sinal de SALTO foi introduzido. Apenas um eixo pode ser controlada em cada bloco com G31 P98/99. Se dois ou mais eixos forem especificados para serem controlados em esses blocos ou se não ocorrer um comando de eixo, o alarme P/S nº 015 é gerado. Se o sinal que indica o alcance do limite de torque for introduzido durante a execução de G31 P99/98 e a quantidade de erros do servo for superior a 32767, é ativado o alarme P/S nº 244. Com G31 P99, um sinal de SALTO pode originar um salto, mas não um salto rápido. 4.13 SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99) Formato Explicações D G31 P99 D G31 P98 D Comando de limite de torque D Variável do sistema de macros de usuário Limitações D Comando de eixos D Erro do servo D Salto rápido PROGRAMAÇÃO4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO B--64114PO/01 66 G31 P99/98 não pode ser aplicado aos eixos submetidos a uma sincronização simplificada, nem aos eixos X ou Z, se os mesmos se encontrarem sob um controle de eixo angular. É necessário definir o bit 7 (SKF) do parâmetro nº 6200 para desativar as funções de funcionamento em vazio, override e aceleração ou desaceleração automática, nos comandos de salto G31. G31 P99/98 não pode ser usado em blocos consecutivos. AVISO Especifique sempre o limite de torque antes do comando G31 P99/98, caso contrário G31 P99/98 permitirá a execução de comandos de movimento, sem originar um salto. NOTA Se G31 for ativado durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, é ativado o alarme P/S nº 035. Portanto, antes de ativar G31, execute G40 para cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta. O0001; : : Mjj ; : : G31 P99 X200, F100 ; : G01 X100, F500 ; : : MDD ; : : M30 ; : % O limite de torque é especificado atra- vés da janela do PMC. Comando de salto do limite de torque Comando de movimento ao qual é aplicado o limite de torque Limite de torque cancelado pelo PMC D Sincronização simplificada e controle de eixo angular D Controle da velocidade D Comandos consecutivos Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO 67 5 FUNÇÕES DE AVANÇO PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01 68 As funções de avanço controlam a velocidade de avanço da ferramenta. Estão disponíveis as duas funções de avanço seguintes: 1. Deslocamento rápido Quando se especifica o comando de posicionamento (G00), a ferramenta se move à velocidade de deslocamento rápido programada no CNC (parâmetro nº 1420). 2. Avanço de corte A ferramenta se move à velocidade de avanço de corte programada. O override pode ser aplicado à velocidade de deslocamento rápido ou à velocidade de avanço de corte, pressionando--se o respectivo botão no painel de operação da máquina. Para evitar um choque mecânico, a aceleração/desaceleração é aplicada automaticamente no momento em que a ferramenta inicia e termina o seu movimento (Fig. 5.1 (a)). FR Velocidade de deslo- camento rápido Tempo TR TR FR:Velocidade de des- locamento rápido : Constante de tempo de aceler- ação/desaceler- ação para a velo- cidade de deslo- camento rápido 0 Tempo Velocidade de avanço FCFC 0 TC TC TR TC : Velocidade de avanço : Constante de tempo de aceleração/ desaceleração para a velocidade de avanço de corte Fig. 5.1 (a) Aceleração/desaceleração automática (exemplo) 5.1 ASPECTOS GERAIS D Funções de avanço D Override D Aceleração/ Desaceleração automática PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO 69 Se a direção do movimento for alterada entre os blocos programados, durante o avanço de corte, poderá obter--se um caminho de canto arredondado (Fig. 5.1 (b)). 0 Caminho programado Caminho real da ferramenta X Z Fig. 5.1 (b) Exemplo do caminho da ferramenta entre dois blocos Na interpolação circular ocorre um desvio radial (Fig. 5.1 (c)). 0 r ∆r:Erro Caminho programado Caminho real da ferramenta X Z Fig. 5.1 (c) Exemplo do desvio radial na interpolação circular Ocaminho de canto arredondado ilustrado naFig. 5.1 (b) e o desvio radial ilustrado na Fig. 5.1 (c), dependem da velocidade de avanço. Portanto, é necessário controlar a velocidade de avanço para que a ferramenta se movimente da forma programada. G00 IP_ ; G00: Código G (grupo 01) para o posicionamento (deslocamento rápido) IP_; Palavra de dimensão para o ponto final Ocomando de posicionamento (G00) posiciona a ferramenta pormeio do deslocamento rápido. No deslocamento rápido, o bloco seguinte é executado depois da velocidade de avanço especificada passar para 0 e do motor servo alcançar uma determinada faixa definida pelo fabricante da máquina--ferramenta (controle da posição). A velocidade de deslocamento rápido é definida para cada eixo por meio do parâmetro nº 1420, não sendo, assim, necessário programar uma velocidade de avanço rápido. Os seguintes overrides podem ser aplicados à velocidade de deslocamento rápido, pressionando--se o respectivo botão no painel de operação da máquina: F0, 25, 50, 100% F0: Permite que uma velocidade de avanço fixa seja definida para cada eixo pelo parâmetro nº 1421. Para informações mais detalhadas, consulte o manual aplicável do fabricante da máquina--ferramenta. D Caminho da ferramenta em avanço de corte 5.2 DESLOCAMENTO RÁPIDO Formato Explicações PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01 70 A velocidade de avanço da interpolação linear (G01), interpolação circular (G02, G03), etc., é programada com números após o código F. No avanço de corte, o bloco seguinte é executado de forma a minimizar a alteração da velocidade de avanço em relação ao bloco precedente. Estão disponíveis dois modos de especificação: 1. Avanço por minuto (G98) Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por minuto. 2. Avanço por rotação (G99) Após F, se especifica o valor de avanço da ferramenta por rotação do fuso. Avanço por minuto G98 ; Código G (grupo 05) para o avanço por minuto F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/min ou polegadas/min) Avanço por rotação G99 ; Código G (grupo 05) para o avanço por rotação F_ ; Comando da velocidade de avanço (mm/rotação ou polegadas/rotação) O avanço de corte é controlado de forma que a velocidade de avanço tangencial corresponda sempre à velocidade de avanço especificada. X Ponto final Ponto inicial X FF Centro Ponto final Ponto inicial Interpolação linear Interpolação circular Z Z Fig. 5.3 (a) Velocidade de avanço tangencial (F) Após a especificação de G98 (no modo de avanço por minuto), o valor de avanço da ferramenta por minuto deve ser definido diretamente, especificando um número depois de F. G98 é um código modal. Depois de selecionado, G98 é válido até que seja especificado G99 (avanço por rotação). Quando se liga a máquina, fica ativo o modo de avanço por rotação. É possível aplicar ao avanço por minuto uma correção de 0% a 254% (em passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. 5.3 AVANÇO DE CORTE Formato Explicações D Controle da constante da velocidade tangencial D Avanço por minuto (G98) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 5. FUNÇÕES DE AVANÇO 71 Quantidade de avanço por minuto (mm/min ou pol/min) F Fig. 5.3 (b) Avanço por minuto AVISO Não é possível aplicar umoverride a alguns dos comandos, como p. ex. à abertura de rosca. Após a especificação de G99 (no modo de avanço por rotação), o valor de avanço daferramenta por rotação do fuso deve ser definido diretamente, especificando um número depois de F. G99 é um código modal. Depois de selecionado,G99 éválido até que seja especificadoG98 (avanço por minuto). É possível aplicar ao avanço por rotação uma correção de 0% a 254% (em passos de 1%), por meio do respectivo botão do painel de operação da máquina. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Se o bit 0 (NPC) do parâmetro nº 1402 for definido com 1, é possível especificar os comandos de avanço por rotação, mesmo que não seja usado um codificador de posição. (O CNC converte os comandos de avanço por rotação em comandos de avanço por minuto.) Quantidade de avanço por rotação do fuso (mm/rot ou pol/rot) F Fig. 5.3 (c) Avanço por rotação CUIDADO 1 Se o fuso trabalhar a uma velocidade baixa, poderão verificar--se flutuações na velocidade de avanço. Quanto menor for o número de rotações do fuso, tanto mais freqüentemente ocorrerão flutuações na velocidade de avanço. 2 Não é possível aplicar umoverride a alguns dos comandos, como p. ex. à abertura de rosca. Pode definir--se um limite superior comum na velocidade de avanço de corte ao longo de cada eixo com o parâmetro nº 1422. Se uma velocidade real de avanço de corte (com um override aplicado) exceder um limite superior especificado, ela é fixada para o limite superior. D Avanço por rotação (G99) D Fixação da velocidade de avanço de corte PROGRAMAÇÃO5. FUNÇÕES DE AVANÇO B--64114PO/01 72 NOTA O limite superior é especificado em mm/min ou em polegadas/min. O cálculo do CNC poderá implicar um erro da velocidade de avanço de +2% em relação ao valor especificado. Esse erro não é válido, contudo, para a aceleração/desaceleração.Mais precisamente, esse erro é provocado pela medição do tempo de que a ferramenta necessita para se deslocar 500 mm ou mais, durante o estado estável: A faixa de velocidades de avanço especificáveis pode ser consultada no Anexo C. Pausa G04 X_ ; ou G04 U_ ; ou G04 P_ ; X_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais) U_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais) P_ : Especifique o tempo (são permitidos números decimais) Quando se especifica uma pausa, a execução do bloco seguinte é adiada pelo tempo especificado. O bit 1 (DWL) do parâmetro nº 3405 pode definir uma pausa para cada rotação no modo de avanço por rotação (G99). Tabela 5.4 (a): Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando X ou U) Sistema incremental Faixa de valores de com- ando Unidade do tempo de pausa IS--B de 0.001 a 99999.999 s ou rot IS--C de 0.0001 a 9999.9999 s ou rot. Tabela 5.4 (b): Faixa de valores de comando do tempo de pausa (comando P) Sistema incremental Faixa de valores de com- ando Unidade do tempo de pausa IS--B de 1 a 99999999 0.001 s ou rot. IS--C de 1 a 99999999 0.0001 s ou rot. D Referência 5.4 PAUSA (G04) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 6. PONTO DE REFERÊNCIA 73 6 PONTO DE REFERÊNCIA Qualquermáquina--ferramentaCNCpossui umaposição especial naqual, normalmente, a ferramenta é substituída ou o sistema de coordenadas definido, como se descreve mais tarde. Essa posição é designada como ponto de referência. PROGRAMAÇÃO6. PONTO DE REFERÊNCIA B--64114PO/01 74 O ponto de referência é uma posição fixa na máquina--ferramenta, para a qual a ferramenta pode ser facilmente deslocada por meio da função de retorno ao ponto de referência. Oponto de referência é utilizado, por exemplo, como umaposição naqual as ferramentas são substituídas automaticamente. É possível especificar um total de quatro pontos de referência, definindo--se coordenadas no sistema de coordenadas da máquina, através dos parâmetros (nº 1240 a 1243). Ponto de referência Ponto zero da máquina 3º ponto de referência 2º ponto de referência 4º ponto de referência Fig. 6.1 (a) Ponto zero da máquina e pontos de referência Y X 6.1 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA D Ponto de referência PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 6. PONTO DE REFERÊNCIA 75 As ferramentas são deslocadas automaticamente para o ponto de referência passando por uma posição intermediária ao longo de um eixo especificado Quando o retorno ao ponto de referência está concluído, acende--se a lâmpada que indica que o retorno foi concluído. X Z Posição intermediária Ponto de referência Fig. 6.1 (b) Retorno ao ponto de referência A função de controle do retorno ao ponto de referência (G27) verifica se a ferramenta regressou corretamente ao ponto de referência, como especificado no programa. Se a ferramenta tiver regressado corretamente ao ponto de referência ao longo do eixo especificado, acende--se a lâmpada do respectivo eixo. G28 _ ; G30 P2 _ ; Retorno ao ponto de referência Retorno ao 3º ponto de re- ferência Retorno ao 4º ponto de re- ferência Retorno ao 2º ponto de re- ferência IP_: Comando que especifica a posição intermediária (comando absoluto/incremental) G30 P3 _ ; G30 P4 _ ; (P2 pode ser omitido.) IP IP IP IP IPG27 _ ; IP_: Comando que especifica o ponto de referência (comando absoluto/incremental) D Retorno ao ponto de referência D Controle do retorno ao ponto de referência Formato D Retorno ao ponto de referência D Controle do retorno ao ponto de referência PROGRAMAÇÃO6. PONTO DE REFERÊNCIA B--64114PO/01 76 O deslocamento para a posição intermediária ou para os pontos de referência é executado à velocidade de deslocamento rápido de cada eixo. Por isso, a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta deveriam ser canceladas antes da execução deste comando, por motivos de segurança. Em sistemas sem um detetor de posição absoluta, só é possível utilizar as funções de retorno ao segundo, terceiro e quarto ponto de referência depois de se efetuar o retorno ao ponto de referência (G28) ou o retorno manual ao ponto de referência (ver III--3.1). Normalmente, o comando G30 só é utilizado se a posição do dispositivo automático de substituição da ferramenta (ATC) diferir do ponto de referência. O comando G27 posiciona a ferramenta à velocidade de deslocamento rápido. Quando a ferramenta alcança o ponto de referência, a lâmpada de retorno ao ponto de referência acende--se. No entanto, se a posição alcançada pela ferramenta não corresponder ao ponto de referência, é ativado um alarme (nº 092). A lâmpada que indica a conclusão do retorno não se acende se o bloqueio da máquina estiver ligado, mesmo que a ferramenta tenha regressado automaticamente ao ponto de referência. Neste caso, não é efetuado o controle de retorno da ferramenta ao ponto de referência, mesmo que seja especificado um comando G27. Se o comando G28 for especificado sem que o retorno manual ao ponto de referência tenha sido executado após a energização, o movimento a partir do ponto intermediário é igual ao do retorno manual ao ponto de referência. Neste caso, a ferramenta desloca--se na direção especificada no parâmetro ZMIx (bit 5 do parâmetro nº 1006) para o retorno ao ponto de referência. A posição intermediária tem, portanto, de ser especificada de forma a possibilitar o retorno ao ponto de referência. No modo de correção, a posição a ser alcançada pela ferramenta com o comando G27 é obtida adicionando o valor de correção à posição especificada. Assim, se a posição definida através da adição do valor de correção não corresponder ao ponto de referência, a lâmpada não se acende mas é ativado um alarme. Normalmente, as correções têm de ser canceladas antes de se ativar o comando G27. Se o sistema damáquina--ferramenta for um sistema inglês em que foram feitas entradas emmilímetros, a lâmpadade retorno aoponto de referência poderá acender--se mesmo que a posição programada tenha sido deslocada do ponto de referência pelo menor incremento de entrada. Isso deve--se ao fato do menor incremento de entrada da máquina ser inferior ao seu menor incremento de comando. Ver III--3.1. Explicações D Retorno ao ponto de referência (G28) D Retorno ao 2º,3º e 4º ponto de referência (G30) D Controle do retorno ao ponto de referência (G27) Restrições D Bloqueio da máquina ligado D Primeiro retorno ao ponto de referência após a energização (sem um detetor de posição absoluta) D Controle do retorno ao ponto de referência no modo de correção D Lâmpada acesa quando a posição programada não corresponde ao ponto de referência Referência D Retorno manual ao ponto de referência PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 77 7 SISTEMA DE COORDENADAS A ferramenta pode ser deslocada para a posição pretendida, introduzindo essa posição no CNC. Essa posição da ferramenta é representada em um sistema de coordenadas. As coordenadas são especificadas por meio dos eixos do programa. Se forem utilizados os dois eixos do programa, isto é, os eixos X e Z, as coordenadas são especificadas da seguinte forma: X_Z_ A este comando dá--se o nome de palavra de dimensão. X α β Z Ponto zero Fig. 7 Posição da ferramenta especificada por XαZβ As coordenadas são especificadas em um dos três sistemas de coordenadas seguintes: (1) Sistema de coordenadas da máquina (2) Sistema de coordenadas da peça (3) Sistema de coordenadas locais O número de eixos do sistema de coordenadas varia de máquina para máquina. Por isso, as palavras de dimensão são representadas, neste manual, por IP_. PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 78 O ponto específico de uma máquina, que funciona como referência da mesma, é designado como ponto zero da máquina. O ponto zero de cada máquina é programado pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta. Aum sistemade coordenadas, cujo ponto deorigemcoincide comoponto zero da máquina, dá--se o nome de sistema de coordenadas da máquina. O sistema de coordenadas da máquina é determinado quando se executa o retorno manual ao ponto de referência, após a energização (ver III--3.1). Uma vez determinado, o sistema de coordenadas da máquina não é alterado até que a máquina seja desligada. G53 IP _ ; IP _ ; Palavra de dimensão absoluta Quando uma posição é especificada como um conjunto de coordenadas da máquina, a ferramenta desloca--se para essa posição por meio do deslocamento rápido. G53, usado para selecionar o sistema de coordenadas da máquina, é um código G de ação simples. Todos os comandos baseados no sistema de coordenadas da máquina selecionado só são, por isso, eficazes no bloco que contém G53. O comando G53 tem de ser especificado através de valores absolutos. Sendo especificados valores incrementais, o comando G53 é ignorado. Se pretender deslocar a ferramenta para uma posição específica da máquina, como p. ex. a posição de substituição da ferramenta, programe omovimento no sistema de coordenadas da máquina ativado com G53. Sempre que especificar o comando G53, cancele a compensação do raio da ponta da ferramenta e a correção da ferramenta. Uma vez que o sistema de coordenadas da máquina tem de ser definido antes de se especificar o comandoG53, é necessário executar, pelomenos, um retorno manual ou automático ao ponto de referência através do comando G28, imediatamente após a energização. Não será necessário fazê--lo, caso se encontre instalado um detetor de posição absoluta. Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência após a energização, o sistema de coordenadas da máquina é definido de forma que o ponto de referência corresponda aos valores de coordenadas (α, β), especificados por meio do parâmetro nº 1240, β Ponto zero α Sistema de coordenadas da máquina Ponto de referência 7.1 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA Formato Explicações D Seleção do sistema de coordenadas da máquina (G53) Restrições D Cancelamento da função de compensação D Especificação de G53 imediatamente após a energização Referência PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 79 O sistema de coordenadas utilizado para a usinagem de uma peça é designado como sistema de coordenadas da peça. O sistema de coordenadas da peça tem de ser previamente definido através do NC (definição de um sistema de coordenadas da peça). O sistema de coordenadas da peça é definido pelo programa de usinagem utilizado (seleção de um sistema de coordenadas da peça). É possível alterar um sistema de coordenadas da peça já definido, deslocando o seu ponto de origem (alteração do sistema de coordenadas da peça). O sistema de coordenadas da peça pode ser definido por meio de três métodos: (1)Com G50 O sistema de coordenadas da peça é definido, especificando um valor após G50, no programa. (2)Definição automática Se o bit 0 do parâmetro nº 1201 for previamente ativado, o sistema de coordenadas da peça é definido automaticamente quando o retorno manual ao ponto de referência é executado (ver Parte III--3.1). (3) Introdução através do painel MDI Realize definições para definir previamente seis sistemas de coordenadas da peça através do painel MDI (ver Parte III--11.4.10). Depois, use comandos do programaG54 a G59 para selecionar qual o sistema de coordenadas da peça que deve ser usado. Sendo utilizado um comando absoluto, o sistema de coordenadas da peça terá de ser especificado de uma das formas acima descritas. G50 IP_ O sistema de coordenadas da peça é definido de forma que um determinado ponto da ferramenta, como p. ex. a ponta da ferramenta, fique situado nas coordenadas especificadas. Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição anterior da ferramenta. Se o sistema de coordenadas for definido pormeio de G50, durante a correção, será definido um sistema de coordenadas, no qual a posição anterior à correção corresponda à posição especificada em G50. 7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA 7.2.1 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça Formato D Definição do sistema de coordenadas da peça com G50 Explicações PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 80 Definição do sistema de coordenadas através de G50X128.7Z375.1; comando (designação do diâmetro) Definição do sistema de coordenadas através de G50X1200.0Z700.0; comando (designação do diâmetro) Ponto básicoExemplo 1 Exemplo 2 Z X 375.1 φ128.7 Z X 700.0 φ1200.0 Ponto zero Ponto inicial Ponto inicial (ponto padrão) Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 81 Estão à disposição os sistemas de coordenadas da peça abaixo descritos. (Para informações detalhadas sobre os métodos de definição, ver subseção II--7.2.1.) (1)G50 ou definição automática do sistema de coordenadas da peça Uma vez selecionado um sistema de coordenadas da peça, os comandos absolutos trabalhamcomo sistema de coordenadas da peça. (2)Seleção de um dos seis sistemas de coordenadas da peça definidos com o painel MDI Especificando um código G de G54 a G59, é possível selecionar um dos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça. G54 Sistema 1 de coordenadas da peça G55 Sistema 2 de coordenadas da peça G56 Sistema 3 de coordenadas da peça G57 Sistema 4 de coordenadas da peça G58 Sistema 5 de coordenadas da peça G59 Sistema 6 de coordenadas da peça Os sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça são definidos depois do retorno ao ponto de referência, após a energização. Quando se procede à energização, é selecionado o sistema de coordenadas G54. Se o bit 2 (G50) do parâmetro nº 1202 for definido com 1, a execução do comando G50 faz com que seja ativado o alarme P/S nº 10. Isto destina--se a evitar que o usuário confunda sistemas de coordenadas. X 100.0 40.0 Neste exemplo, o posicionamento refere-- se às posições (X=100.0, Z=40.0) do sis- tema 2 de coordenadas da peça. G55 G00 X100.0 Z40.0 ; Sistema 2 de coordenadas da peça (G55) Z Fig. 7.2.2 7.2.2 Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça Exemplos PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 82 É possível alterar os seis sistemas de coordenadas da peça especificados comG54 aG59, alterando--se um valor externode correção do ponto zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça. Existem três métodos para alterar o valor externo de correção do ponto zero da peça ou o valor de correção do ponto zero da peça. (1) Introdução por meio do painel MDI (ver III--11.4.10) (2)Programação por meio de G10 ou G50 (3)Através da função de entrada de dados externos O valor externo de correção do ponto de origem da peça pode ser alterado enviando um sinal ao CNC. Para mais informações, consulte o manual correspondente publicado pelo fabricante da máquina--ferramenta. ZOFS2 ZOFS3 ZOFS4 ZOFS5 ZOFS1 ZOFS6 EXOFS : Valor externo de correção do ponto zero da peça ZOFS1 a ZOFS6 : Valor de correção do ponto zero da peça EXOFS Sistema 1 de coordenadas da peça (G54) Sistema 2 de coordenadas da peça (G55) Sistema 3 de coordenadas da peça (G56) Sistema 4 de coordenadas da peça (G57) Sistema 5 de coordenadas da peça (G58) Sistema 6 de coordenadas da peça (G59) Ponto zero Fig. 7.2.3 Alteração do valor externo de correção do ponto zero da peça ou do valor regularde correção do ponto zero da peça G10 L2 Pp IP _; p=0 : Valor externo de correção do ponto zero da peça p=1 a 6 : O valor de correção do ponto zero da peça corres- ponde aos sistemas 1 a 6 de coordenadas da peça IP : Para um comando absoluto (G90), a correção do ponto zero da peça em cada eixo. Para um comando incremental (G91), o valor a ser adicio- nado à correção do ponto zero da peça em cada eixo (a soma corresponde à nova correção). G50 IP _; 7.2.3 Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça Formato D Alteração por meio de G10 D Alteração por meio de G50 PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 83 Com o comando G10, é possível alterar individualmente cada um dos sistemas de coordenadas da peça. Especificando--se G50IP_;, o sistema de coordenadas da peça (selecionado com um código de G54 a G59) é deslocado para um novo sistema de coordenadas da peça de forma que a posição atual da ferramenta corresponda às coordenadas especificadas (IP_). Se IP for um valor de comando incremental, o sistema de coordenadas de trabalho será definido de forma que a posição atual da ferramenta corresponda ao resultado da adição do valor incremental especificado às coordenadas da posição anterior da ferramenta. (Deslocamento do sistema de coordenadas) Em seguida, o valor de deslocamento do sistema de coordenadas é adicionado a todos os valores de correção do ponto zero da peça. Isso significa que todos os sistemas de coordenadas da peça são submetidos a um deslocamento igual. X X′ A 160 100 100 100 200 Se G50X100Z100; for programado quando a ferramenta se encontra posicionada em (200, 160), no modo G54, será criado o sistema 1 de coordenadas da peça (X’ -- Z’) deslocado em função do vetor A. 60 Sistema de coordenadas da peça G54 Posição da ferramenta Novo sistema de coordenadas da peça Sistema original de coordenadas da peça Z’ Z X’ -- Z’ Novo sistema de coordenadas da peça X -- Z Sistema original de coordenadas da peça A : Valor de correção criado por G50 B : Valor de correção do ponto zero da peça em G54 C : Valor de correção do ponto zero da peça em G55 <G54 sistema de coordenadas da peça > <G55 sistema de coordenadas da peça > Suponha que foi especificado um sistema de coordenadas da peça G54. Será possível, então, definir, por meio do seguinte comando, um sistema de coordenadas da peça G55 com o círculo preto da ferramenta (figura à esquerda) em (600.0, 12000.0), desde que a relação relativa entre os sistemas de coordenadas da peça G54 e G55 tenha sido corretamente definida: G50X600.0Z1200.0; Suponha também que os paletes são carregados em duas posições diferentes. Se a relação relativa entre os sistemas de coordenadas dos paletes, nas duas posições, tiver sido corretamente definida, tratando os sistemas de coordenadas como sistema de coordenadas da peça G54 e sistema de coordenadas da peça G55, o deslocamento do sistema de coordenadas em um dos paletes, com G50, provoca o mesmo deslocamento do sistema de coordenadas no outro palete. Isso significa que as peças dos dois paletes podem ser usinadas com o mesmo programa, especifi-- cando apenas G54 ou G55. Z Z X’ 600.0 Z’ Z’ X X A B C A X’ 1200.0 1200.0 600.0 Explicações D Alteração por meio de G10 D Alteração por meio de G50 Exemplos PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 84 A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça serve para definir previamente um sistema de coordenadas da peça deslocado por intervenção manual para o sistema de coordenadas da peça previamente deslocado. O último sistema é deslocado do ponto zero da máquina por um valor de correção do ponto zero da peça. A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça pode ser utilizada de duas maneiras. Um dos métodos serve--se de um comando programado (G92.1). O outro se serve das operações MDI nas telas de visualização da posição absoluta, de visualização da posição relativa e de visualização da posição global (III -- 11.1.4). G92.1 IP 0 ; IP 0 ; Especifica os endereços dos eixos sujeitos à oper- ação de predefinição do sistema de coordenadas da peça. Os eixos que não forem especificados não se encontram sujeitos à operação de predefinição. (G50,3 P0 ; para o sistema A de códigos G) Quando se executa um retorno manual ao ponto de referência no estado de reset, o sistema de coordenadas da peça é deslocado do ponto zero do sistema de coordenadas da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça. Suponha que o retorno manual ao ponto de referência é executado quando o sistema de coordenadas da peça é selecionado com G54. Neste caso, um sistema de coordenadas da peça é automaticamente definido, tendo seu ponto zero deslocado do ponto zero da máquina pelo valor de correção do ponto zero da peça G54; a distância do ponto zero do sistema de coordenadas da peça ao ponto de referência representa a posição atual no sistema de coordenadas da peça. Sistemade coordenadas da peçaG54 Ponto de referência Retorno manual ao ponto de referência Ponto de referência Valor G54 de correção do ponto zero da peça Se estiver instalado um detetor de posição absoluta, o ponto zero do sistema de coordenadas da peça definido automaticamente após a energização encontra--se deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção do ponto zero da peça em G54. A posição da máquina, no momento da energização, é lida pelo detetor de posição absoluta e a posição atual, no sistema de coordenadas da peça, é definida subtraindo da posição da máquina o valor de correção do ponto zero da peça emG54. O sistema de coordenadas da peça definido por meio destas operações é deslocado do sistema de coordenadas damáquina através dos comandos e operações apresentados na página seguinte. (a) Intervenção manual executada com o sinal absoluto manual desligado (b)Comando de deslocamento executado no estado de bloqueio da máquina (c)Movimento com interrupção por manivela (d)Operação com a função de espelhamento (e) Definição do sistema de coordenadas locais com G52 ou deslocamento do sistema de coordenadas da peça com G92 7.2.