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Universidade Nove de Julho Maria Lívia 
Eletrocardiograma 
Introdução: 
• Sabendo que existe uma despolarização se 
propagando pelo coração, coloca-se eletrodos no 
paciente; 
• Os eletrodos irão registrar um sinal, uma variação 
elétrica no coração; 
• As ondas do ecg: 
‣ Onda P - despolarização atrial; 
‣ Complexo QRS - despolarização ventricular; 
‣ Onda T - repolarização ventricular. 
Determinação do Ritmo: 
• Interpretação do traçado de ritmo: 
‣ Método do 1500: 
- Se o ritmo for regular conte as quadrículas 
existentes entre as 2 ondas R consecutivas e 
divida 1500 pela quantidade de quadriculas. 
Derivaçõ: 
• São formas diferentes de reconhecer (medir) a 
atividade elétrica do coração; 
• Fornece uma visão da atividade elétrica do 
coração entre um polo + e um polo -; 
• ECG informa somente a atividade elétrica e não 
atividade mecânica; 
• Teoricamente seriam possíveis 40 derivações; 
• Na prática, são utilizadas 12 derivações - divididas 
em 2 grandes grupos: 
‣ Bipolares - D1, DII e DIII; 
‣ Unipolares - aVR, aVL, aVF (torácicas) e V1, V2, 
V3, V4, V5 e V6 (unipolares ampliadas dos 
membros). 
Universidade Nove de Julho Maria Lívia 
• As três Derivações bipolares dos membros: 
‣ O termo “bipolar” quer dizer que o ECG é 
registrado por dois eletrodos posicionados em 
lados diferentes do coração — neste caso, nos 
membros. 
‣ Derivação I.: 
- Terminal negativo do eletrocardiógrafo é 
conectado ao braço direito, e o terminal 
positivo, ao braço esquerdo. 
- Quando a área pela qual o braço direito se 
une ao tórax está eletronegativa, em relação 
à área pela qual o braço esquerdo se une ao 
tórax, o eletrocardiógrafo registra valor 
positivo, isto é, valor situado acima da linha de 
voltagem zero do eletrocardiograma. Quando 
ocorre o oposto, o eletrocardiógrafo registra 
valor situado abaixo da linha. 
‣ Derivação II: 
- Terminal negativo do eletrocardiógrafo é 
conectado ao braço direito, e o terminal 
positivo, à perna esquerda; 
- Quando o braço direito está negativo em 
relação à perna esquerda, o eletrocardiógrafo 
exibe registro positivo. 
‣ Derivação III: 
- Terminal negativo do eletrocardiógrafo é 
conectado ao braço esquerdo, e o terminal 
positivo, à perna esquerda; 
- O eletrocardiógrafo apresentará registro 
positivo quando o braço esquerdo estiver 
negativo em relação à perna esquerda. 
‣ Triângulo de Einthoven: 
- Lei de Einnthoven: 1 + 111 = 11; 
- Mostra que os dois braços e a perna 
esquerda formam os ápices de um triângulo 
que circunda o coração. Os dois ápices da 
parte superior do triângulo representam os 
pontos pelos quais os dois braços se 
conectam eletricamente aos líquidos situados 
ao redor do coração, e o ápice inferior é o 
ponto pelo qual a perna esquerda se conecta 
a esses líquidos. 
• Derivações torácicas: 
‣ Com frequência, os eletrocardiogramas são 
registrados pela colocação de eletrodo na 
superfície anterior do tórax, diretamente sobre 
o coração; 
Universidade Nove de Julho Maria Lívia 
‣ Esse eletrodo é conectado ao terminal positivo 
do eletrocardiógrafo, e o eletrodo negativo, 
denominado eletrodo indiferente, é conectado, 
simultaneamente, ao braço direito, ao braço 
esquerdo e à perna esquerda, por meio de 
resistências elétricas iguais; 
‣ Em geral, faz-se o registro de 6 derivações 
torácicas padrão, uma por vez, na parede 
anterior do tórax, colocando-se o eletrodo torá- 
cico de forma sequencial. Os diferentes registros 
são conhecidos como derivações VI, V2, V3, 
V4, V5 e V6; 
‣ Pelo fato de as superfícies do coração estarem 
próximas da parede do tórax, cada derivação 
torácica registra principalmente o potencial 
elétrico da musculatura cardíaca situada 
imediatamente abaixo do eletrodo. 
- Por essa razão, anormalidades relativamente 
pequenas dos ventrículos, em especial na 
parede ventricular anterior, podem provocar 
alterações acentuadas nos eletrocardiogramas 
registrados pelas derivações torácicas 
individuais. 