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 85 No caso (a), o sistema de coordenadas da peça é deslocado em função da distância percorrida durante a intervenção manual. Po Pn WZn WZo Sistema de coordenadas da peça G54, antes da intervenção manual Valor de correção do ponto zero da peça Sistema de coordenadas da peça G54, após a intervenção manual Distância percorrida durante a intervenção manual Ponto zero da máquina Na operação acima, um sistema de coordenadas da peça já deslocado, pode ser predefinido através de um código G ou da operação MDI, como um sistema de coordenadas da peça deslocado do ponto zero da máquina em função do valor de correção do ponto zerodapeça.Obtém--se omesmo resultado quando o retornomanual ao ponto de referência é executadoem um sistema de coordenadas da peça que já foi deslocado. Neste exemplo, a especificação de um código G ou a operação MDI faz com que o ponto zero WZn do sistema de coordenadas da peça retorne ao ponto zero original WZo, servindo a distância entre WZo e Pn para representar a posição atual no sistema de coordenadas da peça. O bit 3 (PPD) do parâmetro nº 3104 especifica se deverão ser predefinidas coordenadas relativas (RELATIVA), assim como coordenadas absolutas. Para usar a função de predefinição do sistema de coordenadas da peça, cancele os modos de compensação: Compensação do raio da ponta da ferramenta, compensação do comprimento da ferramenta e correção da ferramenta Se a função for executada sem cancelar primeiro estes modos, os vetores de compensação são cancelados temporariamente. A função de predefinição do sistema de coordenadas da peça não é executada durante o reinicio do programa. Restrições D Compensação do raio da ponta da ferramenta, compensação do comprimento da ferramenta, correção da ferramenta D Reinício do programa PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 86 Se o sistema de coordenadas atualmente definido através do comando G50 ou da definição automática do sistema divergir do sistema de trabalho programado, o sistema de coordenadas definido poderá ser deslocado (ver III--3.1). Introduza a quantidade de deslocamento desejada na memória de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho. Z X Z x X--Z: Sistema de coordenadas usado no programa x--z : Sistema de coordenadas atualmente definido, com um valor de deslocamento igual a 0 (sistema de coordenadas a ser deslocado) O O’ Introduza na memória de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho a quantidade de deslocamento de O’ para O. Deslo-- camento Fig. 7.2.5 Deslocamento do sistema de coordenadas da peça Ver seção 11.4.5 da Parte III para obter informações sobre como especificar a distância de deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho. 7.2.5 Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 87 Quando se cria um programa em um sistema de coordenadas da peça, podedefinir--se um sistemaderivado de coordenadas da peça para facilitar a programação. A esse sistema de coordenadas derivado dá--se o nome de sistema de coordenadas locais. G52 IP_ ; Definição do sistema de coordenadas locais G52 IP 0 ; Cancelamento do sistema de coordenadas locais IP_ : Ponto de origem do sistema de coordenadas locais ...... Especificando--seG52IP_;, é possível definir um sistema de coordenadas locais em todos os sistemas de coordenadas da peça (G54 aG59). Oponto de origem de cada um dos sistemas de coordenadas locais é definido na posição especificada por IP_ no sistema de coordenadas da peça. Uma vez definido o sistema de coordenadas local, as suas coordenadas são usadas em um comando de deslocamento do eixo. O sistema de coordenadas locais pode ser alterado, especificando--se o comando G52 com o ponto zero de um novo sistema de coordenadas locais no sistema de coordenadas da peça. Para cancelar o sistema de coordenadas local e especificar o valor de coordenadas no sistema de coordenadas da peça, é necessário fazer coincidir o ponto zero do sistema de coordenadas local com o do sistema de coordenadas da peça. IP_ IP_ (G59 : Sistema de coordenadas da peça 6) (G54 : Coordenada da peça nadas da peça) G55 G56 G57 G58 Ponto de referência Origem do sistema de coordenadas da máquina (Sistema de coordenadas da máquina) (Sistema de coordenadas locais) (Sistema de coordenadas locais) Fig. 7.3 Definição do sistema de coordenadas local 7.3 SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS Formato Explicações PROGRAMAÇÃO7. SISTEMA DE COORDENADAS B--64114PO/01 88 AVISO 1 A definição do sistema de coordenadas locais não altera os sistemas de coordenadas da peça nem da máquina. 2 Quando se utiliza G50 para definir um sistema de coordenadas de trabalho, o sistema de coordenadas locais não será alterado se as coordenadas não forem especificadas para todos os eixos do sistema de coordenadas locais. Se as coordenadas forem especificadas para qualquer um dos eixos do sistema de coordenadas local, o mesmo será cancelado. 3 G52 cancela temporariamente a correção para a compensação do raio da ponta da ferramenta. 4 Os comandos de deslocamento ativados imediatamente após o bloco G52 têm de ser comandos absolutos. 5 O cancelamento do sistema de coordenadas locais em caso de reset depende dos parâmetros especificados. O sistema de coordenadas locais é cancelado em caso de reset, se o bit 6 (CLR) do parâmetro nº 3402 ou o bit 3 (RLC) do parâmetro nº 1202 possuir o valor 1. 6 Se o retornomanual ao ponto de referência cancela ounão, o sistema de coordenadas locais, isso depende da definição de ZCL (bit 2 do parâmetro nº 1201). PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 7. SISTEMA DE COORDENADAS 89 A seleção dos planos para a interpolação circular, compensação do raio da ponta da ferramenta, rotação do sistema de coordenadas e perfuração é feita por meio do código G. A tabela seguinte apresenta uma lista de códigos G e dos planos correspondentes. Tabela 7.4: Códigos G e planos correspondentes Código G Plano sele- cionado Xp Yp Zp G17 Plano Xp Yp Ei X Ei Y Ei Z G18 Plano Zp Xp Eixo X ou um eixo paralelo Eixo Y ou um eixo paralelo Eixo Z ou um eixo paralelo G19 Plano Yp Zp eixo paralelo eixo paralelo eixo paralelo Xp, Yp, Zp são determinados pelo endereço do eixo existente no bloco em que se encontra programado G17, G18 ou G19. Seno blocoG17,G18 ouG19 for omitido o endereço deumeixo, parte--se do princípio de que são omitidos os endereços dos três eixos básicos. O parâmetro nº 1022 serve para especificar se os diversos eixos são eixos básicos (eixo X, eixo Y ou eixo Z) ou eixos paralelos aos eixos básicos. O plano não é alterado nos blocos em que não se encontre programado G17, G18 ou G19. Quando se procede à energização, é selecionado G18 (plano ZX). A instrução de movimento é irrelevante para a seleção de planos. NOTA 1 Os eixos U, V e W (paralelos a um eixo básico) podem ser usados com os códigos G do tipo B e C. 2 As funções de programação direta da dimensão do desenho, chanfragem, canto R, repetição de ciclo fixo e ciclo fixo simples só são ativadas no plano ZX. Se estas funções forem especificadas para outros planos, será ativado o alarme P/S nº 212. Seleção de plano quando o eixo X é paralelo ao eixo U. G17X_Y_; Plano XY G17U_Y_; Plano UY G18X_Z_; Plano ZX X_Y_; O plano não foi alterado (plano ZX) G17 ; Plano XY G18 ; Plano ZX G17 U_ ; Plano UY G18Y_ ; Plano ZX, o eixoY se movimenta independentemente do plano. 7.4 SELEÇÃO DE PLANO Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃO 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS B--64114PO/01 90 8 DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS Este capítulo contém os seguintes tópicos: 8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) 8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/UNIDADES MÉTRICAS (G20, G21) 8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS 8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS 91 Existem duas formas de comandar o deslocamento da ferramenta; o comando absoluto e o comando incremental. No comando absoluto, é programado o valor das coordenadas da posição final. No comando incremental, é programada a distância a percorrer da posição propriamente dita. Os comandos absoluto e incremental são programados, respectivamente, por meio de G90 e G91. A programação absoluta ou incremental são utilizadas em função do comando usado. Ver as tabelas seguintes. Sistema do código G A B ou C Método de comando Palavra de endereço G90, G91 Comando absoluto Comando incremental Comando de movi- mento do eixo X Comando de movi- mento do eixo Z Comando de movi- mento do eixo Y Comando de movi- mento do eixo C X Z Y C U W V H Comando absoluto Comando incremental G90 IP_ ; G91 IP_ ; D Sistema B ou C do código G Sistema A do código G Sistema B ou C do código G Comando absoluto X400.0Z50.0 ; G90 X400.0 Z50.0 ; Comando incremental U200.0 W--400.0 ; G91 X200.0 Z--400.0 ; φ400 Φ200 50 450 P (200, 450) Q (400, 50) Z X NOTA 1 Os comandos absolutos e incrementais podem ser usados simultaneamente no mesmo bloco. No exemplo acima, pode especificar--se o seguinte comando: X400.0 W--400.0 ; 2 Se X e U ou W e Z forem usados no mesmo bloco, só é eficaz o que for especificado por último. 3 Quando se encontra selecionado o sistema A do código G, os comandos incrementais não podem ser usados se os nomes dos eixos forem A e B. 8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91) Formato D Sistema A do código G Exemplos D Movimento da ferramenta do ponto P para o ponto Q (programação do diâmetro para o eixo X) PROGRAMAÇÃO 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS B--64114PO/01 92 Com o código G correspondente, pode selecionar--se uma entrada em polegadas ou em milímetros. G20 ; G21 ; Entrada em polegadas Entrada em mm Este código G tem de ser especificado em um bloco separado, antes da definição do sistema de coordenadas no início do programa. Depois de especificado o respectivo código G para a conversão polegadas/ milímetros, a unidade da entrada de dados é comutada para o menor incremento de entrada em milímetros ou de entrada em polegadas do sistema incremental IS--B ou IS--C (seção II--2.3). A unidade de entrada de dados para os graus não é alterada. Os sistemas unitários dos seguintes valores são alterados após a conversão polegadas/milímetros: -- Velocidade de avanço comandada por um código F -- Comando de posicionamento -- Valor de correção do ponto zero de trabalho -- Valor de compensação da ferramenta -- Unidade de escalonamento para o gerador de pulsos manual -- Curso em avanço incremental -- Alguns parâmetros Quando a tensão de serviço é ligada, o códigoG é igual ao que havia antes de a desligar. AVISO 1 G20 e G21 não podem ser comutados durante a execução do programa. 2 Quandose comutadaentradaempolegadas (G20) para aentrada em milímetros (G21) e vice--versa, é necessário proceder a um reset do valor de compensação da ferramenta de acordo com o menor incremento de entrada. No entanto, se o bit 0 (OIM) do parâmetro 5006 possuir o valor 1, os valores de compensação da ferramenta são convertidos automaticamente, não sendo necessário proceder a um reset. CUIDADO O movimento a partir do ponto intermediário é o mesmo do retorno manual ao ponto de referência. A direção em que a ferramenta se move a partir do ponto intermediário é igual à do retorno ao ponto de referência, como especificado através do bit 5 (ZMI) do parâmetro nº 1006. NOTA 1 Se o sistema do menor incremento de entrada não for igual ao do menor incremento de comando, o erro máximo corresponde a metade do menor incremento de comando. Este erro não é acumulativo. 2 A comutação entre a entrada em polegadas e a entrada em milímetros também pode ser efetuada por meio da especificação de dados (III--11.4.7). 8.2 CONVERSÃO POLE-- GADAS/MILÍMETROS (G20, G21) Formato PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS 93 Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. As casas decimais podem ser utilizadas para introduzir uma distância, um tempo ou uma velocidade, podendo ser especificadas com os seguintes endereços: X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, I, J, K, R e F. Há dois tipos de notação decimal: A notação tipo calculadora e a notação padrão. Quando se utiliza a notação decimal tipo calculadora, parte--se do princípio que os valores sem casas decimais são especificados em milímetros. Sendo utilizada a notação decimal padrão, parte--se do princípio que esses valores são especificados emmenores incrementos de entrada. Selecione a notação tipo calculadora ou anotação decimal padrão através do bit DPI (bit 0 do parâmetro 3401). Dentro de um programa, os valores podem ser especificados com e sem ponto decimal. Comando do pro- grama Programação de casas decimais tipo calculadora de bolso Programação de casas de- cimais tipo padrão X1000 Valor de comando sem casas decimais 1000mm Unidade : mm 1mm Unidade : menor incremento de entrada (0.001 mm) X1000.0 Valor de comando com casas decimais 1000mm Unidade : mm 1000mm Unidade : mm AVISO O código G tem de ser especificado no mesmo bloco, antes de introduzir um valor. A posição do ponto decimal poderá depender do comando. Exemplos: G20; Entrada em polegadas X1.0 G04; X1.0 é considerado como sendo uma distância e processado como X10000, Este comando é equivalente a G04 X10000, A ferramenta faz uma pausa de 10 segundos. G04 X1.0; Equivalente a G04 X1000, A ferramenta faz uma pausa de um segundo. NOTA 1 As frações inferiores ao menor incremento de entrada são truncadas. Exemplos: X1.23456; Arredondado para X1.234 se o menor incremento de entrada for de 0.001 mm. Processado como X1.2345, se o menor incremento de entrada for de 0.0001 polegadas. 2 Se forem especificados mais de oito dígitos, é acionado um alarme. Quando se introduz um valor com casas decimais, o número de dígitos é também verificado em função do menor incremento de entrada, após a conversão para um valor inteiro. Exemplos: X1.23456789;O alarme P/S 003 é acionado por terem sido especificados mais de oito dígitos. X123456.7; Se o menor incremento de entrada for 0.001 mm, o valor é convertido para o número inteiro 123456700. Devido ao facto de o número inteiro ter mais de oito dígitos, é acionado um alarme P/S 003. 8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃO 8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS B--64114PO/01 94 Dado que, na programação do controle de um torno mecânico CNC, a seção transversal da peça é normalmente circular, as suas dimensões podem ser especificadas de duas maneiras: Diâmetro e raio Quando é especificado o diâmetro, chama--se programação do diâmetro; quando é especificado o raio, chama--se programação do raio. Eixo Z A B D1 Eixo X D2 R1 R2 D1, D2 : Programação do diâmetro R1, R2 : Programação do raio A programação do raio ou do diâmetro pode ser especificada através do parâmetro DIA (nº 1006#3). Para a programação do diâmetro, tenha em atenção as condições apresentadas na Tabela 8.4. Tabela 8.4: Notas sobre a especificação do valor do diâmetro Item Notas Comando do eixo X Especificado com o valor do diâmetro Comando incremental Especificado com o valor do diâmetro Na figura acima, especifica D2 menos D1 para o caminho da ferramenta de B para A. Definição do sistema de coorde- nadas (G50) Especifica um valor de coordenada com um valor de diâmetro Componente do valor de correção da ferramenta O valor do diâmetro ou do raio é determi- nado por um parâmetro (nº 5004#1) Parâmetros do ciclo fixo, como p. ex. a profundidade de corte ao longo do eixo X. (R) Especifica o valor do raio Designação do raio na interpo- lação circular (R, I, K, etc.) Especifica o valor do raio Velocidade de avanço ao longo do eixo Especifica alteração do raio/rev. ou alter- ação do raio/min. Indicação da posição do eixo Indicada como valor do diâmetro 8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO Explicações D Notas sobre a programação do diâmetro/programação do raio para os diferentes comandos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 95 9 FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO A velocidade do fuso pode ser controlada especificando um valor após o endereço S. Além disso, o fuso pode ser girado em função de um ângulo especificado. Este capítulo contém os seguintes tópicos. 9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO 9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS) 9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) 9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) 9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 96 Quando se especifica um valor a seguir ao endereço S, são enviados para a máquina sinais de código e de strobe. Na máquina, os sinais são utilizados para controlar a velocidade dofuso. Um bloco só pode incluir um código S. Consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta, para obter informações mais detalhadas, tal como o número de dígitos de um código S ou a ordem de execução quando se encontram no mesmo bloco um comando de movimento e um comando com código S. A velocidade do fuso pode ser especificada diretamente através do endereço S seguido de um valor de cinco dígitos (rpm). A unidade para a especificação davelocidade do fuso podevariar em função do fabricante da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o manual correspondente fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. 9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO 9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 97 A velocidade de corte (velocidade relativa entre a ferramenta e a peça) é especificada a seguir a S. A velocidade do fuso é controlada de forma que a velocidade de corte permaneça constante, independentemente da posição da ferramenta. G96 Sfffff ; ↑ Velocidade de corte (m/min ou pés/min) Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta. G97 Sfffff ; ↑ Velocidade do fuso (rpm) Nota : A unidade da velocidade de corte pode variar de acordo com a especificação do fabricante da máquina--ferramenta. G50 S_ ; A velocidade máxima do fuso (rpm) é indicada a seguir a S. 9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97) Formato D Comando de controle da velocidade de corte constante D Comando de cancelamento do controle da velocidade de corte constante D Fixação da velocidade máxima do fuso PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 98 G96 (comando de controle da velocidade de corte constante) é um código Gmodal. Depois de especificado um comandoG96, o programa entra no modo de controle da velocidade de corte constante (modo G96) e os valores S especificados são adotados como velocidade de corte. O comando G96 tem de especificar o eixo ao longo do qual é aplicado o controle da velocidade de corte constante. Um comando G97 cancela o modo G96. Quando é aplicado um controle da velocidade de corte constante, uma velocidade do fuso superior ao valor especificado em G50S_; (velocidade máxima do fuso) é fixada na velocidade máxima do fuso. No momento da energização, a velocidade máxima do fuso não se encontra ainda especificada e a velocidade não é limitada. No modoG96, os comandos S (velocidade de corte) são adotados como S = 0 (a velocidade de corte é igual 0) até que surja no programaM03 (rotação do fuso na direção positiva) ou M04 (rotação do fuso na direção negativa). Fig. 9.3 (a) Relação entre o raio da peça, a velocidade do fuso e a velocidade de corte A velocidade do fuso (rpm) é quase igual à velocidade de corte (m/min) a aprox. 160 mm (raio). Velocidade do fuso (rpm) Para que o controle da velocidade de corte constante possa ser executado, é necessário definir o sistema de coordenadas de trabalho de forma que o eixo Z (eixo a que será aplicado o controle da velocidade de corte constante) obtenha o valor zero. X Z 0 Fig. 9.3 (b) Exemplo de um sistema de coordenadas da peça para o controle da velocidade de corte constante Explicações D Comando de controle da velocidade de corte constante (G96) D Definição do sistema de coordenadas da peça para o controle da velocidade de corte constante PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 99 Modo G96 Modo G97 Especificação da velocidade de corte em m/min (ou pés/min) Comando G97 Memorização da velocidade de corte em m/min (ou pés/min) Comando para a velocidade do fuso Especificado A velocidade do fuso especificada (rpm) é aplicada Não especificado A velocidade de corte (m/min ou pés/min) é convertida na veloci- dade do fuso (rpm) Outros comandos que não G96 Comando G96 A velocidade de corte espe- cificada é apli- cada Comando para a veloci-- dade de corte A velocidade de corte memorizada (m/min ou pés/min) é aplicada. Se não tiver sido memorizada uma velocidade de corte, é adotado o valor 0, Especificado Não especificado O controle da velocidade de corte constante também é eficaz durante a abertura de rosca. Por isso, é recomendável desativar o controle da velocidade de corte constante com o comando G97, antes de se iniciar a abertura de rosca em espiral e a abertura de rosca cônica, visto que qualquer atraso na resposta do sistema servo resultante da alteração da velocidade do fuso poderá não ser considerado. D Velocidade de corte especificada no modo G96 Restrições D Controle da velocidade de corte constante para abertura de rosca PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 100 Em um bloco de deslocamento rápido especificado através de G00, o controle da velocidade de corte constante não é efetuado calculando--se a velocidade de corte para uma alteração transitória da posição da ferramenta, mas calculando--se a velocidade de corte com base naposição da ferramenta no ponto final do bloco de deslocamento rápido, sob a condição de não ser executada qualquer usinagem durante o deslocamento rápido. 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 1050 1475 200 375 500 600 300 400 700 675 Caminho programado Caminho da ferramenta após a correção X Z 1 2 3 4 N16 N16 N15 N15 N14 N14 N11 N11 Valor do raio 100 φ600 N8 G00 X1000.0Z1400.0 ; N9 T33 ; N11 X400.0 Z1050.0 ; N12 G50S3000 ; (designação da velocidade máxima do fuso) N13 G96S200 ; (velocidade de corte 200m/min) N14 G01 Z 700.0F1000 ; N15 X600.0 Z400.0 ; N16 Z … ; O CNC calcula a velocidade do fuso que é proporcional à velocidade de corte especificada na posição do valor de coordenadaprogramado no eixo X. Esse valor não corresponde ao valor calculado de acordo com a coordenada do eixo X após a correção, quando a correção é válida. No ponto final N15 do exemplo acima, a velocidade a 600 dia. (que não corresponde ao centro do cabeçote de torno revólver, mas sim à ponta da ferramenta) é de 200 m/min. Se o valor da coordenada do eixo X for negativo, o CNC usa o valor absoluto. D Controle da velocidade de corte constante para o deslocamento rápido (G00) Exemplo PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 101 Com esta função é acionado um alarme de sobreaquecimento (nº 704) sempre que a velocidade do fuso divirja da velocidade especificada devido às condições de usinagem. Esta função é útil, por exemplo, para evitar o emperramento da bucha de guia. G26 ativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso. G25 desativa a supervisão da oscilação da velocidade do fuso. G26 Pp Qq Rr ; G25 ; Supervisão da oscilação do fuso ON Supervisão da oscilação do fuso OFF p : Tempo (em ms) entre a emissão de um novo comando de rotação do fuso (comando S) e o início da supervisão da velocidade do fuso para verificar se é tão elevada que possa dar origem a um sobreaquecimento. Quando se atinge uma velocidade especificada dentro do período de tempo P, a velocidade do fuso é verificada nessa altura. q : Tolerância (%) da velocidade nominal do fuso q= 1− velocidade do fuso efetiva velocidade do fuso especificada × 100 Se a velocidade do fuso especificada se encontrar dentro desta faixa, se considera que foi alcançado o valor nominal. Em seguida, é controlada a velocidade efetiva do fuso. r : Oscilação da velocidade do fuso (%) à qual a velocidade real do fuso é tão elevada que poderá dar origem a um sobreaquecimento. r= 1− velocidade que pode causar sobreaquecimento velocidade do fuso especificada × 100 A função de supervisão da oscilação da velocidade do fuso é ativada por G26 e desativada por G25. Mesmo que G25 tenha sido especificado, p, q e r não são anulados. 9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26) Formato PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 102 A oscilação da velocidadedo fuso é detetada da seguinte forma: 1. Quando é ativado um alarme depois de alcançada a velocidade do fuso especificada Velocidade do fuso Supervisão Supervisão Sem controle r r q q d d Especificação de outra velocidade Início do controle ALARME Tempo Velocidade especificada Velocidade efetiva 2. Quando é ativado um alarme antes de alcançada a velocidade do fuso especificada r r d d Super visão p Sem controleSupervisão q q Velocidade do fuso Especificação de outra velocidade Início do controle ALARME Tempo Velocidade especificada Velocidade efetiva Velocidade especificada: (Velocidade especificada através do endereço S e de um valor de cinco dígitos)× (Correção do fuso) Velocidade real : Velocidade detetada com um codificador de posição p : Tempo decorrido entre a alteração da velocidade especificada e o início do controle. q : (Tolerância porcentual para iniciar a supervisão)×(Velocidade nominal) r : (Oscilação porcentual detetada como condição de alarme)× (Velocidade especificada) d : Oscilação detetada como alarme (especificada no parâmetro 4913) O alarme é acionado se a diferença entre a velocidade especificada e a velocidade efetiva for superior a r e d. Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 103 NOTA 1 Quando é acionado um alarme durante a operação automática, ocorre uma parada de bloco a bloco. O alarme de sobreaquecimento do fuso é indicado na tela CRT e é emitido o sinal de alarme “SPAL” (com o valor 1 em caso de presença de um alarme). Este sinal é anulado durante o reset. 2 Mesmo que se execute um reset após o acionamento do alarme, o alarme voltará a ser acionado se a causa não tiver sido eliminada. 3 A supervisão não é efetuada durante o estado de parada do fuso (*SSTP = 0). 4 Através do parâmetro (nº 4913), é possível definir uma faixa de oscilação permitida da velocidade, de forma a suprimir o acionamento de um alarme. No entanto, será acionado um alarme um segundo mais tarde, se a velocidade real detetada for igual a 0 rpm. 5 Os valores de p, q e r especificados no bloco G26 são definidos nos seguintes parâmetros. Se a especificação de p, q ou r for omitida, é chamado o valor definido no parâmetro correspondente. p : Parâmetro nº 4914 q : Parâmetro nº 4911 r : Parâmetro nº 4912 6 O bit 0 (FLR) do parâmetro nº 4900 pode ser usado para especificar 0,1% como as unidades dos valores q e r especificados. PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 104 Durante a rotação, o fuso conetado ao motor do fuso é girado a uma determinada velocidade para girar, por sua vez, a peça montada no fuso. A função de posicionamento do fuso gira o fuso conetado ao respectivo motor para um determinado ângulo, a fim de posicionar a peça montada no fuso em um determinado ângulo. O fuso é posicionado no eixo C. A função de posicionamento do fuso involve as três operações que se seguem: 1. Cancelamento do modo de rotação do fuso e ativação do modo de posicionamento do fuso (orientação do fuso) 2. Posicionamento do fuso no modo de posicionamento do fuso 3. Cancelamento do modo de posicionamento do fuso e ativação do modo de rotação do fuso Quando o posicionamento do fuso é executado pela primeira vez depois domotor do fuso ter sido usado para umaoperação normal do fuso ouapós uma interrupção do posicionamento do fuso, é necessário proceder à orientação do fuso. A função de orientação permite parar o fuso em uma posição pré--determinada. Aorientação édirecionadapelo códigoMdefinido no parâmetro nº 4960. A direção da orientação pode ser definida com um parâmetro. Para um fuso analógico, o sentido da orientação é especificado em ZMIx (bit 5 do parâmetro 1006). No caso do fuso serial, é definido em RETRN (bit 5 do parâmetro 4005). O fuso pode ser posicionado com um ângulo arbitrário ou com um ângulo semi--fixo. O endereçoM é seguido deum número de 2 dígitos. O valor especificável pode ser um de seis valores entre Mα e M(α+5). O valor α tem de ser previamente especificado no parâmetro nº 4962. Os ângulos de posicionamento correspondentes aos valores entre Mα e M(α+5) são apresentados na lista abaixo. O valor β tem de ser previamente especificado no parâmetro nº 4963. Código M Ângulo de posiciona- mento (Ex.)β=30° Mα β 30° M(α+1) 2β 60° M(α+2) 3β 90° M(α+3) 4β 120° M(α+4) 5β 150° M(α+5) 6β 180° Especifique o comando com valores incrementais. O sentido de rotação é especificado no parâmetro IDM (bit 1 do parâmetro 4950). 9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO 9.5.1 Orientação do Fuso 9.5.2 Posicionamento do Fuso D Posicionamento com um ângulo semi--fixo especificado através de um código M PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO 105 Especifique a posição através do endereço C ou H seguido de um valor numérico (ou de valores numéricos) assinalado(s). Os endereços C e H têm de ser especificados no modo G00, (Exemplo) C--1000 H4500 O ponto final tem de ser especificado com uma distância em relação ao ponto de referência do programa (nomodo absoluto), através do endereço C. Como alternativa, o ponto final também pode ser especificado com uma distância entre o ponto inicial e o ponto final (no modo incremental), através do endereço H. Os valores numéricos podem ser introduzidos com casas decimais. O valor tem de ser especificado em graus. (Exemplo) C35.0=C35 graus A posição para a qual o fuso é orientado é adotada como ponto de referência do programa. O ponto de referência do programa pode ser alterado por meio da definição de um sistema de coordenadas (G50) ou da definição automática de um sistema de coordenadas. Ponto de referência do programa A B 180° 90° Código G do tipo A Código G do tipo B e C Formato do comando Endereç o usado Comando A--B na figura acima Endereç o usado e código G Comando A--B na figura acima Comando absoluto Especifique o ponto final com uma distância do ponto de re- ferência do programa. C C180.0 ; G90,C G90C180.0; Comando incremental Especifique uma distância do ponto inicial ao ponto fi- nal. H H90.0 ; G91,C G90C90.0 ; D Posicionamento com um ângulo especificado através do endereço C ou H D Ponto de referência do programa D Velocidade de avanço para o posicionamento PROGRAMAÇÃO9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO B--64114PO/01 106 A velocidade de avanço durante p posicionamento é igual à velocidade de deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420. A aceleração/desaceleração linear é executada. Àvelocidade especificada pode ser aplicada uma correção de 100%, 50%, 25% e F0 (parâmetro nº 1421). A ferramenta desloca--se à velocidade de deslocamento rápido especificada no parâmetro nº 1420, até que seja alcançada umavelocidade suficiente para a orientação. Depois de alcançada esta velocidade, a orientação é executada à velocidade especificada no parâmetro nº 1425. Para se comutar do modo de posicionamento do fuso para a rotação normal do fuso, é necessário especificar o código M definido no parâmetro nº 4961. AVISO 1 As funções de bloqueio de avanço, funcionamento em vazio, bloqueio da máquina e bloqueio da função auxiliar não podem ser executadas durante o posicionamento do fuso. 2 O parâmetro nº 4962 tem de ser definido, mesmo que não seja executado um posicionamento com um ângulo semi--fixo especificado em um código M. Se o parâmetro não for definido, os códigos M entre M00 e M05 não funcionam corretamente. NOTA 1 Especifique o posicionamento do fuso em um bloco separado. Não é possível especificar no mesmo bloco comandos de movimento para o eixo X ou Z. 2 Se durante o posicionamento do fuso for acionada uma parada de emergência, o posicionamento do fuso é interrompido. Para retomar o posicionamento, comece com o passo de orientação. 3 A função de controle do contorno para o eixo Cs do fuso serial e a função de posicionamento do fuso não podemser usadas simultaneamente. Estando ativadas ambas as funções, a função de posicionamento do fuso tem prioridade. 4 Oeixo para oposicionamento do fuso é indicado empulsos, no sistemade coordenadas da máquina. D Velocidade de avanço durante o posicionamento D Velocidade durante a orientação 9.5.3 Cancelamento do Posicionamento do Fuso PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 107 10 FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) Estão disponíveis duas funções da ferramenta. Uma é a função de seleção da ferramenta e a outra é a função de gestão da vida útil das ferramentas. PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01 108 Especificando--se um valor numérico de 2 dígitos/4 dígitos a seguir ao endereço T, são transmitidos para a máquina--ferramenta um sinal de código e um sinal de strobe. Estes sinais são usados, principalmente, para selecionar ferramentas na máquina. Só pode ser programado um código T por cada bloco. Consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta para obter informações mais detalhadas sobre o número de dígitos programáveis com o endereço T e sobre a correspondência entre os códigos T e as operações damáquina. Quando um comando de movimento e um código T se encontram especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma destas formas: 1. Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos da função T. 2. Execução dos comandos da função T imediatamente após terminada a execução do comando de movimento. A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do fabricante da máquina--ferramenta. Para informações mais detalhadas, consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. T ffffff ff T fffffff Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta 1. O último dígito do código T designa o número de correção. 2. Os dois últimos dígitos do código T designam o número de correção. Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta f O valor a seguir ao código T indica a ferramenta desejada. Uma parte dos valores também é usada como número de correção, indicando a quantidade de compensação para a correção da ferramenta. Consulte omanual fornecido pelo fabricante damáquina--ferramenta para obter informações sobre a correspondência entre o código T, a ferramenta e a quantidade de dígitos para especificar a seleção da ferramenta. Exemplo(T2+2) N1G00X1000Z1400 N2T0313; (Seleção da ferramenta nº. 3 e valor de correção nº13) N3X400Z1050; Algumas máquinas utilizam valores de 1 dígito para especificar a seleção da ferramenta. 10.1 SELEÇÃO DA FERRAMENTA Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 109 As ferramentas são classificadas em diversos grupos. A vida útil da ferramenta (tempo ou freqüência de uso) é especificada para cada um dos grupos. Sempre que uma ferramenta é usada, o tempo de utilização da ferramenta é acumulado. Quando a vida útil da ferramenta é esgotada, é utilizada a ferramenta seguinte, previamente determinada no mesmo grupo. A esta função dá--se o nome de função de gestão da vida útil das ferramentas. No controle de 2 caminhos, a gestão da vida útil das ferramentas é efetuada separadamente para cada unidade porta--ferramenta. Do mesmo modo, os dados de gestão da vida útil das ferramentas também são definidos individualmente para cada unidade porta--ferramenta. As ferramentas usadas seqüencialmente em cada grupo e suas vidas úteis são registradas no CNC com o formato de programa apresentado na Tabela 10.2.1 (a). O_ _ _ _ ; Número do programa G10L3; Início da especificação dos dados de vida útil da ferramenta P_ _ _ L_ _ _ _ ; P___ : Número do grupo (de 1 a 128) L___ : Vida útil da ferramenta (de 1 a 9999) T_ _ _ _ ; (1) T:____ Número da ferramenta T_ _ _ _ ; (2) As ferramentas são selecionadas de (n) (1) a (2) a ... a (n). P_ _ _ L_ _ _ _ ; T_ _ _ _ ; Dados para o próximo grupo T_ _ _ _ ; G11; Fim da especificação dos dados de vida útil da ferramenta M02(M30); Fim do programa Tabela 10.2.1 (a): Formato do programa de gestão da vida útil Formato de fita Significado Para obter informações sobre o método de registro dos dados de vida útil da ferramenta no CNC, consulte a subseção III--11.4.14. 10.2 GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS 10.2.1 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta Formato PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01 110 A vida útil da ferramenta é especificada ou em função do tempo de uso (em minutos) ou em função da freqüência de uso, dependendo da especificação do parâmetro nº 6800#2 (LTM). Para a vida útil da ferramenta, podem ser especificados, nomáximo, 4300 minutos como tempo de uso e 9999 vezes como freqüência de uso. O número de grupos a serem registrados e o número de ferramentas registradas emcadagrupo podem ser combinadosde três formas. Umadas três combinações é definida através do parâmetro nº 6800#0,#1(GS1 e GS2). Tabela 10.2.1 (b): Número máximo de grupos e de ferramentas registrável GS2 (nº 6800#1) GS1 (nº 6800#0) Número máximo de grupos e de ferramentas sem função opcional para 128 pares de ferramentas ( ) ( ) Número do grupo Número da ferramenta 0 0 16 16 0 1 32 8 1 0 64 4 1 1 16 16 Em todos os casos acimamencionados, o númeromáximo de ferramentas registráveis é de 512 ou 256, dependendo, respectivamente, de a opção para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta ser ou não usada. Se a opção não for usada, defina os parâmetros da seguinte forma: Para até 16 grupos, com até 16 ferramentas em cada grupo, definir GS1 = 0 e GS2 = 0. Para até 32 grupos, comaté 8 ferramentas em cada grupo, definir GS1 = 0 e GS2 = 1. Para alterar a combinação, alterar o parâmetro e, de seguida, o programadedefinição é executado comacombinação dogrupo da ferramenta antiga definido no NC. Sempre que o parâmetro for alterado, o programa de definição de grupos terá de ser novamente executado. Omesmonúmero de ferramenta pode surgir no programadedados devida útil da ferramenta em qualquer posição e um número de vezes qualquer. O código T para o registro de ferramentas é composto, normalmente, de um número máximo de quatro dígitos. Sendo usada a opção para 128 grupos de controle da vida útil da ferramenta, o código poderá possuir, porém, um número máximo de seis dígitos. T ff Número de correção da ferramenta Seleção da ferramenta ff Se usar a função de controle da vida útil da ferramenta, não use os parâmetros de correção da posição da ferramenta, isto é, LD1 e LGN (bits 0 e 1 do parâmetro nº 5002). Explicações D Especificação em função do tempo ou da freqüência de uso da ferramenta D Número máximo de grupos e de ferramentas D Registro de ferramentas com o código T PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 111 O0001 ; G10L3; P001L0150 ; T0011 ; T0132 ; T0068 ; P002L1400 ; T0061; T0241 ; T0134; T0074; P003L0700 ; T0012; T0202 ; G11; M02 ; Dados do grupo 1 Dados do grupo 2 Dados do grupo 3 Os números de grupo especificados em P não têm de ser necessariamente consecutivos, não tendo também de ser atribuídos a todos os grupos. Para usar dois ou mais números de correção para a mesma ferramenta, no mesmo processo, proceda da seguinte forma: P004L0500; T0101 ; T0105; T0108; T0206; T0203; T0202 ; T0209; T0304; T0309; P005L1200; T0405; As ferramentas do grupo 4 são usa- das de (1) a (2) a (3). Cada ferramenta é usada 500 vezes (ou 500 minutos). Se este grupo for especificado três vezes em um processo, os números de correção são selecionados pela seguinte ordem: Tools (1): 01→05→08 Tools (2): 06→03→02→09 Tools (3): 04→09 Formato de fita Significado (3) (1) (2) Exemplo Explicações PROGRAMAÇÃO10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) B--64114PO/01 112 Entre T∆∆99 (∆∆ = número do grupo da ferramenta ) e T∆∆88, em um programa de usinagem, o tempo durante o qual a ferramenta é usada no modo de corte é contado em intervalos de 4 segundos. O tempo decorrido durante a parada de bloco único, bloqueio de avanço, deslocamento rápido, pausa e espera FIN é ignorado. É possível especificar um total de 4300 minutos para a vida útil de uma ferramenta. A contagem é iniciada em cada um dos processos acionados peloinício do ciclo de um programa de usinagem e terminada quando o reset do NC é ativado pelo comando M02 ou M03. Os contadores dos grupos de ferramentas usados em um processo avançam 1 unidade. Mesmo que o mesmo grupo seja especificado mais de uma vez em um processo, o contador só avança 1 unidade. É possível especificar um total de 9999 vezes para a vida útil de uma ferramenta. A contagem da vida útil da ferramenta é efetuada individualmente para cada grupo. O conteúdo dos contadores da vida útil não é apagado quando o CNC é desligado. Se a vida útil for especificada segundo a freqüência de uso, aplique um sinal de reset externo (ERS) ao CNC quando for executado o comando M02 ou M30. 10.2.2 Contagem da Vida Útil da Ferramenta Explicação D Especificação da vida útil da ferramenta segundo o tempo de uso (em minutos) D Especificação da vida útil da ferramenta em função da freqüência de uso PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 10. FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T) 113 Nos programas de usinagem, os códigos T são usados para especificar os grupos das ferramentas da seguinte forma: Formato de fita Significado Tnn99; Finaliza o uso da ferramenta atual e começa a usar a o grupo ∆∆. ”99” serve para distinguir esta especificação das especificações normais. Tnn88; Cancela a correção da ferramenta do grupo em causa ”88” serve para distinguir esta especificação das especificações normais. M02(M300); Finaliza o programa de usinagem. Formato de fita Significado T0199; Finaliza o uso da ferramenta anterior e começa a usar a ferramenta do grupo 01. T0188; Cancela a correção da ferramenta do grupo 01. T0508; Termina a utilização da ferramenta do grupo 01. Sele ciona o nº de ferramenta 05 e o nº de correção 08. T0500; Cancela a correção da ferramenta número 05. T0299; Finaliza o uso da ferramenta número 05 e começa a usar a ferramenta do grupo 02. T0199; Finaliza o uso da ferramenta do grupo 02 e começa a usar a ferramenta do grupo 01. Se for especificado mais do que um número de correção para a ferramenta, será selecionado o segundo número de correção. Caso contrário, será usado o número de correção anterior. 10.2.3 Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem Explicações PROGRAMAÇÃO11. FUNÇÃO AUXILIAR B--64114PO/01 114 11 FUNÇÃO AUXILIAR Há dois tipos de funções auxiliares; a função miscelânea (códigoM) para a especificação do início de funcionamento do fuso, parada do fuso, fim do programa, etc., e a função auxiliar secundária (código B). Quando um comando demovimento e a função miscelânea se encontram especificados no mesmo bloco, os comandos são executados de uma destas formas: i) Execução simultânea do comando de movimento e dos comandos de função miscelânea. ii) Execução dos comandos de função miscelânea após terminada a execução do comando de movimento. A seleção de uma ou de outra seqüência depende das especificações do fabricante da máquina--ferramenta. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIARB--64114PO/01 115 Quando o endereço M é especificado seguido de um número, são transmitidos para amáquina um sinal de código e um sinal de strobe. Este sinais são usados para ligar e desligar a máquina. Em geral, só é válido ucódigos M M por cada bloco, sendo, contudo, possível especificar um total de três códigosMnomesmobloco (embora não seja possível fazê--lo em algumas máquinas). A correspondência entre os códigos M e as funções depende do fabricante da máquina--ferramenta. Todos os códigosM são processados namáquina, exceto os códigosM98, M99, M198, os códigos M para a chamada de um subprograma (parâmetros nº 6071 a 6079) e os códigos M que se destinam à chamada demacros de usuário (parâmetros nº 6080 a 6089). Consulte o respectivo manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Os códigos M apresentados em seguida têm significados especiais. Indica o fim do programa principal. A operação automática é interrompida e é executado um reset no CNC. Isso varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Após a execução de um bloco que especifica o fim do programa, a unidade de controle volta ao início do programa. O bit 5 do parâmetro nº 3404 (M02) ou o bit 4 do parâmetro nº 3404 (M03) pode ser utilizado para impedir que M02 ou M03 ative o regresso da unidade de controle ao início do programa. A operação automática é interrompida após a execução de um bloco que inclua M00. Quando o programa é interrompido, todas as informações modais permanecem inalteradas. A operação automática pode ser reiniciada, ativando a operação cíclica. Isso varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Tal como acontece comM00, a operação automática é interrompida após a execução de um bloco que inclua M01. Este código só produz efeito se tiver sido pressionado o botão de parada opcional no painel de operação da máquina. Este código serve para chamar um subprograma. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte a seção II--13.3, ”Subprograma”. Este código indica o fim de um subprograma. Através da execução deM99, a unidade de controle regressa ao programa principal. Os sinais de código e de strobe não são transmitidos. Para informações mais detalhadas, consulte a seção II--13.3, ”Subprograma”. Este código serve para chamar um subprogramade umarquivo, na função de entrada/saída externa. Para informações mais detalhadas, consulte a descrição da função de chamada de subprograma (III--4.5). NOTA O bloco imediatamente a seguir a um bloco que contenha M00, M01, M02 ou M03 não é memorizado no buffer intermediário. Através dos parâmetros (nº 3411 a 3420), é possível especificar, do mesmo modo, mais dez códigos M que impedem que o bloco subseqüente seja lido 3411 a 3421). Para informações mais detalhadas sobre estes códigos M, consulte o manual de instruções fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. 11.1 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M) Explicações D M02,M03 (Fim do programa) D M00 (Parada do programa) D M01 (Parada opcional) D M98 (Chamada de subprograma) D M99 (Fim do subprograma) D M198 (Chamada de um subprograma) PROGRAMAÇÃO11. FUNÇÃO AUXILIAR B--64114PO/01 116 Até agora só têm sido referidos blocos que contêm apenas ucódigosMM. Podem ser especificados até três códigos M em um único bloco único quando o bit 7 (M3B) do parâmetro n.º 3404 for definido para 1. Até três códigos M especificados em um bloco são simultaneamente enviados para a máquina. Isso significa que, em comparação com o método convencional de um único comando M por cada bloco, se pode obter uma usinagem com um tempo de ciclo mais curto. O CNC permite programar um total de três códigos M no mesmo bloco. Contudo, há alguns códigos M que não podem ser especificados simultaneamente, devido a restrições de ordem mecânica. Para informações mais detalhadas sobre as restrições de ordem mecânica inerentes à especificação simultânea de vários códigos M no mesmo bloco, consulte o manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta. M00,M01,M02,M30,M98,M99 ouM198 não podem ser especificados juntamente com outro código M. Alguns códigos M que não M00, M01, M02, M30, M98, M99 e M198 não podem ser especificados junto com outros códigosM; cada um desses códigos M tem de ser especificado em um bloco único. Estes códigos M incluem os que levam o CNC a executar operações internas, além de transmitir os próprios códigos M para a máquina. Mais precisamente, trata--se de códigos M para chamar os números de programa 9001 a 9009 e de códigos M para desativar a leitura prévia (memorização temporária) dos blocos subseqüentes. Portanto, só podem ser especificados simultaneamente no mesmo bloco os códigos M que levem o CNC unicamente a transmitir os próprios códigos M para a máquina (sem executar operações internas). Um comando M por cada bloco Vários comandos M no mesmo bloco M40 ; M50 ; M60 ; G28G91X0Z0 ; : : : M40M50M60 ; G28G91X0Z0 ; : : : : : 11.2 VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCOExplicações Exemplos PROGRAMAÇÃO 11. FUNÇÃO AUXILIARB--64114PO/01 117 A indexação da mesa é executada através do endereço B e de um número subseqüente de 8 dígitos. A relação entre os códigos B e a indexação correspondente varia conforme o fabricante da máquina--ferramenta. Para mais informações, consulte o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. De 0 a 99999999 1. É possível utilizar números decimais para a entrada. Comando Valor de saída B10. 10000 B10 10 2. Através do parâmetro DPI (nº 3401#0), é possível alterar o fator de escalonamento de B (1000 ou 1), se o ponto decimal for omitido. Comando Valor de saída DPI igual a 1: B1 1000 DPI igual a 0: B1 1 3. Através do parâmetro AUX (nº 3405#0), é possível alterar o fator de escalonamento de B (1000 ou 10000) se o ponto decimal for omitido no sistema de entrada em polegadas, sendo DPI=1. Comando Valor de saída AUX igual a 1:B1 10000 AUX igual a 0:B1 1000 Quando são utilizadas estas funções, é desativado o endereço B que especifica o movimento do eixo. 11.3 FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B) Explicações D Faixa de valores de comando D Método de comando Restrições PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 118 12 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA Há dois tipos de programa: o programa principal e o subprograma. Normalmente, o CNC trabalha de acordo com o programa principal. Contudo, se o programa principal incluir um comando de chamada de um subprograma, o controle passa para o subprograma. Quando aparece no subprograma um comando que especifica o regresso ao programa principal, o controle passa novamente para o programa principal. Seguir as instruções do subprograma Programa principal Subprograma Instrução 1 Instrução 2 Instrução n Instrução 1′ Instrução 2′ Instrução n+1 Regresso ao programa principal Fig. 12 (a) Programa principal e subprograma A memória CNC pode armazenar um total de 200 programas principais e subprogramas. Dos programas principais memorizados, pode selecionar--se um para operar a máquina. Para obter informações sobre os métodos de registro e seleção de programas, consulte as o capítulo III--9 e III--10. Aspectos gerais D Programa principal e subprograma PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 119 Um programa é constituído pelas seguintes componentes: Tabela 12: Componentes de um programa Componentes Descrições Início da fita Símbolo que indica o início de um arquivo do pro- grama Seção inicial Utilizada para o título de um arquivo do programa, etc. Início do programa Símbolo que indica o início de um programa Seção de programa Comandos para a usinagem Seção de comentários Comentários ou instruções para o operador Fim da fita Símbolo que indica o fim de um arquivo do pro- grama Início da fita % TÍTULO ; O0001 ; M30 ; % (COMENTÁRIO) Seção de programa Seção inicial Início do programa Seção de comentários Fim da fita Fig. 12 (b) Configuração do programa Uma seção de programa é composta de vários blocos, começando com o número do programa e terminando com um código de fim do programa. Seção de programa Configuração da seção de programa Número do programa O0001 ; Bloco 1 N1 G91 G00 X120.0 Y80.0 ; Bloco 2 N2 G43 Z--32.0 H01 ; : : Bloco n Nn Z0 ; Fim do programa M30 ; Um bloco contém informações necessárias para a usinagem, tais como comandos de movimento ou comandos de ativação/desativação do líquido refrigerante. Especificando--se um valor após uma barra (/), no início de um bloco, é possível desativar a execução de alguns blocos (ver “Salto opcional de bloco” na seção II--12.2). D Componentes do programa D Configuração da seção de programa PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 120 Aqui são descritas as outras componentes do programa que não as seções de programa. Para informações sobre as seções de programa, consulte a seção II--12.2. Fig. 12.1 Configuração do programa A expressão ’início da fita’ indica o início de um arquivo que contém programas CNC. Esta indicação torna--se desnecessária, se os programas forem lidos através do SISTEMA P ou de PCs normais. A indicação não aparece na tela do programa. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é automaticamente editada no início do arquivo. Tabela 12.1 (a): Código de início da fita Nome Códig o ISO Códig o EIA Notação neste manual Início da fita % ER % A seção inicial é constituída pelos dados introduzidos no arquivo antes dos programas. Quando a usinagem é iniciada, encontra--se, normalmente, ativo o estado de ignorar rótulo identificativo que é ativado através da ligação da máquina ou do reset do sistema. No estado de ignorar rótulo identificativo, são ignoradas todas as informações até que seja lido o código de fim de bloco. Quando um arquivo é lido para a unidade CNC por meio de um dispositivo de E/S, a função de ignorar rótulo identificativo permite que as seções iniciais sejam ignoradas. Geralmente, as informações contidas nas seções iniciais são, p. ex., os cabeçalhos dos arquivos. Quando a seção inicial é ignorada, o controle de paridade não é realizado. Sendo assim, a seção inicial pode conter qualquer código exceto o código EOB. O código de início do programa tem de ser introduzido imediatamente após a seção inicial, isto é, imediatamente antes da seção de programa. Este código indica o início de um programa e é sempre necessário para desativar a função de ignorar rótulo identificattivo. No SISTEMA P ou em PCs normais, este código pode ser introduzido pressionando a tecla de return. Tabela 12.1 (b): Código de início do programa Nome Códig o ISO Códig o EIA Notação neste manual Início do programa LF CR ; 12.1 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA Explicações D Início da fita D Seção inicial D Início do programa % TÍTULO; O0001 ; M30 ; % (COMENTÁRIO) Início da fita Seção de programa Seção inicial Início do programa Seção de comentários Fim da fita PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 121 NOTA Se um arquivo contiver vários programas, o código EOB para a operação de ignorar o rótulo identificativo não pode surgir antes do segundo número do programa ou do número do programa subseqüente. No entanto, se o programa precedente terminar com %, a expressão ”início do programa” é necessária no início do programa. Todas as informações contidas entre os códigos de controle--out e de controle--in são consideradas como sendo comentários e ignoradas pelo CNC.Ousuário pode introduzir aqui cabeçalhos, comentários, instruções para o operador, etc. A seção de comentários não possui um comprimento limitado. Tabela 12.1 (c): Códigos de controle--in e de controle--out Nome Códi go ISO Códig o EIA Notação neste manual Significado Controle-- out ( 2--4--5 ( Início da seção de com- entários Controle--in ) 2--4--7 ) Fim da seção de com- entários Quando um programa é lido para operações de memória, as eventuais seções de comentários não são ignoradas, mas lidas também para a memória. Tenha, contudo, em atenção que os códigos que não se encontram incluídos na tabela de códigos do anexo F são ignorados, não sendo, portanto, lidos para a memória. Se o programa que se encontra nesta memória for editado em um dispositivo de entrada/saída externo (ver seção III--8), todos os comentários são igualmente editados. Se o programa for apresentado na tela, suas seções de comentários são também apresentadas. Os códigos que tiverem sido ignorados durante a leitura para a memória não são, porém, editados nem apresentados. Durante as operações de memória ou as operações DNC, são ignoradas todas as seções de comentários. A função de controle TV pode ser utilizada para seções de comentários, definindo--se o parâmetro CTV (bit 1 do parâmetro nº 0100) de forma correspondente. CUIDADO Se nomeio de uma seçãode programaaparecer uma longa seção de comentários, o movimento ao longo de um eixo poderá ser suspendido por um período de tempo mais prolongado, devido a essa seção de comentários. Conseqüentemente, as seçõesde comentários devem ser sempre introduzidas em pontos que permitam a ocorrência de uma suspensão do movimento ou que não impliquem movimentos. NOTA 1 Se for lido um código de controle--in sem um código de controle--out correspondente, o primeiro é ignorado. 