‣ Nas derivações VI e V2, os registros do 
complexo QRS do coração normal são, na 
maioria das vezes, negativos porque, o eletrodo 
torácico dessas derivações está mais próximo 
da base cardíaca que do ápice, e a base do 
coração permanece eletronegativa durante a 
maior parte do processo de despolarização 
ventricular. 
‣ De modo oposto, nas derivações V4, V5 e V6, 
os complexos QRS são em sua maior parte 
positivos, porque o eletrodo torácico dessas 
derivações está mais próximo do ápice do 
coração que permanece eletropositivo durante 
a maior parte da despolarização. 
• Derivações unipolares ampliadas dos membros: 
‣ Nesse, dois dos membros são conectados ao 
terminal negativo do eletrocardiógrafo por meio 
de resistências elétricas, e o terceiro membro é 
conectado ao terminal positivo. Quando o 
terminal positivo está no braço direito, a 
derivação é denominada aVR; quando está no 
braço esquerdo, aVL; e quando está na perna 
esquerda, aVF. 
‣ Os registros normais das derivações unipolares 
aumentadas dos membros são semelhantes aos 
registros das derivações padrão dos membros, 
com exceção do registro da derivação aVR, que 
é invertido. 
Siema de Referência Hexaxial: 
• Relacionar o eixo hexaxial com a deposlarização 
cardíaca; 
• Vetor do complexo QRS: 
‣ Para baixo e para esquerda do paciente - para 
determinar o eixo precisamos olhar o complexo 
QRS nas derivações D1 e aVF. 
Universidade Nove de Julho Maria Lívia 
 
Eixo Elétrico Cardíaco: 
• Plano cartesiano é dividido e 4 partes; 
• O eixo normal é entre 0º e 90º - algumas 
bibliografias inclui entre -30º e 90º; 
• Desvios: 
‣ Eixo normal - complexo QRS predominantemente 
positivo em ambos D1 e D11; 
‣ Desvio para direita - QRS negativo em D1 e 
positivo em aVF; 
‣ Desvio para esquerda - QRS positivo em D1 e 
negativo em D2; 
‣ Desvio extremo - QRS predominantemente 
negativo em ambos. 
Detalhamento das ondas do ECG: 
• Diferença entre intervalo e segmento: 
‣ Segmento - é constante; 
‣ Intervalo - é uma onda. 
• Onda p: 
‣ Precede o complexo QRS; 
‣ Duração - 60 a 120 ms; 
‣ Configuração - arrendodada e voltada para cima; 
‣ Ondas P com configurações variadas podem 
indicar lesões próximas do nó SA; 
‣ Indicativo do Ritmo Sinual. 
• Intervalo p-r: 
‣ Representa a condução do impulso atrial através 
dos átrios; 
‣ Início da onda P até o início do complexo QRS; 
‣ Duração - 120 a 200 ms; 
‣ Intervalos PR menores que 120 ms podem 
representar um impulso que se originou em 
outro local, diferente do nó SA; 
‣ Intervalos PR maiores que 200 ms podem 
representar retardos na condução pelos átrios. 
O desvio do eixo para esquerda é comumente 
encontrado na hipertrofia ventricular esquerda, no 
bloqueio fascicular anterior esquerdo e do infarto 
inferior. 
O desvio do eixo para direita é comumente observado 
na hipertensão pulmonar, no bloqueio divisional 
posterior esquerdo e no infarto lateral.
Universidade Nove de Julho Maria Lívia 
• Complexo QRS: 
‣ Começa após a onda P; 
‣ Despolarização dos ventrículos, e logo após, a 
contração ventricular; 
‣ Duração - 70 a 100 ms; 
‣ Onda Q nem sempre aparece; 
‣ Quando não aparece a onda P o impulso pode 
ter origem nos ventriculos. 
• Segmento s-t: 
‣ Começo da onda S até o início da onda T - 
conhecido como ponto J; 
‣ Alterações do segmentos ST podem indicar 
lesões no miocárdio. 
• Onda t: 
‣ Representa a repolarização ventricular; 
‣ Começa após a onda S; 
‣ Geralmente arredondada e lisa; 
‣ Deflexão para cima em várias derivações. 
• Intervalo q-t: 
‣ Representa a despolarização e repolarização dos 
ventrículos; 
‣ Começa no complexo QRS até o fim da onda T 
‣ Duração - 360 a 440 ms; 
‣ Menor intervalo -> maior frequência cardíaca. 
• Ondas u: 
‣ Representa recuperação das fibras de condução 
ventricular; 
‣ Nem sempre é detectável.

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