2 O código EOB não pode ser utilizado em comentários. D Seção de comentários PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 122 O código de fim da fita tem de ser introduzido no final do arquivo de programas NC. Se os programas forem introduzidos pormeio do sistema deprogramação automática, não é necessário introduzir esta indicação. A indicação não aparece na tela de exibição CRT. No entanto, se o arquivo for editado, a indicação é automaticamente editada no fim do arquivo. Quando se tenta executar% semqueM02ouM03 se encontremdispostos no final do programa, é acionado um alarme P/S (nº 5010). Tabela 12.1 (d): Código de fim da fita Nome Código ISO Código EIA Notação neste manual Fim da fita % ER % D Fim da fita PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 123 Aqui são descritos os elementos de uma seção de programa. Para informações sobre as outras componentes do programa, consulte a seção II--12.1. % (COMENTÁRIO) % TÍTULO ; O0001 ; N1 … ; M30 ; Seção de programa Número do programa Número de seqüência Fim do programa Fig. 12.2 (a) Configuração do programa A cada programa registrado inicialmente na memória é atribuído um número de programa constituído pelo endereço O seguido de um número de quatro dígitos, para o identificar. No entanto, se for utilizada a opção para números de programa de 8 dígitos, especifique oito dígitos para o número do programa (ver seção II.12.4). No código ISO, podem ser usados os dois pontos ( : ) em vez de O. Se não for especificado nenhum número de programa no início do programa, o número de seqüência (N....) que se encontra no início do mesmo é adotado como número do programa. Se forem utilizados números de seqüência de quatro dígitos, os quatro dígitosmais baixos são registrados como número do programa. Se os quatro dígitos mais baixos forem todos 0, é registrado como número do programa o número de programa imediatamente anterior acrescentado de 1. Tenha, contudo, em atenção que N0 não pode ser utilizado em números de programa. Caso não haja nenhum número de programa nem de seqüência no início do programa, o número do programa terá de ser especificado através do painelMDI, nomomento emqueo programaé arquivadonamemória (ver seção 8.4 ou 10.1 na Parte III.). NOTA Os números de programa entre 8000 e 9999 poderão ser reservados pelo fabricante da máquina--ferramenta, não podendo, portanto, ser utilizados pelo usuário. 12.2 CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA D Número do programa PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 124 Um programa é composto de vários comandos. A uma unidade de comando dá--se o nome de bloco. Um bloco é separado de outro pormeio de um código EOB (código de fim do bloco). Tabela 12.2 (a): Código EOB Nome Código ISO Código EIA Notação neste manual Fim do bloco (EOB) LF CR ; No cabeçalho de um bloco pode introduzir--se um número de seqüência constituído por um endereço N seguido de um número de, no máximo, cinco dígitos (de 1 a 99999). Os números de seqüência podem ser especificados pela ordem desejada, sendo possível saltar quaisquer números. Os números de seqüência podem ser atribuídos a todos os blocos do programa ou apenas aos blocos desejados. No entanto, geralmente é conveniente atribuir os números de seqüência por ordem crescente, em sintonia com os passos de usinagem (por exemplo, quando é necessário substituir uma ferramenta por outra e a usinagem passa para uma nova superfície com indexação da mesa). N300 X200.0 Z300.0 ; O número de seqüência está sublinhado. Fig. 12.2 (b) Número de seqüência e bloco (exemplo) NOTA Não é possível utilizar N0 por motivos de compatibilidade do arquivo com outros sistemas CNC. 0 não pode ser utilizado como número de programa, não podendo, portanto, ser incluído em um número de seqüência que deva ser registrado como número de programa. Os blocos de uma fita de entrada são submetidos a um controle de paridade vertical. Se algum dos blocos possuir um número ímpar de caracteres (começando no código imediatamente a seguir ao EOB e terminando no EOB seguinte), é acionado um alarmeP/S (nº 002). Só não são submetidas ao controleTV as áreas que são ignoradas devido à função de ignorar rótulo identificativo. Através do bit 1 (CTV) do parâmetro nº 0100, pode especificar--se se os caracteres constituintes dos comentários, escritos entre “(” e “)”, deverão ou não ser contados ao obter o número de caracteres para o controle TV. A função de controle TV pode ser ativada e desativada através da unidade MDI (ver subseção 11.4.7 na Parte III.). D Número de seqüência e bloco D Controle TV (controle da paridade vertical ao longo da fita) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 125 Um bloco consiste em uma ou mais palavras. Uma palavra consiste em um endereço seguido de um número de vários dígitos. (Um número pode ser precedido de um sinal de mais (+) ou de menos (--).) Palavra = Endereço + Número (exemplo : X--1000) Para um endereço, é usada uma das letras (A a Z); um endereço define o significado de um número que se segue a um endereço. A Tabela 12.2 (b) apresenta os endereços mais freqüentes e seus significados. O mesmo endereço poderá ter significados diferentes, dependendo da especificação da função preparatória. Tabela 12.2 (b): Funções e endereços principais Função Endereço Significado Número do programa O (1) Número do programa Número da seqüência N Número da seqüência Função preparatória G Especifica um modo de deslocamento (linear, arco, etc.) Palavra de dimensão X, Y, Z, U, V, W, A, B, C Comando de movimento do eixo de coordenadas I, J, K Coordenada do centro do arco R Raio do arco Função de avanço F Velocidade de avanço por minuto, Velocidade de avanço por rotação Função da velocidade do fuso S Velocidade do fuso Função da ferramenta T Número da ferramenta Função auxiliar M Controle ON/OFF da máquina--ferra- menta B Indexação da mesa, etc. Pausa P, X, U Tempo de pausa Designação do número de um programa P Número do subprograma Número de repetições P Número de repetições do subprograma Parâmetro P, Q Parâmetros do ciclo fixo NOTA No código ISO, podem também ser usados os dois pontos ( : ) como o endereço de um número do programa. N_ G_ X_ Z_ F_ S_ T_ M_ ; Número da seqüência Função prepa- ratória Fig. 12.2 (c) 1 Bloco (exemplo) Palavra de dimensão Função de avanço Função da velocidade do fuso Função da ferra- menta Função mis- celânea D Configuração do bloco (palavra e endereço) PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 126 Os endereços principais e as faixas dos valores especificados para os endereços são apresentados abaixo. Tenha em atenção que estes números representam valores limites no lado CNC, os quais são completamente diferentes dos valores limites no lado da máquina--ferramenta. O CNC permite, por exemplo, que a ferramenta se desloque, ao todo, 100 m (entrada em milímetros) ao longo do eixo X. Contudo, o curso real ao longo do eixo X poderá ser limitado a 2 m em certas máquinas--ferramentas. Do mesmo modo, o CNC poderá permitir uma velocidade máxima de avanço de corte de 240 m/min, enquanto que a máquina--ferramenta não permite mais de 3 m/min. Para desenvolver um programa, o usuário deveria ler atentamente tanto os manuais da máquina--ferramenta como o presente manual, para tomar conhecimento das restrições concernentes à programação. Tabela 12.2 (c): Endereços principais e faixas dos valores de comando Função En- dereço Entrada em mm Entrada em pole- gadas Número do programa O (1) 1--9999 1--9999 Número da seqüência N 1--99999 1--99999 Função preparatória G 0--99 0--99 Palavra de di- mensão Sistema incremental IS--B X, Y, Z, U, V, W, A, B, C, I J K R De --99999,999 a +99999,999 De --9999.9999 a +9999.9999Sistema incremental IS--C I, J, K, R, De --9999.9999 a +9999.9999 De --999.99999 a +999.99999 Avanço por minuto Sistema incremental IS--B F de 1 a 240000 mm/min de 0.01 a 9600.00 pol/min Sistema incremental IS--C de 1 a 100000 mm/min De 0.01 a 4000.00 polegadas/min Avanço por rotação F de 0.01 a 500.00 mm/rot. de 0.0001 a 9.9999 pol/rot. Função da velocidade do fuso S De 0 a 20000 De 0 a 20000 Função da ferramenta T De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 Função auxiliar M De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 B De 0 a 99999999 De 0 a 99999999 Pausa Sistema incremental IS--B P, X, U De 0 a 99999.999 s De 0 a 99999.999 s Sistema incremental IS--C De 0 a 9999.9999 s De 0 a 9999.9999 s Designação do número do programa P De 1 a 9999 De 1 a 9999 Número de repetições P De 1 a 999 De 1 a 999 D Endereços principais e faixas dos valores de comando PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 127 NOTA No código ISO, os dois pontos (:) também podem ser utilizados como endereço de um número de programa. Se no cabeçalho de um bloco for especificada uma barra seguida de um número (/n (n=1 a 9)) e a chave n (para o salto opcional de bloco) estiver na posição ON, no painel de operação da máquina, a informação contida no bloco em que foi especificado /n -- correspondente à chave número n -- é ignorada nas operações de fita ou de memória. Se a chave n, para o salto opcional de blocos, estiver na posição OFF, a informação contida no bloco em que foi especificado /n é válida. Isso significa que o operador poderá decidir se o bloco em que /n foi especificado deverá ou não ser ignorado. É possível omitir o número 1 para /1, a não ser que sejam utilizadas no mesmo bloco duas ou mais chaves de salto opcional de bloco. Exemplo) (Errado) (Certo) //3 G00X10.0; /1/3 G00X10.0; Esta função é ignorada quando os programas são carregados namemória. Os blocos com /n também são arquivados na memória, independentemente da posição da chave de salto opcional de bloco. Os programas arquivados na memória podem ser editados, independentemente da posição das chaves de salto opcional de bloco. A função de salto opcional de bloco também é eficaz durante a operação de procura de números de seqüência. Dependendo da máquina--ferramenta, poderá não ser possível utilizar todas as chaves (de 1 a 9) de salto opcional de blocos. Consulte o manual do fabricante da máquina--ferramenta para informações mais detalhadas a este respeito. AVISO 1 Posição da barra A barra (/) tem de ser introduzida no início do bloco. Se a barra for introduzida em outra posição, a informação contida entre a barra e o código EOB é ignorada. 2 Desativação de uma chave de salto opcional de bloco A operação de salto opcional de bloco é executada no momento em que os blocos são lidos da memória ou da fita para o buffer. Após a leitura dos blocos para o buffer, os blocos já lidos não são ignorados, mesmo que alguma das chaves se encontre na posição ON. NOTA Controle TV e TH Quando uma chave de salto opcional de bloco se encontra na posição ON, as seções ignoradas são submetidas aos controles TH e TV, tal como acontece quando a chave se encontra na posição OFF. D Salto opcional de bloco PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 128 O fim deum programaé indicado, transmitindo umdos seguintes códigos no final do programa: Tabela 12.2 (d): Código de fim do programa Código Significado M02 Para o programa principal M30 M99 Para o subprograma Se um dos códigos de fim do programa for lido durante a execução do programa, o CNC termina a execução do programa e passa para o estado de reset. Se for lido o código de fim do subprograma, o controle regressa ao programa em que foi chamado o subprograma. AVISO Um bloco contendo um código de salto opcional de bloco, tal como /M02 ; , /M30 ; , ou /M99 ; não é tido em consideração no fim de um programa, se a chave de salto opcional de bloco no painel de operação da máquina estiver definida para ativada. (Ver item “Salto opcional de blocos”.) D Fim do programa PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 129 Se um programa contiver uma seqüência fixa ou padrões freqüentemente repetidos, essa seqüência ou padrão pode ser arquivado namemória como subprograma, para simplificar o programa. O subprograma pode ser chamado a partir do programa principal. O subprograma chamado também pode, por sua vez, chamar outros subprogramas. O jjjj ; M99 ; Número do subprograma (ou dois pontos (:), opcionalmente, no caso do código ISO) Fim do programa Um subprograma Como abaixo indicado, M99 não tem de formar um bloco separado. Exemplo) X100.0 Y100.0 M99 ; M98 P fff Número do subprograma Número de vezes que o subprograma deverá ser chamado repetidamente Se não for indicado o número de repetições, o subprograma é chamado apenas uma vez. ffff ; ↑ ↑ Quando o programa principal chama um subprograma, esta operação é considerada como chamada de subprogramas do nível um. Os subprogramas podem ser incluídos, ao todo, em quatro níveis, como seguidamente ilustrado. O0001 ; M98P1000 ; M30 ; Programa principal O3000 ; M99 ; O1000 ; M98P2000 ; M99 ; O2000 ; M98P3000 ; M99 ; Subprograma (Inclusão de nível um) (Inclusão de nível dois) (Inclusão de nível três) Subprograma Subprograma O4000 ; M99 ; (Inclusão de nível quatro) Subprograma M98P4000 ; Um subprograma pode ser chamado repetidamente 9999 vezes, no máximo, através de um único comando de chamada. Por uma questão de compatibilidade com os sistemas de programação automática, pode utilizar--se Nxxxx, no primeiro bloco, em vez de um número de subprograma a seguir a O (ou :). O número de seqüência após N é registrado como número do subprograma. Consulte o capítulo 10, na Parte III, para obter informações mais detalhadas sobre os métodos de registro de subprogramas. 12.3 SUBPROGRAMA (M98, M99) Formato D Configuração de um subprograma D Chamada do subprograma (M98) Explicações Item de referência PROGRAMAÇÃO12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA B--64114PO/01 130 NOTA 1 Os sinais M98 e M99 não são transmitidos para a máquina--ferramenta. 2 Não sendo possível encontrar o número do subprograma especificado pelo endereço P, é acionado um alarme (nº 078). L M98 P51002 ; L X1000.0 M98 P1200 ; L Seqüência de execução de subprogramas chamados por um programa principal Um subprograma pode chamar outro subprograma, da mesma forma que um programa principal chama um subprograma. Este comando especifica “Chamar o subprograma (número 1002) cinco vezes seguidas.” Um comando de chamada de subprograma (M98P_) pode ser especificado no mesmo bloco que um comando de movi- mento. Neste exemplo, o subprograma (número 1200) é chamado após um movimento do eixo X. 1 2 3 Programa principal N0010 ; N0020 ; N0030 M98 P21010 ; N0040 ; N0050 M98 P1010 ; N0060 ; Subprograma O1010 ; N1020 ; N1030 ; N1040 ; N1050 ; N1060 M99 ; Se P for utilizado para especificar um número de seqüência no final de um subprograma, a unidade de controle não regressa ao bloco a seguir ao bloco de chamada, mas ao bloco como número de seqüência especificado em P. Tenha, contudo, em atenção que P é ignorado, sempre que o programa principal não esteja operando no modo de operação de memória. Este método é muitomais demorado do que o método de regresso normal ao programa principal. Subprograma O0010 … ; N1020 … ; N1030 … ; N1040 … ; N1050 … ; N1060 M99 P0060 ; Programa principal N0010 … ; N0020 … ; N0030 M98 P1010 ; N0040 … ; N0050 … ; N0060 … ; Exemplos Utilização especial D Especificação do número de seqüência para o destino de retorno ao programa principal PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 12. CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA 131 SeM99 for executado no programaprincipal, o controle regressa ao início do programa principal. Por exemplo, M99 pode ser executado colocando /M99 ; num local adequado do programa principal e definindo a função do salto opcional de bloco para desativada ao executar o programa principal. Após a execução de M99, o controle regressa ao início doprograma principal e a execução é repetida desde o início do programa. A execução é repetida enquanto a função de salto opcional de blocos estiver desativada. Se a função do salto opcional de bloco estiver definida para ativada, o bloco /M99 ; é ignorado ; a unidade de controle passa ao bloco seguinte para continuar a execução. Se /M99Pn ; for especificado, a unidade de controle não regressa ao início do programa principal, mas ao número de seqüência n. Neste caso, o regresso ao número de seqüência n dura mais tempo. N0010 … ; N0020 … ; N0030 … ; N0040 … ; N0050 … ; N0060 M99 P0030 ; N0070 … ; N0080 M02 ; / Salto opcional de bloco ON Salto opcional de bloco OFF Um subprograma pode ser executado tal como um programa principal, localizando--se o seu início através do MDI. (Para mais informações sobre as operações de localização, consulte a seção 9.3 na Parte III.) Neste caso, se for executado um bloco que contenha M99, o controle regressa ao início do subprograma para uma execução repetida. Se for executado um bloco que contenha M99Pn, o controle regressa ao bloco do subprograma com o número de seqüência n, para uma execução repetida. Pra cancelar este programa, temdese colocarumblococontendo /M02 ; ou /M30 ; em um local adequado, tendo de se definir a chave de bloco opcional para desativada ; a chave tem primeiro de ser definida para ativada. N1010 … ; N1020 … ; N1030 … ; N1040 M02 ; N1050 M99 P1020 ;/ Salto opcional de bloco ON D Usando M99 no programa principal D Usando apenas um subprograma PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 132 13 FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR APROGRAMAÇÃO Este capítulo aborda os seguintes temas: 13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) 13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70 -- G76) 13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80 -- G89) 13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) 13.5 CHANFRAGEM E CANTO R 13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO--REVÓLVER (G68, G69) 13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO 13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COMMACHO NOTA Os diagramas explanatórios incluídos neste capítulo utilizam a programação do diâmetro no eixo X. Na programação do raio, U/2 é substituído por U e X/2 por X. Aspectos gerais PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 133 Estão à disposição três ciclos fixos: o ciclo fixo para corte do diâmetro exterior/interior (G90), o ciclo fixo de abertura de rosca (G92) e o ciclo fixo de torneamento da superfície final (G94). U/23(F) G90X (U)__Z (W)__F__ ; X/2 Eixo X Eixo Z 2(F) R……Deslocamento rápidose F……Especificado com um código F 1(R) 4(R) Z W Fig. 13.1.1 (a) Ciclo de corte reto Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos endereços U eW depende da direção dos caminhos 1 e 2. No ciclo da Fig. 13.1.1(a), os sinais de U e W são negativos. No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo. 13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94) 13.1.1 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90) D Ciclo de corte reto PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 134 G90X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; Eixo X R2(F) R…Deslocamento rápido F…Especificado com um código F 3(F) X/2 4(R) Z U/2 1(R) W Eixo Z Fig. 13.1.1 (b) Ciclo de corte cônico Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta: 1. U < 0, W < 0, R < 0 X 2. U > 0, W < 0, R > 0 Z U/2 3(F) 4(R) 1(R) 2(F) W X Z U/2 3(F) 4(R) 2(F) W 1(R) 3. U < 0, W < 0, R > 0 em | R |≦ | | X Z 4. U > 0, W < 0, R<0 em | R |≦ | | X Z W W 2(F) 2(F) U/2U/2 3(F)3(F) 4(R) 4(R) 1(R) 1(R) U 2 U 2 R R R R D Ciclo de corte cônico D Sinais dos números especificados no ciclo de corte cônico PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 135 G92X(U)__ Z(W)__ F__ ; Passo (L) é especificado. X/2 Eixo X Eixo Z R……Deslocamento rápido F…… Especificado com um código F Z L 1(R) 2(F) 3(R) 4(R) Aprox. 45° (Na figura à esquerda, o ângulo chanfrado é de 45 graus ou menor, devido ao atraso do sistema servo.) r W Pormenor da rosca chanfrada Fig. 13.1.2 (a) Abertura de rosca reta Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos endereços U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2. Isto é, se a direção do caminho 1 for a negativa ao longo do eixo X, o valor de U é negativo. As faixas admissíveis para os passos de rosca, limite da velocidade do fuso, etc., são as mesmas de G32 (abertura de rosca). Neste ciclo de abertura de rosca, é possível executar a chanfragem de rosca, que é iniciada através de um sinal da máquina--ferramenta. O percurso de chanfragem é especificado dentro de uma faixa de 0.1L a 12.7L, em incrementos de 0.1L, através de um parâmetro (nº 5130). (Na expressão acima, L representa o passo de rosca.) No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo. 13.1.2 Ciclo de Abertura de Rosca (G92) PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 136 AVISO As notas referentes à abertura de rosca emG32 são válidas também para este tipo de abertura de rosca. No entanto, uma parada pelo bloqueio de avanço é como se segue; parada após o término do caminho 3 do ciclo de abertura de rosca. CUIDADO A ferramenta é retraída durante a chanfragem e retorna ao ponto inicial do eixo X e, em seguida, do eixo Z, assim que o status do bloqueio de avanço seja ativado durante a abertura de rosca (movimento 2). Durante a retração, não é possível executar outro bloqueio de avanço. A distância chanfrada é igual à existente no ponto final. Movimento durante o bloqueio de avanço Ponto de parada Ciclo normal Deslocamento rápido O bloqueio de avanço é ativado aqui. PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 137 Eixo X (R) 0Deslocamento rápido (F) 0Especificado com um código F 2(F) 4(R) X/2 1(R) Eixo Z 3(R) r L Z G92X(U)__ Z(W)__ R__ F__ ; Passo (L) é especificado. W U/2 R Aprox. 45° (Na figura à esquerda, o ângulo chanfrado é de 45 graus ou menor, devido ao atraso do sistema servo.) Detalhe da rosca chanfrada Fig. 13.1.2 (b) Ciclo de abertura de rosca cônica D Ciclo de abertura de rosca cônica PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 138 G94X(U)__ Z(W)__ F__ ; Eixo X 0 4(R) X/2 3(F) Eixo Z 1(R) 2(F) U/2 Z W (R)……Deslocamento rápido (F)……Especificado com um código F X/2 U/2 Z Fig. 13.1.3 (a) Ciclo de corte frontal Na programação incremental, o sinal dos números que se seguem aos endereços U e W depende da direção dos caminhos 1 e 2. Isto é, se a direção do caminho for a direção negativa do eixo Z, o valor de W é negativo. No modo de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas presssionando--se uma vez o botão de início de ciclo. 13.1.3 Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94) D Ciclo de corte frontal PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 139 Eixo X (R) Deslocamento rápido (F) Especificado através do código F4(R) X/2 3(F) Eixo Z 1(R) 2(F) U/2 Z WR Fig. 13.1.3 (b) Na programação incremental, existe a seguinte relação entre os sinais dos números a seguir ao endereço U, W e R e os caminhos da ferramenta: 1. U < 0, W < 0, R < 0 2. U > 0, W < 0, R < 0 3. U < 0, W < 0, R > 0 em R ≦ W 4. U > 0, W < 0, R<0 em R ≦ W X Z U/2 3(F) 4(R) 1(R) 2(F) WR X Z W U/2 4(R)2(F) 1(R) 3(F) R X Z W U/2 1(R) 4(R)2(F) 3(F) R X Z U/2 3(F) 4(R) 1(R) 2(F) W R D Ciclo de corte cônico frontal D Sinais dos números especificados no ciclo de corte cônico PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 140 NOTA 1 Uma vez que os dados de X (U), Z (W) e R são modais durante o ciclo fixo, os valores previamente especificados para X (U), Z (W) ou R permanecem válidos, desde que nãosejam novamente programados. Assim, se a distância a percorrer no eixo Z não for alterada, tal como no exemplo abaixo, o ciclo fixo pode ser repetido, especificando apenas os comandos de movimento para o eixo X. Estes dados são, porém, apagados se for programado um código G de ação simples, exceto G04 (pausa), ou um códigoG do grupo 01, exceto G90, G92 e G94. O ciclo ilustrado na figura acima é executado pelo seguinte programa: N030 G90 U--8.0 W--66.0 F0.4 ; N031 U--16.0 ; N032 U--24.0 ; N033 U--32.0 ; 2 Podem ser executadas as seguintes aplicações: (1) Quando se especifica um comando EOB ou comandos sem movimento no bloco que se segue ao que contém a especificação deum ciclo fixo, se obtém a repetição domesmo ciclo fixo. (2) Quando se especifica a função M, S ou T durante o modo de ciclo fixo, o ciclo fixo e a função M, S ou T podem ser executados simultaneamente. Se isso for inconveniente, cancele o ciclo fixo (especificandoG00ouG01) uma vez, como nos programas exemplificativos apresentados abaixo, e execute o comando M, S ou T. Após concluída a execução de M, S ou T, comande novamente o ciclo fixo. (Exemplo) N003 T0101 ; : : N010 G90 X20.0 Z10.0 F0.2 ; N011 G00 T0202 ; N012 G90 X20.5 Z10.0 ; Eixo Z 16 128 4 0 66 Eixo X Peça (Exemplo) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 141 O ciclo fixo apropriado é selecionado de acordo com o contorno do material e do produto. Contorno do material Contorno do produto Contorno do material Contorno do produto 13.1.4 Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94) D Ciclo de corte reto (G90) D Ciclo de corte cônico (G90) PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 142 Contorno do material Contorno do produto Contorno do material Contorno do produto D Ciclo de corte frontal (G94) D Ciclo de corte cônico frontal (G94) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 143 Existem vários tipos de ciclos fixos predefinidos que facilitam a programação. Os dados para o contorno da peça acabada descrevem, por exemplo, o caminho da ferramenta para a usinagem grosseira. Além disso, estão à disposição ciclos fixos para a abertura de rosca. Há dois tipos de remoção de material por torneamento : tipo I e II. Se umprogramaespecificar umcontorno de acabamentodeAparaA’para B, como na figura abaixo, a área especificada é removida em função de ∆d (profundidade de corte), deixando uma tolerância de acabamento∆u/2 e ∆w. B (F) (R) e A C ∆d A’ 45, (R) (F) ∆u/2 ∆w N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ F____ S____ T____ N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅; ∆d : Profundidade de corte (designação do raio) Designação semsinal. A direção de corte depende da direçãoAA’. Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor tambémpode ser especificado através de um parâmetro (nº 5132) que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. e : Quantidade de escape Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor tambémpodeser especificadoatravés deumparâmetro (nº 5133) que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ns : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de acabamento. nf : Número de seqüência do último bloco para o programado contorno de acabamento. ∆u : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do diâmetro / raio). ∆w : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z. f,s,t : Qualquer função F, S ou T contida nos blocos ns a nf do ciclo é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G71. G71 U (∆d) R (e) ; G71 P (ns) Q (nf) U (∆u) W (∆w) F (f ) S (s ) T (t) Comando do programa (F) : Avanço de corte (R) : Deslocamento rápido O comando de movimento entre A e B é especificado nos blocos situados entre os números de seqüência ns e nf. Fig. 13.2.1 (a) Caminho de corte na remoção de material por torneamento (tipo I) 13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70--G76) 13.2.1 Remoção de Material por Torneamento (G71) D Tipo I PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 144 NOTA 1 Apesar de ∆d e ∆u serem especificados através do endereço U, seu significado é determinado pela presença dos endereços P e Q. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G71 com a especificação de P e Q. As funções F, S e T especificadas no comando de movimento entre os pontos A e B são ineficazes, sendo apenas eficazes as funções especificadas no bloco G71 ou no bloco precedente. Se a opção de controle da velocidade de corte constante for selecionada, o comando G96 ou G97 especificado no comando de movimento entre os pontos A e B é ineficaz, sendo eficaz o comando especificado no bloco G71 ou no bloco precedente. Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes: O caminho da ferramenta entre A e A’ é especificado no bloco com o número de seqüência “ns” e que inclui G00 ou G01. Neste bloco, não é possível especificar nenhum comando de movimento no eixo Z. No caminho da ferramenta entre A’ e B, o padrão tem de aumentar ou diminur continuamente no eixo X e no eixo Z. Se o caminho da ferramenta entre A e A’ for programado com G00/G01, o corte ao longo de AA’ é executado no modo G00 ou G01, respectivamente. 3 Não é possível chamar um subprograma a partir do bloco situado entre os números de seqüência “ns” e “nf”. B A A’ U(+)…W(--) A A’ AA A’A’ +X +Z U(+)…W(+) U(--)…W(--)U(--)…W(+) É possível execu- tar tanto a interpo- lação linear como a circular PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 145 O tipo II difere do tipo I nos seguintes pontos: o perfil não tem de apresentar um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo X e pode ter, ao todo, 10 concavidades (bolsas). Se forem especificadas 11 ou mais concavidade é ativado um alarme P/S (nº 068). 12310 ...... Fig. 13.2.1 (b) Número de bolsas na remoção de material por torneamento (tipo II) Tenha em atenção que o perfil terá de apresentar, porém, um aumento ou diminuição uniforme ao longo do eixo Z. O seguinte perfil não pode ser usinado: A alternância uniforme não é observada ao longo do eixo Z Fig. 13.2.1 (c) Contorno que não pode ser usinado na remoção de material por torneamento (tipo II) A primeira seção cortada não precisa ser vertical; é premitido qualquer perfil se uma alternância uniforme for mostrada ao longo do eixo Z. Fig. 13.2.1 (d) Contorno que pode ser usinado (alternância uniforme) na remoção de material por torneamento (tipo II) Após o torneamento, surge uma distância originada pelo corte ao longo do perfil da peça. D Tipo II PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 146 e (definido através de um parâmetro) Fig. 13.2.1 (e) Chanfragem na remoção de material torneamento (tipo II) A distância e (especificada em R) a ser originada após o corte, também pode ser especificada através do parâmetro nº 5133. Abaixo é mostrado um caminho de corte exemplificativo: 18 23 28 30 27 26 24 25 22 9 10 2 14 20 7 13 19 5 1 6 11 12 16 17 8 4 21 15 29 3 Fig. 13.2.1 (f) Caminho de corte na remoção de material por faceamento A correção do raio da ponta da ferramenta não é adicionado às tolerâncias de acabamento ∆u e ∆w. Na remoção de material por torneamento, a correção do raio da ponta da ferramenta é igual a zero. W=0 tem de ser especificado ; de contrário, a ponta da ferramenta pode cortar em um lado da parede. No primeiro bloco de uma seção repetitiva, é necessário especificar dois eixos: X (U) e Z (W). W0 também é especificado quando não é executado qualquer movimento no eixo Z. Quando é especificado apenas um eixo no primeiro bloco de uma seção repetitiva Tipo I Quando são especificados dois eixos no primeiro bloco de uma seção repetitiva Tipo II Quando o primeiro bloco não inclui qualquer movimento no eixo Ze se pretende usar o tipo II, é necessário especificar W0. (Exemplo) TIPO I TIPO II G71 V10.0 R5.0 ; G71 V10.0 R5.0 ; G71 P100 Q200....; G71 P100 Q200........; N100X (U)___; N100X (U)___ Z(W)___; : : : : N200..............; N200.........................; D Distinção entre o tipo I e o tipo II PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 147 Tal como ilustrado na figura abaixo, este ciclo é semelhante a G71, excetuando que o corte é feito paralelamente ao eixo X. A’ ∆u/2 ∆d B (F) (R) e 45° (R) (F) A C ∆w G72 W(∆d) R(e) ; G72 P(ns) Q(nf) U(∆u) W(∆w) F(f) S(s) T(t) ; Os significados de ∆d, e, ns, nf, ∆u,∆w, f, s e t são como em G71. Caminho da ferramenta Comando do programa Fig. 13.2.2 (a) Caminho de corte na remoção de material por faceamento Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Todos estes ciclos de corte são executados paralelamente ao eixo Z e os sinais de ∆u e ∆w são os seguintes: B A A’ U(+)…W(--)… A A A A’ +X +Z U(+)…W(+)… U(--)…W(--)…U(--)…W(+)… A’ A’ B B B É possível efetuar tanto a interpolação linear como a circular Fig. 13.2.2 (b) Sinais dos números especificados com u e w na remoção de material por faceamento O caminho da ferramenta entre A e A’ é especificado no bloco com o número de seqüência “ns” que inclui G00 ou G01. Neste bloco, não é possível especificar nenhum comando de movimento no eixo X. No caminho da ferramenta entreA’ eB, o padrão tem de aumentar ou diminur continuamente no eixo X e no eixo Z. Se o corte ao longo de AA’ deverá ser executado no modo G00 ou G01, depende do comando programado entre A e A’, como descrito no ponto 13.2.1. 13.2.2 Remoção de Material por Faceamento (G72) D Sinais dos números especificados PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 148 Esta função permite repetir um padrão de corte fixo, sendo o padrão deslocado ponto por ponto. Neste ciclo de corte é possível usinar eficientemente peças já usinadas grosseiramente, forjadas, fundidas, etc. ∆w A’ ∆u/2 ∆i+∆u/2 B (R) A D ∆k+∆w C ∆w ∆u/2 ∆i : Distância e direção da descarga na direção do eixo X (designação do raio). Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5135 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ∆k : Distância e direção da descarga na direção do eixo Z. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5136 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. d : Divisor Este valor é omesmoda contagem repetitiva para ocorte grosseiro. Estadesignação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5137 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. ns : Númerodeseqüênciadoprimeiro blocopara oprogramadocontorno deacabamento. nf : Número de seqüência do último bloco para o programa do contorno de acabamento. nu : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção X (designação do diâmetro/raio). nw : Distância e direção da tolerância de acabamento na direção Z. f,s,t : Qualquer funçãoF,SouTcontida nos blocos situados entre os números deseqüência “ns” e “nf” é ignorada, sendo eficaz a função F, S ou T deste bloco G73. Padrão programado: A→A’→B G73 U (ni) W (nk) R (d) ; G73 P (ns) Q (nf) U (nu) W (nw) F (f ) S (s ) T (t) ; N (ns)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ ⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅ F____ S____ T____ N (nf)⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅⋅; O comando de movimento entre A e B é especificado nos blocos situados entre os números de seqüência ns e nf. Fig. 13.2.3 Caminho de corte na repetição de padrões 13.2.3 Repetição de Padrões (G73) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 149 NOTA 1 Apesar dos valores ∆i e ∆k ou ∆u e ∆w serem especificados através do endereço U e W, respectivamente, seu significado é determinado pela presença dos endereçso P e Q no bloco G73. Se P e Q não forem especificados no mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆i e ∆k, respectivamente. Se P e Q forem especificados no mesmo bloco, os endereços U e W indicam ∆u e ∆w, respectivamente. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G73 com a especificação de P e Q. Seguidamente são ilustrados quatro padrões de corte. Preste atenção aos sinais de ∆u, ∆w, ∆k e ∆i. Depois de concluído o ciclo de usinagem, a ferramenta regressa ao ponto A. Depois do corte grosseiro com G71, G72 ou G73, o acabamento é executado com o seguinte comando: G70P (ns) Q (nf) ; (ns) : Número de seqüência do primeiro bloco para o programa do contorno de acabamento. (nf) : Número de seqüência do último bloco para o pro grama do contorno de acabamento. NOTA 1 As funções F, S e T especificadas no bloco G71, G72, G73 não são eficazes, sendo eficazes apenas as que foram especificadas emG70 entre os números de seqüência “ns” e “nf”. 2 Quando o ciclo de usinagem é terminado com G70, a ferramenta regressa ao ponto inicial e o bloco seguinte é lido. 3 Não é possível chamar nenhum subprograma a partir dos blocos situados entre “ns” e “nf”, de G70 a G73. 13.2.4 Ciclo de Acabamento (G70) Formato PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 150 φ80 φ40φ160 20 2 88 201040 1010 190 110 7 (Programação do diâmetro, entrada em milímetros) N010 G50 X220.0 Z190.0 ; N011 G00 X176.0 Z132.0 ; N012 G72 W7.0 R1.0 ; N013 G72 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S550 ; N014 G00 Z58.0 S700 ; N015 G01 X120.0 W12.0 F0.15 ; N016 W10.0 ; N017 X80.0 W10.0 ; N018 W20.0 ; N019 X36.0 W22.0 ; N020 G70 P014 Q019 ; Remoção de material por faceamento (G72) Eixo X Ponto inicial Eixo Z φ120 Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 151 (Programação do diâmetro, entrada em milímetros) N010 G50 X260.0 Z220.0 ; N011 G00 X220.0 Z160.0 ; N012 G73 U14.0 W14.0 R3 ; N013 G73 P014 Q019 U4.0 W2.0 F0.3 S0180 ; N014 G00 X80.0 W--40.0 ; N015 G01 W--20.0 F0.15 S0600 ; N017 W--20.0 S0400 ; N018 G02 X160.0 W--20.0 R20.0 ; N019 G01 X180.0 W--10.0 S0280 ; N020 G70 P014 Q019 ; φ80φ180 220 B 2 130 16 16 110 14 2 14 0 20 φ120 Eixo X Eixo Z Repetição de padrões (G73) φ160 PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 152 O caminho de corte ilustrado na Fig. 13.2.5 é gerado pelo programa seguinte. Neste ciclo é possível executar a quebra de aparas, como se mostra abaixo. Se X (U) e P forem omitidos, as operações só poderão ser executadas no eixo Z, usado para a perfuração. e : Quantidade de retorno Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor tambémpode ser especificado através do parâmetro nº 5139 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. X : Componente X do ponto B U : Quantidade aumentada de A para B Z : Componente Z do ponto C W : Quantidade aumentada de A para C ∆i : Quantidade de movimento na direção X (sem sinal) ∆k : Profundidade de corte na direção Z (sem sinal) ∆d : Quantidade de descarga da ferramenta na base de corte. O sinal de ∆d é sempre positivo (+). Contudo, se o endereço X (U) e ∆i forem omitidos, a direção de descarga pode ser especificada com o sinal desejado. f : Velocidade de avanço U/2 W Dd ∆i’ C ∆k’ ∆k ∆k ∆k ∆k A (R)(R) (F) (R)(R)(R) (F)(F)(F)(F) ∆i ∆i e B [0<∆k’≦∆k] X Z (R) [0<∆i’≦∆i] G74R (e) ; G74X(U)_ Z(W)_ P(ni) Q(nk) R(nd) F (f ) ; Fig. 13.2.5 Caminho de corte no ciclo de perfuração profunda da superfície final NOTA 1 Apesar de e end serem especificados através do endereço R, seu significado é determinado pela presença do endereço X (U). Sendo especificado X(U), é utilizado nd. 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G74 com a especificação de X (U). 13.2.5 Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR APROGRAMAÇÃO 153 O caminho de corte ilustrado na Fig. 13.2.6 é gerado pelo programa seguinte. Ele é equivalente a G74, à exceção de X que é substituído por Z. Este ciclo permite a execução de quebra de aparas, ranhurar no eixo X e perfuração profunda no eixo X (neste caso, Z, W e Q são omitidos). W ∆d A (R) (F) ∆i e Z ∆k X (F) (F) (R) (F) (R) (R) (F) (R) U/2 G75R (e) ; G75X(U)_ Z(W)_ P(∆i) Q(∆k) R(∆d) F(f) ; Fig. 13.2.6 Caminho de corte no ciclo de perfuração do diâmetro exterior/interior G74 e G75 são usados para ranhurar e perfurar, permitindo uma descarga automática da ferramenta. Estão previstos quatro padrões simétricos, respectivamente. 13.2.6 Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/Interior (G75) PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 154 Ociclo de abertura de rosca é programado através do comandoG76, como ilustrado na Fig.13.2.7 (a). W C (F) (R) A U/2 ∆d E i X Z r D k (R) B Fig. 13.2.7 (a) Caminho de corte no ciclo de corte para múltiplas roscas 13.2.7 Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 155 k ∆ d ∆pn a B d G76P (m) (r) (a) Q (∆d min) R(d); G76X (u) _ Z(W) _ R(i) P(k) Q(∆d) F(L) ; m ; Contagem repetitiva na fase de acabamento (de 1 a 99) Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5142 que, por sua vez, pode ser alterado pormeio de um comando do programa. r : Quantidade de chanfragem Quando o passo de rosca é expresso por L, o valor de L pode ser especificado de 0.0L a 9.9L, em incrementos de 0.1L (número de 2 dígitos, de 00 a 90). Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5130 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. a : Ângulo da ponta da ferramenta É possível selecionar um de seis tipos de ângulos (80°, 60°, 55°, 30°, 29° e 05), especificando--o com um número de 2 dígitos. Esta designação émodal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5143 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. (Exemplo) Se m=2, r=1.2L, a=605, a especificação é feita da seguinte forma (L é o passo de rosca): P m r a 02 12 60 ∆dmin : Profundidade mínima de corte (especificada pelo valor do raio) Se a profundidade de corte de uma operação cíclica (d -- ∆d --1) for inferior a este valor limite, a profundidade de corte é fixada comeste valor. Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5140 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. d : Tolerância de acabamento Esta designação é modal e não se altera até que seja designado outro valor. Este valor também pode ser especificado através do parâmetro nº 5141 que, por sua vez, pode ser alterado por meio de um comando do programa. i : Diferença do raio da rosca. Se i = 0, é possível executar uma abertura normal de rosca reta. k : Altura da rosca Este valor é especificado pelo valor do raio. nd : Profundidade de corte no 1º corte (valor do raio) L : Passo de rosca (igual a G32). Ponta da ferramenta 1º 2º 3º Enésimo m, r e a são especificados simultaneamente por meio do endereço P. Fig. 13.2.7 (b) Detalhe do corte PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 156 Se o bloqueio de avanço for aplicado durante a abertura de rosca no ciclo de abertura de rosca múltipla (G76), a ferramenta é retraída rapidamente, tal como sucede na chanfragem executada no final do ciclo de abertura de rosca. A ferramenta regressa ao ponto inicial do ciclo. Quando o início do ciclo é acionado, o ciclo de abertura de rosca múltipla é reiniciado. Ver notas do ponto 13.1.2. NOTA 1 O significado dos dados especificados através do endereço P, Q R é determinado pela presença de X (U) e X (W). 2 O ciclo de usinagem é executado através do comando G76 com a especificação de X (U) e Z (W). Com este ciclo é executado o corte de uma extremidade e a carga da ponta da ferramenta é reduzida. Se o primeiro caminho possuir uma profundidade de corte nd e o enésimo caminho ndn, a quantidade de corte por ciclo é mantida constante. Estão previstos quatro padrões simétricos correspondentes ao sinal do respectivo endereço. É possível executar a abertura de rosca interna. Na figura acima, a velocidadede avançoentre C e D é especificada através do endereço F; no outro caminho ela corresponde à velocidade de deslocamento rápido. O sinal das dimensões incrementais, na figura acima, é o seguinte: U, W : Menos (determinado pela direção do caminho AC e CD da ferramenta.) R : Menos (determinado pela direção do caminho AC da ferramenta.) P : Mais (sempre) Q : Mais (sempre) 3 As notas referentes à abertura de rosca com G32 e G92 também se aplicam aqui. 4 O comando de chanfragem também é eficaz no ciclo de abertura de rosca G92. 5 A ferramenta retorna ao ponto de início de ciclo (profundidade de corte ndn) assim que o statuts de bloqueio de avanço for ativado durante a abertura de rosca. (ndn : profundidade de corte no enésimo corte) 6 Se o ponto inicial do ciclo de abertura de rosca estiver perto de uma peça, a ferramenta pode interferir coma peça durante o ciclo de retração por que se passa ao longo do percurso do ciclo de retração descrito na nota 5. Por isso, o ponto inicial do ciclo de abertura de rosca tem de estar afastado pelo menos o valor k (altura da rosca) do topo da rosca. Ciclo normal Ciclo de retração topo da rosca fundo da rosca ponto inicial do ciclo de abertura de rosca ponto inicial do enésimo ciclo 1.º ciclo 2.º ciclo 3.º ciclo enésimo ciclo ndn ndn k D Retração do ciclo de abertura de rosca PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 157 1.8 3.68 G76 P011060 Q100 R200 ; G76 X60640 Z25000 P3680 Q1800 F6.0 ; 6 10525 ϕ60.64 1.8 Eixo X 0 ϕ68 Eixo Z Repetição de ciclo (G76) Especificando P2, a abertura irregular de rosca pode ser executada com uma profundidade de corte constante. Exemplo: G76 X60640 Z25000 K3680 D1800 F6.0 A60 P2; Para a abertura irregular de rosca, use sempre o formato de fita FS15 (ver Seção 17.5). Se não for especificado um comando P que defina o método de corte ou se for especificado um comando diferente de P2, será executado um corte com uma ferramenta, com um valor constante. Se a profundidade de corte for inferior a dmin (especificado através do parâmetro nº 5140) em um dos ciclos, ela será fixada em ∆dmin. α (tolerância de acabamento) a Hn H1 H2 H3 H4 H5 H7 H8 H9 2⋅D (2⋅4) D/2 ( 4⋅ 6) D/2 K 2⋅D 2 Ponta da ferramenta H6 Abertura irregular de rosca com profundidade de corte constante 4⋅D 6⋅D Exemplos D Abertura irregular de rosca PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 158 1. Nos blocos com comandos para a repetição de ciclo, os endereços P, Q, X, Z, U, W e R têm de ser especificados corretamente para cada bloco. 2. No bloco especificado por meio do endereço P de G71, G72 ou G73, é necessário programar o grupoG00 ouG01. Não o fazendo, é ativado o alarme P/S nº 65. 3. No modo MDI, não é possível programar G70, G71, G72 nem G73. Se algum deles for programado, é ativado o alarme P/S nº 67. G74, G75 e G76 podem ser programados no modo MDI. 4. Nos blocos que contenhamG70, G71, G72 ouG73 e entre os números de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível programar M98 (chamada do subprograma) nem M99 (fim do subprograma). 5. Nos blocos situados entre os números de seqüência especificados por meio de P e Q, não é possível especificar os seguintes comandos: ⋅Código G de ação simples, exceto G04 (pausa) ⋅Código G do grupo 01, exceto G00, G01, G02 e G03 ⋅Código G do grupo 06 ⋅M98 / M99 6. Durante a execução da repetiçãode ciclo (G70AG76), é possível parar o ciclo e executar umaoperaçãomanual. Contudo, antes de se reiniciar a operação cíclica, a ferramenta deveria ser recolocada na posição em que a operação cíclica foi interrompida. Se a operação cíclica for reiniciada sem que a ferramenta seja recolocada na posição da interrupção, o movimento da operação manual é somado ao valor absoluto e o caminho da ferramenta é deslocado no correspondente à quantidade demovimento da operação manual. 7. Quando G70, G71, G72 ou G73 são programados, o número de seqüência especificado por meio do endereço P e Q não pode ser especificado mais de uma vez no mesmo programa. 8. Na repetição de ciclo, os blocos entre os números de seqüência especificados por P e Q, não podem ser programados através das funções de “programação direta das dimensões do desenho” ou de “chanfragem e canto R”. 9. G74, G75 e G76 também não suportam a entrada de casas decimais paraP eQ. Osmenores incrementos de entrada são as unidades usadas para especificar a distância a percorrer e a profundidade de corte. 10.Quando #1 = 2500 é executado usando uma macro de usuário, 2500.000 é atribuído a #1. Nesse caso, P#1 é eqüivalente a P2500. 11.A compensação do raio da ponta da ferramenta não pode ser aplicada a G71, G72, G73, G74, G75, G76 ou G78. 12.A repetição de ciclo não pode ser executada durante a operação DNC. 13.Amacro deusuário do tipo interrupção não pode ser executada durante a repetição de ciclo. 14.A repetição de ciclo não pode ser executada durante o modo de controle avançado por antecipação. 13.2.8 Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70--G76) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 159 Ociclo fixo deperfuração simplifica, normalmente, oprograma, dadoque reúne em um só bloco com código G uma operação de usinagem programada em vários blocos. Tabela de ciclos fixos: Tabela 13.3 (a): Ciclos fixos Código G Eixo de perfu- ração Operação de usinagem de furos (sentido --) Operação na posição da base do furo Operação de retração (sentido +) Aplicações G80 ____ _____ _____ ___ Cancelamento G83 Eixo Z Avanço de corte / intermitente Pausa Deslocamento rápido Ciclo de perfuração frontal G84 Eixo Z Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosquea- mento frontal G85 Eixo Z Avanço de corte _____ Avanço de corte Ciclo de mandrilagem frontal G87 Eixo X Avanço de corte / intermitente Pausa Deslocamento rápido Ciclo de perfuração lateral G88 Eixo X Avanço de corte Pausa→Fuso SAH Avanço de corte Ciclo de rosquea- mento rígido lateral G89 Eixo X Avanço de corte Pausa Avanço de corte Ciclo de mandrilagem lateral Em geral, o ciclo de perfuração é composto das seis seqüências de operações seguintes: Operação 1 Posicionamento do eixo X (Z) e do eixo C Operação 2 Deslocamento rápido até o nível do ponto R Operação 3 Usinagem de furos Operação 4 Operação na base de um furo Operação 5 Retração até o nível do ponto R Operação 6 Deslocamento rápido até o ponto inicial Operação 1 Operação 2 Operação 3 Operação 4 Operação 5 Operação 6 Deslocamento rápido Avanço Nível inicial Nível do ponto R Fig. 13.3 Seqüência de operações de um ciclo de perfuração 13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80--G89) PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 160 Um código G de perfuração especifica os eixos de posicionamento e um eixo de perfuração, como ilustrado abaixo. Como eixos de posicionamento são utilizados os eixos C e X ou Z. O eixo (X ou Z) que não for utilizado como eixo de posicionamento, é usado como eixo de perfuração. Apesar de os ciclos fixos incluirem tanto ciclos de rosqueamento como de mandrilagem e de perfuração, neste capítulo será utilizado apenas o termo ”perfuração” para designar as operações executadas nos ciclos fixos. Tabela 13.3 (b): Eixo de posicionamento e eixo de perfuração Código G Plano de posiciona- mento Eixo de perfuração G83, G84, G85 Eixo X, eixo C Eixo Z G87, G88, G89 Eixo Z, eixo C Eixo X G83 e G87, G84 e G88 e G85 e G89 possuem, respectivamente, a mesma função, exceto nos eixos especificados como eixos de posicionamento e eixo de perfuração. G83 a G85 / G87 a 89 são códigos Gmodais e permanecem ativos até que sejam cancelados. Enquanto estiverem ativos, o estado atual é o modo de perfuração. Os dados de perfuração especificados no modo de perfuração, são guardados até que sejam alterados ou cancelados. Especifique todos os dados de perfuração necessários no início dos ciclos fixos; quando os ciclos fixos estão sendo executados, deverá somente especificar modificações dos dados. Uma velocidade de avanço de corte com um código F é mantida mesmo depois de o ciclo de perfuração ser cancelado. Para os blocos que requeiram um código Q, tem de se especificar um código Q para cada um dos blocos. Uma vez especificados, os códigos M de fixação e anulação da fixação do eixo C funcionam emmodomodal e são cancelados por G80. Explicações D Eixo de posicionamento e eixo de perfuração D Modo de perfuração PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 161 No sistema A de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao nível inicial. No sistema B ou C de códigos G, a ferramenta regressa da base de um furo ao nível inicial quando se especifica G98 e regressa da base de um furo ao nível do ponto R quando se especifica G99. A figura seguinte ilustra omovimento da ferramenta especificado através de G98 ou G99. Geralmente, G99 é utilizado para a primeira operação de perfuração e G98 para a última operação de perfuração. O nível inicial não é alterado, mesmo que a perfuração seja executada no modo G99. G98 (Retorno ao nível inicial ) G99 (Retorno ao nível do ponto R Nível inicial Nível do ponto R Se pretender repetir a perfuração para executar furos situados a intervalos regulares, especifique o número de repetições em K_. K só é eficaz no bloco em que for especificado. Especifique a posição do primeiro furo no modo incremental. Sendo especificada no modo absoluto, a perfuração é repetida na mesma posição. Número de repetições K Valor máximo de comando = 9999 Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4) colocado em 0, a perfuração é executada uma vez. Se K0 for especificado com o parâmetro K0E (parâmetro nº 5102 #4) colocado em1, os dados deperfuração são armazenados,mas aperfuração não é executada. Quando se programa um código M especificado no parâmetro nº 5110 para fixar/soltar o eixo C, o CNC emite o código M para fixar o eixo C depois de a ferramenta ter sido posicionada e antes de ser movimentada em deslocamento rápido para o nível do ponto R. O CNC também emite o códigoM para soltar o eixo C (código M para fixar o eixo C +1) depois de a ferramenta ser retraída para o nível do ponto R. A ferramenta faz uma pausa durante o tempo especificado no parâmetro nº 5111. Para cancelar um ciclo fixo, utilize G80 ou um código G do grupo 01. Códigos G do grupo 01 G00 : Posicionamento (deslocamento rápido) G01 : Interpolação linear G02 : Interpolação circular (SH) G03 : Interpolação circular (SAH) D Nível do ponto de retorno G98/G99 D Número de repetições D Código M para fixar/soltar o eixo C D Cancelar PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 162 Nas seções seguintes são descritos os diversos ciclos fixos. As figuras inseridas nestas explicações incluem os seguintes símbolos: Pausa especificada no programaP1 Posicionamento (deslocamento rápido G00) Avanço de corte (interpolação linear G01) Avanço manual P1 Mα Pausa especificada no parâmetro nº 5111 Emissão do código M para fixar o eixo C (O valor de a é especificado com o parâmetro nº 5110.) M (α+1) Emissão do código M para soltar o eixo C CUIDADO 1 Nos ciclos fixos, R_ (distância entre o nível inicial e o ponto R) é sempre tratado como um raio. Z_ ou X_ (distância entre o ponto R e a base do furo) são, porém, tratados ou como um diâmetro ou como um raio, dependendo da especificação. 2 No sistema Bou C de códigos G, G90 e G91 podem ser usados para selecionar um comando incremental ou absoluto para aespecificação dosdados deposição do furo (X, C ou Z, C), da distância entre o ponto R e a base do furo (Z ou X) e da distância entre o nível inicial e o nível do ponto R (R). D Símbolos usados nas figuras PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 163 É usado o ciclo de perfuração profunda ou ciclo rápido de perfuração profunda dependendo da definição em RTR, bit 2 do parâmetro n.º 5101. Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, é usado o ciclo de perfuração normal. Este ciclo executa uma perfuração profunda a alta velocidade. A broca repete o ciclo de perfuração intermitentemente até a base do furo, à velocidade de avanço de corte e com uma retração correspondente à distância de retração especificada. Durante a retração, a broca remove as aparas do furo. G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99) G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) Nível inicial Ponto RPonto R Ponto Z Ponto Z q q q d q q q Mα Mα M (α+1) M (α+1), P2 P2 P1 P1 d d d Mα : Código M para fixar o eixo C M (α+1) : Código M para soltar o eixo C P1 : Pausa especificada no programa P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111 d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114 Ponto R 13.3.1 Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87) D Ciclo rápido de perfuração profunda (G83, G87) (parâmetro RTR (nº 5101#2) =0) Formato PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 164 G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99) G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ Q_ P_ F_ K_ M_ ; X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R Q_ : Profundidade de corte por cada avanço de corte P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) Nível inicial Ponto RPonto R Ponto Z Ponto Z q d q q q d q q Mα P1 P1 M (α+1), P2 Mα d d M (α+1), P2 Ponto R Mα : Código M para fixar o eixo C M (α+1) : Código M para soltar o eixo C P1 : Pausa especificada no programa P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111 d : Distância de retração especificada no parâmetro nº 5114 M51 ; Modo de indexação do eixo C ON M3 S2000 ; Rotação da broca G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C G83 Z--40.0 R--5.0 Q5000 F5.0 M31 ; Furo 1 C90.0 M31 ; Furo 2 C180.0 M31 ; Furo 3 C270.0 M31 ; Furo 4 G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF NOTA Se não for programada a profundidade de corte por cada avanço de corte (Q), será executada a perfuração normal. (Ver a descrição do ciclo de perfuração.) D Ciclo de perfuração profunda (G83, G87) (parâmetro nº 5101#2 =1) Formato Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 165 Se não for especificada a profundidade de corte para cada perfuração, será usado o ciclo de perfuração normal. A ferramenta é, depois, retraída da base do furo em deslocamento rápido. M (α+1), P2 G83 ou G87 (modo G98) G83 ou G87 (modo G99) G83 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G87 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; Nível inicial Nível do ponto R X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) Mα Mα P1P1 M (α+1), P2 Ponto Z Ponto Z Nível do ponto R Mα : Código M para fixar o eixo C M (α+1) : Código M para soltar o eixo C P1 : Pausa especificada no programa P2 : Pausa especificada no parâmetro nº 5111 M51 ; Modo de indexação do eixo C ON M3 S2000 ; Rotação da broca G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1 C90.0 M31 ; Furo 2 C180.0 M31 ; Furo 3 C270.0 M31 ; Furo 4 G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF D Ciclo de perfuração (G83 ou G87) Formato Exemplos PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 166 Este ciclo serve para executar o rosqueamento. Neste ciclo de rosqueamento, o fuso é girado em sentido inverso quando a base do furo é alcançada. G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99) G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; Ponto R Fuso SH Nível inicial Nível do ponto R Ponto R Fuso SAHFuso SAH Fuso SH X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) Mα P1 Mα M (α+1), P2 M (α+1), P2 P1 Ponto Z Ponto Z O rosqueamento é executado através da rotação do fuso em sentido horário. Quando a base do furo é alcançada, o fuso é girado no sentido inverso para a retração. Esta operação produz roscas. As correções da velocidade de avanço são ignoradas durante o rosqueamento. Mesmo que o botão de bloqueio de avanço seja acionado, a máquina não pára antes que a operação de retorno tenha sido concluída. 13.3.2 Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88) Formato Explicações PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 167 NOTA Através do bit 6 (M5T) do parâmetro nº 5101, pode especificar--se se o comando de parada do fuso (M05) deverá ser emitido antes do sentido de rotação do fuso ser especificado com M03 ou M04. Para mais informações, consulte o manual de operação fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. M51 ; Modo de indexação do eixo C ON M3 S2000 ; Rotação da broca G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1 C90.0 M31 ; Furo 2 C180.0 M31 ; Furo 3 C270.0 M31 ; Furo 4 G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF Exemplos PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 168 Este ciclo serve para mandrilar um furo. G85 ou G89 (modo G98) G85 ou G89 (modo G99) G85 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G89 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; Ponto R Nível inicial Nível do ponto RPonto R X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) Mα P1 Mβ, P2 Mα P1 Mβ, P2 Ponto Z Ponto Z Após o posicionamento, é executado um deslocamento rápido para o ponto R. A perfuração é executada do ponto R para o ponto Z. Depois de alcançar o ponto Z, a ferramenta regressa ao ponto R a uma velocidade de avanço correspondente ao dobro da velocidade de avanço de corte. M51 ; Modo de indexação do eixo C ON M3 S2000 ; Rotação da broca G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ; Furo 1 C90.0 M31 ; Furo 2 C180.0 M31; Furo 3 C270.0 M31 ; Furo 4 G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF 13.3.3 Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89) Formato Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 169 G80 cancela o ciclo fixo. G80 ; O ciclo fixo de perfuração é cancelado para se executar uma operação normal. O ponto R e o ponto Z são anulados. Todos os outros dados de perfuração são também cancelados (anulados). M51 ; Modo de indexação do eixo C ON M3 S2000 ; Rotação da broca G00 X50.0 C0.0 ; Posicionamento da broca ao longo dos eixos X e C G83 Z--40.0 R--5.0 P500 F5.0 M31 ;Furo 1 C90.0 M31 ; Furo 2 C180.0 M31 ; Furo 3 C270.0 M31 ; Furo 4 G80 M05 ; Cancelamento do ciclo de perfuração e parada da rotação da broca M50 ; Modo de indexação do eixo C OFF 13.3.4 Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80) Formato Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 170 O modo de perfuração e os dados de perfuração são salvos, mesmo que o controlador seja parado devido a um reset ou a uma parada de emergência no decurso do ciclo de perfuração; por isso, reinicie a operação, tendo isto em mente. Se o ciclo de perfuração for executado com bloco único, a operação pára no ponto final das operações 1, 2, 6, na Fig. 13.3 (a). Conseqüentemente, esta operação é iniciada 3 vezes para perfurar um furo. A operação pára no ponto final das operações 1, 2, com a lâmpada de bloqueio de avanço ON. A operação pára sob condições de bloqueio de avanço no ponto final da operação 6, se a repetição for conservada; em outros casos, a operação pára sob condições de parada. Se o “Bloqueio de Avanço” for aplicado entre as operações 3 e 5 através de G84/G88, a lâmpada de bloqueio de avanço acende--se imediatamente se o bloqueio de avanço for novamente aplicado à operação 6. Durante a operação com G84 e G88, o override da velocidade de avanço é de 100%. 13.3.5 Medidas de Precaução D Reset e parada de emergência D Bloco único D Bloqueio de avanço D Override PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 171 Estão à disposição quatro ciclos fixos de retificação: o ciclo de retificação transversal (G71), o ciclo direto de retificação transversal e dimensões fixas, o ciclo de retificação por oscilação e o ciclo direto de retificação por oscilação e dimensões fixas. Nas máquinas--ferramentas que permitam a execução de ciclos fixos de retificação, não é possível utilizar a repetição de ciclo fixo de torneamento. (1) (I) (2) (3) (K) (4) (I) (5) (6) (K) G71 A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ; A B U (pausa) X Z A : Primeira profundidade de corte B : Segunda profundidade de corte W : Faixa de retificação U : Tempo máximo de pausa: 99999.999 segundos I : Velocidade de avanço de A e B K : Velocidade de avanço de W H : Valor para o número de repetições: De 1 a 9999 W (Pausa) Faixas de especificação e unidades para o ciclo fixo de retificação: Comando de movimento, Faixa : ±8 dígitos Unidades : 1 µm/0.0001 polegadas Velocidade de avanço Faixa Avanço por minuto: de 0.001 a 240000 mm/min de 0.0001 a 9600 polegadas/min (para 1 µm/0.0001 polegadas) Avanço por rotação: de 0.00001 a 500 mm/rotação de 0.00001 a 9 polegadas/rotação A, B e W têm de ser especificados no modo incremental. No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3, 4, 5 e 6 são executadas com uma só operação de início de ciclo. A=B=0 dá origem a uma retificação fina. 13.4 CICLO FIXO DE RETIFICAÇÃO (PARA A RETIFICADORA) 13.4.1 Ciclo de Retificação Transversal (G71) Formato Explicações PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 172 G72 P_ A_ B_ W_ U_ I_ K_ H_ ; P : Número do calibre (de 1 a 4) A : Primeira profundidade de corte B : Segunda profundidade de corte W : Faixa de retificação U : Tempo máximo de pausa: 99999.999 segundos I : Velocidade de avanço de A e B K : Velocidade de avanço de W H : Valor para o número de repetições: de 1 a 9999 Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto convencional. As notas referidas para G71 são válidas também aqui, exceto no que respeita à especificação do número do calibre. 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado. (Término) (Sinal de salto) (Sinal de salto)(Término) 2. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta está cortando uma peça ao longo do eixo X, a ferramenta interrompe o corte imediatamente e regressa à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado. (Término) (Sinal de salto) (Sinal de salto) (Término) 3. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que o ciclo foi iniciado. 13.4.2 Ciclo Direto de Retificação Transversal e Dimensões Fixas (G72) Formato Explicações D Operação no momento de entrada do sinal de salto PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 173 (B) (1) (2) (K) (3) (4) (K) X Z U (pausa)A U (pausa) G73 A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ; A : Profundidade de corte B : Profundidade de corte W : Faixa de retificação U : Tempo de pausa K : Velocidade de avanço H : Valor para o número de repetições: 1A9999 W A, B e W têm de ser especificados no modo incremental. No caso de bloco único, as operações 1, 2, 3 e 4 são executadas com uma só operação de início de ciclo. B só é válido no bloco para que for especificado. Aqui, B não está relacionado com B do ciclo G71 ou G72. 13.4.3 Ciclo de Retificação por Oscilação (G73) Formato Explicações PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 174 G74 P_ A_ (B_) W_ U_ K_ H_ ; P : Número do calibre (de 1 a 4) A : Profundidade de corte B : Profundidade de corte W : Faixa de retificação U : Tempo de pausa K : Velocidade de avanço de W H : Valor para o número de repetições: De 1 a 9999 Quando se utiliza a operação de salto multi--etapas, pode especificar--se o número do calibre. O método de especificação do número do calibre é idêntico ao método utilizado para a função de salto multi--etapas. Se a operação de salto multi--etapas não for utilizada, é válido o sinal de salto convencional. As notas referidas para G73 são válidas também para os outros itens. 1. Se o sinal de salto for introduzido quando a ferramenta se desloca ao longo do eixo Z para retificar uma peça, a ferramenta regressa -- depois de alcançar o fim da área de retificação especificada -- à coordenada Z em que o ciclo foi iniciado. (Término) Sinal de salto (Término) Sinal de salto 2. O sinal de salto é válido durante a pausa, não sendo afetado pelos parâmetros DS1 a DS8 (nº 6206#0 a #7). A pausa é imediatamente interrompida e a ferramenta regressa à coordenada do eixo Z em que o ciclo foi iniciado. NOTA 1 Emumciclo fixo, os dadosA, B,W, I e K são valoresmodais para G71 a G74. Os dados A, B, W, U, I e K são apagados se for especificado qualquer código G de ação simples que não G04, ou um código G do grupo 01 que não G71 a G74. 2 No modo de ciclo fixo não é possível especificar nenhum código B. 13.4.4 Ciclo Direto de Retificação por Oscilação e Dimensões Fixas Formato Explicações D Operação no momento de entrada do sinal de salto PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 175 É possível inserir uma chanfragem ou um canto entre dois blocos que se intersetem em um ângulo reto: 45° 45° +x --x a c b --i c Move--se como a→d→c (para o movimento --X,--i) d G01 Z(W) _ I (C) ±i ; i Formato Movimento da ferramenta Especifica o movimento para o ponto b com um comando ab- soluto ou incremental (na figura à direita). Ponto inicial Fig. 13.5 (a) Chanfragem (Z→X) G01 X(U) _ K (C) ±k ; cc b k--k --z +z 45°45° d a (--k para o movimento --Z) Formato Movimento da ferramenta Especifica o movimento para o ponto b com um comando ab- soluto ou incremental (na figura à direita). Ponto inicial Move--se como a→d→c Fig. 13.5 (b) Chanfragem (X→Z) G01 Z(W) _ R ±r ; +x --x a c b c d --r r Formato Movimento da ferramenta Especifica o movimento para o ponto b com um comando ab- soluto ou incremental (na figura à direita). Ponto inicial Move--se como a→d→c (para o movimento --X, --r) Fig. 13.5 (c) Canto R (Z→X) 13.5 CHANFRAGEM E CANTO R D Chanfragem Z → X D Chanfragem X → Z D Canto R Z → X PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 176 G01 X(U) _ R ±r ; --z +z cc b --r rd a Formato Movimento da ferramenta Especifica o movimento para o ponto b com um comando ab- soluto ou incremental (na figura à direita). Ponto inicial (--r para o movi- mento --x) Move--se como a→d→c Fig. 13.5 (d) Canto R (X→Z) O movimento para a chanfragem ou para o canto R tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z, no modo G01. O bloco seguinte tem de ser um movimento único ao longo do eixo X ou Z, perpendicular ao bloco precedente. I ou K e R especificam sempre um valor do raio. Tenha em atenção que o ponto inicial, para um comando especificado no bloco a seguir ao bloco de chanfragem ou de canto R, não é o ponto cmas o ponto b, como ilustrado nas figuras 13.5 (a) a (d). Na programação incremental, especifique a distância em relação ao ponto b. 270.0 530.0 N3 C3 N2 R6 N1 Z φ860 φ268 N1Z270.0R6.0; N2X860.0K--3.0; N3Z0; X D Canto R X → Z Explicações Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 177 NOTA 1 Os comandos seguintes provocam um alarme. 1) Se I, K ou R for programado quando os eixos X e Z são especificados através de G01. (Alarme P/S nº 054); 2) Se a distância percorrida em X ou Z for inferior ao valor da chanfragem e do canto R, no bloco em que foi especificada a chanfragem e o canto R. (Alarme P/S nº 055); 3) Se o bloco a seguir ao bloco em que foi especificada a chanfragem e o canto R não incluir o comando G01. (Alarme P/S nº 051, 052) 4) Se forem especificados vários I, K eR emG01, é ativado o alarme P/S nº 053. 2 Um bloco único pára no ponto c, nas Fig. 13.4 (a) e (d), e não no ponto d. 3 A chanfragem e o canto R não podem ser aplicados a um bloco de abertura de rosca. 4 C pode ser usado, em vez de I ou K, como endereço para a chanfragem, em sistemas que não utilizemC como nome de um eixo. Para utilizar C como endereço para a chanfragem, defina o parâmetro CCR nº 3405#4 com 1. 5 Se C e R forem especificados em conjunto em um bloco com G01, é válido o último endereço especificado. 6 Nem a chanfragem nem a usinagem do canto R podem ser especificados na programação direta das dimensões do desenho. PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 178 G68 : Espelhamento para cabeçote duplo de torno--revólver em G69 : Cancelamento do espelhamento O espelhamento pode ser aplicado ao eixo X com um código G. SeG68 for especificado, o sistemade coordenadas é deslocado para o lado oposto da torre e o sinal do eixo X do comando programado é invertido para a execução de um corte simétrico. Para usar esta função, defina a distância entre os dois cabeçotes de torno--revólver no parâmetro (nº 1290). X 60 120 180 120φ (2) (1) (3) 120 Z 80φ 40φ X40.0 Z180.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (1) G68 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da distância de A a B (120mm) e ativar o espelhamento. X80.0 Z120.0 T0202 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver B em (2) G69 ; Deslocar o sistema de coordenadas em função da distância de B a A e cancelar o espelhamento. X120.0 Z60.0 T0101 ; Posicionar o cabeçote de torno--revólver A em (3) Valor de correção da unidade porta-- ferramenta A Valor de correção da unidade porta-- ferramenta B Unidade porta--ferramenta A Unidade porta--ferramenta B 13.6 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO--REVÓLVER (G68, G69) Formato Explicações Exemplos D Programação para cabeçote duplo de torno--revólver PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 179 Os ângulos de linhas retas, valores de chanfragem, valores para o arredondamento de cantos e outros valores dimensionais dos desenhos de usinagem podem ser programados diretamente. Além disso, a chanfragem e o arredondamento de cantos podem ser inseridos entre linhas retas com um ângulo opcional. Esta programação só é válida no modo de operação de memória. (X1 , Z1) (X2 , Z2) A X Z (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A1 A2 (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A1 A2 R 1 (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A1 A2 C1 1 2 3 4 X2_ (Z2_), A_ ; ,A1_ ; X3_ Z3_, A2_ ; X2_ Z2_, R1_ ; X3_ Z3_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_ ; X2_ Z2_, C1_ ; X3_ Z3_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_ ; Tabela 13.7 Tabela de comandos Comandos Movimento da ferramenta 13.7 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO Formato PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 180 (X1 , Z1) X Z A1 R 1 A2 (X3 , Z3) (X4 , Z4) R2 (X2 , Z2) (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A1 A2 C1 (X4 , Z4) C2 (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A2 (X4 , Z4) C2 A1 R 1 (X1 , Z1) (X3 , Z3) (X2 , Z2) X Z A1 A2 C1 (X4 , Z4) R2 5 6 7 8 X2_ Z2_ , R1_ ; X3_ Z3_ , R2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_, R2_ ; X4_ Z4_ ; X2_ Z2_ , C1_ ; X3_ Z3_ , C2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_, C2_ ; X4_ Z4_ ; X2_ Z2_ , R1_ ; X3_ Z3_ , C2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, R1_ ; X3_ Z3_, A2_, C2_ ; X4_ Z4_ ; X2_ Z2_ , C1_ ; X3_ Z3_ , R2_ ; X4_ Z4_ ; ou ,A1_, C1_ ; X3_ Z3_, A2_, R2_ ; X4_ Z4_ ; Comandos Movimento da ferramenta PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 181 Programa de usinagem ao longo da curva ilustrada na Fig. 13.7: a1 a2,A (a1) , C (c1) ; X (x3) Z (z3) , A (a2) , R (r2) ; X (x4) Z (z4) ; (x3, z3) (x4, z4) a3 c1 (x2, z2) (x1, z1) X (x2) Z (z2) , C (c1) ; X (x3) Z (z3) , R (r2) ; X (x4) Z (z4) ; r2 +Z +X Ponto inicial o u Fig. 13.7 Desenho de usinagem (exemplo) Para programar uma linha reta, especifique um ou dois dos valores de X, Z e A. Especificando apenas um dos valores, a linha reta terá de ser definida primeiro por um comando, no bloco seguinte. Para programar o ângulo de uma linha reta ou o valor para a chanfragem ou o canto R, introduza uma vírgula (,): , A_ , C_ , R_ Definindo o parâmetro CCR nº. 3405#4 com 1, no sistema em que A e C não são utilizados como nomes de eixos, os graus de uma linha reta ou o valor para a chanfragem ou o canto R podem ser programados sem vírgula (,): A_ C_ R_ Explicações PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 182 NOTA 1 Os seguintes códigos G não podem ser aplicados a um bloco que já inclua uma programação direta das dimensões do desenho, nem entre blocos de programação direta das dimensões do desenho, que definam contornos seqüenciais. 1) Códigos G (exceto G04) do grupo 00. 2) G02, G03, G90, G92 e G94 do grupo 01. 2 O arredondamento de cantos não pode ser inserido em blocos de abertura de rosca. 3 A chanfragem e o canto R com entrada direta das dimensões do desenho não podem ser usados simultaneamente com a chanfragem e o canto R. 4 Se o ponto final do bloco precedente for determinado no bloco seguinte de acordo comoscomandos seqüenciais da entrada direta das dimensões do desenho, a parada de bloco único não é executada, mas o bloqueio de avanço é executado no ponto final do bloco precedente. 5 A tolerância de ângulo para o cálculo do ponto de interseção, no programa abaixo, é de +15. (Dado que a distânciaa percorrer que deverá ser calculada é demasiado grande.) 1) X_ ,A_ ; (Se, para a instrução deângulo, for especificado um valor dentro da faixa de 0°±1°ou 180°±1°, é ativado o alarme P/S nº 057.) 2) Z_ , A_ ; (Se, para a instrução deângulo, for especificado um valor dentro da faixa de 90°±1°ou 270°±1° é ativado o alarme P/S nº 057.) 6 Será ativado umalarme, se o ângulo formado pelas 2 linhas for de +15, ao calcular o ponto de interseção. 7 A chanfragem ou o canto R são ignorados, se o ângulo formado pelas 2 linhas for de +15. 8 No bloco a seguir ao bloco que inclui apenas uma instrução de ângulo, é necessário especificar tanto um comando dimensional (programação absoluta) como uma instrução de ângulo. (Exemplo) N1 X_, A_, R_ ; N2, A_ ; N3 X_ Z_, A_ ; (Além do comando dimensional, tem de se especificar a instrução de ângulo no bloco nº 3.) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 183 (Especificação do diâmetro, entrada em mm) N001 G50 X0.0 Z0.0 ; N002 G01 X60.0, A90.0, C1.0 F80 ; N003 Z--30.0, A180.0, R6.0 ; N004 X100.0, A90.0 ; N005 ,A170.0, R20.0 ; N006 X300.0 Z--180.0, A112.0, R15.0 ; N007 Z--230.0, A180.0 ; : : 22° 180 30 1×45° 10° R20 R6 X φ 100 φ 300 Z φ 60 R15 Exemplos PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 184 Os ciclos de rosqueamento frontal (G84) e os ciclos de rosqueamento lateral (G88) tanto podem ser executados nomodo convencional comono modo de rosqueamento rígido. No modo convencional, o fuso é girado ou parado em sincronia com o movimento ao longo do eixo de rosqueamento, de acordo com as funções miscelânea M03 (rotação do fuso em sentido horário), M04 (rotação do fuso em sentido anti--horário) e M05 (parada do fuso). No modo de rosqueamento rígido, o motor do fuso é controlado de forma semelhante à de um motor de controle, através da aplicação da compensação ao movimento ao longo do eixo de rosqueamento e ao movimento do fuso. No rosqueamento rígido com macho, cada rotação do fuso corresponde a uma certa quantidade de avanço (passo) ao longo do eixo do fuso. O mesmo se aplica à aceleração/desaceleração. Isso significa que o rosqueamento rígido com macho não exige a utilização de machos deslizantes, como acontece nomodoconvencional, possibilitando, assim, um rosqueamento de alta velocidade e de alta precisão. Se a função opcional de controle de fusos múltiplos estiver ativada, é possível utilizar o segundo fuso para o rosqueamento rígido commacho. 13.8 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 185 O controle do motor do fuso de forma semelhante à de um motor servo, no modo de rosqueamento rígido, possibilita um rosqueamento de alta velocidade. G84 ou G88 (modo G98) G84 ou G88 (modo G99) G84 X(U)_ C(H)_ Z(W)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; ou G88 Z(W)_ C(H)_ X(U)_ R_ P_ F_ K_ M_ ; X_ C_ ou Z_ C_ : Dados de posição do furo Z_ ou X_ : Distância entre o ponto R e a base do furo R_ : Distância entre o nível inicial e o nível do ponto R P_ : Tempo de pausa na base do furo F_ : Velocidade de avanço de corte K_ : Número de repetições (se necessário) M_ : Código M para fixar o eixo C (se necessário) P P Nível do ponto R Ponto Z Fuso SH Ponto R Ponto R Parada do fuso Fuso SAH Fuso SAHParada do fusoParada do fuso Ponto Z Parada do fuso Parada do fuso Nível inicial Operação 5 Operação 4 Operação 3 Operação 1 Operação 2 Operação 6 Parada do fuso Fuso SH P P Depois de concluído o posicionamento no eixo X (G84) ou no eixo Z (G88), o fuso é movimentado para o ponto R à velocidade de deslocamento rápido. O rosqueamento é executado do ponto R para o ponto Z. Em seguida, o fuso pára e cumpre um tempo de pausa. Depois, o fuso inicia a rotação no sentido oposto, é retraído para o ponto R, pára de girar e se desloca para o nível inicial em deslocamento rápido. Durante o rosqueamento, é adotada um override da velocidade de avanço e um override do fuso de 100%. Para a retração (operação 5), é possível, porém, aplicar um override fixo de até 2000%, definindo o parâmetro nº. 5211 (RGOVR), o bit 3 (OVU) do parâmetro nº 5201 e o bit 4 (DOV) do parâmetro nº. 5200. Omodo de rosqueamento rígido pode ser especificado através de um dos seguintes métodos: D Especificando M29S***** antes de um bloco de rosqueamento D Especificando M29S***** em um bloco de rosqueamento D Tratando G84 ou G88 como um código G para rosqueamento rígido com macho (definindo o bit 0 (G84) do parâmetro nº 5200 com 1.) 13.8.1 Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido Lateral com Macho (G88) Formato Explicações D Modo de rosqueamento rígido PROGRAMAÇÃO 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO B--64114PO/01 186 No modo de avanço por minuto, o passo de rosca é igual à velocidade de avanço dividida pela velocidadedo fuso. Nomodode avanço por rotação, o passo de rosca é igual à velocidade de avanço. Se for especificado um valor superior à velocidade máxima de rotação, para a engrenagem que está sendo usada, é ativado o alarme P/S nº 200. No caso de um fuso analógico, se um comando for especificado de forma a serem gerados mais de 4095 pulsos durante 8 ms (unidade de deteção), é ativado o alarme P/S nº 202. No caso de um fuso serial, se um comando for especificado de forma a serem gerados mais de 32767 pulsos durante 8 ms (unidade de deteção), é ativado o alarme P/S nº 202. <Example> No caso de um motor integrado, equipado com um detetor com uma resolução de 4095 pulsos por rotação, a velocidade máxima do fuso durante o rosqueamento rígido com macho é a seguinte: Para um fuso analógico (4095×1000÷8×60)÷4095 = 7500 (rpm) Para um fuso serial (32767×1000÷8×60)÷4095 = 60012 (rpm) [Nota: Valor ideal] O comando S, especificado no rosqueamento rígido com macho, é apagado com o comando cancelar rosqueamento rígido com macho e a condição é a mesma que se S0 fosse programado. Se, para o avanço de corte, for especificado um valor que exceda o limite superior, será ativado o alarme P/S nº 201. Se for especificado um comando S ou um movimento do eixo entreM29 e M84, será ativado um alarme P/S nº 203. Se M29 for especificado durante o ciclo de rosqueamento, será ativado o alarme P/S nº 204. O código M usado para especificar o modo de rosqueamento rígido com macho é normalmente definido no parâmetro nº 5210. No entanto, para definir um valor superior a 255 use o parâmetro nº 5212. O desvio de posição máximo durante o movimento ao longo do eixo de rosqueamento em um modo de rosqueamento rígido com macho é normalmente definido no parâmetro nº 5310. No entanto, use o parâmetro nº 5314, para definir um valor superior a 32767, por exemplo, conforme a resolução do detetor sendo usado. O valor R tem de ser especificado em um bloco destinado à execução da perfuração, pois se for especificado em blocos que não executem a perfuração, não poderá ser arquivado como dado modal. G00 a G03 (códigos G do grupo 01) não podem ser especificados em blocos que incluam G84 ou G88. Se forem especificados, G84 ou G88 será cancelado. No modo de ciclo fixo é ignorada qualquer correção da posição da ferramenta. D Passo de rosca Limitações D Comandos S D Comandos F D M29 D Código M para o rosqueamento rígido com macho D Desvio máximo de posição durante o movimento ao longo do eixo de rosqueamento D R D Cancelamento D Correção da posição da ferramenta PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 13. FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO 187 Entrada em mm Entrada em polegadas Comentário G98 1 mm/min 0.01 polegadas/ min Ponto decimal permitido G99 0.01 mm/ro- tação 0.0001 polega- das/rotação Ponto decimal permitido Velocidade de avanço do eixo de rosqueamento: 1000 mm/min Velocidade do fuso: 1000 rpm Passo de rosca: 1.0 mm <Programação para o avanço por minuto> G98 ; Comando de avanço por minuto G00 X100.0 ; Posicionamento M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento rígido G84 Z--100.0 R--20.0 F1000 ; Rosqueamento rígido com macho <Programação para o avançopor rotação> G99 ; Comando de avanço por rotação G00 X100.0 ; Posicionamento M29 S1000 ; Comando do modo de rosqueamento rígido G84 Z--100.0 R--20.0 F1.0 ; Rosqueamento rígido com macho O ciclo de rosqueamento rígido com macho é cancelado. Para mais informações sobre o cancelamento deste ciclo, consulte II--13.3.4 NOTA Quando o cancelamento do rosqueamento rígido com macho é programado, o comando S usado para o rosqueamento rígido com macho também é apagado. (É o mesmo que se o S0 fosse programado.) Por isso, o comando S, especificado para rosqueamento rígido com macho, não pode ser usado em blocos depois do cancelamento do rosqueamento rígido com macho. Por favor, volte a especificar o comando S depois do cancelamento do rosqueamento rígido com macho, se necessário. D Unidades para F Exemplos 13.8.2 Cancelamento do rosqueamento rígido com macho (G80) PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 188 14 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO Este capítulo descreve as seguintes funções de compensação: 14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA 14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.4 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10) 14.5 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 189 A correção da ferramenta serve para compensar quaisquer diferenças entre a ferramenta efetivamente usada e a ferramenta imaginária, utilizada na programação (geralmente, a ferramenta padrão). Quantidade de correção no eixo X Ferramenta padrão Ferramenta real Quantidade de correção no eixo Z Fig. 14.1 Correção da ferramenta Nesta unidade não existe um código G para especificar a correção da ferramenta. A correção da ferramenta é especificada pelo código T. A correção da ferramenta compreende dois tipos de correção: A correção da geometria da ferramenta, para compensar a forma ou a posição de montagem da ferramenta, e a correção do desgaste da ferramenta, para compensar o desgaste da ponta da ferramenta. Valor de correção da geometria no eixo X Valor de correção do desgaste do eixo X Ponto no programa Ferramenta imaginária Ferramenta real Fig. 14.1.1 Correção da geometria da ferramenta e correção do des- gaste da ferramenta Valor de correção do desgaste do eixo Z Valor de correção da geometria no eixo Z 14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA 14.1.1 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 190 Existem dois métodos para especificar um código T, tal como mostram as Tabelas 14.1.2 (a) e 14.1.2 (b). Tabela 14.1.2 (a) Tipo de código T Significado do código T Definição de parâmetros para espe- cificar o nº de correção Comando de 2 dígi- tos T ff Desgaste da ferra- menta e número de correção da geome- tria da ferramenta Seleção da ferra- menta Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 1, o número de correção do des- gaste da ferra- menta é especifi- cado com o último dígito de um código T. Quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção da geo- metria da ferra- menta e o número de correção do desgaste da ferra- menta especifica- dos para uma de Comando de 4 dígi- tos T ffff Desgaste da ferra- menta e número de correção da geome- tria da ferramenta Seleção da fer- ramenta Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção do des- gaste da ferra- menta é especifi- cado com os dois últimos dígitos de um código T. dos para uma de- terminada ferra- menta são idên- ticos. Tabela 14.1.2 (b) Tipo de código T Significado do código T Definição de parâmetros para espe- cificar o nº de correção Comando de 2 dígi- tos T ff Número de correção do da fer- ramenta Seleção da ferramenta e número de correção da geometria da ferra- menta Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 1, o número de correção do des- gaste da ferra- menta é especifi- cado com o último dígito de um código T. Quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção da geo- metria da ferra- menta e o número de correção do desgaste da ferra- menta especifica- dos para uma de Comando de 4 dígi- tos T ffff Número de correção do da ferramenta Seleção da ferramenta e número de correção da geometria da ferra- menta Quando LD1, o bit 0 do parâmetro nº 5002, é colocado em 0, o número de correção do des- gaste da ferra- menta é especifi- cado com os dois últimos dígitos de um código T. dos para uma de- terminada ferra- menta são idên- ticos. A seleção da ferramenta é feita através da especificação do código T correspondente ao número da ferramenta. A relação entre o número de seleção da ferramenta e a própria ferramenta é explicada no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. O número de correção tem dois significados. Especifica a distância de correção correspondente ao número selecionado para dar início à função de correção. Um número de correção da ferramenta igual a 0 ou 00 indica que o valor de correção é 0 e a correção é cancelada. 14.1.2 Código T para a Correção da Ferramenta Formato D O menor dígito do código T especifica a geometria e o número de correção do desgaste D O menor dígito do código T especifica o número de correção do desgaste e o número com o maior dígito especifica o número de seleção da ferramenta e o número de correção da geometria 14.1.3 Seleção da Ferramenta 14.1.4 Número de Correção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 191 Existem dois tipos de correção: A correção do desgaste da ferramenta e a correção da geometria da ferramenta. O caminho da ferramenta é corrigido pelos valores de correção do desgaste X, Y e Z, em relação ao caminho programado. A distância de correção correspondente ao número especificado pelo código T é somada ou subtraída à posição final de cada bloco programado. Este bloco contém o comando de correção com o código T Caminho da ferramenta após a correção Caminho programado Compensação pelo corretor X, Z (vetor de correção) Fig. 14.1.5 (a) Movimento de correção (1) Na Fig. 14.1.5(a), o vetor com os corretores X, Y e Z chama--se vetor de correção. A compensação é igual ao vetor de correção. A correção é cancelada quando 0 ou 00 são selecionados como número de correção do códigoT.Ovetor de correção passa a ser 0 no final dobloco cancelado. N1 X50.0 Z100.0 T0202 ; Cria o vetor de correção correspondente ao número de correção 02 N2 X200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0200 ;A especificação do número de correção 00 apaga o vetor de correção. N1 N2 Caminho da ferramenta após a correção Caminho programado Fig. 14.1.5 (b) Movimento de correção (2) Quando o parâmetro LVC (nº 5003#6) está colocado em 1, a correção é cancelada: 1) Durante o tempo inicial após a energização. 2) Se for pressionada a tecla de reset na unidade MDI. 3) Se for enviado um sinal de reset da máquina para o CNC. O parâmetro LVC (nº 5003#6) pode ser definido de forma que a correção não seja cancelada quando se pressiona a tecla de reset ou quando é emitido um sinal de reset. 14.1.5 Correção Explicações D Correção do desgaste da ferramenta D Vetor de correção D Cancelamento da correção PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 192 Quando é especificado apenas um código T em um bloco, a ferramenta é deslocada pelo valor de correção do desgaste sem um comando de movimento. O movimento é executado com uma velocidade de deslocamento rápido no modo G00. Em outros modos é executar com a velocidade de avanço. Quando um código T com o número de correção 0 ou 00 é especificado por si só, é executado um movimento para cancelar a correção. AVISO Quando G50 X_Z_T_ ; é especificado a ferramenta não se desloca. É definido o sistema de coordenadas em que o valor da coordenada relativa à posição da ferramenta é (X,Z). A posição da ferramenta é obtida através da subtração do valor dedo desgaste correspondente ao número de correção especificado no código T. Com a correção da geometria da ferramenta, o sistema de coordenadas de trabalho é deslocado pelos valores de correção da geometriaX, Y e Z. Por outras palavras, a quantidade de correção correspondente ao número designado com o código é adicionada ou subtraída da posição atual. Caminho programado após o deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho Comando absoluto Caminho da ferramenta após a correção Caminho programado antes do deslocamento do sistema de coordenadas de trabalho Quantidade de correção através da correção da geometria da fer- ramenta no eixo X, Z (vetor de correção) Fig. 14.1.5 (c) Movimento de correção da geometria da ferramenta NOTA A ferramenta pode ser compensada tanto pela correção do desgaste como pela especificação do parâmetro LGT (nº 5002#4), a fim de adicionar ou subtrair o ponto final programado de cada bloco. A especificação do número de correção 0, 00 ou 0000 cancela a correção. NOTA Quando o número de correção da geometria da ferramenta é especificado com um valor igual ao do número de correção do desgaste da ferramenta (parâmetro nº 5002#1 (LGN) colocado em 0), a correção da geometria da ferramenta não será cancelada por um código T especificado que possua o número de correção 2. No entanto, se o parâmetro nº 5002#5 (LGC) estiver ativado, o número de correção 0 também poderá ser usado para cancelar a correção da geometria da ferramenta. Se o parâmetro TGC (nº 5003#7) estiver colocado em 1, a correção da geometria da ferramenta também poderá ser cancelada por um reset. D Apenas o código T D Correção da geometria da ferramenta D Cancelamento da correção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 193 1. Especificação do número de correção da geometria da ferramenta e do número de correção do desgaste da ferramenta com os dois últimos dígitos de um código T (quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 0): N1 X50.0 Z100.0 T0202 ;Especifica o número de correção 02 N2 Z200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0200 ; Cancela a correção Caminho pro- gramado após o desloca- mento do sis- tema de coor- denadas de trabalho Comando absoluto Cancelamento da correção Cancelamento da correção Caminho da ferramenta após a correção Correção N1 N2 N3Caminho pro- gramado após o desloca- mento do sis- tema de coor- denadas de trabalho Comando absoluto 2. Suponha que a correção da geometria não é cancelada com o nº de correção 0 (quando LGN, o bit 1 do parâmetro nº 5002, está colocado em 1), N1 X50.0 Z100.0 T0202 ;Número de seleção da ferramenta (número de correção da geometria da ferramenta 02 especificado) N2 Z200.0 ; N3 X100.0 Z250.0 T0000 ; Cancela a correção N1 N2 N3 Cancelamento da correção Caminho da ferramenta após a correção Correção Caminho pro- gramado após o desloca- mento do sis- tema de coor- denadas de trabalho Exemplos PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 194 Esta seção descreve as operações seguintes em que a correção da posição da ferramenta é aplicada: comandos G53, G28 e G30, retorno manual ao ponto de referência e cancelamento da correção da posição da ferramenta com um comando T00. A execução do retorno ao ponto de referência (G28) ou de um comando G53, quando é aplicada a correção da posição da ferramenta, não cancela o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, a indicação da posição absoluta é a seguinte, de acordo com a definição do bit 4 (LGT) do parâmetro nº 5002. LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de coordenadas.) Compensação da geometria da ferramenta Compensação do desgaste da ferramenta Tela das coordenadas de posição absoluta Bloco para o retorno ao ponto de referência ou o comando G53 O deslocamento é considerado.São mostradas as coordenadasdesloca- das de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. Bloco seguinte São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a com- pensação da geometria da ferra- menta. O vetor é considerado. LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.) Compensação da geometria da ferramenta Compensação do desgaste da ferramenta Tela das coordenadas de posição absoluta Bloco para o retorno ao ponto de referência ou o comando G53 O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado. NOTA O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta). 14.1.6 Comandos G53, G28 e G30 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta Explicações D Retorno ao ponto de referência (G28) e comando G53 quando é aplicada a correção da posição da ferramenta PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 195 Quando é aplicada a correção da ferramenta, a execução do retorno manual ao ponto de referência não cancela o vetor de correção da posição da ferramenta. Contudo, dependendo da definição do bit 4 (LGT) do parâmetro nº 5002, a indicação da posição absoluta é a seguinte: LGT = 0 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no deslocamento do sistema de coordenadas.) Compensação da geometria da ferramenta Compensação do desgaste da ferramenta Tela das coor- denadas de po- sição absoluta Após o retorno manual ao ponto de referência O deslocamento é considerado.São mostradas as coordenadasdesloca- das de acordo com a compensação da geometria da ferramenta. O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. Bloco seguinte São mostradas as coordenadas deslocadas de acordo com a com- pensação da geometria da ferra- menta. O vetor é considerado. LGT = 1 (A compensação da geometria da ferramenta baseia--se no movimento da ferramenta.) Compensação da geometria da ferramenta Compensação do desgaste da ferramenta Tela das coor- denadas de po- sição absoluta Após o retorno manual ao ponto de referência O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. O vetor não é considerado. As coor- denadas são mostradas como se a correção tivesse sido temporaria- mente cancelada. Bloco seguinte O vetor é considerado. O vetor é considerado. NOTA O bit 6 (DAL) do parâmetro nº 3104 é colocado em 0 (as posições reais, às quais é aplicada a correção da posição da ferramenta, são mostradas na tela da posição absoluta). D Retorno manual ao ponto de referência quando é aplicada a correção da ferramenta PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 196 Se a especificação apenas de T00, enquanto é aplicada a correção da posição da ferramenta, cancela ou não a correção, depende das definições dos seguintes parâmetros: LGN = 0 LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5) O número de correção da geometria é: 0 : Igual ao número de correção do desgaste 1: Igual ao número de seleção da ferramenta A compensação da geometria é aplicada: 0 :Com base no deslocamento do sistema de coordenadas 1: Com base no movimento da ferramenta A correção da geometria: 0 :Não é cancelada com T00 1: É cancelada com T00 Resultado LGT=0 LGT=0 LGC=0 LGC=1 Não cancelada Cancelada LWM (nº 5002#6) A correção da posição da ferramenta é aplicada: 0 :Através do código T 1: Através do movimento ao longo do eixo LGT=1 LWM=0 LWM=1 Cancelada Não cancelada NOTA 1 Quando LGT=0, LWM não tem referência. 2 Quando LGT=1, LGC não tem referência, mesmo que LGN = 0. LGN = 1 LGN (nº 5002#1) LGT (nº 5002#4) LGC (nº 5002#5) O número de correção da geometria é: 0 : Igual aonúmero de correção do desgaste 1: Igual ao número de seleção da ferramenta A compensação da geometria é aplicada: 0 :Com base no deslocamento do sistema de coordenadas 1: Com base no movimento da ferramenta A correção da geometria: 0 :Não é cancelada com T00 1: É cancelada com T00 Resultado LGT=0 LGT=0 LGC não tem referência. Cancelado LWM (nº 5002#6) A correção da posição da ferramenta é aplicada: 0 :Através do código T 1: Através do movimento ao longo do eixo LGT=1 LWM=0 LWM=1 Cancelada Não cancelada NOTA 1 Quando LGT=0, LWM não tem referência. 2 Quando LGT=1, LGC não tem referência. D Cancelamento da correção da posição da ferramenta com T00 PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 197 É difícil efetuar a compensação necessária para fabricar peças exatas quando se utiliza apenas a função de correção da ferramenta, em virtude da curvatura da ponta da ferramenta no corte cônico ou no corte circular. A função de compensação do raio da ponta da ferramenta compensa automaticamente os erros atrás mencionados. Peça Profundi- dade de corte insufi- ciente Contorno processado sem compen- sação do raio da ponta da ferramenta Caminho da ferramenta sem compensação Caminho da ferramenta com compensação Ponta da ferramenta Fig. 14.2Caminho da ferramenta na compensação do raio da ponta da ferramenta R A ponta da ferramenta na posição A da figura seguinte não existe, na realidade. A ponta imaginária da ferramenta é necessária, porque é geralmentemais difícil definir o centro do raio da ponta da ferramenta real na posição inicial do que a ponta imaginária da ferramenta (Nota). Alémdisso, o raio da ponta da ferramentanão precisa ser consideradopara efeitos de programação quando é utilizada a ponta imaginária da ferramenta. A relação entre as posições, quando a ferramenta é definida para a posição inicial, é mostrada na figura seguinte. A Posição inicial Posição inicial Quando programada em função do centro da ponta da ferramenta Quando programada em função da ponta imaginária da ferramenta Fig. 14.2.1 (a) Centro do raio da ponta da ferramenta e ponta imaginária da ferramenta 14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.2.1 Ponta Imaginária da Ferramenta PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 198 CUIDADO Em uma máquina com pontos de referência, é possível colocar uma posição padrão, como p. ex. o centro do cabeçote de torno--revólver, sobre a posição inicial. A distância entre esta posição padrão e o centro do raio da ponta ou a ponta imaginária da ferramenta é definida como o valor de correção da ferramenta. A definição da distância entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta como valor de correção equivale a colocar o centro do raio da ponta da ferramenta sobre a posição inicial, enquanto que a definição da distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta equivale a colocar a ponta imaginária da ferramenta sobre a posição padrão. Para definir o valor de correção, é geralmente mais fácil medir a distância entre a posição padrão e a ponta imaginária da ferramenta, do que entre a posição padrão e o centro do raio da ponta da ferramenta. OFX (Correção da ferra- menta no eixo X) OFX (Correção da ferra- menta no eixo X) OFZ (Correção da ferra- menta no eixo Z) OFZ (Correção da ferra- menta no eixo Z) Definição da distância entre a posição padrão e o centro da ponta da ferramenta como valor de correção da ferramenta Definição da distância entre a posição padrão e o centro da ponta imaginária da ferramenta como valor de correção da ferramenta A posição inicial é colocada sobre o centro da ponta da ferramenta A posição inicial é colocada sobre a ponta imaginária da ferramenta Fig. 14.2.1 (b)Valor de correção da ferramenta quando o centro do cabeçote de torno revólver é colocado sobre a posição inicial O caminho do centro da ponta da ferramenta é o mesmo do caminho programado, a menos que seja executada a compensação do raio da ponta da ferramenta. Se for utilizada a compensação do raio da ponta da ferramenta, é executado um corte preciso. Caminho do centro da ponta da ferramenta Caminho programado Partida Partida Caminho programado Fig. 14.2.1 (c) Caminho da ferramenta ao programar com base no centro da ponta da ferramenta Caminho do centro da ponta da ferramenta Sem a compensação do raio da ponta da ferramenta, o caminho da ponta da ferramenta imaginária é igual ao caminho programado. Com a compensação do raio da ponta da fer- ramenta, é executado um corte preciso. Caminho da ponta imaginária da ferramenta Caminho da ponta imaginária da ferramentaPartida Partida Caminho programado Caminho programado Fig. 14.2.1 (d) Caminho da ferramenta ao programar com base na ponta imaginária da ferramenta PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 199 O sentido da ponta imaginária da ferramenta, visto a partir do centro da ponta da ferramenta, é determinado pelo sentido da ferramenta durante o corte, pelo que deve ser definido antecipadamente, tal como os valores de correção. O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser selecionado entre as oito especificações mostradas abaixo, na Fig. 14.2.2, juntamente com os respectivos códigos. A Fig 14.2.2 ilustra a relação entre a ferramenta e a posição inicial. As especificações seguintes aplicam--se em caso de seleção da opção de correção da geometria da ferramenta e de correção do desgaste da ferramenta. X Z Ponta imaginária da ferramenta número 1 Ponta imaginária da ferra- menta número 2 Ponta imaginária da ferra- menta número 3 Ponta imaginária da ferra- menta número 4 Ponta imaginária da ferra- menta número 5 Ponta imaginária da ferramenta número 6 Ponta imaginária da ferra- menta número 7 Ponta imaginária da ferra- menta número 8 Fig. 14.2.2 Sentido da ponta imaginária da ferramenta 14.2.2 Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 200 As pontas das ferramentas imaginárias com os números 0 a 9 são utilizadas quando o centro da ponta da ferramenta coincide com a posição inicial. Defina o número da ponta imaginária da ferramenta no endereço OFT para cada número de correção. O bit 7 (WNP) do parâmetro nº 5002 é usado para determinar se o sentido da ponta virtual da ferramenta para a compensação do raio da ponta da ferramenta, deverá ser determinado pelo número de correção da geometria da ferramenta ou pelo número de correção do desgaste da ferramenta. Ponta imaginária da ferramenta número 0 a 9 Os sentidos 1 a 8 da ponta virtual da ferramenta só podem ser usados no plano G18 (Z--X). Para a ponta virtual da ferramenta 0 ou 9, a compensação é aplicada nos dois planos G17 e G19. Valor de compensação do raio da ponta da ferramenta (valor do raio da ponta da ferramenta) Tabela 14.2.3 (a) Correção da geometria da ferramenta Número de correçã o da geome- tria OFGX (Quanti- dade de correção da geome- tria no eixo X) OFGZ (Quanti- dade de correção da geome- tria no eixo Z) OFGR (Valor de correção da geome- tria do raio da ponta da ferra- menta) OFT (Sentido da ponta imaginária da ferra- menta) OFGY (Quanti- dade de correção da geome- tria no eixo Y) G01 G02 G03 G04 G05 : 10.040 20.060 0 : : : 50.020 30.030 0 : : : 0 0 0.20 : : : 1 2 6 : : : 70.020 90.030 0 : : : Limitações D Seleção de plano 14.2.3 Número de Correção e Valor de Correção Explicações D Número de correção e valor de correção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 201 Tabela 14.2.3 (b) Correção do desgaste da ferramenta Número de correçã o do des- gaste OFGX (Quanti- dade de correção do des- gaste no eixo X) OFGZ (Quanti- dade de correção do des- gaste no eixo Z) OFGR (Valor de correção do des- gaste do raio da ponta da ferra- menta) OFT (Sentido da ponta imaginária da ferra- menta) OFGY (Quanti- dade de correção do des- gaste no eixo Y) W01 W02 W03 W04 W05 : 0.040 0.060 0 : : : 0.020 0.030 0 : : : 0 0 0.20 : : : 1 2 6 : : : 0.010 0.020 0 : : :O valor de compensação do raio da ponta da ferramenta durante a execução é a soma da correção da geometria e da correção do desgaste. OFR=OFGR+OFWR O sentido da ponta imaginária da ferramenta pode ser definido tanto para a correção da geometria como para a correção do desgaste. No entanto, só é válido o sentido indicado por último. O número de correção é especificado com um código T igual ao que é usado para a correção da ferramenta. Para mais pormenores, ver subseç. II--14.1.2. NOTA Quando o número de correção da geometria é especificado igual ao da seleção da ferramenta, através da definição do parâmetro LGT (nº 5002#1), e é designado um código T, cujos números de correção da geometria e de correção do desgaste são diferentes, é válido o sentido da ponta imaginária da ferramenta, especificado pelo número de correção da geometria. Exemplo) T0102 OFR=RFGR01+OFWR02 OFT=OFT01 No entanto, a direção especificada pelo número de correção do desgaste é ativado dependendo da definição do parâmetro WNP (Nº 5002#7). A faixa do valor de correção é a seguinte: Sistema incremental Sistema métrico Sistema inglês IS--B de 0 a999.999 mm de 0 a99.9999 polega- das IS--C de 0 a999.9999 mm de 0 a 99.99999 pole- gadas O valor de correção correspondente ao número de correção 0 é sempre 0. Nenhum valor de correção pode ser definido para o número de correção 0. D Compensação do raio da ponta da ferramenta D Sentido da ponta imaginária da ferramenta D Comando do valor de correção D Faixa de definição do valor de correção PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 202 Na compensação do raio da ponta da ferramenta, é necessário especificar a posição da peça em relação à ferramenta. Código G Posição da peça Caminho da ferramenta G40 (Cancelar) Movimento ao longo do caminho progra- mado G41 Lado direito Movimento à esquerda do caminho progra- mado G42 Lado esquerdo Movimento à direita do caminhoprogramado A ferramenta é corrigida para o lado oposto ao da peça. Peça G41 G42 Eixo X Eixo Z G40 G40 A ponta imaginária da ferramenta está no caminho programado. Ponta imaginária da ferramenta número 1 a 8 Ponta imaginária da ferramenta número 0 14.2.4 Posição de Trabalho e Comando de Movimento PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 203 A posição da peça pode ser alterada através da definição do sistema de coordenadas, como mostrado abaixo. Peça Eixo X Eixo Z G41 (a peça está no lado esquerdo) G42 (a peça está no lado direito)Nota Se o valor de compensação do raio da ponta da ferra- menta for negativo, a po- sição da peça altera--se. G40, G41 e G42 são modais. Não especifique G41 enquanto estiver no modo G41. Caso contrário, a compensação não funcionará devidamente. Pela mesma razão, não especifique G42 durante o modo G42. Os blocos dos modos G41 ou G42, em que não são especificados G41 ou G42, são representados por (G41) ou (G42), respectivamente. Quando a ferramenta se desloca, a ponta da ferramenta mantém contato com a peça. (G42) (G42) (G42) (G42) (G42) (G42) Diagrama ampliado D Movimento da ferramenta quando a peça não muda de posição PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 204 A posição da peça em relação à ferramenta muda no canto do caminho programado, como mostra a figura a seguir. Posição da peça Posição da peça G42 G42G41 G41 A A B C B C Embora a peça não exista no lado direito do caminho programado no caso acima, pressupõe--se a existência da peça no movimento de A para B. A posição da peça não pode ser alterada no bloco subseqüente ao bloco de partida. No exemplo acima, se o bloco que especifica o movimento de A para B fosse o bloco de partida, o caminho da ferramenta não seria igual ao que é mostrado. O bloco em que o modo muda de G40 para G41 ou G42 é chamado bloco de partida. G40 _ ; G41 _ ; (Bloco de partida) No bloco de partida, a ferramenta executa movimentos de transição para a correção. No bloco a seguir ao bloco de partida, o centro da ponta da ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado para esse bloco na posição inicial. G40 (G42) G42 (Partida) D Movimento da ferramenta quando a peça muda de posição D Partida PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 205 O bloco em que o modo muda de G41 ou G42 para G40 é chamado bloco de cancelamento da correção. G41 _ ; G40 _ ; (Bloco de cancelamento da correção) O centro da ponta da ferramenta se movimenta para uma posição perpendicular ao caminho programado no bloco anterior ao bloco de cancelamento. Nobloco de cancelamento da correção (G40), a ferramenta é colocada na posição final, como mostrado abaixo. G40 (G42) Posição final Quando é especificado de novo no modo G41/G42, o centro da ponta da ferramenta é colocado perpendicularmente ao caminho programado do bloco anterior, na posição final do mesmo. (G42) (G42) (G42) G42 W--500.0 U--500.0 ; O posicionamento do centro da ponta da ferramenta não é executado no bloco que primeiro especifica G41/G42. Se desejar retrair a ferramenta no sentido especificado por X(U) e Z(W), de formaa cancelar a compensação do raio da ponta da ferramenta no final da usinagemdoprimeiro bloco representado na figura abaixo, especifique o seguinte: G40 X(U) _ Z(W) _ I _ K _ ; sendo I e K a direção da figura vazia do bloco seguinte, tendo se ser especificados no modo incremental. G42 G40 U_ W_ I_ K_ ; G40 I, K U, W Sentido de deslocação da ferramenta D Cancelamento da correção D Especificação de G41/G42 no modo G41/G42 D Movimento da ferramenta quando o sentido de deslocação da ferramenta no bloco que inclui um comando G40 é diferente do sentido de deslocação da peça PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 206 A posição da peça especificada através dos endereços I e K é a mesma do bloco precedente. G40 X_ Z_ I_ K_ ; Compensação do raio da ponta da ferramenta G40 G02 X_ Z_ I_ K_ ; Interpolação circular Se I e/ou K for especificado com G40 no modo de cancelamento, I e/ou K será ignorado. Os valores numéricos a seguir a I e K devem ser sempre especificados como valores de um raio. G40 G01 X_ Z_ ; G40 G01 X_ Z_ I_ K_ ;Modo de cancelamento da correção (I e k são ineficazes.) 120 200 30 150 0 φ60 φ300 Z X (1) (2) (3) (Modo G40) 1.G42 G00 X60.0 ; 2.G01 X120.0 W--150.0 F10 ; 3.G40 G00 X300.0 W150.0 I40.0 K--30.0 ; Exemplos PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 207 1.M05 ; Emissão do código M 2.S210 ; Emissão do código S 3.G04 X1000 ; Pausa 4.G01 U0 ; Distância de avanço igual a zero 5.G98 ; Somente código G 6.G10 P01 X10.0 Z20.0 R0.5 Q2 ; Alteração da correção Se dois ou mais blocos, dos acima indicados, forem especificados consecutivamente, o centro da ponta da ferramenta passa para uma posição perpendicular ao caminho programado do bloco anterior, no final do mesmo. No entanto, se o comando de movimento for o do ponto 4, o movimento da ferramenta acima é obtido somente com um bloco. N6 N7 N8 N9 (Modo G42) N6 W1000.0 ; N7 S21 ; N8 M04 ; U9 U--1000.0 W1000.0 ; Caminho do centro da ponta da ferramenta Caminho programado A compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 (ciclo de corte do diâmetro exterior/interior) ou G94 (ciclo de torneamento da superfície final) é a seguinte: 1. Movimento de acordo com os números da ponta imaginária da ferramenta Em todos os caminhos do ciclo, o caminho do centro da ponta da ferramenta é, geralmente, paralelo ao caminho programado. 4, 8, 3 5, 0, 7 1, 6, 2 4 8 0 3 7 2 61 5 1, 4, 5 8, 0, 6 3, 7, 2 4, 8, 3 5, 0, 7 1, 6, 2 4 8 0 3 7 2 61 5 1, 4, 5 8, 0, 6 3, 7, 2 G90 G94Caminho do centro da ponta da ferramenta Caminho programado Em todos os casos Caminho do centro da ponta da ferramenta Caminho programado Em todo o caso 14.2.5 Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta Explicações D Movimento da ferramenta quando dois ou mais blocos sem um comando de movimento não devem ser programados consecutivamente D Compensação do raio da ponta da ferramenta com G90 ou G94PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 208 2. Sentido da correção O sentido de correção indicado na figura abaixo é independente do modo G41/G42. G90 G94 Quando é especificado um dos ciclos seguintes, o ciclo é desviado por um vetor de compensação do raio da ponta da ferramenta. Duranteo ciclo, não é executado qualquer cálculo de interseção. G71 (Remoção de material por torneamento ou ciclo de retificação transversal) G72 (Remoção de material por faceamento ou ciclo direto de retificação transversal e dimensão constante) G73 (Repetição de padrões ou ciclo de retificação por oscilação) G74 (Perfuração profunda da superfície final) G75 (Perfuração do diâmetro exterior/interior) G76 (Ciclo de rosca múltipla) G78 (Ciclo de abertura de rosca) O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo. (G42) (G41) Caminho programado O movimento executado após a compensação é mostrado abaixo. (G42) (G41) Caminho programado D Compensação do raio da ponta da ferramenta com G71 a G76 ou G78 D Compensação do raio da ponta da ferramenta ao executar a chanfragem D Compensação do raio da ponta da ferramenta ao inserir um arco do canto PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 209 Neste caso, não é executada a compensação do raio da ponta da ferramenta. D Compensação do raio da ponta da ferramenta quando o bloco é especificado a partir do painel MDI PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 210 Esta seção explica de forma pormenorizada o movimento da ferramenta para a compensação do raio da ponta da ferramenta, descrita na seção 14.2. Esta seção é composta pelas seguintes subseções: 14.3.1 Aspectos gerais 14.3.2 Movimento da ferramenta aquando da partida 14.3.3 Movimento da ferramenta no modo de correção 14.3.4 Movimento da ferramenta aquando do cancelamento do modo de correção 14.3.5 Verificação de interferências 14.3.6 Corte excessivo devido à compensação do raio da ponta da ferramenta 14.3.7 Correção na chanfragem e arcos de canto 14.3.8 Comando de entrada através do painel MDI 14.3.9 Precauções gerais para as operações de correção 14.3.10Comandos G53, G28 e G30 no raio da ponta da ferramenta Modo de compensação O vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta é um vetor bidimensional, igual ao valor de correção especificado no código T, e é calculado no CNC. Sua dimensão se altera bloco a bloco, de acordo com o movimento da ferramenta. Este vetor de correção (seguidamente denominado, simplesmente, de vetor) é criado internamente pela unidade de controle, como for necessário para uma correção adequada e para calcular um caminho da ferramenta com uma correção exata (através do raio da ponta da ferramenta) a partir do caminho programado. Este vetor é apagado pelo reset. O vetor acompanha sempre a ferramenta à medida que esta avança. Um conhecimento adequado sobre as funções do vetor, é essencial para obter uma programação precisa. Leia a descrição apresentada a seguir sobre como criar devidamente os vetores. G40, G41 ou G42 é usado para apagar ou gerar vetores. Estes códigos são usados em conjunto com G00, G01, G02, G03 ou G33 para especificar um modo de movimento da ferramenta (correção). Código G Função Posição da peça G40 Cancelamento da compensação do raio da ponta da ferramenta Nenhuma G41 Correção esquerda ao longo do ca- minho da ferramenta Direita G42 Correção direita ao longo do caminho da ferramenta Esquerda G41 e G42 especificam um modo de correção, enquanto G40 especifica o cancelamento da correção. O sistema aciona o modo de cancelamento imediatamente após a energização, quando é pressionado o botão deRESET noMDI ou quando um programa é intencionalmente finalizado através da execução de M02 ou M30. (O sistema pode não acionar o modo de cancelamento, dependendo damáquina--ferramenta.) Nomodo de cancelamento, o vetor é colocado emzero e o caminho do centro da ponta da ferramenta coincide com o caminho programado. O programa deve terminar no modo de cancelamento. Se terminar no modo de correção, a ferramenta não pode ser colocada no ponto final e pára em umaposição afastada do ponto final, ao longo do comprimento do vetor. 14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA 14.3.1 Aspectos gerais D Vetor de correção do centro do raio da ponta da ferramenta D G40, G41, G42 D Modo de cancelamento PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 211 Quando um bloco que satisfaz todas as condições seguintes é executado no modo de cancelamento, o sistema aciona o modo de correção. O controle durante esta operação é denominado partida. D G41 ou G42 está incluído no bloco ou foi especificado para que o sistema acione o modo de correção. O controle durante esta operação é denominado partida. D O número de correção para a compensação do raio da ponta da ferramenta não é 00. D O movimento de X ou Z é especificado no bloco e a distância a percorrer não é igual a zero. Na partida, não é permitido um comando circular (G02 ou G03). Se este for especificado, é acionado o alarme P/S (PS34). Durante a partida são lidos dois blocos. O primeiro bloco é executado e o segundo bloco é inserido no buffer da compensação do raio da ponta da ferramenta. No modo de bloco único, são lidos dois blocos e o primeiro deles é executado, seguindo--se a parada da máquina. Nas operações subseqüentes, é feita a leitura antecipada de dois blocos, pelo que o CNC tem o bloco atualmente em execução e os dois blocos seguintes. Quando um ângulo de interseção criado por caminhos da ferramenta especificados com comandos de movimento para dois blocos exceder 180°, é denominado “lado interno.” Quando um ângulo estiver entre 0° e 180°, é denominado “lado externo.” αPeça α Caminho programado Lado interno 180°≦α 0°≦α<180° Lado externo Peça Caminho programado Os símbolos seguintes são usados nas figuras subseqüentes: -- S indica uma posição na qual um bloco único é executado uma só vez. -- SS indica uma posição na qual um bloco único é executado duas vezes. -- SSS indica uma posição na qual um bloco único é executado três vezes. -- L indica que a ferramenta se move ao longo de uma linha reta. -- C indica que a ferramenta se move ao longo de um arco. -- r indica o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta. -- Uma interseção é uma posição na qual os caminhos programados de dois blocos se intersetam, depois de terem sido deslocados de acordo com o valor r. -- indica indica o centro do raio da ponta da ferramenta. D Partida D Lado interno e lado externo D Significado dos símbolos PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 212 Quando se muda do modo de cancelamento da correção para o modo de correção, a ferramenta se move como ilustrado abaixo (partida): Linear→Linear α Caminho programado LS G42 r L Linear→Circular α S G42 r L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta C Peça Posição inicial Posição inicial Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça r α L S G42 L α S C G42 r r L L L r L Linear→Linear Linear→Circular Peça Posição inicial Posição inicial Peça Caminho programado Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção Interseção 14.3.2 Movimento da Ferramenta Aquando da Partida Explicações D Movimento da ferramenta em torno de um canto interno (180°≦α) D Movimento da ferramenta em torno do exterior de canto de um ângulo obtuso (90°≦α<180°) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 213 G42 L L L L S r r G42 L L L S r r C L L Linear→Linear Linear→Circular Peça Peça Posição inicial Posição inicial Caminho programado Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta α α r G41 G41 L L S Posição inicial Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Inferior a 1 grau Se o comando for especificado aquando dapartida, o vetor de correção não será criado. S N9 N6 N7 N8 SS G91 G40 … ; : N6 U100.0 W100.0 ; N7 G41 U0 ; N8 U--100.0 ; N9 U--100.0 W100.0 ; Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferra- menta r NOTA Sobre a definição de blocos que não movimentam a ferramenta, ver a subseção II--14.3.3. D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo agudo (α<90°) D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo agudo inferior a 1 grau, linear→linear (α<1°) D Bloco sem comando de movimento da ferramenta aquando da partida PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 214 No modo de correção, a ferramenta se move como abaixo ilustrado: Caminho programado α L L α C S L S C LS CSC Linear→Circular Linear→Linear Caminho programado Interseção Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Peça Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção Caminho programado Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção Circular→Linear Circular→Circular Peça Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção α α 14.3.3 Movimento da Ferramenta no Modo de Correção Explicações D Movimento da ferramenta em torno do interior de um canto (180°≦α) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 215 r r S r Interseção Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção O leitor pode também adotar omesmo procedimento no caso de arco para linha reta, linha reta para arco e arco para arco. D Movimento da ferramenta em torno do lado interno (α<1°) com um vetor extremamente longo, linear → linear PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 216 α L r C S L S C L S L L r L L L r r Linear→Linear Linear→Circular Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção Peça Circular→Linear Circular→Circular Interseção Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça Interseção Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça Peça Caminho programado Interseção Caminho do centro do raio da ponta da ferra- menta α α α C S C D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo obtuso (90°≦α<180°) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 217 α L L L L S r r L L S r r C L L L L L L r r L S C Linear→Linear Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Linear→Circular Circular→Linear Circular→Circular Caminho programado Peça Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado α α C L S r L L Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta α Peça r C D Movimento da ferramenta em torno do canto externo de um ângulo agudo (α<90°) PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 218 Se o fim de uma linha conducente a um arco for programado, por engano, como o fim desse arco, como mostra a figura abaixo, o sistema assume que a compensação do raio da ponta da ferramenta foi executada combase em um círculo imaginário que tem omesmo centro que o arco e ultrapassa a posição final especificada. Combase nessa suposição, o sistema cria um vetor e executa a compensação. O caminho do centro do raio da ponta da ferramenta resultante é diferente daquele criado pela aplicação da compensação do raio da ponta da ferramenta no caminho programado em que a linha conducente ao arco é considerada como uma linha reta. rr Centro do arco Círculo imaginário Linha conducente ao arco Fim do arco L L L r C S Caminho programado Caminho do cen- tro do raio da ponta da ferramenta Peça A mesma descrição se aplica ao movimento da ferramenta entre dois caminhos circulares. D Exceções S A posição final do arco não está sobre o arco PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 219 Se o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta for suficientemente pequeno, os dois caminhos circulares do centro do raio da ponta da ferramenta feitos após a compensação cruzam--se em uma posição (P). A interseção P pode não ocorrer se for especificado um valor excessivamente grande para a compensação do raio da ponta da ferramenta. Quando esta situação é prevista, um alarme P/S (nº 33) é ativado no final do bloco anterior e a ferramenta pára. No exemplo mostrado abaixo, os caminhos do centro do raio da ponta da ferramenta ao longo dos arcos A eB cruzam--se em P quando é especificado umvalor suficientemente pequeno para a compensação do raio da ponta da ferramenta. Esta interseção não ocorre, se for especificado um valor excessivamente grande. Quando o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta é elevado Arco BP Quando o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta é baixo O alarme (nº 033) é ativado e a ferra- menta pára Caminho programado Centro do arco B Centro do arco A Arco A r r Se o centro do arco for idêntico à posição inicial ou ao ponto final, o alarme P/S (nº 038) é visualizado e a ferramenta pára na posição final do bloco anterior. N5 N6 N7 r O alarme (nº 038) é ativado e a ferramenta pára (G41) N5 G01 W100.0 ; N6 G02 W100.0 I0 J0 ; N7 G03 U--100.0 I--100.0 ;Caminho do cen- tro do raio da ponta da ferra- menta Caminho programado S Não existe interseção interna S O centro do arco é idêntico à posição inicial ou à posição final PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 220 O sentido de correção é determinado pelos códigos G (G41 e G42) para o raio da ponta da ferramenta e para o sinal do valor de compensação do raio da ponta da ferramenta, da seguinte forma: Sinal do valor de correção Código G + -- G41 Correção do lado esquerdo Correção do lado direito G42 Correção do lado direito Correção do lado esquerdo O sentido da correção pode ser alteradonomodode correção. Se o sentido da correção for alterado em um bloco, é gerado um vetor na interseção do caminho do centro do raio da ponta da ferramenta desse bloco e no caminho do centro do raio da ponta da ferramenta de um bloco anterior. Não épossível, contudo, realizar a alteração no bloco departida e no bloco que se lhe segue. D Alteração do sentido de correção no modo de correção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 221 L L L S r r G42 G41 G41 G42 r r S C r r LC S S G41 G41 G42 G42 C C r r Linear→Linear Linear→Circular Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Peça Peça Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear Circular→Circular Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça Peça Peça S Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta com uma interseção PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 222 Ao alterar o sentido de correção do bloco A para o bloco B com os comandos G41 e G42, se não for necessária uma interseção com o caminho da correção, o vetor normal do bloco B é criado no ponto inicial do bloco B. G41G42 (G42) L L L A B r r S G42 G41 L S L S G41 G42 A B L S r L L G41 C C r r r (G42) S S Centro G42 Linear→Linear Linear→Circular Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Peça Caminho do cen- tro do raio da ponta da ferra- menta Caminho programado Circular→Circular Um arco cuja posição final não está no arco Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferra- menta Centro C S Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta sem uma interseção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 223 Se o comando subseqüente for especificado nomodo de correção, omodo de correção é temporariamente cancelado, sendo depois automaticamente restaurado.O modo de correção pode ser cancelado e iniciado como descrito nas subseções II--14.3.2 e --14.3.4. Se G28 for especificado no modo de correção, o modo de correção é cancelado em uma posição intermediária. Se o vetor ainda existir depois do retorno da ferramenta ao ponto de referência, as componentes do vetor são repostas a zero, relativamente a cada eixo ao longo do qual foi executado o retorno ao ponto de referência. (G42 G00) S S S S G28 G00 r r Posição intermediária Ponto de referência O vetor de correção pode ser definido de modo a formar um ângulo reto no sentido de deslocação do bloco anterior, independentemente de se usinar o lado interno ou externo, através da programação separada do código G de compensação do raio da ponta da ferramenta de corte (G41, G42) nomodo de correção. Se o código for especificado em um comando circular, não se obterá o movimento circular correto. Caso se pretendaqueo sentido de correção seja alterado pelaprogramação do código G de compensação do raio da ponta da ferramenta (G41, G42), consultar ”Alteração do sentido de correção no modo de correção” na subseç. 14.3.3. Linear→Linear r Um bloco especificado por G42 Modo G42 r C Interseção S L L S L Circular→Linear Um bloco especificado por G42 Interseção Caminho programado Modo G42 Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta D Cancelar temporariamente a compensação do raio da ponta da ferramenta S Especificação de G28 (retorno automático ao ponto de referência) no modo de correção S Código G de compensação do raio da ponta da ferramenta no modo de correção PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 224 Se se programar G50 durante o modo de correção, o vetor de correção é cancelado temporariamente; depois disso, omodo de correção é retomado automaticamente. Neste caso, sem omovimento de cancelamento de correção, a ferramenta move--se diretamente do ponto de interseção para o ponto programado, onde o vetor de correção é cancelado. Quando o modo de correção é restaurado, a ferramenta se move também diretamente para o ponto de interseção. S L L L L S SN5 N6 N7 N8 Bloco G92 Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado (G41) N5 G91 G01 U700.0 W300.0 ; N6 U600.0 W--300.0 ; N7 G50 X200.0 Z100.0 ; N8 G01 X800.0 Z400.0 ; Ver as seções II--14.1 (G90, G92, G94) e II--14.2 (G70 a G76) sobre a compensação do raio da ponta da ferramenta e respectivos ciclos fixos. Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado N5 N6 (G42) N8 N9 r r S S (G42) N5 G01 U50.0 W--60.0 ; N6 W--80.0 ; N7 G90 U--60.0 W--80.0 R--30.0 ; N8 G01 U120.0 W50.0 ; N9 W50.0 ; S N7 D Comando para cancelar temporariamente o vetor de correção D Definição do sistema de coordenadas da peça (G50) D Ciclos fixos (G90, G92, G94) e repetição de ciclos (G71 a G76) PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 225 Os blocos seguintes não produzem qualquer movimento da ferramenta. Neles, a ferramenta não se moverá mesmo quando acionada a compensação do raio da ponta da ferramenta. 1.M05 ; Emissão do código M 2.S21; Emissão do código S 3.G04 X10.0 ; Pausa 4.G10 P01 X10 Z20 R10.0 ; definição do valor de. compensação do raio da ponta da ferramenta 5. (G17) Z200.0 ;Comando de movimento não incluído no plano de correção 6.G98 ; Somente código G 7.X0 ;A distância a percorrer é zero. Os coman- dos 1 a 6 não são de mo- vimento. Quando um bloco único semmovimento da ferramenta é especificado no modo de correção, o vetor e o caminho do centro do raio da ponta da ferramenta são iguais aos existentes quando o bloco não é programado. Este bloco é executado no ponto de parada de bloco único. L N6 N7 N8 LSS Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado O bloco N7 é executado aqui. N6 U100.0 W100.0 ; N7 G04 Z100.0 ; N8 U100.0 ; No entanto, quando a distância a percorrer é zero mesmo que o bloco seja programado isoladamente, o movimento da ferramenta torna--se o mesmo de quando é feita a programação de mais de um bloco sem movimento da ferramenta. Esta situação será descrita mais adiante. L N6 N7 N8 L SSS Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta N6 G91 U100.0 W100.0 ; N7 S21 ; N8 G04 X10.0 ; N9 W100.0 ; Os blocos N7 e N8 são executados aqui. D Bloco sem movimento da ferramenta S Bloco sem especificação do movimento da ferramenta no modo de correção PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 226 Quando são gerados dois ou mais vetores no fim de um bloco, a ferramenta se move linearmente de um vetor para outro. A este movimento dá--se o nome de movimento de canto. Se esses vetores forem quase coincidentes entre si, omovimento de canto não é executado e o último vetor é ignorado. r nVx nVY Este vetor é ignorado, se ∆Vx≦limite ∆V e ∆VY≦limite ∆V r Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Se ∆Vx≦ limi<e ∆V e ∆Vy≦ limi<e ∆, o último vetor é ignorado. O limite ∆V é especificado previamente no parâmetro (nº 5010). Caso esses vetores não coincidam, é gerado um movimento em torno do canto. Este movimento pertence ao último bloco. Este movimento pertence ao bloco N7 e, portanto, a velocidade de avanço é igual à do bloco N7. Se o bloco N7 estiver no modo G00, a ferramenta é movida no modo G00; se estiver no modo G01, G02 ou G03, a ferramenta é movida no modo G01. S N6 N7 Para a operação manual durante a compensação do raio da ponta da ferramenta, consulte a seção III--3.5, “Absoluto manual ON e OFF”. D Movimento de canto D Interrupção da operação manual PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 227 α S r L C α L S G40 r L Peça G40 L Caminho programado Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça Linear→Linear Circular→Linear r α L S G40 L Interseção α S C r r L L G40 L Linear→Linear Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Circular→Linear Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Interseção 14.3.4 Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção Explicações D Movimento da ferramenta em torno de um canto interno (180°≦α) D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo obtuso (90°≦α<180°) PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 228 α G40 L LL Lr r L L S r r C L L L α S S Linear→Linear Circular→Linear Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça r G40 G42 L L S 1°ou menor Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Quando um bloco sem movimento da ferramenta é programado juntamente com um cancelamento da correção, é gerado um vetor cujo comprimento é igual ao valor de correção, na direção normal relativamente ao movimento da ferramenta do bloco anterior. O vetor é cancelado no comando de deslocação seguinte. L N6 N7 N8 L SS Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado N6 G91 U100.0 W100.0 ; N7 G40 ; N8 U0 W100.0 ; D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo agudo (α<90°) D Movimento da ferramenta em torno do exterior de um ângulo agudo inferior a 1 grau, linear→linear (α<1°) D Bloco sem movimento da ferramenta especificado juntamente com o cancelamento da correção PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 229 Se um bloco com G41 ou G42 preceder um bloco em que são especificados G40 e I_, J_, K_, o sistema presume que o caminho foi programado como decorrendo entre a posição final, determinada pelo bloco anterior, e um vetor determinado por (I,J), (I,K) ou (J,K). O sentido da compensação é igual ao do bloco anterior. No bloco N1, o centro do raio da ponta da ferramenta se movimenta para P. No bloco N2, o centro do raio da ponta da ferramenta se movimenta E. E (a, b) r N1 (modo G42) ; N2 G40Xa Yb I_ J_ ; (I, J) r P S N2 N1 (G42) Peça Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferra- menta (G40) Neste caso, tenha em atenção que o CNC consegue uma interseção do caminho da ferramenta, independentemente de a usinagem especificada ser interna ou externa. r X S (G42) E G40 r (I, J) Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Quando não se pode obter uma interseção, a ferramenta vai para a posição normal, no final do bloco anterior. E (I, J) r S G40 X r Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado(G42) D Bloco com G40 e I_J_K_ S O bloco anterior contém G41 ou G42 PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 230 O corte excessivo executado pela ferramenta é chamado de interferência. A função de verificação de interferências verifica com antecedência a possibilidade de execução de um corte excessivo. Todavia, nem todas as interferências podem ser verficadas por esta função. A verificação de interferências é executada mesmo que não seja executado um corte excessivo. (1) O sentido do caminho do raio da ponta da ferramenta é diferente daquele do caminho programado (de 90 a 270 graus entre esses caminhos). Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta As direções destes dois caminhos são diferentes (180°). As direções destes dois caminhos são diferentes (180°). 14.3.5 Verificação de Interferências Explicações D Critérios para a deteção de interferências PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 231 (2) Além da condição (1), o ângulo entre o ponto inicial e o ponto final no caminho do centro do raio da ponta da ferramenta difere bastante daquele entre o ponto inicial e o ponto final no caminho programado na usinagem circular (mais de 180 graus). Centro N5 N6 N7 r1 r2Caminho do cen- tro do raio da ponta da ferra- menta Caminho programado (G41) N5 G01 U200.0 W800.0 T1 ; N6 G02 U--160.0 W320.0 I--800.0 K--200.0 T2 ; N7 G01 U--500.0 W200.0 ; (Valor de compensação da ferramenta correspondente a T1 : r1 = 200.0) (Valor de compensação da ferramenta correspondente a T2 : r2 = 600.0) Noexemplo acima, o arco do blocoN6 fica situado emumquadrante.Mas após a compensação do raio da ponta da ferramenta, o arco é colocado nos quatro quadrantes. PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 232 (1) Remoção do vetor que causa a interferência Quando a compensação do raio da ponta da ferramenta é executada no blocos A, B e C e são criados os vetores V1, V2, V3 e V4 entre os blocos A a B, e os vetores V5, V6, V7 e V8 entre os blocos B e C, os vetores mais próximos são verificados primeiro. Se ocorrer alguma interferência, são ignorados. Mas se os vetores a ignorar devido à interferência forem os últimos vetores do canto, não será possível ignorá--los. Verificação entre os vetores V4 e V5 Interferência: V4 e V5 são ignorados Verificação entre V3 e V6 Interferência: V3 e V6 são ignorados Verificação entre V2 e V7 Interferência: V2 e V7 são ignorados Verificação entre V1 e V8 Interferência: V1 e V8 não podem ser ignorados Se, durante a verificação, for detetado um vetor sem interferência, os vetores subseqüentes não são verificados. Se o bloco B for um movimento circular, será gerado um movimento linear em caso de interferências nos vetores. (Exemplo 1) A ferramenta move--se linearmente de V1 para V8 C C C r r R V1 V2 V3 V4V5 V6 V7 V8 A O1 O2 Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta V4, V5 : Interferência V3, V6 : Interferência V2, V7 : Interferência V1, V8 : Sem interferência Caminho programado S S D Correção antecipada de interferências PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 233 (Exemplo 2) A ferramenta move--se linearmente de V1, V2, V7 para V8 r C C C r R A S S V4, V5 : Interferência V3, V6 : Interferência V2, V7 : Sem interferência O1 O2 V1 V2 V8 V3V6 V5 V4 V7 Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta (2) Se a interferência ocorrer após a correção (1), a ferramenta é parada com um alarme. Se a interferência ocorrer após a correção (1) ou se existir apenas um par de vetores desde o início da verificação e os vetores interferirem, o alarme P/S (nº 41) é mostrado e a ferramenta pára imediatamente após a execução do bloco anterior. Se o bloco for executado pormeio da operação bloco a bloco, a ferramenta pára no fim do bloco. C V6 A B V5 V2 V1 Ferra- mentada parada Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Após ignorar os vetores V2 e V5 devido a uma interferência, também ocorre uma interferência entre os vetores V1 e V6. O alarme é visualizado e a ferramenta pára. PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 234 (1)Depressãomenor do que o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta A B C Ferramentada parada Caminho programado Não há qualquer interferência real, mas uma vez que o sentido programado no bloco B é oposto ao do caminho após a compensação do raio da ponta da ferramenta, a ferramenta pára e é mostrado um alarme P/S (nº 041). (2)Ranhuramais pequena do que o valor de compensação do raio da ponta da ferramenta A B C Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Ferramentada parada Tal como (1) , o sentido é inverso no bloco B. D Quando se presume a existência de interferência, embora esta não ocorra PROGRAMAÇÃOB--64114PO/01 14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO 235 Quando o raio de um canto émenor do que o raio da ferramenta, é ativado um alarme e o CNC pára no início do bloco, porque a correção interna da ferramenta de corte levaria à execução de um corte excessivo. Na operação bloco a bloco, o corte excessivo é gerado devido à parada da ferramenta após a execução do bloco. Caminho programado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Peça É acionado um alarme e a operação é interrompida É acionado um alarme e a op- eração é interrompida aqui, na operação bloco a bloco Se o CNC não parar, é executado um corte excessivo Será executado um corte excessivo, uma vez que a compensação do raio da ponta da ferramenta força o caminho do centro da ferramenta a se mover no sentido inverso ao programado.Nestecaso, éativado umalarme e o CNC pára no início do bloco. Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça É ativado um alarme e a op- eração é interrompida Corte excessivo se a operação não fosse interrompida 14.3.6 Corte Excessivo Devido à Compen-- sação do Raio da Ponta da Ferramenta Explicações D Usinagem de um canto interno com um raio inferior ao da ponta da ferramenta D Usinagem de uma ranhura inferior ao raio da ponta da ferramenta PROGRAMAÇÃO14. FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO B--64114PO/01 236 Quando ausinagemdopasso é programadapormeio de usinagemcircular no caso de um programa contendo um passomenor do que o raio da ponta da ferramenta, o caminho do centro da ferramenta com a correção normal torna--se inverso ao sentido programado. Neste caso, o primeiro vetor é ignorado e a ferramenta se move linearmente à posição do segundo vetor. A operação bloco a bloco é interrompida neste ponto. Se a usinagem não estiver no modo de bloco único, a operação do ciclo continua. Se o passo for linear, não será acionado nenhum alarme e o corte será feito corretamente. No entanto, permanecerá um resto por cortar. S O primeiro vetor é ignorado Caminho do centro do raio da ponta da ferramenta Caminho programado Peça Centro da usinagem circular Se o primeiro vetor não for ignorado, será executado um corte excessivo. Contudo, a ferramenta move--se linearmente. Movimento linear Posição de parada após a execução de um único bloco Na chanfragem ou arco do canto, a compensação do raio da ponta da ferramenta só pode ser executada se existir uma interseção normal no canto. No modo de cancelamento da correção, a compensação não